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terça-feira, 16 de abril de 2013

SOS Tambaba: Folha do Meio Ambiente

A Folha de Meio Ambiente, na sua edição impressa de março, veiculou uma matéria sobre a ameaça que o empreendimento "Reserva de Garaú" representa para a Area de Proteção Ambiental (APA) de Tambaba.

O autor, Reginaldo Marinho, entrevistou o engenheiro Antônio Augusto de Almeida, que foi secretário de Meio Ambiente de João Pessoa, durante a gestão do atual governador de Paraíba, Ricardo Coutinho, e também entrevistou o professor André Piva, da Universidade Federal da Paraíba, onde ele é Coordenador do Programa de Pós-graduação lato sensu em Turismo de Base Local.

Foi o próprio Reginaldo que nos alertou da matéria, com um comentário aqui no blog.

Típica das perguntas e respostas é:

FMA - As experiências fracassadas de megacomplexos turísticos, no Brasil e na Espanha, indicariam que a licença ambiental poderia ser usada para mascarar o loteamento da área?

Antônio Augusto -  Sim. Vivemos uma vulnerabilidade total das instituições responsáveis pela implementação das bases da sustentabilidade em nosso país, especialmente na Paraíba. A verdade é que gestão ambiental em nosso estado – e muito no Brasil inteiro - é somente formalidade para mascarar a legalidade.

APA e Praia Naturista

Enquanto Reginaldo abre a matéria com a Praia de Tambaba, seu foco é a Área de Proteção Ambiental, bem maior (e um bem maior) que a praia naturista. Mas nossos leitores que somente se interessem por naturismo nem devem por isso pular a matéria. Mas sem a isolamento garantido pela área preservada, a praia naturista não pode continuar. Quem imagina que 8 mil pessoas bem abastecidas morando acima das falésias vão deixar 300 metros de praia para gente sem roupa, quando "há famílias querendo usar a praia", está delirando.

Regras e realidade

Nos relatamos em janeiro:

  1. Que o documentação no site da Sudema mostra que o empreendimento pretende privatizar a área até "o Oceano Atlântico", incluindo a Praia de Tambaba;
  2. que os documentos essenciais (como por exemplo um mapa não borrado) não constam no site da Sudema;
  3. o que os planos públicos da "Reserva de Garaú" planeja (ou melhor, não planeja) para coexistir com a praia naturista;
  4. que a linha de preamar de 1831, já foi determinado (apesar do documentação do empreendimento dizer que não foi) e que a praia e falésias pelo menos são públicos e não particulares;
  5. o que o plano diretor para o litoral de Conde prevê para Tambaba;
  6. e que a Sudene tem poderes para rejeitar este empreendimento.

Agora, temos duas visões distintas e contraditórias aqui.

Minha avaliação, baseada nos documentos, leis e regulamentos que consegui levantar em poucos dias antes e depois da audiência pública, é que o empreendimento, de carácter totalmente incompatível com o planejamento local, estadual e nacional, e exatamente o que uma "Área de Proteção Ambiental" é estabelecida para evitar, deve ser rejeitado. E que as múltiplas camadas de aprovações necessários, deveriam barrar esta destruição de área ambiental tombada.

A visão de Antônio Augusto de Almeida, que já foi Secretario de Meio Ambiente do atual governador de Paraíba, é que há mesmo perigo deste projeto faraônico ir em frente.

Qual visão é mais correto? Bem, recomendo ler o que Almeida tem a dizer, no primeiro link deste postagem. Se eu precisava aposta dinheiro, colocaria na visão de Almeida. Mas notem também, se ele achasse que não tinha nada que poderia ser feito, não estaria falando.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O Capitão conta outro

Continuando com nossa cobertura das mais recente rusga na Colina do Sol, temos hoje a resposta de Celso Rossi. O eterno Capitão da Colina lançou uma notinha numa garrafa, não endereçado para nos mas sem dúvida sabendo que os marés levaria para esta praia. De qualquer forma, o Capitão teve um troço quando sua resposta não foi publicado de imediato:

CADÊ A MINHA RESPOSTA.

SE VOCÊ NÃO ENCAMINHAR IMEDIATAMENTE MINHA RESPOSTA INTEGRAL, SEM ACRÉSCIMOS SEUS, E SE ISSO NÃO FOR PUBLICADO, IGUALMENTE NESSE BOLETIM INFORMATIVO, SEREI FORÇADO A ENTRAR COM UM REQUERIMENTO DE AÇÃO DISCIPLINAR CONTRA VOCÊ.

LEMBRE QUE ESSE GRUPO PODE NÃO CONTINUAR NO CONSELHO E TALVEZ NÃO CONSIGAM ARQUIVAR (COMO COSTUMAR FAZER) ESSA AÇÃO QUE MOVEREI CONTRA VOCÊ.

ISSO JÁ PASSOU DOS LIMITES. VOCÊ SERÁ RESPONSABILIZADO PELOS DANOS MORAIS QUE ESTÁ ME CAUSANDO!!

Celso Rossi


Publicar sem acréscimos seria como distribuir veneno em garrafa sem rótula. Já notei a que a liberdade de ter opiniões próprias, não implica o direto de ter fatos próprios. Também já alertamos para a possibilidade que o que está acontecendo é uma encenação, os "sócios que recebem" fingindo brigar entre eles, para que os "sócios que pagam" mais exaltados dão expressão à sua dessatisfação, sem que nada de fato mude.

Sugiro então que lessem a resposta de Celso Rossi com as mesmas ressalvas que devem orientar a leitura dos "Boletins" do resto da corja:

  • Fiquem focados nos assuntos importantes, evitando ser distraídos com histônicas sobre irrelevâncias. As árvores foram vendidas. Foram o único ativo facilmente convertido em dinheiro do CNCS, valiam algo entre R$100 mil e R$250 mil, incluindo as cortadas agora na área residencial e as cortadas em 2008. O dinheiro não entrou para as contas do condomínio. É importante. Do julgamento em favor da Sucessão de Gilberto, uns R$25 mil foram pagos não pelo Celso Rossi, mas por uns sócios da Colina, aparentemente com o compromisso assumido para que todos eventualmente arcassem com o reembolso. É uma quantia significativa.
  • Não julga no "ele disse, ela disse". No caso da Sucessão de Gilberto, há uma sentença da Justiça. No negociata pouco claro em que o CNCS ficou com as dívidas de Naturis, há documentos da Junta Comercial que mostram o que aconteceu, e quando. Já levantamos estes documentos, e vamos relatar outra vez o que aconteceu. Não é preciso ficar nas "versões".
  • Age conforme o caso exige. Os dois lados ficam trocado acusações sobre o que deve ser levado para o Conselho Disciplinar. Acham que assim você ficara pensado "É para levar este para o Conselho Disciplinar, ou aquele?" Nem um nem outro, gente. Roubo é caso de polícia, não de comitiva. Faça Boletim de Ocorrência e reclama com a Promotoria de Justiça. Os comitivas nunca agiram contra os "sócios que recebem", e nunca vão. Querem que vocês acham que o caminho é este. Não é, este caminho só leva ao forno de pizza, com sempre.

Asunto: Boletim DESINFORMATIVO

Caros Colineiros,

Mais uma vez, alguns poucos maliciosos escrevem um boletim DESINFORMATIVO, agregando nomes de inocentes úteis (alguns nem tão inocentes assim) para fazer campanha política para as próximas eleições.

ATENÇÃO!!: Se seu nome está listado como signatário do Boletim Anexo e você não o leu, ou não autorizou, tome uma atitude responsável e MOVA UMA AÇÃO DISCIPLINAR CONTRA OS RESPONSÁVEIS POR ESSES BOLETINS, pois estão usando seu nome de modo irresponsável! Quem faz isso, por mais que esteja sorrindo pela sua frente, está falseando pelas costas.

Segundo o boletim: “O CNCS também se livrou de sérios apuros, decorrentes de causas trabalhistas movidas contra a empresa Naturis, sediada na Colina. No primeiro caso, a área do CNCS ficou ameaçada de ir a leilão, mas foi salva por uma cotização entre sócios no valor de R$25.225,40. Já em 2012, um novo processo, no valor de R$ 8.787,95, foi saldado por um grupo de sócios, para evitar que a situação anterior se repetisse. Nenhum dos colaboradores ficou se engrandecendo, considerando-se alguém decisivo para Colina, como infelizmente alguns têm feito. A modéstia combina com o Naturismo!”

Sim, “modéstia” combina com naturismo, mas HONESTIDADE, VERDADE e RESPEITO SÃO PARTE INTEGRAL DO NATURISMO!

Este boletim dá a entender que havia uma ação contra a Naturis, de R$22.225,40, que foi paga pelos sócios, caso contrário a Colina iria a leilão. MEIA VERDADE É O MESMO QUE MENTIRA:

A ação era de cerca R$180.000,00 e foi paga por mim. O valor de R$22 mil, pagos pelos associados corresponder a outra ação, de EMBARGOS, movida pelo CNCS e PERDIDA PELO CNCS que, portanto pagou as custas.

DESINFORMAM QUE:

