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sábado, 17 de março de 2012

E o ventou levou Colina dos Ventos

O Jornal Olho Nu desta mês traz o final da rumoroso caso "Colina dos Ventos". Parece que não somente o caso é extinto, mas também o Colina dos Ventos não é mais naturista, conforme Olho Nu informa.

O dito pelo não-dito



Naturismo é uma conta de fadas, pela notícia. A Colina do Sol saiu da FBrN; o link continua lá no site do FBrN, mas não há menção do FBrN na página da Colina. O link da Colina dos Ventos continua, mas leva para um site "em manutençaão". Da mesma maneira, ouvimos que há um hotel na Colina do Sol, (erguido em terras do clube, com terras que o sócios achem que são deles, hipotecadas para garantir a dívida do hotel.) Mas o Hotel Ocara não aparece no site da Colina do Sol. 

Lembre um pouco da Coreia do Norte, onde um hotel inacabado de 105 andares domina a paisagem, a não ser em fotografias oficiais, onde Photoshop deixe o hotel acabada, ou some com ele por inteiro. Antigamente os estudiosos dos regimes totalitários estudavam cuidadosamente as fotos do palanque nos grandes desfiles, para ver quem estava mais próxima do poder - e quem tinha sumido por completo. 

A mesma técnica é preciso para acompanhar o naturismo brasileiro, onde qualquer notícia que não aceita tingimento cor-de-rosa, simplesmente não aparece. 
O caso Colina dos Ventos

Para relembrar o caso, um hóspede do recém-inaugurada pousada "Colina dos Ventos", perto da praia de Tambaba, reclamou do serviço no pacote de Natal 2009-Revillion. Houve um um assalto à pousada, e depois os hóspedes descobrirem que estavam trancados no lado de dentro do empreendimento. Jornal Olho Nu publicou a carta do naturista, que reproduzimos no blog .

A carta foi seguido por um "direto de resposta" da pousada, para qual nós aqui também demos espaço, como fez Pedro do Olho Nu.  Tudo bem, mas depois veio este processo, agora encerrado, e uma imposição da FBrN:
Urgente para não cair no mesmo erro nosso
Mensagem enviada por Renato Mertens, de São Paulo, SP, retirada por determinação da Presidência da FBrN em 21/01/10

A FBrN respondeu com uma emenda pior que a soneta:
 ...estranhamente, o Sr. Renato não encaminhou sua denúncia diretamente à Federação Brasileira de Naturismo, que é sabidamente a única instituição competente para receber, acompanhar, analisar, apurar e julgar denúncias que envolvam sua filiadas. 

Há mais uns bobagens do Sr. José Antonio Tannus, que começou sua presidência numa eleição conduzido ilegalmente às portas fechadas, sua último momento memorável sendo de palhaço para a imprensa televisiva humorística no ELAN em 2010. Conquistou o respeito que merece.

O golpe já estava em curso

A reposta rápida e emocionada da FBrN tinha que ter uma explicação. A reclamação tocou um nervo, mas qual seria?

Não demorou muito a aparecer a explicação, mas não foi no nordeste brasileiro, mas na Europa. Um daqueles que vive de naturismo, e que tinha procurações por 9 do total de 27 votos no conclave ou conchave que elegeu Tannus, estava tentando vender para naturistas alemães, uma participação na pousada Colina dos Ventos.

Pelo que ouvimos, a proposta era de vender 25% de participação na pousada pela soma de € 100.000: mais ou menos R$250 mil. Alertamos os "hermanos" do outro lado do mar do golpe, com riqueza de detalhes. Parece que a parte à venda tinha sido comprado não com dinheiro mas com uma "nota promissória": garantido por notas de 500 escudos com a tinha fresquinha, óleo de soja, palitos de fósforo, ou algum equivalente.

Pressa excessiva?

A FBrN reclamou da carta no Olho Nu sobre Colina dos Ventos, de que a reclamação tinha sido levado a pública com pressa excessiva. Era excessiva mesmo? Para quem estava pronto para pagar uma reserva antecipadamente, teria chegado em boa hora.

A notícia do golpe em curso motivou a resposta rápida daqui, pois uma vez feito o "investimento", o dinheiro não seria recuperável.

Foi uma decisão acertada? Que a Colina dos Ventos não é mais naturista, é um sinal de que o plano empresarial não era assim tão bom. O mercado de naturismo não é garantia de lucro.  Se um investidor tinha colocado seu dinheiro no empreendimento, teria o perdido.

O plano de Colina dos Ventos talvez foi que nem do Hotel Ocara: vender o empreendimento para otários na fase de sonhos, antes que a realidade aparece. Uns dos mesmos nomes, e seus fantoches, aparecem nas duas negociatas. 


Quem vai investir em naturismo?


Nossa alerta contribuiu para abortar o golpe, como contribuiu a carta no Olho Nu. Algum naturista europeu é € 100.000 mais rico do que teria sido, sem estas alertas.

No outro lado, há um "naturista" brasileiro que é € 100.000 mais pobre, pois não conseguiu passar o mico para frente. Isso é ruim?

Não é ruim, não. Um dia o naturismo vai precisar de investimentos, quando ele se livra dos erros do passado, e virar uma maneira de ganhar dinheiro trabalhando e atendendo o mercado, e não tentando realizar todo o lucro de um empreendimento antes mesmo que as portas abrem. Há a necessidade de que gente séria entrar no ramo, e ainda mais, que os corsários sejam varridos dos mares de naturismo brasileiro, e melhor ainda, que seriam varridos para dentro do xadrez.

segunda-feira, 5 de março de 2012

O naturista deve levar toalha. E mordaça?

Conheci a praia de Abricó fim de semana retrasada, mas não encontrei o nobre Pedro Ribeiro, editor do Jornal Olho Nu, e o fundador, a luz, o verdadeiro Marquês de Abrico.

Porque não encontrei? Porque ele estava em Tambaba, não de passeio, mas respondendo um processo:  uma tentava de amordaçar o Jornal Olho Nu. Os leitores habituais da imprensa naturista vão lembrar que Pedro publicou uma carta sobre a pousada Colina dos Ventos, onde parece que todos os hóspedes que compraram o pacote de ferias do fim do ano, abandonou o lugar antes de Revillion - mas depois de um assalto. Pedro retirou a matéria do site (e nós o publicamos aqui) e tem escrito muito pouco sobre o assunto, mas disse que foi processado pelos responsáveis pela Colina dos Ventos.


Não é para confundir com a outra pousada do mesmo nome funcionando desde 1995 em Fernando de Noronha.


O site do Tribunal de Justiça de Paraíba informa que o processo 041.2010.000.834-5 movido por "POUSADA SUNPLENTY LTDA." , foi "extinto sem julgamento do mérito". Mérito não tinha nenhum: a publicação de uma carta alertando turistas potenciais de um hotel que não atende as exigências mínimas, cabe perfeitamente dentro da liberdade jornalistica.

Recentemente, a Folha de S. Paulo escreveu da despesa e da dificuldade de responder às dezenas de processo movidos contra o jornal, em todos os cantos do pais, pela Igreja Universal. Na época, a advogada do jornal, Dra. Taís Gasparian, comentou isso comigo, quando conversei com ela em frente da igreja católica de Taquara, no meu celular grampeada pela promotora da comarca, Dra. Natália Cagliari.

Matéira no Yahoo ontem fala do jornalista do Pará condenado por ter denunciada o maior grilagem do País, artigo semelhante se encontra aqui, com o título "A censura pela intimidação".

Ambos os artigos falam a mesma coisa: até para a imprensa grande, processos sem mérito servem para tentar calar a boca do jornalista. No caso do grilagem, apesar do registro das terras - maior de vários estados brasileiros, e maior de uns países - foram cancelados, mas o jornalista perdeu o processo. Grilagem assim não se faz se a participação do judiciário, ele disse.

Como então fica para um jornal sem fins lucrativos, com Jornal Olho Nu, que existe devido ao noblesse oblige do Pedro? A despesa de responder um processo destes, o custo de passagens, o atrito causado até por um processo na justiça especial, que demorou no caso dois anos, serve como uma maneira não muito velado de calar um jornalista que desagrada.

