domingo, 31 de janeiro de 2010

ILUSÕES NATURISTAS

ILUSÕES NATURISTAS

Vivemos em um mundo de ilusões e às vezes nos parece tão reais e inquestionáveis que não paramos para ver e sentir o que a natureza nos mostra. Acreditamos que o sol nasce no leste e se põe no oeste, quando na verdade é a terra que gira em torno dele, conhecemos muitos desenhos de ilusão de ótica que nos coloca em dúvida se o que se vê é verdadeiro. O tempo, tão bem medido pelo nosso calendário e relógio, é também ilusório.

“A distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente.”
(Albert Einsten)

Até mesmo o dinheiro, que tanto buscamos em tê-lo em nossa conta bancária, é uma ilusão que poucos conseguem entender. Busca-se uma profissão de sucesso associando com o ganho monetário que será obtido. Pura ilusão, a mesma área de atuação para um pode ser sucesso e para outro não. O dinheiro é a resposta do que damos ao mundo. Não deixa de ser importante, afinal vivemos em um mundo material, mas o que temos que realmente questionar é: O que posso fazer para ajudar as pessoas a realizarem seus sonhos?

“Procure a verdadeira riqueza, que não se traduz apenas no dinheiro. Ser rico é adquirir merecimento espiritual e material para ser feliz.”
(Júlio Sampaio de Andrade em O Espírito do Dinheiro).

Por meio dos artigos que escrevo tento levar ao conhecimento das pessoas a filosofia naturista como um estilo de vida saudável para o corpo e mente. A única coisa provável que irei conseguir é que o naturismo seja um pouco mais conhecido e respeitado. Ilusão minha em achar que será possível mudar os outros, vejam o que nos diz Roberto Shinyashiki no seu livro A Coragem de Confiar:
“Nos muitos anos em que trabalhei como psicoterapeuta, descobri que você só consegue mudar a si mesmo, embora a maioria das pessoas sempre procure mudar os outros, na esperança de que será mais fácil. Na verdade, mudar os outros é impossível.”

Mas quem sabe se o que eu digo encontrará alguém com a disposição de se lançar ao que é para ele (a) desconhecido e livre das roupas sentir toda a energia que a natureza de graça nos concede? Libertando dos preconceitos, dos defeitos criados pela sociedade mercantilista e aceitando tal como somos não nos torna melhores? Então, não importa se consigo ou não mudar os outros, o importante é a consciência de estar realizando um trabalho com amor com intenção de termos um mundo melhor para viver.

Outra ilusão que se tem é a dificuldade de tirar as roupas. A dificuldade maior é colocá-las. De volta para terra é que se percebe nitidamente a hipocrisia humana, temos que nos embrulharmos nos trapos valorizados pela deficiência mental da obsessão dos desejos corpóreos. É dar mais valor às roupas em detrimento à nossa natureza. A mesma criada por Deus que os homens conseguiram distorcer com a sua estupidez, menos com os Naturistas.

Quando entramos nas águas de praia naturista o único sentimento que se tem é GRATIDÃO. É o encontro do Ser com a Espiritualidade, é o desapego que nos faz livre, é ser parte da natureza que precisa e necessita ser respeitada. Como disse o Márcio Braga quando na minha visita em Barra Seca: “Pode escrever o que quiser, mas só terá idéia mesmo quando estiver aqui presente, de corpo e alma, aproveitando tudo isso que lhe é dado. É indescritível.”
Nem todas as pessoas possuem esse sentimento. Ilusão? Não importa, seria eu um estúpido se não me sentisse agraciado e agradecido pelas oportunidades que me foram concedidas.

“Duas coisas são infinitas: O Universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao Universo, ainda não adquiri a certeza absoluta.” (Albert Einsten).

No entanto, é fundamental que exista o hábito da leitura e mentes abertas para entender o lado filosófico e romancista do naturismo, mas é também necessário união dos naturistas como base em que se possa apoiar na defesa de melhores relacionamentos. São nossas vozes sendo ouvidas como se fosse a própria natureza pedindo socorro, E como está mesmo!

“Não são as multidões que me cansam, mas sim o tipo de multidão que não liga a mínima às coisas que vim dizer. Você pode andar de Nova York a Londres sobre o oceano, pode passar a vida toda fazendo aparecer moedas de ouro, e ainda assim não conseguir interessá-los.” (Richard Bach – Em Ilusões – As aventuras de um messias indeciso).

Pode ser mais uma ilusão naturista querer ensinar respeito e autoaceitação, mas com certeza faremos a diferença na vida de muitas pessoas que encontraremos em nossa existência.

Evandro Telles
31/01/10

sábado, 30 de janeiro de 2010

A luz do naturismo


Por Laércio Júlio da Silva
30/01/2010
O naturismo brasileiro por si só poderia existir sem qualquer tipo de inspiração estrangeira devido às condições climáticas e os habitantes nativos que aqui já viviam nus e felizes bem antes da época do descobrimento. Alguns filósofos ligados à igreja chegaram a afirmar que as naus teriam aportado no paraíso descrito no livro de Gênesis da Bíblia e que nossos índios seriam uma espécie de descendentes diretos de Adão e Eva. A natureza exuberante, os corpos nus e a liberdade fundamentavam essa teoria que mais tarde inspiraria o filósofo iluminista Jean-Jacques Rousseau(1712-1778) e, de tabela, a Revolução Francesa. O estilo de vida naturista foi sempre muito mais presente na nação tupiniquim do que em qualquer outro canto do planeta. Conta-se que os índios brasileiros pelados e acostumados aos banhos frequentes, tapavam o nariz ao se aproximar dos conquistadores fedorentos e atopetados de roupas de algodão cheios de carrapatos, pulgas e percevejos, primeiros colonos peçonhentos trazidos pelas caravelas que a partir daí infestaram o nosso nascente País.

Considerado um modo ou estilo de vida, o naturismo tem inspirado contornos de filosofia ainda em formação, já que a definição de naturismo é muito recente: “é um modo de vida em harmonia com a natureza, caracterizado pela prática da nudez social, que tem por intenção encorajar o autor-respeito, o respeito pelo próximo e o cuidado com o meio ambiente”. Só em 1974, o Congresso da Federação Internacional de Naturismo (INF-FNI) criou essa definição, hoje adotada por todas as entidades naturistas do mundo contemporâneo.

A história do naturismo brasileiro tem raízes muito profundas também em uma feminista nascida com o nome de Dora Vivacqua (1917-1967), atriz, bailarina, vedete e ativista intelectual brasileira. Vinda a ser conhecida como Luz Del Fuego, nasceu em Cachoeiro do Itapemirim – Espírito Santo, terra do escritor Rubem Braga e também do igualmente e não menos famoso cantor Roberto Carlos, até hoje o filho mais conhecido da terra. Nascida no ano da Revolução Russa, em 21 de Fevereiro de 1917, fato que mudaria definitivamente a história da humanidade com a conquista do voto da mulher, Luz foi também uma feminista revolucionária e polêmica. Como a maioria das mulheres que desafiavam a estrutura machista e preconceituosa da época, sofreu perseguições e foi assassinada no período ditatorial pós 1964 em circunstâncias até hoje não totalmente esclarecidas. Na sua época, bastava dizer que nenhuma família tradicional gostaria de ver sua filha galgada ao posto de “vedete”. O termo de origem italiana “vedétta” ou francesa “vedette” foi incorporado ao dia a dia brasileiro como sinônimo de atração ligado às atrizes e bailarinas. Também era sinônimo de mulher libertina, fora dos padrões conservadores da sociedade no período do Teatro de Revista que durou de 1838 a 1960.