  1. A Naturis não era simplesmente uma empresa "sediada" na Colina do Sol. A Naturis era a empresa empreendedora proprietária de todas as casas da Colina do Sol, gestora de todo o empreendimento. Era quem arrecadava as Taxas de Transferência de vendas de cabanas e Taxas de Manutenção, pois tudo era feito pela Naturis e seus funcionários. No ano de 2000, com aprovação unânime do Conselho Deliberativo e ratificação da Assembléia Geral por 17 votos contra apenas 3, as quotas da Naturis - e com isso o empreendimento Colina do Sol - passaram a pertencer ao CNCS, em troca de 100 Títulos Patrimoniais. Se hoje a Colina do Sol é uma comunidade, com autonomia política, e o clube é proprietário desse patrimônio é porque eu tive essa ideia e propus essa transferência.
  2. A ação trabalhista, que me custou cerca de R$180 mil, não foi gerada pela Naturis, que nunca foi empregadora do funcionário em questão. Ele tinha sua carteira de trabalho assinada por Paula Andreazza, na qualidade de trabalhador rural, pois na época em que foi empregado a Naturis ainda não tinha sido transferida de Balneário Camboriíu para Taquara. Posteriormente, ele teve sua rescisão contratual regular e passou a trabalhar para Edison Pias, concessionário do serviço de reformas na Colina do Sol, prestando serviços para o CNCS. Esse, por sua vez, não registrou a carteira de trabalho e quando o funcionário morreu (de tuberculose, em Porto Alegre, resultado das décadas que trabalhara em pedreiras na região), sua viúva entrou com uma ação na Justiça do Trabalho para ter a carteira assinada e receber pensão. Por erros de cálculo, uma ação que não deveria ser superior a R$20 mil, custou dez vezes mais.
  3. Quando da transferência da Naturis para o CNCS, EM QUE PESE NÃO SER O CAUSADOR DE TAL RECLAMATÓRIA TRABALHISTA, prometi pagar a ação quando, e somente quando, não pudesse mais dela recorrer, pois era uma ação injusta. Portanto, PAGUEI TODO O PRINCIPAL DA AÇÃO TRABALHISTA, com dinheiro meu e com empréstimos que meu pai, Luiz Rossi, tomou no Banco do Brasil, cuja prestação é de R$1.800,00 por mês, retirados de sua aposentadoria até 2017. Se a Colina do Sol ainda está aí, é porque meu pai está pagando por isso.
  4. Há alguns anos atrás, sem me consultar, e não acreditando que eu cumpriria minha promessa de pagar essa ação trabalhista, o CNCS entrou com uma ação de EMBARGOS. O Clube PERDEU esta ação e como CONSEQUÊNCIA foi obrigado a pagar as custas de honorários da advogada da parte contrária. Esse valor, de cerca de R$25.000,00 foi rateado pelos sócios, fruto de erro de administração do próprio clube. Essa era uma dívida do próprio clube e não da Naturis.
  5. A outra ação trabalhista, de cerca de R$8.000,00, é de Verônica Rebolini (argentina), que trabalhou para Vanderlei Castresano (um dos que assinam esse boletim DESINFORMATIVO), que, dignamente, assumiu a responsabilidade por tal ação – inclusive em juízo – por meio de vários e-mails ao CNCS. Infelizmente, a “Justiça do Trabalho” entendeu, mais uma vez, em condenar a Naturis e não o responsável direto pela relação trabalhista. Ou seja, os associados se cotizaram para pagar a dívida de Vanderlei Castresano.
  6. Quanto à ladainha sobre a derrubada do mato de eucaliptos, que ao longo de mais de quinze anos embelezou, colocou sombra e perfumou as casas da Colina, não vou me ater em responder, apenas a alertar que o próximo local de risco da Colina do Sol (que já deve estar na mira daqueles que não sabem para que servem seguros de acidentes pessoais que é feito pelos clubes) é o nosso lindo LAGO, onde pessoas podem se afogar. Portanto, amigos, não se surpreendam se, da mesma forma irregular, autoritária e irresponsável como foi derrubado o mato de eucaliptos, vocês cheguem na Colina e encontrem máquinas aterrando nosso lago. Essas pessoas que comandam o clube, hoje, são traiçoeiras, falseiam a verdade e, acima de tudo são POUCO INTELIGENTES!

Desde as últimas eleições, fraudulentas, venho tentando convocar uma assembleia geral para trazer dezenas de fatos à tona e desmascarar essa diretoria, mas eles fogem mais da verdade que o diabo da cruz. Mais fácil convocar uma CPI no congresso para interrogar o Lula que fazer uma assembleia para trazer a verdade à tona.

Se, por acaso, vc não entendeu alguma parte do que está acima relatado (Fatos concretos e provados com documentos), estou à disposição para esclarecer o que for necessário. Disto e de muito mais que se passa por detrás das cortinas dos sorrisos falsos daqueles que me caluniam e se escondem atrás dos nomes de outras pessoas.

Celso Rossi

Caso vc tenha o e-mail das pessoas que assinam esse boletim (só tenho de alguns), por favor, repasse esse alerta aos seus amigos, para que saibam que estão sendo usados por pessoas maldosas, que destorcem os fatos para se fazer de santos e continuar no poder.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Colina, começando pelo telhado

Recebemos estes dias da Colina do Sol vários textos. Enquanto supostamente são dirigidos aos sócios, a administração não manda para todos os sócios.

Aqui somos pluralistas, e acreditamos na competição entre ideias. Divulgaremos, então, as manifestações que recebemos: um "Boletim 4-12 do Movimento Colina para Sempre"; um "Boletim DESINFORMATIVO" de Celso Rossi; e um manifestação de um sócio, que não comento ainda porque está sendo traduzido.

"O outro lado"

Acreditamos aqui que a verdade existe, e que pode ser encontrado com esforço. Se um cara fala que o céu é azul, e outra fala que é verde, não damos o "outro lado" e ficamos felizes na "cobertura equilibrada". Não, abrimos a janela e olhamos o céu, e depois procuramos saber porque o cara que afirmou que o céu é verde mentiu.

Leitor, cuidado. Só porque existem dois ou três textos apresentados como "outro lado", não comprove que representam pontos de vista diferentes. Há poucos números neste primeiro texto, mas o que tem são quantias que a Justiça de Trabalho sentenciou Celso Rossi pagar, e que a administração da Colina do Sol resolveu pagar fazendo vaquinhas entre sócios (se não me engano, prometendo reembolsar da conta comum, eventualmente). Porque resolverem que todos devem ratear as dívidas de Celso Rossi? O que exigirem dele em troco? Nada? Paguem minhas contas e podem me xingar, também, peço a Deus "inimigos" assim.

Ouvi que no passado Colin Collins, atual presidente da Colina do Sol, já encenou fazer "oposição" ao Celso Rossi, para acalmar os descontentes. Mas na realidade, tudo continuava da mesma maneira que sempre, a turminha de sempre sendo beneficiada. Que nem agora, com barulho contra Celso, mas os "sócios que pagam" cotizando seus deveres.

O telhado

Mas antes, voltaremos num assunto que já examinamos, os telhados da Colina do Sol. Em suma, durante anos as regras exigiam que os condôminos colocassem telhas de pinho. A durabilidade era baixíssimas (pinho não presta para telhas); os custos altíssimos, pois somente quem Celso designava poderia fazer o serviço, no preço monopolístico.

Dr. Luiz Fernando Rojo Mattos, no seu tese de doutorado em sociologia, considerou a "questão dos telhados" como uma caso de resolução de conflitos. Celso Rossi sempre apresentava como um assunto ecológico e estética. Nos aqui consideramos se os telhados evitassem que a chuva pingasse dentro de casa, e seguimos o dinheiro: quem ganhava com isso? Madeira de pinho é impróprio para telhas. A exigência servia para que certos sócios pagassem, e outros recebessem, e que Celso levava 10% sobre isso.

Condomínio em primeiro lugar

O telhado é algo que mantém o morador seco quando chove. A Colina do Sol é um condomínio residencial e recreativa. A administração tem que cumprir o papel de síndico, mantendo o equilíbrio entre receitas e despesas, e prestando contas para os condôminos. Se cumprir esta função, dá para considerar depois que notas merece nos quesitos de carisma, filosofia, harmonia, evolução e ala de baianas. Mas primeiro, tem que administrar o condomínio, e prestar contas.

Uma questão tratado neste três textos é o roubo das árvores. Trata-se de um condomínio, que quando há transações de alto valor, a assembleia deve ser consultada. Apontamos o roubo do patrimônio comum. Se houver uma resposta, deveria ser, "Eu fiz três orçamentos por escrito, e aqui são os valores que foram oferecidos. Aceitei o que ofereceu mais. E aqui é o comprovante do depósito na conta." Nem assim justificara a falta de consideração pela assembleia. Mas a resposta sendo outra, é enrolação. Que examinaremos de novo, depois de postar este três textos.

A Colina que dá certo

O Movimento Colina para Sempre, nesse número com novas assinaturas, representa uma corrente de opinião, que expõe e analisa a história da Colina do Sol, buscando esclarecer fatos e propor ideias. Em seu último Boletim, O Movimento Colina para Sempre enfatizou como é importante compreender a filosofia do Naturismo e com ela olhar o passado e o futuro da Colina do Sol. Uma filosofia fundamentada em três pilares: a) harmonia com a natureza; b) prática da nudez social, com a intenção de favorecer o respeito próprio e o respeito mútuo; c) cuidado com o ambiente natural.

Para que esse espírito se concretize, é fundamental preservar a confiança entre os colineiros, evitar que problemas pessoais se transfiram indevidamente aos ambientes de convivência e travem o bom entendimento e a atuação das instâncias do CNCS. É necessário também valorizar as raízes e o ideário da Colina do Sol, por meio de uma agenda positiva. Nessa época de proximidade das eleições, em particular, convém debater fraternalmente os compromissos a serem assumidos pelos dirigentes do CNCS a partir de março de 2013, de maneira aberta e propositiva.

Para colaborar com esse debate, é importante considerar fatos e realizações dos últimos anos, especialmente quando são pouco visíveis. Por isso, no Boletim anterior relatamos as importantes aquisições e melhorias em nossa infraestrutura, em serviços de energia e água, básicos para o bem-estar de todos na Colina do Sol. Tais ações se viabilizaram pelo envolvimento pessoal de vários sócios, o que resultou em obras de qualidade feitas com grande economia de recursos, graças ao trabalho voluntário e a doações importantes de membros do Clube.

Esta é uma constatação essencial: não são projetos mirabolantes ou grandes negócios lucrativos que permitiram à Colina do Sol manter-se funcionando e atraindo pessoas para o seu convívio. Foi o trabalho realista e persistente de um grupo considerável de sócios, através de contribuições associativas pagas pontualmente, de doações em tempo e em dinheiro, de dedicação diuturna aos Conselhos ou em tarefas de apoio.

Veja-se o caso da Sede Social do CNCS, que assim como outras benfeitorias contou com a adesão de muitos sócios, com uma valiosa dedicação profissional voluntária e, sobretudo, com uma lista imensa de doações (utensílios, eletrodomésticos, estrutura física, etc.). Tudo para que o CNCS possa dispor de um local próprio para eventos, à disposição de todos os sócios, para seu encontro e congraçamento. Nada mais vital, e natural, considerando-se a filosofia e os objetivos do nosso Clube!

Uma Colina perene e verdejante

O CNCS também se livrou de sérios apuros, decorrentes de causas trabalhistas movidas contra a empresa Naturis, sediada na Colina. No primeiro caso, a área do CNCS ficou ameaçada de ir a leilão, mas foi salva por uma cotização entre sócios no valor de R$ 25.225,40. Já em 2012, um novo processo, no valor de R$ 8.787,95, foi saldado por um grupo de sócios, para evitar que a situação anterior se repetisse. Nenhum dos colaboradores ficou se engrandecendo, considerando-se alguém decisivo para Colina, como infelizmente alguns têm feito. A modéstia combina com o Naturismo!

Enquanto essas iniciativas aconteciam, levantou-se uma surpreendente grita contra a retirada dos eucaliptos da área residencial da Colina, embora fosse a única maneira de eliminar o perigo crescente que essas árvores representavam à integridade física dos cabaneiros e de implantar um novo projeto paisagístico, que hoje está dando uma nova fisionomia ao Clube. Essa transformação deveria ser saudada como um grande feito em vários sentidos, mas especialmente por corresponder aos preceitos de harmonia e de cuidado com a natureza: trocou-se uma espécie exógena, hostil à flora e à fauna, de interesse apenas à exploração comercial de madeira e celulose em áreas despovoadas, por espécies nativas selecionadas que estão renovando o bioma com outras espécies vegetais e animais, de uma beleza que já começa a se manifestar.

