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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Perdendo terreno virtual

Além da perda iminente da área da AAPP na Praia do Pinho, o naturismo oficial brasileiro está perdendo espaço virtual. Fomos estes dias para o site www.pelados.com.br, que também age sob o nome "Brasil Naturista", para verificar quais revistas e DVDs estavam a venda.

Devemos escrever sobre "Brasil Naturista"? O "Manual de Estilo da Folha de S. Paulo" exige cuidados especiais quando escrevendo de concorrentes. Mas pensando bem, "Brasil Naturista" não é nosso concorrente. Afinal, nós não cobramos por conteúdo.  E eles não fazem jornalismo.

Procurei então, a venda da revistas na página principal de www.pelados.com.br. Cliquei no item do menu "Quem Somos", e depois "Revista Brasil Naturista", assim:


Mas o que aparece não é a lista de revistas a venda. Aponta para outro site, www.revistabn.com, e o que aparece é uma lista de links, que por alguma lógica retorcida começa com "Manequins Espirais":

Em contraste, em 2011, a revistabn.com ofereceu um monte de coisas naturistas à venda, conforme pode ser visto no Wayback Machine.  A mesma coisa acontece com lojanaturista.com, que vendia não somente as revistas encalhadas, mas também o Passaporte Naturista INF, DVDs, livros e álbuns de fotos. Mas hoje dá somente uma notícia de "temporariamente fora do ar". Parece que a loja virtual foi feito através de
/http://www.snetcommerce4.com.br/ecommerce_site,

e outras loja virtuais com a mesma estrutura continuam no ar, então o problema não é da ordem técnica. 

Ou a situação é temporário, ou a venda pela Internet caiu mesmo. Caiu -- ou foi empurrada? Desorganização interna, ou problemas financeiras ou legais?


Nunca deu muita grana 


Nos já vimos que o Portal e Revista Brasil Naturista nunca deram muita grana, uma média mensal de R$3.707,05. Para comparação, vimos:
Piso da categoria dos jornalistas no Rio Grande do Sul
Salário Normativo 2011/2012
R$ 1.591,00 - data base: Jun - Capital
R$ 1.333,00 - data base: Jun - Interior
A renda bruta da revista dá quase o piso do capital para a editora e editor. Claro que moram no interior - bem ao lado do Motel Sahara - e nunca estão lá, pelo menos quando oficial de Justiça visita. Mas lembre que o número R$3.707,05 é a venda bruta. Há, também, despesas. Não deve chegar líquido nem o valor de um jornalista do interior.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

O jornalismo de qualidade

Já visitamos duas vezes o processo contra Marcelo Pacheco da revista Brasil Naturista e do site www.pelados.com.br por ter colocado na capa da revista um menor, sem a devida permissão dos seus pais.  Já vimos a explicação de que não é preciso permissão dos pais e que naturista nem liga em ser fotografado; e vimos o tamanho do império mediática de Sr. Pacheco: 310 cópias vendidas da revista trimestral, e rendimento mensal média conjunta da revista e portal de R$3.707,05.

Dinheiro é somente uma maneira de avaliar um empreendimento. Comparar a Praia de Abricó ao Mirante do Paraíso em termos de faturamento é descabido. Mas um comparação em número de frequentadores até vai.  A descompasso entre resultado financeiro e qualidade do produto é especialmente acentuada em jornalismo, pois os jornais tipo "espreme, sai sangue" tendem a ser os mais populares.

Onde os advogados de Sr. Pacheco encontraram informações?

O Brasil Naturista e www.pelados.com.br são boas fontes de informações naturistas? Bem, os advogados de Sr. Pacheco anexaram ao processo várias informações naturistas. Para mostrar que Luciano, o pai do menino, morou na Colina do Sol, citaram www.calunia.com.br nas fls 46-47 do processo. Para mostrar que foto de criança pelada não é crime (acho que é isso que estavam tentando comprovar) citaram ensaio deste blog Peladistas que foi re-veiculados no Jornal Olho Nu, nas fls 49-50 do processo.  Nas fls 50-51 é a vez do site Naturistas Cristãos. Há, também, nas fls 51-50 a carta encaminhado para o Ouvidor Nacional de Direitos Humanos com o relatório escrito por Sílvio Levy e por mim.

Vimos, então, que os advogados de Marcelo Pacheco, procurando boas informações sobre naturismo no Brasil, os encontraram não no Brasil Naturista, mas nos concorrentes grátis do seu cliente - e geralmente em matérias da minha autoria.

Onde entra Brasil Naturista? 

Os defensores de Marcelo Pacheco citam suas próprias publicações somente ao dizer que a foto do filho de Luciano é "contextualizada", e fornece um login para que o meritíssimo juiz poderia conferir isso por conta própria. Infelizmente, o login não funciona, o magistrado ficando sem condições de "passear" pelo site, algo que seu cargo de trabalho provavelmente nem permitiria.

O que diz a defesa?

Nosso trabalho jornalistica aqui é de explicar: de comparar documentos, depoimentos, e outras evidências, e assim separar os fatos das "versões". Um bom exemplo disso é que, na onda de falsas acusações de pedofilia pelo qual Brasil passa atualmente, peça-chave é sempre o "laudo psicológico" ou psiquiátrica que "comprova" abuso.

No Caso Colina do Sol, comprovamos que a "psiquiatra" nem psiquiatra era; e quando os filhos de Sirineu foram entrevistados por psiquiatras de verdade, sua conclusão de que poderia ter tido abuso, foi baseado num relato da escola de perda de rendimento escolar: mas há duas escolas no Morro da Pedra, e o relato era de uma, e os periciados estudavam já faz muitos anos, na outra.

Analisamos também os registros públicos dos negócios de Celso Rossi, como na Junta Comercial ou no Registro de Imóveis, e vimos a realidade das suas transações.

Porém, tinha um realidade lá para desvender, que geralmente não era o que Celso dizia que era. A vantagem de registros públicos é que exigem que ele se encaixe no mesmo molde de negócios do restante do mundo.

No caso da defesa de Pacheco, não há o que explicar para meus leitores. Os advogados dizem que fugir de Oficial de Justiça durante 3 anos, serve para escapar de culpa. Advogados me falam, que não é assim. Disse que tinha permissão do "padrinho" da criança para usar sua imagem; o advogado de Luciano juntou a certidão de batismo do pequeno, e o padrinho é outro. Disse que naturista nem liga se foto sua ou do seus filhos seja publicada, e meus leitores naturistas tem mais conhecimento disso do que eu.

Do restante dos argumentos, não entendo o que os advogados estão dizendo, se realmente estão dizendo algo. Parece que o argumento é "Se alguém foi acusado de pedofilia, a Justiça deve fechar suas portas não somente para ele mas para todos seus amigos e conhecidos". Creio que o argumento não procede. O Fórum de Taquara parece que tem uma crença divergente da minha, e por isso mesmo Luciano resolveu reivindicar os direitos do seu filho em outra comarca.


quarta-feira, 27 de junho de 2012

O império da mídia desnudado

Homem Invisível: Somente um muro
separa o base de Pacheco do Sahara.
Mas Oficial de Justiça nunca o veja lá.
A revista Brasil Naturista é a única do gênero impressa do Brasil, e junto com seu portal www.pelados.com.br é a única mídia naturista com fins lucrativos do Brasil. O fim é lucrativo, e temos aqui uma fraqueza para a maneira quantativa de olhar o mundo. Ou trocando em miudos, "Tem fins lucrativos. Quanto lucro ganha?"

O lucro líquido é o que entra, menos os custos. Sr. Marcelo Pacheco, ou pelo menos seus advogados, informou "quanto entra" na ação 015/1.09.0002398-2, na 3ª Vara Civil de Gravatai, pedido de indenização por danos morais impenetrado por Luciano Fedrigo, cujo filho foi colocado na capa da revista, sem permissão do Luciano ou da mãe do garoto.

"Portal Brasil Naturista e edição de revistas Ltda" teve em 2011 receita de R$44.484,60, para uma média mensal de R$3.707,05. Não vou chamar a quantia de pequena, pois é uma média mensal R$3.707,05 mais do que Peladistas Unidas faturou no mesmo exercício.

Quantas revistas são vendidas? Vimos na próxima folha do processo que para o número Junho/Julho/Agosto de 2007, foram impressos 2.000 cópias da revista. Onde foram? Viramos mais uma página, e lá está: 1150 foram dados de uma maneira ou outro; 540 encalharam (ou "estão no estoque da empresa") e somente 310 foram vendidos.

No processo, os advogados de Pacheco alegam que a venda da revista só serve para pagar o custo de impressão e envio, sem falar do custo de produzir a matéria editorial. Deixe de contabilizar a renda de propaganda, que em muitas revista bate ou ultrapassa o que os leitores pagam.

Viagens?

Quem acompanha a revista ou o site www.pelados.com.br, nota as constantes viagens do Sr. Pacheco e seu equipe: "BN na Estrada", "Pelados na Europa", etc. Oficial da Justiça constata mesma coisa: Pacheco nunca pode ser encontrado no seu apartamento. Parece que é mais deserto do que o Sahara ao lado!

