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segunda-feira, 4 de julho de 2011

As bombas começam estourar na Colina do Sol

A cabeça da administração é um incógnito
Publicamos ontem o "Boletim Informativo N°. 01" da admini- stração atual da Colina do Sol, sob a presi- dência de alguém cujo nome o boletim não informa. Tudo escrito por He Who Must Not be Named é cheio destas estranhas lacunas.

Confirma que a bomba d'agua estourou. As bombas das terras são para estourar também, e há outras bombas ainda, prontas para detonar. Mas destas, não se trata.

Fala que alguém acompanhou o "processo de doação da Masti", sem informar que a Masti foi doado. Dado os armadilhas sempre presentes nas "doações" feitos pelo Celso Rossi e Paula Fernanda Andreazza, seria bom saber quais contrapartidas fizerem parte desta "doação", e quais obrigações atuais ou potenciais foram assumidas. Pode ser que foi um negocio limpo, mas cachorro mordido por cobra tem medo de lingüiça.  E de cobras a Colina do Sol está cheia. 

Para  começar, a Colina do Sol está sentada acima de terra que é de simples posse, ou de terceiros, ou penhorada para garantir as dívidas trabalhista de Celso Rossi, ou para ser penhorada para quitar a dívida dele com o BRDE, onde de maneira fraudulenta ofereceu a escritura de um terreno que não tem nem sequer uma cabana em cima, dizendo que era o terreno ao lado da lagoa onde o hotel foi parcialmente erguido - e até a lagoa.

Que solução a administração propõe para estes problemas, importantes e cada vez mais urgentes? Nem reconhece os problemas. Soluções existem, começando com um levantamento das terras, confirmando que o hipoteca de BRDE recai sobre o terra sem valor, e não no filé da Colina. Mas o assunto passa em branco.

O que pifou 

A "informativo" explica o que deu com o poço. Eu sabia de vizinhos que houve um barulho infernal de furar um poço novo, e tinha ouvido que os raízes dos eucaliptos foram o motivo. O boletim explica pelo menos isso em detalhe.

Nas entrelinhas, fica claro também que há problema com os equipamentos:
  • da piscina de pedra, 
  • da piscina térmica,  e 
  • da sauna 
e não há previsão de conserto, nem dinheiro. "Não há margem para atender a nenhuma dessas exigências," nas palavras de He Who Must Not be Named.

A Colina saiu da FBrN 

O informativo tem o mérito de informar que a Colina saiu mesmo da FBrN. O que a FBrN falou, é que "pediu para sair". Pediu, coisa nenhuma. Não é preciso pedir licença. A FBrN teria como argumentar, talvez, se tivesse prosseguido na averiguação sobre as terras, comprados quando Celso Rossi usava o CNPJ da FBrN para tudo. Mas a Federação abriu mão disso. E a Colina do Sol deu às costas da mão para o FBrN.

Selinho

O saída da FBrN tem seus raízes, conforme o comunicado, no custo dos selos da INF, que deu um prejuízo de R$2000 no CNCS.  A "adminstração anterior" tinha comprado duzentos selos. O porque disso não é explicado no memorando, mas é só dar nomes aos bois. A "adminstração anterior" é Etacir Manske e João Olavo Paz Rosés, que com os votos aos quais estes selos deram direto, eleger-se conselheiro e presidente da FBrN.

Compraram a eleição, e penduraram a conta.

Que a Colina deixaria a porta bater nas bundas bronzeadas deste par não foi nenhuma surpresa. Já era esperada. Por isso Wagner, aquele de cocar, não perdeu a vaga de conselheiro da FBrN quando sua base, Sonata, deixou a Federação. Teria aberto um precedente. Ele continuando, Eta e Joâo Olavo poderiam também continuar.


"Transparência" financeira

O boletim promete transparência financeira - e não entregue. Foi apresentado em março, ouvi, um balanço da Colina do Sol. Desde então, sr. Silvio Levy, dono de mais de metade das "concessões residenciais" e de uns 40% dos "Titulos Patrimonias", tem requisitado uma cópia do dita cujo, e não tem recebido.

Se nem ele recebe, quem mais vai receber? Diz que é para comparecer na Secretária. É uma maneira de dizer, quem mora longe, não receber. Muitos "títulos" e "concessões" foram vendidos para estrangeiros; para eles, a "transparência" só vale com uma viagem intercontinental?


Clube, Condomínio, ou Resort?

O que é, exatamente, a Colina do Sol, é uma pergunta levantada já com resposta. Para a diretoria atual, a questão é simples. Na realidade, não é. Registramos hoje que notamos o assunto, mas a análise do mesmo, fica para a próxima.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Colina dos Ventos, clear and present danger

We've heard a rumor that European naturists are being offered the opportunity to "invest" in the Colina dos Ventos resort hotel near Tambaba Beach in Paraíba, Brazil.