Mas com má vontade, nada se constrói. Ao afirmarem que a substituição das árvores foi arbitrária, os críticos esqueceram que, pelo risco que ofereciam e por acidentes que provocaram, a supressão dos eucaliptos era uma necessidade antiga, reiterada em reuniões e atas. Faltava uma solução. Isso levou alguns sócios a suprimirem árvores ao redor de suas cabanas. O fato representou inclusive uma alternativa econômica para quem se encarregou da tarefa de corte e venda da madeira.

Se essa política prosseguisse, para cada eucalipto retirado da área das cabanas o CNCS iria perder um segundo da área despovoada, que seria cortado e vendido junto com o primeiro pelo sócio permissionário do serviço, exigência sua para rentabilizar o negócio. Mesmo assim, o sócio desistiu, alegando falta de lucro. Por isso, são de má-fé as críticas que acusam o Conselho Deliberativo de ter feito mau negócio, por haver pago o serviço de corte e remoção com a entrega da madeira. Pela lógica anterior, se mil eucaliptos fossem cortados, dois mil seriam perdidos pelo CNCS, sem qualquer indenização! Porque, naquela época, não houve reclamações?

Além disso, não se tratava de uma plantação comercial pronta a ser derrubada, mas de uma situação legalmente irregular: eucaliptos envelhecidos, em terreno rochoso e entre moradias, expondo seus ocupantes, sócios ou visitantes, a riscos gravíssimos, o que redundaria em responsabilização do CNCS. Por isso, o contrato de corte envolveu um seguro contra incidentes e danos, regiamente cumprido pela equipe contratada. Para evitar prejuízos ao terreno, o trabalho foi realizado sem tração mecânica, apenas com uma junta de bois. Por isso, se estendeu por sete meses, algo inaceitável para uma empresa convencional do ramo. Após a supressão das árvores que estavam no critério de corte, a comunidade colinense foi consultada e a maioria optou pela retirada total dos eucaliptos na área residencial.

Uma terceira crítica, igualmente infundada, refere-se à perda de patrimônio do CNCS, no qual os eucaliptos haviam sido contabilizados. Providências contábeis têm sentido, mas não podem converter-se em uma ficção que esconde a realidade: os eucaliptos eram um grande problema, não uma fonte de investimentos ou de valorização do patrimônio do CNCS. Foram substituídos por outras espécies, cujo valor intrínseco em relação às finalidades do Clube é indiscutivelmente superior, além de embelezarem a Colina e garantirem tranquilidade perenemente. Cabaneiros desta área podem agora estender suas cangas ao sol, na grama ao lado das cabanas. Ninguém precisa temer vendavais, sobressaltar-se à noite. Todos podem ocupar ou alugar suas cabanas sem maiores preocupações. Em caso de venda, é lógico que venham a obter um preço melhor. Os cabaneiros ganham e o Clube também!

Precisa-se dizer mais? Segundo cálculos, 20% dos eucaliptos foram retirados, restam 80% de boa qualidade e em lugar sem residências, propício à venda comercial. Entre as cabanas, o replantio recompõe o ambiente natural. Voltam passarinhos e animais nativos. O CNCS corrigiu um erro histórico. Merece aplausos.

Uma Colina do Sol natural permanece em nossos sonhos!

Saudações naturistas!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Três embargos de terceiros

Despacho outros 1. Recebo os embargos para discussão. 2. Determino a suspensão da ação de execução n 005.02.015328-1/003. 3. Diante da suspensão acima referida, fica prejudicada a análise do pleito liminar de manutenção de posse formulado pelo embargante na exordial, haja vista que sequer houve a angularização processual dos autos executórios. 4. Citem-se os embargados para contestar, querendo, em 10 (dez) dias, sob pena de se presumirem como verdadeiros os fatos alegados pelo embargante. 5. Certifique-se nos autos em apenso a suspensão da execução. 6. Apense-se o presente feito aos autos de n 005.02.015328-1/003.Publicamos sábado o despacho determinando a desocupação voluntário da área esbulhada pela Associação de Amigos da Praia do Pinho. Uma busca posterior pelo nome de Antônio Camargo de Araújo encontrou três Embargos de Terceiro do mesmo dia, suspendendo a desocupação, sob números 005.12.013415-7 em nome de Nelson da Silva Oliveira  conforme ao lado;  também 005.12.013413-0
sob o nome de Maria Christina Braga Cestari Canto; e 005.12.013414-9   de Giovanna Alves Cim e Alvaro Muinos Vazques.

Os três processos foram protocolados na mesma hora (os números são sequencias) pelo mesmo advogado, Juvenal Campos de Azevedo Canto. Todos listam como embargados os Araújo e também a AAPP.


O que significa? Precisamos entender o que são embargos de terceiro; quanto tempo vai esticar o despejo; que chance tem de um ganho definitivo; quanto custa e quem pague.

Embargos de terceiro são um pedido de uma terceira pessoa, que não faz parte da ação, para entrar num processo que terá um efeito que lhe afeita.

Na Colina do Sol, quando a Sucessão de Gilberto penhorou as terras para satisfazer a dívida da Naturis, tando o Clube Naturista Colina do Sol quanto Fritz Louderback entraram com embargos de terceiro. Fritz perdeu porque, devido ao confusão feito pelo Celso Rossi sobre as terras, não tinha como comprovar que sua casa ficava mesmo na área penhorada. O Clube Naturista Colina do Sol perdeu porque não era uma "terceiro", era o dono de 90% da Naturis, e a 1ª Vara de Taquara está agora investigando a falência fraudulenta.

Não estou em Praia do Pinho, e não tenho acesso aos autos. Presumo que os quatro embargantes são pessoas com cabanas no Morro da Tartaruga, e sua pretensão é a mesma que Fritz tinha: manter a posse da casa pelo qual pagaram.

Qual é a chance de ganho de causa? Os Araujo já ganharam a reintegração de posse no Tribunal de Justiça. Mas há ganhos e ganhos. Há situações em que ambos os partes agiram de boa fé, e quando há benfeitorias, a Justiça mande que o dono, retomado posse, pague pelo que o despejado fez. Mas aqui, não é o caso.

faz quatro meses comentamos a sentença do Tribunal da Justiça dando reintegração de posse aos Araújo.  Vale repetir as palavras dos Embargos de Declaração:

Não se verifica, assim, qualquer contradição a ser suprida, que justifique o pronunciamento deste Pretório.
Data venia, a ora recorrente almeja rediscutir a matéria vencida, por não concordar com o resultado do julgamento da possessória, o qual lhe foi desfavorável. A pretensão, contudo, mostra-se descabida, até mesmo sob a égide do requestionamento.
E vale lembra que o Tribunal de Justiça enxergou a posse da AAPP como esbulho, e negou qualquer indenização para os benfeitorias.

A figura Marcelo

Houve um outro que disse que era o verdadeiro dono do Morro da Tartaruga, um tal de Marcelo Antônio de Queiróz Urban, que afirmou ter comprado dos herdeiros de um Bibiano. Sr. Marcelo perdeu. Apelou, e a apelação 2010.038400-0 está hoje dia 01 de outubro de 2012 com a relatora Desembargadora Denise Volpato.

 Vale a pena ver a sentença da juíza da primeira instância:

O depoimento pessoal do requerido Marcelo (fl. 316) deixou claro que ele muito pouco sabia sobre os limites territoriais e o contexto histórico do imóvel que acabara de adquirir, situação que causa perplexidade, pois se trata de área de significativa proporção, bem localizada e de notório valor econômico.

Sublinhe-se que o demandado afirmou que não sabia se a sede da Federação de Naturistas localizava-se em seu terreno ou em outro, somente vindo a descobrir acerca da existência de construções de naturistas na área de seu terreno após a sua aquisição, e disse que "não sabe se os herdeiros de Bibiano, de quem comprou o imóvel, exerciam a posse no local (...)". (Fl. 316).

Aduziu, ainda, que "sabe que seus advogados fizeram uma reunião com as pessoas que detinham casas construídas em seu terreno, mas não sabe qual foi o resultado". (Fl. 316).

Ora, além de pouco crível, a afirmação em tela denota completo descaso em relação ao bem, pois integra a lógica natural que ao adquirir um imóvel e descobrir que nele existem terceiros possuidores o proprietário se interesse em resolver o impasse o quanto antes, o que não se verificou na espécie, já que o réu aparentemente nem se preocupou em indagar seus advogados sobre o desfecho da reunião que teriam realizado com a associação de naturistas, determinante para o futuro de suas terras.

Anote-se que em momento algum o demandado se preocupou em comprovar a posse antiga mantida pelos proprietários que o antecederam - herdeiros de Bibiano Manoel Venâncio e Isabel Francisco -, e a posse que o réu alega exercer está fulcrada, basicamente, na contratação de vigia para cuidar do local, o que teria ocorrido somente com a compra do imóvel, a partir de 12/12/02, quando a parte autora já demonstrava inúmeros indícios de que mantinha posse precedente naquela área.

"Perplexidade", "pouco crível", "completo descaso", e o que a Mma. Juíza Marisa Cardoso de Medeiros viu em 2010. Será que o Tribunal de Justiça vai entender de outra forma? Será que a juíza vai entender estes Embargos de Terceiros de outra forma?

Posse e domínio

A lei de terra é complicada no Brasil, existindo não somente o conceito de domínio - quem é o dono legítimo da terra pelos registros do cartório - e de posse, quem em efeito use e controla a terra. Mas igualmente existe também nomes distintas para grileiros, que tentam roubar terras como papeis falsas, e posseiros, que tentam simplesmente de apoderar de algo que pertence ao alheio.

O pleito de sr. Marcelo não é baseado no posse do Morro da Tartaruga, mas da suposto domínio. Disse que tem papeis, que remetem ao supostos donos de mais de 30 anos atrás, quando as terras eram de pouco valor. Os papeis são legítimos ou frios? Os Araújo afirmam que "Quanto ao mérito, esclareceu que o título que deu origem à propriedade do autor Marcelo é forjado, fruto de fraudes perpetradas por falsários e funcionários do antigo e já extinto IRASC – Instituto de Reforma Agrária de Santa Catarina." É assunto para a Justiça resolver. Mas eu não apostaria que o pleito de Marcelo manterá a AAPP lá em cima do morro.

Quanto tempo estes processos vão atrasar o despejo?

Três processos distintos, como três autores, e três julgamentos distintos, devem atrasar bastante a volta dos Araújo para as terras do seu pai, não deve?

Talvez nem tanto.

Nos três casos, a juíza mandou apensar os processo ao processo de reintegração de posse. Quer dizer, estão todos reunidos.

E é a mesma juíza, que dá uma certa velocidade.

Ainda, olhando os três processos, vale notar que no processo 15 foi pago guia 1287099-44 no valor de 2.652,90; no caso 13 foi guia n 1287101-01 no valor de 2.652,90; e no caso 14 foi guia 1287100-12 no valor de 2.252,90.

Porque a diferença de R$400,00? Um erro de digitação? Ou uma tentativa de criar uma disputa mesquinha que poderia ser arrastada durante meses?

