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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Viva a Liberdade Nua!

ManiFESTAçao pela Liberdade da Nudez #4
1º de dezembro de 2013, na ciranda de palmeiras na Praça da Paz – Parque do Ibirapuera – São Paulo


A debate no programa SuperPop da RedeTV! considerou se a nudez deve ser liberado, ou confinada nas gaiolas das áreas naturistas. Já aconteceram no Parque de Ibirapuera três ManiFESTAcões para a liberdade de nudez. A primeira, nas fotos acima e ao lado, simbolicamente retirou as faixas pretas da censura. A segunda foi coberta pelo jornal naturista Jornal Olho Nu, principal veículo naturista do Brasil, assim como a terceira ManiFESTAção.

Todas estas manifestações foram pacíficas, foram comunicados anteriormente às autoridades competentes, e apesar de acontecer no maior parque da maior cidade do Brasil, acontecerem sem
transtornos e sem muito incômodo para os outros usuários do parque.

É legal?

As manifestações políticos e culturais são protegidas pelas leis e pela Constituição do Brasil. O Ministério da Justiça já liberou o nu sem conteúdo sexual para a televisão aberto, a qualquer horário.E muitos protestos recentes tem usado nudez.

A reação dos frequentadores do parque à manifestação foi variada. Uns chegaram mais perto, inclusive famílias com crianças, outros poucos se afastaram, mas a grande maioridade não deram muita bola. Um grupo de adolescentes indo jogar bola atrasaram o passo um pouco, mais continuaram até o campo de bola.

A Guarda Civil manteve a paz nos três Atos
As guardas municipais, e as guardas terceirizados do parque, estavam preparados para qualquer dificuldade. Não houve. Sacaram então seus telefones, e fizerem recordações do evento.

E as crianças?

Crianças no naturismo sempre suscitam perguntas. Ser visto nus por outros pode lhes causar danos? E pode causar danos a crianças ver o nudez alheio? Ser fotografada faz mal à criança?

Até agora nenhuma família com crianças participou das ManiFESTAções. Foi cena corriqueira ainda no final do século passado crianças pequenas nadando peladas no espelho d'agua em volta do Obelisco no Parque, ou no fonte em frente do Catedral da Sé. Os jornais imprimem fotos de crianças peladas até na capa quando é notícia. Em 1990, Bia Lessa encenou "Suor Angélica" no Theatro Municipal, com umas cinquenta crianças peladas correndo no palco na cena final. E isso é falando das áreas nobres da cidade. O pudor é um privilegio dos ricos - quanto privacidade tem uma família morando num quarto de cortiço ou favela?

E não podemos esquecer de Chico Bento nadando pelado na roça, ou os indiozinhos de Castelo Ratimbum andando pelados como seus antepassados e como seus parentes de hoje.

Mas crianças vendo algo desacostumado, poderiam sofrer danos? Os museus da cidade são repletos de nus. Em 2005 a Oca de Ibirapuera recebeu a exibição "Corpos Pintados", onde conforme um critico de jornal, "Tudo pode ser visto na tez macia de uma garota ou na pele flácida de um idoso." A exposição de pinturas, fotos e esculturas de corpos nus foi frequentado inclusive por grupos de estudantes em uniformes da rede municipal e estadual.

No Parque de Ibirapuera, e no Brasil, o nudez da crianças pode ser visto, e ela poder ver o nudez dos outros. E sempre foi assim.

Tradição naturista brasileira


O naturismo formal nasceu no Brasil com Luz del Fuego, que abandonou sua família tradicional e seu nome Elvira Pagã, para abraçar o naturismo e dançar no palco com duas cobras. Ela fundou o Partido Naturista Brasileira nos anos 50, exigiu o naturismo rigoroso na sua Ilha do Sol na baia de Guanabara, onde exigiu que todos ficassem completamente nus - até o Censo. Luz aguentou a chegada no regime militar, mas foi vítima de um assalto na sua Ilha em 1967. Virou assunto de filme em 1982, peça de teatro em 1992, e ficou até mais famosa depois da morte do que na vida.

Atenção da mídia

O naturismo interesse a mídia? Não. Mas o nudez interessa. Muita cobertura de "naturismo" na televisão em anos recentes, não foi de naturismo. Usou o naturismo para disfarçar o interesse em corpos nus, ou em comédia da mais baixa qualidade.
A matéria na Folha de São Paulo em julho foi de outro padrão. Não foi pruriente, nem humorística, nem "chapa-branca", mas foi jornalismo mesmo.  Investigou vários recantos naturistas, e não engoliu as palavras do entrevistados. Tratou o "código de ética" como regras de etiqueta, por exemplo.
  
O tratamento da RedeTV! foi também respeitoso, pelo menos no estúdio. Não posso opinar sobre o que foi ao ar, pois isso é escrito antes.

Uma coisa é certa: a atenção da mídia deve garanti que haverá bem mais gente no Parque de Ibirapura no primeiro dia de dezembro. Mais gente para observar, e esperamos, mais gente para participar. A liberdade de nudez não é de um pequeno grupo, ou de uma pequena fatia de sociedade que tem o luxo de frequentar áreas particulares. É um liberdade com que todos nós nascemos.

segunda-feira, 5 de março de 2012

O naturista deve levar toalha. E mordaça?

Conheci a praia de Abricó fim de semana retrasada, mas não encontrei o nobre Pedro Ribeiro, editor do Jornal Olho Nu, e o fundador, a luz, o verdadeiro Marquês de Abrico.

Porque não encontrei? Porque ele estava em Tambaba, não de passeio, mas respondendo um processo:  uma tentava de amordaçar o Jornal Olho Nu. Os leitores habituais da imprensa naturista vão lembrar que Pedro publicou uma carta sobre a pousada Colina dos Ventos, onde parece que todos os hóspedes que compraram o pacote de ferias do fim do ano, abandonou o lugar antes de Revillion - mas depois de um assalto. Pedro retirou a matéria do site (e nós o publicamos aqui) e tem escrito muito pouco sobre o assunto, mas disse que foi processado pelos responsáveis pela Colina dos Ventos.


Não é para confundir com a outra pousada do mesmo nome funcionando desde 1995 em Fernando de Noronha.


O site do Tribunal de Justiça de Paraíba informa que o processo 041.2010.000.834-5 movido por "POUSADA SUNPLENTY LTDA." , foi "extinto sem julgamento do mérito". Mérito não tinha nenhum: a publicação de uma carta alertando turistas potenciais de um hotel que não atende as exigências mínimas, cabe perfeitamente dentro da liberdade jornalistica.

Recentemente, a Folha de S. Paulo escreveu da despesa e da dificuldade de responder às dezenas de processo movidos contra o jornal, em todos os cantos do pais, pela Igreja Universal. Na época, a advogada do jornal, Dra. Taís Gasparian, comentou isso comigo, quando conversei com ela em frente da igreja católica de Taquara, no meu celular grampeada pela promotora da comarca, Dra. Natália Cagliari.

Matéira no Yahoo ontem fala do jornalista do Pará condenado por ter denunciada o maior grilagem do País, artigo semelhante se encontra aqui, com o título "A censura pela intimidação".

Ambos os artigos falam a mesma coisa: até para a imprensa grande, processos sem mérito servem para tentar calar a boca do jornalista. No caso do grilagem, apesar do registro das terras - maior de vários estados brasileiros, e maior de uns países - foram cancelados, mas o jornalista perdeu o processo. Grilagem assim não se faz se a participação do judiciário, ele disse.

Como então fica para um jornal sem fins lucrativos, com Jornal Olho Nu, que existe devido ao noblesse oblige do Pedro? A despesa de responder um processo destes, o custo de passagens, o atrito causado até por um processo na justiça especial, que demorou no caso dois anos, serve como uma maneira não muito velado de calar um jornalista que desagrada.

Pedro retirou a carta do ar, mas não disse se for devido a um liminar, um simples ameaça, ou uma tentativa de usar o conselho de "ética" da FBrN contra ele. Nós publicamos a carta aqui. (A índice de Blogger está tendo um tremelique no momento, mas depois coloco o link).

