quarta-feira, 14 de julho de 2010

ARTIGO - LIBERDADE DE PENSAMENTO

LIBERDADE DE PENSAMENTO


Hoje, 14/07/2010, em todo o mundo comemora-se o dia da liberdade de pensamento, esta data foi escolhida pelos franceses como feriado nacional e data de celebração da Revolução Francesa em que houve a Queda de Bastilha. Era uma fortaleza situada em Paris que no século XV foi transformada numa prisão de Estado. Ali ficavam os intelectuais e políticos que discordavam ou representavam uma ameaça ao poder absolutista dos reis. É uma longa história, mas podemos dizer, com uma pequena margem de erro, que a intenção era o de prender o pensamento e entre os prisioneiros mais famosos podemos citar: Bassompierre, Foucquet, o homem da máscara de ferro, Duque de O’rleans, Voltaire, Latude entre outros.

A primeira vez em que foram definidos a liberdade e os direitos fundamentais do Homem foi por meio da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, aprovada pela Assembléia Nacional Constituinte da França em 26/08/1789 e também foi base da Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela ONU em 10/12/1948. Nela são enumerados os direitos que todos os seres humanos possuem.

- “Todo homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular”.

- “Todo homem tem direito à liberdade de opinião e expressão, este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras”.

Liberdade de pensamento é um tema muito atual e que merece alguma reflexão, afinal a liberdade é prerrogativa natural do ser humano. Se questionarmos as pessoas se são livres para pensar, acredito que um percentual bastante elevado dirão que sim, será que realmente são? Ou serão repetidores de opiniões do jornalista econômico ou político, dos líderes da igreja que freqüentam ou da sociedade que lhes inculcaram valores desde cedo que na realidade tiraram a sua liberdade?

No artigo “Temos liberdade de pensar?” de Carlos Bernardo González Pecotche, autor da Logosofia, diz “A liberdade de pensar em seu sentido íntimo significa a possibilidade de refletir e atuar a todo o momento com independência de preconceitos, de idéias alheias, do “que dirão”, etc., e, além disso, não fazer, pensar ou dizer o que não se deve.”

O Naturismo pode, efetivamente, colaborar com os indivíduos nesse sentido. O conhecimento e consciência da naturalidade do corpo humano, não abrem espaços para a promiscuidade nem para os preconceitos. Muitos ainda não se atrevem a freqüentarem uma área naturista com receio de suas reações corporais ou da sua estética. Naturismo realmente inicia na mente, é expressa por meio do corpo a liberdade mental..

Todo naturista tem uma grande responsabilidade social, afinal já sabemos pela história o resultado de querer prender o pensamento livre, responsável e ético. Podemos muito bem ensinar o caminho daqueles que ainda não conseguiram vencer seus medos, suas próprias fraquezas e de seus falsos valores sem violência, com paciência e compreensão. “Sem o suor do exemplo, os mais belos comentários perdem a legitimidade.” (Alan Kardec)

O escritor Mala Tahan, em seu livro “Lendas do Céu e da Terra” escreveu: “Nunca te arrependerás: De teres freado a língua, quando pretendias dizer o que não convinha. De teres pensado antes de falar. De teres perdoado aos que te fizeram mal. De teres suportado com paciência faltas alheias. De teres sido cortês e honesto com tudo e com todos”. Em vários países intelectuais encontram-se presos por terem ousado pensar livremente. Afinal, nunca como agora, pensar é uma questão de direito inalienável para cada ser humano. (http://www.emdianews.com.br/)

Sejamos conscientes que teremos que incentivar a união, um diálogo pacífico e de respeito, porque só assim poderemos demonstrar o valor de ter conquistada a liberdade do pensamento.

Evandro Telles
14/07/10

domingo, 4 de julho de 2010

QUEM NÃO VIVE COM NATURALIDADE VIVE NA SUPERFICIALIDADE

QUEM NÃO VIVE COM NATURALIDADE VIVE NA SUPERFICIALIDADE


Naturalidade, qualidade do que é natural; produzido pela natureza; adquirido por nascimento. Partindo dessa definição, a nudez humana é o estado mais natural que o nosso corpo pode se encontrar, por isso dizemos “a natureza é nua”, porque todas as coisas produzidas por ela são espontâneas. A partir disso, tudo que se acrescenta a essa criação natural é artifício que criamos para um determinado propósito, tipo um brinco, uma pintura no corpo, um batom e mesmo as roupas. Tudo isso são artificiais.

