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sábado, 16 de julho de 2011

El verdadero nudista



É um tema importante para reflexão, o texto abaixo foi publicado numa lista de discussão espanhola (veja em  http://nudista.cjb.net) . Claro que muito do contexto da questão reflete mais a realidade da  Espanha contudo acho a questão valida parar o resto do mundo.

Por Daniel Gambini



Vieja discusión aquella sobre los verdaderos y los falsos nudistas.

Yo opino que prefiero (prefiero) no hacer diferencias entre personas que se desnudan, en lo que se refiere a la condición o catalogación de “nudista”.
Opino así porque veo que en la práctica genera más problemas que buenos resultados cuando asociamos el nombre nudismo a otra cosa que no sea la desnudez.
Nada impide que se establezcan normas de convivencia y controles en las actividades de cualquier grupo, pero eso de asociar el nudismo con cualquier actitud moral no lo encuentro saludable.

Si estoy desnudo no quiero ponerme carteles de “buena persona”, “respetuoso de mí mismo, del prójimo y de la ecología”, “sexualmente discreto”, “ciudadano ejemplar”, etc., porque tanto cartel me hace sentir vestido y yo lo que quiero es estar desnudo.

Claro que una asociación de nudistas debe defender el desnudo y cualquier desnudo. No veo que cualquier federación de naturismo defienda delito alguno, haga apología de nada que no sea la desnudez, pero eso de no querer defender la desnudez cuando se trata de un falso desnudo o un desafiliado de la filosofía naturista va por la misma vereda de discriminar los buenos y los malos. 
Podemos darles carnet a los buenos y negárselo a los malos, pero llamarle nudistas a unos y a otros no, lo considero un error.

Cuando me criticaban el nudismo alegando que esas playas estaban llenas de degenerados, mirones, de personas que ocultaban una pulsión sexual y de otras tantas que la expresaban, yo les respondía que esas personas pertenecían a la sociedad represora y que iban a lugares naturistas como forma de escape, que no eran naturistas y que por el contrario estaban ahí porque la sociedad no les daba satisfacción a sus necesidades. Le devolvía la pelota a quien nos criticaba y dejaba al nudismo inmaculado.

Veo que en el afán de estar libre de pecados esa devolución de pelota deja al nudista en espejo desnudo de quien le critica. Ninguno quiere ser asociado a la inmoralidad, se la repudia y se la saca de encima tirándosela al otro.

Al final, los inmorales resultan ser más incomprendidos que los nudistas. No estamos tan mal.

Voy a decir un disparate.
Prefiero ver personas teniendo sexo en público que ver nudistas impidiendo la entrada de personas vestidas o de hombres no acompañados de una mujer para participar de actividades naturistas.

Si tuviera que optar por una o por otra escogería lo que me causa menos indignación. Al final hasta un hombre prehistórico entendería mejor el sexo que las restricciones del nudismo.

En definitiva, la clasificación de nudistas verdaderos y de otros que se desnudan sin ser nudistas es algo que solo lo entienden quienes lo proclaman.
Yo prefiero no diferenciar, incluir a todos en un mundo nudista más amplio.

Daniel



segunda-feira, 4 de julho de 2011

As bombas começam estourar na Colina do Sol

A cabeça da administração é um incógnito
Publicamos ontem o "Boletim Informativo N°. 01" da admini- stração atual da Colina do Sol, sob a presi- dência de alguém cujo nome o boletim não informa. Tudo escrito por He Who Must Not be Named é cheio destas estranhas lacunas.

Confirma que a bomba d'agua estourou. As bombas das terras são para estourar também, e há outras bombas ainda, prontas para detonar. Mas destas, não se trata.

Fala que alguém acompanhou o "processo de doação da Masti", sem informar que a Masti foi doado. Dado os armadilhas sempre presentes nas "doações" feitos pelo Celso Rossi e Paula Fernanda Andreazza, seria bom saber quais contrapartidas fizerem parte desta "doação", e quais obrigações atuais ou potenciais foram assumidas. Pode ser que foi um negocio limpo, mas cachorro mordido por cobra tem medo de lingüiça.  E de cobras a Colina do Sol está cheia. 

Para  começar, a Colina do Sol está sentada acima de terra que é de simples posse, ou de terceiros, ou penhorada para garantir as dívidas trabalhista de Celso Rossi, ou para ser penhorada para quitar a dívida dele com o BRDE, onde de maneira fraudulenta ofereceu a escritura de um terreno que não tem nem sequer uma cabana em cima, dizendo que era o terreno ao lado da lagoa onde o hotel foi parcialmente erguido - e até a lagoa.

Que solução a administração propõe para estes problemas, importantes e cada vez mais urgentes? Nem reconhece os problemas. Soluções existem, começando com um levantamento das terras, confirmando que o hipoteca de BRDE recai sobre o terra sem valor, e não no filé da Colina. Mas o assunto passa em branco.

O que pifou 

A "informativo" explica o que deu com o poço. Eu sabia de vizinhos que houve um barulho infernal de furar um poço novo, e tinha ouvido que os raízes dos eucaliptos foram o motivo. O boletim explica pelo menos isso em detalhe.

Nas entrelinhas, fica claro também que há problema com os equipamentos:
  • da piscina de pedra, 
  • da piscina térmica,  e 
  • da sauna 
e não há previsão de conserto, nem dinheiro. "Não há margem para atender a nenhuma dessas exigências," nas palavras de He Who Must Not be Named.

A Colina saiu da FBrN 

O informativo tem o mérito de informar que a Colina saiu mesmo da FBrN. O que a FBrN falou, é que "pediu para sair". Pediu, coisa nenhuma. Não é preciso pedir licença. A FBrN teria como argumentar, talvez, se tivesse prosseguido na averiguação sobre as terras, comprados quando Celso Rossi usava o CNPJ da FBrN para tudo. Mas a Federação abriu mão disso. E a Colina do Sol deu às costas da mão para o FBrN.

Selinho

O saída da FBrN tem seus raízes, conforme o comunicado, no custo dos selos da INF, que deu um prejuízo de R$2000 no CNCS.  A "adminstração anterior" tinha comprado duzentos selos. O porque disso não é explicado no memorando, mas é só dar nomes aos bois. A "adminstração anterior" é Etacir Manske e João Olavo Paz Rosés, que com os votos aos quais estes selos deram direto, eleger-se conselheiro e presidente da FBrN.

Compraram a eleição, e penduraram a conta.

Que a Colina deixaria a porta bater nas bundas bronzeadas deste par não foi nenhuma surpresa. Já era esperada. Por isso Wagner, aquele de cocar, não perdeu a vaga de conselheiro da FBrN quando sua base, Sonata, deixou a Federação. Teria aberto um precedente. Ele continuando, Eta e Joâo Olavo poderiam também continuar.


"Transparência" financeira

O boletim promete transparência financeira - e não entregue. Foi apresentado em março, ouvi, um balanço da Colina do Sol. Desde então, sr. Silvio Levy, dono de mais de metade das "concessões residenciais" e de uns 40% dos "Titulos Patrimonias", tem requisitado uma cópia do dita cujo, e não tem recebido.

Se nem ele recebe, quem mais vai receber? Diz que é para comparecer na Secretária. É uma maneira de dizer, quem mora longe, não receber. Muitos "títulos" e "concessões" foram vendidos para estrangeiros; para eles, a "transparência" só vale com uma viagem intercontinental?


Clube, Condomínio, ou Resort?

O que é, exatamente, a Colina do Sol, é uma pergunta levantada já com resposta. Para a diretoria atual, a questão é simples. Na realidade, não é. Registramos hoje que notamos o assunto, mas a análise do mesmo, fica para a próxima.

sábado, 5 de março de 2011

Tambaba: "Naturismo em movimento", prefeito em controle

A nova diretoria de Sontata será escolhido amanhã dia 06/03 em Tambaba (e não domingo passado como foi anunciado), na maneira "rocinha" de naturismo brasileiro: com chapa única e com um "Conselho de Ética", sempre útil para patrulhamento ideológico. A lema da chapa, porém, e de perfeição absoluto: "Naturismo em Movimento". O naturismo em Tambaba está sem dúvida em movimento. Mas em que direção?

A defesa que faltava

Mas antes da chapa, vamos ouvir a palavra do prefeito de Conde, Aluísio Régis, que é quem atualmente administra a praia. Conforme paraiba.com.br,
Tambaba - Sobre a polêmica envolvendo a área de Tambaba e o seu ex-presidente da Sociedade Naturista de Tambaba (Sonata) Nelci Rones Pereira de Sousa, 47 anos, que foi preso com fotos de crianças que teriam sido exploradas na área, Régis minimizou.
"As foto eram da família dele, além disso, todas as fotos foram tiradas em um assentamento de Pitimbu, não em Tambaba. Agora, a Promotoria Regional de Alhandra decidiu proibir a entrada de crianças ou adolescentes na área de nudismo da Praia de Tambaba. Mas os campos de naturismos são caracterizados pela presença da família. É um turismo livre onde se leva os filhos, netos. Um ambiente freqüentado pela família. Vamos conversar com a Promotoria para ver como isso ficará, porque aquelas pessoas que vinham com toda a família, não vão querer mais freqüentar. Depois dessa reunião vamos avaliar se talvez não seja melhor encampamos a administração de Tambaba", frisa.

O prefeito, cujo cargo depende de votos, tinha o coragem de fazer a defesa pública de Nelci Rones que o FBrN até agora não teve o coragem de fazer.