Ainda, ouvimos que o motivo de tanto rebuliço, era que a Colina dos Ventos, estava a venda. Aparentemente no mesmo molde que o Hotel Ocara: vende-se o empreendimento na "fase de esperança", antes que a realidade pode murchar o valor.

Ná época, ouvimos de um amigo na Alemanha que uma aproximação foi feito a um clube naturista de lá, e publicamos uma alerta, Colina dos Ventos, clear and present danger, que foi circulado em listas naturistas europeias, e espero que tenho evitado que algum alemão chegasse a sofrer o mesmo destino que Dana Wayne Harbour, que perdeu toda sua poupança no fraude do Hotel Ocara, antes de morrer num "assalto". Pelo menos a Colina dos Ventos continua a venda pelo menos no Internet: quem tiver a paciência para assistir o slide-show pode reconhecer vários dos "suspeitos de sempre".


A Praia de Abricó parecia um lugar sossegado, que funcionava muito bem sem as vários jabuticabas da era vermelho de naturismo brasileiro, como a proibição de solteiros desacompanhados. Ainda não sofreu da atual onda de acusações falsas de pedofilia que viraram praxe na politicagem naturista, e que continuará parte até que algum acusador seja preso por denúncia caluniosa.

Vi no Abricó o que é essencial, e o que é dispensável, para o naturismo. A FBrN e suas regras homofóbicas, sua "conselho de ética" de paus-mandados, sua pequeno bando de gente que enriquece vendendo castelos nas nuvens antes que o vento soprar - são dispensáveis. Os naturistas que recebem novatos sem se preocupar em como os separar do seu dinheiro, que contribuem para naturismo que vez de exigir que ele os sustenta, que vejam a ética como guia e não como chicote - estes são essenciais.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Ocara e o oco

Waldemar visitou o Hotel Ocara como hóspede, gostou, e postou suas impressões, o link sendo republicado aqui no blog, com é de costume.

Ele fala do hotel, fala do valor da Colina do Sol, e fala da proposta de compra direta da Justiça. Enquanto suas observações sugerem vários ensaios - por exemplo, sobre a diferença entre um bolha especulativa e uma esquema Ponzi - vamos hoje tratar hoje destes três assuntos, em que ele claramente refere a mim.

O Hotel Ocara

Waldemar achou o hotel "bonito". Nós analisamos o hotel como empreendimento. "Bonito"?  Um fantasia de Carnaval é bonita na desfile de sábado, mas destoaria na missa de domingo. Critiquei um hotel de alvenaria num empreendimento cujo diferencial é a aproximação rústica à natureza. Critiquei, também, uma prédio de três andares sem elevador, num plano de negócios dirigido ao aposentados europeus: que público que pode ter dinheiro e querer fugir do inverno, mas que não subir escadas. "Bonito" não era uma resposta às minhas perguntas.

O aspecto do Hotel Ocara em que concentramos nossa atenção, era o lado empresarial. Celso recebeu de outros, inclusive empréstimo de dinheiro público, em volta de R$750 mil, dinheiro o suficiente para construir de duas ou três hotéis, e ele construiu meio hotel, pois os dois andares da cima não foram acabados. Waldemar não subiu a escada?

Enquanto o investimento de Celso e Paula era um terreno com valor de R$3.856,74, o contrato social de Ocara SA estabelece que ele e Paula receberiam mensalmente R$4 mil para gerenciar o hotel. Eles recuperarem todo seu investimento no primeiro mês. Qualquer dos outros sócios chegou a receber um centavo sequer? Perderem tudo. Wayne perdeu até a vida, num "assalto", e pelo relato de alguém que viu, na manha seguinte um dos escudeiros fies de Celso violou o isolamento policial para se apoderar das caixas de documentos que Wayne tinha juntado sobre o fraude do qual foi vítima.

plano empresarial do Hotel Ocara , disse que na estação alta, 22 apartamentos estariam 90% cheias, numa tarefa média de R$296/noite. Infelizmente, Waldemar não nos informou quantos apartamentos estavam ocupados nos noites em que ele estava lá (menos de 20, presumo) nem as tarifas praticadas. Os hóspedes pagavam uma média de R$296 por noite por apartamento? Ou o valor foi outro?

Referente a qualidade da comida de Celso, vou confiar no juízo de Waldemar. Com uma coisa e outra, se Celso preparasse um prato para mim, não estarei disposto a provar-lo.

O valor das terra

Waldemar disse que "Qualquer um que já tenha ido a Colina do Sol sabe que aquela área vale, no mínimo" 1.4 milhão. Consideramos no blog www.calunia.com.br, de uma maneira um pouco mais técnico.

Quem tenha ido ao Registro de Imóveis de Taquara sabe que um terça das casas são construídos nas terras do vizinho, terra devidamente registrado no nome dele, e não no de Celso Rossi ou do CNCS. As postagens sobre "Minha cabana está penhorada?" no outro blog explicam o que estava sob penhor, o que está em terreno de posse, e o que está no vizinho.

Waldemar confunde "o que está lá em cima", ocupado com ou sem papel pelo Celso Rossi - que no site de Ocara seria 60 hectares, e no Registro de Imóveis e no Tabelião seria uns 41 - e o que estava de fato penhorado, quer era mais ou menos a metade, 25 hectares. Qual metade? Na época, não dava para saber, e dos papeis dos cartórios, talvez nunca teria dado. Conversando com os velhos vizinhos de Morro da Pedra, eventualmente descobri.

E descobri, num processo, um mapa que mostra que sr. Rossi estava vendendo, e efetivamente vendeu, "concessões residenciais" em terras que ele sabia perfeitamente não lhe pertencia. Ele tinha uma mapa do que comprou, e outro do que tinha para vender. Postei os mapas.


A compra direto da Justiça

Agora, referente a possibilidade da compra das terras penhoradas diretamente na Justiça, a situação não é bem o que foi apresentado ao sr. Valdemar. O valor da dívida, inclusive a pensão até 2023, parecia ser "entre R$300 mil e R$691,284.58", e não R$140 mil; de qualquer forma, Celso e Colina acabaram pagando algo em volta de R$200 mil para quitar a dívida.
Eu fui realmente a Taquara ver a possibilidade de realizar o negócio. Mas o "due diligence" mais básico - onde ficam as terras penhoradas? não encontrou respostas. Outras perguntas, como a legalidade do loteamento, ou se o hotel tinha "habita-se", encontrei respostas, só que eram "não". Para comprar na Justiça, o preço dito para mim era R$2,2 milhões, depois R$400 mil, depois R$600 mil, depois R$800 mil.

Oitocentos mil reais era além do possível, e além do valor da coisa. Até pelo cálculo de sr. Valdemar, de "pelo menos R$1.4 milhão", metade disso (e a leilão ou compra seria para somente a metade, 25 hectares) seria R$700 mil. Sem saber qual metade - com ou sem casas e quais casas, com ou sem hotel, etc., era um bilhete de loteria, e com um prêmio menor do que o preço do bilhete.

Desisti e senti um alívio enorme. Há negócios que devem ser aceitos, negócios que devem ser conversado valores, negócios que devem ser rejeitados, e negócios para sair correndo. Este era da última categoria.


Alguém foi lesada? 

Sr. Waldemar ouviu números incorretos sobre um negócio que não chegou a acontecer, e ache que "pode demonstrar que existem interesses excusos". Como já colocamos no outro blog, o Hotel Ocara recebeu um total de mais de R$750 mil, de "investidores" e emprestado do BRDES,  e foi gasto aparentemente uns R$250 mil em construção. Que fim levou os outros R$500 mil? Celso Rossi, que disse que colocou na empresa um terreno que lhe custou R$3.856,74 (que não é nem onde o hotel foi construído) ficou com o hotel. Vários dos investidores ficaram de ver navios, e Wayne foi ouvir os anjos cantar.