Given the details we've heard, be warned: putting your money into Colina dos Ventos through this proposed deal is very much like putting your hand into a meat-grinder.

Normally we don't comment on rumors until they are confirmed. But if we wait for the news that some unsuspecting foreigner has already put up money, that money will be gone and unrecoverable. To remain silent in the face of clear and present danger is unconscionable.

The rumor

The rumor that has reached us is that a German naturist club was offered a 25% participation in Colina dos Ventos, for the sum of €100,000 (one hundred thousand euros). The offer was supposedly made by Mr. Marcelo Pacheco, who we were told claimed he had purchased 50% of Colina dos Ventos, and was looking to sell half of his stake.

Pacheco's 50% stake in Colina dos Ventos had, supposedly, been purchased by him with a promissory note from Mr. Celso Rossi, this note backed by a legal judgment that the Clube Naturista Colina do Sol won against the SBT Television network, in the sum of R$1,000,000. With interest and correction for inflation, that amounted as of last September to R$6.131.968,45, over two and a half million euros. 

Mr. Celso Rossi was to act, in some manner not fully made clear, as "escrow agent".

Besides being an investment, the German club was told, its members would be able to find year-round sun at Colina dos Ventos, including during the winter months when outdoor naturism is impossible in northern Europe. Colina dos Ventos is near two international airports, and six hours by air from Europe.

The Mutual Admiration Society

Someone who has been approached to invest, may feel he ought to disregard this post. After all, both FBrN and Brasil Naturista speak so well of Colina dos Ventos.

Indeed they do. And both Brasil Naturista and Colina dos Ventos speak well of the FBrN; and of course both Colina dos Ventos and the FBrN speak well of Brasil Naturista.

It's a mutual admiration society, and it's the same people with different hats: Pacheco is the editor of Brasil Naturista, sits irregularly on the FBrN's "Ethics Council", and is the guy asking for your good money in exchange for his kited stock. Before the Internet, Celso Rossi published the predecessor to Brasil Naturista, called Naturis; his Naturis company operated the Colina do Sol naturista area; and Rossiwas president of the FBrN, successor to previous Brazilian naturist organizations. Gullible foreigners were presented with a picture of all Brazilian naturists dancing in harmony, and naively threw their money down the rathole of Colina do Sol.

Now, the Internet exists, breaking the circle of mutual admiration. Various of Celso Rossi's enterprises required that papers be filed in assorted government offices, and we have rooted them out and brought them to the light of day, here and in www.calunia.com.br.

Why should anyone distrust the Colina dos Vendos offer? 

Two names stand out as immediate warnings: Celso Rossi and his cat's-paw, Marcelo Pacheco. Mr. Rossi's history of business deals with foreign investors does not inspire confidence; those of his investors not already naturists by conviction become so by necessity, having lost their pants. One, American Dana Wayne Harbour, lost not only his money but his life.

Both Rossi and Pacheco have a documented history of avoiding process servers. Mr. Rossi has been sought since 2003 in lawsuit 0000107-42.2003.8.17.0470 in Carpina, Pernambuco, not far from Colina dos Ventos, for asking damages for his having put pictures of naked children in the magazine he published, and selling them. Mr. Pacheco has been sought in similar cases, and is equally elusive when sought by process servers.

Left holding the bag?

The shares that Mr. Pacheco is offering for sale, were purchased with a promissory note. The potential investor is invited to consider his position, if the promissory note is not paid. The investor will be out his money, and the owner of Colina dos Ventos from whom Pacheco's shares were purchased, will not have been paid. If the owner has any sense he would declare the shares he wasn't paid for null, and tell the foreigner to see Pacheco in the Brazilian courts. Which are described below.

The potential investor, blinded by tropical sun and lulled by tropical sea, may think that this is an unnecessary worry. After all, the note is secured by a legal judgment against a solid TV network, in a sum more than ten times that of the face value of the note. What's to worry?

Plenty, in fact.

The SBT judgment

The SBT judgment is quite real. It is also under appeal. It took four years for the trial court to reach a verdict, and appeals may take as much or longer. The usual tendency is for such verdicts to be reduced on appeal. Also, the award was based on perjured testimony, and SBT can use that to ask that the judgment be set aside altogether. The SBT money is not a bird in the hand, but one very much on the wing.

Besides not being final, there is the significant fact that it's not Celso Rossi's money. He has as much right to issue promissory notes backed by the SBT judgment to CNCS, as I have to issue notes backed by the British Crown Jewels.