Outra grande militante nudista foi Elvira Pagã (1920-2003), atriz, cantora, compositora, pintora e igualmente vedete e polêmica, considerada uma das maiores estrelas do Teatro de Revista, disputava com Luz del Fuego o papel de destaque entre as mais ousadas mulheres brasileiras de seu tempo. Foi a primeira a usar biquíni em Copacabana nos anos 50 e posar nua para uma foto que distribuiu como cartão natalino, um escândalo para a época.

Mas, foi em Luz del Fuego que o naturismo brasileiro teve sua mais dedicada entusiasta. Em 1950, Luz começou a reunir grupos de amigas e amigos em uma praia de difícil acesso conhecida hoje como Praia de Abricó(RJ), que desde 1994 oficialmente se destina à prática do naturismo, sendo então presa várias vezes. Percebendo que o nascente naturismo brasileiro necessitava de bases teóricas e filosóficas, publicou o livro A Verdade Nua e, com a renda obtida em sua venda, arrendou da Marinha a ilha Tapuama de Centro, com oito mil metros quadrados, nas proximidades de Niterói, rebatizada de Ilha do Sol, onde instalou a sede do Clube Naturalista Brasileiro em 1954, o primeiro desse gênero na América Latina, um ano após a criação da Federação Internacional de Naturismo(INF-FNI) na Europa. Na mesma década, funda o Partido Naturalista Brasileiro e se candidata a deputada federal sem interesse eleitoral, somente para chamar a atenção e fomentar o debate sobre o tema. A partir da segunda metade dos anos 50, a Ilha do Sol, apesar de não estar incluída nos roteiros turísticos oficiais, transformou-se em uma das maiores atrações do Rio de Janeiro, sendo visitada por intelectuais, astros e estrelas do cinema, como Errol Flynn, Lana Turner, Ava Gardner, Tyrone Power, César Romero e personalidades da vida nacional que a frequentavam secretamente. A nudez total, a alimentação vegetariana e a proibição de fumo e álcool eram obrigatórias na Ilha do Sol, e a ninguém era permitido desembarcar sem deixar no píer as suas roupas, porque o pensamento de Luz era o de que “o nudista é uma pessoa que acredita não ser a indumentária uma peça necessária à moralidade do corpo. Não é concebível aceitar-se que o corpo tenha partes indecentes, que precisam ser escondidas”. Por essa razão, todo o dia 21 de Fevereiro, data do nascimento de Luz Del Fuego, é comemorado o Dia Nacional do Naturismo no Brasil.
Laércio Júlio da Silva é diretor da Federação Brasileira de Naturismo (FBrN) e presidente da Associação Goiana de Naturismo – Goiasnat.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Memórias do subdesenvolvimento no Haiti

Por Laércio Júlio da Silva

23/01/2010

Acreditando piamente que tinha finalmente chegado as Índias, o navegador Cristovão Colombo, em 1492, resolve circundar uma ilha que ele mesmo batizou de Hispaniola. Pouco mais de 200 anos depois de sua façanha, quase toda a população nativa havia desaparecido escravizada ou morta pelos invasores espanhóis. A parte ocidental da ilha com poucas terras férteis onde fica hoje o Haiti foi cedida à França pela Espanha em 1697. A outra parte ficou sendo o que hoje conhecemos como República Dominicana, com terras mais aráveis, mas na época menosprezadas pelos dominadores espanhóis. Mesmo assim no século 18, a região foi a mais próspera colônia francesa na América, fruto da cultura da cana, do café, do desmatamento e da escravidão africana. O Haiti foi o primeiro país latino-americano a declarar-se independente, a primeira nação das Américas a abolir a escravidão e hoje é o país mais pobre do continente. Após uma revolta de escravos, a servidão foi abolida em 1794. Nesse mesmo ano, a França passou a dominar toda a ilha.

Financiados pelos ingleses e espanhóis, inimigos dos franceses, em 1801, negros e mulatos se unem sob a liderança de Toussaint l’Ouverture, um escravo que aprendera a ler e adquirira certa cultura intelectual, tornando-se governador-geral, mas, logo depois, foi deposto e morto pelos franceses, episódio brilhantemente retratado no filme Queimada (1969), do diretor Giulio Petercorvo. A ação do filme decorre num ilha ficcional nas Caraíbas, o enredo é baseado, parcialmente, na história do Haiti. O ator Marlon Brando interpreta um agente inglês infiltrado nas colônias portuguesas e espanholas oferecendo dinheiro e apoio para uma revolução que favoreça interesses imperialistas as custas do sangue da população local. O filme utiliza-se de mensagem política direta, mostrando a fundo o processo de manipulação da classe dominante e por isso despertou a ira dos censores da ditadura militar brasileira, sendo na época proibido de ser exibido em nossas terras.

Depois de 1804, para que o exemplo de fundação da primeira nação americana livre da escravidão não contaminasse as Américas, os escravistas europeus e estadunidenses mantiveram o Haiti sob bloqueio comercial por 60 anos no intuito de estrangular a liberdade conquistada a duras penas. Conhecedor dessa tradição libertária, em 1815, Simon Bolívar refugiou-se no Haiti após o fracasso de sua primeira tentativa de luta contra os espanhóis. Recebeu apoio, dinheiro, armas e pessoal militar com a única condição de que abolisse a escravidão nas terras que libertasse. O bloqueio só teve fim quando o Haiti concordou em assinar um tratado draconiano pelo qual seu país pagaria à França uma indenização vampiresca de 150 milhões de francos.

Entre vários golpes, insurreições e instabilidades econômicas chegamos ao ano de 1950 com a eleição do médico François Duvalier, conhecido como Papa Doc, que junto com seu filho Baby Doc administram uma ditadura baseada no terror e apoiada militarmente pelos Estados Unidos até 1986. Esquadrões da morte, os tontons macoutes (bichos-papões), instauram no país um regime policial. O país sofre novo isolamento internacional, que empobrece sistematicamente a população até que novas manifestações populares expulsam os tiranos. Seguem-se novas eleições e outras deposições até a presidência de Jean-Bertrand Aristide, em 1990. Apeado do poder pelos militares e em meio a uma catástrofe gerada por um furacão que devasta a ilha, a situação é agravada pela decisão do Congresso dos Estados Unidos de não enviar dinheiro para minimizar a tragédia. Em vão, Aristide cobra da França uma indenização de 20 bilhões de dólares pelos 107 anos de escravidão sofrida pelo povo, já que atualmente 80% da população vive abaixo da linha da pobreza. Por considerar a situação uma “ameaça à paz e à segurança da região”, o Conselho de Segurança da ONU, dominado pelos EUA, estabelece a Missão de Paz das Nações Unidas para a “estabilização” do Haiti. Com o objetivo de garantir a ordem, 9.000 soldados de diversas nações, entre eles 1.300 brasileiros, estão até hoje ocupando o país. Ao aceitar o convite para capitanear as forças de paz, o Brasil tenta provar que está apto a ocupar uma vaga no Conselho de Segurança, grupo de elite da ONU, a mesma que considerou o sismo geológico acontecido há poucos dias o pior já enfrentado desde sua criação em 1945. A ONU anunciou que enviará mais militares para conter o caos instalado pela fome e o desespero da população, mas é importante salientar a afirmação do deputado Fernando Gabeira antes da tragédia: “O Haiti não necessita de tropas, e sim de sementes...” Constrangido, o atual presidente norte-americano, Barack Obama, que é de ascendência africana como 95% da população haitiana, admitiu logo após o trágico terremoto do último dia 12 que o povo haitiano não seria esquecido, obrigando a comunidade internacional a refletir sobre a responsabilidade dos países que secularmente exploraram e abandonaram o Haiti. Esperamos que essas palavras se traduzam em ações sem o interesse da dominação.