Se sr. Waldemar tiver dúvidas sobre qualquer coisa que afirmo neste ou no outro blog, é só perguntar, e respondo, com provas documentais. Não afirmo nada sem provas. 

Provas documentais

Celso Rossi forneceu uns documentos, e prometeu que fornecerá outros. Não li todos, pois estou concentrando agora no fim do caso criminal contra os quatro naturistas que foram levados para a cadeia durante 13 meses pelas acusações dos seus desafetos e devedores, os "naturistas" da Colina do Sol.

Lembro também que no caso criminal, o delegado entregou "documentos". Os pareceres psiquiátricas eram fajutos; os ofícios encaminhando evidências encaminharam 24 CDs a mais do que foram apreendidos. Uma carta diz que o relatório anexo afirmava que os computadores eram criptografados e cheios de fotos, mas o relatório não disse isso! De qualquer forma a afirmação seria um absurdo, equivalente ao, "Não conseguimos abrir o cofre mas está cheio de provas".  

Documento não é prova, simplesmente por ser documento. O papelado começa, parece, com provas de que Celso comprou um pouco menos de 41 hectares, ainda que o site de Ocara afirma fala dos "60 hectares da Colina do Sol". Falta explicar de onde vieram os outros 19 ha, como falta explicar onde foram os outros R$500 mil. Ainda, o empréstimo de que Celso fala, já vi documentos afirmando que foi um empréstimo de Uruguai. Fernando Collor explicou tudo com um empréstimo de Uruguai, também.  

Em vez de especular sobre negócios que eu não cheguei a realizar, e me atribuir motivos escusos para escrever a verdade sobre ele, sr. Celso Rossi deve esclarecer o que ele fez com o dinheiro dos investidores da Ocara S.A., e o que ele fez com o empréstimo de dinheiro do orçamento da União para completar o hotel, sendo que não completou. Se ele ache que há gente louco para por as mãos na Colina do Sol, que deve explicar porque é um bom negócio. Quanto de lucro o Hotel Ocara dá por mês? Quando vai conseguir pagar a dívida agora de mais de R$300 mil com o BRDES, e devolver aos investidores o meio milhão investido?

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Calem a boca desse blog...

Tenho recebido muitas criticas sobre alguns post feitos aqui pelo Sr. Pedicini. O problema  é que a totalidade deles são falacias, textos com o objetivo de suprir a verdade, para tentar maldosamente ocultar os fatos negativos que acontecem no naturismo brasileiro. O principal tema do Sr. Pedicini é o Caso Colina do Sol. Já recebi  criticas dizendo que são “ataques injustos a uma entidade.”, “pessoas podem ser acusadas, e responsabilizadas, entidades não” e assim por diante.

Bom, pela lei brasileira, um clube, empresa, condomínio pode ser responsabilizado sim. Obvio que seu representante legal vai ter que responder por isso. Ta cheio de processos contra Bancos e empresas na justiça.
Os ataques são injustos? Os fatos apresentados incorretos ou falsos? Contestem ora bolas. Quanto aos interesses do Sr. Pedicine o mesmo já respondeu a essa perguta:
Veja no link acima e notará que são cristalinos os interesses dele.

Repito o que já disse inumeras vezes : se alguem responder ao itens do Sr. Pedicini, se autorizado pelo autor da resposta, publico aqui no Blog. Só um alerta: sem   
Argumentum ad hominem. Para quem não sabe "é uma falácia, ou erro de raciocínio, identificada quando alguém responde a algum argumento com uma crítica a quem fez o argumento, e não ao argumento em si.[1][2] O argumentum ad hominem é uma forte arma retórica, apesar de não possuir bases lógicas."  Nem suas  variantes como “matem o mensageiro”. Também não mande uma "Falácia do espantalho", certo?  Sem os truques tipicos da  oratória; ou a maxima que brinco sobre os advogados: contra argumentos não existem fatos.

Por favor também não venham me dizer que o Sr. Silvio Levy é testa de ferro do Sr. Fritz Loudenback e que é um professorzinho sem grana e que recebeu grana do Fritz para comprar as quotas patrimoniais. Nem que o Richard é um laranja do Sr. Fritz e recebe a fantástica, gloriosa e  nababesca soma de R$ 300,00 por mês (!).

Também não me digam que ele é chato ou sem educação. Isso já sabemos inclusive foi usado numa senteça favoravel a ele: “a conduta do [Sr. Pedicini] ... ao dirigir-se de maneira deseducada”, veja no Blog www.calunia.com.br, mas isso não é crime como explica a sentença.

Sem falar da  “Pièce de résistance”: que o Fritz era figura estranha, desconhecida, da Colina.



Ao que parece os sócios da Colina não querem que o caso seja resolvido e querem certamente que as coisas sejam ocultadas, pois assim novos incautos podem cair no canto da sereia. O Sr. Richard apurou os fatos, foi aos cartórios de registro de imoveis, ao MP, ao fórum e publicou copias dos documentos para alertar a comunidade naturista. Apresentou fatos e provas. Da outra parte apenas oratória, tentativas de calar a boca, a velha e boa censura das ditaduras, mas fato que é bom nada... 
Data venia divirjo da opinião de quem pensa ao contrario, mas sim aqui nesse blog ou em listas de discussão, bem como a imprensa em geral, são os fóruns adequados para alerta e mostrar falcatruas, fraudes, omissões e eventual atividades ilícitas.
A comunidade naturista brasileira e mundial é parte interessada sim no caso. A Colina do Sol sempre foi apresentada como um ícone da vida naturista , da vida em comunidade. Agora se apresenta documentos e fatos mostrando que esse ícone é falso; que é um santo do pau oco. Como ficamos agora perante a definição de naturismo? A Colina por esses fatos, omissões, ocultamentos causou dano à imagem pública do Naturismo ou das áreas naturistas. Permitiu ou foi omissa fechando os olhos as denuncias documentados e divulgadas no blog www.calunia.com.br; foi utilizado meios fraudulentos para obter vantagem para si ou para terceiros com a omissão generalizada. Sem falar da denuncias de violência física como meio de agressão a outrem, cuja resposta tipica é desqualificar quem levantava o problema ao invés de verificar os fatos; vamos atacar motivos do Sr. Pedicini e pouco se importando com os fatos. Essa pratica é uma falacia sem tamanho. Atenta contra a logica, a razão e boa fé leitores desse blog.

Se fosse sócio da colina já teria procurado advogados, o forum, o registro de cartorio para ver a realidade da propriedade da terra. Muito dinheiro foi colocado baseado na boa fé de um negocio. Agora se o santo da sinal de ser de pau oco...  partem para o esquema "Matem o mensageiro" , “Ne nuntium necare” e preferem "matar" o Sr. Pedicini. Colocam em duvida a sua motivação e não verificam os fatos, afinal todo naturista é santo só faltando a sua canonização pelo vaticano. http://l.yimg.com/a/i/space.gifhttp://l.yimg.com/a/i/space.gifQualquer manifestação contra, duvida, suspeita é crime de lesa majestade.

Por fim gostaria de brindar os leitores com 2 comentarios feito nas lista Papo Naturista (http://br.groups.yahoo.com/group/Papo_Naturista/) no yahoo, um do Cesar e outro do Mauro e o texto “As Regras da Desinformação: Vinte e Cinco Maneiras de Suprimir a Verdade” de H. Michael Sweeney.




Da lista Papo Naturista : Cesar Fleury

Bom dia a todos.
O Richard coloca de modo claro, direto, conclusivo acusações que estão até o momento sem resposta, por parte da policia do estado, e principalmente da associação Colina do Sol, onde além da citada “corja”, seus associados lá moradores pecam pela omissão, mesmo que tenham agora modificado a diretoria, tentando colocar um basta.
A troca da diretoria, coloca em cheque a atual “diretoria” da Federação, pois se os atuais diretores e principalmente seu presidente, não foram indicados pela associação em que pertencem.....

