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sexta-feira, 29 de junho de 2012

O jornalismo de qualidade

Já visitamos duas vezes o processo contra Marcelo Pacheco da revista Brasil Naturista e do site www.pelados.com.br por ter colocado na capa da revista um menor, sem a devida permissão dos seus pais.  Já vimos a explicação de que não é preciso permissão dos pais e que naturista nem liga em ser fotografado; e vimos o tamanho do império mediática de Sr. Pacheco: 310 cópias vendidas da revista trimestral, e rendimento mensal média conjunta da revista e portal de R$3.707,05.

Dinheiro é somente uma maneira de avaliar um empreendimento. Comparar a Praia de Abricó ao Mirante do Paraíso em termos de faturamento é descabido. Mas um comparação em número de frequentadores até vai.  A descompasso entre resultado financeiro e qualidade do produto é especialmente acentuada em jornalismo, pois os jornais tipo "espreme, sai sangue" tendem a ser os mais populares.

Onde os advogados de Sr. Pacheco encontraram informações?

O Brasil Naturista e www.pelados.com.br são boas fontes de informações naturistas? Bem, os advogados de Sr. Pacheco anexaram ao processo várias informações naturistas. Para mostrar que Luciano, o pai do menino, morou na Colina do Sol, citaram www.calunia.com.br nas fls 46-47 do processo. Para mostrar que foto de criança pelada não é crime (acho que é isso que estavam tentando comprovar) citaram ensaio deste blog Peladistas que foi re-veiculados no Jornal Olho Nu, nas fls 49-50 do processo.  Nas fls 50-51 é a vez do site Naturistas Cristãos. Há, também, nas fls 51-50 a carta encaminhado para o Ouvidor Nacional de Direitos Humanos com o relatório escrito por Sílvio Levy e por mim.

Vimos, então, que os advogados de Marcelo Pacheco, procurando boas informações sobre naturismo no Brasil, os encontraram não no Brasil Naturista, mas nos concorrentes grátis do seu cliente - e geralmente em matérias da minha autoria.

Onde entra Brasil Naturista? 

Os defensores de Marcelo Pacheco citam suas próprias publicações somente ao dizer que a foto do filho de Luciano é "contextualizada", e fornece um login para que o meritíssimo juiz poderia conferir isso por conta própria. Infelizmente, o login não funciona, o magistrado ficando sem condições de "passear" pelo site, algo que seu cargo de trabalho provavelmente nem permitiria.

O que diz a defesa?

Nosso trabalho jornalistica aqui é de explicar: de comparar documentos, depoimentos, e outras evidências, e assim separar os fatos das "versões". Um bom exemplo disso é que, na onda de falsas acusações de pedofilia pelo qual Brasil passa atualmente, peça-chave é sempre o "laudo psicológico" ou psiquiátrica que "comprova" abuso.

No Caso Colina do Sol, comprovamos que a "psiquiatra" nem psiquiatra era; e quando os filhos de Sirineu foram entrevistados por psiquiatras de verdade, sua conclusão de que poderia ter tido abuso, foi baseado num relato da escola de perda de rendimento escolar: mas há duas escolas no Morro da Pedra, e o relato era de uma, e os periciados estudavam já faz muitos anos, na outra.

Analisamos também os registros públicos dos negócios de Celso Rossi, como na Junta Comercial ou no Registro de Imóveis, e vimos a realidade das suas transações.

Porém, tinha um realidade lá para desvender, que geralmente não era o que Celso dizia que era. A vantagem de registros públicos é que exigem que ele se encaixe no mesmo molde de negócios do restante do mundo.

No caso da defesa de Pacheco, não há o que explicar para meus leitores. Os advogados dizem que fugir de Oficial de Justiça durante 3 anos, serve para escapar de culpa. Advogados me falam, que não é assim. Disse que tinha permissão do "padrinho" da criança para usar sua imagem; o advogado de Luciano juntou a certidão de batismo do pequeno, e o padrinho é outro. Disse que naturista nem liga se foto sua ou do seus filhos seja publicada, e meus leitores naturistas tem mais conhecimento disso do que eu.

Do restante dos argumentos, não entendo o que os advogados estão dizendo, se realmente estão dizendo algo. Parece que o argumento é "Se alguém foi acusado de pedofilia, a Justiça deve fechar suas portas não somente para ele mas para todos seus amigos e conhecidos". Creio que o argumento não procede. O Fórum de Taquara parece que tem uma crença divergente da minha, e por isso mesmo Luciano resolveu reivindicar os direitos do seu filho em outra comarca.


sábado, 17 de março de 2012

E o ventou levou Colina dos Ventos

O Jornal Olho Nu desta mês traz o final da rumoroso caso "Colina dos Ventos". Parece que não somente o caso é extinto, mas também o Colina dos Ventos não é mais naturista, conforme Olho Nu informa.

O dito pelo não-dito



Naturismo é uma conta de fadas, pela notícia. A Colina do Sol saiu da FBrN; o link continua lá no site do FBrN, mas não há menção do FBrN na página da Colina. O link da Colina dos Ventos continua, mas leva para um site "em manutençaão". Da mesma maneira, ouvimos que há um hotel na Colina do Sol, (erguido em terras do clube, com terras que o sócios achem que são deles, hipotecadas para garantir a dívida do hotel.) Mas o Hotel Ocara não aparece no site da Colina do Sol. 

Lembre um pouco da Coreia do Norte, onde um hotel inacabado de 105 andares domina a paisagem, a não ser em fotografias oficiais, onde Photoshop deixe o hotel acabada, ou some com ele por inteiro. Antigamente os estudiosos dos regimes totalitários estudavam cuidadosamente as fotos do palanque nos grandes desfiles, para ver quem estava mais próxima do poder - e quem tinha sumido por completo. 

A mesma técnica é preciso para acompanhar o naturismo brasileiro, onde qualquer notícia que não aceita tingimento cor-de-rosa, simplesmente não aparece. 
O caso Colina dos Ventos

Para relembrar o caso, um hóspede do recém-inaugurada pousada "Colina dos Ventos", perto da praia de Tambaba, reclamou do serviço no pacote de Natal 2009-Revillion. Houve um um assalto à pousada, e depois os hóspedes descobrirem que estavam trancados no lado de dentro do empreendimento. Jornal Olho Nu publicou a carta do naturista, que reproduzimos no blog .

A carta foi seguido por um "direto de resposta" da pousada, para qual nós aqui também demos espaço, como fez Pedro do Olho Nu.  Tudo bem, mas depois veio este processo, agora encerrado, e uma imposição da FBrN:
Urgente para não cair no mesmo erro nosso
Mensagem enviada por Renato Mertens, de São Paulo, SP, retirada por determinação da Presidência da FBrN em 21/01/10

A FBrN respondeu com uma emenda pior que a soneta:
 ...estranhamente, o Sr. Renato não encaminhou sua denúncia diretamente à Federação Brasileira de Naturismo, que é sabidamente a única instituição competente para receber, acompanhar, analisar, apurar e julgar denúncias que envolvam sua filiadas. 

Há mais uns bobagens do Sr. José Antonio Tannus, que começou sua presidência numa eleição conduzido ilegalmente às portas fechadas, sua último momento memorável sendo de palhaço para a imprensa televisiva humorística no ELAN em 2010. Conquistou o respeito que merece.

O golpe já estava em curso

A reposta rápida e emocionada da FBrN tinha que ter uma explicação. A reclamação tocou um nervo, mas qual seria?

Não demorou muito a aparecer a explicação, mas não foi no nordeste brasileiro, mas na Europa. Um daqueles que vive de naturismo, e que tinha procurações por 9 do total de 27 votos no conclave ou conchave que elegeu Tannus, estava tentando vender para naturistas alemães, uma participação na pousada Colina dos Ventos.

Pelo que ouvimos, a proposta era de vender 25% de participação na pousada pela soma de € 100.000: mais ou menos R$250 mil. Alertamos os "hermanos" do outro lado do mar do golpe, com riqueza de detalhes. Parece que a parte à venda tinha sido comprado não com dinheiro mas com uma "nota promissória": garantido por notas de 500 escudos com a tinha fresquinha, óleo de soja, palitos de fósforo, ou algum equivalente.

Pressa excessiva?

A FBrN reclamou da carta no Olho Nu sobre Colina dos Ventos, de que a reclamação tinha sido levado a pública com pressa excessiva. Era excessiva mesmo? Para quem estava pronto para pagar uma reserva antecipadamente, teria chegado em boa hora.