Pedro retirou a carta do ar, mas não disse se for devido a um liminar, um simples ameaça, ou uma tentativa de usar o conselho de "ética" da FBrN contra ele. Nós publicamos a carta aqui. (A índice de Blogger está tendo um tremelique no momento, mas depois coloco o link).

Ainda, ouvimos que o motivo de tanto rebuliço, era que a Colina dos Ventos, estava a venda. Aparentemente no mesmo molde que o Hotel Ocara: vende-se o empreendimento na "fase de esperança", antes que a realidade pode murchar o valor.

Ná época, ouvimos de um amigo na Alemanha que uma aproximação foi feito a um clube naturista de lá, e publicamos uma alerta, Colina dos Ventos, clear and present danger, que foi circulado em listas naturistas europeias, e espero que tenho evitado que algum alemão chegasse a sofrer o mesmo destino que Dana Wayne Harbour, que perdeu toda sua poupança no fraude do Hotel Ocara, antes de morrer num "assalto". Pelo menos a Colina dos Ventos continua a venda pelo menos no Internet: quem tiver a paciência para assistir o slide-show pode reconhecer vários dos "suspeitos de sempre".


A Praia de Abricó parecia um lugar sossegado, que funcionava muito bem sem as vários jabuticabas da era vermelho de naturismo brasileiro, como a proibição de solteiros desacompanhados. Ainda não sofreu da atual onda de acusações falsas de pedofilia que viraram praxe na politicagem naturista, e que continuará parte até que algum acusador seja preso por denúncia caluniosa.

Vi no Abricó o que é essencial, e o que é dispensável, para o naturismo. A FBrN e suas regras homofóbicas, sua "conselho de ética" de paus-mandados, sua pequeno bando de gente que enriquece vendendo castelos nas nuvens antes que o vento soprar - são dispensáveis. Os naturistas que recebem novatos sem se preocupar em como os separar do seu dinheiro, que contribuem para naturismo que vez de exigir que ele os sustenta, que vejam a ética como guia e não como chicote - estes são essenciais.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Uma colher de chá, uma pá de cal

No Congrenat, encontrei um número surpreendente de leitores. Os que gostam, falam diretamente. Os que não gostam, da forma velada. Perdi muitos destes encontros informais por ter chegado somente sábado ao meio dia, mas tinha outros compromissos (algo inesperado no caso Gol 1907/Legacy) que me detiverem em São Paulo.

Normalmente aqui, relatamos fatos, obtidos em entrevistas ou pelo estudo de documentos. É chamado jornalismo, e o repórter que se acha notícia não entende o seu ofício.

Ainda assim, houve tantas referências ao blog (nunca por nome) durante as sessões oficiais, e tantos boatos e questionamentos sobre o que eu faria, ou com quem eu falei, que talvez seria melhor esclarecer estes assuntos já.

Era esperado por uns (e temido por outros) que eu falasse na assembléia. Houve quem estava a favor, e quem - sr Tannus sendo um - que estava contra.

Mas eu costumo me expressar pelo blog, onde posso comprovar com documentos. Também, assistir a eleição de srs. João Olavo Paz Roses, Etacir Manske e Marcelo Pacheco tinha o mesmo fascínio de assistir um desastre ferroviária. Se a FBrN está disposta a cometer suicídio institucional, o que eu tenho contra isso? Nunca me ajudou, e fez o que puder para me atrapalhar. Não fiz questão de falar. Se tivesse imprensa lá, teria falado.

A elevação destes três aos altos cargos da FBrN não os enaltece. Em vez disso, sela o destino da FBrN. Quando Sr. João Olavo começou sua ascendência no CNCS, tinha 60 residentes permanentes, ano passado a administração dele (Etacir é fantoche) tinha reduzido este total para menos de 10. Vai repetir o feito no FBrN.

Dos outros boatos:

"Que eu me reuni para uma conversa com Etacir Manske e Marcelo Pacheco sábado a noite". Isso é falso. Eles estavam no bar Capop ao mesmo tempo que eu, mas é o único bar do local. Não falei com eles; não tinha nem tenho interesse em falar com eles.

Eu tenho, realmente, duas perguntas para Marcelo Pacheco:
  • Você tem ou tinha participação financeira na Colina dos Ventos? 
  • No que endereço um oficial de Justiça pode lhe citar? 
Mas duvido que receberia respostas.

"Que eu tenho uma desavença pessoal com Marcelo Pacheco". Isso parece é corrente faz uns tempo, sem eu saber. Eu tenho pouco interesse em Marcelo Pacheco e sua revista de gente pelada. A revista não é uma fonte de informação. O novo formato menor mira o público alvo: assim fica mais fácil de ler com uma mão, e de esconder debaixo da colchão. Jornalismo não é.

"Que tenho coragem de peitar este pessoal".

Como? Minha área é crimes de imprensa; pela natureza a tendência é lidar com gente de peso, ou da pesada. Senador Magno Malta me conhece pela cara e pelo prenome - e não me gosta. A última vez que me levantei para falar numa reunião pública, peitei o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo em frente de duas equipes de televisão, e o deixei amarelado. Como vou ter medo desta gentalha desnuda?


Meu passaporte naturista

Apesar da faltar de consenso sobre o Passaporte Naturista, alguém tinha bastante interesse no meu. Enquanto questionavam se eu deveria ser permitido a palavra (que tenho aqui, obrigado) um dos tentativas de me barrar era dizer que não tinha passaporte naturista. . Depois da reunião, o gerente do complexo Praia do Pinho pediu para ver meu passaporte (que já tinha apresentado na recepção). Deixei ver, sem saber que era para ver o número do selo, para ver em quem poderiam encher o saco, por ter me vendido. 

Vamos passar para os outros assuntos que tocam diretamente o blog. Temos outras items de maior interesse - o que mais José Wagner falou de educação e Tambaba, e o plano - hiláriamente mal-concebido - de Tannus e João Olavo de lidar com a ameaça à praia. 


Um destaque do apresentação de contas de Sr. José Tannus, foi enfatizar que certos elementos no Internet "interpretaram muito mal" o reconhecimento pela sua administração de uma dívida de acima de R$100 mil com Elias Perreirai. Não é nada disso, ele afirmou: ele pediu o que gastou para poder fazer um planejamento financeira, que "passou uma linha por baixo",  ficando o balanço o saldo em caixa, de R$21,60.

O esclarecimento é útil, mas fica nossa afirmação de que um reconhecimento de uma dívida não pago, pode ser aproveitado calculando impostos.

Sr. João Olavo Roses fez duas referência interessantes, no final da sua oração eleitoral, em que ele afirmou que "no Brasil há promotores e juízes", para quem fala mal dos outros. Era uma atentado contra a liberdade de imprensa, como nem o episódio da censura de Jornal Olho Nu.  Ouvimos que quando sua candidatura para o conselho de Colina do Sol foi impugnado, ele também ameaçou chamara a Justiça. Reflexo? Hábito? Birra?

Também, sobre a prisão de Nelci Rones, sr. João Olavo informou que tinha poucos fontes de informações, como "um blog pouco confiável".

Fascinantes, este colocação. Fui aconselhado a comprar meu passagem de ônibus com antecedência, pois a Praia do Pinho avisou que haveria 2.000 pessoas no evento. O pessoal da recepção, porém, me avisou que o movimento era abaixo do normal. Mas aposto que www.pelados.com.br vai continuar falando em 2.000.

Sobre os passaporte INF, que sr. Pacheco disse no Congrenat é "para angariar fundos", sua revista fala  que "O Passaporte INF pode ser considerado a "carteira de indentidade" do naturista ..." (há mais abobrinhas para quem quer pagar).

Numa certa hora alguém da mesa - Etacir Manske, que não me engano - falou que o evento Elan era "para ajudar nossos irmãos latino-americanos".  O evento trouxe dois chilenos e um uruguaio, ou vice-versa.  Ninguém piscou com a afirmação.

E aqui somos "pouco confiáveis?"

Passaport INF é para angariar fundos

É de uma certa forma poética que a Praia do Pinho, onde o FBrN foi fundado, seja também onde foi afundado. Lembrando sempre que o FBrN tem pouco relevância para o naturista, da mesma forma que é somente um incidente no histórico de naturismo organizado; que tinha seus grupos antes do Partido Naturista Brasileira, como tinha várias depois. E como terá outros depois da FBrN.

