Mostrando postagens com marcador Brasil Naturista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brasil Naturista. Mostrar todas as postagens

domingo, 6 de janeiro de 2013

Questões de tempo

Luz partiu. Ficaram as cobras.
Desde outubro o site da FBrN está fora do ar; desde semana passada, vários dos nomes sob quais a revista Brasil Naturista opera, não chegam mais ao portal, que ainda funciona parcialmente. A voz própria e pública da FBrN está muda; sua comunicação ficou refém de um portal que está esfarelando ou talvez agonizando. Enquanto isso, anuncia para o fim de semana que vem uma "grandiosa comemoração" na AAPP acima da Praia do Pinho, num terreno que a Justiça já determinou foi esbulhado de quem pertence de direto, pela FBrN e sua sucessora, a AAPP.

O ano é novo, mas a situação de naturismo no Brasil continua a mesma: uma bandeira usado para encobrir fraudes, e disfarçar swing. Faz 25 anos a legada de Luz del Fuego foi raptada. Até quando continua cativa de interesses escusas?

A Justiça é lerda, mas a lerdeza não é eterna. As tentativas de atrasar o despejo da AAPP já ficaram indecentes. Dá um endereço falso para notificar o outro lado num ação na Justiça é talvez uma manobra padrão. Mas dizer que ele mora no "Apartamento 301" de um número inexistente, numa rua onde não há nada mais alto que um sobrado? Ou é uma falta de cuidado, um ou falta de respeito para com a Justiça.

Ainda mais, se não houvesse as provas por escrito no Livro de Atas, a comemoração da FBrN no terreno que repassou para a AAPP, reafirma a continuidade entre as duas entidades. Se a luta não já tivesse sido perdida, seria altamente desaconselhável. Mas realmente, nesta altura, não há mais o que perder.

Que Celso Rossi e quem seguiu nos seus passos até agora nada sofrerem da Justiça não significa que estão acima da lei. Não, estão em frente da lei, e a lei está atrás, e está diminuindo a distância. O bicho vai pegar, sim.

 Sumiço das Atas

Nós colocamos aqui no blog trechos do Livro de Atos da FBrN, que comprovam exatamente o que os desembargadores do TJ-SC concluírem: de que a AAPP e seus associados assumiram o comodato da FBrN e suas obrigações, inclusive a obrigação de devolver a área quando terminou o comodato, que já terminou.

Em novembro de 2007, numa reunião no Praia do Pinho, Dr. André Herdy, presidente da FBrN, levantou questionamentos sobre terras provocadas pela sua leitura do Livro das Atas. Não demorou muitos semanas e ele foi preso sob acusações falsas oriundos da corja da Colina do Sol, inclusive do João Ubiratan dos Santos, vulgo "Tuca", o condenado por sequestro que Celso Rossi carregou consigo quando mudou sua base de operações de Santa Catarina para Rio Grande do Sul.

Quando Dr. André estava preso, sua casa foi invadida três vezes por ladrões procurando ... papeis. Não encontraram o Livro de Atas, mas mataram o cachorro.

A AAPP/Condomínio Naturista tinha ganhou uma decisão da primeira instância ao seu favor em março de 2001, em que a juíza determinou:

No caso vertente, os autores não lograram êxito em comprovar a posse sobre a referida área, limitando-se a anexar um contrato de comodato que sequer foi celebrado entre as partes litigantes, vez que refere-se a pessoa jurídica diversa (Federação Brasileira de Naturismo – FBN), sem relação alguma com a demandada, conforme comprovado pelos documentos de fl.107/124.
O Livro de Atas comprove que a MM. Juíza estava errada; dependendo da natureza dos "documentos de fl.107/124" o Livro poderia comprovar a apresentação de documentos falsos à Justiça, que é crime.
Parece que a preocupação em esconder o Livro diminuiu. Um scan até estava no site da FBrN até outubro.
Porém, o site inteiro sumiu e continua sumido três meses depois, restando somente um aviso de "AGUARDE - SITE EM CONSTRUÇÃO".. Não é fora de comum reformular um site, mas não somente a página home sumiu, mas o link direito para as Atas também foi para o beleléu, quer dizer, "404".

Timeout

Há uma outra possibilidade pelo sumiço da presença pública da FBrN, além de um desejo de sumir com a versão digital do Livro das Atas. O site do FBrN estava hospedado no espaço da revista Brasil Naturista. E atualmente a Brasil Naturista passa pelo tipo de desorganização que é típica de decadência empresarial. Já notamos o sumiço da "loja virtual" e da venda on-line do encalhe.