Celso Rossi and his family sold nearly all their interest in Colina do Sol on the last day of 2004, to Silvio Levy. The suit against SBT was brought nearly a year later. Nothing in the bill of sale retains any rights to possible future judgments. Celso's children retain some interest, but there is considerable doubt on that; the shares are numbered and all those they retained are among the shares issued in a deal later annulled by the courts.

The debts of Celso Rossi

Even if Mr. Rossi were to get some of the SBT money, at some distant date, there is a long line of people with claims against him.

There is public bank BRDE, which made a loan to Celso's last naturist enterprise, the Hotel Ocara, which Celso cosigned for. Celso lost interest in doing his part and managing the project once he could no longer lure investors, few payments were made, and the debt is now over €150,000. He also gave the bank a mortgage on a plot of land on which he claimed the hotel was situated (it's not) and the bank has put a lien on that, and is collecting from Mr. Rossi and his ex-wife. The bank, or others, may well have first claim on any money that may come to Mr. Rossi.

Eldorado Pelado - Naked Eldorado

Once cannot criticize Mr. Celso Rossi  for the size of his dreams, or the size of his promises. It is however instructive to compare the vision he sold of the Hotel Ocara and Colina do Sol in 2004, with the present reality. His dreams may command our admiration, but they should not receive our savings.

I do know know exactly what has been promised to potential investors in Colina dos Ventos, but am confident the ideas have been recycled, and suspect the text has, as well. Anyone considering parting with their money should think very carefully about the man's previous enterprise, before financing his next.

The financial projections he offered to BRDE  bank are available, and I have analyzed them. The analysis is in Portuguese. If the reader cannot follow financial information in Portuguese, he should ask himself whether he ought to put his money in something he can't understand. (Some Latin phrases may be understandable, such as concilium fraudis.) If that does not give pause, consider that I got the papers from the bank's lawsuit to collect the loan.  That should be all one needs to know about a Celso Rossi project. Do you really want to ever be in a position to need to learn more?


Mr. Rossi has often presented his Colina do Sol enterprise as being of vast value. I attempted to calculate the worth of the place last year, using the usual procedures for such things, and came up with a number vastly lower than that waved about by Mr. Rossi. I did notice that declaration of the net worth of the company owning the Ocara Hotel, presented to BRDE Bank on Nov 19, 2003, was signed by the accountant, but the space where the "responsible for Ocara" should have signed, was carefully left blank Equally, a declaration that Colina was worth several million which Celso supplied to the Taquara Labor Court, was signed by a local real-estate agent - and, again, not by Celso Rossi.

Getting someone else to sign pieces of paper that say things that aren't true might be a strategy to avoid prosecution for fraud. If you are looking into Colina dos Ventos,  and are offered papers which are signed by people other than those you'd expect, be wary, and in turn don't sign papers, especially cheques.  

Bank Loans

When Brasil Naturista began to carry glowing reports of Colina dos Ventos, it seemed clear that something was in the wind, and the sort of thing it's better to be upwind of. I had guessed that it would be an assault on the public purse, along the lines of the BRDE loan to Ocara.

That Marcelo Pacheco may be enticing foreigners to give him money for stock he bought with an IOU, doesn't mean that some plan is not also moving forward in parallel to float an unpayable loan. If the bank takes Colina dos Ventos before the mirage of the SBT money evaporates, the former owner of Ventos might well not kick: at that point whoever gave Pacheco money would have not half the assets, but half the liabilities. Easier to part with.

Legal recourse

A potential investor who has read this far, may well be thinking, "Ah, but if I'm cheated, I just go to court." The SBT indemnity took four years already, and it's far from being paid. In one of the cases against Celso Rossi and Marcelo Pacheco, one of the plaintiffs died before papers were ever served formally notifying the pair of the suit. And Brazilian law is odd. Even what would elsewhere be a rock solid guarantee, such as a first mortgage on the land, or even a properly registered deed,  might be superseded by prior - or posterior - suits for unpaid wages or other obligations under labor law, perhaps even prior debts of other part owners. Assets that former owners had sold, might be clawed back. Under what circumstances can this happen?  I don't know the answer, I'm not a lawyer. But the reader should consider that if he didn't even know the question, he should not be considering putting his money into Brazil. And certainly not into the hands of Marcelo Pacheco and Celso Rossi.

The Belgian with the beach

If you truly want to put money into Brazil, read this site: http://www.myhouseinparadise.com/, see the list of guarantees he offers, and ask Colina dos Ventos about the same issues of land registration, freehold, etc. No, it's not naturist, but the article on the place that ran in Brazil's largest newspaper, the Folha de S. Paulo, on 26/12/2009, was illustrated with a photo of a naked child running on the beach, free and unconcerned. Which you won't be, if you give Marcelo Pacheco your money.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Naturismo, lazer e justiça

Faz tempo que as informações são filtradas dentro do naturismo brasileiro. É prática padrão não se falar nada de ruim que acontece no naturismo, ocultar os fatos negativos, censurar e ameaçar veladamente quem fala e impor uma censura branca. É o famoso “você está denegrindo a imagem do naturismo”. Não importa o quão verdadeira é a notícia; ao invés de corrigir o erro, varremos para baixo do tapete.