Claro que pessoas se sentem atingidas pelo comentário e acusação do Sr. Richard, mas aos moradores que assim se sentem, geralmente podem mudar o estado discando 181 (telefone do disque denuncia da policia civil – não é necessário se indentificar). Acredito que todos tem pistas que levariam facilmente ao assassino do Sr. Dana Wayne. Se calando coloca a todos a pecha de assassino e conivente com um crime barbaro. O mesmo procedimento sobre a tocha incendiaria da cabana da Sra. Barbara......

Quanto aos mapas da colina, que incidem sobre terrenos de outros e estão sendo questionados, e uma empreendimento hoje totalmente inviavel e individado, que com certeza houve desvio de verba e finalidade no investimento do Sr. Dana Wayne bem como do Banco que emprestou e não recebeu dinheiro. Pelo que sei, os dois não receberam o investimento feito, nem seus familiares no caso do assassinato da pessoa primeira.

Realmente uma mancha, um ponto negro no naturismo brasileiro, infelizmente ainda sem respostas.
Mas lembre-se COLINA, existe o 181 e a promotoria do estado, onde se pode denunciar sem identificar. Assim não corre o risco de ter sua cabana queimada, nem ser assassinado na noite fria do Rio Grande do Sul.

Um forte abraço a todos.
Muito obrigado.
Naturalmente

Cesar Fleury


Da lista Papo Naturista : Mauro Cherobim

Referente a um comentario feito sobre o texto: Colina do Sol - que bicho é este?

Quem tem uma língua anglo-saxônica como língua materna “apanha” muito nas concordâncias, em especial na de gênero. Fora isto o texto de Richard é claro. Cristalino.

Quem faz alguma coisa sob o resguardo de uma instituição é a instituição que sofre as penas da lei. Junto com os autores da infração. Acusar Richard é o mesmo que acusar o jornal que noticia um malfeito. É o quem tem acontecido com os defensores da censura: punir quem noticia e não quem pratica.

Uma minha amiga foi demitida de uma instituição pública porque incomoda um grupo que a assediou moralmente. E uma das acusações foi o fato de ela haver procurado a via jurídica. A questão está sub judice. E neste caso é o Estado que está sendo processado pelo crime dos seus funcionários. É o que acontece no caso que Richard denuncia. Se houve crime sob o guarda chuva da Colina, um condomínio, é o condomínio que deve ser processado. Caberá, em seguida, aos condôminos, ..., processar as pessoas que tenham praticado os malfeitos.

Como no caso que citei, da minha amiga, a instituição terá que justificar os seus malfeitos, todos registrados em documentos, na Colina os membros autores de malfeitos praticados terão que responder por eles.

Não tenho nada com o caso da Colina; a minha manifestação decorre “ pelo que entendi “ que a denúncia não pode ser feita porque Richard não escreve num lídimo e escorreito português. As acusações documentadas se sobrepõem a isto.

Abraços,

Mauro








As Regras da Desinformação: Vinte e Cinco Maneiras de Suprimir a Verdade

H. Michael Sweeney.

Construído em cima das "Treze Técnicas para Suprimir a Verdade" de David Martin, a lista que se segue pode ser útil para o iniciado no mundo de verdades veladas e meias verdades, mentiras e supressão da verdade, que acontecem quando crimes graves são discutidos em fóruns públicos. Isto, infelizmente, inclui todos os meios de comunicação de hoje em dia, que são as maiores fontes de desinformação.

Sempre que o crime envolver uma conspiração, ou uma conspiração para encobrir um crime, haverá invariavelmente uma campanha de desinformação lançada contra aqueles que procuram descobrir e expor a verdade e/ou conspiração. Existem táticas específicas que artistas da desinformação tendem a aplicar, as quais apresentarei em seguida. 

Os artistas da desinformação e aqueles que os controlam (aqueles que irão sofrer se o crime for resolvido) devem procurar evitar um exame completo e racional de qualquer cadeia de provas que fosse incriminá-los. Uma vez que fatos e verdades raramente caem por conta própria, eles devem ser superados com mentiras e enganos. Aqueles que são profissionais na arte da mentira e do engano, como a comunidade de inteligência, as autoridades governamentais e obviamente a mídia corporativa, tendem a aplicar neste processo ferramentas razoavelmente bem definidas e observadas. No entanto, o público em geral não é bem armado contra essas armas, e é muitas vezes facilmente enganado por essas táticas.

Surpreendentemente, nem os meios de comunicação nem as autoridades legais foram treinados para lidar com estas questões. Na maior parte do tempo, apenas os desinformantes compreendem as regras do jogo.

Espero que seja de grande valia para aqueles que estão começando a ver como as coisas realmente funcionam, bem como para aqueles que instintivamente já perceberam como estas táticas são utilizadas, conhecer exatamente cada uma das táticas e subterfúgios daqueles que pretendem esconder a verdade:

1. Não ouça o mal, não veja o mal, não fale do mal. Independentemente do que você sabe, não discuta, especialmente se você é uma figura pública, âncora de TV, etc. Se você não for informado é porque não aconteceu, e você nunca terá que lidar com os problemas.

2. Torne-se incrédulo e indignado. Evite discutir os principais problemas e ao invés foque em questões laterais que podem ser utilizadas para mostrar o tema como sendo crítico de algum grupo ou tema intocável. Este método é também é conhecido como o "Como você se atreve!". Um bom exemplo é quando alguém questiona a versão oficial do 11 de setembro e a mídia diz isto é uma afronta às famílias das vítimas.

3. Crie boateiros. Evite discutir os problemas, descrevendo todas as acusações, independentemente das provas, como meros rumores e acusações selvagens. Outros termos depreciativos mutuamente exclusivos da verdade podem funcionar muito bem. Este método funciona especialmente bem com a silenciosa imprensa, porque a única maneira que o público poderá conhecer os fatos são através destes "boatos incertos". Se você puder associar o material com a Internet, use isto para certificar a acusação como uma "fofoca" que não pode ter base na realidade. Isto foi muito usado pela rede globo durante a falsa pandemia da gripe suína.

4. Use um "espantalho".  Ache ou crie um elemento do argumento de seu oponente que você possa facilmente derrubar para você se sair bem e o seu adversário ficar em uma posição desfavorável. Ou então crie um problema que você possa implicar com segurança que exista com base na sua interpretação do adversário, nos argumentos do adversário ou da situação, ou então selecione o aspecto mais fraco das acusações mais fracas. Amplifique o seu significado e as destrua de uma forma que pareça desmentir todas as acusações, reais e as fabricada, enquanto na verdade evita a discussão das questões reais.

5. Desvie os adversários através de xingamentos e ridicularização. Isso também é conhecido como o estratagema do "ataque ao mensageiro" , embora outros métodos qualifiquem como variantes dessa abordagem. Associe adversários com títulos impopulares, como "malucos", "de direita", "liberal", "esquerda", "terroristas", "teóricos da conspiração", "radicais", "milícias", "racistas", "religiosos fanáticos ", "drogados", "desviados sexuais", e assim por diante. Isso faz com que outros removam o seu apoio com medo de receber o mesmo rótulo, e assim você evita lidar com os problemas. Esta tática foi muito utilizada quando 
Charlie Sheen veio a público questionando a versão oficial do 11 de setembro.

6. Bata e Corra. Em qualquer fórum público, faça um breve ataque ao seu oponente ou a posição de adversário e em seguida pule fora antes de que uma resposta possa ser dada, ou simplesmente ignore qualquer resposta. Isso funciona muito bem em ambientes de internet e em cartas ao editor, onde um fluxo constante de novas identidades podem ser utilizadas sem ter que explicar o raciocínio crítico - simplesmente faça uma acusação ou outro ataque, nunca discutindo as questões, e nunca respondendo a qualquer resposta posterior, por que isto dignificaria o ponto de vista do oponente.

7. Questione os motivos. Distorça ou amplifique qualquer fato que possa insinuar que o adversário opera a partir de uma agenda oculta pessoal ou esteja sendo tendencioso de qualquer outra forma. Isso evita discutir as questões e força o acusador a ficar na defensiva.