Mas na virada do ano, sumiram vários dos domínios que "Brasil Naturista" andava usando. Veja pelo whois do registro.br, que desde dia 27/12/2012, o Internet não encontra mais pelados.com.br:

domínio:       pelados.com.br
entidade:      Marcelo Alves Pacheco
documento:     095.067.294/0001-85
responsável:   Marcelo Alves Pacheco
país:          BR
ID entidade:   MAP983
ID admin:      MAP983
ID técnico:    MAP983
ID cobrança:   MAP983
servidor DNS:  ns1.brasilrast.virtuaserver.com.br  
status DNS:    06/01/2013 TIMEOUT
último AA:     27/12/2012
servidor DNS:  ns2.brasilrast.virtuaserver.com.br  
status DNS:    06/01/2013 TIMEOUT
último AA:     27/12/2012
criado:        31/05/2002 #887076

Sumiu também, e este no dia de Natal, "brasilnaturista.com.br", sobrando somente o similar estrangeiro, "brasilnaturista.com". Outro vez o whois mata a charada, desnudando o problema:

domínio:       brasilnaturista.com.br
entidade:      portal brasil naturista e edição de revistas ltda.
documento:     010.552.539/0001-07
responsável:   Carina Moreschi
país:          BR
ID entidade:   MAP983
ID admin:      MAP983
ID técnico:    MAP983
ID cobrança:   MAP983
servidor DNS:  ns1.brasilrast.virtuaserver.com.br  
status DNS:    05/01/2013 TIMEOUT
último AA:     25/12/2012
servidor DNS:  ns2.brasilrast.virtuaserver.com.br  
status DNS:    05/01/2013 TIMEOUT
último AA:     25/12/2012
saci:          sim
criado:        03/12/2010 #7644144
expiração:     03/12/2014
alterado:      28/11/2012
status:        publicado

Pendências civis e criminais

Nas próximas meses, a Justiça catarinense expulsaria a AAPP do Morro da Tartaruga. Como já falamos antes, ainda que a AAPP apelasse a perda de posse para o STJ, isso não teria efeito suspensivo: o despejo vai em frente. Os embargos de terceiro não tem fundamento na lei nem nos fatos: quem comprou durante o litígio não é "terceiro", e o Livro de Atas da FBrN comprove que a AAPP assumiu o posse da FBrN e junto a obrigação de devolver o terreno no final do comodato.

Também, a revista Brasil Naturista responde a dois processos civis, de pessoas que tiverem seus imagens usados sem as permissões devidas. Um é de Patrick, filho de Luciano Fedrigo, a outra Cleci. O pensamento do "naturismo oficial" aparentemente era que Cleci, presa, não merecia qualquer socorro, mais sua imagem ainda servia para vender revistas.

Estes processos são de menos. No pior, vão fazer de Marcelo Pacheco um naturista não por convicção mas por necessidade, deixando ele sem as calças.

Mas onde vai pegar mesmo é o caso Colina do Sol. Não há maneira de condenar os acusados. O caso é um dos maiores desvios da Justiça brasileira. Mas de quem é a culpa? Quem acompanhe o blog calunia.com.br sabe que há culpa e de sobra para o Fórum de Taquara, para a Promotoria, para a Polícia Civil, e para a corja da Colina do Sol que fez as falsas acusações. Mas os primeiros três tem o poder de empurrar a culpa para outrem, enquanto a corja somente pode abaixar as calças.

Ficaria difícil separar a FBrN da corja - e porque separar? Além de encontrar em quem colocar a culpa, a polícia precisará explicar como foi enganada. Dizer que acreditou num condenado por sequestro convide a pergunta, "E porque confiou?" Dizer que foi enganada por uma conspiração grande e organizada, nacional e internacional, não pega tão mal. Então a polícia vai encobrir sua vergonha, pondo a culpe em quem não encobre suas.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Perdendo terreno virtual

Além da perda iminente da área da AAPP na Praia do Pinho, o naturismo oficial brasileiro está perdendo espaço virtual. Fomos estes dias para o site www.pelados.com.br, que também age sob o nome "Brasil Naturista", para verificar quais revistas e DVDs estavam a venda.

Devemos escrever sobre "Brasil Naturista"? O "Manual de Estilo da Folha de S. Paulo" exige cuidados especiais quando escrevendo de concorrentes. Mas pensando bem, "Brasil Naturista" não é nosso concorrente. Afinal, nós não cobramos por conteúdo.  E eles não fazem jornalismo.

Procurei então, a venda da revistas na página principal de www.pelados.com.br. Cliquei no item do menu "Quem Somos", e depois "Revista Brasil Naturista", assim:


Mas o que aparece não é a lista de revistas a venda. Aponta para outro site, www.revistabn.com, e o que aparece é uma lista de links, que por alguma lógica retorcida começa com "Manequins Espirais":

Em contraste, em 2011, a revistabn.com ofereceu um monte de coisas naturistas à venda, conforme pode ser visto no Wayback Machine.  A mesma coisa acontece com lojanaturista.com, que vendia não somente as revistas encalhadas, mas também o Passaporte Naturista INF, DVDs, livros e álbuns de fotos. Mas hoje dá somente uma notícia de "temporariamente fora do ar". Parece que a loja virtual foi feito através de
/http://www.snetcommerce4.com.br/ecommerce_site,

e outras loja virtuais com a mesma estrutura continuam no ar, então o problema não é da ordem técnica. 