Laércio Júlio da Silva é diretor da Federação Brasileira de Naturismo (FBrN) e presidente da Associação Goiana de Naturismo, o Goiasnat.

www.goiasnat.com.br

domingo, 24 de janeiro de 2010

ARTIGO-SE ALGUMAS ESPÉCIES DESAPARECESSEM

Se algumas espécies desaparecessem, a Humanidade terminava em poucos meses.

Ano Internacional da Biodiversidade lançado hoje
2010-01-21
Por Marlene Moura

Todas as espécies são necessárias

A perda de biodiversidade tornou-se um problema muito sério no mundo moderno e, por causa da atividade do Homem, deu-se uma quebra no habitat de muitas plantas e animais que, consequentemente, não sobreviveram. A ciência é crucial para salvar os seres em risco, mas não é suficiente sem uma intervenção política em tempo hábil. Por isso, para lembrar a importância da Biodiversidade e mobilizar consciências mundiais, 2010 foi escolhido para ser o Ano Internacional da Biodiversidade – lançado hoje e amanhã em Paris.

A multiplicidade de seres, existentes hoje, resulta de milhões de anos de evolução de várias espécies e a ligação que estes mantêm entre si assenta numa regra simples: todos são necessários – e este é o princípio básico para manter a vida na Terra. Cada animal ou planta desempenha um papel que torna o sistema de funcionamento da Natureza perfeito ou, pelo menos, mantinha até o ser humano começar a ‘fazer mudanças’.

Já o biólogo O. E. Wilson, da Universidade de Harvard (EUA), dissera que os insetos são tão importantes que se viessem a desaparecer, "a humanidade provavelmente não sobreviveria para além de uns poucos meses".

A afirmação é taxativa e a explicação é simples: tendo em conta que a Biodiversidade se refere à variedade de vida no planeta Terra e às funções ecológicas executadas pelos organismos nos ecossistemas – inclui a totalidade dos recursos vivos, biológicos, e genéticos e os seus componentes –, a espécie humana depende dela para a sua sobrevivência. E não se trata apenas de uma questão de cadeia alimentar.

Por exemplo, se as aranhas desaparecessem todas ou grande parte delas, o número de insetos aumentaria e gerariam pragas – que devastariam campos de cultivo, acabando com o sustento de várias famílias, espalhando doenças que se iam multiplicando e ficaríamos sem meios para travar a maior parte dos vírus que daí adviessem, já que os insetos são os maiores transmissores de patologias.

As abelhas têm uma importante função ecológica
«God Save the Queen»

Para a natureza, todos os seres são úteis e têm a sua razão de ser, fazendo parte de um contexto geral no qual o próprio homem tem o seu lugar. Ainda Albert Einstein alertou: "Quando as abelhas desaparecerem da face da Terra, o homem terá apenas quatro anos de vida". O processo seria lento, mas eficaz.

Este himenóptero tem um importante papel polinizador e todo o ecossistema seria alterado sem ele. A função ecológica das abelhas é fundamental na manutenção da diversidade de espécies vegetais e para a reprodução sexual das plantas.

Durante as suas visitas às flores, estes insetos transferem o pólen de uma para outra, promovendo a chamada polinização cruzada – os grãos de pólen caem e atingem o estigma, o elemento feminino da flor, provocando a sua fecundação – e é nesse momento que ocorre a troca de gametas entre as plantas. Uma boa polinização garante a variabilidade genética dos vegetais e a formação de bons frutos.

As células existentes no ovário da flor desenvolvem-se, geram frutos e sementes que, germinando, fazem nascer novas plantas, garantindo a continuidade da vida vegetal. No entanto, a sua função não se esgota aqui, porque ainda as abelhas são responsáveis pelo fornecimento de cera, geléia real, mel, pólen, própolis e seu veneno, todos produtos amplamente aproveitados como alimento natural ou finalidade medicinais preventivas e curativas.

Os EUA são a segunda potência da apicultura, a seguir à China, e a extinção deste inseto iria mexer com o sistema econômico a nível global. A própria secretária da Agricultura norte-americana lembrou que "sem abelhas deixa de existir Coca-Cola". Muitos especialistas chegam a evocar o hino do Reino Unido «God Save the Queen» (Deus Salve a Rainha), referindo-se à rainha-mãe das abelhas.


Urso polar condenado a extinguir-se dentro de 75 anos
(Imagem: Greenpeace)

Outro animal, aparentemente isolado, como o urso polar, que habita as regiões do círculo polar Ártico e territórios envolventes, nomeadamente, Canadá, Alasca, Sibéria, Groelândia e ilhas próximas, como Svalbard (Noruega) e Wrangel (Rússia), também tem o seu tributo e a sua falta pode chegar até nós de forma devastadora.

Se estes animais desaparecessem, haveria uma superabundância de peixes nessas zonas; logo, estes, em pouco tempo deixariam de ter alimentos – a flora marinha seria desde logo afetada. As algas, por exemplo, são componentes importantes dos ecossistemas marinhos, contribuindo para elevar a biodiversidade. São plantas avasculares (não possuem vasos sanguíneos), fotossintéticas (consomem dióxido de carbono e produzem oxigênio) e estão na base da cadeia trófica servindo de alimento a peixes, moluscos, esponjas, etc.

Um relatório divulgado pela associação internacional World Wild Fund for Nature (WWF), no ano passado, já avisava sobre o impacto das alterações climáticas sobre as espécies mais emblemáticas do planeta, e traçou um quadro assustador:"Imaginem um mundo sem elefantes na savana africana, onde os orangotangos apenas existem em cativeiro ou em que as imagens de ursos polares em cima de icebergs só persistem em filmes?".

Portugal criou um Comité para o AIB

Este é um dos animais mais ameaçados pelas alterações climáticas e está condenado a extinguir-se dentro de uns meros 75 anos. Com o degelo das áreas polares, muitos ursos têm sido encontrados afogados, longe dos seus territórios naturais, vítimas do deslocamento de imensas massas de gelo que se separam com os animais em cima e que acabam por derreter, deixando-os longe de um local firme e levando-os a morrer.
Análise em Portugal

Ao longo dos últimos seis anos, mais de 70 cientistas de dez universidades portuguesas participaram na análise das condições naturais do nosso país e traçaram cenários sobre o nosso relacionamento com o meio ambiente até 2050. Tiveram em mente o bem-estar humano ao fazerem a avaliação de Portugal à mesma luz com que as Nações Unidas tinham patrocinado a idéia do levantamento a nível global.

O resultado apurado foi que 40 por cento dos rios estão em mau estado, 70 por cento das espécies de água doce estão ameaçadas, os recursos pesqueiros no oceano estão sobre explorados e os escassos bons solos já estão afetados por “más práticas agrícolas e impermeabilização urbana". O relatório da WWF compila dados de vários relatórios científicos e, segundo este, o cenário leva consequentemente à perda de biodiversidade.

No contexto da comemoração do Ano Internacional da Biodiversidade em 2010 proposta pela Organização das Nações Unidas, o governo português decidiu criar um Comitê de apoio à iniciativa, cujo objetivo é criar um conjunto de atividades comemorativas em Portugal e nos países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). O Comitê Português para o Ano Internacional da Biodiversidade irá funcionar com o apoio da Comissão Nacional da UNESCO, criando parcerias com o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade.


A nossa pegada ecológica pode ser diminuída

Haverá uma série de exposições e ainda um concurso a implementar nas escolas sobre «Alterações Climáticas e a Biodiversidade», um Encontro Internacional de Jovens Cientistas do Futuro e uma ação de formação destinada a professores de Cabo Verde, entre outras iniciativas.