8. Invoque autoridade. Reivindique para si mesmo autoridade ou se associe com autoridade e apresente seu argumento com o "jargão" ou "minúcias" o suficiente para ilustrar que você é "quem sabe", e simplesmente diga que não é assim, sem discutir as questões ou demonstrar concretamente o porquê ou citar fontes.

9. Banque o idiota. Não importa o argumento de que a evidência ou lógica é oferecido, evite discutir questões negando que elas têm qualquer credibilidade, fazem qualquer sentido, fornecem qualquer prova, contém ou esclarecem uma questão, tem lógica, ou dão apoio a uma conclusão. Misture bem para ter o máximo efeito.

10. Associe as acusações do adversário com notícias antigas. Normalmente um derivado da estratégia do "espantalho", em qualquer assunto de grande escala e alta visibilidade, alguém irá fazer acusações no início que podem ser ou já foram resolvidos facilmente. Se futuras acusações forem previsíveis, faça o seu lado levantar uma questão "espantalho" e a trate no início, como parte dos planos de contingência. As acusações subseqüentes, independentemente da validade ou mesmo que cubram novas descobertas, elas geralmente podem ser associadas com a acusação inicial e refutadas como sendo uma simples repetição que pode ser refutada sem a necessidade de abordar as questões atuais - ainda melhor quando o adversário está ou esteve envolvido com a fonte original.

11. Estabeleça posições onde você possa retroceder. Usando uma questão ou elemento menos importante dos fatos, aja com classe "confesse" com franqueza que algum erro inocente, em retrospecto, foi feito, mas que os adversários aproveitaram a oportunidade para colocar tudo fora de proporção e implicam criminalidades maiores que, simplesmente "não é assim." Outros podem reforçar isto em seu nome mais tarde. Feito corretamente, isso pode angariar a simpatia e o respeito de "jogar limpo" e "reconhecer" os seus erros, sem abordar as questões mais graves. Esta tática foi 
muito utilizada pelo IPCCquando veio a público que grande parte de suas estimativas de derretimento de geleiras, perda da floresta amazônica, entre outros, eram exageradas e não eram baseadas em estudos científicos.

12. Enigmas não têm solução. Inspirando-se na cadeia de eventos em torno do crime e da multiplicidade de participantes e eventos, pinte todo o assunto como muito complexo para ser resolvido. Isso faz com que aqueles que acompanhem o assunto comecem a perder o interesse mais rapidamente sem ter que resolver os problemas reais.

13. Lógica da "Alice no País das Maravilhas". Evite o debate das questões raciocinando de trás para a frente com uma aparente lógica dedutiva de uma forma que deixe de fora qualquer fato material real.

14. Exija soluções completas. Evite as questões exigindo de seus opositores a resolução do crime atual completamente, um truque que funciona melhor para itens que qualifiquem-se para a regra 10 (Associe as acusações do adversário com notícias antigas).

15. Encaixe os fatos em conclusões alternativas. Isto requer um pensamento criativo, a menos que o crime tenha sido planejado com conclusões de contingência.

16. Desapareça com provas e testemunhas. Se elas não existirem, não existe fato, e você não terá de resolver o problema.

17. Mude de assunto. Normalmente utilizado em conexão com um dos outros estratagemas listados aqui, encontre uma maneira de desviar a discussão com os comentários abrasivos ou controversos, na esperança de chamar a atenção para um tema novo, mais fácil de lidar. Isto funciona especialmente bem quando os oponentes podem "discutir" com você sobre o tópico novo e polarize a arena de discussões, a fim de evitar discutir questões mais fundamentais.

18. Emotive, antagonize, e incite os oponentes. Se você não poder fazer mais nada, repreenda e insulte os seus adversários e os leve a respostas emocionais que possam fazê-los parecer tolos e emotivos, o que geralmente tornam o seu material um pouco menos coerente. Não só você vai evitar discutir os problemas em primeiro lugar, mas mesmo que a sua resposta emocional foque na questão em discussão, você pode ainda evitar as questões ao se concentrar em como eles "são sensíveis a críticas".

19. Ignorar a prova apresentada, e exija provas impossíveis. Esta é talvez uma variante da regra do "banque o tolo". Independentemente do material que possa ser apresentado por um adversário em fóruns públicos, alegue que a prova material seja irrelevante e exija uma que seja impossível para o adversário mostrar (ela pode existir, mas não pode estar à sua disposição, ou pode ser algo que seja sabido que possa ser facilmente destruída ou retida, tal como a arma de um crime). Para evitar completamente discutir questões desminta categoricamente e seja crítico da mídia ou livros como fontes válidas, negue que as testemunhas sejam aceitáveis, ou mesmo negue que as declarações feitas por autoridades governamentais ou outras têm qualquer significado ou relevância.

20. Falsas provas. Sempre que possível, introduza novos fatos ou pistas projetados e fabricados para entrar em conflito com as apresentações do adversário para neutralizar questões sensíveis ou dificultar a resolução. Isso funciona melhor quando o crime foi planejado com contingências para este propósito, e os fatos não podem ser facilmente separados das invenções.

21. Chame um Grande Júri, Promotoria Especial, ou outro organismo habilitado para investigações.Subverta o processo para seu próprio benefício e efetivamente neutralize todas as questões sensíveis, sem uma discussão aberta. Uma vez convocado, as evidências e testemunhos devem ser secretos. Por exemplo, se o advogado de acusação estiver do seu lado, ele pode garantir que o Grande Júri não ouça nenhuma evidência útil e que as provas sejam vedadas e indisponíveis para investigações posteriores. Depois de um veredicto favorável (geralmente, esta técnica é aplicada para inocentar o culpado, mas também pode ser utilizada para obter acusações quando se procura enquadrar uma vítima) for alcançado, o assunto pode ser considerado oficialmente encerrado.

22. Fabrique uma nova verdade. Crie o seu próprio perito(s), grupo(s), autor(es), líder(es) ou influencie os existentes para forjar novos caminhos através de pesquisa científica, investigativa ou social, ou testemunho que conclua favoravelmente. Desta forma, se você realmente precisar lidar com as questões relevantes, você pode fazê-lo com autoridade.

23. Crie distrações maiores. Se as estratégias acima não funcionarem para desviar questões sensíveis, ou para impedir a indesejável cobertura da mídia de eventos que não se possa impedir, tais como julgamentos, crie notícias mais importante (ou as trate como tal) para distrair as multidões.

24. Silencie os críticos. Se os métodos acima não funcionarem, considere remover os oponentes de circulação através de uma solução definitiva, para que a necessidade de abordar as questões seja totalmente removida. Isso pode ser através de sua morte, prisão e detenção, chantagem ou destruição do seu carácter pela liberação de informações de chantagem, ou simplesmente pela intimidação adequada usando chantagem ou outras ameaças.

25. Desapareça. Se você é um portador de segredos importantes relacionados a algum crime ou conspiração e você acha que o calor está ficando muito quente, para evitar os problemas, desapareça.

Todos os comentários são muito bem vindos, mas os leitores deste blog mais experientes podem contribuir apresentando exemplos específicos de cada regra, os quais eu irei incluir no artigo.   

Fontes:
The Vigilant Citicen: The 25 Rules of Disinformation
Proparanoid: DISINFORMATION vs. TRUTH
Thirteen Techniques for Truth Suppression by David Martin
Blog Anti-NOM: As Regras da Desinformação: Vinte e Cinco Maneiras de Suprimir a Verdade

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Murder most foul

Recebi na lista Peladistas uma pergunta de sr. Gilberto Moraes:
O seu Pedicini:

Porque o senhor não esclarece desde logo o que quer com esses seus ataques à Colina. Isso que o senhor faz cheira a interesses contrariados ou interesses sendo gestados, para explorar alguém.

Isso que o senhor faz não tem nada de defesa de injustiçados acusados em casos de pedofilia.
Gilberto
Sim, sr. Gilberto, confesso que tenho interesses contrariados pela atuação da diretoria da Colina do Sol, com concordância implícita dos sócios, e com a atuação de um outro elemento lá dentro, não identificado.