Tenho recebido várias ligações e apoios pessoais pela existência do Blog “Peladistas Unidos” e pelas informações postadas; também recebi ameaças veladas de processos pelo conteúdo do Blog, não importando a autoria ou o conteúdo do texto.

À mulher de Cesar não basta ser honesta, deve ser parecer honesta.

São várias as informações e notícias que chegam e nós não podemos nos furtar de exercer o direto à livre expressão e mostrar aquilo que nos parece moral ou eticamente inválido. Não é devido ao fato de juridicamente a FBrN não estar envolvida em vários processos que ela deva se omitir. Tem que dar o exemplo de integridade, e, naqueles casos envolvendo a imagem e a comunidade naturista, deve participar do que acontece. Não é pelo fato da Colina do Sol, do Sr. Celso Rossi – um dos patronos do naturismo nacional - e publicações naturistas estarem envolvidos com casos na justiça, afetando a imagem do naturismo, é que a FBrN deva lavar as mãos e dizer que não tem nada a ver com isso. Uma federação existe tanto pra promover como pra defender o naturismo; não só para orientar, mas também para proteger seus membros.

É fato que o naturismo para muitos é um momento de lazer, de alegria, de encontro com amigos. Transmitir boas coisas, bons fluidos. Fatos como esses são amargos e não têm nada a ver com o que desejamos. Perturbam nosso momento de lazer. Nesses momentos não estamos preocupados com filosofias, brigas, discórdias, pareceres jurídicos, ajuste de conduta, acusações de pedofilia etc.

Leopoldo Gil Dulcio Vaz no artigo O profissional de turismo e lazer (http://www.efdeportes.com/efd65/lazer.htm) apresenta um resumo muito interessante do que seja lazer e suas formas. O “lazer seria constituído por uma série de atividades livremente escolhidas, atividades autônomas e agradáveis, benéficas física e psicologicamente.” No lazer relaxamos e abrimos a nossa guarda, e por vezes delegamos as decisões para outros, dando oportunidade para manipulações. É fácil, para manter o sossego do lazer, esquecermos ou fazermos vista grossas a atos imorais ou antiéticos. Esquecer esses fatos conflituosos e amargos.

Mas a realidade é essa, o ser humano é o que é... com suas imperfeições. A reação mais natural é negar os fatos, não querer saber disso, fugir, deixar que outro cuide disso, esquecer, fechar os olhos e ouvidos, filtrar as notícias, calar quem fala algo...

Será que essa é uma atitude correta para os naturistas/nudistas/peladistas? Não aprendemos, na prática, a encarar a realidade e aceitá-la? Ver de frente, desnudar, as coisas como elas são? E a seguir, de forma positiva, mudar aquilo que pode ser mudado? Batalhar pelos valores que consideramos válidos? Sermos solidários? Sermos honestos e verdadeiros?


São vários fatos, várias informações e isso acaba causando uma enorme confusão e desorientação. Para auxiliar e organizar um pouco o pensamento, reproduzo abaixo o e-mail do ex-Presidente da FBrN, Dr. Andre Herdy, para a também ex-Presidente da FBrN Dona Maria Luzia resumindo a atual situação dos processos.

De:

Para: "Maria Luzia"

Bom dia Maria Luzia e demais amigos,

Primeiro eu gostaria de deixar claro que eu não posso pedir nada a ninguém e nem pedi isto! Apenas dei uma opinião pessoal sobre um texto que nem fui eu que escrevi nem fui eu que enviei. Confirme para ver que quem escreveu foi o Richard Pedicini de SP e quem enviou foi o Joaquim Salles de SP também. [ nesse ponto o texto se refere a matéria “Celso Rossi: FBrN é "extinta"” ver em http://peladista.blogspot.com/2009/06/celso-rossi-fbrn-e-extinta.html ]

Realmente as notícias que chegam a todos são filtradas. Realmente tudo é lamentável e obscuro, mas te falo... não é só esta parte sobre Celso, Colina e outros que está filtrada, obscura e com isto se torna lamentável... Muito mais coisas estão obscuras e tem gente que está realmente querendo esconder alguns fatos verídicos...