Pegada Ecológica

Cada ser vivo necessita de uma quantidade mínima de espaço natural produtivo para sobreviver. A Pegada Ecológica permite calcular a área de terreno produtivo necessária para sustentar o nosso estilo de vida e quanto maior for mais recursos são consumidos e assim consequentemente, desde o tipo de alimentação, lixo produzido, energia utilizada, etc.

Segundo o Relatório Brundtland, na Pegada Ecológica está implícita a idéia de que dividimos o espaço com outros seres vivos e um compromisso geracional, isto é, “capacidade de uma geração transmitir à outra um planeta com tantos recursos como os que encontrou”. Este documento foi elaborado pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, faz parte de uma série de iniciativas, que reafirmam uma visão crítica do modelo de desenvolvimento adaptado pelos países industrializados e reproduzido pelas nações em desenvolvimento, e que ressaltam os riscos do uso excessivo dos recursos naturais sem considerar a capacidade de suporte dos ecossistemas.

Existem atividades diárias simples que podem contribuir para a diminuição da nossa Pegada Ecológica, como reciclar, utilizar aparelhos elétricos e eletrônicos de baixo consumo, reduzir o uso de sistemas de climatização, investindo em bons isolamentos na habitação, preferir produtos produzidos localmente e especialmente ecológicos, pois consomem menos combustível no seu transporte, produzindo menos emissões e contribuem para a manutenção do emprego e para o desenvolvimento da economia regional, entre outros hábitos.

Se adaptarmos comportamentos mais amigos do ambiente que, direta ou indiretamente, permitem reduzir a quantidade de recursos necessários às nossas atividades diárias, reduzir emissões de dióxido de carbono, isso poderá implicar salvar a vida de algumas espécies, além da nossa "Humanidade".

A REVOLUÇÃO DO PENSAMENTO

A REVOLUÇÃO DO PENSAMENTO
No Conceito Naturista

Consultando o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, a palavra “revolução” significa 11. Modificação em qualquer ramo do pensamento humano. Não precisaria no título desse artigo conter a palavra “pensamento”, somente o fiz para destacar as mudanças necessárias em nosso pensamento no processo da evolução humana. Toda revolução traz, em sua essência, o significado de mudança.

Vivemos continuamente mudando, não sou o mesmo do que era a um segundo atrás, minha composição física e química já se alteraram, novas células nascem outras morrem e cada instante o corpo envelhece um pouco. É assim desde a fecundação, e é assim que a natureza funciona. Esse conceito no Budhismo se chama de Impermanência. Aceitar esse processo significa questionarmos sempre, desde os falsos valores colocados em nossa educação até o que pensamos de nós mesmos como verdades. Devemos ficar preparados para a possibilidade de encontrarmos a nossa essência como ser humano.

Temos um corpo que evolui com pensamentos que não condiz com a nossa natureza, ficamos presos em nós mesmos. Coloca-se na educação a vergonha do corpo como se isto fosse valor. Na realidade é o reconhecimento da nossa malícia, da nossa ignorância, da cultura que só pensa em sexo como fim. Pior disso tudo, se acreditamos na existência de um Deus criador de todas as coisas, será atribuído a Ele o que nos faz envergonhar. Em outras palavras, quando distanciamos da nossa natureza esquecemos de desenvolver a espiritualidade, podendo, inclusive, existir relacionamentos não alinhados com o sentimento de amor. Ficamos mais perversos e sem compaixão.

O Naturismo cria um ambiente mais propício para uma harmonia entre o corpo e o pensamento, dá a condição mais adequada do equilíbrio da nossa natureza com a espiritualidade. É uma revolução de valores sociais que nos força a termos pensamentos mais limpos de coisas mundanas. Essas mudanças precisam acontecer para que tenhamos uma sociedade de mais respeito.
Em alguns casos a nudez de outras pessoas é mais fácil de se aceitar do que a da própria pessoa. Quando isso acontece é porque não foi entendido o que representa o naturismo e ainda falta consciência do que realmente somos, é preciso vencer bloqueios pessoais, o que é perfeitamente compreensível.

Para alguns naturistas que ainda não pensaram sobre este assunto, também não nos diz que seus encontros sejam artificiais como querem fazer acreditar alguns críticos. As áreas destinadas para a prática do naturismo representam uma divisão em respeito àqueles que ainda não aceitaram esse estilo de vida, por não vencerem seus falsos valores ou porque suas mentes, ainda doentes, não conseguem ver a beleza da criação Divina. Só que esses ainda são maioria, seguem a consciência da massa, repetindo opiniões dos meios de comunicação. (Leiam o artigo “Consciência da Massa” de Nuno Michaels).

Nada mais justo a existência de divisões. Defendemos o respeito para com todas as criaturas, temos que dar o exemplo para que possamos conquistar a nossa credibilidade. Vejam o que nos diz Roberto Shinyashiki no seu livro A Coragem de Confiar: “Despertamos a confiança do outro e adquirimos credibilidade quando agimos baseados em valores verdadeiros. Consolidamos a confiança dos outros em nós quando demonstramos nossa capacidade de cumprir o que prometemos”.

Precisamos entender que são dois mundos completamente diferentes. Os naturistas dizem que na nossa natureza não há nada de imoral e os têxteis atribuem imoralidade na nossa sexualidade. Quem está agindo com base em valores verdadeiros? Quem poderia ter credibilidade? Por incrível que pareça, vejo mais anormalidades nos ditos moralistas. Suas regras e condutas estão recheadas de preconceitos e de pensamentos imorais.

Não precisamos ser minoria nem de ser imorais. Alguns repórteres questionam se a nossa sensualidade diminuem quando vivemos nus. Temos que ser imorais e maliciosos para que nossos canais sensitivos funcionem? Se alguém nos forçar a comer algo que não queremos qual paladar teremos? Se nós escolhermos o que desejamos saborear provavelmente teríamos maior prazer na alimentação, e mais saudável também seria. É sendo livre que nos faz melhor, é sendo livre que toda a nossa sensualidade passa a funcionar melhor.

No artigo “Normose” de Laércio Júlio ele cita: “Um amigo uma vez me confidenciou que não iria a um local naturista por considerar-se um ser primitivo, incapaz de chegar à iluminação dos que praticavam o naturismo”. O pensamento dele se baseia na tese de que os naturistas são seres muito evoluídos em relação aos padrões “normais”!
A Revolução do Pensamento no conceito Naturista é mudar o modo como pensamos sobre o corpo humano. Ver a nudez humana com mais simplicidade e naturalidade fará de nós melhores do que somos. Evitar a obsessão de possuir as pessoas como se elas nos pertencessem é respeitar a dignidade do outro. Ser gentil com aqueles que ainda não conseguiram enxergar que “A Nudez é uma forma de Adaptação à vida” (Rose Marie Muraro) será compreender que podemos fazer a diferença na vida de muitas pessoas ensinando-as e conscientizando-as sobre a nossa natureza. É, sobretudo, relacionar com as pessoas com mais amor e compreensão..

Será preciso libertar a mente de pensamentos que nos prendem para que o nosso corpo possa responder os estímulos que desejamos. Só mesmo com a Revolução do Pensamento poderemos encontrar a nossa essência e de ser feliz vivendo a plenitude de nosso ser com amor e gratidão.



Evandro Telles
23/01/09

sábado, 23 de janeiro de 2010

O Forum Social está em RS, Colina do Sol não tá nem aí


O Fórum Social Mundial começa amanha em Grande Porto Alegre. O evento se espalha, até para o região da Encosta da Serra, como mostra a mapa ao lado.