Ou a situação é temporário, ou a venda pela Internet caiu mesmo. Caiu -- ou foi empurrada? Desorganização interna, ou problemas financeiras ou legais?


Nunca deu muita grana 


Nos já vimos que o Portal e Revista Brasil Naturista nunca deram muita grana, uma média mensal de R$3.707,05. Para comparação, vimos:
Piso da categoria dos jornalistas no Rio Grande do Sul
Salário Normativo 2011/2012
R$ 1.591,00 - data base: Jun - Capital
R$ 1.333,00 - data base: Jun - Interior
A renda bruta da revista dá quase o piso do capital para a editora e editor. Claro que moram no interior - bem ao lado do Motel Sahara - e nunca estão lá, pelo menos quando oficial de Justiça visita. Mas lembre que o número R$3.707,05 é a venda bruta. Há, também, despesas. Não deve chegar líquido nem o valor de um jornalista do interior.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

O jornalismo de qualidade

Já visitamos duas vezes o processo contra Marcelo Pacheco da revista Brasil Naturista e do site www.pelados.com.br por ter colocado na capa da revista um menor, sem a devida permissão dos seus pais.  Já vimos a explicação de que não é preciso permissão dos pais e que naturista nem liga em ser fotografado; e vimos o tamanho do império mediática de Sr. Pacheco: 310 cópias vendidas da revista trimestral, e rendimento mensal média conjunta da revista e portal de R$3.707,05.

Dinheiro é somente uma maneira de avaliar um empreendimento. Comparar a Praia de Abricó ao Mirante do Paraíso em termos de faturamento é descabido. Mas um comparação em número de frequentadores até vai.  A descompasso entre resultado financeiro e qualidade do produto é especialmente acentuada em jornalismo, pois os jornais tipo "espreme, sai sangue" tendem a ser os mais populares.

Onde os advogados de Sr. Pacheco encontraram informações?

O Brasil Naturista e www.pelados.com.br são boas fontes de informações naturistas? Bem, os advogados de Sr. Pacheco anexaram ao processo várias informações naturistas. Para mostrar que Luciano, o pai do menino, morou na Colina do Sol, citaram www.calunia.com.br nas fls 46-47 do processo. Para mostrar que foto de criança pelada não é crime (acho que é isso que estavam tentando comprovar) citaram ensaio deste blog Peladistas que foi re-veiculados no Jornal Olho Nu, nas fls 49-50 do processo.  Nas fls 50-51 é a vez do site Naturistas Cristãos. Há, também, nas fls 51-50 a carta encaminhado para o Ouvidor Nacional de Direitos Humanos com o relatório escrito por Sílvio Levy e por mim.

Vimos, então, que os advogados de Marcelo Pacheco, procurando boas informações sobre naturismo no Brasil, os encontraram não no Brasil Naturista, mas nos concorrentes grátis do seu cliente - e geralmente em matérias da minha autoria.

Onde entra Brasil Naturista? 

Os defensores de Marcelo Pacheco citam suas próprias publicações somente ao dizer que a foto do filho de Luciano é "contextualizada", e fornece um login para que o meritíssimo juiz poderia conferir isso por conta própria. Infelizmente, o login não funciona, o magistrado ficando sem condições de "passear" pelo site, algo que seu cargo de trabalho provavelmente nem permitiria.

O que diz a defesa?

Nosso trabalho jornalistica aqui é de explicar: de comparar documentos, depoimentos, e outras evidências, e assim separar os fatos das "versões". Um bom exemplo disso é que, na onda de falsas acusações de pedofilia pelo qual Brasil passa atualmente, peça-chave é sempre o "laudo psicológico" ou psiquiátrica que "comprova" abuso.

No Caso Colina do Sol, comprovamos que a "psiquiatra" nem psiquiatra era; e quando os filhos de Sirineu foram entrevistados por psiquiatras de verdade, sua conclusão de que poderia ter tido abuso, foi baseado num relato da escola de perda de rendimento escolar: mas há duas escolas no Morro da Pedra, e o relato era de uma, e os periciados estudavam já faz muitos anos, na outra.

Analisamos também os registros públicos dos negócios de Celso Rossi, como na Junta Comercial ou no Registro de Imóveis, e vimos a realidade das suas transações.

Porém, tinha um realidade lá para desvender, que geralmente não era o que Celso dizia que era. A vantagem de registros públicos é que exigem que ele se encaixe no mesmo molde de negócios do restante do mundo.