Quanto ao livro de atas da FBrN

Este livro esteve desde 30 de Novembro de 2007 nas mãos do Dr. Pedro Schuch que é advogado na cidade de Novo Hamburgo-RS e foi contratado neste dia para defender os interesses da FBrN contra quem esta querendo tomar as terras onde hoje está a Colina do Sol, conforme determinação feita no 6º Encontro Brasileiro de Naturismo que ocorreu de 15 a 18 de Novembro de 2007 na Praia do Pinho.

Logo após a eleição para presidente da FBrN (este ano) eu entrei em contato com o Dr. Pedro (que também é naturista e frequenta a Praia do Pinho) e comuniquei oficialmente a ele que o novo presidente era o José Antonio Tannus e que portanto todos os contatos relativos ao processo deveriam ser feitos exclusivamente através dele. A partir dai eu não tenho mais nenhuma informação direta sobre este processo e acredito que o Tannus deva ter.

Há aproximadamente 45 dias o Tannus me escreveu sobre o Livro de Atas e eu fui novamente ao escritório do Dr Pedro e este me garantiu que enviou o livro, cópia completa do processo e de toda a movimentação realizada até aquela data para o Tannús. Portanto, creio que o Livro de atas esteja nas mãos do Tannus já há algum tempo. Acredito nisto pois nem o Tannus nem o Dr. Pedro voltaram a falar sobre isto comigo.

Acontece que todos os livros de atas são documentos públicos e basta ir no cartório e pedir cópia. Também existe o fato que dentro do processo da FBrN contra a CNCS e Celso Rossi existe uma cópia completa deste livro e como este processo não está em segredo de justiça, qualquer pessoa pode chegar no Fórum e pedir para ver o processo e copiar (xerocar) quantas folhas do processo desejar.

Eu sei que o Richard tem feito isto e sei que ele tem informações reais e atualizadas a cada passo do processo. Porque? Porque ele é formado em filosofia e ficou estarrecido de como certas pessoas que se dizem seguidoras desta filosofia de vida chamada Naturismo não seguem os princípios filosóficos da mesma.

Ele também tem o direito de publicar qualquer parte do processo já que este processo é aberto, sem segredo de justiça.

Claro que não precisa acreditar nele... O mais certo seria que o José Antonio Tannus mantivesse todos os diretores e membros da FBrN atualizados com as informações recentes que podem ser obtidas via internet mesmo no site da justiça do RS. Também podem e devem ser obtidas através do Dr Pedro Schuch e poderiam estar disponíveis para todos os interessados. Creio que isto seria a transparência esperada da FBrN para um caso como este.

Note que este processo não tem nada a ver com o meu processo. O meu processo (único que sou parte) está em segredo de justiça e realmente ninguém pode ter acesso a ele, apenas as partes, no entanto o Richard também fez outra coisa que qualquer pessoa poderia fazer. Ele foi para o Morro da Pedra, conheceu o lugar, conheceu as pessoas de lá e aos poucos conseguiu ver quem seriam as supostas vítimas e conversou com eles e com seus pais e mães. Também pega cada deixa que tem no site da justiça do RS e monta um quebra cabeça...

Existem atualmente 7 processos:

1 - Processo onde 6 membros da CNCS acusaram 4 membros da CNCS e 3 pais de crianças de pedofilia - este está em segredo de justiça, mas garanto que assim que eu ganhar (e é obvio que vou ganhar) irei divulgar quem foram estes 6 e quais os motivos deles. Este processo não envolve nenhuma outra parte a pesar de que a FBrN teria tido o direito de se manifestar desde o início deste tendo em vista que foi algo supostamente ocorrido dentro de uma área afiliada e envolvendo portadores do passaporte naturista e o presidente desta entidade. Portanto a FBrN poderia ter se feito representar desde o início neste processo e não para defender ou atacar alguém, apenas para esclarecer o que é o Naturismo e definir como uma entidade representativa se fotos eram naturistas (como são) ou pedófilas. A FBrN preferiu se omitir mesmo tendo sido convidada várias vezes para fazer isto! Preferiram a omissão e isto é algo que se envergonharão no futuro!

2 - Processo de terras onde a FBrN tem provas no livro de atas, no IR da CNCS, na data de fundação da CNCS e inúmeros outros documentos de que as terras foram compradas para serem a sede da FBrN através do NGN (Núcleo gaúcho de Naturismo) que era um departamento interno da FBrN e que tinha uma cláusula específica de que todos os bens do NGN eram bens da FBrN e que caso o NGN viesse a ser extinto tudo seria da FBrN. Este processo visa garantir que na área chamada Colina do Sol só tenha pessoas realmente Naturistas e que todos os que não são naturistas e supostamente estejam ali vendendo drogas, praticando orgias, roubando, matando ou fazendo qualquer coisa contrária ao Código de Ética Naturista deva ser investigado e se comprovado expulso de lá. Do jeito que está lhe falo que aquela área deixará de ser naturista em breve já que existem moradores que não são naturistas (nunca tiram as roupas), e ocorrem outras coisas que eu via mas ainda não devo comentar... Este processo foi autorizado no 6º Encontro Brasileiro de Naturismo e foi aberto por mim em nome da FBrN e atualmente está com o presidente da FBrN José Tannus - Este processo foi totalmente pago ao advogado e com isto a FBrN não tem dívida alguma a pagar.