Claro que o prefeito Aluísio não estava se arriscando. Rones já estava livre; César Fleury já entrou em contato com o prefeito; os filhos de Rones fizeram um trabalho incansável estes semanas todas; e houve umas matérias favoráveis na imprensa de Paraíba e até de São Paulo, em parte devidos aos esforços encampados aqui.

Em Paraíba, Aloísio falou com seus eleitores pelas ondas de rádio, e defendeu Nelci, o acusado de pedofilia.

Em em Praia do Pinho, onde o FBrN se reuniu para o último Congrenat, não se ouviu nas sessões oficias o nome de Nelci Rones. Ouviu-se somente as ondas do mar.

Reserva Graúna

O prefeito já alterou o decreto que defina a área de naturismo em Tambaba, retirando da área de naturismo toda a área além das pedras - e toda a possibilidade de expansão de naturismo com infra-estrutura no estilo da Praia do Pinho.  Ele falou no condomínio atrás desta praia, na Area de Preservação Ambiental. E ele não falou no condicional:
Áreas a venda no Conde – Aluísio Régis informou que existem duas grandes áreas para serem colocadas a venda e que aguardam futuramente a instalação de condomínios e resorts. São as de Gramame com 130 hectares e de Tambaba, com 250 hectares.
“São dois grandes projetos, que terão áreas comerciais, residências, campo de golpe, quando for lançado será um grande sucesso. Serão produtos do investimento com nível internacional”, revela.

Chapa única

Chegamos à Chapa Única da eleição de Sonata. A chapa pode ser encontrado melhor formatado no site da Sonata. Para evitar demora - pretendo estar longe do Internet grande parte de amanhã - já mandamos nossos parabéns para sr. Daniel Santos da Silva e a nova diretoria.

Tomam posse de imediata. Mas posse de que? O prefeito já tirou 75% da praia do decreto, e o que sobra, ele tirou da administração de Sonata. Durante anos defenderem a praia de unha e dente contra o perigo de homens solteiros. Vamos ver se mostram tanto empenho contra perigos de verdade.

E aguardamos deles uma defesa da praia de Tambaba - e de Nelci Rones Pereira da Sousa.



Sociedade Naturista de Tambaba - SONATA 

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DAS ELEIÇÕES

O Presidente do Conselho Superior da Sociedade Naturista de Tambaba-SONATA no uso de suas atribuições estatutárias, e em atendimento à deliberação da Assembleia Extraordinária, ocorrida no dia 13.02.2011 que constitui a comissão eleitoral e estabeleceu as normas do processo eleitoral.
CONVOCA ELEIÇÕES para Diretoria, Conselho Superior e Conselho de Ética, para o dia 06 de março de 2011, entre 11h00 e 16h00 (Horário de Brasília), no Bar e Restaurante DOM QUINZOTE –  Tambaba/Conde.
Tambaba/Conde, 19/02/2011
José Marcos A. Lima
Conselho Superior


HOMOLOGAÇÃO DAS CHAPAS
CHAPA ÚNICA: “Naturismo em Movimento”

DIRETORIA EXECUTIVA
Cargo                        Candidato
Presidente DANIEL SANTOS DA SILVA
Vice-Presidente ALEX SANDRO ANDRADE DE SOUZA
CONSELHO SUPERIOR
Cargo                        Candidato
Primeiro Conselheiro JOSÉ MARCOS DE LIMA
Suplente EMANUEL GUEDES S. DA SILVA
Segundo Conselheiro ROSELAINE BARBOSA PESSOA
Suplente FIRMINO MANOEL NETO
Terceiro Conselheiro ZENEIDE LÍGIA DE A. QUINTINO
Suplente EDSON TAVARES COSTA
Quarto Conselheiro JOSÉ DE ARAÚJO RAMALHO
Suplente EMERSON SALGADO
Quinto Conselheiro MAXIMILIANO JOFFE
Suplente MARIO LIMA PEREIRA
CONSELHO DE ÉTICA
Cargo                        Candidato
Primeiro Conselheiro ANTONIO FERNANDO C. TOMBOLATO
Suplente EVERALDO DE SOUZA PONTES
Segundo Conselheiro GUMERCINDO LUIZ GARCIA
Suplente CESAR HENRIQUE
Terceiro Conselheiro JAIME CABRAL VIEIRA
Suplente GIONES PEREIRA DA SILVA
Comissão Eleitoral
Presidente- Hildebrando Bezerra de Carvalho
Membro - Marcus Vinicius de F. Lins Pedrosa
Membro - Cristina Lúcia de Lima
Contato: www.tambaba.com.br

terça-feira, 1 de março de 2011

Carta de Referência para um Desconhecido

Na lista Papo Naturista, Renata Freira do NIP, também presente no debate no Congrenat, fez umas colocações que creio que iluminam o assunto do papel do passaporte naturista.

Como já falamos aqui, alguém que não acompanhou um diálogo que se arrasta faz anos tem um certo dificuldade em seguir uma conversa com muitas referências implícitas às outras carnavais.

Mas, também, alguém que participa de um debate, tende a ouvir mais seus próprios argumentos, e sentir que estes tiverem uma aceitação maior do que os de um outro participante, com outras idéias, pensaria.

Venda do passaporte é livre no exterior

Na lista Peladistas Unidos, que é internacional (como o ELAN não foi), chegaram missivas d'além mar. "Latin Nude Naturist" confirmou a visão do sr. Marcelo Pacheco, afirmando que qualquer um pode comprar o passaporte no site do AANR, e que ninguém nos EUA exige este bendito passaporte. A AANR saiu da INF, então a disponibilidade do passaporte INF pelo AANR já pode ser coisa do passado, mas durou um bom tempo sem implicância da INF, então não há porque o Brasil deve ser mais restritivo que os EUA.

Pelo email, sr. Fritz Louderback, com ampla experiência em naturismo internacional, confirma a versão de que o passaporte é livremente vendido e é para levantar dinheiro, e contribuiu umas informações sobre o histórico do documento:
A INF venderá e quer vender cartões INF. Eles nunca foram para ser evidência de uma conexão com naturismo. O homem que originou os cartões é um americano, Hap Hathaway. Eu jantei com ele no seu aniversário ontem. Os cartões era para levantar dinheiro e dava um desconto para aqueles que compraram. Hap nunca pretendia que os cartões seriam usados como uma licença para entrar num área naturista.

Um recado no grupo usenet uk.rec.naturist.uk de 2006 afirma que:
INF "passports" (sic) now have their place firmly in history and only but a few French resorts seem to be clinging to the requirement to have them.

O que senti da reunião, foi que a posição do Pacheco levou o debate. Ainda, se alguém emitiu 300 passaportes para qualquer um que mandasse dinheiro, na prática já foi para o espaço a idéia de que o documento qualifica o portador.

A visão do Pacheco difere da minha visão do Passaporte INF. Porém, as colocações de pessoas que conhecem naturismo em outros partes do mundo, me persuadem que o Pacheco está certo neste ponto, e eu estava errado.

Carta de referência

Vamos passar, então, para a visão do cartão da Renata:

O cartão é uma referência e deve ser aceito como isto. Na realidade não é uma declaração de perfeição, mas é uma referência de bons costumes "assinado" pelo responsável que concedeu o cartão e o recomenda....


O que vem à cabeça de imediata é um texto de Benjamin Franklin, "Modelo de uma Carta de Referência para uma pessoa que você nem conhece":

Paris, 2 April, 1777.
"Sir,
"The bearer of this, who is going to America, presses me to give him a letter of recommendation, though I know nothing of him, not even his name. This may seem extraordinary, but I assure you it is not uncommon here. Sometimes, indeed, one unknown person brings another equally unknown, to recommend him; and sometimes they recommend one another! As to this gentleman, I must refer you to himself for his character and merits, with which he is certainly better acquainted than I can possibly be. I recommend him, however, to those civilities, which every stranger, of whom one knows no harm, has a right to; and I request you will do him all the good offices, and show him all the favor, that, on further acquaintance, you shall find him to deserve."

Vamos repetir parte disso em português:
"Eu o recomendo, para receber aqueles cortesias, devidas a qualquer estranho sobre quem não se conhece nada desabonador; e peço ainda você lhe presta toda a assistência, e trata como todo o favor, que o conhecendo melhor, você julga que ele merece."

Síntese

Pacheco vende para qualquer desconhecido. Renata disse que é somente uma carta de referência. E Franklin (que vale notar costumava tomara um "banho de ar" pelado todos os dias) nos fornece uma carta de referência para um desconhecido.

Chega de exclusão

Uma das coisas que mais achei estranha no naturismo brasileiro, é a obsessão com exclusão. Quem podemos restringir? Como deve ser o procedimento para expulsar pessoas? Quantas barreiras podemos colocar para alguém entrar num grupo, num espaço, até numa praia pública?

Com mais pesquisa no naturismo brasileiro, entendi que várias destas obsessões -- contra solteiros, contra homossexuais, as patrulhas ideológicos (mas chamadas de "eticas") permanentes -- não são características históricas do naturismo brasileiro, mas somente as distorções da era Rossi, que está se encerrando, tardiamente.

Como o naturismo pode crescer se qualquer um que aceita um novato, está colocado na posição de fiador moral? Arnaldo do Mirante, o espaço naturista mais próximo ao maior metrópole do País, nem emite para não ter responsabilidade.

A carta de Franklin é, ainda depois 230 anos, um modelo que podemos seguir, em como tratar um desconhecido. Está mais do que na hora de abandonar as paranóias e a exclusão que foram impostos no naturismo brasileiro no último quarto de um século, de voltar à liberdade, à tolerância e à espírita aberta que caracterizaram o naturismo de Luz del Fuego e seus sucessores.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Passaport INF é para angariar fundos

É de uma certa forma poética que a Praia do Pinho, onde o FBrN foi fundado, seja também onde foi afundado. Lembrando sempre que o FBrN tem pouco relevância para o naturista, da mesma forma que é somente um incidente no histórico de naturismo organizado; que tinha seus grupos antes do Partido Naturista Brasileira, como tinha várias depois. E como terá outros depois da FBrN.