É um evento que congrega um mundo de jovens, geralmente de mente aberta e pensamento para lá de liberal, não somente politicamente mas socialmente. 

Eventos passado tem tido momentos de nudez informal, e de nudez político.


Publico novo

A naturismo organizado, e os sites, blogs e listas de naturismo, sempre reclamam da necessidade de atingir um publico novo.

Aqui há, então, um grande concentração de jovens que seriam dispostas a experimentar a naturismo - ou no mínimo teriam vergonha de admitir aos seus pares que tenham pudores.

Quem já foi para uma área de naturismo sabe que depois dos primeiros vinte minutos, pessoas se adaptam.

É que aquele primeiro passo, é difícil.

Porém, o publico reunido pelo Fórum Social, além de ser um bom publico-alvo para naturismo, os reune na hora certa. É comum pessoas vão bem longe de casa para experimentar naturismo, para não encontrar conhecidos, que é mais constrangidor. Num evento destes, com companheiros novos, é mais fácil.

Formando pregadores

Depois do Fórum Social, os participantes voltam para casa, carregando suas experiências. Ter experimentado o naturismo é uma prova cabal de que houve realmente algo de diferente no Fórum, e de que quem foi, é gente de cabeça aberto, liberal, moderno, etc.

E como todos sabem, o naturismo - gente pelada - atraia a imprensa como poucas coisas.


A Colina do Sol não tá nem ai

Taquara fica bem ao leste de Sapiranga e Novo Hamburgo, que aparecem na mapa acima.

O evento, então, caio no colo da Colina do Sol, que se diz o maior área naturista da America Latina, que até seria se for incluir as terras griladas.

Porém, o saite da Colina anuncia hoje não o Fórum Social, mas Revillion. Não participaria do Fórum.

Está chovendo sopa, e a Colina não tem balde.


Falta de recursos

Não é tanto que não tem balde; do que ouço, a situação lá é tão difícil que, como dizemos no inglês, nem tem pinico para fazer xixi.

Até isso seria contornável, pois o público destes eventos é pouco exigente sobre conforte. Que nem festival de rock: lama e fila no banheiro fazem parte.

A garra vence a falta de dinheiro, mas garra não há. Pesa a falta de preparo e visão empresarial. O Fórum já aconteceu em Porto Alegre antes, e aconteceria de novo, mas nada foi feito pela Colina para aproveitar e preparar.

Pode ser que a Colina foi pego de calças curtas. Mas o problema pode ser mais sério.  

Mente de exclusão

Uma das peculiaridades de naturismo brasileiro, um vício herdado dá época negra (que em italiano pode ser chamado de época vermelha), é a mania de excluir. Establece-se um clube ou uma praia, e o primeiro passo é resolver, "Quem podemos excluir?"

Em vez de tentar atingir públicos novos, o esforço é para excluir estes ou aqueles, e condicionar o ato de tirar a roupa, a uma ideologia que pouco tem a ver.

Na Colina do Sol, a mania de excluir virou patológico. Não é somente as muitas cartas banindo este ou outro colaborador ou freqüentador de longa data.

Colina do Sol tinha quase mil sócios, e caiu para centenas, e agora tem dúzias. Para contar as visitas de fim de semana, o porteiro nem precisa tirar os sapatos.

Estilionaturismo

Enquanto o Fórum Social congrega o publico certo, no momento certo, para criar novos adeptos e embaixadores de naturismo, estes jovens faltam o elemento essencial que interesse a Colina do Sol e o naturismo organizado brasileiro.

Simplesmente dito, ele não tem dinheiro. E se não tiverem dinheiro, como isso pode ser tirado deles em troca de "investimentos", "títulos", e "concessões"?

O estilionaturismo é baseado em pessoas entrando, ficando deslumbradas, e dando dinheiro em troca de ilusões.

O estilionaturismo não se importa que pessoas tiram suas calças, mais sim que elas abrem suas carteira. Vários dos "colineiros", especialmente eles que tiram ou tiravam o sustento do lugar, nunca foram vistos despidos.

Medo de luz

Também, a Colina do Sol não aguenta, nesta hora, a atenção da mídia.

A falsidade das acusações contra o Quatro da Colina é amplamente conhecida, entre a população de Taquara e entre a média local. Os autores das acusações são a corja que continua em controle da Colina.

A mídia vindo, haveria perguntas. Para estas perguntas, não haveria respostas.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A NUDEZ EM AMBIENTE NATURISTA É ARTIFICIAL


Feliz ano novo, moçada pelada do meu Brasil varonil que apesar da distância física está bem vivo no coração. E vamos que vamos para esse 2010 que já começou há alguns dias. E viva o blog dos peladistas que completa um aninho.

Bom, minhas observações sobre esse fenômeno que é tirar a roupa continua a toda prova. Tenho entendido, pelo que vejo na mídia, nos comportamentos de frequentadores desses espaços, e de memórias de locais que freqüentei, que a nudez em ambientes naturistas é totalmente artificial.

Claro que é artificial. Por quê? Como você pode fazer uma afirmaçãozinha dessas? Calma naturista irritado! Estou dizendo que vocês tiram a roupa para ficar pelados por mais tempo possível num local combinado. Criam um ambiente onde a nudez é permitida. Criam uma situação de lazer em que a nudez é aceita. A nudez em si é natural, mas em comunidades, o natural seria se a nudez fosse aceita em todos os ambientes e os ambientes naturistas fossem apenas uma extensão da sociedade, aí talvez nem precisasse existir ambiente naturista. Além disso, todos os que ficam pelados em comunidades, seja peladista, naturista, nudista, mazoquista os cambal, é visto como ET pela sociedade.

E ainda pra completar muitos vão no embalo, nem sabem porque estão tirando a roupa. Apenas porque ouviram dizer que ficar pelado diante de outras é bom para o ser humano porque o-f-a-z-d-e-s-p-i-r-d-e-s-e-u-s-p-r-e-c-o-n-c-e-i-t-o-s e por aí vai repetindo como um papagaio aquilo que leu ou ouviu por aí.

Então o que acontece? Se a nudez é artificial e ninguém se conscientiza disso, seus gestos, seus movimentos, suas falas, acompanham essa artificialidade e caminha para a hipocrisia. O que se tem é um grupo de pessoas que se reuniu para se empanturrar de comida e ficar pelado sem saber o motivo.

Mas que churrasco é bom é né?

Ariana Boss

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Solteiros em Praias Naturistas: Naturismo é para Todos.

Por James McCoe

Eu tenho acompanhado toda essa polêmica a respeito do acesso de homens solteiros nas praias naturistas. E, sinceramente, eu acho um absurdo sermos excluídos por não termos uma companheira ou uma família para que entremos nesses locais.
Se o naturismo se baseia na liberdade do corpo e, para ser naturista, temos que ser pessoas livres de total preconceito quanto ao fato de estarmos despidos, como podemos sofrer preconceitos das pessoas que partilham o mesmo senso que nós?
O naturismo, no Brasil, em si já é um fator excludente. As pessoas escondem da maioria da sociedade o fato de que vão à locais naturistas. Preconceito contra sua opção perante a sociedade. Então, somos um grupo de clandestinos sociais, pois não somos aceitos pelas outras pessoas ditas "normais". Enquanto a opção de andar despido é vista, pelos olhos da grande massa, como exibicionismo, e isso já causa um grande mal estar em que a pratica, até mesmo vergonha, já nos sentimos excluídos.
Além de forçar homens que não têm família devidamente constituida, nos padrões normais jurídicos e sociais, a alugar uma acompanhante para entrar num local que deveria ser de livre acesso a todos. Isso acaba por gerar um comportamento subversivo da idéia do naturismo. Forçar uma situação em que nos subjeitamos a uma ordem para que a maioria, ou minoria, nos aceite. Isso é hipocrisia.
É macular o ideal de liberdade de ação e de pensamento dos naturistas.Que liberdade é essa que exclui? Que limita? Que obriga as pessoas a forjarem mentiras em prol ao bem estar proprio e dos frequentadores?
Acho que nos, os naturistas solteiros, devemos, sim, nos levantar contra essas regras retrógradas e excludentes que uma minoria, que se acha responsável pela "moralidade e bons costumes" de uma sociedade excluida por si só e por eles mesmos.
Naturismo é para todos. Independente de classe social, raça, cor, religião ou opção sexual. Usemos esse espaço para nos pôr contra esses conceitos discriminatórios.