3 - Processos trabalhistas - Existe um funcionário da CNCS que morreu dentro do Clube no Natal de 2003 ou 2004... Este funcionário não tinha carteira assinada, não tinha fundo de garantia, não tinha nada. A família dele entrou com um processo contra Celso Rossi, contra a Naturis que na época era quem coordenava a CNCS e a CNCS não era parte do processo. Ocorre que a justiça determinou que: A falência da Naturis foi considerada fraudulenta e portanto deve ser revertida, o Celso é o principal responsável por pagar a dívida a esta família, as terras onde fica a Colina do Sol foram penhoradas para pagar estas dívidas que já chegam a 4 milhões (pelos cálculos da advogada da família em questão).

A penhora foi feita e a Colina do Sol resolveu derrubar os eucaliptos sem licença do IBAMA e sem licença da família do ex-funcionário para vender estas madeiras. Isto fez com que a CNCS agora também tenha uma multa ambiental por crime ambiental e ainda uma tentativa de remover parte do que foi penhorado para a tal família tentando assim burlar a lei! Existem ao menos outros 5 processos trabalhistas de ex-funcionários da Colina do Sol/Naturis contra Celso Luiz Rossi.

4 - Processos trabalhistas - A CNCS impediu que pessoas contratadas pelo Frederic (Fritz) fossem até a casa dele fazer manutenções hidráulicas, manutenções da própria casa e limpeza da casa e trabalhar como doméstica. Este impedimento é ilegal e fez com que a CNCS também tenha outro processo por impedir sem ter direito a isto o acesso de trabalhadores ao seu trabalho. A justiça do trabalho entende que o contratante é Frederic e os empregados são pessoas comuns e, portanto, a CNCS não tem o direito de impedi-los em hipótese alguma!

5 - Processo contra o Silvio Levy - 5 dos 6 envolvidos na denúncia contra mim disseram para a justiça que foram ameaçados violentamente pelo Silvio Levy e que estavam com medo dele... Acontece que o Silvio escreveu um email para todos os sócios da Colina afirmando que sabia da nossa inocência e ainda enviou este email para o Jornal Olho Nu (que republicou) e para o Brasil Naturista (que não publicou). Este processo foi extinto sumariamente pela juíza porque ela entendeu que estes 5 estavam com má fé ao abrir este processo já que não existem os requisitos básicos de grave ameaça na denúncia que eles fizeram. O Silvio estava a uma distância tremenda deles ( na verdade na Califórnia-EUA) e as provas eram apenas o email igual para todos e que foi publicado no Olho Nu e que não apresenta ameaças e sim opiniões!

6 - No dia que as supostas vítimas do meu processo foram fazer uma manifestação pacifica pela minha liberdade... (sim! a FBrN não desejou participar de nada - se omitiu, mas as crianças que eram as supostas vítimas e seus pais foram fazer uma passeata em defesa nossa por saber que somos inocentes!)

A promotora mandou o conselho tutelar acabar com esta manifestação. É engraçado que dias antes tinha ocorrido uma manifestação igual só que contrária a um suposto pedófilo na cidade vizinha a Taquara (neste caso as supostas vitimas e famílias foram mandar prender) e ninguém impediu a manifestação... quer dizer... para condenar pode ter passeata para inocentar não... O Richard estava lá e estava registrando o que acontecia para repassar oficialmente para a Folha de São Paulo (jornal que ele é correspondente). Ocorre que quando o Conselheiro agrediu uma criança o Richard foi reclamar e levou uma cotovelada e foi detido... Hoje este caso também está na justiça... (as imagens da agressão ao menor e ao Richard estão na internet porque a Rede Record gravou tudo e passou no jornal da Record)

7 - Vários processos contra a Revista e Portal Brasil Naturista por publicar e vender fotos não autorizadas. Este processo envolve apenas os autores e o Marcelo Pacheco, Carina Moreschi e cia.

Destes 7 casos na verdade a FBrN só teria algo a ver com 2 (o meu que ela não desejou se manifestar) e o das terras que está com o Tannus.

