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sábado, 12 de março de 2011

Boiando num mar de mentiras

Minha carreira começou programando computadores. Entre os peculiaridades do mister é ou a programa está certa, ou esta errada, e não vale engrossar a voz, pois computador não entende de "Você sabia com quem você está falando?". Um terço da atividade é o chamado "debugging", termo que significa, debruçando-se sobre o trabalho de ontem, procurando, "Onde foi que eu errei?"

Naturismo brasileiro segue num caminho glorioso
É um atividade em que nem a soberba nem a mentira levam para frente. Talvez por isso que o naturismo brasileiro me deixe tão perplexo. Há tanta gente que mente, e tanta gente que acho que não importa a realidade, mas o que é dito!

Vamos, então, desmentir um pouco. Relato umas das mentiras que "ouvi dizer" no naturismo ultimamente, e se eu que nem naturista sou ouviu tantas, imagine os que mergulhem mesmo em naturismo! É um milagre que não se afogam em mentiras. Ou pensando bem, com a eleição em Praia do Pinho, estão se afogando, mesmo. 

  • "Richard conversou com Etacir Manske e Marcelo Pacheco no bar Capop em Praia do Pinho durante Congrenat".
    Não, enquanto eu estava no bar na mesma lugar que eles, é o único lugar para comer no pedaço. Mas não conversei, tem teria o que dizer. Os sócios da Colina do Sol mostraram nas urnas uma semana depois, que não querem conversa com Eta e Pacheco. Por que eu queria? 
  • "José Tannus se ofereceu para testemunhar no processo contra Dr. André Herdy em Taquara"
    Nem Dr. André, nem seu advogado, nem sua familia, receberam qualquer oferta de ajuda de Tannus, nem qualquer outra comunicação, a não ser um pedido para o livro de atas e outras papeis da FBrN.
  • "Celso Rossi conta na Colina do Sol que ajudou Nelci Rones no processo contra ele em Tambaba"
    O que Celso falou ou não falou em Colina não tenho contatos o suficiente para verificar - pode ser que ele se gabava te ter ajudado, ou não. Porém, Celso Rossi não ajudou de maneira nenhum no caso de Rones. É interessante que este boato apareceu somente quando já era claro que Rones era inocente, e que já estava para sair com habeas corpus. 
  • "A FBrN não foi procurado para ajudar Dr. André Herdy".
    Mentira descarada. Silvio Levy escreveu cartas abertas logo depois da prisão dos quatro. Eu escrevi para a presidência da FBrN, sendo exercitado pelo sr. Elias Perreira, na véspera de natal de 2007; o visitei na sua empresa perto de Brasília, junto com Cristiano Fedrigo, em maio de 2008; e Cristiano e eu fomos para uma reunião da diretoria da FBrN no Mirante do Paraíso em julho de 2008; e Silvio, Cristiano e eu fomos ao Congresso INF em Tambaba em setembro de 2008, pedindo ajuda. O pai e o advogado de André também ligaram para Elias, pedindo ajuda da FBrN, para explicar o que era naturismo. Ajuda foi amplamente pedido, e não foi recebido. 
    Eu ouvi, do sr. Tannus, que os pedidos de ajuda não vieram com procuração firmado em cartório. Se for preciso isso para conseguir socorro de sr. Tannus, devemos agradecer que ele não seja salva-vidas ou médico.
  • "A FBrN não tem assessoria jurídica e não pode ajudar ninguém acusado de crime."
    Isso eu ouvi direto do sr. Tannus. Bem, também não tenho assessoria jurídica, e nem Silvio, Cristiano, Joaquim, ou César tem. Tanto Fritz Louderback e Dr. André, quanto Nelci Rones, foram julgados no tribunal da imprensa, onde um voz pode ser ouvido, se for levantado rapidamente. Todos estes (e outros que não chegaram a ser acusados publicamente) foram acusados por ser naturistas, as "evidencias", quando houver, sendo "fotos de crianças peladas" em nada diferente daquelas veiculadas corriqueiramente na imprensa naturista ou na grande imprensa.  
  • "ELAN foi para ajudar nossos irmãos naturistas latino-americanos" Esta foi dita pelo sr. Etacir Manske no Congrenat, durante a sessão formal, e na presença de muitos que lá estavam e que souberam que chegaram ao ELAN dois uruguaios e um chileno, ou vice-versa. E ninguém deu um píu. O propósito do ELAN foi dar dinheiro e credibilidade para a Colina do Sol, que estava (e continua) com uma grande falta dos dois. O que realmente serve para criar laços entre naturistas da latina américa inteira é a lista Peladistas Unidos, que tem bastante leitores em espanhol e no inglês.
Estes são umas. Há muitas mais. Assustador é a freqüência das mentiras, e a naturalidade com que são contadas pelos seus autores, e aceitas pelos seus ouvintes.

E umas mentiras são consagradas. Quando é anunciada que haveria 4.000 naturistas no Congresso da INF, ou 2.000 no Congrenat, é proibido falar depois que o movimento estava abaixa do normal. Sendo que tudo é um sucesso, ninguém sabe o que foi um sucesso (no Congresso INF, os grupos locais como a Orquestra de Violões de João Pessoa, e o campeonato de surf naturista) e o que nem aconteceu (shows musicais programadas).

Mas o que importa saber os erros? Que necessidade haveria de corrigir o percurso? A boa nave FBrN é à prova de naufrágio, e aquilo que você achou que viu não pode ser um iceberg, e eu não vou lá ver porque a baile está esquentada. Que banda maravilhosa, não? 

    terça-feira, 1 de março de 2011

    Carta de Referência para um Desconhecido

    Na lista Papo Naturista, Renata Freira do NIP, também presente no debate no Congrenat, fez umas colocações que creio que iluminam o assunto do papel do passaporte naturista.

    Como já falamos aqui, alguém que não acompanhou um diálogo que se arrasta faz anos tem um certo dificuldade em seguir uma conversa com muitas referências implícitas às outras carnavais.

    Mas, também, alguém que participa de um debate, tende a ouvir mais seus próprios argumentos, e sentir que estes tiverem uma aceitação maior do que os de um outro participante, com outras idéias, pensaria.