A notícia do golpe em curso motivou a resposta rápida daqui, pois uma vez feito o "investimento", o dinheiro não seria recuperável.

Foi uma decisão acertada? Que a Colina dos Ventos não é mais naturista, é um sinal de que o plano empresarial não era assim tão bom. O mercado de naturismo não é garantia de lucro.  Se um investidor tinha colocado seu dinheiro no empreendimento, teria o perdido.

O plano de Colina dos Ventos talvez foi que nem do Hotel Ocara: vender o empreendimento para otários na fase de sonhos, antes que a realidade aparece. Uns dos mesmos nomes, e seus fantoches, aparecem nas duas negociatas. 


Quem vai investir em naturismo?


Nossa alerta contribuiu para abortar o golpe, como contribuiu a carta no Olho Nu. Algum naturista europeu é € 100.000 mais rico do que teria sido, sem estas alertas.

No outro lado, há um "naturista" brasileiro que é € 100.000 mais pobre, pois não conseguiu passar o mico para frente. Isso é ruim?

Não é ruim, não. Um dia o naturismo vai precisar de investimentos, quando ele se livra dos erros do passado, e virar uma maneira de ganhar dinheiro trabalhando e atendendo o mercado, e não tentando realizar todo o lucro de um empreendimento antes mesmo que as portas abrem. Há a necessidade de que gente séria entrar no ramo, e ainda mais, que os corsários sejam varridos dos mares de naturismo brasileiro, e melhor ainda, que seriam varridos para dentro do xadrez.

segunda-feira, 5 de março de 2012

O naturista deve levar toalha. E mordaça?

Conheci a praia de Abricó fim de semana retrasada, mas não encontrei o nobre Pedro Ribeiro, editor do Jornal Olho Nu, e o fundador, a luz, o verdadeiro Marquês de Abrico.

Porque não encontrei? Porque ele estava em Tambaba, não de passeio, mas respondendo um processo:  uma tentava de amordaçar o Jornal Olho Nu. Os leitores habituais da imprensa naturista vão lembrar que Pedro publicou uma carta sobre a pousada Colina dos Ventos, onde parece que todos os hóspedes que compraram o pacote de ferias do fim do ano, abandonou o lugar antes de Revillion - mas depois de um assalto. Pedro retirou a matéria do site (e nós o publicamos aqui) e tem escrito muito pouco sobre o assunto, mas disse que foi processado pelos responsáveis pela Colina dos Ventos.


Não é para confundir com a outra pousada do mesmo nome funcionando desde 1995 em Fernando de Noronha.


O site do Tribunal de Justiça de Paraíba informa que o processo 041.2010.000.834-5 movido por "POUSADA SUNPLENTY LTDA." , foi "extinto sem julgamento do mérito". Mérito não tinha nenhum: a publicação de uma carta alertando turistas potenciais de um hotel que não atende as exigências mínimas, cabe perfeitamente dentro da liberdade jornalistica.

Recentemente, a Folha de S. Paulo escreveu da despesa e da dificuldade de responder às dezenas de processo movidos contra o jornal, em todos os cantos do pais, pela Igreja Universal. Na época, a advogada do jornal, Dra. Taís Gasparian, comentou isso comigo, quando conversei com ela em frente da igreja católica de Taquara, no meu celular grampeada pela promotora da comarca, Dra. Natália Cagliari.

Matéira no Yahoo ontem fala do jornalista do Pará condenado por ter denunciada o maior grilagem do País, artigo semelhante se encontra aqui, com o título "A censura pela intimidação".

Ambos os artigos falam a mesma coisa: até para a imprensa grande, processos sem mérito servem para tentar calar a boca do jornalista. No caso do grilagem, apesar do registro das terras - maior de vários estados brasileiros, e maior de uns países - foram cancelados, mas o jornalista perdeu o processo. Grilagem assim não se faz se a participação do judiciário, ele disse.

Como então fica para um jornal sem fins lucrativos, com Jornal Olho Nu, que existe devido ao noblesse oblige do Pedro? A despesa de responder um processo destes, o custo de passagens, o atrito causado até por um processo na justiça especial, que demorou no caso dois anos, serve como uma maneira não muito velado de calar um jornalista que desagrada.

Pedro retirou a carta do ar, mas não disse se for devido a um liminar, um simples ameaça, ou uma tentativa de usar o conselho de "ética" da FBrN contra ele. Nós publicamos a carta aqui. (A índice de Blogger está tendo um tremelique no momento, mas depois coloco o link).

Ainda, ouvimos que o motivo de tanto rebuliço, era que a Colina dos Ventos, estava a venda. Aparentemente no mesmo molde que o Hotel Ocara: vende-se o empreendimento na "fase de esperança", antes que a realidade pode murchar o valor.

Ná época, ouvimos de um amigo na Alemanha que uma aproximação foi feito a um clube naturista de lá, e publicamos uma alerta, Colina dos Ventos, clear and present danger, que foi circulado em listas naturistas europeias, e espero que tenho evitado que algum alemão chegasse a sofrer o mesmo destino que Dana Wayne Harbour, que perdeu toda sua poupança no fraude do Hotel Ocara, antes de morrer num "assalto". Pelo menos a Colina dos Ventos continua a venda pelo menos no Internet: quem tiver a paciência para assistir o slide-show pode reconhecer vários dos "suspeitos de sempre".


A Praia de Abricó parecia um lugar sossegado, que funcionava muito bem sem as vários jabuticabas da era vermelho de naturismo brasileiro, como a proibição de solteiros desacompanhados. Ainda não sofreu da atual onda de acusações falsas de pedofilia que viraram praxe na politicagem naturista, e que continuará parte até que algum acusador seja preso por denúncia caluniosa.

Vi no Abricó o que é essencial, e o que é dispensável, para o naturismo. A FBrN e suas regras homofóbicas, sua "conselho de ética" de paus-mandados, sua pequeno bando de gente que enriquece vendendo castelos nas nuvens antes que o vento soprar - são dispensáveis. Os naturistas que recebem novatos sem se preocupar em como os separar do seu dinheiro, que contribuem para naturismo que vez de exigir que ele os sustenta, que vejam a ética como guia e não como chicote - estes são essenciais.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Naturismo brasileiro no TRIP

A revista TRIP já tratou de naturismo em várias ocasiões.

""Pelada ficava a sua vó Despidas de preconceito, revistas de nudismo dos anos 50 promoviam o naturismo no Brasil" fala de Paulo Pereira da Silva, Luz del Fuego, e Pedro Ribeiro (cuja revista online TRIP chama de "Olhar Nu").

Este deslize é pequeno ao lado de um grande acerto: achou Celso Rossi dispensável à historia de naturismo brasileiro.

A matéria examine quando o naturismo era, realmente, uma luta: quando era visto pela sociedade como uma ameaça ao moral, e não como uma oportunidade de aumentar Ibope. Quando ser naturista era lutar contra o maré, e não surfar na onda.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A união e a força

A FBrN ganhou seu Atestado de Inutilidade Pública quando se bateu em retirada no caso de Nelci Rones em Tambaba. A incapacidade de defender um naturista preso basicamente por ser naturista, se junta à incapacidade gerencial demonstrada no Congresso da INF na mesma Tambaba; e à censura do Jornal Olho Nu no caso Colina dos Ventos.

Para nem falar de como no caso Colina do Sol a FBrN abandonou quatro naturista inclusive até seu presidente, Dr. André Herdy, e depois ainda abraçou efusivamente a corja da Colina de quem partiu as falsas acusações.

Encontrei vários brasileiros, pessoas boas, que já participaram de naturismo organizado -- e não participam mais. Tantos foram os dissabores que aguentaram, que simplesmente se retiraram do meio. Eles se fizerem a pergunta clássica - "Estou melhor com ela ou sem ela?" e a resposta era, sem.

O caso Nelci Rones, com seus reflexos imediatos no banimento de naturismo familiar de Tambaba, foi para muitos a gota d'agua. Já passou da hora, dizem, para uma Associação que defende os naturistas. Que os representa, mas principalmente, os defende.

Contra isso, há gente pregando "a união", e também "a continuidade". Hoje olhamos o primeiro assunto, unidade. Depois, a continuidade, e a questão de interesses comerciais, e da defesa possível.

A emblema de autoridade dos pretores romanos era uma fasces, como carregado pelo jovem naturista ao lado. Os vários paus amarrados mostram que um sozinho é facilmente quebrado, mas unidos são fortes. O machado no meio simboliza a força.

É um símbolo de Justiça largamente usado pelo mundo; na estátua de Lincoln no Memorial em Washington, os braços da cadeira em que o grande homem está sentado, são lavrados com foices.