Não consigo imaginar como nem um solteiro podeira viajar tanto, no Brasil e no exterior, com uma renda mensal média de R$3.707,05. Muito menos levando um entourage.  Pode ser que Marcelo não custeia as viagens com o que ele ganha com sua caneta, ou como dizemos no inglês, "pen", como na expressão "The pen is mightier than the sword". Ouvi até que o "pen" de Marcelo é somente parte da explicação, talvez uns 3/5 da explicação. Mas lidamos aqui com jornalismo, e não com fofocas.


terça-feira, 3 de maio de 2011

Naturismo Familiar

Economia: serve tanto como organograma da FBrN,

da Brasil Naturista, e como árvore de família!

No Praia do Pinho em março, a FBrN escolheu uma nova administração, com Marcelo Pacheco como vice-presidente.

Foi Pacheco que chamou uma reunião "de emergência", e totalmente irregular, para destituir Dr. André da presidência da FBrN quando foi preso em 11/12/2007, baseado em denúncias de pessoas da Colina do Sol que tinham rixas com Dr. André, ou dívidas com Fritz Louderback.

Em 2009, no Mirante do Paraíso, foi Pacheco com nove votos - dos passaportes que vende para os assinantes da sua revistinha de gente pelada e com procurações - que definiu a diretoria da FBrN. Tinha um terço do total dos votos, na reunião conduzido à portas fechadas, contrariando a lei.

Foi nomeado como secretária Rayssa Sousa. Entre uma noticia ou outra da FBrN, a secretaria se transformou em Secretaria-Geral, com se fosse comandando as Nações Unidos! Porque? O posto de "secretário" é praxe em organizações, que nem "tesoreiro". A FBrN sempre teve um, sem ser "geral".

Enquanto é um posto com menos brilho do que "Secretário-Geral", a FBrN teve secretárias que não serão logo esquecidas. Por exemplo a então Sra. Zumbi, que era secretária da FBrN até que ela fugiu para a Praia do Pinho com o filho de 16 ou 15 anos de Fritz Louderback.

Logo depois do posse veio da FBrN um novo oficial, "Diretor de Comunicação", Giulliano Pacheco. Irmão de Marcelo Pacheco, e "Jornalista" do equipe de Brasil Naturista.

E agora mais um título esplêndido engorda a panteão da FBrN, com a nomeação de um "Diretor de Relações Internacionais", que é Diogo Moreschi, irmão da Carina Moreschi, Editora-Chefe da Brasil Naturista, e mulher de Marcelo Pacheco.

Já quase esgotou o masthead de Brasil Naturista, faltando que cargos sejam inventadas para Carina e para Glacy Machado.

Aqui, então é a verdadeira "naturismo familar". Está tudo em familia, e sempre cabe mais um.

Delusões de grandeza

E haja palavras! Além dos "diretorias" e "gerais", alguém não poder ser simplesmente dado um cargo. Não, o presidente emite uma "portaria"! Desculpe, li de novo, é uma Portaria, com o maiúsculo.

Lembra a Colina do Sol, onde um multitude de conselhos sempre ofuscava a realidade de que Celso Rossi dava as cartas, ou depois, a corja. Lembra a "Código de Ética" que nada há de ética, sendo somente uma desculpa conveniente para expulsar pessoas inconvenientes.

Quem se deixaria ser acorrentado pela realidade, quando as palavras habilitam liberdade sem limites para pintar a mundo das cores que prefere, e nós exaltar ao tamanho das nossas delírios?

Todos os ovos

"Colocar todos seus ovos num único cesto" é um expressão inglês que pega bem o risco de entregar a FBrN para Brasil Naturista.  É apostando tudo. E como a expressão lembra, ovos são frágeis.

No caso Colina do Sol, a imagem que a FBI americano acho mais significativa, foi da menina Laura, cujo tratamento médico nos EUA foi organizado pelo Fritz Louderback. Notícias do caso de Laura e imagens semelhantes aparecerem em Naturis, onde na época Marcelo e Carina estavam no "Conselho Diretor".

Contra Nelci Rones em Tambaba, uma das evidencias foi ... ele tinha exemplares de Brasil Naturista. Das evidências contra Dr. André, entre bichos de pelúcia e cartões postais do Rei Leão, destacou-se uma cópia de Brasil Naturista, como mostramos aqui.

Apreenderam também como evidências, DVDs naturista. Dr. André informa que ele tinha, sim, a coleção inteira de DVDs de Brasil Naturista.

Se possuir Brasil Naturista é indício de abuso, que tal publicar?

Sendo que possuir Brasil Naturista é indício de pedofilia, porque publicar não é? Porque o equipe de Brasil Naturista não é alvo de atenção das autoridades, também?

Bem, responderei esta pergunta com outro: Quem disse que Brasil Naturista não está na mira, que os passos da Lei não estão se aproximando?

O TAC

Há, como nossos leitores sabem, um TAC com a Promotoria de Taquara, em que Colina do Sol se compromete a não permitir fotos de crianças nuas dentro da Colina do Sol, sob multa de R$10 mil, além das conseqüências civis e criminais. Edição 06 de Brasil Naturista tinha na capa a foto da vítima K.M., de uns dois anos de idade, e dentro da revista, o menino completamente nu, dentro da Colina.

É uma violação cabal do TAC, e uma multa de R$10 mil para a Colina. Houve um boato - foi me negado acesso aos papeis do caso, então não tenho como comprovar - que o processo administrativo que resultou no TAC, tinha sr. Pacheco num papel proeminente. Sr. Pacheco é sócio e antigo dirigente da Colina do Sol, e sabia perfeitamente do TAC, que ajudou violar. A matéria foi escrito pelo Giuliano Pacheco, colocando ele também como responsável.

E da parte da Colina, seria diretamente responsável seu então presidente, Etacir Manske, agora dirigente da FBrN, também.

Sr. Marcelo Pacheco foge faz anos de oficiais de Justiça em dois casos civis para publicar fotos de crianças nuas, sem permissão dos seus pais. Evitar oficial de Justiça, ouvi, não é crime. Mas pega mal, e é algo que poder ser citado contra alguém que se proponha a destacar um papel publico.

A montanha venha

Há notícia na página da FBrN de que esta vai debater "Sexualidade, pedofilia, turismo sexual... (queremos encampar também a luta contra o turismo sexual, principalmente no Nordeste)".

Não vejo porque a FBrN deve se esforçar para correr atrás da "luta" contra turismo sexual.

Primeiro, porque não lutar contra o nepotismo? Não parece um problema mais urgente para a FBrN?

Segundo, pois não passa de um linchamento, uma caça às bruxas. "Luta" é o que nós aqui travamos a favor de Dr. André Herdy e Nelci Rones. A "luta contra peodfilia" é uma unanimidade que ilustra perfeitamente o ditado de Nelson Rodrigues de que "toda unanimidade é burra". 

Terceiro, é desnecessário a FBrN ir para esta luta. Pois pode simplesmente aguardar. A luta chegará à ela.

terça-feira, 1 de março de 2011

Carta de Referência para um Desconhecido

Na lista Papo Naturista, Renata Freira do NIP, também presente no debate no Congrenat, fez umas colocações que creio que iluminam o assunto do papel do passaporte naturista.

Como já falamos aqui, alguém que não acompanhou um diálogo que se arrasta faz anos tem um certo dificuldade em seguir uma conversa com muitas referências implícitas às outras carnavais.

Mas, também, alguém que participa de um debate, tende a ouvir mais seus próprios argumentos, e sentir que estes tiverem uma aceitação maior do que os de um outro participante, com outras idéias, pensaria.

Venda do passaporte é livre no exterior

Na lista Peladistas Unidos, que é internacional (como o ELAN não foi), chegaram missivas d'além mar. "Latin Nude Naturist" confirmou a visão do sr. Marcelo Pacheco, afirmando que qualquer um pode comprar o passaporte no site do AANR, e que ninguém nos EUA exige este bendito passaporte. A AANR saiu da INF, então a disponibilidade do passaporte INF pelo AANR já pode ser coisa do passado, mas durou um bom tempo sem implicância da INF, então não há porque o Brasil deve ser mais restritivo que os EUA.

Pelo email, sr. Fritz Louderback, com ampla experiência em naturismo internacional, confirma a versão de que o passaporte é livremente vendido e é para levantar dinheiro, e contribuiu umas informações sobre o histórico do documento:
A INF venderá e quer vender cartões INF. Eles nunca foram para ser evidência de uma conexão com naturismo. O homem que originou os cartões é um americano, Hap Hathaway. Eu jantei com ele no seu aniversário ontem. Os cartões era para levantar dinheiro e dava um desconto para aqueles que compraram. Hap nunca pretendia que os cartões seriam usados como uma licença para entrar num área naturista.

Um recado no grupo usenet uk.rec.naturist.uk de 2006 afirma que:
INF "passports" (sic) now have their place firmly in history and only but a few French resorts seem to be clinging to the requirement to have them.

O que senti da reunião, foi que a posição do Pacheco levou o debate. Ainda, se alguém emitiu 300 passaportes para qualquer um que mandasse dinheiro, na prática já foi para o espaço a idéia de que o documento qualifica o portador.

A visão do Pacheco difere da minha visão do Passaporte INF. Porém, as colocações de pessoas que conhecem naturismo em outros partes do mundo, me persuadem que o Pacheco está certo neste ponto, e eu estava errado.