Portanto a FBrN tem como se manifestar sobre este processo de terras sim! A presidência da FBrN tem a peça inicial e todos os movimentos nas mãos e tem advogado constituído sobre este caso (já pago para isto) e a redação de uma nota de repúdio contra esta declaração feita pelo SR Celso Rossi no processo pode e deve ser feita através deste advogado e publicado pela presidência da FBrN... no entanto... creio que esta não seja a atitude que irão tomar, mesmo eu gostando muito do José Antonio, Eliane e família, eu tenho a impressão que eles estão muito influenciados por certas pessoas ligadas a CNCS e vão aceitar que o Celso determine o fim da FBrN e assim a FBrN não terá direito algum sobre nada! Espero estar errado...

Quanto ao meu processo, a esta altura não preciso mais da ajuda de ninguém da FBrN. Vai entrar para a história o fato de a FBrN não ter defendido nem o que era o naturismo! Tive que começar deste ponto... contar o que é o naturismo... coisa que a FBrN poderia/deveria ter feito!

Quando este meu processo terminar eu irei fazer questão de escrever sobre do que eu tive que me defender e o que estes 6 que são agora presentes em todos os eventos da FBrN falaram sobre o naturismo em frente a uma juíza!

Num futuro vocês saberão destas verdades! E eu vou fazer questão de publicar todas as supostas fotos pedófilas para que todos vejam quais são e tirem suas conclusões!

Abraços

André Herdy

p.s.: mesmo sendo publicado pelo Richard, o site www.calunia.com.br tem todas as informações e FOTOS que comprovam tudo que eu falei aqui!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A quem pertencem as terras da Colina do Sol?

Em 10 de junho de 2008 as terras da Colina do Sol e da Ocara - Hotéis e Restaurantes S.A foram penhoradas pela Justiça de Trabalho de Taquara, para garantir pagamento de uma velha dívida trabalhista da empresa Naturis, controlada pelo sr. Celso Rossi. O juiz nomeou Sr. João Olavo Rosés como "fiel depositário" das terras da Colina, um procedimento que foge do comum, tratando-se de bens imóveis.

Antes disso, as terras foram transferidas para a Federação Brasileira de Naturismo, conforme o Livro de Atas da Federação e o registro público, na época em que Celso Rossi era tanto presidente da FBrN quanto dirigente da Colina. Posteriormente, as mesmas terras foram doadas para o Clube Naturista Colina do Sol (CNCS), reservados os direitos de uso das concessões residenciais e comerciais já emitidos. Portanto, houve duas doações das mesmas terras, uma para a FBrN e outra para a CNCS.

No último dia de 2004, sr. Rossi e familiares transmitiram a maioria das Concessões Residenciais (250, ou 62,5%,), dos Títulos Patrimoniais (80, ou 40%) e todas as Concessões Comerciais remanescentes para sr. Silvio Levy, que pagou integralmente a quantia combinada. Condição do mesmo contrato foi que sr. Rossi e familiares abririam mão do direito de desfazer a doação.

A quem pertencem as terras da Colina, então? Aos credores dos antigos negócios do sr. Celso Rossi, conforme determinação da Justiça de Trabalho? À FBrN, à qual ele as transferiu quando presidia? Aos compradores das concessões da Colina, majoritariamente Silvio Levy? É incerto se pertence a quem Celso Rossi deve, a quem ele deu, ou ao quem ele vendeu. Só há uma certeza: a Celso Rossi, a Colina do Sol não pertence mais.

A situação do terreno da Ocara – Hotéis e Restaurantes S.A., penhorada no mesmo processo trabalhista e hipotecado para o BRDES, é igualmente complicada. Com o assassinato do acionista que mais colocou recursos na Ocara, Dana Wayne Harbour, na sua casa dentro da Colina do Sol, desapareceram os documentos que ele tinha acumulado sobre o empreendimento. Porém, tratando-se de uma S.A., as atas disponíveis na Junta Comercial informam mais do que o suficiente para qualquer um que esteja considerando um investimento de qualquer tipo no Hotel Ocara. Trataremos disso em outra matéria.

Os pontos principais a considerar são:
  1. O direito às terras é somente de posse.

  2. As terras são descritas da seguinte maneira:

    Matrícula Detentor Valor Venal (R$) Área (m2)
    2.025 Ocara 21.000 33.818
    9.854 CNCS 84.000 140.000 dentro de 150.000
    21.172 CNCS 33.000 54.047,60
    21.173 CNCS 3.300 5.356,00
    23.723 CNCS 8.000 13.248,00


  3. As terras foram transferidas de Celso Rossi para a FBrN, conforme o livro de atas da Federação e registro público em cartório.

  4. As outras terras, fora a de matrícula 2025, foram transferidas de Celso Rossi, Paula Fernanda Andreazza, Luiz Roberto Rossi e Lieselotte Arnt Rossi para o CNCS por meio de uma "Escritura Pública de Doação com Reserva de Uso e Encargos", datada de 13 de novembro de 2001.