Mas também era o símbolo, e deu seu nome, ao fascismo italiano.

Os símbolos da união, e a palavra, são usados para legitimar noções completamente divergentes.

A unidade que abrange

Nada tenho contra a unidade - afinal, estou escrevendo no próprio blog de Peladistas Unidos, espaço este fundado por Ariana Boss, onde reina a pluralidade de opiniões, uma guarda-chuva (ou talvez melhor, guarda-sol) que abrange pontos de vista opostas, em cordialidade.

Abrange a pluralidade de opiniões, e a totalidade de informações. Joaquim cuida de postar na lista "Peladistas Unidos" todas as notícias, e não somente as que agradam ou apóiam um visão específica. Ou as que pintam um retrato de naturismo somente em tons de cor-de-rosa.

É interesses em comum que fazem um comunidade, mas interesses comuns não implicam na necessidade de uma ponta de vista única. Caminhamos na mesma direção, mas podemos discordar sobre a percurso a ser seguido. Mas vendo todos as informações e várias opiniões, podemos fazer a escolha melhor.

A unidade que se imponha

No meio da fasces, há o machado - simbolizando a força. Afinal, a união de todos dá a autoridade de disciplinar, não é?

O fascismo colocou o Estado acima do indivíduo. Qualquer fanaticismo é assim: a igreja que queima o herege em praça publica; a guerrilha que executa os companheiros que divergem a linha ideológica (que é sempre bastante estreita); a sociedade que marginaliza quem tem o cor de pele errada, ou o sotaque de classe baixa, ou não use as roupas de moda (ou qualquer roupa).

Não sou naturista: minha área de interesse é crimes de imprensa, e o caso Colina do Sol é um dos maiores do Brasil. Uma coisa que estranhei do naturismo brasileira, é a ênfase em exclusão. Uma vez um grupo naturista se forma, o primeiro assunto é: quem podemos excluir? Solteiros, quem dorme com a esposa de outro homem, ou quem dorme com outro homem mesmo? Quem esta abaixo de 18? Que tal quem está abaixo de 1m50? O naturismo brasileiro, na minha experiência, gasta muito mais esforço restringindo e expulsando do que recrutando e acolhendo.

Não é nenhum mistério porque naturismo engatinha no Brasil enquanto cresce em disparada em outros regiões do globo.

Como diferenciar?

Geralmente dá para diferenciar quem procura a união como meio de chegar a algum objetivo comum: vamos nós defender, vamos compartilhar experiências, vamos tentar proteção em lei. Quem quer união só para ter união, geralmente está realmente dizendo "faz as coisas da minha maneira, pois aqui sou eu que mando."

A fasces simboliza tanto a força que um pau ganha se unindo aos outros, quanto à autoridade ao qual este se submete quando faz parte da comunidade - qual força a pau teme mais que o machado?

Mas no caso de Nelci Rones, e no caso Colina do Sol, a FBrN não mostrou a força da união. Mostrou, "a encrenca é sua, e vou cuidar da minha vida". A "união" da FBrN não protege os paus contra as ameaças de fora.

O machado está protegido, ali no meio dos paus. E como Jornal Olho Nu descobriu, o machado não hesita em mostrar quem é pau e quem é machado.

A fasces simboliza o contrato social, a união e a força. A FBrN promete a união, e exercita somente a força. Estamos melhores com ela, ou sem ela?

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Seu nome na lista

A informatização do mundo coloca um monte de informação no alcance de todos. Bom quando procuramos, mas quando somos os procurados - o que poder significar, ter "seu nome na lista"?

Uns anos atras, um paulista rico, dono de uma empresa de perfumes, foi brutalmente assassinado depois de ter saído de um boate gay com três jovens da periferia. O boate fez questão de registrar todos que entraram, e ainda mais todos que saíram juntos, exatamente para coibir qualquer tipo de assalto. Os frequentadores souberam, e aceitaram trocar privacidade para segurança - afinal, a lista ficava nas mãos do boate, que já sabia quem era seus frequentadores.

O dono do boate, ansioso para ajudar desvendar o assassinato do freguês, aguadou a polícia com o relatório da sistema já pronto, mostrando com quem o finado tinha deixado o estabelecimento pela última vez. Mas a policia, na sua maneira, não queria o relatório, nem o movimento daquele noite. Queria o banco de dados inteiro, e levou.

Afinal, quem sabe para que seria útil no futuro, a "lista dos gays", os grão-finos e nem tão finos assim? Para desvendar outro crime. Para elevar um crime (e quem o resolveria) ao estrelato, o "lista dos gays" poderia fazer a diferença. Para encontrar alguém para desempenhar o papel de bandido, quando e o tempo urge e o delegado saindo de mocinho poder garantir aquela vaga cobiçada. Num país onde durante décadas colunistas sociais ganhavam menos para publicar, do que para não publicar, quem sabe o valor de uma lista destas?

Durante a Grande Depressão, o partido comunista nos EUA era mais um da fauna política exótica. Depois da segunda guerra, quando J. Edgar Hoover precisava uma ameaça para justificar o orçamento anual da FBI, ele escolheu o partido comunista como sua garantia financeira. E ter sua nome na lista, de repente tinha importância.

Caminhos inversos

Mas o que isso tem a ver com peladistas?

Vimos nestes meses duas mudanças em sentidos contrários. No editorial desta més do periódico brasileiro de naturismo, Jornal Olho Nu o editor Pedro Ribeiro reclama que recebe cada vez mais pedidos de pessoas - até dirigentes naturistas - que querem seus nomes retirados dos números antigos do jornal.

Pessoas que não querem seus nomes na lista.

Remando contra o maré, a Federação Brasileira de Naturismo quer que todos as associações afiliadas, gravam os nomes dos seus associados numa lista computorizada, e os mandar para a FBrN, para que este pode ... bem, a vantagem para o associado nunca foi explicada.

Comprei um passaporte naturista dois anos atrás, quando pouco sabia da FBrN, e imaginava que esta faria um esforço mínimo em apoio do seu presidente, então preso sob acusações falsas. Imaginava também que o passaporte servia para alguma coisa, que as associações e empresas credenciados pelo FBrN tinha uma obrigação de honrar o credencial da INF.

Levei minha esposa e filha na minha primeira visita a um resort naturista (elas aguentam muito). Para meu alívio, minha esposa já conhecia a esposa de Arnaldo do Mirante, e sua neta. Quando comprei meu passaporte não pretendia fazer um para minha filha, pois as vantagens para ela eram poucas, e houve o perigo de que um dia poderia ser uma problema ter sua nome na lista. Quando vi a maneira em que Sampanat fazia sua lista, de caneta num caderno, minha hesitação sumiu. Aquela não seria eterna: eu poderia fazer sabendo que minha filha poderia desfazer, e seria desfeito mesmo.

Mas enquanto até dirigente de grupo não quer seu nome na lista, porque impor em cada naturista que se associa formalmente, que num computador seu nome vai constar na lista, e esta lista vai para quem sabe onde? O uso esperado, não se sabe; o uso inesperado, nem se pode imaginar.

Como os outras lidam com isso

Não é "parte da vida, não tem o que fazer". Para motivos de privacidade, o equivalente novo-iorquino do Bilhete Único de metrô e ônibus não grava os movimentos dos usuários em qualquer sistema central. Somente o próprio cartão tem estes registros.

Aquele cartão no envelope dentro da contra-capa do livro da biblioteca, onde você poderia ver quem leu o volume antes, não existe mais nos EUA. Não porque foi trocado por computadores, mas por que foi trocado por uma sistema que não mantenha nomes numa lista de quem leu qual livro, explicitamente para evitar que alguma Autoridade poderia exigir a lista.

Nuvem no horizonte

Este semana, em São Paulo, uma jovem de 16 anos foi proibida de mostra o seio no palco. Peladistas Unidos recebeu dois pedidos de socorro nos últimos meses, de naturistas que estavam em apuros porque alguém achou que o corpo humano faz mal a menores.

Com este mentalidade, uma lista de naturistas poderia ter muitos utilidades. Vamos por que há suspeita de que uma criança que visitou uma área naturista sofreu abuso - e certeza de que três que visitaram o resort comum no outro lado da rua sofreram. Bem, o comum, faz o que, e a mídia não se importa. Mas na área naturista, há estes passaportes, e uma lista de quem estava ... uma lista de quem já estava ... uma lista de quem mora na região ... está cheio de lista, cheio de pistas. E enquanto há suspeito que uma criança sofreu, não seria bom verificar todas? Quais destas famílias tem filhos menores?