    Venda do passaporte é livre no exterior

    Na lista Peladistas Unidos, que é internacional (como o ELAN não foi), chegaram missivas d'além mar. "Latin Nude Naturist" confirmou a visão do sr. Marcelo Pacheco, afirmando que qualquer um pode comprar o passaporte no site do AANR, e que ninguém nos EUA exige este bendito passaporte. A AANR saiu da INF, então a disponibilidade do passaporte INF pelo AANR já pode ser coisa do passado, mas durou um bom tempo sem implicância da INF, então não há porque o Brasil deve ser mais restritivo que os EUA.

    Pelo email, sr. Fritz Louderback, com ampla experiência em naturismo internacional, confirma a versão de que o passaporte é livremente vendido e é para levantar dinheiro, e contribuiu umas informações sobre o histórico do documento:
    A INF venderá e quer vender cartões INF. Eles nunca foram para ser evidência de uma conexão com naturismo. O homem que originou os cartões é um americano, Hap Hathaway. Eu jantei com ele no seu aniversário ontem. Os cartões era para levantar dinheiro e dava um desconto para aqueles que compraram. Hap nunca pretendia que os cartões seriam usados como uma licença para entrar num área naturista.

    Um recado no grupo usenet uk.rec.naturist.uk de 2006 afirma que:
    INF "passports" (sic) now have their place firmly in history and only but a few French resorts seem to be clinging to the requirement to have them.

    O que senti da reunião, foi que a posição do Pacheco levou o debate. Ainda, se alguém emitiu 300 passaportes para qualquer um que mandasse dinheiro, na prática já foi para o espaço a idéia de que o documento qualifica o portador.

    A visão do Pacheco difere da minha visão do Passaporte INF. Porém, as colocações de pessoas que conhecem naturismo em outros partes do mundo, me persuadem que o Pacheco está certo neste ponto, e eu estava errado.

    Carta de referência

    Vamos passar, então, para a visão do cartão da Renata:

    O cartão é uma referência e deve ser aceito como isto. Na realidade não é uma declaração de perfeição, mas é uma referência de bons costumes "assinado" pelo responsável que concedeu o cartão e o recomenda....


    O que vem à cabeça de imediata é um texto de Benjamin Franklin, "Modelo de uma Carta de Referência para uma pessoa que você nem conhece":

    Paris, 2 April, 1777.
    "Sir,
    "The bearer of this, who is going to America, presses me to give him a letter of recommendation, though I know nothing of him, not even his name. This may seem extraordinary, but I assure you it is not uncommon here. Sometimes, indeed, one unknown person brings another equally unknown, to recommend him; and sometimes they recommend one another! As to this gentleman, I must refer you to himself for his character and merits, with which he is certainly better acquainted than I can possibly be. I recommend him, however, to those civilities, which every stranger, of whom one knows no harm, has a right to; and I request you will do him all the good offices, and show him all the favor, that, on further acquaintance, you shall find him to deserve."

    Vamos repetir parte disso em português:
    "Eu o recomendo, para receber aqueles cortesias, devidas a qualquer estranho sobre quem não se conhece nada desabonador; e peço ainda você lhe presta toda a assistência, e trata como todo o favor, que o conhecendo melhor, você julga que ele merece."

    Síntese

    Pacheco vende para qualquer desconhecido. Renata disse que é somente uma carta de referência. E Franklin (que vale notar costumava tomara um "banho de ar" pelado todos os dias) nos fornece uma carta de referência para um desconhecido.

    Chega de exclusão

    Uma das coisas que mais achei estranha no naturismo brasileiro, é a obsessão com exclusão. Quem podemos restringir? Como deve ser o procedimento para expulsar pessoas? Quantas barreiras podemos colocar para alguém entrar num grupo, num espaço, até numa praia pública?

    Com mais pesquisa no naturismo brasileiro, entendi que várias destas obsessões -- contra solteiros, contra homossexuais, as patrulhas ideológicos (mas chamadas de "eticas") permanentes -- não são características históricas do naturismo brasileiro, mas somente as distorções da era Rossi, que está se encerrando, tardiamente.

    Como o naturismo pode crescer se qualquer um que aceita um novato, está colocado na posição de fiador moral? Arnaldo do Mirante, o espaço naturista mais próximo ao maior metrópole do País, nem emite para não ter responsabilidade.

    A carta de Franklin é, ainda depois 230 anos, um modelo que podemos seguir, em como tratar um desconhecido. Está mais do que na hora de abandonar as paranóias e a exclusão que foram impostos no naturismo brasileiro no último quarto de um século, de voltar à liberdade, à tolerância e à espírita aberta que caracterizaram o naturismo de Luz del Fuego e seus sucessores.

    segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

    Chegando ao fim?

    Hoje a Mma juíza Ângela Martini, responsável pelo caso Colina do Sol emitiu uma nota de expediente - disponível por completo no www.calunia.com.br - em que ela pergunta se a promotora insiste em mais um laúdo sobre a máquina fotográfica de Fritz Louderback, e dizendo que:

    "Saliente-se que o feito tramita há bastante tempo e deve se dirigir ao fim o mais breve possível ..."

    Num depoimento na processo que Cristiano Fedrigo move contra RBS, o editor de jornalismo explicou a metodologia jornalista: não verificam nada que a polícia fala, simplesmente colocam no ar - pois há muitas materias para cobrir.

    Bem, isso explica muita coisa. Sempre disse que o caso Colina do Sol não teria aguentado uma examinação mínima. Mas ainda assim, me confesso um pouco surpresa, ouvir que não recebeu examinação nenhum.

    Também, o editor explicou que a imprensa está lá para a prisão porque foi chamada pela polícia, e entrou na casa do Fritz porque a polícia franqueou a entrada.

    O que isso significa? 

    A fim da paciência é um bom sinal. Esta última pedido de laudo está pendente desde junho de 2010,  e foram feitos pedidos semelhantes desde 2008. Para quem é inocente e alvo de um processo, a demora - que parece em Brasil tanto a defesa quanto a promotoria conseguem esticar quase que eternamente - é uma tortura lenta.

    Não há evidência no processo que sustenta qualquer das acusaões feitas pela corja da Colina do Sol.

    O que acontece, então, com um veredito de inocente?

    Felizmente, o crime de denúncia calunioso, está bastante longe de caducar. O caso está, de longe, o pior crime de imprensa na história no Brasil, e haverá clamor público para uma punição exemplar para os resposáveis, para que estes crimes, tão comuns, parassem de acontecer.