Os solteiros e os selos da INF

A conversa dos selos da INF - para que servem? - pelo atitude dos participantes, já foi encenada vários vezes. O assunto no Brasil é sempre ligado à questão de solteiros.

José Wagner me falou, depois do reunião, que um dos motivos que ele se desligou do grupo Sonata é exatamente este questão, a "... falta de respeito aos solteiros, desquitados, viúvos, ou qualquer outro tipo.  "Sou desquitado. Como posso dirigir um entidade que me discrimina?"

Franco, o viúvo de Miriam, observou que aqui no Brasil o solteiro é muito discriminado no naturismo, e perguntou, "Minha esposa morreu - eu não sou mais naturista?"

A debate foi um pouco difícil seguir no começo, até lembrar que a FBrN não representa a ponta de vista do naturista, mas das associações e empresas do qual é uma federação. Veja por exemplo a questão sobre se o selo deve ser obrigatório ou não. Fiquei um pouco perdido, tentando entender se era obrigatório um naturistas apresentar passaporte com o selo do ano para entrar numa área naturista, ou se era obrigatório uma área federada admitir um naturista com passaporte e selo em dia.

Não era nem um nem outra. Era questão financeira. As associações devem obrigar suas associados a comprar selos? Foi montando um grupo de trabalho, com representantes de todos as pontas de vistas - de entidades. Nenhuma, com o ponto de vista do naturista comum, que talvez pretende viajar pelo país, e quer que chegando numa área naturista que não seja seu habitual, que seja aceito como naturista.

O selo era vista como uma maneira de tirar dinheiro da manada, e só. Seria um imposto. E o que o naturista leva em troca? Pelo jeito, nada.

A Renata Freira da NIP teve uma outra perspectiva; "é preciso saber quantos que somos". Os números, ela creia, daria mais força política.

Nisso, duvido. Se juntava todos os naturistas do país que estariam dispostos a comprara um passaporte - ou até receber grátis - não encheria um culto de um grande templo evangélico. O abaixo-assinado online que atraiu miseráveis mil assinaturas em apoio de Tambaba mostra não a força, mas a fraqueza.

Áreas privadas 

A obrigatoriedade de áreas privadas aceitar o passaporte naturista foi negado por vários. Foi Tannus, se não me engano, que diz que "Não é nenhum despropósito exigir que alguém liga antes. É como alguém chega na minha casa, com carteira dizendo que é deputado ou juiz. Eu não precisa o admitir por isso."

É uma mostra da natureza bastante artesanal do naturismo brasileiro. Um grupo de uma dúzia que se reúne nas casas dos membros, é uma situação. Um área como Praia do Pinho ou Colina do Sol, que tem uma certa tamanho (ainda que no caso da Colina muito do lugar pertence ao alheio, o o restante é penhorado) deveria seguir a regra de qualquer outra acomodação pública. A idéia de que porque é propriedade particular,  pode discriminar, é errado.

Praia pública, é pública


Marcelo Pacheco, do portal www.pelados.com.br, apontou que é ilegal barrar a entrada de qualquer um numa praia pública. Não se pode exigir que portasse passaporte naturista, nem que tirasse a roupa. A barreira na praia do Pinho, ele disse, é ilegal; a lei municipal que proíbe solteiros em Tambaba, é inconstitucional.

Atestado?

A questão do passaporte como "atestado de bons antecedentes" teve pessoas nos dois lados. Sr. Arnaldo Soares do Mirante do Paraiso, aparente entende que é: então não emite, para não ser responsabilizado pelo comportamento posterior. Sr. Tannus disse que quer dizer que não é atestado, não quer dizer que não é critéria.

Sr. Franco deu o ponto de visto europeu. "Passaporte é garantia de naturista, conforme a INF. No mundo, é."

"É para ganhar dinheiro"

Sr. Marcelo Pacheco, que disse que vende 300 selos por ano, disse que , "O passaporte não é atestado de antecendentes. É para angariar fundos. Todos tem o direito de ter."

Deu depois a analogia que, "Todos podem tira um passaporte, mas isso não quer dizer que podem exigir entrar nos Estados Unidos. É preciso um visto."

"Brasil Naturista vendeu 300 passaports. Eu represento aqui 300 pessoas que contribuíram".

Há pouco que se pode admirar no Marcelo Pacheco, mas pelo menos ele foi direto e sem complicações. Para ele, o passaporte naturista é simplesmente algo que se vende por dinheiro, e pronto.

As alternativas do INF

Aqui, se veja como que o FBrN se distanciou da realidade. Ela encara o passaporte INF como algo que ela tem, sobre qual ela pode dispor como quiser.

Não é. É um documento mundial, que tem um valor, que se deriva do fato que é há critérios para sua emissão no mundo inteiro. Com o passaporte INF, o naturista pode viajar, sabendo que será reconhecido como naturista pelos seus irmãos de outros países.

A FBrN, elevando Marcelo Pacheco à vice-presidência, desvalorizou o passaporte.

Como que a INF pode proteger a integridade do passaporte INF? Eu vejo três alternativas:

José Tannus disse que fabricou adesivos para o verso do Passaporte INF, identificando eles como sendo emitidos no Brasil. Isso já oferece uma solução para a INF, que pode notificar as associações naturistas européus, que o passaporte emitido no Brasil deixou de ser um atestado de qualquer coisa, e que daqui em diante podem tratar os portadores do passporte brasileiro, como muitos lojas no Japão tratava os dekasseguicomo prováveis ladrões.

A outra alternativa, é para o INF encontrar alguma outra organização para cuidar dos passaportes INF no Brasil. Alguma que reúne não somente os naturistas, mas as requisitos mínimos, não somente da confiança financeira, mas da visão de naturismo como um recreação para todos, e não um fonte de renda para um pequeno grupo.

A FBrN se sento o "dono" da INF no Brasil, como ela se sente o "dono" de naturismo e dos naturistas. Não é nem um nem outro - e não são somente os naturistas que já perderem paciência e esperança e procuram um rumo melhor para o futuro.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A união e a força

A FBrN ganhou seu Atestado de Inutilidade Pública quando se bateu em retirada no caso de Nelci Rones em Tambaba. A incapacidade de defender um naturista preso basicamente por ser naturista, se junta à incapacidade gerencial demonstrada no Congresso da INF na mesma Tambaba; e à censura do Jornal Olho Nu no caso Colina dos Ventos.

Para nem falar de como no caso Colina do Sol a FBrN abandonou quatro naturista inclusive até seu presidente, Dr. André Herdy, e depois ainda abraçou efusivamente a corja da Colina de quem partiu as falsas acusações.

Encontrei vários brasileiros, pessoas boas, que já participaram de naturismo organizado -- e não participam mais. Tantos foram os dissabores que aguentaram, que simplesmente se retiraram do meio. Eles se fizerem a pergunta clássica - "Estou melhor com ela ou sem ela?" e a resposta era, sem.

O caso Nelci Rones, com seus reflexos imediatos no banimento de naturismo familiar de Tambaba, foi para muitos a gota d'agua. Já passou da hora, dizem, para uma Associação que defende os naturistas. Que os representa, mas principalmente, os defende.

Contra isso, há gente pregando "a união", e também "a continuidade". Hoje olhamos o primeiro assunto, unidade. Depois, a continuidade, e a questão de interesses comerciais, e da defesa possível.

A emblema de autoridade dos pretores romanos era uma fasces, como carregado pelo jovem naturista ao lado. Os vários paus amarrados mostram que um sozinho é facilmente quebrado, mas unidos são fortes. O machado no meio simboliza a força.

É um símbolo de Justiça largamente usado pelo mundo; na estátua de Lincoln no Memorial em Washington, os braços da cadeira em que o grande homem está sentado, são lavrados com foices.

Mas também era o símbolo, e deu seu nome, ao fascismo italiano.

Os símbolos da união, e a palavra, são usados para legitimar noções completamente divergentes.

A unidade que abrange

Nada tenho contra a unidade - afinal, estou escrevendo no próprio blog de Peladistas Unidos, espaço este fundado por Ariana Boss, onde reina a pluralidade de opiniões, uma guarda-chuva (ou talvez melhor, guarda-sol) que abrange pontos de vista opostas, em cordialidade.