Há muitos bons motivos de não querer seu nome na lista, e os motivos só tendem a aumentar. A nuvem qualquer um poder ver, de onde vem o vento, qualquer um pode sentir. A tempestade vem na direção dos naturistas, e a Federação que deveria esta tomando providências ... esta colocando seu nome na lista.

Para facilitar.

domingo, 30 de maio de 2010

There's no sin below the equator

Thirty years ago a popular Brazilian soap opera, "Pecado Rasgado", had a catchy title tune, the refrain to which was "Sin doesn't exist below the equator". You can find the opening sequence with the title music on YouTube.

That sin doesn't exist isn't an exaggeration, but there are distinctly different attitudes. We remarked here over a year ago on the fairly relaxed Brazilian attitude towards naked children in the media. I haven't returned to that as further examples appear, because that would involve nearly weekly updates. And there's a name for that sort of thing, and apparently an audience.

Family newspaper

Newspaper readership in Brazil is far lower than in the United States - the newspaper of record, the Folha de S. Paulo, sells a bare 300,000 copies. That means that the audience is somewhat more select, and somewhat more sophisticated, than the average American paper. Even so, it's a "family newspaper."

A week ago, one of the Sunday supplements, a glossy tabloid-size magazine titled "Serafina", had an illustrated interview with photographer David LaChappelle.

The magazine, from the ads, is aimed at an adult audience, though there is an article on a parrot puppet originally designed to appeal to children, on a morning TV show. Other articles are on Spanish bullfighters, Prince Charles's country house, and the Copacabana Palace Hotel.


Adult nudes

It's long been a tradition in Western art that child nudity is perfectly acceptable and non-sexual. A Pope ordered that Michelangelo's nudes in the Sistine Chapel be retouched for "decency", there being if I recall a special admonition to cover those with their bottoms facing the viewer. But there was no problem at all with frolicking cupids or the naked infant Christ.


In recent decades, adult female nudity has become widely acceptable. Dicks, however, are something else. A strange reversal, from adults being verboten but naked boys being all right yet infant girls excluded, to naked adult women being fine, but adult men and children of either sex being indecent.

No complaints

I've included links to three of the photos printed in the newspaper, from the site of Maruani & Noirhomme Gallery in Belgium which held an exibit, that from the site closed this month. The picture are about six inches high, and so the resolution is vastly better than non only the inline pictures here, but than the larger images to which they're linked.

In this Sunday's Folha, the ombudsman says that it's a "sign of the times" that she received no complaints at all about the frontal nudity. Several about cruelty to animals, but none on the naked men.

Geographic differences

Perhaps it's really is being south of the equator, perhaps there are other cultural factors. During much of the year, in much of the country, the most comfortable clothing is as little as you can get away with. The country makes no secret of the Indian ancestry shared by much of the population, or that there are still Indians in parts of the country who wear nothing. Nudity in the theater is so common as to not be worth comment.

And Speedos are standard beach wear for males, except during the teen years when board shorts enjoy a brief popularity. The notion that men are or ought to look as if built like Ken dolls has never enjoyed currency in Brazil.

Changing times

Fashions change. The notion that current fashion somehow expresses universal moral standards is one that has always been popular. Once anarchists were a great threat, now they're quaint. And as we've shown, the varieties of nudity that are acceptable has shifted.

A hundred and fifty years ago, it was uncommon for men to swim in anything other than their skins. A hundred years ago, proper gentlemen wore wool getups that did not indecently expose their chests. It was fifty years from Michelangelo painting the Sistine Chapel, to the genitalia being painted over.

And two hundred years ago, the papal choir that sung in the chapel included castrati, who could sing with the celestial voices of women. The practice was only finally banned in 1903. It was a career option for poor boys - or a quick florin for their families. One online article suggests it was no more likely to lead to a successful musical career in the 1770s then, than letting one's hair grow long did in the 1970s.

We of course are aghast at the genital mutilation of boys, yet circumcision is still widely practiced. How can we know for which of our practices our descendants will condemn us?

sábado, 27 de março de 2010

A reputação da FBrN está acima dos princípios de justiça!









No caso recente envolvendo o Vaticano e padres acusados de pedofilia, o que causou maior repercussão foi o acobertamento dos fatos.
Agora Papa Bento XVI “enviou aos fiéis irlandeses uma carta episcopal em que pede desculpas por tudo de errado que aconteceu naquele país, um bastião do catolicismo na Europa, ao lado da Polônia e da pequena Malta.”
Continua Hélio Schwartsman, nesse artigo da Folha de São Paulo, dizendo:
Temos duas camadas de problemas para analisar: os abusos propriamente ditos e os esforços da alta hierarquia da igreja para acobertá-los
Sem dúvida isso é muito grave. Continua o artigo: “Aqui, ao que parece, bispos eram mais leais à instituição da igreja do que a seus próprios fiéis. Talvez seja isso que a Santa Sé espera deles, mas não é certamente o que recomenda a virtude republicana.”
Sem dúvida esse tipo de atitude é um absurdo mesmo. Um amigo analisando o caso disse:
O fato parece claro: os padres colocam a entidade coletiva Igreja acima de princípios. Típica postura tribal. Desta forma, mesmo com todas as evidências, os padres vão preferir fazer eternamente uma "investigação interna" em vez de denunciar o colega à polícia, mesmo que as vítimas continuem sofrendo com a pedofilia. A reputação da Igreja está acima dos princípios de justiça!
Veja só, podemos pensar que isso seja exclusividade do Vaticano. Ledo engano, para a FBrN a reputação (imagem) está acima dos princípios de justiça também. Provas? Veja a ata da última Assembleia Geral Ordinária de 07 de março de 2010 lá na Colina do Sol. Mais abaixo cópia do trecho para facilitar.

Assim os comentários valem para a FBrN. A simetria e analogia são plenas, podemos reescrever:
“O fato parece claro: os membros colocam a entidade coletiva FBrN acima de princípios. Típica postura tribal. Desta forma, mesmo com todas as evidências, os membros vão preferir fazer eternamente uma "investigação interna" em vez de denunciar o colega, mesmo que as vítimas continuem sofrendo: A reputação da FBrN está acima dos princípios de justiça!
O que resta ao pobre naturista/nudistas/peladista fazer, já que o “Jornal Olho Nu” não pode divulgar a reclamação? Chorar? Esperar o processo “vaticanico” da FBrN?

Bem, quem quiser pode escrever e colocar a “boca no trombone” na lista de discussão Peladistas Unidos:
Pelo menos a comunidade, a despeito dos desejos inconfessos de censura, ficará sabendo.

Ah sim, não se esqueça dos grandes jornais, PROCON, sites de defesa do consumidor, Twitter, Facebook, Orkut ...isso sempre ajuda.
Não resta mais dúvidas que o objetivo estatutário da FBrN seja defender as organizações e não o naturista, a pessoa. Mil mirabolantes e fantasiosas desculpas, explicações, alegações surgirão negando isso, mas o fato permanece. Clamarão pela proteção da imagem, processarão e expulsarão quem se opuser a essa sandice. E nós naturistas ainda não acordamos para isso. Ainda não acordamos para o fato que nos os frequentadores é que pagamos as contas, que viabilizamos os negócios, temos o “poder de compra”. Qualquer grupo de pessoas pode se unir para alugar um sítio ou conseguir um belo desconto num clube ou hotel naturista. Não é necessário burocracia, registro em cartório, eleições, contratar um contador e assim por diante. Tudo isso para apenas relaxar e ficar pelado. Mas que trabalheira danada essa. O naturista fica enfurnado num escritório o tempo todo trabalhando, preenchendo fichas, enviando relatórios, assinando documentos, participando de reuniões, pagando contas, etc., e aí quando chega o fim de semana ou suas almejadas férias se depara com uma baita burocracia! Não há Cristo que aguente tamanha cruz.