    Os provas são tão claras das motivações mesquinhas da corja da Colina - vingança, escapar de pequenas dívidas, o medo de ter as fraudes de terras expostas - que, junto com o histórico de se reunir para expulsar sócios sobre infrações imaginárias - que é de esperar que esta gentalha desuda, trocará a Colina do Sol pelo banho de sol.

    sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

    As roupas fazem o homem?

    No Congresso INF em Tambaba em 2008, falei muito com os jornalistas. Alertei a moça de G1 sobre o Orquestra de Violões de Paraiaba que não sabia de antemão da nudez, dando uma matéria que o editor dela elogiou.
    Respondi umas perguntas de jornalistas, também. Um diálogo padrão era:
    Repórter: Você é naturista ...
    Eu: Não, não sou naturista.
    Repórter Mas ...
    Eu: Você foi enganada por meu disfarce barato.
    As roupas não fazem o homem. Tirar as calças não faz um naturista; vestir um terno não faz um executivo.

    Fritz Louderback vendeu sua casa na Colina do Sol, e levou sua família para os Estados Unidos. Foi Fritz que adequou a infraestrutura da Colina, colocando outra rede elétrica e outra caixa de água.

    João Olavo furou um novo poço para a Colina.

    Afinal, Fritz fazia isso, porque João Olavo não pode?

    Recebi notícias ontem, de que o novo poço, em frente à casa da Glacy, chegou a 80 metros - sem encontrar água. Se for verdade, é muita coisa - afinal, aquele morro é nem 200 metros acima do mar, e Maurício longe em frente na Chacara da Pedra, para onde migraram todos os fregueses do camping do Tuca, encontrou água a 60 metros.

    Fritz Louderback é um engenheiro - não aquele tipo específico, mais ainda assim, um engenheiro. E João Olavo, pelo jeito, não é. Ter o 'poder' não é o mesmo que ter o 'pode fazer'.

    Ouvi também que estão fazendo reuniões na antiga casa do Fritz, que nem ele fazia.

    Mas a roupa não faz o homem, o castelo não faz o rei.

    Recebi ontem, pela lista Peladistas Unidos, postagem do "blog da Glacy", com fotos do "casal João Olavo e Rayssa".  Glacy não fala da Astrid, a mulher anterior de João Olavo. Nem fala do poço, mas também o blog esta hospedado pelo Brasil Naturista, que somente noticiaria se desse água - e neste caso, provavelmente diria que deu vinho.

    Mas vendo o foto acima, pensei, "Coitado!"

    Sr. João Olavo, as roupas não fazem o homem.

    Nem o chapéu.

    sexta-feira, 19 de março de 2010

    Rever e repensar

    O blog NatParaná reveiculou ontem sob o título "Recordando .... para ler ou reler!!" uma matéria de Omar Godoy de setembro de 2008, logo depois da 31º Congresso Internacional de Naturismo em Tambaba.

    "Rever e repensar" seriam os termos mais adequados, especialmente em que trata do caso Colina do Sol, em que quatro naturistas, incluindo Dr. André Herdy - responsável por ter trazido o Congresso ao Brasil - foram presos sob acusações falsas de pedofilia.

    Respingar

    Omar olhe o caso somente em termos do seu efeito no naturismo em Paraná:

    Por mais que as denúncias tenham partido dos próprios moradores da Colina, o caso não deixou de respingar em todos os naturistas brasileiros. "Não dá para negar que essa história manchou um pouco a nossa imagem. Quando o assunto chegou na grande mídia, ficou aquela impressão de que naturismo é igual a pedofilia", reconhece Estevão.

    Para Andréia, o episódio contribuiu para que o projeto da praia naturista paranaense não tivesse continuidade. "O preconceito aumentou", afirma.

    Sobre a prisão do Dr. André, Omar não fala da presunção de inocência dos quatro, nem da situação deles, na época amargando sua décima mês de prisão, nem do papel imprescindível de Dr. André na conquista do Congresso para o Brasil. Não, sua preocupação é outra:

    Na época, Herdy era presidente da Federação Brasileira de Naturismo, o que por pouco não ameaçou a realização do encontro internacional na Paraíba.

    Aqui chegamos ao grande questão: as prisões injustas de Dr. André e dos outros três quase atrapalharam a festa!

    Inocência já comprovada

    É já amplamente sabido que as denúncias são falsas. As evidências foram todas examinadas, e o veredito dos laudos escapou do "sigilo de Justiça" em alto e bom som: não há nenhuma evidência de crime. Os exames de corpo de delito são negativos.

    Desde o começo, as próprias "vitimas" negaram. A polícia colocou uma psiquiatra para retorcer suas palavras. Três adolescentes chegaram a maioridade e negaram ter sido vítimas. E CREMERS está processando a "psiquiatra", Dra. Heloisa Fischer Meyer, pois psiquiatra não é.

    "As denúncias tenham partido dos próprios moradores da Colina"

    Omar Godoy apontou com precisão o origem das denúncias: dos próprios moradores da Colina.

    As denúncias, como sabemos, falsos, contra André Herdy, Fritz Louderback, Cleci Ieggli da Silva, e Barbara Anner.

    Vamos lembrar de quem partiram, e porque. De Etacir Manske, atual presidente da Colina do Sol, que devia e deve dinheiro para Fritz Louderback, que parou de pagar na mesma semana que suas falsas denúncias colocaram seu credor na cadeia; de Bete e Raul - Arcelino Raul de Oliveira e Elisabethe Borges de Oliveira - igualmente devedores, e que igualmente aplicaram o calote; de João Ubiratan dos Santos, vulgo “Tuca”, já condenado por sequestro, cujos ameaças motivaram Dr. André a se mudar da Colina; e de Zumbi Steffans, que fez suas acusações três dias depois de que Douglas, filho de Fritz, fugiu para Praia do Pinho com a esposa de Zumbi. E de João Olavo Paz Rosés que, com a ausência de Fritz, “tomou conta” da Colina do Sol.

    Onde vai respingar agora?

    Já convivo mais de dois anos com este caso, com as questões de justiça e injustiça, com a perseguição oficial de quem sustenta a direto constitucional da presunção de inocência, com os grampos telefônicos, as falsas acusações partindo da corja da Colina, com a morte da Nedy Pinheiro Fedrigo, com as ameaças tão freqüentes que já considero habituais de um senador da Republica.

    Já convivo e já escrevo desses assuntos importantes. Mas hoje a noite, vou focar na preocupação mesquinha de Omar Godoy. O caso Colina do Sol vai respingar no naturismo? Vai interferir com a festa?