Os solteiros e os selos da INF

A conversa dos selos da INF - para que servem? - pelo atitude dos participantes, já foi encenada vários vezes. O assunto no Brasil é sempre ligado à questão de solteiros.

José Wagner me falou, depois do reunião, que um dos motivos que ele se desligou do grupo Sonata é exatamente este questão, a "... falta de respeito aos solteiros, desquitados, viúvos, ou qualquer outro tipo.  "Sou desquitado. Como posso dirigir um entidade que me discrimina?"

Franco, o viúvo de Miriam, observou que aqui no Brasil o solteiro é muito discriminado no naturismo, e perguntou, "Minha esposa morreu - eu não sou mais naturista?"

A debate foi um pouco difícil seguir no começo, até lembrar que a FBrN não representa a ponta de vista do naturista, mas das associações e empresas do qual é uma federação. Veja por exemplo a questão sobre se o selo deve ser obrigatório ou não. Fiquei um pouco perdido, tentando entender se era obrigatório um naturistas apresentar passaporte com o selo do ano para entrar numa área naturista, ou se era obrigatório uma área federada admitir um naturista com passaporte e selo em dia.

Não era nem um nem outra. Era questão financeira. As associações devem obrigar suas associados a comprar selos? Foi montando um grupo de trabalho, com representantes de todos as pontas de vistas - de entidades. Nenhuma, com o ponto de vista do naturista comum, que talvez pretende viajar pelo país, e quer que chegando numa área naturista que não seja seu habitual, que seja aceito como naturista.

O selo era vista como uma maneira de tirar dinheiro da manada, e só. Seria um imposto. E o que o naturista leva em troca? Pelo jeito, nada.

A Renata Freira da NIP teve uma outra perspectiva; "é preciso saber quantos que somos". Os números, ela creia, daria mais força política.

Nisso, duvido. Se juntava todos os naturistas do país que estariam dispostos a comprara um passaporte - ou até receber grátis - não encheria um culto de um grande templo evangélico. O abaixo-assinado online que atraiu miseráveis mil assinaturas em apoio de Tambaba mostra não a força, mas a fraqueza.

Áreas privadas 

A obrigatoriedade de áreas privadas aceitar o passaporte naturista foi negado por vários. Foi Tannus, se não me engano, que diz que "Não é nenhum despropósito exigir que alguém liga antes. É como alguém chega na minha casa, com carteira dizendo que é deputado ou juiz. Eu não precisa o admitir por isso."

É uma mostra da natureza bastante artesanal do naturismo brasileiro. Um grupo de uma dúzia que se reúne nas casas dos membros, é uma situação. Um área como Praia do Pinho ou Colina do Sol, que tem uma certa tamanho (ainda que no caso da Colina muito do lugar pertence ao alheio, o o restante é penhorado) deveria seguir a regra de qualquer outra acomodação pública. A idéia de que porque é propriedade particular,  pode discriminar, é errado.

Praia pública, é pública


Marcelo Pacheco, do portal www.pelados.com.br, apontou que é ilegal barrar a entrada de qualquer um numa praia pública. Não se pode exigir que portasse passaporte naturista, nem que tirasse a roupa. A barreira na praia do Pinho, ele disse, é ilegal; a lei municipal que proíbe solteiros em Tambaba, é inconstitucional.

Atestado?

A questão do passaporte como "atestado de bons antecedentes" teve pessoas nos dois lados. Sr. Arnaldo Soares do Mirante do Paraiso, aparente entende que é: então não emite, para não ser responsabilizado pelo comportamento posterior. Sr. Tannus disse que quer dizer que não é atestado, não quer dizer que não é critéria.

Sr. Franco deu o ponto de visto europeu. "Passaporte é garantia de naturista, conforme a INF. No mundo, é."

"É para ganhar dinheiro"

Sr. Marcelo Pacheco, que disse que vende 300 selos por ano, disse que , "O passaporte não é atestado de antecendentes. É para angariar fundos. Todos tem o direito de ter."

Deu depois a analogia que, "Todos podem tira um passaporte, mas isso não quer dizer que podem exigir entrar nos Estados Unidos. É preciso um visto."

"Brasil Naturista vendeu 300 passaports. Eu represento aqui 300 pessoas que contribuíram".

Há pouco que se pode admirar no Marcelo Pacheco, mas pelo menos ele foi direto e sem complicações. Para ele, o passaporte naturista é simplesmente algo que se vende por dinheiro, e pronto.

As alternativas do INF

Aqui, se veja como que o FBrN se distanciou da realidade. Ela encara o passaporte INF como algo que ela tem, sobre qual ela pode dispor como quiser.

Não é. É um documento mundial, que tem um valor, que se deriva do fato que é há critérios para sua emissão no mundo inteiro. Com o passaporte INF, o naturista pode viajar, sabendo que será reconhecido como naturista pelos seus irmãos de outros países.

A FBrN, elevando Marcelo Pacheco à vice-presidência, desvalorizou o passaporte.

Como que a INF pode proteger a integridade do passaporte INF? Eu vejo três alternativas:

José Tannus disse que fabricou adesivos para o verso do Passaporte INF, identificando eles como sendo emitidos no Brasil. Isso já oferece uma solução para a INF, que pode notificar as associações naturistas européus, que o passaporte emitido no Brasil deixou de ser um atestado de qualquer coisa, e que daqui em diante podem tratar os portadores do passporte brasileiro, como muitos lojas no Japão tratava os dekassegui: como prováveis ladrões.

A outra alternativa, é para o INF encontrar alguma outra organização para cuidar dos passaportes INF no Brasil. Alguma que reúne não somente os naturistas, mas as requisitos mínimos, não somente da confiança financeira, mas da visão de naturismo como um recreação para todos, e não um fonte de renda para um pequeno grupo.

A FBrN se sento o "dono" da INF no Brasil, como ela se sente o "dono" de naturismo e dos naturistas. Não é nem um nem outro - e não são somente os naturistas que já perderem paciência e esperança e procuram um rumo melhor para o futuro.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Decifrando o código

Quando examinamos a filosofia naturista, prometemos logo tratar do "Código de Ética" da FBrN, com o mesmo rigor. Para lembrar, a conclusão sobre a "filosofia naturista" era de que a palavra "filosofia" não descrevia muito bem do que se tratava, mas era usado para motivos de marketing: pega bem ter uma filosofia, e não somente o hábito de andar sem calças.

Para saber o que é um texto, é bom examinar o nome, que as vezes é uma pista, como "Receita de Guacamole". É bom depois ver o que o texto fala. Se não há menção de abacate, é certeiro de que, ainda que é encabeçada "Receita de Guacamole", que não é. É bom também ver de onde veio - provindo da chef de cuisine da Restaurante Rosa Mexicana, nossos expectativas são outros do que se veio de uma desconhecido.

No caso do desconhecido, poderíamos examinar outros textos da sua autoria, ou levantar um pouco mais sobre sua pessoa. Uma Lei de Proteção Ambiental é pelo nome uma coisa linda; mas se recebemos o projeto de lei do lobista da Liga de Madeireiros e Criadores de Gado, vamos ler com outros olhos.

E ainda, há textos com nomes bonitos, com propostas que parecem perfeitas, vindo de figuras idôneas, que na prática, não dá certo. Podemos imaginar gente em Teresópolis, preocupados com os pobres (ou pelo menos com seus votos) que implementaram uma política de "Moradia Própria Acessível" para abrir as ladeiras para ocupação das camadas populares. Afinal, rico gosta de proteção ambiental, mas também rico já tem onde morar, né?

E se isso parece safadeza, cinqüenta anos atrás os pensadores técnicos e modernos de São Paulo canalizaram os córregos para maior eficiência urbana, e os efeitos daquele pensamento não foram tão diferentes dos efeitos da ocupação das áreas de proteção ambiental de Teresópolis.

Nesta mesma linha, a Folha de S.Paulo de hoje traz a manchete, "Novo Código Florestal amplia risco de desastre".

Por final, há como o texto é aplicado. Vitor Hugo disse que "A lei, na sua imparcialidade majestosa, prone tanto o rico quanto o pobre de roubar pão e dormir sob viadutos". Uma mapa da distribuição da efetiva da polícia de São Paulo mostra que é concentrada não onde há mais homicídios, mas onde há mais roubos de carros. Sustenta a tese de que no Brasil a polícia não é usado para defender a lei, mas de defender os ricos contra os pobres.

Vamos olhar o "Codigo de Ética" da FBrN destes óticas, então.

Atrás dos nomes

Re-lembrando, porque algo é chamado de uma "filosofia" não comprove que é, das mesma maneira de que o fato que alguém foi preso numa "Operação Predador" quer dizer que é um. Os nomes incorretos podem ser inócuas (como "filosofia de naturismo") ou podem ser nocivos, como nestas "operações". Orwell escreveu em "1984" de um mundo em que o Ministério de Paz cuidava de guerra, e o Ministério de Verdade, de mentiras.

O escoteiros tem um "Código de Honra", a FBrN tem uma "Código de Ética". Já em si, é um nome que não permite que seja contra. Ninguém está contra ética, como ninguém quer deixar de "defender crianças". Ou, como vimos em Teresópolis, "dar aos pobres moradia própria, financeiramente e físicamente acessível."