E o pior de tudo, pagar um selinho para dizer que você presta e sem nenhuma reciprocidade, nenhuma garantia de que essa organização irá defendê-lo. Acha que estou exagerando? Lembra da pessoa que reclamou no Jornal Olho Nu pelo tratamento recebido da Colina dos Ventos? Não defenderam o naturista, mas sim a Colina dos Ventos censurando sim o “Jornal Olho Nu” e mandando retirar a carta do naturista e só deixar a carta da Colina dos Ventos. Ainda não tivemos uma explicação minimamente corrente e razoável tanto da Colina dos Ventos quanto da FBrN sobre o caso. A nota de esclarecimento só FBrN comprova o total desconhecimento do seja os princípios de liberdade de imprensa, liberdade de expressão e de consciência. Já tratamos disso nesse blog nos textos "A Politica Nua","Patriotismo,jornalismo, e ética","Sindrome do Barão Munchausen na FBrN", "Ne nuntium necare", "Poe explica", "Samba do Crioulo Doido" , "Comentários sobre a Nota de Esclarecimento da FBrN" e tantos outros.
Não para por aí, a preocupação é prioritariamente com as instituições; nunca a FBrN orientou os naturistas sobre a questão de fotos de menores. Existe um ajuste de conduta assinado pela Colina do Sol com o ministério público sobre essa questão e cadê a orientação da FBrN sobre essa questão? O máximo de preocupação dessa instituição é que todos os membros informem as datas dos eventos para que não haja sobreposição numa dada região, afinal negócios são negócios.

Sem falar do fatídico caso de omissão diante de um fato envolvendo um ex-presidente da FBrN, um naturista, onde a omissão foi plena, completa e total. Se não participaram naquele caso imagina em outro. Alguém acha que vão ajudar em algo? Vão te ajudar?

O que importa é a imagem da FBrN e essa está acima de qualquer princípio moral, ético ou legal, e claro, irão confundi-lo dizendo que foi votado democraticamente, só que esquecem convenientemente o que significa isso numa sociedade republicana como a nossa.

Se a Igreja, que tem lá os seus séculos de tradição, está reconhecendo suas falhas e acordando para o fato de que tentar encobrir fatos não é o melhor caminho - porque isso só revolta e afasta seus fiéis, por que é que a FBRN que começou a engatinhar há pouco, mantém essa postura arrogante a despeito de todas as  recomendações de especialistas em marketing, relações públicas, etc., seguindo na contra mão da razão? 


"O que encobre as suas transgressões, nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia" (Provérbios 28:13).

"Quem dissimula suas faltas, não há de prosperar; quem as confessa e as detesta, obtém misericórdia".(Provérbios 28:13)(versão católica)


Se a Igreja lembra das escrituras e não encobre seus pecados, deixa a nu isso, percebe que sua atitude está contra as escrituras, seja por atos ou omissões, reconhece e corrige, só traz mais confiança ao seus fieis.


Já uma organização como a FBrN que deveria deixa tudo descoberto, tudo a nu, pelado, faz exatamente o oposto. Encobre, oculta, esconde e foge como o diabo da cruz dos seu princípios. E ainda tenta enganar os naturistas que isso é proteger a imagem do naturismo, que somos poucos e não podemos deixar que isso chegue ao grande público e outras balelas do tipo.

O que importa é a justiça, não a imagem. Uma organização justa sempre tem uma boa imagem, apesar das ocorrências negativas. Quem se pauta pela imagem é uma organização de fachada, uma casa de papelão.




ATA DE REUNIÃO
ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA
07 de março de 2010
m) Jornal Olho Nu – O Sr. Pedro Ribeiro, representante do Jornal Olho Nu abriu este tema, expondo as razões pela quais ele havia publicado a carta de um hóspede de uma pousada naturista, a Colina dos Ventos, associada à FBrN. Expôs também os motivos pelo qual ele não respondeu à convocação do Conselho de Ética, por entender que o email que o fez não está identificado como Conselho de Ética, e sim como Brasil Naturista. Informou ainda que publicou a Nota de Esclarecimento da FBrN, mesmo estando maior que o espaço de direito de resposta e que não concordava com alguns termos da mesma. O Conselheiro de Ética, Marcelo Pacheco esclareceu que mesmo o email, identificando o remetente como Brasil Naturista, ao final da convocação era assinado como Conselho de Ética da FBrN. Após acaloradas discussões de ambas as partes, foi tomada a decisão, aprovada por toda a assembléia e acatadas pelos representantes das duas mídias naturistas filiadas à FBrN (Jornal Olho Nu e Revista/Portal Brasil Naturista) de não publicarem notas de reclamação, contra as afiliadas da FBrN, antes que a própria FBrN e a afiliada em questão entre em contato com o reclamante, para que seja resolvido o problema. Salientou-se que essa decisão não é um cerceamento ou uma censura prévia aos meios de comunicação, mas sim uma forma de resolver a situação de uma forma que não haja desgaste para a imagem do naturismo. A FBrN irá modificar o seu site, disponibilizando uma “ouvidoria”, ou seja, um canal direto para que os naturistas possam efetuar suas reclamações e sugestões. A presidência salientou que tanto a diretoria quanto os conselhos estão sendo acionados continuamente na solução dos problemas da FBrN, e que, em função de que todos os membros não têm dedicação exclusiva, bem como as dimensões continentais do país, o tempo de resposta pode ser um pouco maior que o habitual. Foi sugerido que se discuta o tema Comunicação Interna e Externa, tanto pelo FBrN quanto pelas suas filiadas, no próximo Encontro de Dirigentes Naturistas.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Uma víbora no seio

"A questão moral deixamos para a igreja decidir", diz Marcelo Cavalheiro, presidente da Ambrava, na Folha de São Paulo esta terça-feira, comentando sobre a possibilidade da Praia Brava ser liberada para naturismo.

Cavalheiro é sábio em entregar o moral para a Igreja, e de considerar o naturismo como uma opção para turbinar o turismo na praia.

Porém, seria um erro presumir que em aceitando o naturismo, seria necessário ou útil convidar a Federação Brasileira de Naturismo.

FBrN: uma víbora no seio

Convidar a FBrN para sua praia ou empreendimento, é como abraçar uma víbora ao seu seio.

Cavalheiro não parece nenhuma Cleópatra, para fazer isso por querer. Aqui, então, assumimos o papel do Instituto Butantan.

Clarificaremos primeiro a "Código de Ética" da FBrN, batizada pela mesma metodologia do "Ministério de Paz" de Orwell em "1984". De ética nada tem. Certos pontos não passam de etiqueta, como "coloca uma toalha embaixo da bunda pelada". Mais nociva é a cláusula que proíbe “danificar a imagem” de naturismo. Não proíbe qualquer crime, só proíbe que isso chegasse a ser conhecido.

Exponha o corpo, mas encubra os fatos! É a lema da FBrN.

Já escrevemos sobre a ética da FBrN, na prática. É leitura aconselhável para qualquer um que está considerando qualquer negócio com o FBrN, para conhecer a distância entre o que prega e o que pratica.

A mordida da víbora

A mordida mais comum da víbora é a mordida de sempre: a mordida financeira. Ano retrasado, vi o livro de atas da FBrN. O primeiro ato, antes de qualquer coisa sobre os objetivos ou medidas para alcançar-los, foi determinar quanto cobraria para alguma associação local se afiliar à FBrN.

Cobrar primeiro, e deixar o que vai fazer em troca do dinheiro para depois.

Não é preciso se afiliar ao FBrN para praticar naturismo - basta tirar a calça. Para conseguir publicidade, o fato de ser naturismo em si já garante interesse da imprensa. A FBrN não oferece nenhuma sabedoria especial sobre relações com a imprensa, realmente, o fato que eles continuam a receber programas como Pânico no TV depois de já terem sido queimados, sugere que eles não somente não sabem de nada, mas que são incapazes de aprender.

A FBrN ano passado reconheceu um "dívida" de mais de cem mil reais para com seu presidente retrasado, Elias Pereira. O sucessor de Elias, Dr. André Herdy, me assegura que esta dívida é fabricação. Por exemplo, numa reunião da Federação Internacional de Naturismo em Espanha, onde Dr. André e vários dirigentes europeus ficaram na opção mais barata, Elias escolheu o hotel mais caro. E cinco anos depois, está mandando a conta.

Se a Ambrava acha que pagar contas em hotéis cinco estrelas na Europa é o uso mais sensata dos seus recursos, pode muito bem contribuir para a FBrN.

Controle do comportamento do publico

A FBrN pode alegar que tem experiência em como controlar o pública em ambientes naturistas. Mas as regras excêntricas da FBrN, sem similar em qualquer outra federação naturista do mundo, demonstram bem o ditado que "o que existe somente no Brasil, se não é jabuticaba, é bobagem".

Um dos destaques do regulamento é a proibição de homens solteiros. Foi a maneira encontrado para barrar homossexuais, artifício claramente inconstitucional, e na praia de Massarandupió resultou numa multa que quebrou a associação naturista de Bahia. Massarandupió hoje continua naturista, sem afiliação com a FBrN, e feliz. É um exemplo que Praia Brava poderia seguir.