Vale notar que uma das prioridades atuais do judiciário e aumentar a velocidade de processos. O uso da Justiça como de fosse a Demora já não é tão tolerado como antigamente. A situação das terras do Morro da Tartaruga já foi julgado vários vezes; a presença da AAPP lá 17 anos depois que sua comodato venceu, foi julgado abusivo. Nem os Araújo, nem a Justiça, devem tolerar eternamente as tentativas da AAPP de ficar sem pagar.

Os custos dos embargos

Na Justiça brasileira, quem perde, paga. No caso de embargos de terceiro, quem paga os honorário de sucumbência, uns 10% do valor da causa, é quem perde: que no caso, seria ou os Araújo (pouco provável) ou a AAPP.

No caso de Naturis/Sucessão de Gilberto, os honorários para os embargos de terceiros era de uns R$23 mil. Fritz Louderback tinha conseguido o benefício da Justiça gratuita. Porém a lei não providencia isso para pessoa jurídica, e Naturis ficou devendo R$23 mil por causa dos Embargos de Terceiro do CNCS.

No caso do Morro da Tartaruga, os custos inicias geralmente são de 1%, se não me engano. O valor dos honorário de sucumbência, então, deve ser mais ou menos R$26 mil. Por cada um dos três Embargos de Terceiros.

Caso a AAPP perder a ação - e ao que parece, já perdeu - arcará com quase R$80 mil de honorários referente aos três Embargos de Terceiros. Pode ser que a juíza arbitrar para menos, ou para mais. Sendo que a Associação não dever ter nenhum ativo, além dos benfeitorias que perderá sem direito a indenização, entre fechar as portas como dono de nada, e como devedor de muito, não sei de haveria muita diferença. Não sei se os diretores ou sócios ficariam como responsáveis pela dívida.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Inquérito Civil Público Federal


Do Diário da União, segunda-feira 05 de setembro de 2011, Seção 1, página 180:

PORTARIA No- 322, DE 13 DE ABRIL DE 2011
Procedimento Administrativo nº
133000004028/2003-71 CONVERSÃO
EM INQUÉRITO CIVIL PÚBLICO
O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, pelo Procurador da República signatário, com fundamento no art 129 da Constituição Federal, regulamentado pelos artigos 5º a 8º da Lei Complementar nº 75/93, e na Resolução nº 87 do Conselho Superior do Ministério Público Federal – CSMPF:
CONSIDERANDO que cabe ao Ministério Público instaurar inquérito civil para apurar a ocorrência de fatos que digam respeito ou acarretem danos efetivos ou potenciais a interesses que lhe incumbam defender (art 8º, § 1º, da Lei nº 7347/85 c/c art 1º da Resolução nº 87/2006, do CSMPF);
CONSIDERANDO que incumbe ao Ministério Público a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis, nos termos do artigo 127 da Constituição Federal;
CONSIDERANDO que, nos termos do art 129, III da Constituição Federal e do art 6º da Lei Complementar nº 75/93, é função institucional do Ministério Público Federal promover o inquérito civil e a ação civil pública para a proteção dos interesses individuais indisponíveis, difusos e coletivos relativos ao patrimônio público e social e à probidade administrativa, dentre outros, inclusive promovendo a responsabilização respectiva;
CONSIDERANDO os princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, previstos no art 37 da CF/1988 e os princípios da supremacia do interesse público sobre o privado, da finalidade, razoabilidade e proporcionalidade, implícitos do texto constitucional;
CONSIDERANDO que a atual Constituição, em seu artigo 225, dispõe que: "Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações";
CONSIDERANDO que a Lei nº 6938/81 estabelece, no seu art 2º, que: "A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivoa preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País, condições ao desenvolvimento sócio-econômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana, atendidos os seguintes princípios: I - ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico, considerando o meio ambiente como um patrimônio público aser necessariamente assegurado e protegido, tendo em vista o uso coletivo; ()";
CONSIDERANDO a existência de Procedimento Administrativo nº 133000004028/2003-71 versando sobre implantação de projeto naturista na Praia de Pedras Altas, em Palhoça/SC, bem como o tempo decorrido desde sua autuação no âmbito do Ofício do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural da Procuradoria da República em Santa Catarina, determino a
CONVERSÃO deste Procedimento Administrativo em INQUÉRITO CIVIL PÚBLICO tendo por objetivo apurar os fatos acima descritos e outros a eles correlatos
Para tanto, determino:
  1. a abertura, registro e autuação de Inquérito Civil Público,com a seguinte ementa: Meio Ambiente Implantação de projeto naturista Praia de Pedras Altas Palhoça/SC Risco de Privatização da Praia ;
  2. a comunicação e remessa de cópia desta Portaria à 4ªCâmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal,solicitando a devida publicação;
  3. após, o retorno dos autos a este Gabinete para novas providências

WALMOR ALVES MOREIRA


 

domingo, 29 de janeiro de 2012

Ocara e o oco

Waldemar visitou o Hotel Ocara como hóspede, gostou, e postou suas impressões, o link sendo republicado aqui no blog, com é de costume.

Ele fala do hotel, fala do valor da Colina do Sol, e fala da proposta de compra direta da Justiça. Enquanto suas observações sugerem vários ensaios - por exemplo, sobre a diferença entre um bolha especulativa e uma esquema Ponzi - vamos hoje tratar hoje destes três assuntos, em que ele claramente refere a mim.

O Hotel Ocara

Waldemar achou o hotel "bonito". Nós analisamos o hotel como empreendimento. "Bonito"?  Um fantasia de Carnaval é bonita na desfile de sábado, mas destoaria na missa de domingo. Critiquei um hotel de alvenaria num empreendimento cujo diferencial é a aproximação rústica à natureza. Critiquei, também, uma prédio de três andares sem elevador, num plano de negócios dirigido ao aposentados europeus: que público que pode ter dinheiro e querer fugir do inverno, mas que não subir escadas. "Bonito" não era uma resposta às minhas perguntas.

O aspecto do Hotel Ocara em que concentramos nossa atenção, era o lado empresarial. Celso recebeu de outros, inclusive empréstimo de dinheiro público, em volta de R$750 mil, dinheiro o suficiente para construir de duas ou três hotéis, e ele construiu meio hotel, pois os dois andares da cima não foram acabados. Waldemar não subiu a escada?

Enquanto o investimento de Celso e Paula era um terreno com valor de R$3.856,74, o contrato social de Ocara SA estabelece que ele e Paula receberiam mensalmente R$4 mil para gerenciar o hotel. Eles recuperarem todo seu investimento no primeiro mês. Qualquer dos outros sócios chegou a receber um centavo sequer? Perderem tudo. Wayne perdeu até a vida, num "assalto", e pelo relato de alguém que viu, na manha seguinte um dos escudeiros fies de Celso violou o isolamento policial para se apoderar das caixas de documentos que Wayne tinha juntado sobre o fraude do qual foi vítima.

plano empresarial do Hotel Ocara , disse que na estação alta, 22 apartamentos estariam 90% cheias, numa tarefa média de R$296/noite. Infelizmente, Waldemar não nos informou quantos apartamentos estavam ocupados nos noites em que ele estava lá (menos de 20, presumo) nem as tarifas praticadas. Os hóspedes pagavam uma média de R$296 por noite por apartamento? Ou o valor foi outro?

Referente a qualidade da comida de Celso, vou confiar no juízo de Waldemar. Com uma coisa e outra, se Celso preparasse um prato para mim, não estarei disposto a provar-lo.

O valor das terra

Waldemar disse que "Qualquer um que já tenha ido a Colina do Sol sabe que aquela área vale, no mínimo" 1.4 milhão. Consideramos no blog www.calunia.com.br, de uma maneira um pouco mais técnico.

Quem tenha ido ao Registro de Imóveis de Taquara sabe que um terça das casas são construídos nas terras do vizinho, terra devidamente registrado no nome dele, e não no de Celso Rossi ou do CNCS. As postagens sobre "Minha cabana está penhorada?" no outro blog explicam o que estava sob penhor, o que está em terreno de posse, e o que está no vizinho.

Waldemar confunde "o que está lá em cima", ocupado com ou sem papel pelo Celso Rossi - que no site de Ocara seria 60 hectares, e no Registro de Imóveis e no Tabelião seria uns 41 - e o que estava de fato penhorado, quer era mais ou menos a metade, 25 hectares. Qual metade? Na época, não dava para saber, e dos papeis dos cartórios, talvez nunca teria dado. Conversando com os velhos vizinhos de Morro da Pedra, eventualmente descobri.

E descobri, num processo, um mapa que mostra que sr. Rossi estava vendendo, e efetivamente vendeu, "concessões residenciais" em terras que ele sabia perfeitamente não lhe pertencia. Ele tinha uma mapa do que comprou, e outro do que tinha para vender. Postei os mapas.


A compra direto da Justiça

Agora, referente a possibilidade da compra das terras penhoradas diretamente na Justiça, a situação não é bem o que foi apresentado ao sr. Valdemar. O valor da dívida, inclusive a pensão até 2023, parecia ser "entre R$300 mil e R$691,284.58", e não R$140 mil; de qualquer forma, Celso e Colina acabaram pagando algo em volta de R$200 mil para quitar a dívida.
Eu fui realmente a Taquara ver a possibilidade de realizar o negócio. Mas o "due diligence" mais básico - onde ficam as terras penhoradas? não encontrou respostas. Outras perguntas, como a legalidade do loteamento, ou se o hotel tinha "habita-se", encontrei respostas, só que eram "não". Para comprar na Justiça, o preço dito para mim era R$2,2 milhões, depois R$400 mil, depois R$600 mil, depois R$800 mil.

Oitocentos mil reais era além do possível, e além do valor da coisa. Até pelo cálculo de sr. Valdemar, de "pelo menos R$1.4 milhão", metade disso (e a leilão ou compra seria para somente a metade, 25 hectares) seria R$700 mil. Sem saber qual metade - com ou sem casas e quais casas, com ou sem hotel, etc., era um bilhete de loteria, e com um prêmio menor do que o preço do bilhete.

Desisti e senti um alívio enorme. Há negócios que devem ser aceitos, negócios que devem ser conversado valores, negócios que devem ser rejeitados, e negócios para sair correndo. Este era da última categoria.


Alguém foi lesada? 

Sr. Waldemar ouviu números incorretos sobre um negócio que não chegou a acontecer, e ache que "pode demonstrar que existem interesses excusos". Como já colocamos no outro blog, o Hotel Ocara recebeu um total de mais de R$750 mil, de "investidores" e emprestado do BRDES,  e foi gasto aparentemente uns R$250 mil em construção. Que fim levou os outros R$500 mil? Celso Rossi, que disse que colocou na empresa um terreno que lhe custou R$3.856,74 (que não é nem onde o hotel foi construído) ficou com o hotel. Vários dos investidores ficaram de ver navios, e Wayne foi ouvir os anjos cantar.