Além de ser bom, um Código de Ética é importante. Se alguém deixou de cumprir as regras de etiqueta, pode ser que comeu a entrada com a garfo de salada. Mas alguém que violou o Código de Ética, fez algo sériamente ruim.

Vamos deixar de lado então a frase "Código de Ética", que distorce o pensamento. Falaremos da Lista de Regras: nome neutro que descreve o que é.

O que o texto diz, mesmo?

A Lista de Regras da FBrN engloba, no total, 15 regras, não todas da mesma importância. Destes, quatro podemos de imediato qualificar como simples regras sanitárias (deixando fora a segunda parte da Regra 11.7, que trataremos separadamente):

II.6 - Deixar lixo em locais inadequados.

II.7 - Provocar danos à Flora e à Fauna, ou à imagem do Naturismo.

II.8 - Satisfazer necessidades fisiológicas em áreas impróprias, ou exceder-se na ingestão de bebidas alcoólicas, causando constrangimento a outros aturistas (sic).

II.9 - Utilizar assentos de uso comum sem a devida proteção higiênica.

Não há nada de especificante naturista em nenhuma destas regras, a não ser II.9 e o fato de que praia naturista tende a ser afastada e primitiva, onde há menos cesto de lixo, e mais fauna e flora.

As regras sobre "respeitar a natureza" servem uma função mercadológico, da mesma maneira que a frase "filosofia naturista". Para quem não é naturista, andar por aí sem roupa parece bastante estranha. O apelo a "natureza", reforça a idéia de que há alguma tese maior atrás disso. Que é conveniente para marketing, mas marketing e ética são assuntos diferentes.

Temos também umas regras que parecem adequadas a qualquer lugar, onde um grupo heterogêneo de pessoas tendem a congregar, repetidamente - regras de boa convivência:

II.3 - Utilizar aparelhos sonoros em volume que possa interferir na tranqüilidade alheia, e ou desrespeitar os horários de silêncio regulamentados.

II.4 - Causar constrangimento pela prática de atitudes inadequadas.

II.5 - Portar-se de forma desrespeitosa ou discriminatória perante outros naturistas ou visitantes.

Destaco regra II.4 pois é tão vago que abrange tudo, ou nada. A não ser que uma cláusula destas é freqüente em regras de condomínios, e tem um sentido definido na prática brasileira.

No capítulo "Falta Grave", há outras regras de boa convivência:

I.2. - Praticar violência física como meio de agressão a outrem.

E há umas regras que coíbem comportamento sexual:

I.1. - Ter comportamento sexualmente ostensivo e/ou praticar atos de caráter sexual ou obscenos nas áreas públicas

II.1 - Concorrer para a discórdia por intermédio de propostas inconvenientes com conotação sexual.

Há algo específico de naturismo, que exige este regras? Tenta isso no Clube de Boliche, ou Clube de Atiradores, e vai ver que rapidez você é expulso. Ainda que, no Clube de Atiradores, outro solução pode estar à mão.

Podemos raciocinar aqui por analogia. O Clube de Atiradores, se tiver uma Lista de Regras, sem dúvida entre eles esta "Nunca transporte armas carregadas", e talvez "não porta armas ostentivamente fora da sala de treino de pontaria".

Regras que obviamente valeriam também no Clube de Boliche ou num área naturista.

O Clube de Atiradores deve atrair sua leva de loucos, que não entendem bem o propósito esportiva. Uma área naturista, também. As manias dos loucos nos dois casos são diferentes. É de esperar que os Atiradores destacam no regulamento o que vai afastar maníacos por armas, e que naturistas destacam o que vai afastar tarados.

Temos então uma categoria de regra que é bom para o geral, mas que merece ser destacado no ramo, ainda que não vale mais nem menos numa área naturista, do que em qualquer outro lugar.

Também estas regras tem sua função de marketing: sua existência, e num documento chamado "Código de Ética", é bom para apontar para gente de fora que poderia imaginar que "área de naturismo" é sinônimo para "orgia".

Relacionado há uma regra com função mercadológico semelhante:

I.4 Portar ou utilizar drogas tóxicas ilegais.

Esta regra serve a mesma utilidade que a proibição contra nudez do regulamento da Liga das Escolas de Samba. As escolas históricamente foram financiados pela contravenção, os banqueiros do jogo do bicho. Quem infringe a moralidade em um área, com freqüência compensa com um pose de rectitude moral em outros. Quando eu trabalhei no ramo (montei a loteria "raspadinha" para Nossa Caixa em São Paulo, e para o CEF nacionalmente), também evitamos ligações com bebidas, sexo, ou qualquer outra coisa divertida.

Chegamos a três regras que podem ser considerados específicas de naturismo (repetindo aquela se "sente na sua toalha"):

II.2 - Fotografar, gravar ou filmar outros naturistas, sem a permissão dos mesmos.

II.9 - Utilizar assentos de uso comum sem a devida proteção higiênica.

II.10 - Apresentar-se vestido em locais e horários exclusivos de nudismo, sendo tolerado às mulheres o topless, durante o período menstrual.

Nada especialmente exótica. Se uma área é de naturismo, pessoas se comportam numa maneira em que talvez não gostaria de der visto fora da área. Assim, a regra contra fotografia.

Voltando ao regra de toalhas, o Clube de Boliche exige sapatos adequadas, para não marcar a pista; o Clube de Golfe proíbe saltos altos no campo, pois gastam um enorme esforço de manter aquilo aveludado, e salto alto faz buracos. Exigir que alguém use uma toalha - ou não use roupa - numa área naturista, não é nada de outro mundo.

Mas também, não é uma "falta de ética" aparecer de roupa num evento naturista, como não é "falta de ética" usar salto alto no gramado. É respeitando uma regra, mas "ética" é outro assunto.

Paciência

Chegamos ao fim do espaço, ou pelo menos ao fim da paciência do autor, e a do leitor presume-se é mais curto ainda. Encontramos régras sanitárias, regras de boa convivência, regrás contra comportamento sexual público para afastar tarados, e três regras de naturismo mesmo.

Há também a regra contra uso de drogas.

Notavelmente, não encontramos aquela regra que proíbe solteiros desacompanhados.

E não encontramos nenhuma regra, de todas estas, que poderia ser bem descrita como sendo uma "regra de ética".

Sobram para considerar no próximo duas cláusulas que destacamos - o de "imagem de naturismo" e aquela de "Causar constrangimento pela prática de atitudes inadequadas" - se alguém saber o que este segunda significa, e se já foi invocada em alguma ocasião, favor comunicar comigo, pelo email ou nos comentários no blog.

Sobra também examinar a maneira em que esta regras são interpretadas, e como penas para violar-las são impostas. E sobram mais duas regras, que merecem ser examinadas com mais cuidado:

I.3. - Utilizar meios fraudulentos para obter vantagem para si ou para terceiros.

I.4. -Causar dano à imagem pública do Naturismo ou das áreas naturistas.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Ontem em Peladistas, hoje na Folha

Ontem falamos do poder de decepção das palavras, citando as duas "Operação Predador" em que a policia prendeu Nelci Rones em Tambaba este dezembro, e três anos atrás, Dr. André Herdy, Fritz Louderback, e suas mulheres.

Hoje, a Folha de São Paulo traz na sua terceira página matéria assinado pelo criminalista Adriano Salles Vanni, "Ilegalidade dos Rótulos da Polícia Federal" (somente para assinantes no site da Folha, mas disponível aqui.) Dr. Adriano nota que:

Rótulos esdrúxulos incutem nas mentes expressões que passam a ser muitas vezes o único elemento da incriminação de supostas quadrilhas.

A representação na mente começa com o vocábulo "operação", que tem sinônimo insosso: cumprimento de mandados judiciais.

Isso apenas inaugura o artifício.

Àquela expressão acrescenta-se outra, depreciativa e infamante, que, adotada pela mídia e pelos julgadores, lança o inimigo ao mais baixo degrau da dignidade humana, associando-o a insetos, a vermes, a répteis e a outros seres repugnantes.

As elucubrações para criação do vocábulo adequado são férteis: operações sanguessugas, gafanhotos, vampiros, chacais, anacondas e lacraias são exemplos. Além desses, inspirados na fauna, estigmatizam também: Pinóquio, Sodoma, piratas, metástase, Al Capone, "longa manus", cara de pau.

 O criminalista ainda comenta o efeito destes rótulos:

Mas por que perdura essa flagrante ilegalidade? Por agraciar com importante bônus os agentes da persecução penal, influenciando juízes e tribunais. Se para um lado há bônus, para o outro, reduzido a verme, resta apenas ônus, o ônus da prova da inocência.

A situação comentado pelo Dr. Adriano Salles Vanni é exatamente aquele vivenciado pelo Nelci Rones, Dr. André Herdy, Fritz Louderback e as outras: um adjetivo proferido em lugar de evidências - e servindo como motivo de prisão.

Sorte e coincidência

Em 2007, a corja da Colina acusou Fritz Louderback e Dr. André de pedofilia, e nós aqui dissemos de imediata que era balela. Escrevi aquela semana para o ombudsman da Folha e outros; semana seguinte procurei o Consulado Americano pedido ajuda para Fritz e Barbara; na véspera de Natal escrevi para Elias Pereira - substituindo para Dr. André na presidência da FBrN - alertando da sinais características de uma farsa policial, e alertando ainda que não importando como terminar o caso, ninguém nunca se orgulharia de abandonar um amigo, na hora de necessidade.

Quando as acusações vierem contra Nelci Rones, nossa resposta aqui foi publica e imediata. Nos assuntos que motivaram a ruptura da Sontata com a FBrN, as correnteza predominante aqui (ainda que o peladismo tolera divergência) era exatamente contra a posição de Rones.