Abrange a pluralidade de opiniões, e a totalidade de informações. Joaquim cuida de postar na lista "Peladistas Unidos" todas as notícias, e não somente as que agradam ou apóiam um visão específica. Ou as que pintam um retrato de naturismo somente em tons de cor-de-rosa.

É interesses em comum que fazem um comunidade, mas interesses comuns não implicam na necessidade de uma ponta de vista única. Caminhamos na mesma direção, mas podemos discordar sobre a percurso a ser seguido. Mas vendo todos as informações e várias opiniões, podemos fazer a escolha melhor.

A unidade que se imponha

No meio da fasces, há o machado - simbolizando a força. Afinal, a união de todos dá a autoridade de disciplinar, não é?

O fascismo colocou o Estado acima do indivíduo. Qualquer fanaticismo é assim: a igreja que queima o herege em praça publica; a guerrilha que executa os companheiros que divergem a linha ideológica (que é sempre bastante estreita); a sociedade que marginaliza quem tem o cor de pele errada, ou o sotaque de classe baixa, ou não use as roupas de moda (ou qualquer roupa).

Não sou naturista: minha área de interesse é crimes de imprensa, e o caso Colina do Sol é um dos maiores do Brasil. Uma coisa que estranhei do naturismo brasileira, é a ênfase em exclusão. Uma vez um grupo naturista se forma, o primeiro assunto é: quem podemos excluir? Solteiros, quem dorme com a esposa de outro homem, ou quem dorme com outro homem mesmo? Quem esta abaixo de 18? Que tal quem está abaixo de 1m50? O naturismo brasileiro, na minha experiência, gasta muito mais esforço restringindo e expulsando do que recrutando e acolhendo.

Não é nenhum mistério porque naturismo engatinha no Brasil enquanto cresce em disparada em outros regiões do globo.

Como diferenciar?

Geralmente dá para diferenciar quem procura a união como meio de chegar a algum objetivo comum: vamos nós defender, vamos compartilhar experiências, vamos tentar proteção em lei. Quem quer união só para ter união, geralmente está realmente dizendo "faz as coisas da minha maneira, pois aqui sou eu que mando."

A fasces simboliza tanto a força que um pau ganha se unindo aos outros, quanto à autoridade ao qual este se submete quando faz parte da comunidade - qual força a pau teme mais que o machado?

Mas no caso de Nelci Rones, e no caso Colina do Sol, a FBrN não mostrou a força da união. Mostrou, "a encrenca é sua, e vou cuidar da minha vida". A "união" da FBrN não protege os paus contra as ameaças de fora.

O machado está protegido, ali no meio dos paus. E como Jornal Olho Nu descobriu, o machado não hesita em mostrar quem é pau e quem é machado.

A fasces simboliza o contrato social, a união e a força. A FBrN promete a união, e exercita somente a força. Estamos melhores com ela, ou sem ela?

terça-feira, 4 de maio de 2010

Colina dos Ventos, clear and present danger

We've heard a rumor that European naturists are being offered the opportunity to "invest" in the Colina dos Ventos resort hotel near Tambaba Beach in Paraíba, Brazil.

Given the details we've heard, be warned: putting your money into Colina dos Ventos through this proposed deal is very much like putting your hand into a meat-grinder.

Normally we don't comment on rumors until they are confirmed. But if we wait for the news that some unsuspecting foreigner has already put up money, that money will be gone and unrecoverable. To remain silent in the face of clear and present danger is unconscionable.

The rumor

The rumor that has reached us is that a German naturist club was offered a 25% participation in Colina dos Ventos, for the sum of €100,000 (one hundred thousand euros). The offer was supposedly made by Mr. Marcelo Pacheco, who we were told claimed he had purchased 50% of Colina dos Ventos, and was looking to sell half of his stake.

Pacheco's 50% stake in Colina dos Ventos had, supposedly, been purchased by him with a promissory note from Mr. Celso Rossi, this note backed by a legal judgment that the Clube Naturista Colina do Sol won against the SBT Television network, in the sum of R$1,000,000. With interest and correction for inflation, that amounted as of last September to R$6.131.968,45, over two and a half million euros. 

Mr. Celso Rossi was to act, in some manner not fully made clear, as "escrow agent".

Besides being an investment, the German club was told, its members would be able to find year-round sun at Colina dos Ventos, including during the winter months when outdoor naturism is impossible in northern Europe. Colina dos Ventos is near two international airports, and six hours by air from Europe.

The Mutual Admiration Society

Someone who has been approached to invest, may feel he ought to disregard this post. After all, both FBrN and Brasil Naturista speak so well of Colina dos Ventos.

Indeed they do. And both Brasil Naturista and Colina dos Ventos speak well of the FBrN; and of course both Colina dos Ventos and the FBrN speak well of Brasil Naturista.

It's a mutual admiration society, and it's the same people with different hats: Pacheco is the editor of Brasil Naturista, sits irregularly on the FBrN's "Ethics Council", and is the guy asking for your good money in exchange for his kited stock. Before the Internet, Celso Rossi published the predecessor to Brasil Naturista, called Naturis; his Naturis company operated the Colina do Sol naturista area; and Rossiwas president of the FBrN, successor to previous Brazilian naturist organizations. Gullible foreigners were presented with a picture of all Brazilian naturists dancing in harmony, and naively threw their money down the rathole of Colina do Sol.

Now, the Internet exists, breaking the circle of mutual admiration. Various of Celso Rossi's enterprises required that papers be filed in assorted government offices, and we have rooted them out and brought them to the light of day, here and in www.calunia.com.br.

Why should anyone distrust the Colina dos Vendos offer? 

Two names stand out as immediate warnings: Celso Rossi and his cat's-paw, Marcelo Pacheco. Mr. Rossi's history of business deals with foreign investors does not inspire confidence; those of his investors not already naturists by conviction become so by necessity, having lost their pants. One, American Dana Wayne Harbour, lost not only his money but his life.

Both Rossi and Pacheco have a documented history of avoiding process servers. Mr. Rossi has been sought since 2003 in lawsuit 0000107-42.2003.8.17.0470 in Carpina, Pernambuco, not far from Colina dos Ventos, for asking damages for his having put pictures of naked children in the magazine he published, and selling them. Mr. Pacheco has been sought in similar cases, and is equally elusive when sought by process servers.

Left holding the bag?

The shares that Mr. Pacheco is offering for sale, were purchased with a promissory note. The potential investor is invited to consider his position, if the promissory note is not paid. The investor will be out his money, and the owner of Colina dos Ventos from whom Pacheco's shares were purchased, will not have been paid. If the owner has any sense he would declare the shares he wasn't paid for null, and tell the foreigner to see Pacheco in the Brazilian courts. Which are described below.

The potential investor, blinded by tropical sun and lulled by tropical sea, may think that this is an unnecessary worry. After all, the note is secured by a legal judgment against a solid TV network, in a sum more than ten times that of the face value of the note. What's to worry?

Plenty, in fact.

The SBT judgment

The SBT judgment is quite real. It is also under appeal. It took four years for the trial court to reach a verdict, and appeals may take as much or longer. The usual tendency is for such verdicts to be reduced on appeal. Also, the award was based on perjured testimony, and SBT can use that to ask that the judgment be set aside altogether. The SBT money is not a bird in the hand, but one very much on the wing.

Besides not being final, there is the significant fact that it's not Celso Rossi's money. He has as much right to issue promissory notes backed by the SBT judgment to CNCS, as I have to issue notes backed by the British Crown Jewels.

Celso Rossi and his family sold nearly all their interest in Colina do Sol on the last day of 2004, to Silvio Levy. The suit against SBT was brought nearly a year later. Nothing in the bill of sale retains any rights to possible future judgments. Celso's children retain some interest, but there is considerable doubt on that; the shares are numbered and all those they retained are among the shares issued in a deal later annulled by the courts.

The debts of Celso Rossi

Even if Mr. Rossi were to get some of the SBT money, at some distant date, there is a long line of people with claims against him.