Não é de estranhar o motivo pelo qual o ser humano esqueceu da sua verdadeira identidade. A educação e crenças incutidas na sua formação prestigiaram os artifícios em detrimento da sua liberdade. O carro, a casa, o dinheiro, a roupa tornaram importantes cartões de visita para dizer quem somos, e assim, os valores naturais, essência do ser, a razão da vida, deixam de ser pensados.

O domínio do pensamento e os questionamentos sobre o que pensamos é, na realidade, a busca do conhecimento de si mesmo. É imperativo mencionar aqui a importância da leitura e estudos sobre a nossa personalidade e caráter, porque o ditado “conhecer é poder” está parcialmente certo, o que realmente tem poder é a liberdade, que lhe é conferida por meio do conhecimento. Por esse motivo, regimes ditatoriais detestam livros e os queimam em praça pública.

Atualmente, esses regimes não mais preocupam em destruírem esse acervo, nossos jovens já faz isso, é grande o número de pessoas que não se importam o mínimo em se questionar, aprender e ler. Os relacionamentos com familiares e com os amigos refletem isso, o que realmente importa fica escondido dentro de cada um.

A prática naturista, além de trazer benefícios para o corpo físico, traz também benefícios mentais, “Naturismo começa na mente” (Paulo Pereira – Corpos Nus). Afinal, é um exercício para vivermos naturalmente, é o desapego que o Budhismo defende por causa da impermanência de todas as coisas, inclusive do nosso próprio corpo, é entrarmos na essência do ser e esquecermos por completo as artificialidades e viver cada dia melhor.

Muitos ainda não conseguem conceber a nudez como algo natural, ainda presos nas tradições e nos conceitos que formaram suas concepções de valores, Sua natureza pede liberdade, a mente não obedece. Isso acontece muito com a mulher, não sabe ela que, provavelmente, o naturismo lhe mais favoreça. Fica ela numa condição de igualdade diante do homem e conquista a sua liberdade que desde a infância a ela ficou privada. Recordo-me dos escravos que se beneficiaram com a lei que os libertaram e ainda assim imploravam para continuarem juntos de seus senhores. Não sabiam o que fazer e como iriam se sustentar, ficaram inseguros diante de um novo contexto social.

Viver com naturalidade implica vencer os medos internos, se tornar mais seguro e consciente da nossa própria natureza, é se colocar numa posição de igualdade diante de todos os seus semelhantes. O naturismo é, na verdade, evolução e ao mesmo tempo retorno da nossa condição humana, natural e nua.

Com certeza, ser natural não é simplesmente viver defendendo o meio ambiente e se alimentando de comidas naturais, é mais do que isso, é ser consciente da nossa natureza transcendente, é respeito pela vida e, sobretudo, sair do superficialismo. Mas tem um detalhe importante, ninguém poderá fazer isso por alguém, cada pessoa tem se propor a realizar mudanças em suas vidas, se lançar para o desconhecido, sair da mesmice. A liberdade é individual e as decisões também.

A omissão diante de nossas verdades gera infidelidade. Sair da superficialidade às vezes não é muito fácil, é preciso determinação, mudanças internas e, sobretudo, coragem e consciência.


Evandro Telles
04/07/10

sexta-feira, 18 de junho de 2010

"Eu gostei aquela pintura", disse Dilma

Quais foram as pinturas que encantaram Dilma Roussef em Paris? O Estado de São Paulo ("Já foi um grande jornal") de quinta-feria informa que ela visitou a exibição "De El Greco a Dali" no Museu Jacquemart-Andre e que:

Lá, fixou o olhar com maior demora em três obras-primas sobre crianças feitas pelo pintor impressionista espanhol Joaquin Sorolla y Bastida. "Eu gosto daquela pintura. Pare de novo para vê-la", aconselhou Dilma ao secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo, que a acompanha na visita a Paris.

Na site da exibição, a foto 6 mostra um parede com três pinturas de crianças de Sorolla:

A pintura na esquerda é "En la playa":


A do meio, "Nino En Las Rocas Jarea", somente encontro em um lugar, e com a imagem digital oferecida somente mediante pagamento:


O terceiro imagem não encontro no internet, mas o assunto é de novo um dos preferidos de Sorolla, crianças peladas no mar.

E, parece, um assunto que agrada Dilma Roussef, também.