Se sr. Waldemar tiver dúvidas sobre qualquer coisa que afirmo neste ou no outro blog, é só perguntar, e respondo, com provas documentais. Não afirmo nada sem provas. 

Provas documentais

Celso Rossi forneceu uns documentos, e prometeu que fornecerá outros. Não li todos, pois estou concentrando agora no fim do caso criminal contra os quatro naturistas que foram levados para a cadeia durante 13 meses pelas acusações dos seus desafetos e devedores, os "naturistas" da Colina do Sol.

Lembro também que no caso criminal, o delegado entregou "documentos". Os pareceres psiquiátricas eram fajutos; os ofícios encaminhando evidências encaminharam 24 CDs a mais do que foram apreendidos. Uma carta diz que o relatório anexo afirmava que os computadores eram criptografados e cheios de fotos, mas o relatório não disse isso! De qualquer forma a afirmação seria um absurdo, equivalente ao, "Não conseguimos abrir o cofre mas está cheio de provas".  

Documento não é prova, simplesmente por ser documento. O papelado começa, parece, com provas de que Celso comprou um pouco menos de 41 hectares, ainda que o site de Ocara afirma fala dos "60 hectares da Colina do Sol". Falta explicar de onde vieram os outros 19 ha, como falta explicar onde foram os outros R$500 mil. Ainda, o empréstimo de que Celso fala, já vi documentos afirmando que foi um empréstimo de Uruguai. Fernando Collor explicou tudo com um empréstimo de Uruguai, também.  

Em vez de especular sobre negócios que eu não cheguei a realizar, e me atribuir motivos escusos para escrever a verdade sobre ele, sr. Celso Rossi deve esclarecer o que ele fez com o dinheiro dos investidores da Ocara S.A., e o que ele fez com o empréstimo de dinheiro do orçamento da União para completar o hotel, sendo que não completou. Se ele ache que há gente louco para por as mãos na Colina do Sol, que deve explicar porque é um bom negócio. Quanto de lucro o Hotel Ocara dá por mês? Quando vai conseguir pagar a dívida agora de mais de R$300 mil com o BRDES, e devolver aos investidores o meio milhão investido?

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Murder most foul

Recebi na lista Peladistas uma pergunta de sr. Gilberto Moraes:
O seu Pedicini:

Porque o senhor não esclarece desde logo o que quer com esses seus ataques à Colina. Isso que o senhor faz cheira a interesses contrariados ou interesses sendo gestados, para explorar alguém.

Isso que o senhor faz não tem nada de defesa de injustiçados acusados em casos de pedofilia.
Gilberto
Sim, sr. Gilberto, confesso que tenho interesses contrariados pela atuação da diretoria da Colina do Sol, com concordância implícita dos sócios, e com a atuação de um outro elemento lá dentro, não identificado.

E que interesses são estes? O que tanto me incomoda?

O foco principal do blog www.calunia.com.br é, sim, "defesa de injustiçados acusados em casos de pedofilia", ainda que minha atuação é em falsas acusações em geral. Como disse o bom livro, "Não levantaras falso testemunho contra teu próximo."

Mas isso é somente um mandamento, entre dez. Já tratamos das falhas de ética encobertos pelo naturismo brasileiro. Vou repetir o que escrevi naquele ocasião:

V. NÃO MATARÁS

Dana Wayne Harbour, 79 anos, o maior investidor no Hotel Ocara, encravado na Colina do Sol, foi assassinado em sua casa na Colina, dia 28 de novembro de 2007. Os papéis que ele tinha sobre os negócios da Ocara sumiram depois de sua morte. Ele tinha anunciado numa segunda-feira que ia mudar a disposição dos seus bens. Quarta-feira foi morto, e sexta, cremado. Segunda-feira um residente da Colina apareceu no Banco do Brasil com um atestado de óbito e tentou sacar todo o dinheiro da conta dele.

Em agosto de 2008, enquanto Barbara Anner estava numa audiência no Fórum de Taquara, alguém subiu no telhado da sua casa, dentro da Colina, que é protegida por guardas e cercas, e colocou espuma de uretano na chaminé. A bomba incendiária explodiu na próxima ocasião que a lareira foi usada, e apenas por grande sorte — e pela ação rápida do funcionário Pedro — a casa não pegou fogo, matando Barbara e sua acompanhante Nedy.

Nedy de Fátima Pinheiro Fedrigo, a residente mais antiga da Colina, foi avisada pelo médico de que se não se afastasse de Barbara, sua saúde não agüentaria. O estresse das ameaças constantes, os tiros na noite, as armas brandidas, os insultos, e por fim a bomba -- ela sofreu três ataques cardíacos, e sucumbiu.

O proprietário do camping, por motivos que ficarão claros a seguir, já fez muitas ameaças, algumas de arma na mão, contra os falsamente acusados no caso Colina do Sol, tanto antes de serem presos como depois da soltura.

Além disso, noto que os charmosos naturistas de Colina do Sol, conseguiram que a sra. Barbara Anner, então com 75 anos, fosse mandado de volta para o presídio, pois ela tinha recebido em sua casa - bastante isolada - seus advogados (que não poderiam se reunir com ela em outro lugar, ela sendo em prisão domiciliar) e um outro sócio da Colina.

Este "movimento todo" tão incomodava os "naturistas", que pediriam que ela fosse mandada de volta ao xadrez. E conseguiram, por mais umas semanas. Insuficiente para matar a dna. Barbara, que creio foi o objetivo dos "naturistas".

Me incomodo, sim


Mas me incomodo, sim, seu Gilberto, com o assassinato de um velho indefesa e inofensivo. Me incomodo com os tentativas de assassinato de dona Barbara. Me incomodo com o assassinato de Nedy Fedrigo, pois assassinato foi, ainda por meio indireto. O estresse provocou o morte dela, mas quem provocou o estresse foi a corja da Colina, com seu afã de causar tanto incômodo possível àqueles que falsamente acusaram.

Me incomodo com o assassinato de velhos e mulheres.

O assassinato de inocentes e indefesos contraria meus interesses, seu Gilberto.

Eu não gosto.

Eu não suporto.

Não foi o que provocou minha atuação no caso Colina do Sol, mas não posso fingir que não vejo.

A existência do Mal


Quando ouvi do caso Colina, imaginava que os naturistas da Colina do Sol ajudaria contra a acusação claramente falso. Não imaginava que a acusação partiu deles. Imaginava, depois, que a FBrN ajudaria. Não sabia que abraçaria os caluniadores. Quando veio o caso de Rones em Tababa, já não me surpreendi mais que o naturismo oficial nada fez.

A Colina e a FBrN não são parte da solução. São parte do problema.

As informações publicados aqui e no www.calunia.com.br não são fruto de uma campanha de difamação. Procurei saber o que eram as terras da Colina, e deparei com fraudes, invasões, e mapas falsos. Procurei saber do valor do hotel, e descobri que os números não davam pé, e o empreendimento nunca foi terminado, pois não daria dinheiro mesmo: era feito não para funcionar, mas para angariar "investimentos" de pessoas incautas.

É um podridão que mal dá para acreditar, uma esquema Ponzi sem calças, um "clube de pirâmide" com a bunda de fora.

O fraude financeiro não provocou meu interesse, nem justifica tanto trabalho.

Mas o assassinato de velhos e mulheres me incomoda, seu Gilberto. Me incomoda mesmo.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

As bombas começam estourar na Colina do Sol

A cabeça da administração é um incógnito
Publicamos ontem o "Boletim Informativo N°. 01" da admini- stração atual da Colina do Sol, sob a presi- dência de alguém cujo nome o boletim não informa. Tudo escrito por He Who Must Not be Named é cheio destas estranhas lacunas.

Confirma que a bomba d'agua estourou. As bombas das terras são para estourar também, e há outras bombas ainda, prontas para detonar. Mas destas, não se trata.

Fala que alguém acompanhou o "processo de doação da Masti", sem informar que a Masti foi doado. Dado os armadilhas sempre presentes nas "doações" feitos pelo Celso Rossi e Paula Fernanda Andreazza, seria bom saber quais contrapartidas fizerem parte desta "doação", e quais obrigações atuais ou potenciais foram assumidas. Pode ser que foi um negocio limpo, mas cachorro mordido por cobra tem medo de lingüiça.  E de cobras a Colina do Sol está cheia. 

Para  começar, a Colina do Sol está sentada acima de terra que é de simples posse, ou de terceiros, ou penhorada para garantir as dívidas trabalhista de Celso Rossi, ou para ser penhorada para quitar a dívida dele com o BRDE, onde de maneira fraudulenta ofereceu a escritura de um terreno que não tem nem sequer uma cabana em cima, dizendo que era o terreno ao lado da lagoa onde o hotel foi parcialmente erguido - e até a lagoa.

Que solução a administração propõe para estes problemas, importantes e cada vez mais urgentes? Nem reconhece os problemas. Soluções existem, começando com um levantamento das terras, confirmando que o hipoteca de BRDE recai sobre o terra sem valor, e não no filé da Colina. Mas o assunto passa em branco.

O que pifou 

A "informativo" explica o que deu com o poço. Eu sabia de vizinhos que houve um barulho infernal de furar um poço novo, e tinha ouvido que os raízes dos eucaliptos foram o motivo. O boletim explica pelo menos isso em detalhe.

Nas entrelinhas, fica claro também que há problema com os equipamentos:
  • da piscina de pedra, 
  • da piscina térmica,  e 
  • da sauna 
e não há previsão de conserto, nem dinheiro. "Não há margem para atender a nenhuma dessas exigências," nas palavras de He Who Must Not be Named.

A Colina saiu da FBrN 

O informativo tem o mérito de informar que a Colina saiu mesmo da FBrN. O que a FBrN falou, é que "pediu para sair". Pediu, coisa nenhuma. Não é preciso pedir licença. A FBrN teria como argumentar, talvez, se tivesse prosseguido na averiguação sobre as terras, comprados quando Celso Rossi usava o CNPJ da FBrN para tudo. Mas a Federação abriu mão disso. E a Colina do Sol deu às costas da mão para o FBrN.

Selinho

O saída da FBrN tem seus raízes, conforme o comunicado, no custo dos selos da INF, que deu um prejuízo de R$2000 no CNCS.  A "adminstração anterior" tinha comprado duzentos selos. O porque disso não é explicado no memorando, mas é só dar nomes aos bois. A "adminstração anterior" é Etacir Manske e João Olavo Paz Rosés, que com os votos aos quais estes selos deram direto, eleger-se conselheiro e presidente da FBrN.

Compraram a eleição, e penduraram a conta.

Que a Colina deixaria a porta bater nas bundas bronzeadas deste par não foi nenhuma surpresa. Já era esperada. Por isso Wagner, aquele de cocar, não perdeu a vaga de conselheiro da FBrN quando sua base, Sonata, deixou a Federação. Teria aberto um precedente. Ele continuando, Eta e Joâo Olavo poderiam também continuar.