There is public bank BRDE, which made a loan to Celso's last naturist enterprise, the Hotel Ocara, which Celso cosigned for. Celso lost interest in doing his part and managing the project once he could no longer lure investors, few payments were made, and the debt is now over €150,000. He also gave the bank a mortgage on a plot of land on which he claimed the hotel was situated (it's not) and the bank has put a lien on that, and is collecting from Mr. Rossi and his ex-wife. The bank, or others, may well have first claim on any money that may come to Mr. Rossi.

Eldorado Pelado - Naked Eldorado

Once cannot criticize Mr. Celso Rossi  for the size of his dreams, or the size of his promises. It is however instructive to compare the vision he sold of the Hotel Ocara and Colina do Sol in 2004, with the present reality. His dreams may command our admiration, but they should not receive our savings.

I do know know exactly what has been promised to potential investors in Colina dos Ventos, but am confident the ideas have been recycled, and suspect the text has, as well. Anyone considering parting with their money should think very carefully about the man's previous enterprise, before financing his next.

The financial projections he offered to BRDE  bank are available, and I have analyzed them. The analysis is in Portuguese. If the reader cannot follow financial information in Portuguese, he should ask himself whether he ought to put his money in something he can't understand. (Some Latin phrases may be understandable, such as concilium fraudis.) If that does not give pause, consider that I got the papers from the bank's lawsuit to collect the loan.  That should be all one needs to know about a Celso Rossi project. Do you really want to ever be in a position to need to learn more?


Mr. Rossi has often presented his Colina do Sol enterprise as being of vast value. I attempted to calculate the worth of the place last year, using the usual procedures for such things, and came up with a number vastly lower than that waved about by Mr. Rossi. I did notice that declaration of the net worth of the company owning the Ocara Hotel, presented to BRDE Bank on Nov 19, 2003, was signed by the accountant, but the space where the "responsible for Ocara" should have signed, was carefully left blank Equally, a declaration that Colina was worth several million which Celso supplied to the Taquara Labor Court, was signed by a local real-estate agent - and, again, not by Celso Rossi.

Getting someone else to sign pieces of paper that say things that aren't true might be a strategy to avoid prosecution for fraud. If you are looking into Colina dos Ventos,  and are offered papers which are signed by people other than those you'd expect, be wary, and in turn don't sign papers, especially cheques.  

Bank Loans

When Brasil Naturista began to carry glowing reports of Colina dos Ventos, it seemed clear that something was in the wind, and the sort of thing it's better to be upwind of. I had guessed that it would be an assault on the public purse, along the lines of the BRDE loan to Ocara.

That Marcelo Pacheco may be enticing foreigners to give him money for stock he bought with an IOU, doesn't mean that some plan is not also moving forward in parallel to float an unpayable loan. If the bank takes Colina dos Ventos before the mirage of the SBT money evaporates, the former owner of Ventos might well not kick: at that point whoever gave Pacheco money would have not half the assets, but half the liabilities. Easier to part with.

Legal recourse

A potential investor who has read this far, may well be thinking, "Ah, but if I'm cheated, I just go to court." The SBT indemnity took four years already, and it's far from being paid. In one of the cases against Celso Rossi and Marcelo Pacheco, one of the plaintiffs died before papers were ever served formally notifying the pair of the suit. And Brazilian law is odd. Even what would elsewhere be a rock solid guarantee, such as a first mortgage on the land, or even a properly registered deed,  might be superseded by prior - or posterior - suits for unpaid wages or other obligations under labor law, perhaps even prior debts of other part owners. Assets that former owners had sold, might be clawed back. Under what circumstances can this happen?  I don't know the answer, I'm not a lawyer. But the reader should consider that if he didn't even know the question, he should not be considering putting his money into Brazil. And certainly not into the hands of Marcelo Pacheco and Celso Rossi.

The Belgian with the beach

If you truly want to put money into Brazil, read this site: http://www.myhouseinparadise.com/, see the list of guarantees he offers, and ask Colina dos Ventos about the same issues of land registration, freehold, etc. No, it's not naturist, but the article on the place that ran in Brazil's largest newspaper, the Folha de S. Paulo, on 26/12/2009, was illustrated with a photo of a naked child running on the beach, free and unconcerned. Which you won't be, if you give Marcelo Pacheco your money.

sábado, 1 de maio de 2010

Código de Ética

Código de Ética

  • 1 abacate
  • 2 dentes de alho amassados
  • 2 tomates picados, sem pele, sem sementes
  • 1/2 cebola picada
  • 1 colher de sopa de coentro picado
  • quanto baste de pimenta malagueta
  • 4 colheres de sopa de suco de limão
  • quanto baste de sal

Amasse o abacate, misture os demais ingredientes. Coloque na geladeira por pelo menos uma hora antes de servir com salgadinhos de pacote ou torradinhas.


Código de Ética


As condutas abaixo relacionadas, com grau de intensidade examinado pelos Conselhos Deliberativos dos Clubes, em primeira instância, e pelo Conselho Maior da FBrN, em segunda e última instância, são motivos para expulsão de seus agentes dos quadros sociais e das áreas naturistas regidas pelas entidades filiadas à FBrN.

I.1. - Ter comportamento sexualmente ostensivo e/ou praticar atos de caráter sexual ou obscenos nas áreas públicas.

I.2. - Praticar violência física como meio de agressão a outrem.

I.3. - Utilizar meios fraudulentos para obter vantagem para si ou para terceiros.

I.4. - Portar ou utilizar drogas tóxicas ilegais.

I.5. - Causar dano à imagem pública do Naturismo ou das áreas naturistas.

[...]
II.3 - Utilizar aparelhos sonoros em volume que possa interferir na tranqüilidade alheia, e ou desrespeitar os horários de silêncio regulamentados.

II.4 - Causar constrangimento pela prática de atitudes inadequadas.

II.5 - Portar-se de forma desrespeitosa ou discriminatória perante outros naturistas ou visitantes.

II.6 - Deixar lixo em locais inadequados.

II.9 - Utilizar assentos de uso comum sem a devida proteção higiênica.

[...]

II.10 - Apresentar-se vestido em locais e horários exclusivos de nudismo, sendo tolerado às mulheres o topless, durante o período menstrual.

Uns leitores já estão começando escrever comentários, apontando um erro do blog, achando que o primeiro item acima não seja um Código de Ética.

Claro que é. Afinal, não há "Código de Ética" escrito acima dele?

Isso lembra uma velha pegadinha. Quantas pernas um cachorro tem, se chamássemos o rabo de perna? A resposta, é claro, é quatro: chamando o rabo de perna não faz que ele seja uma perna.

Mas a segunda receita não seria mais um "código de ética" do que a primeira? Não é algo muito diferente? Nem tanto, como vemos abaixo.

A importância de nomes

Levantamos o assunto aqui, porque certas palavras - e.g. "honra", "ética", "soberania" - são usados para dar dotar algo com peso indevido. Item II.9, "Colocar uma toalha antes de sentar" é uma regra de etiqueta, não de ética. E item II.10 é nada mais do que o "eu mostro meu se você for mostrar teu" em que muita criança já foi pego com a menina vizinha.

A segunda receita é chamado de um "código de ética" também, pois quando é usado contra quem não é amigo do rei, para quem não conhece a receita, e a politicagem constante e mesquinha da FBrN, quando é anunciado que alguém é disciplinado por violar o "código de ética", parece algo sério.



Vemos, por exemplo, o uso recente mais notório da receita, a tentativa de censura de Jornal Olho Nu, por ter publicado uma carta crítica do atendimento na pousada Colina dos Ventos, atual "amigo do rei". A FBrN interpretou isso como uma violação de ingrediente I.5. da receita de etiqueta, que é a "lei do silêncio", ou entre organizações criminosos, a omerta.

Imexível

Chamando algo de "Código de Ética" tira a flexibilidade e a tolerância. A primeira receita é uma de muitas disponíveis no internet, umas que pedem mais alho, outra que exige um maço inteiro de coentro, outras que substituem cheiro verde.

Estes alterações refletem gostos diferentes, ou padrões de ética mais altos - ou mais baixos? Quando o assunto é "ética" pessoas geralmente sãs passam a defender cada detalhe com garra, inclusive os detalhes indefensíveis. Defendem mais, e questionam menos, do que defenderiam uma "recita de etiqueta".