Carta de referência

Vamos passar, então, para a visão do cartão da Renata:

O cartão é uma referência e deve ser aceito como isto. Na realidade não é uma declaração de perfeição, mas é uma referência de bons costumes "assinado" pelo responsável que concedeu o cartão e o recomenda....


O que vem à cabeça de imediata é um texto de Benjamin Franklin, "Modelo de uma Carta de Referência para uma pessoa que você nem conhece":

Paris, 2 April, 1777.
"Sir,
"The bearer of this, who is going to America, presses me to give him a letter of recommendation, though I know nothing of him, not even his name. This may seem extraordinary, but I assure you it is not uncommon here. Sometimes, indeed, one unknown person brings another equally unknown, to recommend him; and sometimes they recommend one another! As to this gentleman, I must refer you to himself for his character and merits, with which he is certainly better acquainted than I can possibly be. I recommend him, however, to those civilities, which every stranger, of whom one knows no harm, has a right to; and I request you will do him all the good offices, and show him all the favor, that, on further acquaintance, you shall find him to deserve."

Vamos repetir parte disso em português:
"Eu o recomendo, para receber aqueles cortesias, devidas a qualquer estranho sobre quem não se conhece nada desabonador; e peço ainda você lhe presta toda a assistência, e trata como todo o favor, que o conhecendo melhor, você julga que ele merece."

Síntese

Pacheco vende para qualquer desconhecido. Renata disse que é somente uma carta de referência. E Franklin (que vale notar costumava tomara um "banho de ar" pelado todos os dias) nos fornece uma carta de referência para um desconhecido.

Chega de exclusão

Uma das coisas que mais achei estranha no naturismo brasileiro, é a obsessão com exclusão. Quem podemos restringir? Como deve ser o procedimento para expulsar pessoas? Quantas barreiras podemos colocar para alguém entrar num grupo, num espaço, até numa praia pública?

Com mais pesquisa no naturismo brasileiro, entendi que várias destas obsessões -- contra solteiros, contra homossexuais, as patrulhas ideológicos (mas chamadas de "eticas") permanentes -- não são características históricas do naturismo brasileiro, mas somente as distorções da era Rossi, que está se encerrando, tardiamente.

Como o naturismo pode crescer se qualquer um que aceita um novato, está colocado na posição de fiador moral? Arnaldo do Mirante, o espaço naturista mais próximo ao maior metrópole do País, nem emite para não ter responsabilidade.

A carta de Franklin é, ainda depois 230 anos, um modelo que podemos seguir, em como tratar um desconhecido. Está mais do que na hora de abandonar as paranóias e a exclusão que foram impostos no naturismo brasileiro no último quarto de um século, de voltar à liberdade, à tolerância e à espírita aberta que caracterizaram o naturismo de Luz del Fuego e seus sucessores.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Uma colher de chá, uma pá de cal

No Congrenat, encontrei um número surpreendente de leitores. Os que gostam, falam diretamente. Os que não gostam, da forma velada. Perdi muitos destes encontros informais por ter chegado somente sábado ao meio dia, mas tinha outros compromissos (algo inesperado no caso Gol 1907/Legacy) que me detiverem em São Paulo.

Normalmente aqui, relatamos fatos, obtidos em entrevistas ou pelo estudo de documentos. É chamado jornalismo, e o repórter que se acha notícia não entende o seu ofício.

Ainda assim, houve tantas referências ao blog (nunca por nome) durante as sessões oficiais, e tantos boatos e questionamentos sobre o que eu faria, ou com quem eu falei, que talvez seria melhor esclarecer estes assuntos já.

Era esperado por uns (e temido por outros) que eu falasse na assembléia. Houve quem estava a favor, e quem - sr Tannus sendo um - que estava contra.

Mas eu costumo me expressar pelo blog, onde posso comprovar com documentos. Também, assistir a eleição de srs. João Olavo Paz Roses, Etacir Manske e Marcelo Pacheco tinha o mesmo fascínio de assistir um desastre ferroviária. Se a FBrN está disposta a cometer suicídio institucional, o que eu tenho contra isso? Nunca me ajudou, e fez o que puder para me atrapalhar. Não fiz questão de falar. Se tivesse imprensa lá, teria falado.

A elevação destes três aos altos cargos da FBrN não os enaltece. Em vez disso, sela o destino da FBrN. Quando Sr. João Olavo começou sua ascendência no CNCS, tinha 60 residentes permanentes, ano passado a administração dele (Etacir é fantoche) tinha reduzido este total para menos de 10. Vai repetir o feito no FBrN.

Dos outros boatos:

"Que eu me reuni para uma conversa com Etacir Manske e Marcelo Pacheco sábado a noite". Isso é falso. Eles estavam no bar Capop ao mesmo tempo que eu, mas é o único bar do local. Não falei com eles; não tinha nem tenho interesse em falar com eles.

Eu tenho, realmente, duas perguntas para Marcelo Pacheco:
  • Você tem ou tinha participação financeira na Colina dos Ventos? 
  • No que endereço um oficial de Justiça pode lhe citar? 
Mas duvido que receberia respostas.

"Que eu tenho uma desavença pessoal com Marcelo Pacheco". Isso parece é corrente faz uns tempo, sem eu saber. Eu tenho pouco interesse em Marcelo Pacheco e sua revista de gente pelada. A revista não é uma fonte de informação. O novo formato menor mira o público alvo: assim fica mais fácil de ler com uma mão, e de esconder debaixo da colchão. Jornalismo não é.

"Que tenho coragem de peitar este pessoal".

Como? Minha área é crimes de imprensa; pela natureza a tendência é lidar com gente de peso, ou da pesada. Senador Magno Malta me conhece pela cara e pelo prenome - e não me gosta. A última vez que me levantei para falar numa reunião pública, peitei o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo em frente de duas equipes de televisão, e o deixei amarelado. Como vou ter medo desta gentalha desnuda?


Meu passaporte naturista

Apesar da faltar de consenso sobre o Passaporte Naturista, alguém tinha bastante interesse no meu. Enquanto questionavam se eu deveria ser permitido a palavra (que tenho aqui, obrigado) um dos tentativas de me barrar era dizer que não tinha passaporte naturista. . Depois da reunião, o gerente do complexo Praia do Pinho pediu para ver meu passaporte (que já tinha apresentado na recepção). Deixei ver, sem saber que era para ver o número do selo, para ver em quem poderiam encher o saco, por ter me vendido. 

Vamos passar para os outros assuntos que tocam diretamente o blog. Temos outras items de maior interesse - o que mais José Wagner falou de educação e Tambaba, e o plano - hiláriamente mal-concebido - de Tannus e João Olavo de lidar com a ameaça à praia. 


Um destaque do apresentação de contas de Sr. José Tannus, foi enfatizar que certos elementos no Internet "interpretaram muito mal" o reconhecimento pela sua administração de uma dívida de acima de R$100 mil com Elias Perreirai. Não é nada disso, ele afirmou: ele pediu o que gastou para poder fazer um planejamento financeira, que "passou uma linha por baixo",  ficando o balanço o saldo em caixa, de R$21,60.

O esclarecimento é útil, mas fica nossa afirmação de que um reconhecimento de uma dívida não pago, pode ser aproveitado calculando impostos.

Sr. João Olavo Roses fez duas referência interessantes, no final da sua oração eleitoral, em que ele afirmou que "no Brasil há promotores e juízes", para quem fala mal dos outros. Era uma atentado contra a liberdade de imprensa, como nem o episódio da censura de Jornal Olho Nu.  Ouvimos que quando sua candidatura para o conselho de Colina do Sol foi impugnado, ele também ameaçou chamara a Justiça. Reflexo? Hábito? Birra?

Também, sobre a prisão de Nelci Rones, sr. João Olavo informou que tinha poucos fontes de informações, como "um blog pouco confiável".

Fascinantes, este colocação. Fui aconselhado a comprar meu passagem de ônibus com antecedência, pois a Praia do Pinho avisou que haveria 2.000 pessoas no evento. O pessoal da recepção, porém, me avisou que o movimento era abaixo do normal. Mas aposto que www.pelados.com.br vai continuar falando em 2.000.

Sobre os passaporte INF, que sr. Pacheco disse no Congrenat é "para angariar fundos", sua revista fala  que "O Passaporte INF pode ser considerado a "carteira de indentidade" do naturista ..." (há mais abobrinhas para quem quer pagar).

Numa certa hora alguém da mesa - Etacir Manske, que não me engano - falou que o evento Elan era "para ajudar nossos irmãos latino-americanos".  O evento trouxe dois chilenos e um uruguaio, ou vice-versa.  Ninguém piscou com a afirmação.

E aqui somos "pouco confiáveis?"

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O naturismo volta à selva

A FBrN resolveu escolher sua liderança da mesma maneira que os lobos: quem mata o lider velho, é o lider novo. Só que a luta não é travada com dentes e unhas, mas com denúncias falsas de pedofilia. Três dos candidatos da chapa única para os mais altos cargos da Federação, fizeram as acusações falsos que causaram a prisão do Dr. André Herdy, então Presidente. No lado bom, a caminho estabelecido, o próximo ambicioso sabe que ele precisa somente fabricar alegações de pornografia infantil contra o presidente da FBrN - e o posto é seu!

A atuação da FBrN na prisão do seu Presidente, Dr. André Herdy, em dezembro de 2007, foi de não somente apoio mas de carinho para com seus acusadores - e de fazer o que era possível para atrapalhar os esforços daquele que lutavam para a liberdade do Dr. André e os outros acusados.