Visite Naturismo é para Todos. em:
http://nubrasil.ning.com/groups/group/show?id=3604512%3AGroup%3A19580&xg_source=msg_mes_group

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

E QUANDO O ATOR FICA NU ?

Por Rosana Bentto

Dançar sentimentos, buscar organicidade, doar-se sem restrição e sem medo, comungar com a platéia, criar... Numa tentativa solitária de encontrar-se a si mesmo, esse artista mergulha em seu universo para expandi-lo ao máximo e ofertar o seu melhor. Disso o ator/atriz sabe, mas as suas limitações estão o tempo todo gritando para serem superadas. E quando a ator/atriz precisa ficar nu? O que acontece?Quando o ator/atriz sabe que fará personagem que exibirá sua nudez, fica tranquilo porque diz estar protegido pela personagem, que tem um motivo para ficar nu, ao passo que na vida real não. É um argumento a se pensar já que o ator busca cada vez mais aproximar a naturalidade com que age na vida real da naturalidade durante representação no palco.
Já presenciei situações em que amigos atores foram convidados a conhecer espaços naturistas e eles ficaram encabulados. Sentiram-se despreparados para ficar pelados na frente dos outros. Despreparados enquanto pessoas para deixar a roupa e se libertar. Questiono essa desproteção que persegue a pessoa do ator. De onde vem essa sensação de desproteção? De onde vem esse medo de estar à vontade com o próprio universo que lhe foi dado - seu corpo? Acredito que venha de fora, que venha do pensamento sobre o que os outros vão pensar, o que os outros vão achar de mim. Sempre os outros. Como diz um famoso psicólogo "como damos nossos poderes para os outros! como os outros tornam-se grandes em nossas vidas! cacete!"
Essa força dada de mão beijada aos outros é algo que levamos anos aprendendo, levam tempo nos ensinando isso, algo tão bem trabalhado na mente de todo mundo que depois de uma certa idade ninguém precisa fazer mais nada, cada um se encarrega de agir como nos ensinaram. Aí é um tal de um vigiar o outro, um policiar o outro, e outro já penetrou nosso universo de modo tão profundo, ele está tão vivo dentro de nós que nosso organismo começa a reagir a esse outro por ele mesmo, além de as pessoas ensinarem essa droga de maneira de viver aos descendentes, aos discípulos, etc. fazendo com que a roda nunca pare. Quanta meleca. E, obviamente, pelo fato de o ator ser uma pessoa que trabalha com emoções, sensações, tudo isso é extremamente negativo pra ele, o quanto antes se libertar disso melhor, o quanto antes se desvincular dessa roda e observar a si mesmo e o cotidiano de modo diferente melhor. E tirar a roupa em vários sentidos é um passo para trabalhar essas questões. Vamos ficar nus?
publicado originalmente em http://atrizrosanabentto.blogspot.com/2010/01/quando-o-ator-vai-ficar-nu.html

domingo, 17 de janeiro de 2010

MEDO DE SER FELIZ.


Por Evandro Telles


Não tenho medo de elevador, tenho pânico. Detesto ficar em lugares fechados sem ao menos uma janelinha, se for banheiro deixo até a porta encostada. Isso teve uma causa, trabalhava no 9º andar de um prédio e houve um princípio de incêndio no 4º. Algumas pessoas foram retiradas às pressas do elevador que tinha parado de funcionar. Por muito tempo deixei este medo tomar conta de mim. Era proibido usar este meio de locomoção.

Com algumas resistências venci esse sentimento, de alguma forma reconheci que era uma insegurança, algo que estava no meu inconsciente que às vezes me impedia até mesmo tratar de negócios com empresas de localização em prédios muito altos.

Tem pessoas que não andam em avião, outras em navios e até mesmo em automóveis. Não vivem a vida plenamente, sempre recuam nos momentos que se deparam com seus medos. Acreditam, inclusive, no ditado que “Alegria de pobre dura pouco” e evitam momentos alegres.

A maioria dos depoimentos das pessoas que entram para o Naturismo tem demonstrado sinais de medo. Por parte do homem, o eterno problema da falta de controle do seu corpo. No caso da mulher é algo mais complexo, ela sempre se fechou num redoma intransponível e o seu corpo, o que tem de mais sagrado, não é permitido viver com naturalidade. Na porta de áreas Naturistas tremem, turbilhões de pensamentos passam em suas cabeças para tentar vencer o medo.

A riqueza do naturismo, entre outras, é que nos permite vencer obstáculos psicológicos, as roupas criaram a falsa ilusão de proteção, criaram uma parede divisória da nossa natureza com o mundo que nos cerca. Na verdade, o medo sentido no início da prática do naturismo, o que é natural, é porque ficamos expostos, não somente o corpo, mas também os pensamentos. A partir desse instante o obsceno terá que ser abandonado. Será conseguido tal intento?

A vergonha sentida do corpo ocorre, principalmente, por não se entender a dimensão do que ele representa no universo. “Somos uma alma que possui um corpo e não um corpo que possui uma alma”, sendo assim somos mais seres espirituais adquirindo experiências de um mundo material. Estamos entrando na era da espiritualidade, muitos procuram ter o encontro com o Divino que existe em cada ser e tenta se desprender de valores que impedem tal encontro.

O primeiro objeto material a ser largado são as roupas, é mais fácil vencer esses bloqueios e se entregar a uma energia emanada da natureza que abraça à nossa. Essa junção, para algumas pessoas despreparadas, dá medo porque suas mentes ainda estão cheias de impurezas. Ainda estão presas nos seus valores materialistas e não conseguem fazer a limpeza mental.

Sentimos a insegurança quando entramos para o que nos é desconhecido. Descobrimos que todos nós temos os nossos medos em diferentes níveis e também com reações bastante variadas. Para algumas pessoas podem até bloquear a sua capacidade de pensar, decidir e agir, para outras podem se sentir irritadas. Reações que impendem o sentimento da felicidade e realizações pessoais.

Por outro lado, a insegurança e o medo são opostos da Fé, o que nos remete de volta para o desenvolvimento e evolução da nossa espiritualidade. Ser Naturista é se propor a vencer as divisões que criamos com os nossos preconceitos em relação ao corpo, é vencer o medo e deixar-se entregar ao encontro da nossa essência, é libertar a mente de pensamentos medíocres que nos impedem de abrirmos as portas para o Ser Divino, é acreditar no potencial energético que será encontrado nos relacionamentos pessoais e em sintonia com o Ser Supremo.

Acreditar na filosofia Naturista pode proporcionar bem-estar e um sentimento de paz, mas não pode ser esquecido que todas as coisas precisam ser alimentadas para sobreviverem. A fé me faz mais seguro, mas a oração me põe em conecção com uma fonte de energia infinita.