Falta de exatidão, receita de repressão

"Quanto baste de sal" falta exatidão, mas ainda assim é muito mais exato do que "Causar constrangimento pela prática de atitudes inadequadas", que pode significar qualquer coisa. Tudo, ou nada, conforme se quem infringe for "amigo do rei".

A violação da primeira regra de etiqueta foi claro e grosseiro, na reunião de Praia Brava no final de março. Enquanto não tratamos do incidente aqui, foi amplamente divulgada nas listas de discussão. E nada foi feito.


Semelhanças e diferenças entre as receitas

Claro que há semelhanças entre estas duas receitas, e as juntado, encontramos verdades surpreendentes. A "pimenta malagueta" da primeira, com o "sente-se numa toalha" da segunda, ilustra o princípio orientador da FBrN: no dos outros, é refresco.


Mas o maior diferença é para que serve a receita. A primeira receita serve para fazer guacamole, que é gostoso e barato, e vai muito bem com qualquer tipo de chips, especialmente baseado em milho.

A segunda receita, é uma receita de que? Seguindo a receita, produzimos o que? A INF-FNI não tem nada semelhante, nem a AANR. Porque, então o Brasil precisa de uma receita destas?

E um assunto que merece pensamento. Sugero que os leitores seguem a primeira receita, abrem uma cerveja, saboreiam, e pensam: o naturismo brasileiro não ficaria mais gostoso com mais guacamole, e menos falsa "ética"?

sexta-feira, 26 de março de 2010

Uma víbora no seio

"A questão moral deixamos para a igreja decidir", diz Marcelo Cavalheiro, presidente da Ambrava, na Folha de São Paulo esta terça-feira, comentando sobre a possibilidade da Praia Brava ser liberada para naturismo.

Cavalheiro é sábio em entregar o moral para a Igreja, e de considerar o naturismo como uma opção para turbinar o turismo na praia.

Porém, seria um erro presumir que em aceitando o naturismo, seria necessário ou útil convidar a Federação Brasileira de Naturismo.

FBrN: uma víbora no seio

Convidar a FBrN para sua praia ou empreendimento, é como abraçar uma víbora ao seu seio.

Cavalheiro não parece nenhuma Cleópatra, para fazer isso por querer. Aqui, então, assumimos o papel do Instituto Butantan.

Clarificaremos primeiro a "Código de Ética" da FBrN, batizada pela mesma metodologia do "Ministério de Paz" de Orwell em "1984". De ética nada tem. Certos pontos não passam de etiqueta, como "coloca uma toalha embaixo da bunda pelada". Mais nociva é a cláusula que proíbe “danificar a imagem” de naturismo. Não proíbe qualquer crime, só proíbe que isso chegasse a ser conhecido.

Exponha o corpo, mas encubra os fatos! É a lema da FBrN.

Já escrevemos sobre a ética da FBrN, na prática. É leitura aconselhável para qualquer um que está considerando qualquer negócio com o FBrN, para conhecer a distância entre o que prega e o que pratica.

A mordida da víbora

A mordida mais comum da víbora é a mordida de sempre: a mordida financeira. Ano retrasado, vi o livro de atas da FBrN. O primeiro ato, antes de qualquer coisa sobre os objetivos ou medidas para alcançar-los, foi determinar quanto cobraria para alguma associação local se afiliar à FBrN.

Cobrar primeiro, e deixar o que vai fazer em troca do dinheiro para depois.

Não é preciso se afiliar ao FBrN para praticar naturismo - basta tirar a calça. Para conseguir publicidade, o fato de ser naturismo em si já garante interesse da imprensa. A FBrN não oferece nenhuma sabedoria especial sobre relações com a imprensa, realmente, o fato que eles continuam a receber programas como Pânico no TV depois de já terem sido queimados, sugere que eles não somente não sabem de nada, mas que são incapazes de aprender.

A FBrN ano passado reconheceu um "dívida" de mais de cem mil reais para com seu presidente retrasado, Elias Pereira. O sucessor de Elias, Dr. André Herdy, me assegura que esta dívida é fabricação. Por exemplo, numa reunião da Federação Internacional de Naturismo em Espanha, onde Dr. André e vários dirigentes europeus ficaram na opção mais barata, Elias escolheu o hotel mais caro. E cinco anos depois, está mandando a conta.

Se a Ambrava acha que pagar contas em hotéis cinco estrelas na Europa é o uso mais sensata dos seus recursos, pode muito bem contribuir para a FBrN.

Controle do comportamento do publico

A FBrN pode alegar que tem experiência em como controlar o pública em ambientes naturistas. Mas as regras excêntricas da FBrN, sem similar em qualquer outra federação naturista do mundo, demonstram bem o ditado que "o que existe somente no Brasil, se não é jabuticaba, é bobagem".

Um dos destaques do regulamento é a proibição de homens solteiros. Foi a maneira encontrado para barrar homossexuais, artifício claramente inconstitucional, e na praia de Massarandupió resultou numa multa que quebrou a associação naturista de Bahia. Massarandupió hoje continua naturista, sem afiliação com a FBrN, e feliz. É um exemplo que Praia Brava poderia seguir.

Nos últimos dois anos, primeiro tentando conseguir a ajuda da FBrN no caso Colina do Sol, e mais recentemente somente interessado em que a FBrN não continuasse oprimindo os inocentes e festejando os criminosos, visitei várias praias naturistas no Brasil. Tambaba, Praia do Pinho, Galheta, todas tem sua "zona de sacanagem". E do que ouvi, a situação não é diferente em nenhuma outra.

Seria inevitável para Praia Brava, que sua natureza exuberante ficaria enfeitada com adornos de látex natural? Impossível dizer. Mas a experiência, e não as promessas, demonstra que se haveria uma maneira de evitar isso, a FBrN não a conhece.

Paraíso intocado - mas por favor, sem o serpente


Muitos dos membros da Ambrava, como crianças ou adolescentes, experimentam a felicidade de encontrar uma praia ou cachoeira que parece intocada desde o Descobrimento, e tirado a roupa para correr livre que nem os brasileiros originais.

É uma felicidade que faz parte da condição humana. A Ambrava quer preservar parte do litoral paulista para que os brasileiros do futuro possam sentir a mesma coisa que eles sentiram, a beleza natural deste mundo e desta terra.

A exuberância da mata atlântica já foi sacrificado no passado para a plantação de café, e condomínios fechados não são uma safra mais bonita ou mais nobre. É bom que Praia Brava continue como sempre estava, é louvável que Ambrava comprou esta briga, é encorajador que encontrou apoio na prefeitura de São Sebastião.

O naturismo pode oferecer muito para Praia Brava. É uma maneira de chamar atenção para a beleza do lugar, e de trazer turistas de fora e aumentar a prosperidade da comunidade local, sem trazer um publico para quem o lazer consiste em ver quanto que pode consumir, e especialmente esbanjar seu consumo.

Mas isso é o que o naturismo oferece. O que a FBrN oferece é gastos e perigos, um vampiro ou uma víbora, que de valor nada oferece.

É possível que Marcelo Cavalheiro e seus companheiros na luta chegaram uma bela manha na Praia Brava, ouviram as ondas bater na praia branca, abaixo das montanhas coberta da floresta tropical, e disserem, "Isso parece o Éden! Mais falta o serpente."

Se for para suprir esta falta que procuraram a FBrN, foi uma escolha acertada.



http://peladista.blogspot.com/2009/04/brasil-naturista-e-indicio-de-abuso.html

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Comentários sobre a Nota de Esclarecimento da FBrN

A nota de esclarecimento citada abaixo pode ser encontrada em http://peladista.blogspot.com/2010/02/fbrn-nota-de-esclarecimento.html


Comentários sobre a Nota de Esclarecimento:

1 – Surpreendente o esforço, pesquisaram inclusive na legislação brasileira, para simplesmente esclarecer que o Jornal Olho Nu não está e não esteve sendo processado pelo Conselho de Ética. Esperamos empenho semelhante na aprovação de alterações importantes para o novo Estatuto da FBrN.