    O que é “naturismo?”

    Vamos considerar “naturismo” em três níveis. Um é a Colina do Sol, outro o FbrN, e outro ainda é o naturismo em si, independente de clubes, organizações, federações, e qualquer outra pessoa jurídica, que não tiver corpo do qual poder tirar a roupa, para correr livre embaixo do sol.

    Efeito na Colina do Sol

    A Colina não precisa se preocupar com a lama, pois ninguém vai notar, por causa do sangue. O sangue de Dana Wayne Harbour, de 89 anos, assassinado na sua casa dentro da Colina, o hotel em que ele investiu a poupança da sua vida agora nas mãos de Celso Rossi, que não investiu um centavo dele (ainda que colocou centavos que já pertenciam a outros). O sangue de Nedy, morta do estresse provocado pela hostilidade implacável da corja da Colina. A tentativa de matar Barbara, inventando acusações para que uma senhora de 73 anos de saúde frágil seja mandada de volta para a cadeia, provavelmente para morrer, mais um obstáculo removido.

    Isso sem falar no estelionato, que o morte de Wayne talvez foi tramada para esconder.

    Não, a lama é o menor dos problemas da Colina do Sol.

    Vai respingar no FbrN?

    Não, Omar, a lama não vai respingar na FbrN. Não vai respingar porque a FbrN já deitou e rolou no lamaçal, fazendo tudo que era possível para abraçar os autores das falsas acusações, e encobrir seus crimes. E assim se encobriu com a lama.

    A FBrN acolheu os acusadores do Dr. André, permitindo que votassem e fossem votados. Deu o endosso do FBrN ao ELAN (que, estou informado, tinha de "Latino-Americano" um chileno e dois argentinos). E se recusou se fazer qualquer coisa para ajudar Dr. André Herdy, até recusando um pedido de clarificar que a presença de crianças é normal no naturismo - importante pois um dirigente da Colina tinha afirmado em juíza que naturismo não é lugar para menor.

    A FBrN se recusou de ajudar os inocentes, e não mediu esforços para defender os culpados. Sua ajuda foi solicitado, e poderia ter sido de grande utilidade num certo momento.

    O momento já passou. A FBrN escolheu seu lado, e amarrou seu futuro aos autores das falsas denúncias, apesar das provas claras e irrefutáveis da verdade do caso. Vai aguentar, ou vai cair, junto com os caluniadores.

    E o naturismo?

    A lama se mistura com o sangue derramada pela corja da Colina, e envolve a FBrN de pés a cabeça, especialmente a cabeça. Vai respingar no naturismo?

    Muitos brasileiros praticam naturismo, e quase todos dele nunca ouviram falar da FBrN. E muito gente boa, que conhecem e se envolveram na FBrN, se afastaram dela, e do naturismo organizado.

    Porque se afastaram? A maneira em que a FBrN lidou com a prisão do seu presidente, atrapalhando seus estatutos na pressa de presumir sua culpa, é um forte motivo. A dominação do seu conselho de ética por interesses comerciais é outro. E a maneira em que se curvou a estes interesses, trazendo de volta de forma explícita a censura prévia, atacando a única voz independente e séria de naturismo brasileiro, o Jornal Olho Nu do excelente Pedro Ribeiro, é mais um.

    O naturismo não precisa da FBrN. Realmente, fica cada mês mais claro que o naturismo brasileira estaria melhor sem a FBrN.

    Cada afiliada da FBrN vai ter que enfrentar o questão de se vai abandonar o barco da FBrN, ou afundar junto. Pois que vai afundar, vai, colocado a pique pelos próprios timoneiros, que escolheram e mantiverem um curso para os recifes.

    sexta-feira, 20 de novembro de 2009

    Carta Maior, interesses maiores

    Recebi no email uma carta recheado com abobrinhas. Apesar da vontade de mandar a carta direta para o cesto de lixo, e sua autora para um outro lugar, vou tentar responder as poucos pontos coerentes que da para extrair da narrativa desorganizada, pelo perspectivo do Artigo 5 da Carta Maior.

    Dr. André precisa provar sua inocência?

    O André agora tem brigas pessoais dentro do Naturismo ...
    Escuta aqui. Pessoas supostamente naturistas mentiram para colocar Dr. André dentro da cadeia durante 13 meses, e faz ele enfrentar um processo que já durou quase dois anos, sustentado somente pelo "sigilo de Justiça" que esconde a fragilidade total das "provas", e as crimes da polícia e da promotoria.

    Isso não é uma "briga pessoal". Isso é um crime de proporções históricos, de interesse nacional.
    ... ainda precisa provar sua inocência naquele processo que ainda não terminou e que ainda respondem ....

    LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória;

    Não, Dr. André não precisa comprovar sua inocência, que é presumido pela Constituição. O Ministério Público precisa comprovar sua culpa, e dado a falta total de evidências, e de "vítimas" críveis, a situação da promotora que se aventurou neste barco furado é desesperador.
      ... estando em liberdade por liminar.
    Dr. André foi solto não por liminar, mas por habeas corpus, nos termos da Constituição:

    LXVIII - conceder-se-á "habeas-corpus" sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder;

    Não consegue calar?

    "não podemos ficar calados quando vemos o Naturismo sendo atacado rotineiramente."

    A autora da Carta, e a FBrN, conseguiram muito bem ficar calado quando a Naturismo foi atacado com a prisão do seu presidente, Dr. André Ricardo Lisboa Herdy, comprovado a falsidade da afirmação acima.

    Calou-se sobre a mentira, mas reclama quando outros insistem na verdade.

    IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
    V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;

    Registro da Ata

    Porém, nem sabemos se realmente esta Ata, datada de 01 de Outubro de 2009 (reparem bem a data, recentemente!), está registrada em cartório de Camboriú porque nada foi apresentado...
    Encaminhei a ata para quem registrou, e encaminhei uma segunda versão quando este primeiro foi rejeitado por motivos técnicos, nas duas ocasiões colhei a firma do dr. André no Tabelião. Quem foi encarregado me confirmou que a segunda versão da Ata foi devidamente registrada.
    ... mas mesmo que esteja, não faz nenhum sentido MORAL
    Foi feito conforme mande a lei da República e o Estatuto da FBrN.