No caso da defesa de Pacheco, não há o que explicar para meus leitores. Os advogados dizem que fugir de Oficial de Justiça durante 3 anos, serve para escapar de culpa. Advogados me falam, que não é assim. Disse que tinha permissão do "padrinho" da criança para usar sua imagem; o advogado de Luciano juntou a certidão de batismo do pequeno, e o padrinho é outro. Disse que naturista nem liga se foto sua ou do seus filhos seja publicada, e meus leitores naturistas tem mais conhecimento disso do que eu.

Do restante dos argumentos, não entendo o que os advogados estão dizendo, se realmente estão dizendo algo. Parece que o argumento é "Se alguém foi acusado de pedofilia, a Justiça deve fechar suas portas não somente para ele mas para todos seus amigos e conhecidos". Creio que o argumento não procede. O Fórum de Taquara parece que tem uma crença divergente da minha, e por isso mesmo Luciano resolveu reivindicar os direitos do seu filho em outra comarca.


quarta-feira, 27 de junho de 2012

O império da mídia desnudado

Homem Invisível: Somente um muro
separa o base de Pacheco do Sahara.
Mas Oficial de Justiça nunca o veja lá.
A revista Brasil Naturista é a única do gênero impressa do Brasil, e junto com seu portal www.pelados.com.br é a única mídia naturista com fins lucrativos do Brasil. O fim é lucrativo, e temos aqui uma fraqueza para a maneira quantativa de olhar o mundo. Ou trocando em miudos, "Tem fins lucrativos. Quanto lucro ganha?"

O lucro líquido é o que entra, menos os custos. Sr. Marcelo Pacheco, ou pelo menos seus advogados, informou "quanto entra" na ação 015/1.09.0002398-2, na 3ª Vara Civil de Gravatai, pedido de indenização por danos morais impenetrado por Luciano Fedrigo, cujo filho foi colocado na capa da revista, sem permissão do Luciano ou da mãe do garoto.

"Portal Brasil Naturista e edição de revistas Ltda" teve em 2011 receita de R$44.484,60, para uma média mensal de R$3.707,05. Não vou chamar a quantia de pequena, pois é uma média mensal R$3.707,05 mais do que Peladistas Unidas faturou no mesmo exercício.

Quantas revistas são vendidas? Vimos na próxima folha do processo que para o número Junho/Julho/Agosto de 2007, foram impressos 2.000 cópias da revista. Onde foram? Viramos mais uma página, e lá está: 1150 foram dados de uma maneira ou outro; 540 encalharam (ou "estão no estoque da empresa") e somente 310 foram vendidos.

No processo, os advogados de Pacheco alegam que a venda da revista só serve para pagar o custo de impressão e envio, sem falar do custo de produzir a matéria editorial. Deixe de contabilizar a renda de propaganda, que em muitas revista bate ou ultrapassa o que os leitores pagam.

Viagens?

Quem acompanha a revista ou o site www.pelados.com.br, nota as constantes viagens do Sr. Pacheco e seu equipe: "BN na Estrada", "Pelados na Europa", etc. Oficial da Justiça constata mesma coisa: Pacheco nunca pode ser encontrado no seu apartamento. Parece que é mais deserto do que o Sahara ao lado!

Não consigo imaginar como nem um solteiro podeira viajar tanto, no Brasil e no exterior, com uma renda mensal média de R$3.707,05. Muito menos levando um entourage.  Pode ser que Marcelo não custeia as viagens com o que ele ganha com sua caneta, ou como dizemos no inglês, "pen", como na expressão "The pen is mightier than the sword". Ouvi até que o "pen" de Marcelo é somente parte da explicação, talvez uns 3/5 da explicação. Mas lidamos aqui com jornalismo, e não com fofocas.


sábado, 27 de agosto de 2011

Oficial x confiável

Ontem na lista peladistas houve um recado sobre uma briga sobre quais páginas são "oficias" e fornecem  "informações precisas e confiáveis".

Curiosa, a obsessão brasileiro pelo "oficial". A razão da imprensa livre existir é exatamente porque, em todos os lugares e em todos os tempos, as informações "oficiais" nunca são confiáveis, quando tem a ver com os interesses ou a conveniência do poder, seja poder grande ou mesquinha.

Nestes dias, em São Paulo, temos lido de crimes cometidos pela própria Polícia Militar, como uma emboscada num supermercado em que vários ladrões de caixa eletrônica foram mortos, e em qual uma câmera de vigilância teve seu foco desviado pelo PM enquanto aguardavam a "resistência seguida de morte" anunciada.

No caso Colina do Sol e no caso Tambaba, em que naturistas foram acusados de pedofilia, vimos que as informações "oficiais", foram absolutamente falsas. As fotos mostradas com faixas pretas pelo Ministério Publico de Paraíba era nada além de fotos de família de Nelci Rones, e as acusações apresentadas como fato pela polícia gaúcho não passavam de acusações sem fundamento feitas pelas devedores e desafetos dos acusados, a corja da Colina do Sol.