Quem agiu quando Dr. André, Fritz Louderback, e suas esposas Cleci e Barbara Anner foram presos? Agiu primeiro Cristiano Fedrigo, agiu logo Silvio Levy, e eu nada conhecendo dos acusados, da Colina do Sol ou de naturismo brasileiro, bem sabia reconhecer uma acusação falso. Na primeira semana depois das prisões, pedi ajuda junto à imprensa nacional em São Paulo e com o Consulado Americano.

Silio Levy escreveu

Silvio Levy escreveu ao favor dos acusados no Jornal Olho Nu, com o título profético de "Defenda o André - defenda o naturismo!". O uso da prisão sem evidências ou vítimas de Nelci Rones, para logo em seguida tentar fechar Tababa, assim abrindo a praia para um empreendimento imobiliária nabobesco, mostra como o ataque ao naturista segue diretamente no ataque ao naturismo.

O que foi a reação do naturismo?

Silvio ilustrou sua matéria com fotos dos acusados. Os fotos eram do revista Brasil Naturista - propriedade do Marcelo Pacheco (ainda que roubou o título de Roberto Soares) e vimos na página, "Foto excluída por solicitação do portal Brasil Naturista". O lucro de Marcelo Pacheco está acima de qualquer outra consideração.

E foi Marcelo Pacheco, curiosamente bem preparado, que chamou uma "reunião virtual" do Conselho Maior da FBrN para divestir Dr. André da presidência de uma maneira totalmente irregular, e foi ele quem tirou do ar os sites da FBrN e da YNAI do ar, deprivando os advogados de Dr. André de informações sobre naturismo, que poderiam ter lhe ajudado.

"Naturismo não é lugar para criança"

Estou informado por quem ouviu - esta transcrição não é publico - de que Etacir Manske falou para o juiz em Taquara, "Naturismo não é lugar para criança". E os advogado de André, não tinha nada que comprovava o contrário ...

Mas a reação dos "naturistas" não parou por aí. Srs. Etacir Manske e João Olavo Paz Roses entre outros, fizerem boletim de ocorrência, pedindo que Silvio Levy fosse processado, porque acharam suas palavras pacíficas pedindo justiça, como uma grave ameaça, as coagindo.
Silvio, obviamente, foi absolvido, mas não depois do que a promotora abusou do sigilo de processo para que durante seis meses ele estava sendo processado, sem saber o porquê.

Porque tanto interesse de Etacir Manske em manter Fritz Louderback preso? Etacir era um daqueles que fez as acusações falsos que deram na prisão de Fritz Louderback. Etacir devia dinheiro para Fritz, dívida que ele parou de pagar na mesma semana que sua acusação colocou seu credor na cadeia.

Tenho mais que poderia dizer do Etacir Manske, mas estou dirigindo meus considerações à respeito, aos autoridades competentes.

Cristiano Fedrigo

Cristiano Fedrigo é - ou era - o luz mais brilhante entre jovens naturistas em Brasil. Chamado pela revista Seleções de "um dos heróis de hoje", "O Garoto Bom de Taquara", a corja da Colina do Sol - incluindo Etacir Manske e Jõao Olavo Paz Roses - fizerem de tudo para dificultar a vida da mãe dele, Nedy, não deixando Cristano entrar com compras naquele morro, onde ele morava até antes que surgiu a Colina do Sol, exigindo que Nedy carregasse as compras à mão. Eu estava com Cristiano no Congresso Internacional em Tambaba - onde buscávamos ajuda para os falsamente acusados, em vão - e ele me contou que o médico tinha falado para sua mãe de que se ela não abandonasse Barbara Anner, o estresse o mataria. Eu seguia de Paraíba para Taquara uns poucos dias depois que Cristiano, e quando cheguei, ela estava morta.

E depois que mataram a mãe de Cristiano, que era sócio, expulsaram Cristiano.

Richard Pedicini

Eu cheguei em Taquara pela primeira vez na minha vida, procurando os fatos do caso, em março de 2008. Fui ver os lugares importantes no caso - o orfanato em Taquara, Morro da Pedra, o Barracão - e falar com testemunhas e vítimas.

Etacir Manske fez um boletim de ocorrência 1437/2008 - em que ele me acusou de "talvez com o propósito de intimidar as testemunhas de acusação, está do fotografias das casas dos moradores da colina, fazendo perguntas, indagando pessoas moradores vizinhas..."

É chamado jornalismo, Manske. E o que seus vizinhos de Morro da Pedra tem que dizer sobra sua pessoa, é inadequado para um blog cujos leitores incluem damas - o termo mais carinhoso era "cobra".

Manske também me ligou a uma suposta carta anônima para a Colina do Sol, "sendo que tal documento dizia que muito sangue ia rolar, e muito fogo".

Quem acompanha meu blog www.calunia.com.br, sabe que meu estilo é outro. Não derramo sangue, derramo tinta.

CONGRENAT será em Praia do Pinho, Feb 25-27, 2011

Mestre dos fantoches

João Olavo Paz Rosés tem tido, em geral, o cuidado de agir por meio de fantoches, para que outros sofrem as conseqüências de suas absurdas. Um das suas Boletins de Ocorrência eu recordo - ele disse que foi ameaçado por crianças do Morro da Pedra, que tinham o atitude intimidador de andar no meio da rua - que é o único lugar em que é possível andar no Morro da Pedra, as estradas não tendo calçadas ou até beiradas.

Eu sempre tive um desprezo especial para quem ataca criança, mulher, velho, ou outro que não tem como se defender.

Não tenho aqui o protesto da corja da Colina do Sol contra a presença da Barbara, solta em prisão domiciliar, protesto este que resultou nesta senhora de 73 anos sendo levado de volta para prisão, onde era grande o chance de morrer. Diziam que ela tinha "muitas visitas" - seus advogados, com quem obviamente precisava conferir, e não podia em outro lugar; e Silvio Levy, que tinha alugada uma cabana, mas amigos achavam que ele correria risco da vida da corja, e que ele seria mais seguro junto com Barbara. Creio que João Olavo participava, também, disso - este tipo se sente seguro em atacar velhinha.

Obviamente, uma velha numa casa isolada, não era inconveniência para ninguém. Mas tramando a volta à prisão dela, houve a chance que sua saúde incerta, e as condições péssimas dos presídios brasileiros, poderiam em conjunto tirar esta pedra do caminho da corja.

Eleição da FBrN

A noção dos nomes de Etacir Manske, João Olavo Paz Roses, e Marcelo Pacheco, nomeado num eleição - e como candidatos únicos! - assusta. Assusta, não. Dá nojo. Nojo, e surpresa ao suicídio coletivo da FBrN.

Há um tipo de eleição, sim, em que todos estes candidatos devem ser eleitos. Um velho costume de Atenas, o "ostracismo", em que era votado a exclusão de alguém da comunidade durante dez anos. Dez anos é pouco para Etacir Manske, João Olavo Paz Roses e Marcelo Pacheco. A maneira que tramaram a prisão de Dr. André Herdy, Fritz Louderback, Barbara Anner e Cleci, e que depois fizerem o que poderiam para atrapalhar quem ajudou, merece um exilo de mais de dez anos.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Continuidade no naturismo brasileiro

A continuidade é dado, como a unidade, como motivo para não chutar a FBrN para o lato de lixo, criando uma organização nova para representar, e defender, naturistas.

Brasil tem uma longa tradição de naturismo. Cabral já encontrou o naturismo praticado por todos. A Luz del Fuego personificou naturismo com a fundação da sua Partida Naturista Brasileira em 1949, e no seu Clube Naturalista Brasileiro em 1954, como Laércio Júlio da Silva explicou aqui no verão passado.

Paulo Perreira, que conheceu Luz del Fuego, dá muitas detalhes sobre a verdadeira historia de naturismo brasileiro nos seu livros, que podem ser comprados no site do Jornal Olho Nu.

Brasil estava representado na fundação da INF-FNI (Federação Internacional de Naturismo) em 1952, e no congresso desta de 1972.

Continuidade e ruptura

O naturismo brasileiro já pode traçar uma história de mais de meio milênio, ou de mais de meio século. Em comparação, o nome "FBrN" tem somente uns vinte anos de uso.

No site da FBrN, há um histórico que liga a organização ao passado, onde se nota uns dos nomes sob quais o naturismo brasileiro já funcionou:

  • Partido Naturista Brasileiro
  • Clube Naturalista Brasileiro
  • Fraternidade Naturista Internacional do Brasil (FNIB)
  • Associação Naturista Brasileira (ANB)
  • Federação Brasileira de Naturismo (FBN)
  • Federação Brasileira de Naturismo (FBrN)

Vimos, então que a descontinuidade de nomes é até uma tradição do naturismo brasileiro. Em 1988, a ANB tinha uma passado honrado, e tinha aguentado a repressão da ditadura militar, que era pesado com qualquer divergência, não somente a política, mas também a cultural e até sexual.

Não houve, em 1988, motivo de abandonar a bandeira "ANB" para adotar uma nova, muito menos fingir que a organização era completamente novo quando quando simplesmente continuou a ANB, o presidente deste, Hans Frillman, ficou como vice-presidente da FBN.