2 – A FBrN afirma que pediu esclarecimentos ao Jornal Olho Nu sobre uma denúncia feita por OUTRA PESSOA, porque? O que eles teriam à dizer se não foram testemunhas do ocorrido? Pediu esclarecimentos simplesmente para ouvir o Pedro Ribeiro dizer que publicou uma carta de outra pessoa?

3 – A FBrN afirma que o Renato Mertens "fez inúmeros insultos e agressões pessoais aos proprietários da pousada naturista" Colina dos Ventos, sim, não deixa de ser verdade, mas acredito que isso aconteceu porque o mesmo foi movido por uma revolta sentida naquele momento, independentemente se está certo ou não.

4 – A FBrN afirma que "solicitou a remoção da carta em questão porque a mesma apenas inflamava dúvidas e agressões pessoais", mas o leitor do Olho Nu que não acompanhou a discussão não teria dúvidas ao ler uma resposta da pousada sem ver o que provocou tal direito de resposta?

5 – A FBrN afirma que houve a publicação da carta do Renato baseado unicamente na boa fé do denunciante, mas eu pergunto, que notícia de denúncia não é baseada na boa fé de denunciante? Até mesmo julgamentos (e não condenação) escassos de provas são baseados na boa fé do denunciante, com a diferença que há punição se for provado que essa boa fé é falsa, já na imprensa o máximo que acontece é uma retratação.

6 – A FBrN afirma que não cabe a ela e nem ao Jornal Olho Nu julgar e condenar a pousada em questão, o que na minha opinião está correto, e que por esse motivo solicitou a retirada da carta do site, o que na minha opinião está errado porque a veiculação de uma notícia não é sinônimo de julgamento e condenação do ocorrido, o máximo que pode acontecer é uma incitação.

7 – É impressão minha ou essa "Reflexão" escrita ao final da Nota de Esclarecimento tem um ar de opinião pessoal? Eu posso estar errado, mas na minha opinião, a divulgação de uma "reflexão" criticando a atuação da imprensa no geral, independentemente se a "Reflexão" está correta ou não, numa Nota que explica a atuação sobre um veículo de informação, pode ser visto como um ataque ou simplesmente um "conselho" sobre como se deve agir na veiculação de notícias.

Rogério.

(Campinas - SP).


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A Política Nua

Sabemos há muito, pelo menos desde Maquiavel, que a política se resume, na sua nudez, à luta pela conquista e pela manutenção do poder. Nessa luta não há regras, para além do êxito próprio e da derrota dos adversários. A política nua é um consequencialismo de tipo amoral.” (fonte http://www.ionline.pt/conteudo/47267-a-politica-nua)

Pelo menos na FBrN já estão nus. Só falta perceber que buscam o poder sem máscara e sem folha de parreira; essa é a conclusão envolvendo a FBrN, o Jornal Olho Nu e a Colina dos Ventos.

O processo atual de eleição favorece muito mais a inclusão nos cargos de representantes de empresas do que pessoas do naturismo. Veja, na primeira eleição - afinal ela é valida, pois existe outra feita no Pinho com registro no cartório – na comissão de ética, a maioria dos seus membros são ligados as empresas e não ao movimento naturista, logo o julgamento de uma contenda entre naturista e empresa não teríamos o ideal de um julgamento por seus pares, isso ficaria prejudicado. O NIP, através da Renata Freire, esta levantando a bandeira da mudança de votos para termos votos diretos e deve apresentar no próximo Elan, o que, se valer algo, conta com meu apoio.

Claro isso supondo que os naturistas participem e não acabe virando uma grande “reunião de condomínio“ com muitos reclamando e poucos participando da assembléia. E como num condomínio a maioria prefere pagar e não se envolver na discussão.

Falando em reclamação existe um auto-engano recorrente no movimento naturista que é: reportar falhas e erros denigre o movimento. Não percebem e não se importam com a falha ou erro, o importante é a imagem. Parece que alteraram a celebre frase sobre Messalina : “A mulher de Cesar não basta ser seria, precisa parecer seria” para “A mulher de cesar não precisa ser seria, basta parecer seria”.E se alguém reclama: é picuinha pessoal, intriga, desunião e por ai vai.

Novamente querem “matar o mensageiro”, afinal é mais simples destruir quem traz a mensagem e propagar o auto-engano e manter o erro. O correto seria corrigir o erro e a falha, pois isso sim traria a imagem de um movimento forte e que se corrige e se aperfeiçoa. E perante essa lógica de auto-engano fica fácil entender os últimos acontecimentos envolvendo o Jornal Olho Nu.

Uma das boas formas de manter o poder é controlar e censurar a informação. É uma velha pratica, que esta sofrendo com a internet e seus vários meios de comunicação.

Outra, também usada nesse caso pela resposta da FBrN, é colocar em duvida a capacidade e a ética do veiculo de comunicação, no caso o Jornal Olho Nu. Criaram uma reflexão absolutamente esdrúxula.

Tão habituados que estão em praticas antidemocráticas que não previram uma reação. Claro, mudaram a interpretação de ordem para pedido. Outra bela tentativa de manipulação. Em um português mais formal, considerando as pessoas envolvidas, um pedido é uma ordem e nem é preciso consultar um lingüista para esclarecer isso...

Um dos pontos mais supimpa foi quando solicitaram a retirada da carta como se isso significasse julgamento ou concordância por parte do jornal. Aqui, como já afirmei, o Jornal só seguiu as melhores praticas de grandes veículos de comunicação.

Agora a “pièce de résistance” foi que a carta foi publicada unicamente na “boa fé” do denunciante e que isso não deveria acontecer segundo a FbrN. Seria bom que o Tannus e Jorge Bandeira falassem isso lá na Colina do Sol quando a diretoria da Colina fez a denuncia, que até agora se mostra falsa, contra um ex-presidente da Colina e um ex-presidente da FBrN e esposas. Tanto naquela ocasião quanto agora foi baseado na “boa fé”. Lá o Jornal publicou o caso e agora não pode? Dois pesos duas medidas? Só por que são amigos do rei? Lá, no caso Colina do Sol, os denunciantes pelo andar da carruagem serão processados.

Se não estou enganado, quem denunciou tem mais tempo de naturismos que a Colina dos Ventos e o tempo de naturismo do Tannus somados. E seguindo a pratica típica de argumentação dos “verdadeiros naturista da internet”, quem denuncio é quem tem mais tempo de vivencia logo tem mais credibilidade que a outra parte.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Atrás da folha de parreira

Quando Eva mordeu a maçã, a diferença entre pelada e vestida foi o mais inconseqüente das sabedorias que ela ganhou. Aprendeu a diferença entre o bem e o mal, e entre a verdade e a mentira.

Demorei para entender que o naturismo organizado brasileiro acha que Eva mordeu a fruta da Arvore do Nu e Vestido, e não do Bem e do Mal. Acha que tirando a roupa é o principal, e se desfazendo da incômoda folha de parreira, se pode também deixar de lado o verdade e a mentira, o bem e o mal, que incomodam ainda mais.

Pelo menos é assim que agem. 

Abre alas

A abertura do Congresso Internacional de Naturismo na praia de Tambaba em setembro de 2008 foi, como qualquer abertura, simbólico dos evento, dos organizadores, dos convidados, e do lugar. 

Talvez não da maneira esperada.

Fui informado antes do evento pelo Paulo, presidente da Sonata, de que na abertura as bandeiras de todos os países participantes seriam carregados por vinte jovens e moças, voluntários entre os jovens naturistas da Praia de Tambaba.

De fato, na hora (bastante atrasada) da abertura, entrou uma moça e um jovem, vestidos somente com penas, distribuídas com tal frugalidade de que, se fossem porta-bandeiras e mestre-sala, sua escola teria levado multa.

Versões inventadas

Como foi que a abertura foi literalmente decimada, indo de vinte para dois? Fui ver depois, com minha caderna e caneta nas mãos. Recebi as seguintes explicações:
  • Os figurinos chegaram com atraso, e não deu tempo para vestir os vinte.
  • Os jovens eram entre os pagos para trabalhar no evento, e sendo que a abertura demorou além do expediente, foram para casa.
  • Os jovens desistiram na última hora de aparecerem pelados na televisão nacional.
Todas estes explicações foram feitos com grande sinceridade. E, acredito, todas inventadas na hora.