Nos últimos dois anos, primeiro tentando conseguir a ajuda da FBrN no caso Colina do Sol, e mais recentemente somente interessado em que a FBrN não continuasse oprimindo os inocentes e festejando os criminosos, visitei várias praias naturistas no Brasil. Tambaba, Praia do Pinho, Galheta, todas tem sua "zona de sacanagem". E do que ouvi, a situação não é diferente em nenhuma outra.

Seria inevitável para Praia Brava, que sua natureza exuberante ficaria enfeitada com adornos de látex natural? Impossível dizer. Mas a experiência, e não as promessas, demonstra que se haveria uma maneira de evitar isso, a FBrN não a conhece.

Paraíso intocado - mas por favor, sem o serpente


Muitos dos membros da Ambrava, como crianças ou adolescentes, experimentam a felicidade de encontrar uma praia ou cachoeira que parece intocada desde o Descobrimento, e tirado a roupa para correr livre que nem os brasileiros originais.

É uma felicidade que faz parte da condição humana. A Ambrava quer preservar parte do litoral paulista para que os brasileiros do futuro possam sentir a mesma coisa que eles sentiram, a beleza natural deste mundo e desta terra.

A exuberância da mata atlântica já foi sacrificado no passado para a plantação de café, e condomínios fechados não são uma safra mais bonita ou mais nobre. É bom que Praia Brava continue como sempre estava, é louvável que Ambrava comprou esta briga, é encorajador que encontrou apoio na prefeitura de São Sebastião.

O naturismo pode oferecer muito para Praia Brava. É uma maneira de chamar atenção para a beleza do lugar, e de trazer turistas de fora e aumentar a prosperidade da comunidade local, sem trazer um publico para quem o lazer consiste em ver quanto que pode consumir, e especialmente esbanjar seu consumo.

Mas isso é o que o naturismo oferece. O que a FBrN oferece é gastos e perigos, um vampiro ou uma víbora, que de valor nada oferece.

É possível que Marcelo Cavalheiro e seus companheiros na luta chegaram uma bela manha na Praia Brava, ouviram as ondas bater na praia branca, abaixo das montanhas coberta da floresta tropical, e disserem, "Isso parece o Éden! Mais falta o serpente."

Se for para suprir esta falta que procuraram a FBrN, foi uma escolha acertada.



http://peladista.blogspot.com/2009/04/brasil-naturista-e-indicio-de-abuso.html

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Poe explica

O que trouxe o ataque da FBrN ao Jornal Olho Nu, enquanto fiquem impunes os atos criminais da corja da Colina do Sol, e os excessos de Marcelo Pacheco na sua ansiedade de entregar fotos de crianças peladas nas palmas peludas dos seus assinantes? O que provocou o abandono do Dr. André Herdy? Porque a complacência com os ataques contra os três homens que mais dinheiro investirem no naturismo brasileiro na última década, Fritz Louderback, Silvio Levy, e Dana Wayne Harbour?

Este leque de horrores para quais a FBrN fez vistas grossas, e sua rápida ação para amordaçar o Jornal Olho Nu, evocam imagens de Edgar Allan Poe. O mestre de horror, e inventor do conto detectivo, talvez explica o maldade que passa nas corações dos homens, e das federações.

O Barril de Amontillado

Montressor confessa um crime seu, cometido num Carnaval de meio século antes, quando para se vingar dos "as injúrias de Fortunato", emparedou este num porão.

O motivo da corja da Colina talvez foi mais de dar calote nas suas dívidas do que "se vingar de injurias". A maioria das acusações deste tipo são falsas, feitas por pessoas que querem prejudicar desafetos.

A intenção dos acusadores foi, com certeza, de emparedar Dr. André, Fritz Louderback, e suas esposas nas masmorras para sempre, e não somente para treze meses.

O Barril de Amontillado

William Wilson

A FBrN atacou, e foi complacente com, ataques contra o melhor do naturismo brasileiro:
  • Contra Dr. André, jovem, empreendedor, que fez YNAI crescer extra-ordinariamente, e que prometia fazer o mesmo com a FBrN. 
  • Contra Fritz Louderback, que forneceu esperança aos jovens da comunidade Morro da Pedra, abandonado pelo Estado brasileiro, fazendo da Colina do Sol um porta para um futuro melhor. 
  • Contra Pedro Ribeiro, que chutou os doutrinas antiquadas de naturismo brasileiro, as regras bobas que excluiriam este ou aquele grupo, e assim fez Abricó crescer e prosperar. E cujo Jornal Olho Nu fornece faz uma década jornalismo de verdade e informações confiáveis.
  • Contra Cristiano Fedrigo, o "garoto bom de Taquara", sem dúvida o maior luz do jovem naturismo brasiliero.
No William Wilson, o protagonista fica com raiva de um rival, que tem muitas semelhanças com Wilson, até o ponto de parecer ele mesmo. Quando está defraudando um outro num jogo de cartas, o rival aparece e o desmascara. Eventualmente Wilson mata seu rival, e nesta hora vê que é a imagem dele mesmo, e ouve dele:
"Você venceu, e eu me rendo. Mas, daqui em diante tu também estas morto -- morto ao Mundo, ao Céu, e à Esperança! Em mim tu exististe -- e, na minha morte, veja por esta imagem, que é tua própria, tão completamente tu te assassinaste."
A FBrN, nos seus atos e na sua inação, matou estas esperanças de naturismo, e assim matou seu próprio futuro.

William Wilson

O Mascara da Morte Vermelha

O título do conto convide traduções variadas. O próprio Poe mudou "Mask" (máscara) para "Masque" (baile) na segunda publicação, e encontro "Red" tanto como "vermelho" quanto "escarlate". Sendo que o inglês tem "scarlet" e Poe preferiu "red", e o português carece de qualquer equivalente curto de "Masque", o título acima parece o mais fiel.

No italiano seria "La Maschera della Morte Rossa".

O conto passa num baile de máscara, num castelo onde Príncipe Próspero e seu corte tem se retirado para escapar do peste que está devastando o pais. Uma noite, o príncipe organize um grande baile a máscara,
... e foi o gosto dele que guiava os mascarados. Tenha certeza de que elas eram grotescas. Havia muito brilho e reflexo e pimenta e assombração - muito do que foi visto depois em "Hernani". Havia figuras das Arábias com membros e partes desnudos. Havia extravagâncias deliciosas e loucuras de moda. Havia muito do belo, muito do dissipado, muito do bizarro, algo do terrível, e não faltava aquilo que poderia excitar repulso.

Lembra eventos da FBrN, não lembra?

A festa acontece num suite de sete salões, cada um de um cor diferente, última salão sendo tudo de preto, a iluminação vindo através de vidros vermelhos. Neste sala há um grande relógio, e quando toca a hora, os foliões e a música parem.

As caracteres do Poe sentem que algo está errado, que a hora foge, e que lá fora está a Morte Vermelha. Mas a dança continua, até o relógio bate meia-noite. E aparece, ninguém sabe de onde, uma figura fantasiado da Morte Rossa.
Mas devido uma certa fascínio inominável com que a presunção do folião tinha inspirado em todos, não havia ninguém que ouso colocar mão para deter-lo ...
Claro que há diferenças entre o peste que assombrava os convidados do Príncipe Prospero, e o que ronda o naturismo brasileiro. Em vez do rosto manchado de sangue, o peste tupiniquim traz balancetes manchados de tinta vermelha.

Mas ninguém ousa por a mão. O peste está lá, rodando, espalhando o mesmo veneno que tanto atrasou o naturismo brasileiro durante tantos anos, fazendo vítimas. Uns correram para o castelo, e com a mesma política de avestruz dos foliões de Principe Próspero, tentam continuar a baile.

E ninguém ousa por a mão.

Como vai terminar? Vai terminar tarde demais:
E agora foi constatada a presença da Morte Vermelha. Ela havia vindo como um ladrão na noite. E, um por um caíram, os festejantes nas paredes cor de sangue dos saguões de sua festividade, e morreu cada qual na desesperadora posição de sua queda. E a vida do relógio de ébano se foi com aquela do último dos joviais. E as chamas dos tripés se extinguiram. E as Trevas, Decadência e a Morte Vermelha mantiveram ilimitado domínio sobre tudo.