E que interesses são estes? O que tanto me incomoda?

O foco principal do blog www.calunia.com.br é, sim, "defesa de injustiçados acusados em casos de pedofilia", ainda que minha atuação é em falsas acusações em geral. Como disse o bom livro, "Não levantaras falso testemunho contra teu próximo."

Mas isso é somente um mandamento, entre dez. Já tratamos das falhas de ética encobertos pelo naturismo brasileiro. Vou repetir o que escrevi naquele ocasião:

V. NÃO MATARÁS

Dana Wayne Harbour, 79 anos, o maior investidor no Hotel Ocara, encravado na Colina do Sol, foi assassinado em sua casa na Colina, dia 28 de novembro de 2007. Os papéis que ele tinha sobre os negócios da Ocara sumiram depois de sua morte. Ele tinha anunciado numa segunda-feira que ia mudar a disposição dos seus bens. Quarta-feira foi morto, e sexta, cremado. Segunda-feira um residente da Colina apareceu no Banco do Brasil com um atestado de óbito e tentou sacar todo o dinheiro da conta dele.

Em agosto de 2008, enquanto Barbara Anner estava numa audiência no Fórum de Taquara, alguém subiu no telhado da sua casa, dentro da Colina, que é protegida por guardas e cercas, e colocou espuma de uretano na chaminé. A bomba incendiária explodiu na próxima ocasião que a lareira foi usada, e apenas por grande sorte — e pela ação rápida do funcionário Pedro — a casa não pegou fogo, matando Barbara e sua acompanhante Nedy.

Nedy de Fátima Pinheiro Fedrigo, a residente mais antiga da Colina, foi avisada pelo médico de que se não se afastasse de Barbara, sua saúde não agüentaria. O estresse das ameaças constantes, os tiros na noite, as armas brandidas, os insultos, e por fim a bomba -- ela sofreu três ataques cardíacos, e sucumbiu.

O proprietário do camping, por motivos que ficarão claros a seguir, já fez muitas ameaças, algumas de arma na mão, contra os falsamente acusados no caso Colina do Sol, tanto antes de serem presos como depois da soltura.

Além disso, noto que os charmosos naturistas de Colina do Sol, conseguiram que a sra. Barbara Anner, então com 75 anos, fosse mandado de volta para o presídio, pois ela tinha recebido em sua casa - bastante isolada - seus advogados (que não poderiam se reunir com ela em outro lugar, ela sendo em prisão domiciliar) e um outro sócio da Colina.

Este "movimento todo" tão incomodava os "naturistas", que pediriam que ela fosse mandada de volta ao xadrez. E conseguiram, por mais umas semanas. Insuficiente para matar a dna. Barbara, que creio foi o objetivo dos "naturistas".

Me incomodo, sim


Mas me incomodo, sim, seu Gilberto, com o assassinato de um velho indefesa e inofensivo. Me incomodo com os tentativas de assassinato de dona Barbara. Me incomodo com o assassinato de Nedy Fedrigo, pois assassinato foi, ainda por meio indireto. O estresse provocou o morte dela, mas quem provocou o estresse foi a corja da Colina, com seu afã de causar tanto incômodo possível àqueles que falsamente acusaram.

Me incomodo com o assassinato de velhos e mulheres.

O assassinato de inocentes e indefesos contraria meus interesses, seu Gilberto.

Eu não gosto.

Eu não suporto.

Não foi o que provocou minha atuação no caso Colina do Sol, mas não posso fingir que não vejo.

A existência do Mal


Quando ouvi do caso Colina, imaginava que os naturistas da Colina do Sol ajudaria contra a acusação claramente falso. Não imaginava que a acusação partiu deles. Imaginava, depois, que a FBrN ajudaria. Não sabia que abraçaria os caluniadores. Quando veio o caso de Rones em Tababa, já não me surpreendi mais que o naturismo oficial nada fez.

A Colina e a FBrN não são parte da solução. São parte do problema.

As informações publicados aqui e no www.calunia.com.br não são fruto de uma campanha de difamação. Procurei saber o que eram as terras da Colina, e deparei com fraudes, invasões, e mapas falsos. Procurei saber do valor do hotel, e descobri que os números não davam pé, e o empreendimento nunca foi terminado, pois não daria dinheiro mesmo: era feito não para funcionar, mas para angariar "investimentos" de pessoas incautas.

É um podridão que mal dá para acreditar, uma esquema Ponzi sem calças, um "clube de pirâmide" com a bunda de fora.

O fraude financeiro não provocou meu interesse, nem justifica tanto trabalho.

Mas o assassinato de velhos e mulheres me incomoda, seu Gilberto. Me incomoda mesmo.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

As bombas começam estourar na Colina do Sol

A cabeça da administração é um incógnito
Publicamos ontem o "Boletim Informativo N°. 01" da admini- stração atual da Colina do Sol, sob a presi- dência de alguém cujo nome o boletim não informa. Tudo escrito por He Who Must Not be Named é cheio destas estranhas lacunas.

Confirma que a bomba d'agua estourou. As bombas das terras são para estourar também, e há outras bombas ainda, prontas para detonar. Mas destas, não se trata.

Fala que alguém acompanhou o "processo de doação da Masti", sem informar que a Masti foi doado. Dado os armadilhas sempre presentes nas "doações" feitos pelo Celso Rossi e Paula Fernanda Andreazza, seria bom saber quais contrapartidas fizerem parte desta "doação", e quais obrigações atuais ou potenciais foram assumidas. Pode ser que foi um negocio limpo, mas cachorro mordido por cobra tem medo de lingüiça.  E de cobras a Colina do Sol está cheia. 

Para  começar, a Colina do Sol está sentada acima de terra que é de simples posse, ou de terceiros, ou penhorada para garantir as dívidas trabalhista de Celso Rossi, ou para ser penhorada para quitar a dívida dele com o BRDE, onde de maneira fraudulenta ofereceu a escritura de um terreno que não tem nem sequer uma cabana em cima, dizendo que era o terreno ao lado da lagoa onde o hotel foi parcialmente erguido - e até a lagoa.

Que solução a administração propõe para estes problemas, importantes e cada vez mais urgentes? Nem reconhece os problemas. Soluções existem, começando com um levantamento das terras, confirmando que o hipoteca de BRDE recai sobre o terra sem valor, e não no filé da Colina. Mas o assunto passa em branco.

O que pifou 

A "informativo" explica o que deu com o poço. Eu sabia de vizinhos que houve um barulho infernal de furar um poço novo, e tinha ouvido que os raízes dos eucaliptos foram o motivo. O boletim explica pelo menos isso em detalhe.

Nas entrelinhas, fica claro também que há problema com os equipamentos:
  • da piscina de pedra, 
  • da piscina térmica,  e 
  • da sauna 
e não há previsão de conserto, nem dinheiro. "Não há margem para atender a nenhuma dessas exigências," nas palavras de He Who Must Not be Named.

A Colina saiu da FBrN 

O informativo tem o mérito de informar que a Colina saiu mesmo da FBrN. O que a FBrN falou, é que "pediu para sair". Pediu, coisa nenhuma. Não é preciso pedir licença. A FBrN teria como argumentar, talvez, se tivesse prosseguido na averiguação sobre as terras, comprados quando Celso Rossi usava o CNPJ da FBrN para tudo. Mas a Federação abriu mão disso. E a Colina do Sol deu às costas da mão para o FBrN.

Selinho

O saída da FBrN tem seus raízes, conforme o comunicado, no custo dos selos da INF, que deu um prejuízo de R$2000 no CNCS.  A "adminstração anterior" tinha comprado duzentos selos. O porque disso não é explicado no memorando, mas é só dar nomes aos bois. A "adminstração anterior" é Etacir Manske e João Olavo Paz Rosés, que com os votos aos quais estes selos deram direto, eleger-se conselheiro e presidente da FBrN.

Compraram a eleição, e penduraram a conta.