Quem portou a bandeira

Falei com o jovem que portou a bandeira, Leandro se me lembro do nome (hoje é feriado, e não vou me dar o trabalho de procurar meu caderno para verificar), era mesmo funcionário pago pela Prefeitura de Conde, trabalhando no apoio do evento.

Leandro era bem preparado, ou bem rápido no pensamento; perguntado se era difícil ser o único de portar a bandeira, em vez de ser somente um de vinte, respondeu que era uma honra carregar a bandeira do Brasil. Perguntei porque ele foi quando os outros desistiram, e ele falou que cumpre seus pactos. Perguntado o que mamãe acharia vendo ele no TV na maneira que ela o trouxe ao mundo, disse que mamãe seria orgulhosa e feliz.

Leandro não mentiu, ou pelo menos, falou somente sobre os atitudes dele e da sua familia, e evitou criticar os outros que desistiram, e de criticar a organização (ou para melhor dizer, a falta de organização). É assim que se age nestes situações.

Todos tem o direto aos seus próprios opiniões. O que eles não tem é o direto aos seus próprios fatos. Leandro, que carregou a bandeira, falou dos seus opiniões e atitudes, e saiu bem. Os que eram responsáveis pela organização contaram mentiras, e parece que em nada se incomodaram com isso.

Quantos foram a Tambaba?

Quantos foram para o Congresso Internacional de Tambaba? Alguém com experiência em contar o público numa praia, fez isso no dia mais movimentado do Congresso, e meu contou o número, menos de 400. Um concessionário me contou que num fim de semana normal dava mais vendas do que durante o Congresso.

O Sr. Marcelo Pacheco, editor da revista de fotos de gente pelada que sai sob o nome Brasil Naturista, me disse no Congresso que, sendo que foi anunciado que viriam 5.000 pessoas, não se poderia dizer que não chegou a 500, porque o Naturismo já tinha dito 5.000.

Sr. Pacheco tem dito mais de uma vez que eu não sou naturista, que é verdade. Porém, eu posso imitar naturista quando a situação exige, pois dentro da minha roupa, tenho pele. Mas dentro do pele do sr. Pacheco, não há um jornalista, e ele não consegue imitar um.

Ainda bem que os leitores dele somente olhem suas fotos de gente pelada. Não sou assinante do seu site, mas pelos processso que ele está respondendo por uso de fotos de crianças sem permissão dos seus pais, são estas que o mercado exige, e que ele fornece.

O mal que a mentira faz

Mas que mal faz, dizer que há 5000 no Congresso? Bem, pergunte para os vendedores, que pagaram caro para o espaço no evento, e onde num belo manha as vendas totais de vinte lojinhas juntas foram um sabonete. Pergunte para os hoteis de Conde, que ficaram vazios porque muitos visitantes optaram por ficam em João Pessoa, presumindo que com 5.000 turistas Conde já estava lotada.

A verdade é objetivo

Nossa peladista-chefe acabou de escrever sobre o clubinho do peladinho. O atitude do FBrN me lembre de uma história de outra escolinha, esta não de peladinhos.

A sala de aula tinha acabado de ganhar um bicho de estimação, um linho coelho branco. Mas era preciso escolher um nome, e uma das crianças levantou a pergunta pertinente - era um coelho, um uma coelha?

Conversa vai, conversa vem, e uma das crianças sugeriu uma solução: vamos votar!

A FBrN, pelo que vi, persiste na idéia de que perguntas de fato podem ser resolvidos pelo voto. E por eles, não importando a maneira em que a questão esteja formulada, o votação é sempre na mesma base - você é de nossos amigos, ou não?

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

“Ne nuntium necare”

“Consta da história que Dario III, rei da Pérsia, cometeu erros estratégicos que contribuíram para sua derrota perante Alexandre, o Grande, na Batalha de Issus, em Novembro de 333 A.C. Informado do desastre, Dario III terá mandado matar Charidemos, que o advertira sobre as conseqüências das suas decisões. O episódio deu origem a uma expressão popular, usada sempre que alguém reage contra quem, honestamente, emite uma opinião verdadeira, mas que lhe é incômoda: matar o mensageiro.

Os “reis tinham como hábito mandar matar os mensageiros das más notícias, sendo que a finalidade não era eliminar a notícia, que subsistia, mas eliminar o veículo porque assim o rei tinha o pretexto perfeito de que aquela má notícia não havia sido entregue ao rei, e, portanto, dela também não tinha tido devido conhecimento

Matar o mensageiro: novamente isso se repete na FBrN!

Apelam para o código de ética dizendo que a “noticia denigre o naturismo”.”Que isso ira afastar novas pessoas do movimento.”… Pouco importa que outros itens do código de ética foram infringidos, se existiu fraude, roubo, estelionato ou assassinato. “Temos que proteger o naturismo” A solução? Matem o mensageiro. Essa é a pratica dos ultimo anos com a FBrN. Não se lembra? O caso Colina do Sol, a candidatura ao conselho de ética do Sr. Pacheco da Brasil Naturista apesar do processo por foto de crianças não autorizadas e agora o caso Colina dos Ventos. “E que importa isso? Não o que importa é a imagem do naturismo, os fatos não importam! O que os outros vão pensar dos naturistas? Temos que esconder isso!”. Que tristeza de pensamentos…

Não adianta matar o mensageiro, seja o Jornal Olho Nu ou Blog Peladistas Unidos. É exatamente isso que o pessoal da área enfatiza que não se deve fazer. Na revista Exame (link abaixo) tem um artigo de Jack Welch com Suzy Welch dando algumas dicas de qual seria o melhor a fazer:

O artigo responde a pergunta “como você lida com uma situação em que a mídia, apesar de não saber determinados fatos, está disposta a publicar algo a respeito deles? O que fazer principalmente quando a notícia é prejudicial a você? (David Free, Ontário, Canadá) “

A resposta: Não mate o mensageiro

http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0934/gestao/nao-mate-mensageiro-411000.html

O artigo fala em três dicas:

  • Em primeiro lugar, você disse a verdade, toda a verdade e só a verdade?
  • A segunda pergunta é: você passou a mesma mensagem a todas as pessoas?
  • Finalmente, você tomou em suas mãos a cobertura da imprensa?

Nos casos da FBrN que acompanhei essas regras obvias não foram seguidas. As regras foram:

  • Matar o mensageiro;
  • Promover os acusados ao cargo de “santo salvador”;
  • Omitir informações;
  • Jamais responder a qualquer questionamento.
  • E quando questionado diga: “isso não importa, o que importa é não denegrir a imagem do naturismo.”

Quando li a primeira vez a carta achei que foi uma falha na relação de consumo e que a FBrN poderia agir como um agente conciliador, ajudando a encontrar formas de minimizar as falhas e mostrar o quanto a Colina dos Ventos trabalha para reverte essa situação negativa. Afinal qualquer atividade pode ter erros e falhas. O importante é reconhecê-los e corrigi-los. Transformar uma situação negativa numa positiva não negando a verdade, mas trabalhando para corrigir.

Mas o que fizeram? Agiram na base da amizade. Como o Pedro não censurou a mensagem? Que absurdo! Lembra aquela outra bobagem da “policia naturista”. Tinham boas intenções mas agiram de forma incorreta também. Espero que foi algo semelhante o que aconteceu agora, tinham boas intenções mas “meteram os pés pelas mãos”.

A melhor solução seria retirar o processo contra o Jornal Olho Nu, pedir desculpa publicamente e conversar e ajudar as partes envolvidas no problema a achar uma boa solução. Por estar na região de Tambaba é muito importante essa ajuda. O Município e muitas pessoas dependem disso pois o naturismo atrai turistas para a região. Um problema que foi resolvido da mais confiança a um turista que tudo esta sendo feito para que tenha um bom atendimento e se algo der errado, pessoas ajudaram a corrigir e não com agora, acusar o turista.

Já prevejo que não será isso que ira acontecer: o Jornal Olhu será condenado, o cliente também e todos continuaram iludidos como sempre...

Referencias:

http://macroscopio.blogspot.com/2006/11/matar-o-mensageiro.html

http://pharmaciadeservico.blogspot.com/2006/10/matar-o-mensageiro.html

http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0934/gestao/nao-mate-mensageiro-411000.html