Mas a prisão de inocentes é um assunto de suma importância; a admissão de solterios desacompanhados na praia não é. O que nós divide do Nelci Rones é pequeno, e o que nós une é grande, começando pelo fato que Rones também é filho de Deus.

Mas que identificamos a falsidade das acusações com rapidez no caso Colina do Sol não foi sorte; que acertamos de novo no caso de Rones, não é coincidência. Que nosso análise exposto aqui seja, sem tirar nem por, o que Dr. Adriano expus no maior jornal do país, também não é sorte.

Coragem

Curioso é que jornalista ache que é preciso alguma coragem para dizer que alguém é inocente, sem saber todos os fatos. E se, ao desenrolar dos fatos, o acusado for culpado? E o perigo de ter defendido um culpado?

O oitavo mandamento é "Não levantaras falso testemunho". A presunção de inocência é a pedra fundamental de jurisprudência ocidental. Pensar o melhor dos outros até comprovado o contrário, e ainda esteja disposto a perdoar, é a mensagem central do Testamento Novo.

Defender um culpado não é nem crime nem pecado. Acusar um inocente é ambos.

O que deveria assusta, é o risco de acusar um inocente. O que deveria assustar, é quanto pouco jornalistas se preocupam com a presunção de inocência. O que deveria assustar é o desprezo total para com as evidências e com os fatos, com que a imprensa procede quando um Autoridade faz uma acusação.

Risco baixo em defender

Ademais, o risco é baixo em defender alguém acusado de fazer parte de um "rede internacional de pedofilia". Abuso sexual de menores é um crime que quase sempre acontece dentro dos paredes do lar, cometido por familiares.

Sem entrar num excesso de detalhes, estes casos são quase sempre invenções. O "primeiro rede de pornografia infantil" nos EUA, em Los Angeles em 1973, não tinha ninguém processado por pornografia infantil. O "maior rede" foi uma empresa de Texas que processava cartões por sites adultos. Milhares de freguês foram apontados e presos, mas no maior parte dos deles, seus números dos seus cartões tinham sido roubados e usados à revelia. A página oferecendo pornografia infantil que a polícia mostrou para o juiz, foi desmascarada como uma montagem da próprio polícia. Como no "primeiro", e como no "maior", em quase todos estes casos, os números - ora de 'vítimas', ora do tamanho da freguesia, das receitas financeiras, da quantidade de revistas, fotos ou filmes produzidos - nunca aguentam uma examinação mínima para consistência ou plausabilidade.

Em outras palavras, quando alguém fala que estourou uma "quadra internacional de pedofilia", é uma aposta segura de que ele esteja mentindo. Estatisticamente como moralmente, não é nada arriscado em defender um acusado nestes casos.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Expondo Crianças

Crianças e adolescentes foram barrados da Praia de Tambaba, o maior destino naturista no nordeste do Brasil, depois da prisão cinematográfica de Nelci Rones Pereira Sousas, sob acusações de distribuir fotos pornográficas de crianças que teria abusado. Até agora, não há indício nenhum de que ele distribuiu fotos; as fotos exibidas como troféus não são ilegais; e as crianças entrevistas pela polícia negam abuso.
Primeira praia, olhando do estacionamento. Escada no final

Ainda sem comprovação que alguma crime aconteceu, resta a proibição da entrada de menores. O problema com menores na praia é que eles pode ser vistos, ou que eles podem ver algo? A situação é diferente para crianças do que para adolescentes? Há também a ocorrência de sexo ao ar livre, e que a cidade de Tambaba tirou a administração da praia de Sonata, ONG de que Nelci Rones é diretor e de que já foi presidente. E para entender tudo isso, é preciso entender a extensão física da praia, que tem três zonas distintas.

Crianças podem ser vistas em praia naturista?

O veto aos menores engloba qualquer um com menos de 18 anos, inclusive crianças de colo, para quem um mar de seios a mostra sugeria apenas incontáveis lanches. A proibição contra estes pequeninos é incoerente. Em praia urbana, movimentada, eu já vi crianças pequenas sendo trocadas na praia, sem que elas, seus pais, ou qualquer um por perto se importasse com isso. Na minha última visita para Ceará, passei por uma vila do interior em que houve incontáveis meninos no jardim de casa completamente pelados, ainda que as meninas estavam de calcinha. Já vi aqui em São Paulo meninos pelados em frente das suas casas, especialmente em dias de calor, e me recordo de um pai com um criança pelada nos ombros, em pleno Viaduto de Chá, que arrancou uns sorrisos de pedestres, mas nada além.

Fora das experiências particulares, noto que no Castelo RaTimBum, ainda sendo re-veiculada, há dois indiozinhos que aparecem em lendas indígenas, sem roupas e sem sombras, ângulos de câmera discretos, ou outros artifícios. Os atores tinham uns seis ou oito anos, e um deles foi depois um dos "Chiquitas" na programa de Xuxa, e um pagina de fofocas revela uma seqüela: o apelido "Pingolim Famoso". E não foi Angêlica que apareceu nua, bem pequena, numa propaganda de margarina?

Poderíamos citar exemplos históricos. Gilberto Freyre aponto que nos meados do século retrasado, os filhos do engenho, dos escravos até o herdeiro da casa grande, viviam pelados até seus cinco anos.

Mas basta. Já mostramos que criança pequena ser visto pelada não perturbe em outros lugares do Brasil. Exigir que exatamente em praia de nudismo não pode, seria absurdo.

A atitude da Prefeitura de Conde para com crianças na praia, durante o Congresso Mundial da INF - Federação Internacional de Naturismo em 2008, talvez tratamos outro dia.

Mas o que as crianças podem ver?

A exposição das crianças à nudez adulto poder criar para eles algum empecilho?
Bem, do mesmo sexo, a exposição é corriqueiro em lugares como o vestiário do piscina.

Praia prinicpal de Tambaba, olhando da escada.
E, quando falamos do "vestiário do clube" estamos já mostrando uma ponta de vista da classe média. Quem recebe salário de promotor pode morar em apartamento em que cada criança teu seu quarto, e cada quarto seu banheiro, mas para grande parte da população, especialmente em áreas como o interior de Paraíba, a casa é de um ou duas cômodos, e água encanada é um sonho para o futuro. A comarca em que Conde fica é melhor, mas este progresso foi em grande parte trazido pela fama da Praia de Tambaba, que colocou a cidade na mapa e no roteiro turístico.

Se isso for um perigo que exige a colocação de fiscais do governo, para que criança não veja nudez adulto na praia de nudismo, porque não colocar um fiscal no banheiro de cada casa particular, para evitar que uma criança escova os dentes enquanto o irmão mais velho toma banho? O pai teria que escolher entre prisão de ventre, e prisão?

Os índios brasileiros viviam nús o tempo todo, e não são a única sociedade que deu pouco importância à nudez. O Brasil de classe média para cima tem uma renda que permite mais privacidade, mas o maior virtude do governo que encerra com o ano, é que reconheceu o outro Brasil, onde a grande maioria vive sem este plenitude, sem condições de sustentar certas padrões de consumo - e certas padrões de pudor.

De criança para adolescente

Há um diferença entre criança e adolescente. Caso o leitor seja velho demais para lembra sua adolescência, recomendo "Doze Anos" onde Chico Buarque canta de
   Sair pulando muro
   Olhando fechadura
   E vendo mulher nua

Poucas anos atrás, perto de Canoa Quebrada, um senhor me contou de quando tinha uns oito anos, ele e os amigos gostavam de ir para o praia de nudismo que ficava em frente ao cemitério. Precisavam tirar o calção, mas para ver mulher pelada, não se importavam.

A explosão imobiliário acabou com a praia de nudismo de Canoa Quebrada. O pessoal de Incra me falou que até tentaram lotear o vender o cemitério, com placa espetada onde o ventou tirou a aréia e deixava os pés dos finados expostos: a especulação imobiliário não respeita nem os nús nem os mortos.

Mas adolescente quer ver mulher pelada, e vai ver. Se não puder dar um pulo na praia, vai pular o muro. Meninas não tema a mesma mania, mas muitos já ajudam trocar as fraldas dos irmãos mais novos.

Além das pedras, além da nudez

Mas o que crianças e adolescentes encontram na Praia de Tambaba vai além de nudez. Meus conhecimentos da praia vem do Congresso INF lá em 2008, mas uma rua íngreme desce das falésias, para o estacionamento. No estacionamento e a praia em frente o naturismo é proibido.

Há uma escada que leva até a próxima praia, uma grande meia-lua com uma pousada, onde acontece anualmente o Tambaba Open de Surf Naturista. Na escada há "fiscais" que exigem que as visitas entrem nuas, e parece que proíbem homens solteiros, num afronto à Constituição brasileiro.

No final da meia-lua, há umas pedras grandes, e além delas uma terceira praia, maior ainda. O decreto municipal estabelece a zona naturista até o final desta praia, marcado por um rio.

A prática estabelece esta terceira praia como palco de sexo à céu aberto, e de troca de casais.

Para adolescente, há uma diferença entre revista de mulher pelada e revista de sexo explicito. O turismo trazido pelo naturismo pode ser de pessoas qualificadas, muitos vezes pessoas aposentadas com renda disponível, que preferem não aguentar mais os invernos europeus. Mas o turismo atraido por sexo à ar livre é o turismo sexual, e somente a logística o separa do envio de brasileiros para Europa para atender em domicílio a mesmo mercado.