Motivos de mudança

Mas agora há motivos e demais para querer uma nova organização, sob um novo nome. Enquanto a ANB tinha de que se orgulhar, o nome da FBrN já está maculado, e há um armário cheio de esqueletos - e até quem costuma anda somente de pele, não deve deixar esqueletos expostos. A inevitável lavagem da roupa suja da FBrN poderia ser assistido em mais conforto, debaixo de uma outra bandeira.

O maior motivo, é claro, é o abandono de Dr. André Herdy e os outros três naturistas presos com ele no caso Colina do Sol em 2007. Naturistas brasileiros poderiam concluir que uma organização que não defende nem seu próprio presidente, não vai defender ninguém.

Quando Nelci Rones foi preso três anos depois, a FBrN mostou que agora estava preparada - para se distanciar com rapidez de qualquer naturista alvo de acusações falsas.

O mínimo de decência

Seria talvez injusta exigir coragem da FBrN e dos seus dirigentes. Para quem nunca faltou coragem é difícil entender quem nunca tinha.

Mas se coragem não pode ser exigido, o que pode ser esperado é o mínimo de decência. Se à FBrN faltou a coragem de defender Dr. André, pelo menos não precisava aceitar como delegado no Congrenat de 2009 um dos autores das falsas acusações, Etacir Manske. Não precisava aceitar Marcelo Pacheco - que estava curiosamente bem organizado para encenar a destituição de Dr. André em 2007 - e suas muitas procurações.

E antes de dizer que não tinha escolha, bem, a lei exige que reuniões sejam abertas, e fecharam as portas da eleição em violação direta da lei da União. Poderiam ter barrado Manske e Pacheco, sim.

No mesmo Congrenat, não precisavam escolher a Colina do Sol - cujo diretoria era composta basicamente dos caluniadores, e que continuava implacavelmente perseguindo os alvos das suas falsas acusações - como sede da ELAN em 2010, nem ter prestigiado o evento.

A falta de coragem é uma fraqueza humana que precisamos aceitar, ainda que não entendemos.

Mas o acolhimento da corja da Colina do Sol, foi uma falta de decência.

Não de poder esperar ou exigir de todos, coragem. Mas se pode esperar, se podem sim exigir, o mínimo de decência.

Os esqueletos financeiras

Um dos atos da FBrN - sem valor pois perpetrado antes que sr. Tannus foi finalmente legalmente empossado na presidência em novembro de 2009 numa eleição convocada e conduzida conforme a lei, na Praia do Pinho - foi de "reconhecer" uma "dívida" inexistente de mais de R$100 mil, com o sr. Elias Perreira. Era suposamente gastos que ele fez em prole da FBrN, como por exemplo ter se hospedado num hotel de luxo em Espanha quando outros dirigentes brasileiros (e europeus) optaram para um lugar de classe econômico.

Não sei o motivo deste "reconhecimento" de uma dívida tão além das possibilidades da FBrN. Nos EUA, serviria para fraudar a imposta de renda, mas no Brasil, não sei. Nem quero saber. Que a "dívida" de sr. Elais, e qualquer conseqüências criminais da sua fabricação, ficasse com a FBrN!

Tinha vermelha

Também durante muitos anos as contas da FBrN como sua personalidade, foram misturadas com as de Celso Rossi.

Eu já examinei muitos negócios de sr. Rossi, e o próximo que encontro que pode ser chamado de honesto, será o primeiro.

Tanto mais longe dos "rolos" de Celso Rossi, melhor. Mas fácil fechar e abrir outra organização, do que tentar levar para frente algo que foi contaminado pelo contato.

"Ética"

A usa da "ética" como um mecanismo para expulsar desafetos, é um defeito da FBrN que merece um postagem a parte. Mas é um dos males tão enraizados, de tão difícil de extirpar (quem pode estar contra algo chamada de "ética", ainda que não seja?) que melhor começar do zero, do que suar para chegar ao empatado.

Herança Indígena

Os verdadeiros raízes de naturismo brasileiro, nos antepassados indígenas, são valorizado por umas figuras atuais de naturismo, como Carlos Sena em Manaus e Wagner em Tambaba. Porém, foram sempre desprezados pelo FBrN.

Desprezados especificamente pelo FBrN, não pela Luz de Fuego, PNB, CNB, FNIB, e ANB. A FBrN preferiu enfatizar o corrente "europeu" de naturismo.

É que coisa alardeada como "europeu" atrai brasileiro classe média, que nem quer saber de bugre.

E a classe média tem algo que os pobres não tem, que é dinheiro. Pobres foram inúteis para a FBrN pois não possuem nada de qual eles podem ser defraudados, para depois ser expulsos por "falta de ética" se ousam reclamar.

Seria bom resgatar os raízes indígenas do naturismo brasileiro.

Mas a tradição e a continuidade?

O cenário brasileira está cheia de partidos políticos que traçam seus antecedentes até raízes ilustres. O cristianismo está cheia de seitas que se dizem as únicas carregadores da palavra de Deus. A cultura tem movimentos como o tradicionalismo gaúcho (aquele pessoal que anda de bombacha) que perpetuam um tradição que a história desconhece. O arquitetura alpina da estância de Gramado deve sua existência não as tradições alemães, mas a legislação municipal - tudo aquilo data da emancipação de Taquara nos anos 50.

Sim, ter uma tradição é útil, e qualquer organização nova pode enaltecer a tradição ilustre de Luz del Fuego, ou daqueles que pisaram nestas terras antes que Cabral.

Um tradição existe, e quem procura ligações, encontra, ou fabrica conforme a necessidade.

A FBrN se aproveito da estrutura da ANB - na maneira em que o cupim se aproveita da estrutura da casa. A situação societária da FBrN é problemática; o prestígio desgastado; e o moral, irrecuperável.

Deixe para lá. Vamos voltar para a ANB, ou para Luz del Fuego, ou aqueles que avistaram as velas brancas das caravelas de Cabral. Vamos nós despir da carapaça da FBrN, e encarar o futuro, desnudos.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Tambaba rejects INF Passport, leaves FBrN

Tambaba lowers the flag

Exactly two years ago, Brazilian Naturism received the INF/FNI World Congress at Tambaba Beach in the northeastern town of Conde, Paraíba. Two days ago, the Naturist Society of Tambaba - Sonata announced it would not honor INF Passports, and that it was leaving the FBrN, and consequently cutting its affiliation with the INF/FNI.

With the 2010 INF/FNI Congress taking place, the secession from world naturism of the host of the 2008 Congress is an opportunity to remind foreigners why they should not put their faith in Brazilian naturism - and, especially, why they should not put their money in Brazilian naturist undertakings.

The 2008 INF Congress was clouded before it opened. The President of the FBrN, Dr. André Herdy, who had planned the Congress, had been arrested with three other naturists nearly a year earlier, in December of 2007, on false charges brought by members (including management) of the Colina do Sol naturist community in Taquara, Brazil. The Congress had been announced in the Brazilian press as an event that would bring over four thousand naturists from around the world to Tambaba. Without the talents of Dr. Herdy, the beach never had more than 400 people during the Congress. All the announced musical shows were canceled, as were the various balls.

If Brazilians are peddling "investment opportunities" at the 2010 Congress, I strongly urge reading our warning from May about "Colina dos Ventos". Let me add to that a warning to avoid anything related to "Colina do Sol" as well. I have here with me two maps used by Colina, one to show what they had to sell to incautious investors, the other showing what Colina had purchased, owned, and could offer. The second covers a good deal less land than the first.

Sonata's decision to leave the FBrN rests on three issues: the INF/FNI passport, the admission of single men to naturist areas, and press censorship.

The INF Passport

The INF passport has been under attack in Brazil. The issuance of the passport by a naturist association supposedly certifies that the bearer is a genuine naturist and a member in good standing, and should be treated as such elsewhere in the world. However, the Internet portal "Brasil Naturista", had been devaluing the INF credential by issuing it to anyone at all who purchased a subscription, apparently including call boys ("member in good standing" may still be an apt description of them, of course).

Brasil Naturista and its editor/publisher are answering several civil suits for using photos of naked children without parental permission.

The passport is under further pressure from the FBrN itself, which recently voted to require member clubs to submit the names of those to whom passports are issued, for inclusion in a computerized database. Many people are reluctant to be identified as naturists, and if having an INF passport means being included in a database, they may opt to not obtain or to not renew a passport.

Single Men

A peculiarity of the Brazilian branch of naturism - which may be one reason it has lagged behind world growth - is an obsession with prohibiting the entrance of single men to naturist areas. Brazil's most urban naturist beach, Abrico in Rio de Janeiro operates quite well without that odd rule, and such discrimination on public beaches is prohibited by the Brazilian Constitution. Indeed, organized naturism was swept from the major state of Bahia for many years when a gay organization took the Massandupió beach to court because of the rule, and won not only a damage award so large it broke the naturist association, but the right to collect the award from any successor naturist organization in the state.

Foreign investors, Celso Rossi, and the Hotel Ocara

Mr. Rossi in 2001 sold 20% of his Hotel Ocara in Colina do Sol to American Dana Wayne Harbour for R$250,000. The total investment for which Mr. Rossi and his family retained 80% of the hotel was the land on which it sat, which had been purchased for less than two percent of what the American paid. Even so, while claiming to sign over to the corporation the land where the hotel was being erected, they instead turned over a neighboring lot, worth even less.