A Máscara da Morte Vermelha

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Comentários sobre a Nota de Esclarecimento da FBrN

A nota de esclarecimento citada abaixo pode ser encontrada em http://peladista.blogspot.com/2010/02/fbrn-nota-de-esclarecimento.html


Comentários sobre a Nota de Esclarecimento:

1 – Surpreendente o esforço, pesquisaram inclusive na legislação brasileira, para simplesmente esclarecer que o Jornal Olho Nu não está e não esteve sendo processado pelo Conselho de Ética. Esperamos empenho semelhante na aprovação de alterações importantes para o novo Estatuto da FBrN.

2 – A FBrN afirma que pediu esclarecimentos ao Jornal Olho Nu sobre uma denúncia feita por OUTRA PESSOA, porque? O que eles teriam à dizer se não foram testemunhas do ocorrido? Pediu esclarecimentos simplesmente para ouvir o Pedro Ribeiro dizer que publicou uma carta de outra pessoa?

3 – A FBrN afirma que o Renato Mertens "fez inúmeros insultos e agressões pessoais aos proprietários da pousada naturista" Colina dos Ventos, sim, não deixa de ser verdade, mas acredito que isso aconteceu porque o mesmo foi movido por uma revolta sentida naquele momento, independentemente se está certo ou não.

4 – A FBrN afirma que "solicitou a remoção da carta em questão porque a mesma apenas inflamava dúvidas e agressões pessoais", mas o leitor do Olho Nu que não acompanhou a discussão não teria dúvidas ao ler uma resposta da pousada sem ver o que provocou tal direito de resposta?

5 – A FBrN afirma que houve a publicação da carta do Renato baseado unicamente na boa fé do denunciante, mas eu pergunto, que notícia de denúncia não é baseada na boa fé de denunciante? Até mesmo julgamentos (e não condenação) escassos de provas são baseados na boa fé do denunciante, com a diferença que há punição se for provado que essa boa fé é falsa, já na imprensa o máximo que acontece é uma retratação.

6 – A FBrN afirma que não cabe a ela e nem ao Jornal Olho Nu julgar e condenar a pousada em questão, o que na minha opinião está correto, e que por esse motivo solicitou a retirada da carta do site, o que na minha opinião está errado porque a veiculação de uma notícia não é sinônimo de julgamento e condenação do ocorrido, o máximo que pode acontecer é uma incitação.

7 – É impressão minha ou essa "Reflexão" escrita ao final da Nota de Esclarecimento tem um ar de opinião pessoal? Eu posso estar errado, mas na minha opinião, a divulgação de uma "reflexão" criticando a atuação da imprensa no geral, independentemente se a "Reflexão" está correta ou não, numa Nota que explica a atuação sobre um veículo de informação, pode ser visto como um ataque ou simplesmente um "conselho" sobre como se deve agir na veiculação de notícias.

Rogério.

(Campinas - SP).


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A Política Nua

Sabemos há muito, pelo menos desde Maquiavel, que a política se resume, na sua nudez, à luta pela conquista e pela manutenção do poder. Nessa luta não há regras, para além do êxito próprio e da derrota dos adversários. A política nua é um consequencialismo de tipo amoral.” (fonte http://www.ionline.pt/conteudo/47267-a-politica-nua)

Pelo menos na FBrN já estão nus. Só falta perceber que buscam o poder sem máscara e sem folha de parreira; essa é a conclusão envolvendo a FBrN, o Jornal Olho Nu e a Colina dos Ventos.

O processo atual de eleição favorece muito mais a inclusão nos cargos de representantes de empresas do que pessoas do naturismo. Veja, na primeira eleição - afinal ela é valida, pois existe outra feita no Pinho com registro no cartório – na comissão de ética, a maioria dos seus membros são ligados as empresas e não ao movimento naturista, logo o julgamento de uma contenda entre naturista e empresa não teríamos o ideal de um julgamento por seus pares, isso ficaria prejudicado. O NIP, através da Renata Freire, esta levantando a bandeira da mudança de votos para termos votos diretos e deve apresentar no próximo Elan, o que, se valer algo, conta com meu apoio.

Claro isso supondo que os naturistas participem e não acabe virando uma grande “reunião de condomínio“ com muitos reclamando e poucos participando da assembléia. E como num condomínio a maioria prefere pagar e não se envolver na discussão.

Falando em reclamação existe um auto-engano recorrente no movimento naturista que é: reportar falhas e erros denigre o movimento. Não percebem e não se importam com a falha ou erro, o importante é a imagem. Parece que alteraram a celebre frase sobre Messalina : “A mulher de Cesar não basta ser seria, precisa parecer seria” para “A mulher de cesar não precisa ser seria, basta parecer seria”.E se alguém reclama: é picuinha pessoal, intriga, desunião e por ai vai.

Novamente querem “matar o mensageiro”, afinal é mais simples destruir quem traz a mensagem e propagar o auto-engano e manter o erro. O correto seria corrigir o erro e a falha, pois isso sim traria a imagem de um movimento forte e que se corrige e se aperfeiçoa. E perante essa lógica de auto-engano fica fácil entender os últimos acontecimentos envolvendo o Jornal Olho Nu.

Uma das boas formas de manter o poder é controlar e censurar a informação. É uma velha pratica, que esta sofrendo com a internet e seus vários meios de comunicação.

Outra, também usada nesse caso pela resposta da FBrN, é colocar em duvida a capacidade e a ética do veiculo de comunicação, no caso o Jornal Olho Nu. Criaram uma reflexão absolutamente esdrúxula.

Tão habituados que estão em praticas antidemocráticas que não previram uma reação. Claro, mudaram a interpretação de ordem para pedido. Outra bela tentativa de manipulação. Em um português mais formal, considerando as pessoas envolvidas, um pedido é uma ordem e nem é preciso consultar um lingüista para esclarecer isso...

Um dos pontos mais supimpa foi quando solicitaram a retirada da carta como se isso significasse julgamento ou concordância por parte do jornal. Aqui, como já afirmei, o Jornal só seguiu as melhores praticas de grandes veículos de comunicação.

Agora a “pièce de résistance” foi que a carta foi publicada unicamente na “boa fé” do denunciante e que isso não deveria acontecer segundo a FbrN. Seria bom que o Tannus e Jorge Bandeira falassem isso lá na Colina do Sol quando a diretoria da Colina fez a denuncia, que até agora se mostra falsa, contra um ex-presidente da Colina e um ex-presidente da FBrN e esposas. Tanto naquela ocasião quanto agora foi baseado na “boa fé”. Lá o Jornal publicou o caso e agora não pode? Dois pesos duas medidas? Só por que são amigos do rei? Lá, no caso Colina do Sol, os denunciantes pelo andar da carruagem serão processados.

Se não estou enganado, quem denunciou tem mais tempo de naturismos que a Colina dos Ventos e o tempo de naturismo do Tannus somados. E seguindo a pratica típica de argumentação dos “verdadeiros naturista da internet”, quem denuncio é quem tem mais tempo de vivencia logo tem mais credibilidade que a outra parte.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Atrás da folha de parreira

Quando Eva mordeu a maçã, a diferença entre pelada e vestida foi o mais inconseqüente das sabedorias que ela ganhou. Aprendeu a diferença entre o bem e o mal, e entre a verdade e a mentira.

Demorei para entender que o naturismo organizado brasileiro acha que Eva mordeu a fruta da Arvore do Nu e Vestido, e não do Bem e do Mal. Acha que tirando a roupa é o principal, e se desfazendo da incômoda folha de parreira, se pode também deixar de lado o verdade e a mentira, o bem e o mal, que incomodam ainda mais.

Pelo menos é assim que agem. 

Abre alas

A abertura do Congresso Internacional de Naturismo na praia de Tambaba em setembro de 2008 foi, como qualquer abertura, simbólico dos evento, dos organizadores, dos convidados, e do lugar. 

Talvez não da maneira esperada.

Fui informado antes do evento pelo Paulo, presidente da Sonata, de que na abertura as bandeiras de todos os países participantes seriam carregados por vinte jovens e moças, voluntários entre os jovens naturistas da Praia de Tambaba.

De fato, na hora (bastante atrasada) da abertura, entrou uma moça e um jovem, vestidos somente com penas, distribuídas com tal frugalidade de que, se fossem porta-bandeiras e mestre-sala, sua escola teria levado multa.

Versões inventadas

Como foi que a abertura foi literalmente decimada, indo de vinte para dois? Fui ver depois, com minha caderna e caneta nas mãos. Recebi as seguintes explicações:
  • Os figurinos chegaram com atraso, e não deu tempo para vestir os vinte.
  • Os jovens eram entre os pagos para trabalhar no evento, e sendo que a abertura demorou além do expediente, foram para casa.
  • Os jovens desistiram na última hora de aparecerem pelados na televisão nacional.
Todas estes explicações foram feitos com grande sinceridade. E, acredito, todas inventadas na hora.