"Transparência" financeira

O boletim promete transparência financeira - e não entregue. Foi apresentado em março, ouvi, um balanço da Colina do Sol. Desde então, sr. Silvio Levy, dono de mais de metade das "concessões residenciais" e de uns 40% dos "Titulos Patrimonias", tem requisitado uma cópia do dita cujo, e não tem recebido.

Se nem ele recebe, quem mais vai receber? Diz que é para comparecer na Secretária. É uma maneira de dizer, quem mora longe, não receber. Muitos "títulos" e "concessões" foram vendidos para estrangeiros; para eles, a "transparência" só vale com uma viagem intercontinental?


Clube, Condomínio, ou Resort?

O que é, exatamente, a Colina do Sol, é uma pergunta levantada já com resposta. Para a diretoria atual, a questão é simples. Na realidade, não é. Registramos hoje que notamos o assunto, mas a análise do mesmo, fica para a próxima.

sábado, 5 de março de 2011

Tambaba: "Naturismo em movimento", prefeito em controle

A nova diretoria de Sontata será escolhido amanhã dia 06/03 em Tambaba (e não domingo passado como foi anunciado), na maneira "rocinha" de naturismo brasileiro: com chapa única e com um "Conselho de Ética", sempre útil para patrulhamento ideológico. A lema da chapa, porém, e de perfeição absoluto: "Naturismo em Movimento". O naturismo em Tambaba está sem dúvida em movimento. Mas em que direção?

A defesa que faltava

Mas antes da chapa, vamos ouvir a palavra do prefeito de Conde, Aluísio Régis, que é quem atualmente administra a praia. Conforme paraiba.com.br,
Tambaba - Sobre a polêmica envolvendo a área de Tambaba e o seu ex-presidente da Sociedade Naturista de Tambaba (Sonata) Nelci Rones Pereira de Sousa, 47 anos, que foi preso com fotos de crianças que teriam sido exploradas na área, Régis minimizou.
"As foto eram da família dele, além disso, todas as fotos foram tiradas em um assentamento de Pitimbu, não em Tambaba. Agora, a Promotoria Regional de Alhandra decidiu proibir a entrada de crianças ou adolescentes na área de nudismo da Praia de Tambaba. Mas os campos de naturismos são caracterizados pela presença da família. É um turismo livre onde se leva os filhos, netos. Um ambiente freqüentado pela família. Vamos conversar com a Promotoria para ver como isso ficará, porque aquelas pessoas que vinham com toda a família, não vão querer mais freqüentar. Depois dessa reunião vamos avaliar se talvez não seja melhor encampamos a administração de Tambaba", frisa.

O prefeito, cujo cargo depende de votos, tinha o coragem de fazer a defesa pública de Nelci Rones que o FBrN até agora não teve o coragem de fazer.

Claro que o prefeito Aluísio não estava se arriscando. Rones já estava livre; César Fleury já entrou em contato com o prefeito; os filhos de Rones fizeram um trabalho incansável estes semanas todas; e houve umas matérias favoráveis na imprensa de Paraíba e até de São Paulo, em parte devidos aos esforços encampados aqui.

Em Paraíba, Aloísio falou com seus eleitores pelas ondas de rádio, e defendeu Nelci, o acusado de pedofilia.

Em em Praia do Pinho, onde o FBrN se reuniu para o último Congrenat, não se ouviu nas sessões oficias o nome de Nelci Rones. Ouviu-se somente as ondas do mar.

Reserva Graúna

O prefeito já alterou o decreto que defina a área de naturismo em Tambaba, retirando da área de naturismo toda a área além das pedras - e toda a possibilidade de expansão de naturismo com infra-estrutura no estilo da Praia do Pinho.  Ele falou no condomínio atrás desta praia, na Area de Preservação Ambiental. E ele não falou no condicional:
Áreas a venda no Conde – Aluísio Régis informou que existem duas grandes áreas para serem colocadas a venda e que aguardam futuramente a instalação de condomínios e resorts. São as de Gramame com 130 hectares e de Tambaba, com 250 hectares.
São dois grandes projetos, que terão áreas comerciais, residências, campo de golpe, quando for lançado será um grande sucesso. Serão produtos do investimento com nível internacional”, revela.

Chapa única

Chegamos à Chapa Única da eleição de Sonata. A chapa pode ser encontrado melhor formatado no site da Sonata. Para evitar demora - pretendo estar longe do Internet grande parte de amanhã - já mandamos nossos parabéns para sr. Daniel Santos da Silva e a nova diretoria.

Tomam posse de imediata. Mas posse de que? O prefeito já tirou 75% da praia do decreto, e o que sobra, ele tirou da administração de Sonata. Durante anos defenderem a praia de unha e dente contra o perigo de homens solteiros. Vamos ver se mostram tanto empenho contra perigos de verdade.

E aguardamos deles uma defesa da praia de Tambaba - e de Nelci Rones Pereira da Sousa.



Sociedade Naturista de Tambaba - SONATA 

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DAS ELEIÇÕES

O Presidente do Conselho Superior da Sociedade Naturista de Tambaba-SONATA no uso de suas atribuições estatutárias, e em atendimento à deliberação da Assembleia Extraordinária, ocorrida no dia 13.02.2011 que constitui a comissão eleitoral e estabeleceu as normas do processo eleitoral.
CONVOCA ELEIÇÕES para Diretoria, Conselho Superior e Conselho de Ética, para o dia 06 de março de 2011, entre 11h00 e 16h00 (Horário de Brasília), no Bar e Restaurante DOM QUINZOTE –  Tambaba/Conde.
Tambaba/Conde, 19/02/2011
José Marcos A. Lima
Conselho Superior


HOMOLOGAÇÃO DAS CHAPAS
CHAPA ÚNICA: “Naturismo em Movimento”

DIRETORIA EXECUTIVA
Cargo                        Candidato
Presidente DANIEL SANTOS DA SILVA
Vice-Presidente ALEX SANDRO ANDRADE DE SOUZA
CONSELHO SUPERIOR
Cargo                        Candidato
Primeiro Conselheiro JOSÉ MARCOS DE LIMA
Suplente EMANUEL GUEDES S. DA SILVA
Segundo Conselheiro ROSELAINE BARBOSA PESSOA
Suplente FIRMINO MANOEL NETO
Terceiro Conselheiro ZENEIDE LÍGIA DE A. QUINTINO
Suplente EDSON TAVARES COSTA
Quarto Conselheiro JOSÉ DE ARAÚJO RAMALHO
Suplente EMERSON SALGADO
Quinto Conselheiro MAXIMILIANO JOFFE
Suplente MARIO LIMA PEREIRA
CONSELHO DE ÉTICA
Cargo                        Candidato
Primeiro Conselheiro ANTONIO FERNANDO C. TOMBOLATO
Suplente EVERALDO DE SOUZA PONTES
Segundo Conselheiro GUMERCINDO LUIZ GARCIA
Suplente CESAR HENRIQUE
Terceiro Conselheiro JAIME CABRAL VIEIRA
Suplente GIONES PEREIRA DA SILVA
Comissão Eleitoral
Presidente- Hildebrando Bezerra de Carvalho
Membro - Marcus Vinicius de F. Lins Pedrosa
Membro - Cristina Lúcia de Lima
Contato: www.tambaba.com.br

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Eleições locais e nacionais

Ao mesmo tempo que a eleição para FBrN está acontecendo em Balneario Camboriu, haverá eleições para a diretoria de Sonata em Tambaba, e para o conselho de Colina do Sol.

Sr. Joaquim Salles, escreveu para a Comissão Eleitoral da FBrN, pedindo a impugnação de candidatura dos Sr. Etacir Manske, Sr. João Olavo Paz Roses e Sr. Marcelo Pacheco, que estão concorrendo tanto nas eleições de Colina do Sol, quando da FBrN. Sr. Joaquim não recebeu nenhuma resposta oficial - evidentemente, a comunidade naturista brasileira é tão grande, e ele é tão pouco conhecido dentro dela, que não mereceu uma resposta.

Porém, veio uma resposta, dos anfitriões:

Quero nesta oportunidade solicitar a presença do acusador a presença no XII Congrenat, pois zelo pela verdade, e não aceito nenhum tipo de falcatruas de quem quer que seja, peço que venha ao ato e traga as provas correspondentes as acusações que seria implacavel na minha decisão..Saudações
Valdir Nei Hardtke de Melo
ONG NATURISTA E ECOLÓGICA PRAIA DO PINHO
Joaquim está com serviço urgente, mas meu trabalho, mais portátil, permite que viajo. Se a sessão formal não quer me ouvir - resta o informal. E resta a imprensa.

Sonata

A eleição de Sonata parece meio sem sentido. A prefeitura de Conde tirou a administração da praia da Sonata, e parece que até mudou o concessionário do bar e pousada. Mas assembléia teve no Dom Quinzote, e eleição haverá.

A situação em Tambaba é crítica. O Ministério Público está atrás de um TAC proibindo crianças na praia; a prefeitura reduziu o tamanho da praia em mais de dois terços; um grande construtora está querendo instalar um condomínio exatamente atrás da praia des-naturalizada, que tenderia para a privatização efetiva da praia.

Quem vai defender a praia de Tambaba? Bem, Nelci Rones Perreira de Sousa sempre defendeu a praia, mas quando ele mesmo precisava de defesa, descobriu que os naturistas são menos bronzeados, do que amarelos.

Para ser o rei da praia, sempre há candidatos. Para ser o rei João Sem-Terra, terá menos pretendentes. E sabendo quanto estrago faz uma acusação leviana, e quanto pouco apoio receberiam dos seus pares, é difícil imaginar que vai querer se opor ao empreendimento planejado para engolir Tambaba.

Colina do Sol

Se a eleição de Sonata é sem sentido, a da Colina do Sol está na surdina. Sem que houve nenhuma notícia na imprensa naturista, ou nenhuma email para os sócios, já encerrou-se o prazo para candidaturas.

Publiquei a lista de candidatos, no blog www.calunia.com.br. E publico aqui uma notícia que acabei de receber:


EXTRA EXTRA EXTRA!
Noticia Extraordinária!
João Olavo retirou em definitiva sua candidatura ao conselho às 12:25 de madrugada depois da reunião extraordinária em que ficou sabendo que ...
Na Colina do Sol, conhecem João Olavo. Conhecem, e não querem mais. Conhecem algo que o fez retirar sua candidatura de madrugada.

Minhas informação são inexatas, algo sobre um documento roubado, e um queixa criminal.

O motivo exato é um pouco menos claro - algo a ver com um documento roubado e um processo criminal.

Porém, os eleitores da FBrN devem verificar o motivo que apareceu nas altas horas da noite para que João Olava retirasse sua candidatura. Algo que o desqualificou para "Conselho Disciplinar" de um pequeno condomínio, não o desqualificaria para a presidência da Federação Nacional, também?

O morte de Wayne Harbour

Menos de três semanas antes da prisão de Dr. André Herdy, o americano Dana Wayne Harbour, de 79 anos, morreu sufocado em sua casa na Colina do Sol, durante um "assalto".