Wayne Harbour eventually realized he had been defrauded, and accumulated boxes of proof, which he planned to turn over to the police. However, just two weeks before the engineered arrest of Dr. André Herdy, Wayne "died accidentally" during a "robbery" of his home in Colina do Sol. The boxes of evidence disappeared the next day, and Celso Rossi is now living in the hotel - though a bank has a lien on it.

French and Spanish investors also lost money in the Hotel Ocara.

The rule can be traced back to Celso Rossi, the "founder of the FBrN" (though not, by many decades, of organized Brazilian Naturism), whose sinister presence was another shadow on the 2008 INF Congress.

For years, Brazilian naturism was closely intertwined with Celso Rossi, who controlled the FBrN; edited the only Brazilian naturist publication, the magazine Naturis; and the most prominent naturist development, Colina do Sol in Taquara in the south of Brazil. The magazine and the FBrN served to bring attention and lend credibility to Mr. Rossi's business undertakings. It is difficult, looking at old records, to see when Rossi is speaking as editor, a FBrN President, as real-estate entrepreneur, and when as himself. This lack of differentiation extends to finances, to put it delicately.

Mr. Rossi doesn't like single men on beaches, and consequently the FBrN did not like single men on beaches, and still does not. I've managed to wade through only a little of Rossi's turgid prose, in which he is always the central character and always the hero, but at his very first INF Congress, nearly 20 years ago, something else that offended his delicate sensibilities was the sight of the elderly (both men and women) in romantic relationships with younger adults. I am confident that his views on this will reform, though, since he's now over 50, and this aspect of love will now look less ill when viewed (as he always views the world) through Rossi-tinted glasses.

The ban on single men seems to be a fig leaf for banning homosexuals, another group against which Mr. Rossi has some sort of dislike. And his ability to mistake his dislikes for ethical principles has a grandeur about it that is nearly solipsistic in its depth and breadth. I didn't find roots of this in his writings, but it does long predate his wife leaving him, reportedly for another woman, so that's not the cause.


Censorship

The Colina dos Ventos affair

Earlier this year, Jornal Olho Nu, the leading Brazilian naturist site and virtual newspaper, published a letter from a naturist critical of the Colina dos Ventos naturist inn in the Brazilian Northeast. His room had been robbed, and when he wanted to go to the police station to register the robbery, he found the inn's gate had been locked with him and other naturists inside, with the management nowhere to be found. While many had purchased a Christmas/New Year's package, only he lasted out the entire period. The original letter can be found in Portuguese, here.

The FBrN asked with astonishing speed that the letter be removed, I assume that someone's financial interest was being endangered by the truth, probably Celso Rossi's, if only because the truth is always a danger to his financial schemes.

The Sonata memo was sent along with a cover letter, which I haven't translated as it refers heavily to local politics with which I'm not familiar. Apparently an ex-president of Sonata, José Wagner, whose ever-present Indian headdress may be remembered by those who were at Tambaba in 2008, spoke out in favor of the FBrN passport, and against the prohibition on single men.

Sonata had asked the FBrN to do something about this. The FBrN has strong powers to expel and discipline naturists, another Rossi legacy, and perhaps Sonata was hoping to gag Wagner, as it gagged Jornal Olho Nu in the Colina dos Ventos affair.

Another part of the FBrN's Rossi-era world view is that "endangering the reputation of naturism" is an ethical violation, and that it is not doing something reprehensible that endangers the reputation of naturism, but rather telling people about it that consummates the injury.

That is an important definition to have, if you are using naturism to hide business practices that don't bear close examination.

The FBrN apparently merely asked Wagner to communicate with it and with Sonata before talking to the press in the future. Most people and most organizations would consider that a gross violation of freedom of the speech and of the press, but in the world of Brazilian naturism, where the rules were written to enforce silence and obedience, Sonata found it innocuous.

And said, essentially, that if the FBrN wouldn't play by Sonata's rules, it was going to take its beach ball and go home.



Dispatch nº. 002/2010
Conde, September 07, 2010.

To The Honorable Sr. 
JOSÉ ANTÔNIO TANNUS
Hon. President of the Brazilian Federation of Naturism - FBrN
Goiânia– Goias - Brazil
 
 
Mr. President,
 
The NATURIST SOCIETY OF TAMBABA - SONATA, meeting in Special General Assembly, resolved:
 
1) To not accept INF Cards, as a passport for the entrance of men unaccompanied  by women to the naturist area of Tambaba Beach;
 
2) To comply in full with Municipal Law n° 286/2004, which regulates the access of people to the beach, thus maintaining the partnership agreed to with the Conde City Government;
 
3) Issue identification cards to its members; these being, the only manner for men not accompanied by women to have access to the naturist area;
 
4) The FBrN's trivial and unexpected response to our demands, failing to take a position, but,  implicitly, almost blaming us for defending our autonomy, was considered by all to be a regrettable and irreparable attitude; and
 
5) That, for this reason, Sonata announces, as of this date, its disaffiliation from the membership of the FBrN;
 
6) These measures aim to, only, restore the sovereignty of this Entity, along with, the self-esteem of its members and respect for the Naturist Society.
   
Sincerely, 
   
Gione Pereira da Silva.
President of SONATA.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Colina dos Ventos, clear and present danger

We've heard a rumor that European naturists are being offered the opportunity to "invest" in the Colina dos Ventos resort hotel near Tambaba Beach in Paraíba, Brazil.

Given the details we've heard, be warned: putting your money into Colina dos Ventos through this proposed deal is very much like putting your hand into a meat-grinder.

Normally we don't comment on rumors until they are confirmed. But if we wait for the news that some unsuspecting foreigner has already put up money, that money will be gone and unrecoverable. To remain silent in the face of clear and present danger is unconscionable.

The rumor

The rumor that has reached us is that a German naturist club was offered a 25% participation in Colina dos Ventos, for the sum of €100,000 (one hundred thousand euros). The offer was supposedly made by Mr. Marcelo Pacheco, who we were told claimed he had purchased 50% of Colina dos Ventos, and was looking to sell half of his stake.

Pacheco's 50% stake in Colina dos Ventos had, supposedly, been purchased by him with a promissory note from Mr. Celso Rossi, this note backed by a legal judgment that the Clube Naturista Colina do Sol won against the SBT Television network, in the sum of R$1,000,000. With interest and correction for inflation, that amounted as of last September to R$6.131.968,45, over two and a half million euros. 

Mr. Celso Rossi was to act, in some manner not fully made clear, as "escrow agent".

Besides being an investment, the German club was told, its members would be able to find year-round sun at Colina dos Ventos, including during the winter months when outdoor naturism is impossible in northern Europe. Colina dos Ventos is near two international airports, and six hours by air from Europe.

The Mutual Admiration Society

Someone who has been approached to invest, may feel he ought to disregard this post. After all, both FBrN and Brasil Naturista speak so well of Colina dos Ventos.

Indeed they do. And both Brasil Naturista and Colina dos Ventos speak well of the FBrN; and of course both Colina dos Ventos and the FBrN speak well of Brasil Naturista.

It's a mutual admiration society, and it's the same people with different hats: Pacheco is the editor of Brasil Naturista, sits irregularly on the FBrN's "Ethics Council", and is the guy asking for your good money in exchange for his kited stock. Before the Internet, Celso Rossi published the predecessor to Brasil Naturista, called Naturis; his Naturis company operated the Colina do Sol naturista area; and Rossiwas president of the FBrN, successor to previous Brazilian naturist organizations. Gullible foreigners were presented with a picture of all Brazilian naturists dancing in harmony, and naively threw their money down the rathole of Colina do Sol.

Now, the Internet exists, breaking the circle of mutual admiration. Various of Celso Rossi's enterprises required that papers be filed in assorted government offices, and we have rooted them out and brought them to the light of day, here and in www.calunia.com.br.

Why should anyone distrust the Colina dos Vendos offer? 

Two names stand out as immediate warnings: Celso Rossi and his cat's-paw, Marcelo Pacheco. Mr. Rossi's history of business deals with foreign investors does not inspire confidence; those of his investors not already naturists by conviction become so by necessity, having lost their pants. One, American Dana Wayne Harbour, lost not only his money but his life.

Both Rossi and Pacheco have a documented history of avoiding process servers. Mr. Rossi has been sought since 2003 in lawsuit 0000107-42.2003.8.17.0470 in Carpina, Pernambuco, not far from Colina dos Ventos, for asking damages for his having put pictures of naked children in the magazine he published, and selling them. Mr. Pacheco has been sought in similar cases, and is equally elusive when sought by process servers.

Left holding the bag?

The shares that Mr. Pacheco is offering for sale, were purchased with a promissory note. The potential investor is invited to consider his position, if the promissory note is not paid. The investor will be out his money, and the owner of Colina dos Ventos from whom Pacheco's shares were purchased, will not have been paid. If the owner has any sense he would declare the shares he wasn't paid for null, and tell the foreigner to see Pacheco in the Brazilian courts. Which are described below.

The potential investor, blinded by tropical sun and lulled by tropical sea, may think that this is an unnecessary worry. After all, the note is secured by a legal judgment against a solid TV network, in a sum more than ten times that of the face value of the note. What's to worry?

Plenty, in fact.