Coexistência

Claro que crianças pequenas não se soltam dos pais para explorar a zona além das pedras. Enfatizo que a mesma geografia que isola a praia naturista das praias comuns, isola a área de safadeza da área de naturismo familiar. Mas o que vale para crianças da idade em que o mar e as ondas são perigos reais e imediatas, não vale para adolescentes. Que se soltam dos pais, sim.

Além destas pedras, a libertinagem. Fotos:Jornal Olho Nu
Quando os jovens já chegam num idade em que é mais provável que ele salvariam mamãe das ondas, do que vice-versa, e quando podem chegar sozinhos à praia, podem ir além das pedras, e além da conta.

A praia atrai uma turma de surfistas de todos as idades, e eles vão onde estão as ondas, não importando o que mais há: um ponto de surf popular em California tinha o nome de "Shit Pipe" devido ao cano de esgoto da cidade vizinha.

Estes adolescentes podem encontrar tentações? Bem, um cavalheiro distinto cujo nome não preciso citar, já contou para um grande revista de mulher pelada cujo título não preciso citar, que há lugares e idades em que até cabritas apresentam tentações irresistíveis.

Mas o problema em Tambaba não é a segunda praia onde pessoas andam seu roupas, mas a terceira praia onde a libertinagem corre sem restrições.

Antes da prisão

Antes da prisão de Nelci Rones, já em 22 de novembro, a Prefeitura de Conde tinha tomado de volta de Sonata a administração da praia de Tambaba. A praia tem uma certa renda provindo do estacionamento, renda que deu a Ong condições de fiscalizar e excluir solteiros - mas não, aparentemente, "casais liberais" para usar um dos eufemismos.

A exclusão de solteiros fere o turismo. Houve pessoas de Sonata - e incluo Nelci Rones entre eles - que achavam que Sonata deveria administrar a praia pela conveniência e preferência dos sócios de Sonata, e não pelo bem do município de Conde.

Seria bom saber o que motivou a rescisão pela Prefeitura. Será interessante como a prefeitura lida com a proibição de menores - dita temporária - imposta pelo Ministério Público. Sexo ao ar livre e criança não combinam, ainda que a geografia das praias de Tambaba permitia uma certa separação, na minha visita senti uma clima menos não co-existência harmonioso, mas de cessar-fogo.

Há duas saídas. Uma é o retorno das crianças e do naturismo familiar, com a expulsão dos libertinos. Outra é que o veto contra crianças vira permanente, em que caso o naturismo familiar vai abandonar o espaço para os libertinos, e depois do próximo escândalo, à especulação imobiliária, e a praia de Tambaba viraria mais um condomínio fechado.

E assim fecharia a história e o futuro de naturismo no nordeste brasileiro.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Tambaba , entre o diabo e o profundo mar azul

Nelci-Rones, em Tambaba
A prisão de Nelci-Rones Pereira de Sousa, diretor, ex-presidente, e dono de carteira número um da Sontata, que administra - ou agora, administrava - a praia de Tambaba, a mais famosa praia naturista do nordeste do Brasil, mostra de novo quanto naturistas são vulneráveis a este tipo de acusação, e quanto o naturismo organizada carece de preparo - e ainda mais, de vontade - de defender-los nestas horas.

Enquanto Rones está vendo o sol nascer quadrado, no Estado "onde o sol nasce primeiro", vamos tratar logo do "elefante na sala" - Rones é culpado de fazer e comercializar fotos pornográficas e abusar de crianças, ou não?

A imprensa mostra prisão, acusação, afirmações mirabolantes sobre evidências e vítimas. Porém, é preciso lembrar que a imprensa não procura investigar os fatos, mas somente comprovar a acusação. A acusação que sai publicada não é aquela cujos alicerces vão mais fundos, mas aquela que voa mais alto.

Os fatos, nestes reportagens, se sabe pelos buracos - quando o que sai no jornal é uma coisa diferente do que seria, caso houvesse uma acusação real e comprovada. Vamos examinar os que as reportagens afirmam, de maneira quantitativa e qualitativa.

Os 500 Fotos

Quase todos as matérias falam em 500 fotos. Primeiro, o número cru. 500 fotos é 15 rolos de filme; se Rones tirasse 10 fotos por fim de semana, é um ano de fotos. A quantidada não é nenhum exagero. É até baixo: a afirmação é de "100 vítimas", e cinco fotos por sujeito não parece coerente com a tese de comercialização.

O que são as fotos? Terra informa que:

De acordo com informações oficiais, as imagens apreendidas possuiriam "nítida conotação pornográfica", sendo que "os próprios pais permitiam que as crianças e adolescentes fossem fotografadas e o produto publicado". A suspeita é de que seja realizada a comercialização das fotos e de vídeos para sites internacionais.

O Globo fala que "mais de 100 crianças e adolescentes foram fotografados nus pelo acusado".

Como já mostramos aqui, foto de criança nua não é crime. A Folha acabou de publicar mais uns três este domingo, ilustrando reportagem sobre pessoas que na presidência Lula subiram de pobreza para classe "C".

A frase chave aqui é "nítida conotação pornográfica". A diferença entre "pornográfica" e "nítida conotação pornográfica", é a diferença entre uma oceano de água, e uma noção de água. Um promotor nunca, depois uma operação cinematográfica, fala "Não encontramos evidência". Ele fala de "indícios" e "conotações" e "pistas importantes que podem levar ...". E de "conotação".

A tradução de "A suspeita é" nestes casos é "Não foi comprovado".

O Diário de Pernambuco oferece outra descrição, fala que Rones foi "...acusado de utilizar a filosofia naturista para cooptar, recrutar e fotografar crianças nuas, muitas vezes em posições sensuais."

Vamos traduzir. "Muitas vezes em posições sensuais" quer dizer, "Muitas vezes não, e não passava disso."

E há a afirmação de que os pais de 100 crianças permitiram as fotos. Se alguém em Paraíba queira fabricar pornô, não duvido que encontraria um ou outro pai que venderia suas filhas - a prostituição infantil é um problema lamentavelmente endêmico no país. Mas pais de 100 crianças? Numa praia com um número limitado de freqüentadores fieis? Você acredite?

Agora, o assunto de abuso. Lendo as matérias no internet, há uma falta notável de afirmações das próprias crianças de que foram abusadas. Ouvimos - de novo de O Globo - de que "Testemunhas disseram ainda que os menores também eram vítimas de abusos sexuais praticados por Sousa." Que testemunhas são estes, e como eles saberiam?

- São inúmeras as fotografias de crianças que, em tese, primeiramente eram levada para Tambaba, para se customizar a situação naturista. Depois, seguiam para a residência do investigado, onde eram fotografadas e abusadas sexualmente - salienta o promotor. (Promotor de GAECO Octávio Celso Gondim Paulo Neto)

"Em tese" é outra vez, palavra-código para "não foi comprovado".

O Globo termina a matéria com uma das afirmações de sempre, para impor uma pátina de seriedade: "Sousa era investigado havia cinco meses."

Imagine. A policia ouve que alguém está comendo criancinhas, e deixe ele continuar durante cinco meses, e neste tempo todo, não consegue o prender em flagrante. Dá para acreditar? No caso Colina do Sol, a polícia também afirmou que estavam investigando faz seis ou oito meses, e uma leitura do inquérito mostra que isso, também, foi mentira. No caso de Rones, as reportagens dizem que ainda vão investigar se os fotos de Rones sairem em sites. Se não determinaram isso ainda, que diabos estavam fazendo durante cinco meses?

Permissão dos pais

Aspecto interessante é que um dos supostos pecado de Rones era "convencer os pais a deixar seus filhos serem fotografados". Bem, Marcelo Pacheco do site Brasil Naturista, está sendo processado por fotografar crianças sem permissão dos pais. Há outro processo assim pendente contra ele em Pernambuco, no comarca de Carpina, no caminho de Recife para Tambaba. E outro processo do mesmo teor na mesma comarca, contra Celso Rossi.

Se com permissão dá processo, e sem permissão dá processo, parece que não há uma escolha correta.

O antipático sr. Rones

Não sei se eu cheguei a conhecer sr. Rones, quando passei em Tambaba no congresso INF-FNI em 2008, na ilusão de que entre os naturistas encontraria apoio para Dr. André Herdy.

Sr. Rones, até onde eu sei, não fez nenhuma gesto ou palavra de apoio ao Dr. André. Além disso, ouço que ele militava contra homens solteiros e homossexuais na praia. A discriminação contra homossexuais é mais uma manifestação da intolerância ora contra judeus, bruxas, negros, anarquista, comunistas - e agora contra quem é acusado de pedofilia. Alguém que conhece bem o lugar e o homem, disse que ele constantemente fiscalizava o comportamento dos outros na praia, brigando com quem não se encaixava na sua visão rígida de naturismo.

Não conheço Rones, pouco conheço Tambaba. Culpado ou inocente, o homem tem o direto de ser considerado inocente até julgado. A prisão na televisão, com coletivas da Promotoria, já imponha uma condenação na opinião público que nenhum veredito nunca vai apagar. O que foi mostrada das evidências até agora é de fragilidade extrema. Se, eventualmente, encontram provas mais robustas, pode ser que isso condena Rones - mas ainda assim, não inocenta a polícia e o GAECO de ter agido numa maneira criminal agora na prisão espetacular dele.

E a FBrN

A Federação, como qualquer Federação, tem como uma das suas funções principais servir como o voz para o mundo daqueles que reune e representa. A importância da função aumenta num momento de crise.

Mas a FBrN falou não para o mundo, mas para o umbigo, emitindo uma comunicada interna para gerentes de áreas naturistas, afirmando que a prisão do ex-presidente de SONATA não contamina a FBrN.