    II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;

    Os conquistas do Dr. André

    Por vezes questionamos se ele trabalhava e onde encontrava tempo para tanta dedicação, se não é aposentado e nada ganhava financeiramente da FBrN.
    Bem, não conheço a autora da carta, mas se for de novo ao qualquer evento da FBrN, saberia como reconhecer-la de longe: pelo hálito. A afirmação acima deixe claro que ela não visitou sua dentista faz muito tempo. Ou pelo menos não pagou a conta dela. Se não, entenderia como um bom dentista pode ganhar a vida clinicando sem necessidade de trabalhar de branco a semana inteira.

    A "passagem negativo" da prisão do Dr. André

    O André teve muitas passagens negativas dentro do Naturismo quando inventou a tal Polícia Naturista, quando jogou o nome do Oxentenat numa briga, e depois quando foi preso
    Não conheci Dr. André antes da sua prisão, mas ouvi de várias pessoas do episódio da "Polícia Naturista", e todos (inclusive Dr. André) reconhecem como um erro.

    Mas culpar Dr. André por ter sido preso sob acusações falsas? Culpar a vítima? Lembrem:
    Os acusaçôes contra Dr. André partiram da Colina do Sol, e somente dela.
    Os acusações contra Dr. André Herdy, Cleci Ieggli da Silva, Fritz Louderback e Barbara Anner, partiram somente, e tão somente, de um pequeno grupo de sócios da Colina do Sol, com rixas pessoas com André e Fritz, e várias destes devedores de Fritz, que pararam de pagar suas obrigações tão logo que conseguiram a prisão do seu credor.

    Os autores desta "passagem negativa" não são Dr. André Herdy nem Fritz Louderback. São um pequeno grupo dentro da Colina do Sol, que foi calorosamente acolhido pelo naturismo organizada depois de ter conseguido a prisão do Dr. André.
    Agora recebi uma informação de um suposto perfil pedófilo dentro do NuBrasil, que disse ser amigo do André. Já conversei por alto sobre isto com um amigo da PF, mas ainda nada fiz, nem revelei o email e nem o msn.
    Bem, uma pessoa se diz pedófilo, e se diz amigo de Dr. André. E se ele tivesse dito que fosse amigo da autora da carta? Ou se tivesse dito que era Napoleão Bonaparte, e pai da nova diretoria da FBrN toda?

    No Internet, se encontra cada louco.

    Não se pode culpar Dr. André por todos que entrem no NuBrasil, por mais cuidado com que ele age. Sei com certeza que ele baniu um caluniador, e um estelionatário notório no meio naturista brasileiro, mas como ele pode saber de todos?

    Assassinatos


    Não sei, mas relendo fiquei com a impressão de que estão usando o André, que está sendo manipulado
    Isso foi a resposta da autora ao um trecho de uma entrevista do Dr. André, onde ele diz entre outras coisas que: "...mas estou me afastando antes que também me matem, pois tentar tentaram!"

    Assim voltamos ao começo. Dr. André ficou preso 13 meses devida a falsas acusações, e a autora enxerga nisso "brigas pessoas". Ele afirma que tentarem matar ele, e ela responde que "fiquei com a impressão de que estão usando do André."

    Que falta absoluta de distinguir o importante do trivial! De empurrar ao lado os fatos grandes, reais e importantes em busca da mesquinhices que aparentemente são tudo que cabe na cabeça desta mulher!

    Como todos os outros investidores no Hotel Ocara, Dana Wayne Harbour perdeu seu investimento. Os outros investidores abandonaram o dinheiro e a Colina do Sol, um casal abandonando também sua casa quase acabada. Wayne acumulou provas, e foi assassinado dentro da sua casa na Colina, as provas sumindo na manha seguinte.

    A corja da Colina não somente foi para a Promotoria reclamar quando Barbara Anner recebeu seus amigos e advogados na sua casa, para que esta senhora de 73 anos de saúde abalada fosse mandado de volta para a cadeia, onde bem poderia ter morrido. Quando ela estava em prisão domiciliar, se ausentou para ir para uma audiência no Fórum, e alguém subia no telhada da sua casa - atrás das cercas da Colina, atrás do portão cuidadosamente monitorado para barrar os amigos da sua família, e colocou uma bomba incendiária no seu chaminé.

    E Nedy, a habitante mais antiga da Colina, de origem humilde mas ética irreprendível, que ficou ao lado da verdade, contra a maldade da Colina e apesar da inércia da FBrN, até que seu grande coração não aguentou.   

    Gente morreu nisso, houve homicídio e tentativa de homicídio. Os filhos de Nedy perderam sua mãe. Pessoas de bem gastaram a poupança da vida inteira para se defender; Cristiano Fedrigo e os outros jovens de Morro da Pedra tiveram seus futuros postos em xeque.

    Coisas importantes acontecerem no caso Colina do Sol. Há interesses maiores em jogo. Abrem os olhos, abrem os mentes.

    Confusão

    ... está esgotado em ver tanta confusão causada por um pequeno grupo de pessoas.
    Muito bom. O pequena grupo de pessoas ao que a autor refere só pode ser os autores da falsas acusações contra Dr. André e os outros três. Dr. André, como presidente de fato e de direto, já os suspendeu da FBrN, deixando sua expulsão definitivo de naturismo brasileiro para a nova diretoria.
    Mas a FBrN somente tem uma marca para zelar, e muito precisa ser feito para a continuidade do Naturismo brasileiro.
    Sim, nisso a autora tem razão. O primeiro passo já foi feito dia 15 de novembro no bar Capop em Praia do Pinho: uma eleição conforme o estatuto, aberto ao todos os interessado, conforme manda o lei do país.

    O resultado da eleição foi conferir legitimidade na eleição do Sr. José Tannus. Se, conforme a autora da carta, a eleição de Dr. André foi irregular, e conforme ele, muitas das assembleias anteriores da FBrN foram irregulares, agora (ou quando a Ata for registrada, que será logo) a FBrN teria um presidente legalmente eleito e indisputado.

    Diretoria


    Porém, a Diretoria legalmente eleito é aquela cuja nomeação foi devidamente registrada em cartório por Dr. André; que concorreu sem contestação; e que foi legalmente eleito e empossado no Praia do Pinho da dia da Proclamação da República.