O que é "oficial", então, não é necessariamente confiável.

E no ringue temos 

Mas vale a pena comparar os dois lados da briga. Não dar para usar a linguagem padrão de boxe, "na calção branco é ..." pois nenhum dos lados nesta briga estaria de calção. Porem, num canto temos www.tambaba.com.br e www.tambabatur.com.br (que apontam para o mesmo site), e no outro, www.praiadetambaba.com.br,  www.tambaba.tur.br, e praiadetambaba.blogspot.com.


Vamos procurar, primeiro, qual dos sites traz informações objetivas. O que é, exatamente, a praia de Tambaba? Eu lá estava uma única vez, em 2008, e ouvi de sr. Damasceno, que a praia vai da pedra até o rio. Publicamos as leis e decretos aqui, para que nossos leitores poderiam ter informações e não boatos.

Mais se eu me lembro, ouvi que neste ano ou no final do ano passado, que o prefeito tinha assinado outro decreto, tirando da área naturista a faixa enorme de aréia além das pedras, no sul. Seria a área entre o resort proposto, e o mar. Também, ouvi coisa contraditórios, que a presença de crianças na praia foi proibida pelo Ministério Publico, ou não. Foi reveiculada esta semana no Orkut, e na lista Peladistas, o boato de que um TAC seria assinada com o Ministério Publica proibindo crianças na praia.  É informação importante para quem pretende passear com a família. E seria bom ter atualizada.

Há também informações contraditórios sobre proibição de solteiros, peculiaridade brasileiro. Como está está proibição?

www.tambabatur.com.br

Procurando, então, "solteiro*", "menores", e "crianças" no  www.tambaba.com.br, para onde também aponta www.tambabatur.com, e encontramos nada mesmo. Há uma página de regras, que não fala nem de crianças, nem se solteiros.

Há uma página com um fotos da família do presidente de Sonata, com  a afirmação:

A presença da família na praia é uma bandeira defendida pela atual diretoria da SONATA, para consolidar cada vez mais a Praia de Tambaba como uma praia exemplar na prática do naturismo sério e de respeito aos valores éticos e morais.

Dizer que defende uma bandeira é outra maneira de dizer que está sob ataque. Mas, a palavra "família" pode ser uma maneira de dizer "solteiros proibidos", da maneira que "boa aparência" já significava "seja de pele clara" e nos EUA "próxima a igreja" nos anúncios de imóveis foi código  para "não vendemos para judeus".
 
Há uma mapa com a localização, e uma descrição, que não dá o comprimento da praia nem fala até onde vai.

Notamos também que não há referência nenhuma a Nelci Rones.

www.praiadetambaba.com.br


Em www.praiadetambaba.com.br, há também uma mapa, que também não fala da extensão da praia. Há uma página de notícias, mas desatualizada: fala da Lei Gabeira como viva e não morta. Há fotos de crianças na praia, que responderia a pergunta sobre menores, se não for o problema de informações desatualizada.

Nada encontrei sobre a proibição de solteiros. 

Afirma também que Tambaba é "praia naturalista" e oferece "notícias sobre o naturalismo". Hmmm.


Diferente do www.tambaba.com.br, o blog praiadetambaba.blogspot.com pelo menos conta do plano de criar um resort atrás da praia de Tambaba.


Praia tem dono?


Algo que perturbe é que o Sonata está tendo uma campanha de recadastramento. Por R$200 por ano, você pode virar sócio de Sonata e "terá acesso irrestrito a área reservada ao naturismo em Tambaba".

Quer dizer, quem não pagar 200 pilha, vai ter seu acesso restrito? A praia, como qualquer praia no Brasil, é pública.

Antes da prisão de Nelci Rones, algo que estranhei ao ler as afirmações de Sonata (e até do Nelci) era a  atitude de que "a praia é nossa", e que a Sonata não tinha o encargo de gerenciar a praia para o bem do Condé, do Paraíba, ou do Brasil, mas para atender os desejos e o conforto dos sócios de Sonata, e pronto.

Nisso, o atitude do "Coletivo da Praia de Tambaba", que afirma que
o interesse maior dos idealizadores era único e exclusivamente em difundir a propagação daquela praia, com interesses conjuntos em divulgar as belezas, os serviços que os comerciantes oferecem, mostrar tudo isso aos turistas que nos visitam, a fim de atrair ainda mais novos adeptos, passar mais informações sobre o Naturismo, Nudismo sobre a praia como toda.

Pode ser. Ao ler que são "os comerciantes" do local, fiquei com uma pulga atrás da orelha: a corja da Colina do Sol foram "os comerciantes" também. Mas reconheço esta reação como uma injustiça para com o grupo de Tambaba. É uma coincidência, e só. 