Que a Colina deixaria a porta bater nas bundas bronzeadas deste par não foi nenhuma surpresa. Já era esperada. Por isso Wagner, aquele de cocar, não perdeu a vaga de conselheiro da FBrN quando sua base, Sonata, deixou a Federação. Teria aberto um precedente. Ele continuando, Eta e Joâo Olavo poderiam também continuar.


"Transparência" financeira

O boletim promete transparência financeira - e não entregue. Foi apresentado em março, ouvi, um balanço da Colina do Sol. Desde então, sr. Silvio Levy, dono de mais de metade das "concessões residenciais" e de uns 40% dos "Titulos Patrimonias", tem requisitado uma cópia do dita cujo, e não tem recebido.

Se nem ele recebe, quem mais vai receber? Diz que é para comparecer na Secretária. É uma maneira de dizer, quem mora longe, não receber. Muitos "títulos" e "concessões" foram vendidos para estrangeiros; para eles, a "transparência" só vale com uma viagem intercontinental?


Clube, Condomínio, ou Resort?

O que é, exatamente, a Colina do Sol, é uma pergunta levantada já com resposta. Para a diretoria atual, a questão é simples. Na realidade, não é. Registramos hoje que notamos o assunto, mas a análise do mesmo, fica para a próxima.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Eleições locais e nacionais

Ao mesmo tempo que a eleição para FBrN está acontecendo em Balneario Camboriu, haverá eleições para a diretoria de Sonata em Tambaba, e para o conselho de Colina do Sol.

Sr. Joaquim Salles, escreveu para a Comissão Eleitoral da FBrN, pedindo a impugnação de candidatura dos Sr. Etacir Manske, Sr. João Olavo Paz Roses e Sr. Marcelo Pacheco, que estão concorrendo tanto nas eleições de Colina do Sol, quando da FBrN. Sr. Joaquim não recebeu nenhuma resposta oficial - evidentemente, a comunidade naturista brasileira é tão grande, e ele é tão pouco conhecido dentro dela, que não mereceu uma resposta.

Porém, veio uma resposta, dos anfitriões:

Quero nesta oportunidade solicitar a presença do acusador a presença no XII Congrenat, pois zelo pela verdade, e não aceito nenhum tipo de falcatruas de quem quer que seja, peço que venha ao ato e traga as provas correspondentes as acusações que seria implacavel na minha decisão..Saudações
Valdir Nei Hardtke de Melo
ONG NATURISTA E ECOLÓGICA PRAIA DO PINHO
Joaquim está com serviço urgente, mas meu trabalho, mais portátil, permite que viajo. Se a sessão formal não quer me ouvir - resta o informal. E resta a imprensa.

Sonata

A eleição de Sonata parece meio sem sentido. A prefeitura de Conde tirou a administração da praia da Sonata, e parece que até mudou o concessionário do bar e pousada. Mas assembléia teve no Dom Quinzote, e eleição haverá.

A situação em Tambaba é crítica. O Ministério Público está atrás de um TAC proibindo crianças na praia; a prefeitura reduziu o tamanho da praia em mais de dois terços; um grande construtora está querendo instalar um condomínio exatamente atrás da praia des-naturalizada, que tenderia para a privatização efetiva da praia.

Quem vai defender a praia de Tambaba? Bem, Nelci Rones Perreira de Sousa sempre defendeu a praia, mas quando ele mesmo precisava de defesa, descobriu que os naturistas são menos bronzeados, do que amarelos.

Para ser o rei da praia, sempre há candidatos. Para ser o rei João Sem-Terra, terá menos pretendentes. E sabendo quanto estrago faz uma acusação leviana, e quanto pouco apoio receberiam dos seus pares, é difícil imaginar que vai querer se opor ao empreendimento planejado para engolir Tambaba.

Colina do Sol

Se a eleição de Sonata é sem sentido, a da Colina do Sol está na surdina. Sem que houve nenhuma notícia na imprensa naturista, ou nenhuma email para os sócios, já encerrou-se o prazo para candidaturas.

Publiquei a lista de candidatos, no blog www.calunia.com.br. E publico aqui uma notícia que acabei de receber:


EXTRA EXTRA EXTRA!
Noticia Extraordinária!
João Olavo retirou em definitiva sua candidatura ao conselho às 12:25 de madrugada depois da reunião extraordinária em que ficou sabendo que ...
Na Colina do Sol, conhecem João Olavo. Conhecem, e não querem mais. Conhecem algo que o fez retirar sua candidatura de madrugada.

Minhas informação são inexatas, algo sobre um documento roubado, e um queixa criminal.

O motivo exato é um pouco menos claro - algo a ver com um documento roubado e um processo criminal.

Porém, os eleitores da FBrN devem verificar o motivo que apareceu nas altas horas da noite para que João Olava retirasse sua candidatura. Algo que o desqualificou para "Conselho Disciplinar" de um pequeno condomínio, não o desqualificaria para a presidência da Federação Nacional, também?

O morte de Wayne Harbour

Menos de três semanas antes da prisão de Dr. André Herdy, o americano Dana Wayne Harbour, de 79 anos, morreu sufocado em sua casa na Colina do Sol, durante um "assalto".


Wayne era sócio de Celso Rossi no Hotel Ocara. Ele colocou R$250 mil; Celso e sua esposa Paula Andreazza entraram com um terreno que diziam era onde ficava o hotel, mas na verdade era outro, quase sem valor. Com seus R$250 mil, Wayne ganhou 20% do hotel; com seu terreno de uns R$5 mil, Celso e Paula ficaram com 80%.

Percebendo que foi enganado, Wayne juntou provas. No dia seguinte da sua morte, um vizinho viu que Colin Collins tirou os papeis de Wayne da sua cabana.

Foi mesmo um assalto? Bem, depois de beber uma dúzia de cervejas na cabana de Wayne - aguardando seu morte, talvez? - assaltaram a cabana de outro casal. Como nem Wayne, foram amarrados com fita, a mulher ameaçada de estupro, e os 13º salário dos seus funcionários, roubado.

E assaltaram a casa de João Olavo. Um homem de sorte, João Olavo. Tinha acabado a fita, então ele e sua família não foram amarrados. Levaram somente o carro dele, que foi encontrado o dia seguinte, sem nenhuma arranhão.

Um homem de grande sorte, João Olavo. E dizem que pessoas fazem a própria sorte!


Bombardeio

O boletim que recebi com os nomes dos candidatos, lista três nomes como "em análise e Validação", que quer dizer que foram impugnados. Dois são da corja, João Olavo Paz Rosés, e a eterna capitão da corja, Celso Rossi.

Mas o que ouvi, é que estes não foram as únicas impugnações. Recebi um recado, um pedido de que os natuistas do Brasil sejam informados

"que as pessoas que estão concorrendo a eleição da Colina é por impugnação e não por mérito, e também que os mesmos estão concorrendo a eleição da federação."
Mas somente há um outro nome na lista, Guilherme Barcelos Rodrigues, que creio que é o jovem que trabalhava na portaria. Ouvi que foi demitido por não ter barrado um casal homossexual, em que caso, pontos para ela. O que sobra no naturismo é preconceito e tentativa de excluir este ou aquele.

Como reconciliar este recado, então, com a falta de outros nomes?
Acho que é simples. A corja não conseguiu barrar os outros nomes, e estão com medo.

Estão perdendo. Os sócios da Colina finalmente pegar a coragem nas mãos, e resolverem que não vão aguentar mais. Os tentativas da corja de barrar quem que for, foram negadas. Barradas foram a corja.

Um fim comum?

Vou repetir algo que passei pelo email ontem. A propaganda eleitoral da chapa única, oferecendo João Olavo, Etacir Manske e Marcelo Pacheco para a Federaçaõ, oferece um "plano de ação" Escrevi ontem:

Depois, há o "Conceito da Federação: Associação de entidades para um fim comum."

Duvido que seria isso, se foram mesmo eleitos João Olava, Marcelo Pacheco, e Etacir Manske.

Um "fim comum"? Isso sugere uma cova rasa.