    E realmente, como poderia ter num Comissão de Ética naturista um réu em múltiplas processos por usar foto de criança pelada sem permissão? Seria um absurdo.

    nem que seja na base do respeito e do "fio do bigode"
    Aqui, a autora usou uma frase feliz. O respeito exige que os acusadores do Dr. André, seus colaboradores, e a eminência negra atrás deles, não sejam acolhidos enquanto as acusações graves feitos por eles não sejam comprovados. Realmente, sendo que Silvio Levy já foi inocentado das acusações feito por este mesmo grupo, eles já tem uma violação de ética para explicar.

    Quando procurei Elias Perreira, que estava agindo como Presidente da FBrN, eu queria que a FBrN ajudasse Dr. André e os outros, e sua ajuda teria sido útil e bem vindo naquela hora - realmente, durante aquele ano.

    A ajuda não veio em boa hora. Não é mais preciso. O que preciso agora é somente que a FBrN, que não levantou um dedo a favor dos inocentes, não defende e protege os criminosos, os acusadores.

    A ajuda institucional não veio, mas encontrei gente de bom índole, de fibra, que agiram com a coragem da consciência. Juntos, cumprimos a obrigação de qual a FBrN se esquivou.

    Agora, aqui, não falou por eles. Falo somente por mim.

    Caminhos divergentes


    A eleição em Praia do Pinho de uma diretoria sem representação das influências nocivas que participaram do golpe contra Dr. André permite que a FBrN tomasse um caminho para o futuro. E permite que eu continuo no meu caminho, seguindo interesses menos provincianos, e permite que nossos caminhos não cruzam mais.

    Caso, porém, a FBrN que não me ajudou, tentasse me impedir, eu faria o que posso e o que seja preciso. E nisso dou o fio do bigode.

    domingo, 26 de abril de 2009

    Barracão em Morro da Pedra ... Barracão de Zinco

    No site Calunia encontra-se um texto falando do Barracão do Morro da Pedra. Esse barracão era usado pela comunidade carente de Morro da Pedra para jogar futebol, fazer festas para a padroeira, de casamento e também é uma escola de reforço da New Faces, a ONG de Fritz Louderback, um dos acusado do caso Colina do Sol. Com o processo tudo parou, é claro. Nada de aulas, festas ou futebol por lá. Lembra a musica Barracão cantada por Elizeth Cardoso outro tipo de barracão, mas a pobreza é igual. O Barracão de Zinco da musica pede socorro, assim como o de Morro da Pedra.

    E quem escuta o chamado? Quem escuta esse pedido de socorro do Barracão de Zinco? Os "verdadeiros" naturistas da Colina do Sol, logo ali perto? Ou os "verdadeiros" naturistas brasileiros? Não, nenhum escuta! Estão mais preocupados com o churrasco do fim de semana, ou o próximo passeio, ou a defesa da "ecologia" é que visitar lindos locais apenas; e, obviamente, nada de atitudes ecológicas ou de solidariedade. Jacques Cousteau já alertava que a pobreza é indicação de desequilíbrio ecológico humano.

    Quem sabe a letra de Barracão acorde os "verdadeiros naturistas"

    barracão
    elizeth cardoso
    Composição: Indisponível

    Ai, barracão
    Pendurado no morro
    E pedindo socorro
    À cidade a seus pés
    Ai, barracão
    Tua voz eu escuto
    Não te esqueço um minuto
    Porque sei
    Que tu és
    Barracão de zinco
    Tradição do meu país
    Barracão de zinco
    Pobretão infeliz...
    Ai, barracão
    Pendurado no morro
    E pedindo socorro
    Ai, a cidade
    A seus pés
    Barracão de zinco
    Barracão de zinco.

     

    Fontes:

    http://letras.terra.com.br/elisete-cardoso/870395/

    http://www.calunia.com.br/2009/04/o-barracao-de-morro-da-pedra.html


     

    domingo, 29 de março de 2009

    Ética de V a X

    O naturismo, no seu quase século de existência moderna, acumulou um monte de penduricalhos e muita pendenga. Respeitar a natureza, ser vegetariano, ser obrigatoriamente monógamo e hétero. Uma visão extensa, completa, e para alguns bastante rígida, tudo que não é proibido sendo obrigatório, sob pena de expulsão.

    O peladismo nasceu desdentado e careca. Não expulsa ninguém, e sua cabeça não está cheia de problemas cabeludos. Dos seus olhos recém-abertos, é estranho que todo e qualquer problema de comportamento e convivência seja encarado como de "ética". Num código de ética que trata de tudo, que vai de A a Z, tende-se a confundir o importante com o trivial.

    Seguindo a filosofia minimalista e prática do peladismo, podemos procurar um código de ética mais enxuto, descartando as aberrações que o naturismo, especialmente o naturismo brasileiro, acumularam com o tempo. Proponho que o peladismo adote um código básico que vai não de A a Z, mas somente de V a X:

    1. Não matarás.
    2. Não adulterarás.
    3. Não furtarás.
    4. Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo.
    5. Não cobiçarás a mulher do teu próximo.
    6. Não cobiçarás a casa do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.

    Poucos discordariam em tese destes mandamentos, mas na prática o naturismo organizado, a FBrN, tem feito vista grossa a escancaradas violações de todos eles, na Colina do Sol.

    V. NÃO MATARÁS


    Dana Wayne Harbour, 79 anos, o maior investidor no Hotel Ocara, encravado na Colina do Sol, foi assassinado em sua casa na Colina, dia 28 de novembro de 2007. Os papéis que ele tinha sobre os negócios da Ocara sumiram depois de sua morte. Ele tinha anunciado numa segunda-feira que ia mudar a disposição dos seus bens. Quarta-feira foi morto, e sexta, cremado. Segunda-feira um residente da Colina apareceu no Banco do Brasil com um atestado de óbito e tentou sacar todo o dinheiro da conta dele.

    Em agosto de 2008, enquanto Barbara Anner estava numa audiência no Fórum de Taquara, alguém subiu no telhado da sua casa, dentro da Colina, que é protegida por guardas e cercas, e colocou espuma de uretano na chaminé. A bomba incendiária explodiu na próxima ocasião que a lareira foi usada, e apenas por grande sorte — e pela ação rápida do funcionário Pedro — a casa não pegou fogo, matando Barbara e sua acompanhante Nedy.

    Nedy de Fátima Pinheiro Fedrigo, a residente mais antiga da Colina, foi avisada pelo médico de que se não se afastasse de Barbara, sua saúde não agüentaria. O estresse das ameaças constantes, os tiros na noite, as armas brandidas, os insultos, e por fim a bomba -- ela sofreu três ataques cardíacos, e sucumbiu.