A terceira via

Algo que me impressionou bem no Congresso Internacional em 2008 foi o Campeonato de Surf Naturista. Ao contrario do congresso em geral - que ao meu entender, atraiu 400 visitas com R$400 mil em dinheiro público - o campeonato de surf foi auto-financiado, e sustentável.

Enquanto a prefeitura se gabava de R$6 milhões de espaço na mídia conseguido com o Congresso, muito deste tempo de televisão era baixaria. O Campeonato de Surf fornecia uma bonita visual que garantia espaço na mídia todo ano, mostrando naturismo de uma ótica mais correta. O foco está no surf, não nas pessoas peladas.

O Campeonato de Surf foi organizado pelo Movimento Nu. Não participam da rivalidade para ser "dono da rua". Organizam o campeonato de surf todo ano, entre outras atividades que contribuem para naturismo, mas que não colocam o Movimento Nu ditando regras para os outros. É um modelo de atuação naturista.

E o Nelci Rones? 

Ser "oficial" não garante que informações sejam confiáveis. Mas ajuda que elas sejam ouvidas. Na hora das acusações falsas contra Nelci Rones, que logo tiverem seu foco virado contra crianças na praia, tanto um lado quando outro deste tempestade numa copa d'agua, foram mudos. Sobre o resort de luxo planejado para a área atrás da praia de naturismo, foram mudos. Continuam mudos até agora. 

O carimbo do "oficial" serve como um "bully pulpit", uma tribuna que amplia a palavra. Se não for para usar quando é preciso, não tem utilidade. Dois grupos brigando para ser um voz que defende o naturismo, seria democracia saudável. Mas o que temos é dois grupos brigando para dizer quem pode mostrar uma chapa-branca quando fogem das brigas para valer.

Como disse Mercúrio, "A peste em ambas vossas casas!"    

Catalista? 

A eclosão da briga entre os dois grupos - Sontata e os comerciantes - coincidiu com a passagem pela Tambaba da Familia Brasil Naturista. Acompanhei a atuação desta gentalha desnuda no caso Colina do Sol, e seus vizinhos finalmente perceberem o que são, e foram preteridos até para o conselho da Colina na ultima eleição. Foram embora de Paraíba, e talvez sem sua presença, as rixas vão se cicatrizar.


Viajar de ônibus pelos Andes é uma grande aventura
Onibus

Ambas as páginas destacam o projeto "Naturistas pela América Latina", que tem a grande vantagem de que, se a Familia Brasil Naturista está viajando, necessariamente está em algum outro lugar. Não é que a idéia seja notícia - já houve precedente. Mas quem sabe, pode ser que vira notícia.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Naturismo Familiar

Economia: serve tanto como organograma da FBrN,

da Brasil Naturista, e como árvore de família!

No Praia do Pinho em março, a FBrN escolheu uma nova administração, com Marcelo Pacheco como vice-presidente.

Foi Pacheco que chamou uma reunião "de emergência", e totalmente irregular, para destituir Dr. André da presidência da FBrN quando foi preso em 11/12/2007, baseado em denúncias de pessoas da Colina do Sol que tinham rixas com Dr. André, ou dívidas com Fritz Louderback.

Em 2009, no Mirante do Paraíso, foi Pacheco com nove votos - dos passaportes que vende para os assinantes da sua revistinha de gente pelada e com procurações - que definiu a diretoria da FBrN. Tinha um terço do total dos votos, na reunião conduzido à portas fechadas, contrariando a lei.

Foi nomeado como secretária Rayssa Sousa. Entre uma noticia ou outra da FBrN, a secretaria se transformou em Secretaria-Geral, com se fosse comandando as Nações Unidos! Porque? O posto de "secretário" é praxe em organizações, que nem "tesoreiro". A FBrN sempre teve um, sem ser "geral".

Enquanto é um posto com menos brilho do que "Secretário-Geral", a FBrN teve secretárias que não serão logo esquecidas. Por exemplo a então Sra. Zumbi, que era secretária da FBrN até que ela fugiu para a Praia do Pinho com o filho de 16 ou 15 anos de Fritz Louderback.

Logo depois do posse veio da FBrN um novo oficial, "Diretor de Comunicação", Giulliano Pacheco. Irmão de Marcelo Pacheco, e "Jornalista" do equipe de Brasil Naturista.

E agora mais um título esplêndido engorda a panteão da FBrN, com a nomeação de um "Diretor de Relações Internacionais", que é Diogo Moreschi, irmão da Carina Moreschi, Editora-Chefe da Brasil Naturista, e mulher de Marcelo Pacheco.

Já quase esgotou o masthead de Brasil Naturista, faltando que cargos sejam inventadas para Carina e para Glacy Machado.

Aqui, então é a verdadeira "naturismo familar". Está tudo em familia, e sempre cabe mais um.