  5. Nesta mesma "Escritura Pública de Doação" consta uma reserva permitindo a "rescisão das doações".

  6. Nesta "Escritura Pública de Doação", está afirmado que "Os doadores possuem as áreas acima descritas, livres e desembaraçadas de quaisquer ônus judiciais ou extrajudiciais, com exceção dos direitos de uso residencial e comercial já concedidos a associados do CNCS até esta data", e ainda "declarando mais sob responsabilidade civil e criminal e a inexistência de quaisquer ações reais e pessoas, reipersecutórios e de ônus sobre os imóveis".

  7. Apesar da afirmação acima, a reclamação trabalhista 00910.381/99-2, de 15/07/1999, da Sucessão de Gilberto Antônio Duarte de Vargas, já correndo há mais de dois anos antes da Doação, resultou em 10/06/2008 na penhora das terras da Colina e da Ocara.

  8. Conforme "Noticias do Conselho Deliberativo Edição Especial (Número 6)", o histórico desta ação é:
    "Reclamatória Trabalhista da Sucessão de Gilberto Antonio Duarte de Vargas"

    A reclamada é a NATURIS e a ação foi proposta em 15/07/1999. A ação foi julgada procedente e a NATURIS foi condenada ao pagamento de pensão e verbas rescisórias que totalizam aproximadamente R$ 73 mil. Em 13/10/2005 foi expedido Mandado de Citação e Penhora, mas a NATURIS não efetuou o pagamento nem indicou bens a penhora. Posteriormente, foram penhorados imóveis do CNCS que obrigou uma ação de Embargos de Terceiros já que o Clube não figura como parte nesse processo, pedindo a liberação desses imóveis indevidamente penhorados.
  9. A mesma "Notícias" afirma que:
    • "Os processos em que estamos envolvidos, e com os quais temos gasto vultosa quantia, não são nossos – fazem parte do que pacote que "herdamos" quando o Celso e a Paula fizeram a sua "doação" para o CNCS.
    • "Para podermos fazer a nossa defesa em todos estes processos, só no ano de 2006, gastamos R$25.456,28! Já imaginaram quantas benfeitorias poderíamos ter feito com este valor?!"

  10. Em 31 de dezembro de 2004, Silvio Levy adquiriu 80 títulos de Sócio Patrimonial (40% do total), e 250 Concessões Residenciais (62,5% do total) do CNCS, e todas as concessões comerciais remanescentes. Isso foi em troca de vultoso pagamento para sr. Celso Rossi e familiares. Também pelo mesmo contrato sr. Rossi e familiares abriram mão do poder de revogar a doação das terras para o CNCS.

  11. Em 10 de junho de 2008, as terras da Colina foram penhorados para assegurar o pagamento de uma velha dívida trabalhista, dos herdeiros de Gilberto Antônio Duarte de Vargas.

  12. No processo do sucessão de Gilberto, correndo desde 1999, a Justiça não tem conseguido citar sr. Celso Luis Rossi até hoje, já mais de nove anos. O oficial encarregado estava a sua procura quando sr. Rossi foi para o Congresso Internacional de Naturismo em Tambaba. Qualquer morador que prefere que as dívidas da Naturis sejam pagos não com seu patrimônio mas com o do Sr. Rossi pode informar o paradeiro dele ao oficial Irineu, 51 9106-5451.

  13. No processo que o FBrN instituiu sobre as terras, 10800049905, o CNCS foi citado, mas a oficial Clarice Federici Rodrigues não conseguiu citar sr. Rossi com mandado 2008/93448.
Se a situação atual das terras da Colina parece complicada, outro fator vai entrar com o resolução das falsas acusações de pedofilia. Todos os jovens da Morro da Pedra negam qualquer abusos; não há pornografia nos computadores; e nas máquinas fotográficas só há fotos inocentes. As acusações partiram não das “vitimas”, mas de dentro da Colina do Sol, de residentes e sócios, alguns deles devedores dos acusados.

É necessário que a responsabilidade civil e criminal destes indivíduos seja apurada de forma exemplar, para evitar que outros inocentes sofram da mesma forma no futuro. Porem, além dos atos de indivíduos, o Conselho da Colina do Sol agiu em seu nome, inclusive enviado advogadas para acompanhar as audiências, e convocou os sócios “no sentido de centimetrar as notícias negativas em relação ao CNCS e ao Naturismo” conforme ata do Conselho 116. É patente a intenção de que as notícias negativas sejam cobradas.

E serão cobradas.

Só espero que os atuais moradores da Colina não tenham que responder com suas casas e investimentos pelos atos do atual conselho, da mesma maneira em que estão respondendo pelos atos do antigo gestor, sr. Celso Rossi.