A afirmação remete aos agentes que fazem revistas, agora bastante íntimas, nos aeroportos dos EUA. Estão sempre de luvas de borracha - que não trocam entre um passageiro e outro. As luvas não estão para proteger o passageiro, mas o agente da sistema: o importante é que nada acontece com ele, se chegar a transmitir chatos entre viajantes, o problema é deles.

A FBrN está blindada contra esta acusação, ela disse. Não se importa com o que acontece com Nelci, como não se importava com o que aconteceu com Dr. André Herdy, e como não se importaria com o que acontece com você, leitor. A Federação não existe para os naturistas, existe para si mesma.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Solteiros em Praias Naturistas: Naturismo é para Todos.

Por James McCoe

Eu tenho acompanhado toda essa polêmica a respeito do acesso de homens solteiros nas praias naturistas. E, sinceramente, eu acho um absurdo sermos excluídos por não termos uma companheira ou uma família para que entremos nesses locais.
Se o naturismo se baseia na liberdade do corpo e, para ser naturista, temos que ser pessoas livres de total preconceito quanto ao fato de estarmos despidos, como podemos sofrer preconceitos das pessoas que partilham o mesmo senso que nós?
O naturismo, no Brasil, em si já é um fator excludente. As pessoas escondem da maioria da sociedade o fato de que vão à locais naturistas. Preconceito contra sua opção perante a sociedade. Então, somos um grupo de clandestinos sociais, pois não somos aceitos pelas outras pessoas ditas "normais". Enquanto a opção de andar despido é vista, pelos olhos da grande massa, como exibicionismo, e isso já causa um grande mal estar em que a pratica, até mesmo vergonha, já nos sentimos excluídos.
Além de forçar homens que não têm família devidamente constituida, nos padrões normais jurídicos e sociais, a alugar uma acompanhante para entrar num local que deveria ser de livre acesso a todos. Isso acaba por gerar um comportamento subversivo da idéia do naturismo. Forçar uma situação em que nos subjeitamos a uma ordem para que a maioria, ou minoria, nos aceite. Isso é hipocrisia.
É macular o ideal de liberdade de ação e de pensamento dos naturistas.Que liberdade é essa que exclui? Que limita? Que obriga as pessoas a forjarem mentiras em prol ao bem estar proprio e dos frequentadores?
Acho que nos, os naturistas solteiros, devemos, sim, nos levantar contra essas regras retrógradas e excludentes que uma minoria, que se acha responsável pela "moralidade e bons costumes" de uma sociedade excluida por si só e por eles mesmos.
Naturismo é para todos. Independente de classe social, raça, cor, religião ou opção sexual. Usemos esse espaço para nos pôr contra esses conceitos discriminatórios.

Visite Naturismo é para Todos. em:
http://nubrasil.ning.com/groups/group/show?id=3604512%3AGroup%3A19580&xg_source=msg_mes_group

domingo, 3 de janeiro de 2010

NUDISMO SOLITÁRIO? por Deley de Acari


O texto que motivou a  reflexão abaixo do Deley esta em http://casaisnudistas.blogspot.com/2009/12/nudismo-solitario.html do Blog Casais Nudistas. 


Por Deley de Acari


É bem instigante essa pergunta já que frequento a praia de abricó e vou lá sempre sozinho. Nenhum amigo ou amiga das minhas relações cotidianas aceitou meu convite pra ir lá... bem... os poucos amigos que aceitaram foi pra ver mulheres nuas ao em vez de desfrutar de uma ambiente sadio onde as pessoas desnudando os corpos estão mais propensas a desnudar as almas e serem amizades mais puras, mais sinceras.... e desconvidei logo que percebi a intenção.
 
Pra pessoas que não tem carro como eu, ir a abricó é uma aventura: quase duas horas de onibus, mais meia hora a pé, sob morro, desce morro... por isso vou pouco, o que não dá pra fazer amizades.
Por outro lado no meio naturista,, criou-se uma verdadeira cultura contra pessoas sozinhas, principalmente se forem homens, e ainda mais se for de meia idade como eu.
 
Geralmente locais naturistas são frequentados por casais, duplas de mulheres, grupos pequenos de amigos que ficam constrangidos e reagentes a aproximação de pessoas estranhas, principalmente homens.
 
As duas vezes que consegui me aproximar de uma casal e de um grupo de tres homens e conversar por mais de vinte minutos, foi com um casal bisexual adepto do swing e  gays a procura de sexo grupal. Eram pessoas inteligentes, sensiveis de boa e agradavel conversa.
Dessas pessoas que gostariamos de conversar horas e horas...
Mas, alí, no momento, procuravam outra coisa, diferente do que eu procuro sempre em abricó: paz, tranquilidade, harmonia e gentilesa... coisas bem diferentes do que vivo no dia á dia agitado e estressante da favela onde moro e trabalho.
 
Acho que é por causa de pessoas que procuram em locais naturistas o que aquelas pessoas porcuraram aquele dia em abricó, que a maioria das pessoas. habituais frequentadoras/es de abricó são avessas e reagem a aproximação de pessoas sozinhas.
 
É importante deixar claro que a direção da anabricó mantem rigido controle de segurança, feito por rapazes educados mas atentos, só que não pode impedir ou vigiar conversas de seus frequentadores, mas age com veemencia quando há qualquer reclamação de assédio.
Naquele momento não me senti assediado, já que não me senti desrepeitado.
Talvez o ocorrido pudesse acontecer noutro lugar qualquer, independente de ser um local maturista. Acho que essas pessoas estavam fazendo o certo no local errado:
qualquer outra pessoa, como novos naturistas por exemplo poderiam interpretar que naturismo é assim mesmo, e ou nunca mais voltar a um local naturista, ou voltar outras vezes, em busca da mesma coisa que aquelas pessoas procuravam.
Nas duas alternativas é óbvio que seriam extremamente negativo, pois o neonaturista estaria achando que naturismo é isso mesmo.
Como cada naturista é também um educador naturista em potencial, estaria ensinado aos não naturistas, de forma errada, o que é naturismo, ou seja, o que nem naturismo é.
 
Os escudos de auto-defesa são tão rigidos que lhes impedem de ver com transparencia e diferenciar as pessoas que procuram pureza das pessoas que buscam sacanagem.
 
Pessoas que frequentam lugares naturistas, apesar das diferenças que possa existir entre elas, de classe, de raça, de sexo, etc... tendem a ter as mesmas opiniões, mesmas afinidades, mesmos gostos, mesmas maneiras de encarar a vida.
 
O lugar naturista que cada um frequentam tenderiam, naturalmente, a ser, não só um ponto de encontro e lazer, mas de conquista de amigas e amigos, mais sinceros, mais leais, mais puros: Uma amiga que fica nua comigo por horas, com a qual fico nu por horas, com certesa será uma amiga com que vestido em qualquer lugar fora do lugar naturista, que vai se sentir a vontade pra desnudar sua alma diante da minha, confiar mais em mim, uma amiga com a qual vou me sentir mais a vontade em desnudar minha alma, confiar mais nela. Isso sem nunca jamais venha existir qualquer coisa entre nós além de pura e sincera amizade... isso vale, também pra todas as amizades que conquistemos no lugar naturista.
Relações de amizades sinceras, puras, leais construidas num lugar naturista com certesa serão assim mesmo também noutros lugares... nos churrascos, em casa pra curtir a amizade, nos teatros, no cinema, nos barzinhos de rodas de chop, todos vestidos, mas mesmo que vestidos, de almas desnudas, que as boas e duradouras e mais sinceras amizades são as que as almas amigas estão sempre sem capuz, sem mascará e sem armaduras de carne e osso,vedendado aos olhos do outro quem relamente somos, desnudos de corpo e principlamente de espirito.
 
deley
 

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Ou vai ou racha

O grupo Graúna, ouvimos, resolveu não participar da eleição da FBrN marcado para 15 de novembro próximo em Praia do Pinho.

Talvez o poeta de Grauna acha que o convocação é "só prosa". Mas Dr. André Herdy se disse "presidente de direto e de fato" da FBrN. De direto e de fato, é. A FBrN é uma associação pública, e o que vale é o que acontece publicamente, e é registrado no cartório público.

A resolução do Graúna, enviado do email do Jorge Bandeira, diz que a atual administração foi "eleito e aclamado". Bem, não sei nem poderia saber - eu estava lá no Mirante do Paraíso, exatamente para assistir a eleição, mas foi conduzido à portas fechadas, desrespeitando não somente a transparência, mas a lei.

Grauna diz que "os atuais ataques" visam "macular o nome de FBrN".

Macular o nome do FBrN? Como? Seria como molhar o mar, ou aquecer o Inferno.

Quando o presidente da FBrN foi preso em 11 de dezembro de 2007, alvo de acusações falsos vindo de "naturistas", a FBrN tirou o dela da reta. Numa reunião irregular, convocada ao que ouvi falar no incentivo do sr. Marcelo Pacheco, amigo dos acusadores, a FBrN jogou seu presidente aos lobos.

Durante treze meses de prisão injusto, fundamentado somente nas mentiras de acusadores "naturistas", e nas fabricações da polícia, a FBrN em nada ajudou.

A prova mais dura contra Dr. André Herdy, até hoje, foi um número da revista Brasil Naturista encontrado e exibido pela polícia.