Wayne era sócio de Celso Rossi no Hotel Ocara. Ele colocou R$250 mil; Celso e sua esposa Paula Andreazza entraram com um terreno que diziam era onde ficava o hotel, mas na verdade era outro, quase sem valor. Com seus R$250 mil, Wayne ganhou 20% do hotel; com seu terreno de uns R$5 mil, Celso e Paula ficaram com 80%.

Percebendo que foi enganado, Wayne juntou provas. No dia seguinte da sua morte, um vizinho viu que Colin Collins tirou os papeis de Wayne da sua cabana.

Foi mesmo um assalto? Bem, depois de beber uma dúzia de cervejas na cabana de Wayne - aguardando seu morte, talvez? - assaltaram a cabana de outro casal. Como nem Wayne, foram amarrados com fita, a mulher ameaçada de estupro, e os 13º salário dos seus funcionários, roubado.

E assaltaram a casa de João Olavo. Um homem de sorte, João Olavo. Tinha acabado a fita, então ele e sua família não foram amarrados. Levaram somente o carro dele, que foi encontrado o dia seguinte, sem nenhuma arranhão.

Um homem de grande sorte, João Olavo. E dizem que pessoas fazem a própria sorte!


Bombardeio

O boletim que recebi com os nomes dos candidatos, lista três nomes como "em análise e Validação", que quer dizer que foram impugnados. Dois são da corja, João Olavo Paz Rosés, e a eterna capitão da corja, Celso Rossi.

Mas o que ouvi, é que estes não foram as únicas impugnações. Recebi um recado, um pedido de que os natuistas do Brasil sejam informados

"que as pessoas que estão concorrendo a eleição da Colina é por impugnação e não por mérito, e também que os mesmos estão concorrendo a eleição da federação."
Mas somente há um outro nome na lista, Guilherme Barcelos Rodrigues, que creio que é o jovem que trabalhava na portaria. Ouvi que foi demitido por não ter barrado um casal homossexual, em que caso, pontos para ela. O que sobra no naturismo é preconceito e tentativa de excluir este ou aquele.

Como reconciliar este recado, então, com a falta de outros nomes?
Acho que é simples. A corja não conseguiu barrar os outros nomes, e estão com medo.

Estão perdendo. Os sócios da Colina finalmente pegar a coragem nas mãos, e resolverem que não vão aguentar mais. Os tentativas da corja de barrar quem que for, foram negadas. Barradas foram a corja.

Um fim comum?

Vou repetir algo que passei pelo email ontem. A propaganda eleitoral da chapa única, oferecendo João Olavo, Etacir Manske e Marcelo Pacheco para a Federaçaõ, oferece um "plano de ação" Escrevi ontem:

Depois, há o "Conceito da Federação: Associação de entidades para um fim comum."

Duvido que seria isso, se foram mesmo eleitos João Olava, Marcelo Pacheco, e Etacir Manske.

Um "fim comum"? Isso sugere uma cova rasa.

Creio que a eleição deste trio levaria a Federação, e as entidades associadas, para um fim no estilo do Hindenberg ou Titanic. Não comum, mas espetacular!

Lí que Congrenat terá festas, mas ninguém divulgou se seriam temáticas. Se não for tarde demais, aqui minha sugestão para a tema da festa, "O Baile da Ilha Fiscal". E para a bebida, Kool-Aid.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Expondo Crianças

Crianças e adolescentes foram barrados da Praia de Tambaba, o maior destino naturista no nordeste do Brasil, depois da prisão cinematográfica de Nelci Rones Pereira Sousas, sob acusações de distribuir fotos pornográficas de crianças que teria abusado. Até agora, não há indício nenhum de que ele distribuiu fotos; as fotos exibidas como troféus não são ilegais; e as crianças entrevistas pela polícia negam abuso.
Primeira praia, olhando do estacionamento. Escada no final

Ainda sem comprovação que alguma crime aconteceu, resta a proibição da entrada de menores. O problema com menores na praia é que eles pode ser vistos, ou que eles podem ver algo? A situação é diferente para crianças do que para adolescentes? Há também a ocorrência de sexo ao ar livre, e que a cidade de Tambaba tirou a administração da praia de Sonata, ONG de que Nelci Rones é diretor e de que já foi presidente. E para entender tudo isso, é preciso entender a extensão física da praia, que tem três zonas distintas.

Crianças podem ser vistas em praia naturista?

O veto aos menores engloba qualquer um com menos de 18 anos, inclusive crianças de colo, para quem um mar de seios a mostra sugeria apenas incontáveis lanches. A proibição contra estes pequeninos é incoerente. Em praia urbana, movimentada, eu já vi crianças pequenas sendo trocadas na praia, sem que elas, seus pais, ou qualquer um por perto se importasse com isso. Na minha última visita para Ceará, passei por uma vila do interior em que houve incontáveis meninos no jardim de casa completamente pelados, ainda que as meninas estavam de calcinha. Já vi aqui em São Paulo meninos pelados em frente das suas casas, especialmente em dias de calor, e me recordo de um pai com um criança pelada nos ombros, em pleno Viaduto de Chá, que arrancou uns sorrisos de pedestres, mas nada além.

Fora das experiências particulares, noto que no Castelo RaTimBum, ainda sendo re-veiculada, há dois indiozinhos que aparecem em lendas indígenas, sem roupas e sem sombras, ângulos de câmera discretos, ou outros artifícios. Os atores tinham uns seis ou oito anos, e um deles foi depois um dos "Chiquitas" na programa de Xuxa, e um pagina de fofocas revela uma seqüela: o apelido "Pingolim Famoso". E não foi Angêlica que apareceu nua, bem pequena, numa propaganda de margarina?

Poderíamos citar exemplos históricos. Gilberto Freyre aponto que nos meados do século retrasado, os filhos do engenho, dos escravos até o herdeiro da casa grande, viviam pelados até seus cinco anos.

Mas basta. Já mostramos que criança pequena ser visto pelada não perturbe em outros lugares do Brasil. Exigir que exatamente em praia de nudismo não pode, seria absurdo.

A atitude da Prefeitura de Conde para com crianças na praia, durante o Congresso Mundial da INF - Federação Internacional de Naturismo em 2008, talvez tratamos outro dia.

Mas o que as crianças podem ver?

A exposição das crianças à nudez adulto poder criar para eles algum empecilho?
Bem, do mesmo sexo, a exposição é corriqueiro em lugares como o vestiário do piscina.

Praia prinicpal de Tambaba, olhando da escada.
E, quando falamos do "vestiário do clube" estamos já mostrando uma ponta de vista da classe média. Quem recebe salário de promotor pode morar em apartamento em que cada criança teu seu quarto, e cada quarto seu banheiro, mas para grande parte da população, especialmente em áreas como o interior de Paraíba, a casa é de um ou duas cômodos, e água encanada é um sonho para o futuro. A comarca em que Conde fica é melhor, mas este progresso foi em grande parte trazido pela fama da Praia de Tambaba, que colocou a cidade na mapa e no roteiro turístico.

Se isso for um perigo que exige a colocação de fiscais do governo, para que criança não veja nudez adulto na praia de nudismo, porque não colocar um fiscal no banheiro de cada casa particular, para evitar que uma criança escova os dentes enquanto o irmão mais velho toma banho? O pai teria que escolher entre prisão de ventre, e prisão?

Os índios brasileiros viviam nús o tempo todo, e não são a única sociedade que deu pouco importância à nudez. O Brasil de classe média para cima tem uma renda que permite mais privacidade, mas o maior virtude do governo que encerra com o ano, é que reconheceu o outro Brasil, onde a grande maioria vive sem este plenitude, sem condições de sustentar certas padrões de consumo - e certas padrões de pudor.

De criança para adolescente

Há um diferença entre criança e adolescente. Caso o leitor seja velho demais para lembra sua adolescência, recomendo "Doze Anos" onde Chico Buarque canta de
   Sair pulando muro
   Olhando fechadura
   E vendo mulher nua

Poucas anos atrás, perto de Canoa Quebrada, um senhor me contou de quando tinha uns oito anos, ele e os amigos gostavam de ir para o praia de nudismo que ficava em frente ao cemitério. Precisavam tirar o calção, mas para ver mulher pelada, não se importavam.

A explosão imobiliário acabou com a praia de nudismo de Canoa Quebrada. O pessoal de Incra me falou que até tentaram lotear o vender o cemitério, com placa espetada onde o ventou tirou a aréia e deixava os pés dos finados expostos: a especulação imobiliário não respeita nem os nús nem os mortos.

Mas adolescente quer ver mulher pelada, e vai ver. Se não puder dar um pulo na praia, vai pular o muro. Meninas não tema a mesma mania, mas muitos já ajudam trocar as fraldas dos irmãos mais novos.

Além das pedras, além da nudez

Mas o que crianças e adolescentes encontram na Praia de Tambaba vai além de nudez. Meus conhecimentos da praia vem do Congresso INF lá em 2008, mas uma rua íngreme desce das falésias, para o estacionamento. No estacionamento e a praia em frente o naturismo é proibido.

Há uma escada que leva até a próxima praia, uma grande meia-lua com uma pousada, onde acontece anualmente o Tambaba Open de Surf Naturista. Na escada há "fiscais" que exigem que as visitas entrem nuas, e parece que proíbem homens solteiros, num afronto à Constituição brasileiro.

No final da meia-lua, há umas pedras grandes, e além delas uma terceira praia, maior ainda. O decreto municipal estabelece a zona naturista até o final desta praia, marcado por um rio.

A prática estabelece esta terceira praia como palco de sexo à céu aberto, e de troca de casais.

Para adolescente, há uma diferença entre revista de mulher pelada e revista de sexo explicito. O turismo trazido pelo naturismo pode ser de pessoas qualificadas, muitos vezes pessoas aposentadas com renda disponível, que preferem não aguentar mais os invernos europeus. Mas o turismo atraido por sexo à ar livre é o turismo sexual, e somente a logística o separa do envio de brasileiros para Europa para atender em domicílio a mesmo mercado.

Coexistência

Claro que crianças pequenas não se soltam dos pais para explorar a zona além das pedras. Enfatizo que a mesma geografia que isola a praia naturista das praias comuns, isola a área de safadeza da área de naturismo familiar. Mas o que vale para crianças da idade em que o mar e as ondas são perigos reais e imediatas, não vale para adolescentes. Que se soltam dos pais, sim.

Além destas pedras, a libertinagem. Fotos:Jornal Olho Nu
Quando os jovens já chegam num idade em que é mais provável que ele salvariam mamãe das ondas, do que vice-versa, e quando podem chegar sozinhos à praia, podem ir além das pedras, e além da conta.

A praia atrai uma turma de surfistas de todos as idades, e eles vão onde estão as ondas, não importando o que mais há: um ponto de surf popular em California tinha o nome de "Shit Pipe" devido ao cano de esgoto da cidade vizinha.