Delusões de grandeza

E haja palavras! Além dos "diretorias" e "gerais", alguém não poder ser simplesmente dado um cargo. Não, o presidente emite uma "portaria"! Desculpe, li de novo, é uma Portaria, com o maiúsculo.

Lembra a Colina do Sol, onde um multitude de conselhos sempre ofuscava a realidade de que Celso Rossi dava as cartas, ou depois, a corja. Lembra a "Código de Ética" que nada há de ética, sendo somente uma desculpa conveniente para expulsar pessoas inconvenientes.

Quem se deixaria ser acorrentado pela realidade, quando as palavras habilitam liberdade sem limites para pintar a mundo das cores que prefere, e nós exaltar ao tamanho das nossas delírios?

Todos os ovos

"Colocar todos seus ovos num único cesto" é um expressão inglês que pega bem o risco de entregar a FBrN para Brasil Naturista.  É apostando tudo. E como a expressão lembra, ovos são frágeis.

No caso Colina do Sol, a imagem que a FBI americano acho mais significativa, foi da menina Laura, cujo tratamento médico nos EUA foi organizado pelo Fritz Louderback. Notícias do caso de Laura e imagens semelhantes aparecerem em Naturis, onde na época Marcelo e Carina estavam no "Conselho Diretor".

Contra Nelci Rones em Tambaba, uma das evidencias foi ... ele tinha exemplares de Brasil Naturista. Das evidências contra Dr. André, entre bichos de pelúcia e cartões postais do Rei Leão, destacou-se uma cópia de Brasil Naturista, como mostramos aqui.

Apreenderam também como evidências, DVDs naturista. Dr. André informa que ele tinha, sim, a coleção inteira de DVDs de Brasil Naturista.

Se possuir Brasil Naturista é indício de abuso, que tal publicar?

Sendo que possuir Brasil Naturista é indício de pedofilia, porque publicar não é? Porque o equipe de Brasil Naturista não é alvo de atenção das autoridades, também?

Bem, responderei esta pergunta com outro: Quem disse que Brasil Naturista não está na mira, que os passos da Lei não estão se aproximando?

O TAC

Há, como nossos leitores sabem, um TAC com a Promotoria de Taquara, em que Colina do Sol se compromete a não permitir fotos de crianças nuas dentro da Colina do Sol, sob multa de R$10 mil, além das conseqüências civis e criminais. Edição 06 de Brasil Naturista tinha na capa a foto da vítima K.M., de uns dois anos de idade, e dentro da revista, o menino completamente nu, dentro da Colina.

É uma violação cabal do TAC, e uma multa de R$10 mil para a Colina. Houve um boato - foi me negado acesso aos papeis do caso, então não tenho como comprovar - que o processo administrativo que resultou no TAC, tinha sr. Pacheco num papel proeminente. Sr. Pacheco é sócio e antigo dirigente da Colina do Sol, e sabia perfeitamente do TAC, que ajudou violar. A matéria foi escrito pelo Giuliano Pacheco, colocando ele também como responsável.

E da parte da Colina, seria diretamente responsável seu então presidente, Etacir Manske, agora dirigente da FBrN, também.

Sr. Marcelo Pacheco foge faz anos de oficiais de Justiça em dois casos civis para publicar fotos de crianças nuas, sem permissão dos seus pais. Evitar oficial de Justiça, ouvi, não é crime. Mas pega mal, e é algo que poder ser citado contra alguém que se proponha a destacar um papel publico.

A montanha venha

Há notícia na página da FBrN de que esta vai debater "Sexualidade, pedofilia, turismo sexual... (queremos encampar também a luta contra o turismo sexual, principalmente no Nordeste)".

Não vejo porque a FBrN deve se esforçar para correr atrás da "luta" contra turismo sexual.

Primeiro, porque não lutar contra o nepotismo? Não parece um problema mais urgente para a FBrN?

Segundo, pois não passa de um linchamento, uma caça às bruxas. "Luta" é o que nós aqui travamos a favor de Dr. André Herdy e Nelci Rones. A "luta contra peodfilia" é uma unanimidade que ilustra perfeitamente o ditado de Nelson Rodrigues de que "toda unanimidade é burra". 

Terceiro, é desnecessário a FBrN ir para esta luta. Pois pode simplesmente aguardar. A luta chegará à ela.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Uma colher de chá, uma pá de cal

No Congrenat, encontrei um número surpreendente de leitores. Os que gostam, falam diretamente. Os que não gostam, da forma velada. Perdi muitos destes encontros informais por ter chegado somente sábado ao meio dia, mas tinha outros compromissos (algo inesperado no caso Gol 1907/Legacy) que me detiverem em São Paulo.

Normalmente aqui, relatamos fatos, obtidos em entrevistas ou pelo estudo de documentos. É chamado jornalismo, e o repórter que se acha notícia não entende o seu ofício.