Um pouco de ajuda - uma explicação da filosofia de naturismo, uma defesa do que seria uma foto naturista - teria sido se ajuda enorme. Não veio isso nem mais nada, em treze meses.
Foi por falta de pedir ajuda? Não foi, não. Sr. Elias Pereira foi procurado por telefone pelo pai de Dr. André, depois da prisão, e nada. Escrevi para sr. Elias na véspera de Natal de 2007, e nada. Fui a empresa dele no Distrito Federal, junto com Cristiano Fedrigo, em maio de 2008, e nada. Fui para a reunião da diretoria da FBrN em julho de 2008 no Mirante, e nada - ainda que fui destratado por este mesmo Marcelo Pacheco, que viu no fato que fui preso em frente do Fórum de Taquara, durante uma manifestação pública das supostas vítimas a favor dos acusados, como algo que me desqualificasse.

Nada, nada, e nada. A FBrN não tinha disposição de defender seu presidente contra ataques dos mais vis. Mas quando este, finalmente livre, deu entrevista para o jornal Olho Nu, veio na hora a defesa - deles e da sua inação.

E os acusadores, recebidos cordialmente pelo FBrN, permitidos para votar e ser votados, até para o conselho de ética, no caso do Marcelo Pacheco! Ainda que ele responde processo por aquele mesmo número da sua revista que a polícia mostrou como uma das provas - e que o tempo mostrou, a única prova, contra dr. André. A FBrN achou que sendo que até aquele momento Pacheco tinha conseguido fugir dos oficial de Justiça, estava tudo bem.

Macular o nome da FBrN seria redundante, e ela própria, com sua covardia infame, já maculou a fama dela própria e de naturismo e uma maneira que toda a água do mar não lavaria, e nem o sol tropical nunca esbranqueceria mais.

Mais o que a FBrN fez desde o golpe contra Dr. André Herdy é somente o começo, o começo do fim. O futuro promete pior, pois há de volta a figura de Celso Rossi.

Do que ouvi, ele é banido de várias áreas naturistas. Tanto a promotoria federal quanto estadual estão atualmente estudando denúncias contra ele para vários das fraudes por ele cometidas na Colina do Sol, conforme decisões de dois juízes. Estudei os documentos públicos sobre o empreendimento Ocara, que engoliu uns R$700 mil do dinheiro dos outros, inclusive R$170 mil do contribuinte, e onde o sócio que mais colocou dinheiro no hotel, e que acumulou documentos comprovando a fraude, amanheceu morto.

Sim, a FBrN permitiu a volta do Celso Rossi, que conforme a Ata da reunião em Tambaba, tem as mesmas idéias antiquadas de sempre, como a discriminação contra solteiros, que resultaram em tantas perdas, inclusive do naturismo organizado em Bahia. E, como sempre, com o olho no dinheiro dos outros.

Celso Rossi não é o fundador da FBrN, cujo tradição data de 1947. E é menos o herdeiro de Luz de Fuego, morto no Rio de Janeiro em 1967, do que de Carlo Ponzi, que morreu no Rio em 1949. Silvio Levy pagou uma pequena fortuna para tirar Celso da Colina do Sol. Achei muito; aprendendo mais sobre a figura, entendi que teria sido barato no preço.

Macular o nome do FBrN? Abandonou um amigo, e na hora de perigo. Só resta saber se a organização seja  apostata ou impostor: se abandonou bons princípios, ou se nunca os teve.

Abandonou os bons, abraçou os maus, e aceitou de volta os piores.

Há na eleição da Praia do Pinho um oportunidade de reverter o quadro antes que seja tarde. A FBrN poderia reconhecer seus pecados, fazer penitência, afastar as influências nefastas que tanto a atrapalhou durante as últimas 20 anos, e procurar um rumo ao futuro.

Se a imagem da FbrN esteja ruim, é porque reflete a realidade. Se esteja preocupada com sua imagem, porque acolher os que já estão na mira da Justiça, e abraçar os verdadeiros criminosos do caso Colina do Sol, contra quem inevitavelmente a Justiça e a imprensa vão se virar? A casa de Luz del Fuego virou a casa da Mãe Joana; a bandeira de igualdade foi trocado por a de exclusão; a liberdade de andar nu pelo libertinagem.

Se a FbrN quiser parecer pura, que limpe a própria casa, que se esforçasse a ser o que já foi meio século atrás, que parasse de servir como testa de ferro de negociatas.

Estão convocados para o Praia do Pinho, em 15 de novembro, as dez horas da manha.

sábado, 12 de setembro de 2009

"Passaporte Naturista" e as áreas públicas.

Ao ler o texto PASSAPORTE NATURISTA USO OBRIGATÓRIO de André Luiz Campos, o grande Roberto Soares, um dos responsáveis pela criação da praia de Massarandupió, fez o comentário abaixo. Roberto Soares deu seu sangue "literalmente" pelo Naturismo e foi hospitalizado por uma invasão violenta de têxteis em Massarandupió há 10 anos. Os invasores bateram, mas saíram perdendo na justiça e na opinião pública.


 

Chamo a atenção para o fato de que se algum clube privado naturista exigir a apresentação de "passaporte naturista" para admissão estará dentro de seu direito; mas em praias e outros locais públicos onde haja a prática da nudez social não se pode exigir coisa alguma de ninguém para estar presente, a não ser o cumprimento dos códigos civil e penal brasileiros, ou seja, não cometer nenhum delito ou crime. Ser ou estar solteiro, assim como não portar tal "passaporte", não podem ser motivos de exclusão. Nem mesmo poderia tecnicamente ser exigida a nudez dos presentes, uma vez que o texto da Lei Gabeira não foi sancionado, mas como estar vestido num local onde o uso e costume é estar nu poderia constituir forma de constrangimento aos demais, tornando-se um atentado ao pudor, pode-se recomendar e pedir a colaboração do visitante neste sentido.

 
 

Não há o que discutir, é a lei e se gostamos de viver numa democracia, respeitando a ética, devemos segui-la.

 
 

Espero que neste verão ninguém venha me exigir tal "passaporte" em praia alguma, nem excluir-me por estar sozinho, pois assim como defendi até com meu sangue o naturismo no Brasil, iria sem dó aos tribunais exigir meus direitos de cidadão.

 
 

Naturalmente,

 
 

Roberto Soares

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

PASSAPORTE NATURISTA USO OBRIGATÓRIO

Por André Luiz Campos


Ao ler sobre e ver este Passaporte Naturista me senti um
estrangeiro em meu próprio país....
Pensei quando tiro um passaporte é porque vou a outro país onde é
obrigatório este tipo de documento para descriminar uma pessoa que
não tem e nacionalidade do país em que se visita... Bem mas os
países do Mercosul não exigem que se transite por eles sem o
Passaporte.
Então pensei quando eu tiro o meu Passaporte eu tenho que levar
declaração de bens, extratos de banco e até mesmo fazer um
requerimento pra ver se posso visitar certos países ou não, mas
sendo naturista e sabendo que quando vou a uma praia OFICIAL DE
NATURISMO eu vou estar sem roupas sem lenço e sem documentos e
principalmente sem PRECONCEITOS.....
Dai pensei melhor e resolvi levar essa discussão para outro lado,
diz a CONSTITUÌÇÃO DO BRASIL que as águas pertencem ao ESTADO,
então as praias não tem dono a não ser o ESTADO BRASILEIRO e por
que devo usar um PASSAPORTE dentro do meu próprio país?
Será que ao me tornar um NATURISTA eu me torno uma pessoa de outra
nação?
Será que abro mão desse país maravilhoso e vou a outro?
Creio que não...
Creio que ao me tornar um NATURISTA eu me tornaria uma pessoa que
quisesse viver em harmonia com a NATUREZA ao NATURAL como vim ao
mundo, do modo como vim ao meu PAÍS.
Mas o mais interessante é que as pessoas cobram ainda mais se a
pessoa for SOLTEIRA, nossa que rótulo é esse, você nasce solteiro
portanto ser solteiro é NATURAL e se casado também mas pelo visto
todo mundo anda se esquecendo disso....
O mais interessante é que a CONSTUTUÍÇÃO DO BRASIL DE 1988 NEM
CITA OU REGULAMENTA OS CLUBES, HÓTEIS,CAMPING E PRAIAS
NATURISTA/NUDISTAS.
Ela regulamenta sim todo as Entidade Filantrópicas seus deveres
e suas obrigações e nem em clubes normais não existe uma
descriminação entre solteiros e casados...
Acho que devo chamá-lo de PASSAPORTE DA VERGONHA.
Vergonha que as pessoas me vejam como sou.....
Vergonha que elas não pensem como eu....
Vergonha que por ser gordo,magro,alto,baixo etc....
Não não pode ser isso creio que o sangue EUROPEU de meus
ancestrais me tornaram um estrangeiro em minha própria pátria..........
Interessante que me lembro de ver uma reportagem que na Alemanha o
nudismo é SIM muito comum e "banalizado" em parques públicos,
piscinas e saunas, será que eles conseguiram o que eu achava ser
utópico?
Será que eles são superiores e tão evoluídos assim?
Bem isto pra mim é que é ser natural poder viver em harmonia,
estar em harmonia naturistas, nudistas e todas as outras pessoas
desfrutando o mesmo espaço cada um respeitando o próximo....
Como sou um Peladista vejo que eles lá também são e não ficam
pedindo pessoas PASSAPORTES e impedindo pessoas solteiras de
desfrutarem do mesmo espaço que os casados e suas famílias....
Ainda bem que nosso País é jovem e tem apenas 500 anos, pois se
tivéssemos a mesma idade de um país como a Alemanha e ainda
mantivéssemos o mesmo pensamento, isto seria deprimente.
Deixo aqui a minha critica a este " PASSAPORTE" e peço que se dê
um voto maior de confiança a este imenso mundo de SOLTEIROS que
querem praticar o NUDISMO/NATURISMO com respeito e esperando serem
respeitados é claro.