Quem portou a bandeira

Falei com o jovem que portou a bandeira, Leandro se me lembro do nome (hoje é feriado, e não vou me dar o trabalho de procurar meu caderno para verificar), era mesmo funcionário pago pela Prefeitura de Conde, trabalhando no apoio do evento.

Leandro era bem preparado, ou bem rápido no pensamento; perguntado se era difícil ser o único de portar a bandeira, em vez de ser somente um de vinte, respondeu que era uma honra carregar a bandeira do Brasil. Perguntei porque ele foi quando os outros desistiram, e ele falou que cumpre seus pactos. Perguntado o que mamãe acharia vendo ele no TV na maneira que ela o trouxe ao mundo, disse que mamãe seria orgulhosa e feliz.

Leandro não mentiu, ou pelo menos, falou somente sobre os atitudes dele e da sua familia, e evitou criticar os outros que desistiram, e de criticar a organização (ou para melhor dizer, a falta de organização). É assim que se age nestes situações.

Todos tem o direto aos seus próprios opiniões. O que eles não tem é o direto aos seus próprios fatos. Leandro, que carregou a bandeira, falou dos seus opiniões e atitudes, e saiu bem. Os que eram responsáveis pela organização contaram mentiras, e parece que em nada se incomodaram com isso.

Quantos foram a Tambaba?

Quantos foram para o Congresso Internacional de Tambaba? Alguém com experiência em contar o público numa praia, fez isso no dia mais movimentado do Congresso, e meu contou o número, menos de 400. Um concessionário me contou que num fim de semana normal dava mais vendas do que durante o Congresso.

O Sr. Marcelo Pacheco, editor da revista de fotos de gente pelada que sai sob o nome Brasil Naturista, me disse no Congresso que, sendo que foi anunciado que viriam 5.000 pessoas, não se poderia dizer que não chegou a 500, porque o Naturismo já tinha dito 5.000.

Sr. Pacheco tem dito mais de uma vez que eu não sou naturista, que é verdade. Porém, eu posso imitar naturista quando a situação exige, pois dentro da minha roupa, tenho pele. Mas dentro do pele do sr. Pacheco, não há um jornalista, e ele não consegue imitar um.

Ainda bem que os leitores dele somente olhem suas fotos de gente pelada. Não sou assinante do seu site, mas pelos processso que ele está respondendo por uso de fotos de crianças sem permissão dos seus pais, são estas que o mercado exige, e que ele fornece.

O mal que a mentira faz

Mas que mal faz, dizer que há 5000 no Congresso? Bem, pergunte para os vendedores, que pagaram caro para o espaço no evento, e onde num belo manha as vendas totais de vinte lojinhas juntas foram um sabonete. Pergunte para os hoteis de Conde, que ficaram vazios porque muitos visitantes optaram por ficam em João Pessoa, presumindo que com 5.000 turistas Conde já estava lotada.

A verdade é objetivo

Nossa peladista-chefe acabou de escrever sobre o clubinho do peladinho. O atitude do FBrN me lembre de uma história de outra escolinha, esta não de peladinhos.

A sala de aula tinha acabado de ganhar um bicho de estimação, um linho coelho branco. Mas era preciso escolher um nome, e uma das crianças levantou a pergunta pertinente - era um coelho, um uma coelha?

Conversa vai, conversa vem, e uma das crianças sugeriu uma solução: vamos votar!

A FBrN, pelo que vi, persiste na idéia de que perguntas de fato podem ser resolvidos pelo voto. E por eles, não importando a maneira em que a questão esteja formulada, o votação é sempre na mesma base - você é de nossos amigos, ou não?

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Síndrome do Barão Munchausen na FBrN

Ao Barão de Munchausen, que viveu na Alemanha do século 18, são atribuídos relatos mirabolantes sobre as suas supostas aventuras quando serviu no exército russo nos seus embates contra o império otomano. Segundo a coletânea póstuma de suas histórias, ele contava que inspecionou as posições no campo do inimigo do ar, cavalgando em cima de uma das balas disparadas por um canhão da própria tropa, para voltar para a sua base pelo mesmo meio de transporte, pulando em cima de uma das balas que vinham na direção oposta, do campo inimigo. Outra história famosa é como ele supostamente se salvou, depois de ter caído num pântano com seu cavalo. Sem ajuda externa, conseguiu salvar-se da morte certa, puxando-se pelo próprio cabelo, até alcançar terra firme. Munchausen contou as histórias com uma convicção que não deixou dúvida de que ele próprio acreditava nelas, o que ajudou a convencer o público ao qual se dirigia. A psiquiatria e a epistemologia se apropriaram da figura de Munchausen e das suas estórias impossíveis, para condensar ideias centrais em conceitos como síndrome ou trilema de Munchausen. 
Fonte http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,munchausen-e-o-controle-da-corrupcao,511180,0.htm
 
A acusação contra o Jornal Olho Nu e uma coleção de fatos que vem ocorrendo no naturismo brasileiro lembram as historias do Barão Munchausen...estórias impossíveis...

Acusar o Jornal Olho Nu de denegrir a imagem do naturismo é um absurdo tão grande que faz supor que exista outra motivação do que a alegada. Mesmo um empreendimento que se mostra inábil ao lidar com seus clientes e a opinião publica, como a Colina, não explica a incapacidade administrativa da  atual presidência da FBrN.

Nem a justifica  melodramática de querer ganhar na "base do berro" do vice presidente da FBrN, Sr. Jorge Bandeira, com sua carta ao Jornal Olho Nu ( LEMBRANDO: NA NET ESCREVER EM MAIÚSCULO SIGNIFICA QUE ESTA BERRANDO); muito menos  explica sua falha lógica de raciocino, pois se é obrigação do Jornal censurar as cartas assinadas então a carta dele devia ser censurada.Nada explica essa maluquice...

Será que a presidência da FBrN esta sofrendo da síndrome do Barão Munchausen?

Ah, sim, lembre que o caso corre sobre sigilo e nem o Jornal pode saber detalhes da acusação e nem seus conselheiros podem ler a defesa do Olho Nu, afinal é tudo sigiloso... Um dia, quem sabe, será pedida a defesa do Jornal Olho NU, contudo, por correr em sigilo será muito bem arquiva para ninguém lê-la... nem mesmo os conselheiros que deveram votar saberão dos fatos. Seguirão as palavras dos arautos da maluquice presentes na FBrN. Conhecem os fatos e como são sigilosos não se pode contar ninguém todos terão que crer neles cegamente.

Obviamente o Jornal Olho Nu será condenado pois ninguém é acusado no conselho de ética sem ser culpado. O julgamento só serve para que o Pedro confesse seus pecados...

E a maluquice continuará: ninguém poderá mais falar de uma falha ou erro acontecida dentro do naturismo, pois isso denigre a imagem, o ato do prestador de serviço em não corrigir a falha pode continuar impune.  Se alguém cometer fraudes dentro do naturismo não pode ser dito, lembre-se isso denigre a imagem do naturismo, o que os outros vão pensar. Agora fraudar pode... Não se preocupe as irão fotografar seus filhos em áreas naturistas,  publicá-las sem que você autorize ou recebe apor isso . Não reclame, pois isso denigre a imagem do naturismo, mas divulgar pode (detalhe isso já foi me dito por uma pessoa do Conselho Maior)

Falando em dinheiro, tudo que você faz em um grupo é “obrigatório ser voluntario”, agora se algum líder, na surdinha, ficar com a dinheiro...ah, meu caro, não entendeu a regra, pode! E se reclamar você estará denegrindo o naturismo


Ainda não compreendeu a regra, vou tentar simplificar: no naturismo é fundamental ocultar qualquer fato ou noticia que não confirme que esta no Jardim do Eden e cercado por anjos, arcanjos e querubins e, além de despir as roupas, jogue fora sua inteligência, raciocínio, seus valores éticos e sua vontade, pois você esta no caminho da iniciação. Siga cegamente seu lideres e gurus só assim será feliz...

Prevejo que outras pessoas dentro do Naturismo também serão perseguidas por serem coerentes, seguirem a sua consciência e não ocultarem e nem concordarem os absurdos que acontecem. Agora foi o Pedro do Jornal Olho Nu. Qual será a próxima figura de destaque a ser atacada?

Espero que as manifestações de apoio ao Jornal Olho Nu alertem ao Conselho Maior que algo esta errado, que retirem a FBrN desse sonho de Munchausen...