Creio que a eleição deste trio levaria a Federação, e as entidades associadas, para um fim no estilo do Hindenberg ou Titanic. Não comum, mas espetacular!

Lí que Congrenat terá festas, mas ninguém divulgou se seriam temáticas. Se não for tarde demais, aqui minha sugestão para a tema da festa, "O Baile da Ilha Fiscal". E para a bebida, Kool-Aid.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Nelci Rones, pedindo garantia de vida

Sr. Nelci-Rones de Sousa, preso 37 dias no central da polícia de Paraíba, desde sua prisão e condenação sumário pela imprensa local, acabou de ser transferido para um dos presídios mais perigosos do estado. Seu filho, Nelci Rones Júnior, pediu a divulgação da carta abaixo, em que ele implora, aos poderes oficiais e não-oficiais, pela segurança física do seu pai.

"Ver o sol nascer quadrado" não é de tudo ruim, quando se sabia que existia uma boa chance de não chegar a ver a sol nascer de maneira nenhuma. E parece que isso é a situação em que Nelci se encontra.

Nelci Júnior pede a divulgação da carta, dizendo que "Tudo que fizermos é válido, a situação chegou ao máximo do tolerável."

Há motivos sérios de preocupação. A transferência do Nelci-Rones para uma cela super-lotada - há 27 na cela, ouvimos - é talvez um sinal que nos meios oficiais, alguém percebeu que faltando evidências que poder sustentar uma condenação, uma maneira de evitar que o processo que pode complicar a polícia e o MP, é evitar o processo, pelo falecimento do réu.

Mas também os presos, ao contrário da polícia, MP, ou jornalistas, não tem fama ou audiência a ganhar impondo culpa no Rones. Fritz Louderback estava preso no RS numa ala reservado onde estavam presos muitos ex-policiais, e eles reconhecerem de imediato que sua prisão era uma farsa. No famoso caso da Escola Base - citado de novo pelo Lula poucos dias antes de deixar a presidência - posso dizer também que os presos foram muito mais abertos aos fatos do que os jornalistas, que só queriam saber de algo que sugeria culpa. Mas houve outros casos - o do Geovan Joaquim da Silva vem imediatamente a mente - em que baseado nas notícias falsas do TV, acusados sofreram agressão de todos os tipos na cadeia.

A transferência repentina do Rones, quando até a promotora tinha recomendada que ele fosse mantido no Central da Polícia para sua própria segurança, é uma medida oficial que coloca em risco a segurança física de Rones, e pode ser acompanhado por outras medidas, não-oficiais mais partindo das mesmas repartições, com o mesmo fim.


 
A
Corregedoria Geral da Justiça da Paraíba
Corregedoria Geral do Ministério Público da Paraíba
Secretaria de Segurança Pública da Paraíba
Comando da Polícia Militar da Paraíba
Grande Oriente do Brasil – Paraíba
Loja Maçônica Arlindo Correia
Centro de Defesa dos Direitos Humanos
Órgãos de Imprensa da Paraíba

Aos cuidados dos responsáveis pelos órgão supracitados

Senhores,

Meu nome é Nelci Rones de Sousa Júnior, 27 anos, bancário, casado, filho de Nelci Rones Pereira de Sousa, 55 anos, estudante, agricultor, que encontra-se encarcerado na Penitenciária Modelo Desembargador Flósculo da Nóbrega (Presídio do Roger) desde o dia 20 de Janeiro de 2011, após ficar preso na Central de Polícia de João Pessoa desde 14 de Dezembro de 2010.

Venho através desta esclarecer alguns fatos e solicitar a ajuda dos senhores no que diz respeito a integridade física, moral e psicológica do meu pai, pois, apesar do grande empenho dos administradores, diretores e agentes dos presídios do estado em manter a ordem e garantir a integridade dos apenados, é impossível manter o controle total sobre os mesmos, tornando a estada temporária do meu pai com sério risco de morte.

Dos fatos:

Meu pai foi preso dia 14 de Dezembro de 2010 através de um decreto de prisão temporária expedido pelo fórum de Caaporã, acusado do crime de pedofilia, após investigação de cinco meses, onde encontraram fotos de crianças e adolescentes nuas na praia de Tambaba e em sua residência.

Acontece que meu pai é um reconhecido naturista há mais de 20 anos, utiliza e defende sua filosofia de vida e as fotos encontradas, em sua maioria, são de nós, filhos e família, desde que éramos crianças. Tenho duas irmãs, uma de 29 outra de 17 anos que estão, também, na maioria das fotos. As demais fotos são de famílias que frequentavam o naturismo e a residência do meu pai. Não existem fotos de pornografia ou sexo explícito, como dito da acusação, mas sim fotos de nudez, sem maldade ou malícia, como prega a filosofia naturista.

Em cinco meses (agora seis) de investigação não foram encontrados quaisquer vestígios de comercialização ou divulgação das fotos pela rede mundial de computadores (Internet). A não ser há dez anos atrás quando meu pai era presidente da Sociedade Naturista de Tambaba, e alimentava o site da praia, www.tambaba.com.br, voltado inteiramente a filosofia naturista, como diversos sítios encontrados na Internet no Brasil e no mundo, com a devida autorização dos fotografados. Desde que saiu da presidência do órgão, retirou as fotos e o site do ar.

Vale ressaltar que no inquérito foram ouvidas diversas pessoas e que somente uma testemunha ouvida, uma empregada doméstica que trabalhou com meu pai há 5 anos atrás e que se desentendeu com ele na época, motivo pelo qual foi demitida, acusa meu pai de atentado ao pudor a adolescentes. Acusação veementemente negada pelas supostas “vítimas” em depoimentos igualmente constantes no inquérito. “Vítimas” essas que hoje são maiores de idade, não detém de nenhum trauma psicológico, mantém suas vidas normalmente, algumas casadas e com filhos, afirmam que meu pai sempre as respeitou e nunca tentou qualquer ato libidinoso, além de nunca prestarem queixa ou denunciarem meu pai, mantendo amizade até hoje.

Bom, mas este contraponto cabe a defesa no momento oportuno.

O motivo real desta carta é pedir, como filho, cidadão idôneo, formador de opinião e que acredita na justiça e nos direitos humanos, garantia da integridade física do meu pai. Tenho medo do que possa acontecer ou ter acontecido com ele desde que foi transferido para o Roger, pois, como dito pela Dra. Cassiana Mendes, promotora de Caaporã, a mim e a meu advogado: “é melhor seu pai ficar na Central de Polícia em cela separada, pois no presídio os presos têm suas lei próprias” e esse tipo de crime, mesmo sem comprovação ou julgamento é reprimido de forma brutal pelos apenados.

Quanto a transferência do meu pai: foi solicitada pelo(a) Juiz(a) da comarca de Caaporã, através de ofício entregue à Central de Polícia no dia 20 de Janeiro de 2011. Não conheço claramente as leis que regem este tipo de prisão, mas não entendi o motivo da transferência, pois meu pai estava encarcerado em cela separada, como solicitado pela promotora, e por lá ficou durante 37 dias, aguardando o desenrolar do processo, sem prejudicar ninguém, tendo como única despesa a alimentação, dada três vezes ao dia (que me proponho a pagar, se for o caso). E, nas vezes em que fui visitá-lo, percebi que encontravam-se várias celas vazias, o que dá pra entender que não há superlotação, ao contrário do presídio. Sei que a carceragem da Central de Polícia é para presos provisórios, mas não é este o caso do meu pai? A cela não era o melhor lugar para se viver, mas pelo menos tínhamos assegurada a integridade física dele e éramos muito bem recebidos pelos delegados, agentes e carcereiros.

Recebam por favor o meu apelo. Não sei se esta carta vai ajudar, mas peço que me entendam como um filho que não quer ver seu genitor, a pessoa que o criou com todo o amor e ensinou tudo sobre honestidade e respeito ao próximo, vítima mortal da injustiça que estão fazendo.

Agradeço desde já a atenção dispensada.

João Pessoa, 24 de Janeiro de 2011.

Nelci Rones de Sousa Júnior