    O proprietário do camping, por motivos que ficarão claros a seguir, já fez muitas ameaças, algumas de arma na mão, contra os falsamente acusados no caso Colina do Sol, tanto antes de serem presos como depois da soltura.

    VI. NÃO ADULTERARÁS


    É de amplo conhecimento de que o camping da Colina do Sol é reduto de suingue, ou troca de casais. A presença de crianças e adolescentes na Colina inibe a sacanagem, e essa é em parte a raiz da oposição da gangue da Colina à presença dos jovens e dos que os apadrinham.

    Não que suingue seja apanágio só da Colina. Recentemente visitei Tambaba e a Praia do Pinho; nos dois lugares tem áreas que todos sabem serem de suingue.

    VII. NÃO FURTARÁS


    Os acusadores dos quatro da Colina, com poucas exceções, devem dinheiro àqueles a quem acusaram -- e uma vez que conseguiram tramar o prisão de seus credores, não pagaram.

    Mas o problema é de safra mais antiga. Na véspera do réveillon, em 1998, morreu Gilberto Antônio Duarte de Vargas, funcionário da Colina. Deixou a família desamparada, porque a empresa Naturis, responsável pelo gestão da Colina, não tinha recolhido INSS. A família do Gilberto acionou e ganhou -- mas até agora não recebeu um tostão. Ainda que algum dia consigam receber, os filhos de Gilberto já passaram seus anos mais vulneráveis na penúria e desamparados. Foram furtadas suas infâncias.

    A ação não desabona apenas a Naturis, mas o Clube Naturista Colina do Sol, seus advogados, fundadores, e atuais gestores. Assim que foi condenada, a Naturis imediatamente doou seus bens para o CNCS. Conforme declarou o juiz do caso:
    Resta óbvia a ocorrência de concilium fraudis perpetrado pela reclamada e o CNCS, para garantir a continuidade do clube, protegendo-se da execução trabalhista. A própria beneficiária da doação encarregou-se de requerer a falência da reclamada, sem mencionar ao Juízo falimentar que é detentora dos bens da ora "falida" e ocupa, agora, o cargo de administradora judicial da massa falida.

    Há também um furto moderno, o de imagem. A empresa Naturis, além de gerir a Colina, publicava uma revista. Ela e suas sucessoras têm sofrido vários processos de uso indevido de imagem, geralmente de menores.

    Para nem falar dos três assaltos que ocorreram na casa de André Herdy enquanto estava preso. Nos dois primeiros ficaram intocados os valores, mas os papéis foram revirados de pernas para o ar. Estariam os assaltantes à procura do livro de atas da FBrN, que comprova que esta é a verdadeira dona dos terras da Colina?

    VIII. NÃO LEVANTARÁS FALSO TESTEMUNHO CONTRA O TEU PRÓXIMO


    As acusações contra os quatro presos no caso Colina do Sol não partiram das crianças, nem das suas famílias. Partiriam tão-somente de dentro da Colina do Sol. Quer dizer, de "naturistas".

    Com as acusações falsas, quatro pessoas inocentes ficaram treze meses privadas de liberdade. As crianças de Morro da Pedra, que tinham encontrado na obra social dos acusados uma oportunidade de fugir da pobreza -- com aulas de reforço, assistência médica e dentária, fundos para material escolar e outros benefícios -- voltaram para as pedreiras.

    "Ele só ajudava meninos", disse a gangue da Colina, preconceituosamente colorindo a pecha de pedofilia com o matiz de pederastia. As testemunhas, e as fotos dos eventos patrocinados pelo casal americano, desmentiram a existência de tal preferência.

    Partiram também de dentro da Colina as acusações de que Silvio Levy, defensor dos réus, estivesse fazendo ameaças e cometendo crimes contra a administração da justiça. Este absurdo foi desmascarado quando o sigilo foi retirado do processo e viu-se que as "ameaças" e "crimes" foram os apelos públicos e equilibrados que Silvio publicou no Jornal Olho Nu.

    As mentiras também não começaram no presente caso Colina do Sol. No processo movido pelos herdeiros do Gilberto Vargas ficou comprovado que o conselho da Colina (inclusive seu atual presidente) e as advogadas da Colina fizeram declarações contraditórias em processos simultâneos. Atualmente um juiz estuda a queixa-crime. Que ela prospere!

    De dez mandamentos, um é contra o falso testemunho. Não é um despropósito, pois seus efeitos se espalham. Envenenar o poço da verdade é como envenenar o poço da vila, de que todos bebem.

    IX. NÃO COBIÇARÁS A MULHER DO TEU PRÓXIMO


    Além do suingue, há adultério puro e simples. Um residente da Colina, três dias depois de sua esposa o abandonar para ficar com o filho adotivo de Fritz Louderback, denunciou o americano.

    O adultério está na mira dos grandes mandamentos por causa das fortes emoções que provoca ente os seres humanos. No caso Colina do Sol, foi uma dos raízes do mal.

    X. NÃO COBIÇARÁS COISA ALGUMA DO TEU PRÓXIMO


    Aqui chegamos à raiz do mal que se instalou na Colina do Sol, e que o naturismo brasileiro carece de coragem moral para enfrentar.

    Conheço a Colina do Sol pelos relatos dos outros: pelo que me disseram aqueles que moram lá, ou moraram lá até irem embora ou serem expulsos. Também vi um video e ouvi uns relatos de Pollyanna.

    Foi Nedy que me falou, "Colina é para ser 'uma empresa de marca'. Tem quem ache que morar aqui dentro é uma grandeza, por causa da marca. Mas também precisam trabalhar, Vão sobreviver do ar, do lago?"

    Tem gente que ganha dinheiro fora e só passa o final de semana lá. Mas e os de dentro? O esquema de concessões, pelo que ouvi, não rende a ninguém o suficiente para viver. Várias vezes faliram a concessão de construções, da internet, de telefonia. A venda teve vários donos, todos felizes em passar a bola pra frente. O restaurante rende poucos meses por ano, me contou uma antiga gerente dele.

    Dos que moram dentro muitos "não fazem nada o dia inteiro a não ser fofocar" (segundo a fofoca, naturalmente). Dentre estes foram os que levantaram falso testemunho.