The SBT judgment

The SBT judgment is quite real. It is also under appeal. It took four years for the trial court to reach a verdict, and appeals may take as much or longer. The usual tendency is for such verdicts to be reduced on appeal. Also, the award was based on perjured testimony, and SBT can use that to ask that the judgment be set aside altogether. The SBT money is not a bird in the hand, but one very much on the wing.

Besides not being final, there is the significant fact that it's not Celso Rossi's money. He has as much right to issue promissory notes backed by the SBT judgment to CNCS, as I have to issue notes backed by the British Crown Jewels.

Celso Rossi and his family sold nearly all their interest in Colina do Sol on the last day of 2004, to Silvio Levy. The suit against SBT was brought nearly a year later. Nothing in the bill of sale retains any rights to possible future judgments. Celso's children retain some interest, but there is considerable doubt on that; the shares are numbered and all those they retained are among the shares issued in a deal later annulled by the courts.

The debts of Celso Rossi

Even if Mr. Rossi were to get some of the SBT money, at some distant date, there is a long line of people with claims against him.

There is public bank BRDE, which made a loan to Celso's last naturist enterprise, the Hotel Ocara, which Celso cosigned for. Celso lost interest in doing his part and managing the project once he could no longer lure investors, few payments were made, and the debt is now over €150,000. He also gave the bank a mortgage on a plot of land on which he claimed the hotel was situated (it's not) and the bank has put a lien on that, and is collecting from Mr. Rossi and his ex-wife. The bank, or others, may well have first claim on any money that may come to Mr. Rossi.

Eldorado Pelado - Naked Eldorado

Once cannot criticize Mr. Celso Rossi  for the size of his dreams, or the size of his promises. It is however instructive to compare the vision he sold of the Hotel Ocara and Colina do Sol in 2004, with the present reality. His dreams may command our admiration, but they should not receive our savings.

I do know know exactly what has been promised to potential investors in Colina dos Ventos, but am confident the ideas have been recycled, and suspect the text has, as well. Anyone considering parting with their money should think very carefully about the man's previous enterprise, before financing his next.

The financial projections he offered to BRDE  bank are available, and I have analyzed them. The analysis is in Portuguese. If the reader cannot follow financial information in Portuguese, he should ask himself whether he ought to put his money in something he can't understand. (Some Latin phrases may be understandable, such as concilium fraudis.) If that does not give pause, consider that I got the papers from the bank's lawsuit to collect the loan.  That should be all one needs to know about a Celso Rossi project. Do you really want to ever be in a position to need to learn more?


Mr. Rossi has often presented his Colina do Sol enterprise as being of vast value. I attempted to calculate the worth of the place last year, using the usual procedures for such things, and came up with a number vastly lower than that waved about by Mr. Rossi. I did notice that declaration of the net worth of the company owning the Ocara Hotel, presented to BRDE Bank on Nov 19, 2003, was signed by the accountant, but the space where the "responsible for Ocara" should have signed, was carefully left blank Equally, a declaration that Colina was worth several million which Celso supplied to the Taquara Labor Court, was signed by a local real-estate agent - and, again, not by Celso Rossi.

Getting someone else to sign pieces of paper that say things that aren't true might be a strategy to avoid prosecution for fraud. If you are looking into Colina dos Ventos,  and are offered papers which are signed by people other than those you'd expect, be wary, and in turn don't sign papers, especially cheques.  

Bank Loans

When Brasil Naturista began to carry glowing reports of Colina dos Ventos, it seemed clear that something was in the wind, and the sort of thing it's better to be upwind of. I had guessed that it would be an assault on the public purse, along the lines of the BRDE loan to Ocara.

That Marcelo Pacheco may be enticing foreigners to give him money for stock he bought with an IOU, doesn't mean that some plan is not also moving forward in parallel to float an unpayable loan. If the bank takes Colina dos Ventos before the mirage of the SBT money evaporates, the former owner of Ventos might well not kick: at that point whoever gave Pacheco money would have not half the assets, but half the liabilities. Easier to part with.

Legal recourse

A potential investor who has read this far, may well be thinking, "Ah, but if I'm cheated, I just go to court." The SBT indemnity took four years already, and it's far from being paid. In one of the cases against Celso Rossi and Marcelo Pacheco, one of the plaintiffs died before papers were ever served formally notifying the pair of the suit. And Brazilian law is odd. Even what would elsewhere be a rock solid guarantee, such as a first mortgage on the land, or even a properly registered deed,  might be superseded by prior - or posterior - suits for unpaid wages or other obligations under labor law, perhaps even prior debts of other part owners. Assets that former owners had sold, might be clawed back. Under what circumstances can this happen?  I don't know the answer, I'm not a lawyer. But the reader should consider that if he didn't even know the question, he should not be considering putting his money into Brazil. And certainly not into the hands of Marcelo Pacheco and Celso Rossi.

The Belgian with the beach

If you truly want to put money into Brazil, read this site: http://www.myhouseinparadise.com/, see the list of guarantees he offers, and ask Colina dos Ventos about the same issues of land registration, freehold, etc. No, it's not naturist, but the article on the place that ran in Brazil's largest newspaper, the Folha de S. Paulo, on 26/12/2009, was illustrated with a photo of a naked child running on the beach, free and unconcerned. Which you won't be, if you give Marcelo Pacheco your money.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Uma víbora no seio

"A questão moral deixamos para a igreja decidir", diz Marcelo Cavalheiro, presidente da Ambrava, na Folha de São Paulo esta terça-feira, comentando sobre a possibilidade da Praia Brava ser liberada para naturismo.

Cavalheiro é sábio em entregar o moral para a Igreja, e de considerar o naturismo como uma opção para turbinar o turismo na praia.

Porém, seria um erro presumir que em aceitando o naturismo, seria necessário ou útil convidar a Federação Brasileira de Naturismo.

FBrN: uma víbora no seio

Convidar a FBrN para sua praia ou empreendimento, é como abraçar uma víbora ao seu seio.

Cavalheiro não parece nenhuma Cleópatra, para fazer isso por querer. Aqui, então, assumimos o papel do Instituto Butantan.

Clarificaremos primeiro a "Código de Ética" da FBrN, batizada pela mesma metodologia do "Ministério de Paz" de Orwell em "1984". De ética nada tem. Certos pontos não passam de etiqueta, como "coloca uma toalha embaixo da bunda pelada". Mais nociva é a cláusula que proíbe “danificar a imagem” de naturismo. Não proíbe qualquer crime, só proíbe que isso chegasse a ser conhecido.

Exponha o corpo, mas encubra os fatos! É a lema da FBrN.

Já escrevemos sobre a ética da FBrN, na prática. É leitura aconselhável para qualquer um que está considerando qualquer negócio com o FBrN, para conhecer a distância entre o que prega e o que pratica.

A mordida da víbora

A mordida mais comum da víbora é a mordida de sempre: a mordida financeira. Ano retrasado, vi o livro de atas da FBrN. O primeiro ato, antes de qualquer coisa sobre os objetivos ou medidas para alcançar-los, foi determinar quanto cobraria para alguma associação local se afiliar à FBrN.

Cobrar primeiro, e deixar o que vai fazer em troca do dinheiro para depois.

Não é preciso se afiliar ao FBrN para praticar naturismo - basta tirar a calça. Para conseguir publicidade, o fato de ser naturismo em si já garante interesse da imprensa. A FBrN não oferece nenhuma sabedoria especial sobre relações com a imprensa, realmente, o fato que eles continuam a receber programas como Pânico no TV depois de já terem sido queimados, sugere que eles não somente não sabem de nada, mas que são incapazes de aprender.

A FBrN ano passado reconheceu um "dívida" de mais de cem mil reais para com seu presidente retrasado, Elias Pereira. O sucessor de Elias, Dr. André Herdy, me assegura que esta dívida é fabricação. Por exemplo, numa reunião da Federação Internacional de Naturismo em Espanha, onde Dr. André e vários dirigentes europeus ficaram na opção mais barata, Elias escolheu o hotel mais caro. E cinco anos depois, está mandando a conta.

Se a Ambrava acha que pagar contas em hotéis cinco estrelas na Europa é o uso mais sensata dos seus recursos, pode muito bem contribuir para a FBrN.

Controle do comportamento do publico

A FBrN pode alegar que tem experiência em como controlar o pública em ambientes naturistas. Mas as regras excêntricas da FBrN, sem similar em qualquer outra federação naturista do mundo, demonstram bem o ditado que "o que existe somente no Brasil, se não é jabuticaba, é bobagem".

Um dos destaques do regulamento é a proibição de homens solteiros. Foi a maneira encontrado para barrar homossexuais, artifício claramente inconstitucional, e na praia de Massarandupió resultou numa multa que quebrou a associação naturista de Bahia. Massarandupió hoje continua naturista, sem afiliação com a FBrN, e feliz. É um exemplo que Praia Brava poderia seguir.

Nos últimos dois anos, primeiro tentando conseguir a ajuda da FBrN no caso Colina do Sol, e mais recentemente somente interessado em que a FBrN não continuasse oprimindo os inocentes e festejando os criminosos, visitei várias praias naturistas no Brasil. Tambaba, Praia do Pinho, Galheta, todas tem sua "zona de sacanagem". E do que ouvi, a situação não é diferente em nenhuma outra.