Estes adolescentes podem encontrar tentações? Bem, um cavalheiro distinto cujo nome não preciso citar, já contou para um grande revista de mulher pelada cujo título não preciso citar, que há lugares e idades em que até cabritas apresentam tentações irresistíveis.

Mas o problema em Tambaba não é a segunda praia onde pessoas andam seu roupas, mas a terceira praia onde a libertinagem corre sem restrições.

Antes da prisão

Antes da prisão de Nelci Rones, já em 22 de novembro, a Prefeitura de Conde tinha tomado de volta de Sonata a administração da praia de Tambaba. A praia tem uma certa renda provindo do estacionamento, renda que deu a Ong condições de fiscalizar e excluir solteiros - mas não, aparentemente, "casais liberais" para usar um dos eufemismos.

A exclusão de solteiros fere o turismo. Houve pessoas de Sonata - e incluo Nelci Rones entre eles - que achavam que Sonata deveria administrar a praia pela conveniência e preferência dos sócios de Sonata, e não pelo bem do município de Conde.

Seria bom saber o que motivou a rescisão pela Prefeitura. Será interessante como a prefeitura lida com a proibição de menores - dita temporária - imposta pelo Ministério Público. Sexo ao ar livre e criança não combinam, ainda que a geografia das praias de Tambaba permitia uma certa separação, na minha visita senti uma clima menos não co-existência harmonioso, mas de cessar-fogo.

Há duas saídas. Uma é o retorno das crianças e do naturismo familiar, com a expulsão dos libertinos. Outra é que o veto contra crianças vira permanente, em que caso o naturismo familiar vai abandonar o espaço para os libertinos, e depois do próximo escândalo, à especulação imobiliária, e a praia de Tambaba viraria mais um condomínio fechado.

E assim fecharia a história e o futuro de naturismo no nordeste brasileiro.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Colina dos Ventos, clear and present danger

We've heard a rumor that European naturists are being offered the opportunity to "invest" in the Colina dos Ventos resort hotel near Tambaba Beach in Paraíba, Brazil.

Given the details we've heard, be warned: putting your money into Colina dos Ventos through this proposed deal is very much like putting your hand into a meat-grinder.

Normally we don't comment on rumors until they are confirmed. But if we wait for the news that some unsuspecting foreigner has already put up money, that money will be gone and unrecoverable. To remain silent in the face of clear and present danger is unconscionable.

The rumor

The rumor that has reached us is that a German naturist club was offered a 25% participation in Colina dos Ventos, for the sum of €100,000 (one hundred thousand euros). The offer was supposedly made by Mr. Marcelo Pacheco, who we were told claimed he had purchased 50% of Colina dos Ventos, and was looking to sell half of his stake.

Pacheco's 50% stake in Colina dos Ventos had, supposedly, been purchased by him with a promissory note from Mr. Celso Rossi, this note backed by a legal judgment that the Clube Naturista Colina do Sol won against the SBT Television network, in the sum of R$1,000,000. With interest and correction for inflation, that amounted as of last September to R$6.131.968,45, over two and a half million euros. 

Mr. Celso Rossi was to act, in some manner not fully made clear, as "escrow agent".

Besides being an investment, the German club was told, its members would be able to find year-round sun at Colina dos Ventos, including during the winter months when outdoor naturism is impossible in northern Europe. Colina dos Ventos is near two international airports, and six hours by air from Europe.

The Mutual Admiration Society

Someone who has been approached to invest, may feel he ought to disregard this post. After all, both FBrN and Brasil Naturista speak so well of Colina dos Ventos.

Indeed they do. And both Brasil Naturista and Colina dos Ventos speak well of the FBrN; and of course both Colina dos Ventos and the FBrN speak well of Brasil Naturista.

It's a mutual admiration society, and it's the same people with different hats: Pacheco is the editor of Brasil Naturista, sits irregularly on the FBrN's "Ethics Council", and is the guy asking for your good money in exchange for his kited stock. Before the Internet, Celso Rossi published the predecessor to Brasil Naturista, called Naturis; his Naturis company operated the Colina do Sol naturista area; and Rossiwas president of the FBrN, successor to previous Brazilian naturist organizations. Gullible foreigners were presented with a picture of all Brazilian naturists dancing in harmony, and naively threw their money down the rathole of Colina do Sol.

Now, the Internet exists, breaking the circle of mutual admiration. Various of Celso Rossi's enterprises required that papers be filed in assorted government offices, and we have rooted them out and brought them to the light of day, here and in www.calunia.com.br.

Why should anyone distrust the Colina dos Vendos offer? 

Two names stand out as immediate warnings: Celso Rossi and his cat's-paw, Marcelo Pacheco. Mr. Rossi's history of business deals with foreign investors does not inspire confidence; those of his investors not already naturists by conviction become so by necessity, having lost their pants. One, American Dana Wayne Harbour, lost not only his money but his life.

Both Rossi and Pacheco have a documented history of avoiding process servers. Mr. Rossi has been sought since 2003 in lawsuit 0000107-42.2003.8.17.0470 in Carpina, Pernambuco, not far from Colina dos Ventos, for asking damages for his having put pictures of naked children in the magazine he published, and selling them. Mr. Pacheco has been sought in similar cases, and is equally elusive when sought by process servers.

Left holding the bag?

The shares that Mr. Pacheco is offering for sale, were purchased with a promissory note. The potential investor is invited to consider his position, if the promissory note is not paid. The investor will be out his money, and the owner of Colina dos Ventos from whom Pacheco's shares were purchased, will not have been paid. If the owner has any sense he would declare the shares he wasn't paid for null, and tell the foreigner to see Pacheco in the Brazilian courts. Which are described below.

The potential investor, blinded by tropical sun and lulled by tropical sea, may think that this is an unnecessary worry. After all, the note is secured by a legal judgment against a solid TV network, in a sum more than ten times that of the face value of the note. What's to worry?

Plenty, in fact.

The SBT judgment

The SBT judgment is quite real. It is also under appeal. It took four years for the trial court to reach a verdict, and appeals may take as much or longer. The usual tendency is for such verdicts to be reduced on appeal. Also, the award was based on perjured testimony, and SBT can use that to ask that the judgment be set aside altogether. The SBT money is not a bird in the hand, but one very much on the wing.

Besides not being final, there is the significant fact that it's not Celso Rossi's money. He has as much right to issue promissory notes backed by the SBT judgment to CNCS, as I have to issue notes backed by the British Crown Jewels.

Celso Rossi and his family sold nearly all their interest in Colina do Sol on the last day of 2004, to Silvio Levy. The suit against SBT was brought nearly a year later. Nothing in the bill of sale retains any rights to possible future judgments. Celso's children retain some interest, but there is considerable doubt on that; the shares are numbered and all those they retained are among the shares issued in a deal later annulled by the courts.

The debts of Celso Rossi

Even if Mr. Rossi were to get some of the SBT money, at some distant date, there is a long line of people with claims against him.

There is public bank BRDE, which made a loan to Celso's last naturist enterprise, the Hotel Ocara, which Celso cosigned for. Celso lost interest in doing his part and managing the project once he could no longer lure investors, few payments were made, and the debt is now over €150,000. He also gave the bank a mortgage on a plot of land on which he claimed the hotel was situated (it's not) and the bank has put a lien on that, and is collecting from Mr. Rossi and his ex-wife. The bank, or others, may well have first claim on any money that may come to Mr. Rossi.

Eldorado Pelado - Naked Eldorado

Once cannot criticize Mr. Celso Rossi  for the size of his dreams, or the size of his promises. It is however instructive to compare the vision he sold of the Hotel Ocara and Colina do Sol in 2004, with the present reality. His dreams may command our admiration, but they should not receive our savings.

I do know know exactly what has been promised to potential investors in Colina dos Ventos, but am confident the ideas have been recycled, and suspect the text has, as well. Anyone considering parting with their money should think very carefully about the man's previous enterprise, before financing his next.

The financial projections he offered to BRDE  bank are available, and I have analyzed them. The analysis is in Portuguese. If the reader cannot follow financial information in Portuguese, he should ask himself whether he ought to put his money in something he can't understand. (Some Latin phrases may be understandable, such as concilium fraudis.) If that does not give pause, consider that I got the papers from the bank's lawsuit to collect the loan.  That should be all one needs to know about a Celso Rossi project. Do you really want to ever be in a position to need to learn more?


Mr. Rossi has often presented his Colina do Sol enterprise as being of vast value. I attempted to calculate the worth of the place last year, using the usual procedures for such things, and came up with a number vastly lower than that waved about by Mr. Rossi. I did notice that declaration of the net worth of the company owning the Ocara Hotel, presented to BRDE Bank on Nov 19, 2003, was signed by the accountant, but the space where the "responsible for Ocara" should have signed, was carefully left blank Equally, a declaration that Colina was worth several million which Celso supplied to the Taquara Labor Court, was signed by a local real-estate agent - and, again, not by Celso Rossi.

Getting someone else to sign pieces of paper that say things that aren't true might be a strategy to avoid prosecution for fraud. If you are looking into Colina dos Ventos,  and are offered papers which are signed by people other than those you'd expect, be wary, and in turn don't sign papers, especially cheques.  

Bank Loans

When Brasil Naturista began to carry glowing reports of Colina dos Ventos, it seemed clear that something was in the wind, and the sort of thing it's better to be upwind of. I had guessed that it would be an assault on the public purse, along the lines of the BRDE loan to Ocara.

That Marcelo Pacheco may be enticing foreigners to give him money for stock he bought with an IOU, doesn't mean that some plan is not also moving forward in parallel to float an unpayable loan. If the bank takes Colina dos Ventos before the mirage of the SBT money evaporates, the former owner of Ventos might well not kick: at that point whoever gave Pacheco money would have not half the assets, but half the liabilities. Easier to part with.

Legal recourse

A potential investor who has read this far, may well be thinking, "Ah, but if I'm cheated, I just go to court." The SBT indemnity took four years already, and it's far from being paid. In one of the cases against Celso Rossi and Marcelo Pacheco, one of the plaintiffs died before papers were ever served formally notifying the pair of the suit. And Brazilian law is odd. Even what would elsewhere be a rock solid guarantee, such as a first mortgage on the land, or even a properly registered deed,  might be superseded by prior - or posterior - suits for unpaid wages or other obligations under labor law, perhaps even prior debts of other part owners. Assets that former owners had sold, might be clawed back. Under what circumstances can this happen?  I don't know the answer, I'm not a lawyer. But the reader should consider that if he didn't even know the question, he should not be considering putting his money into Brazil. And certainly not into the hands of Marcelo Pacheco and Celso Rossi.

The Belgian with the beach

If you truly want to put money into Brazil, read this site: http://www.myhouseinparadise.com/, see the list of guarantees he offers, and ask Colina dos Ventos about the same issues of land registration, freehold, etc. No, it's not naturist, but the article on the place that ran in Brazil's largest newspaper, the Folha de S. Paulo, on 26/12/2009, was illustrated with a photo of a naked child running on the beach, free and unconcerned. Which you won't be, if you give Marcelo Pacheco your money.