    Mas se não dá para viver da comunidade pequena da Colina, sobrevive-se de que? De cobiçar o que é do próximo. De inventar violação do código de ética, de expulsar fulano e fechar seu empreendimento, de cassar sicrano e vender sua casa "para o bem comum".

    E há os pequenos roubos de cada dia. Há um relógio de eletricidade para a Colina inteira -- e alguns moradores não recebem conta. A eletricidade que usam, em casa e em seus comércios, é paga pelo próximo.

    É fácil. Pelo milagre de "democracia", você decide que o que é do próximo agora é seu. Vota que o próximo só pode comprar de você, ao preço que você fixar; que ele paga sua luz, fornece sua água, leva seu esgoto; e quando a renda do próximo acabou, basta expulsar e tomar seu patrimônio.

    E quando seu servo morre no serviço, e sua família fica desamparada por que você cobiçou os contribuições que teriam garantido um mínimo para seus dependentes, você pode ficar com o que é deles por direito, e se esquivar da obrigação durante anos, e até empurrá-la para outros.




    O naturismo organizado, com toda a sua ética, continua acolhendo quem violou e costuma violar estes mandamentos, aceitando como candidato ou eleitor quem participou ou compactuou com as muitos violações destes mandamentos cometidos pela gangue da Colina do Sol.

    Em nome de que ética, fundado em que valores, os assim chamados naturistas fazem vista grossa, mentem que não sabe, fingem que não aconteceu? Como podem tratar como algo sem importância assassinato e tentativa de assassinato, roubo e calúnia? Como acham que tudo isso, inclusive crimes cometidos contra o presidente da FBrN, não é com eles?

    Há pessoas cuja ética é norteada pelo céus, pelos valores que guiaram a civilização durante séculos. E há quem, enfrentando uma situação em que é mister agir, pergunta "O que é mais vantajoso para mim?"

    Tenho tuda certeza que o peladismo vai agir melhor do que o naturismo organizado. Até por que pior, impossível.

    sábado, 28 de março de 2009

    Americano irá reativar a Associação New Faces


    Do Jornal Panorama, Sexta-feira, 27 de março 2009 – Pagina 10 - Geral

    fonte http://www.jornalpanorama.com.br/?p=5510


    O norte-americano Frederic Calvin Louderback está anunciando o retorno à ativa da Associação New Faces, que vinha desenvolvendo trabalho social na localidade de Morro da Pedra, na divisa dos municípios de Taquara e Parobé. A ong teve suas atividades interrompidas no final de 2007, quando o próprio Louderback, que também é conhecido pelo apelido de Fritz, foi preso, juntamente com sua esposa Bárbara, sob acusação de envolvimento em pedofilia.
    Segundo o americano, muitos dos antigos colaboradores da ong estariam dispostos a retomar as doações, confiando na inocência de Louderback e dos demais acusados do caso. “Não há vítimas, não há testemunhas, não há evidências de nada disso que levantaram contra nós”, declarou Fritz. Ele foi posto em liberdade em janeiro passado, após passar três meses na prisão, e desde então voltou a viver na colônia naturista Colina do Sol, em Morro da Pedra.


    Translation:

    Panorama, Friday, March 27, 2009 – Page 10 - General

    [Top of page, rightmost 5 columns; title across 3 cols; photo 2 col on right with legend "Louderback: Community asks for project's return"; gray box below rightmost 4 columns with "There are no victims, there are no witnesses, there is no evidence"]

    American will reactivate New Faces Association


    North American Frederic Calvin Louderback is announcing the return to activity of New Faces Association, which had been performing social work in the Morro da Pedra Locality, on the boundary between the towns of Taquara and Parobé. The NGO had its activity interrupted at the end of 2007, when Louderback himself, who is also known as Fritz, was jailed along with his spouse Barbara, on the accusation of involvement in pedophilia. This past January, the couple was freed by means of a habeas corpus, which also benefited Brazilians André Herdy and Cleci Ieggli da Silva.

    Last week, Fritz was personally at Jornal Panorama, along with his countryman Richard Pedicini, to speak of his plans. He explained that he is trying to return to normal life, along with his wife, despite the trauma suffered when he was arrested and the subsequent 13-month stay in the Porto Alegre Central Prison.

    According to him, when the case exploded in the press, there was a natural cessation of the financial contributions that had been made to New Faces. Now, however, many of the former collaborators are willing to start donating again, believing in the innocence of Louderback and the others accused.

    The North American revealed that, even behind bars, he did not give up his charitable activities, giving English lessons to the prisoners who divided the cell with him. Already free, at the beginning of February, after being sought out by residents of Morro da Pedra, he helped children in the locality with the purchase of school material for the new school year that was about to begin.

    The first step, according to what he announced, will be to reactivate the soccer project that was being developed on Saturdays at the Morro da Pedra community gymnasium. "The residents are asking", he guaranteed, adding that the initiative should involve about 100 minors, both boys and girls. Besides this, there is a plan for a greater involvement of the feminine public in the activities, possibly though rhythmic gymnastics.



    Louderback also said that the would like to continue helping, with treatment overseas, children who have health problems whose families do not have the financial ability to cover the costs. "The problems is that we run a serious risk of being accused of international smuggling", he considered.

    [Gray box, below.]

    "There are no victims, there are no witnesses, there is no evidence"


    Frederick Louderback did not want to go too deeply into the accusation of the practice of pedophilia which was brought against him, but said that he prays every day for he end of the judicial secrecy which wraps the trial. "It doesn't protect either me, or the children", he underlined, repeating the version of total innocence in the case. "There are no victims, there are no witnesses, there is no evidence in any of this they charged us with", he added.

    Asked about how he feels after having gone through more than a year in jail, he unbuttoned his shirt and showed the scars of injuries suffered in Vietnam, when the airplane he was piloting was shot down during the was fought by the United States in that Asian country. "I can feel that I was hit, and the scars are there, but little by little I'm improving", he guaranteed, pondering that the attacks came from within Colina do Sol itself, and not from Morro da Pedra.

    Fritz also complained that he is having his civil rights violated and his freedom constricted inside the naturist community, where he is again living after he was freed from prison. "Some of the people there have the idea that the laws of Brazil end at the gates of Colina do Sol and that there inside they can do whatever they want", he commented. He said, for example, that he thought very strange the fact that several establishments installed in the locality, such as the hotel, hostel and restaurant, don't display any documentation showing that they are complying with legislation so that they can operate, differently than what is true of commerce in general.