Seria inevitável para Praia Brava, que sua natureza exuberante ficaria enfeitada com adornos de látex natural? Impossível dizer. Mas a experiência, e não as promessas, demonstra que se haveria uma maneira de evitar isso, a FBrN não a conhece.

Paraíso intocado - mas por favor, sem o serpente


Muitos dos membros da Ambrava, como crianças ou adolescentes, experimentam a felicidade de encontrar uma praia ou cachoeira que parece intocada desde o Descobrimento, e tirado a roupa para correr livre que nem os brasileiros originais.

É uma felicidade que faz parte da condição humana. A Ambrava quer preservar parte do litoral paulista para que os brasileiros do futuro possam sentir a mesma coisa que eles sentiram, a beleza natural deste mundo e desta terra.

A exuberância da mata atlântica já foi sacrificado no passado para a plantação de café, e condomínios fechados não são uma safra mais bonita ou mais nobre. É bom que Praia Brava continue como sempre estava, é louvável que Ambrava comprou esta briga, é encorajador que encontrou apoio na prefeitura de São Sebastião.

O naturismo pode oferecer muito para Praia Brava. É uma maneira de chamar atenção para a beleza do lugar, e de trazer turistas de fora e aumentar a prosperidade da comunidade local, sem trazer um publico para quem o lazer consiste em ver quanto que pode consumir, e especialmente esbanjar seu consumo.

Mas isso é o que o naturismo oferece. O que a FBrN oferece é gastos e perigos, um vampiro ou uma víbora, que de valor nada oferece.

É possível que Marcelo Cavalheiro e seus companheiros na luta chegaram uma bela manha na Praia Brava, ouviram as ondas bater na praia branca, abaixo das montanhas coberta da floresta tropical, e disserem, "Isso parece o Éden! Mais falta o serpente."

Se for para suprir esta falta que procuraram a FBrN, foi uma escolha acertada.



http://peladista.blogspot.com/2009/04/brasil-naturista-e-indicio-de-abuso.html

sexta-feira, 19 de março de 2010

Rever e repensar

O blog NatParaná reveiculou ontem sob o título "Recordando .... para ler ou reler!!" uma matéria de Omar Godoy de setembro de 2008, logo depois da 31º Congresso Internacional de Naturismo em Tambaba.

"Rever e repensar" seriam os termos mais adequados, especialmente em que trata do caso Colina do Sol, em que quatro naturistas, incluindo Dr. André Herdy - responsável por ter trazido o Congresso ao Brasil - foram presos sob acusações falsas de pedofilia.

Respingar

Omar olhe o caso somente em termos do seu efeito no naturismo em Paraná:

Por mais que as denúncias tenham partido dos próprios moradores da Colina, o caso não deixou de respingar em todos os naturistas brasileiros. "Não dá para negar que essa história manchou um pouco a nossa imagem. Quando o assunto chegou na grande mídia, ficou aquela impressão de que naturismo é igual a pedofilia", reconhece Estevão.

Para Andréia, o episódio contribuiu para que o projeto da praia naturista paranaense não tivesse continuidade. "O preconceito aumentou", afirma.

Sobre a prisão do Dr. André, Omar não fala da presunção de inocência dos quatro, nem da situação deles, na época amargando sua décima mês de prisão, nem do papel imprescindível de Dr. André na conquista do Congresso para o Brasil. Não, sua preocupação é outra:

Na época, Herdy era presidente da Federação Brasileira de Naturismo, o que por pouco não ameaçou a realização do encontro internacional na Paraíba.

Aqui chegamos ao grande questão: as prisões injustas de Dr. André e dos outros três quase atrapalharam a festa!

Inocência já comprovada

É já amplamente sabido que as denúncias são falsas. As evidências foram todas examinadas, e o veredito dos laudos escapou do "sigilo de Justiça" em alto e bom som: não há nenhuma evidência de crime. Os exames de corpo de delito são negativos.

Desde o começo, as próprias "vitimas" negaram. A polícia colocou uma psiquiatra para retorcer suas palavras. Três adolescentes chegaram a maioridade e negaram ter sido vítimas. E CREMERS está processando a "psiquiatra", Dra. Heloisa Fischer Meyer, pois psiquiatra não é.

"As denúncias tenham partido dos próprios moradores da Colina"

Omar Godoy apontou com precisão o origem das denúncias: dos próprios moradores da Colina.

As denúncias, como sabemos, falsos, contra André Herdy, Fritz Louderback, Cleci Ieggli da Silva, e Barbara Anner.

Vamos lembrar de quem partiram, e porque. De Etacir Manske, atual presidente da Colina do Sol, que devia e deve dinheiro para Fritz Louderback, que parou de pagar na mesma semana que suas falsas denúncias colocaram seu credor na cadeia; de Bete e Raul - Arcelino Raul de Oliveira e Elisabethe Borges de Oliveira - igualmente devedores, e que igualmente aplicaram o calote; de João Ubiratan dos Santos, vulgo “Tuca”, já condenado por sequestro, cujos ameaças motivaram Dr. André a se mudar da Colina; e de Zumbi Steffans, que fez suas acusações três dias depois de que Douglas, filho de Fritz, fugiu para Praia do Pinho com a esposa de Zumbi. E de João Olavo Paz Rosés que, com a ausência de Fritz, “tomou conta” da Colina do Sol.

Onde vai respingar agora?

Já convivo mais de dois anos com este caso, com as questões de justiça e injustiça, com a perseguição oficial de quem sustenta a direto constitucional da presunção de inocência, com os grampos telefônicos, as falsas acusações partindo da corja da Colina, com a morte da Nedy Pinheiro Fedrigo, com as ameaças tão freqüentes que já considero habituais de um senador da Republica.

Já convivo e já escrevo desses assuntos importantes. Mas hoje a noite, vou focar na preocupação mesquinha de Omar Godoy. O caso Colina do Sol vai respingar no naturismo? Vai interferir com a festa?

O que é “naturismo?”

Vamos considerar “naturismo” em três níveis. Um é a Colina do Sol, outro o FbrN, e outro ainda é o naturismo em si, independente de clubes, organizações, federações, e qualquer outra pessoa jurídica, que não tiver corpo do qual poder tirar a roupa, para correr livre embaixo do sol.

Efeito na Colina do Sol

A Colina não precisa se preocupar com a lama, pois ninguém vai notar, por causa do sangue. O sangue de Dana Wayne Harbour, de 89 anos, assassinado na sua casa dentro da Colina, o hotel em que ele investiu a poupança da sua vida agora nas mãos de Celso Rossi, que não investiu um centavo dele (ainda que colocou centavos que já pertenciam a outros). O sangue de Nedy, morta do estresse provocado pela hostilidade implacável da corja da Colina. A tentativa de matar Barbara, inventando acusações para que uma senhora de 73 anos de saúde frágil seja mandada de volta para a cadeia, provavelmente para morrer, mais um obstáculo removido.

Isso sem falar no estelionato, que o morte de Wayne talvez foi tramada para esconder.

Não, a lama é o menor dos problemas da Colina do Sol.

Vai respingar no FbrN?

Não, Omar, a lama não vai respingar na FbrN. Não vai respingar porque a FbrN já deitou e rolou no lamaçal, fazendo tudo que era possível para abraçar os autores das falsas acusações, e encobrir seus crimes. E assim se encobriu com a lama.

A FBrN acolheu os acusadores do Dr. André, permitindo que votassem e fossem votados. Deu o endosso do FBrN ao ELAN (que, estou informado, tinha de "Latino-Americano" um chileno e dois argentinos). E se recusou se fazer qualquer coisa para ajudar Dr. André Herdy, até recusando um pedido de clarificar que a presença de crianças é normal no naturismo - importante pois um dirigente da Colina tinha afirmado em juíza que naturismo não é lugar para menor.

A FBrN se recusou de ajudar os inocentes, e não mediu esforços para defender os culpados. Sua ajuda foi solicitado, e poderia ter sido de grande utilidade num certo momento.

O momento já passou. A FBrN escolheu seu lado, e amarrou seu futuro aos autores das falsas denúncias, apesar das provas claras e irrefutáveis da verdade do caso. Vai aguentar, ou vai cair, junto com os caluniadores.

E o naturismo?

A lama se mistura com o sangue derramada pela corja da Colina, e envolve a FBrN de pés a cabeça, especialmente a cabeça. Vai respingar no naturismo?

Muitos brasileiros praticam naturismo, e quase todos dele nunca ouviram falar da FBrN. E muito gente boa, que conhecem e se envolveram na FBrN, se afastaram dela, e do naturismo organizado.

Porque se afastaram? A maneira em que a FBrN lidou com a prisão do seu presidente, atrapalhando seus estatutos na pressa de presumir sua culpa, é um forte motivo. A dominação do seu conselho de ética por interesses comerciais é outro. E a maneira em que se curvou a estes interesses, trazendo de volta de forma explícita a censura prévia, atacando a única voz independente e séria de naturismo brasileiro, o Jornal Olho Nu do excelente Pedro Ribeiro, é mais um.

O naturismo não precisa da FBrN. Realmente, fica cada mês mais claro que o naturismo brasileira estaria melhor sem a FBrN.

Cada afiliada da FBrN vai ter que enfrentar o questão de se vai abandonar o barco da FBrN, ou afundar junto. Pois que vai afundar, vai, colocado a pique pelos próprios timoneiros, que escolheram e mantiverem um curso para os recifes.