A oração foi considerada uma penitência para quitar os pecados, e não é. Por esse motivo muitos não se importam e nem reconhecem os benefícios dela. Para estar em clima de oração é preciso não de coração puro e sim de mente limpa, não é isso que também a filosofia Naturista prega?

“Orar é a respiração da alma” (Mahama Gandhi).

Por isso, sempre que posso eu cito sem solicitar permissão, mas colocando os devidos créditos, o que Pierre Demouliere escreveu em seu artigo Naturismo e Fé: “É justo ser Naturista e Cristão. A Fé esclarece o Naturismo e o Naturismo fortifica a minha Fé”.

O Naturismo favorece a aceitação de si próprio proporcionando uma tranqüilidade diante dos nossos defeitos, passamos reconhecer nossas imperfeições e psicologicamente nos tornamos melhores, menos obsessivos, assim criamos condições mais propícias para entendermos o significado da palavra “respeito”.

Largar as roupas é vencer os medos e acreditar que somos criados por uma inteligência infinitamente superior, agradecendo em nossas orações toda constituição do nosso corpo e não parte dele. É conectar com Deus com a mente limpa. Só assim, só assim mesmo, a felicidade poderá estar presente em nossas vidas. Continuo afirmando como já disse na entrevista concedida a Elaine Vieira do jornal A Gazeta em 27/12/09: Seríamos pessoas melhores se nos despíssemos. Junto com as roupas iriam embora também muitos sentimentos medíocres e hipócritas.

Só é preciso não sentir MEDO DE SER FELIZ.

Evandro Telles

16/01/2010

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O ATOR E O NATURISMO

Publicado originalmente em http://atrizrosanabentto.blogspot.com/


Pelo que compreendi, na visão de Luís Otávio Burnier, o ator precisa estar o mais próximo possível da natureza.
Uma cidade pequena, com rios limpos, cachoeiras, abundância de árvores e pássaros, presença de animais, pouco ruído humano e muitos sons da natureza, ou então um espaço onde tudo isso foi preservado ou organizado para receber pessoas de cidades grandes onde o barulho humano predomina. Num lugar onde o silêncio (ausência de barulho de máquinas operadas pelo homem) é o maioral, é desse lugar que Otávio fala. E daí? Por que relacionar isso com naturistas e então com os atores?
Bem, num espaço onde a natureza pode se manifestar, quando digo natureza digo tanto do ser humano quanto vegetais e animais, o movimento pode ser percebido com mais atenção. E, como o foco aqui é o naturista e o ator, a movimentação do corpo humano é que é observada com mais carinho. Essa mobilidade pode ser aproximada do movimento das águas, dos ventos, da liberdade dos pássaros. Os cinco sentidos libertam-se. Logo, é possível sentir essa natureza tocando o corpo com mais propriedade, pode-se sentir esse contato com o belo: sentir o calor do sol, a água da chuva ou o vento tocando a pele; sentir aromas de flores, terra molhada ou simplesmente de um gramado que acabou de ser cortado; ouvir o cantar dos pássaros, do balançar das folhagens, da água da cachoeira; ou ainda não ouvir nada e estar em perfeita comunicação com toda essa natureza por meio do silêncio enquanto se faz parte desse cenário. Ao perceber que como ser humano fazemos parte desse cenário, automaticamente nosso organismo, nosso corpo, com os sentidos aguçados, responde com alegria, agradece o prazer recebido por meio de uma "comunicação bela, singela e silenciosa. Sentida com a alma e com o corpo" (L.O.B). E aí aparece a comunhão. O humano em comunhão com a natureza. Não falo de algo que só buda consegue. Isso de que Otávio fala, qualquer pessoa que saia dessa piração que é a cidade grande e vá para um lugar mais afastado, silencioso, com uma natureza mais expressiva, sente, só depende de como essa pessoa vai aproveitar isso. As vezes ela não racionaliza a coisa, apenas sente, outras vezes ela sente e pensa, reflete sobre isso e começa a perceber como o organismo responde à agitação e à calmaria, como o corpo responde à beleza e à feiúra dos ambientes, como o corpo recebe situações agradáveis e rejeita outras desagradáveis, etc.
Todo esse contexto de maior aproximação do homem com a natureza, nos dias de hoje parece ser um privilégio do naturista (aquele que segue toda uma filosofia e não aquele que apenas tira a roupa e já acha que é deus), ele é que está alguns passos adiante quando se fala em entrar em comunhão com a natureza. E o naturista o faz desnudo. Então parece adiantar-se em dois sentidos: primeiro despe-se com facilidade das roupas, e das máscaras sociais, e segundo harmoniza-se com a natureza, e com sua própria natureza.
Onde fica o ator nessa história? bom, esse é o indivíduo cujo corpo é o item mais importante na execução de sua tarefa. E, para que represente personagens da maneira mais adequada possível, para que seu corpo/instrumento esteja o mais afinado possível, deverá conhecê-lo muito bem, saber o mais que puder sobre as ações e reações de seu corpo diante de situções diversas, ou então estar o mais preparado possível para deixar seu corpo agir naturalmente, ouvindo, reconhecendo e respeitatndo tais reações (diante de: frio, calor, alegria, ódio, raiva, tristeza, compaixão, amor, etc.)
Nesse sentido, o ator pode ser aproximado do naturista, não para ser comparado positiva o negativamente, se é mais ou menos em si, que o naturista, mas para se ver que é positivo para o ator, frequentar ambientes naturistas por causa da harmonia com a natureza (vegetal, animal e humana). (Isso se não tiver um Zé mané que leve auqueles axés pra tocar em último volume. Aí eu fico impaciente. Tá vendo? Uma reação natural do meu corpo. Ele quer tranquilidade e calmaria e de repente um axé no último volume. Irritações à parte.) O ambiente naturista é praticamente um laboratório para o ator, tanto para recarregar suas energias quanto para observar esses aspectos relacionados ao trabalho de conhecimento e reconhecimento do próprio corpo.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Passando suas férias ao natural

Por Laércio Júlio da Silva

04/01/2010

Janeiro é tipicamente um mês de férias para muita gente no hemisfério sul. No Brasil confunde-se com a chegada do verão e a possibilidade de aproveitar melhor os prazeres da vida em grande estilo. Para a maioria das pessoas, sair de casa e encarar o sol batendo no corpo, exorcizando-se totalmente das obrigações do trabalho no mais completo ócio, aproxima-se do ideal de lazer naturista.

A mais famosa fábrica de refrigerantes estampou por algum tempo na TV um comercial em que um homem na “melhor idade” refletia sobre os sonhos que ainda gostaria de realizar. Naturalmente, um deles era o prazer de degustar sempre o referido refrigerante, o interessante é que entre uma e outra fantasia, havia o introvertido desejo se tornar um naturista!

Sendo assim, convido o leitor a não esperar muito tempo por esse dia, passe um período de férias especial e marcante em sua vida experimentando o descanso como você veio ao mundo. Além da proposta filosófica, o turismo naturista é hoje um fato e reserva gratas surpresas aos seus praticantes em praias e clubes espalhados pelo país. Agraciado pelos trópicos, o Brasil é tido como um dos países que apresenta melhores condições para o desenvolvimento do naturismo: clima quente privilegiado por uma natureza exuberantemente bela.

A Federação Brasileira de Naturismo - FBrN(www.fbrn.org.br) possui hoje vinte entidades filiadas, devidamente cadastradas, sendo dez associações sem fins lucrativo, três comunidades naturistas, quatro pousadas, uma área de preservação ambiental, duas mídias naturistas e uma agência de viagem. No tocante ao turismo naturista existem várias opções de lazer e entretenimento para toda a família em praias e clubes com alguma estrutura de hospedagem. Oito praias no Brasil são regulamentadas para a prática do naturismo através de decretos municipais, haja vista que a Lei do Naturismo (Projeto de Lei da Câmara nº 13) ainda não foi aprovada, estando lamentávelmente desde o ano 2000 para entrar na pauta do Senado Federal. A maioria destas praias tem uma ou mais associações ambientalistas sem fins lucrativos, algumas em parceria com o poder público, administrando o local e garantindo o cumprimento do Código de Ética Naturista.

Ainda existem vários mitos entre os não naturistas. Um deles acredita que o naturismo somente é praticado no litoral e desconhece a existência da Colina do Sol(www.colinadosol.com.br), condomínio naturista no interior do Rio Grande do Sul, local onde será realizado em Março deste ano o III Encontro Latino Americano de Naturismo, aberto a todos os interessados em participar. No centro-oeste a Associação Goiana de Naturismo, o Goiasnat (www.goiasnat.com.br) e o Clube Naturista do Planalto Central, o Planat (www.planat.org.br) promove reuniões mensais para adeptos da prática.

Falando em praias, infelizmente não há espaço para comentar todas, a mais famosa é a Praia do Pinho (www.praiadopinho.com.br), no Balneário Comburiú em SC. Berço da reestruturação do naturismo no Brasil depois do período ditatorial, conta com boa estrutura de hospedagem e camping. Igualmente famosa depois do 21º Congresso Internacional de Naturismo realizado lá, a Praia de Tambaba(www.tambaba.com.br) no nordeste é rica em belezas naturais e conta também com pousadas e camping no local.

Há ainda a Praia de Barra Seca em Linhares – ES. (www.barraseca.com.br), a mais próxima do centro-oeste e a Praia do Abricó (www.anabrico.com) na cidade do Rio de Janeiro, palco de várias lutas ambientalistas, sendo uma área de proteção ambiental dentro da reserva biológica do Parque de Grumari.

É comum o cidadão iniciar-se na prática do naturismo fora de seu estado por vários motivos. A maioria volta maravilhada com o ambiente fraternal com que são recebidos por frequentadores em locais muitas vezes desconhecidos e quando retornam a sua origem, acabam aderindo à associação local. Os naturistas formam uma grande família!

São várias as opções, portanto nessas férias, se você é amante da natureza do tipo que não quer se preocupar com malas ou “o que vestir na ocasião”: somente uma toalha basta! Convide sua família a realizar uma experiência inesquecível e fascinante. Comece o ano diferente, passe suas férias ao natural!

Laércio Júlio da Silva é diretor da Federação Brasileira de Naturismo (FBrN) e presidente da Associação Goiana de Naturismo, o Goiasnat.

www.goiasnat.com.br


domingo, 3 de janeiro de 2010

NUDISMO SOLITÁRIO? por Deley de Acari


O texto que motivou a  reflexão abaixo do Deley esta em http://casaisnudistas.blogspot.com/2009/12/nudismo-solitario.html do Blog Casais Nudistas. 


Por Deley de Acari


É bem instigante essa pergunta já que frequento a praia de abricó e vou lá sempre sozinho. Nenhum amigo ou amiga das minhas relações cotidianas aceitou meu convite pra ir lá... bem... os poucos amigos que aceitaram foi pra ver mulheres nuas ao em vez de desfrutar de uma ambiente sadio onde as pessoas desnudando os corpos estão mais propensas a desnudar as almas e serem amizades mais puras, mais sinceras.... e desconvidei logo que percebi a intenção.
 
Pra pessoas que não tem carro como eu, ir a abricó é uma aventura: quase duas horas de onibus, mais meia hora a pé, sob morro, desce morro... por isso vou pouco, o que não dá pra fazer amizades.
Por outro lado no meio naturista,, criou-se uma verdadeira cultura contra pessoas sozinhas, principalmente se forem homens, e ainda mais se for de meia idade como eu.
 
Geralmente locais naturistas são frequentados por casais, duplas de mulheres, grupos pequenos de amigos que ficam constrangidos e reagentes a aproximação de pessoas estranhas, principalmente homens.
 
As duas vezes que consegui me aproximar de uma casal e de um grupo de tres homens e conversar por mais de vinte minutos, foi com um casal bisexual adepto do swing e  gays a procura de sexo grupal. Eram pessoas inteligentes, sensiveis de boa e agradavel conversa.
Dessas pessoas que gostariamos de conversar horas e horas...
Mas, alí, no momento, procuravam outra coisa, diferente do que eu procuro sempre em abricó: paz, tranquilidade, harmonia e gentilesa... coisas bem diferentes do que vivo no dia á dia agitado e estressante da favela onde moro e trabalho.
 
Acho que é por causa de pessoas que procuram em locais naturistas o que aquelas pessoas porcuraram aquele dia em abricó, que a maioria das pessoas. habituais frequentadoras/es de abricó são avessas e reagem a aproximação de pessoas sozinhas.
 
É importante deixar claro que a direção da anabricó mantem rigido controle de segurança, feito por rapazes educados mas atentos, só que não pode impedir ou vigiar conversas de seus frequentadores, mas age com veemencia quando há qualquer reclamação de assédio.
Naquele momento não me senti assediado, já que não me senti desrepeitado.
Talvez o ocorrido pudesse acontecer noutro lugar qualquer, independente de ser um local maturista. Acho que essas pessoas estavam fazendo o certo no local errado:
qualquer outra pessoa, como novos naturistas por exemplo poderiam interpretar que naturismo é assim mesmo, e ou nunca mais voltar a um local naturista, ou voltar outras vezes, em busca da mesma coisa que aquelas pessoas procuravam.
Nas duas alternativas é óbvio que seriam extremamente negativo, pois o neonaturista estaria achando que naturismo é isso mesmo.
Como cada naturista é também um educador naturista em potencial, estaria ensinado aos não naturistas, de forma errada, o que é naturismo, ou seja, o que nem naturismo é.
 
Os escudos de auto-defesa são tão rigidos que lhes impedem de ver com transparencia e diferenciar as pessoas que procuram pureza das pessoas que buscam sacanagem.
 
Pessoas que frequentam lugares naturistas, apesar das diferenças que possa existir entre elas, de classe, de raça, de sexo, etc... tendem a ter as mesmas opiniões, mesmas afinidades, mesmos gostos, mesmas maneiras de encarar a vida.
 
O lugar naturista que cada um frequentam tenderiam, naturalmente, a ser, não só um ponto de encontro e lazer, mas de conquista de amigas e amigos, mais sinceros, mais leais, mais puros: Uma amiga que fica nua comigo por horas, com a qual fico nu por horas, com certesa será uma amiga com que vestido em qualquer lugar fora do lugar naturista, que vai se sentir a vontade pra desnudar sua alma diante da minha, confiar mais em mim, uma amiga com a qual vou me sentir mais a vontade em desnudar minha alma, confiar mais nela. Isso sem nunca jamais venha existir qualquer coisa entre nós além de pura e sincera amizade... isso vale, também pra todas as amizades que conquistemos no lugar naturista.
Relações de amizades sinceras, puras, leais construidas num lugar naturista com certesa serão assim mesmo também noutros lugares... nos churrascos, em casa pra curtir a amizade, nos teatros, no cinema, nos barzinhos de rodas de chop, todos vestidos, mas mesmo que vestidos, de almas desnudas, que as boas e duradouras e mais sinceras amizades são as que as almas amigas estão sempre sem capuz, sem mascará e sem armaduras de carne e osso,vedendado aos olhos do outro quem relamente somos, desnudos de corpo e principlamente de espirito.
 
deley