Ainda assim, houve tantas referências ao blog (nunca por nome) durante as sessões oficiais, e tantos boatos e questionamentos sobre o que eu faria, ou com quem eu falei, que talvez seria melhor esclarecer estes assuntos já.

Era esperado por uns (e temido por outros) que eu falasse na assembléia. Houve quem estava a favor, e quem - sr Tannus sendo um - que estava contra.

Mas eu costumo me expressar pelo blog, onde posso comprovar com documentos. Também, assistir a eleição de srs. João Olavo Paz Roses, Etacir Manske e Marcelo Pacheco tinha o mesmo fascínio de assistir um desastre ferroviária. Se a FBrN está disposta a cometer suicídio institucional, o que eu tenho contra isso? Nunca me ajudou, e fez o que puder para me atrapalhar. Não fiz questão de falar. Se tivesse imprensa lá, teria falado.

A elevação destes três aos altos cargos da FBrN não os enaltece. Em vez disso, sela o destino da FBrN. Quando Sr. João Olavo começou sua ascendência no CNCS, tinha 60 residentes permanentes, ano passado a administração dele (Etacir é fantoche) tinha reduzido este total para menos de 10. Vai repetir o feito no FBrN.

Dos outros boatos:

"Que eu me reuni para uma conversa com Etacir Manske e Marcelo Pacheco sábado a noite". Isso é falso. Eles estavam no bar Capop ao mesmo tempo que eu, mas é o único bar do local. Não falei com eles; não tinha nem tenho interesse em falar com eles.

Eu tenho, realmente, duas perguntas para Marcelo Pacheco:
  • Você tem ou tinha participação financeira na Colina dos Ventos? 
  • No que endereço um oficial de Justiça pode lhe citar? 
Mas duvido que receberia respostas.

"Que eu tenho uma desavença pessoal com Marcelo Pacheco". Isso parece é corrente faz uns tempo, sem eu saber. Eu tenho pouco interesse em Marcelo Pacheco e sua revista de gente pelada. A revista não é uma fonte de informação. O novo formato menor mira o público alvo: assim fica mais fácil de ler com uma mão, e de esconder debaixo da colchão. Jornalismo não é.

"Que tenho coragem de peitar este pessoal".

Como? Minha área é crimes de imprensa; pela natureza a tendência é lidar com gente de peso, ou da pesada. Senador Magno Malta me conhece pela cara e pelo prenome - e não me gosta. A última vez que me levantei para falar numa reunião pública, peitei o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo em frente de duas equipes de televisão, e o deixei amarelado. Como vou ter medo desta gentalha desnuda?


Meu passaporte naturista

Apesar da faltar de consenso sobre o Passaporte Naturista, alguém tinha bastante interesse no meu. Enquanto questionavam se eu deveria ser permitido a palavra (que tenho aqui, obrigado) um dos tentativas de me barrar era dizer que não tinha passaporte naturista. . Depois da reunião, o gerente do complexo Praia do Pinho pediu para ver meu passaporte (que já tinha apresentado na recepção). Deixei ver, sem saber que era para ver o número do selo, para ver em quem poderiam encher o saco, por ter me vendido. 

Vamos passar para os outros assuntos que tocam diretamente o blog. Temos outras items de maior interesse - o que mais José Wagner falou de educação e Tambaba, e o plano - hiláriamente mal-concebido - de Tannus e João Olavo de lidar com a ameaça à praia. 


Um destaque do apresentação de contas de Sr. José Tannus, foi enfatizar que certos elementos no Internet "interpretaram muito mal" o reconhecimento pela sua administração de uma dívida de acima de R$100 mil com Elias Perreirai. Não é nada disso, ele afirmou: ele pediu o que gastou para poder fazer um planejamento financeira, que "passou uma linha por baixo",  ficando o balanço o saldo em caixa, de R$21,60.

O esclarecimento é útil, mas fica nossa afirmação de que um reconhecimento de uma dívida não pago, pode ser aproveitado calculando impostos.

Sr. João Olavo Roses fez duas referência interessantes, no final da sua oração eleitoral, em que ele afirmou que "no Brasil há promotores e juízes", para quem fala mal dos outros. Era uma atentado contra a liberdade de imprensa, como nem o episódio da censura de Jornal Olho Nu.  Ouvimos que quando sua candidatura para o conselho de Colina do Sol foi impugnado, ele também ameaçou chamara a Justiça. Reflexo? Hábito? Birra?

Também, sobre a prisão de Nelci Rones, sr. João Olavo informou que tinha poucos fontes de informações, como "um blog pouco confiável".

Fascinantes, este colocação. Fui aconselhado a comprar meu passagem de ônibus com antecedência, pois a Praia do Pinho avisou que haveria 2.000 pessoas no evento. O pessoal da recepção, porém, me avisou que o movimento era abaixo do normal. Mas aposto que www.pelados.com.br vai continuar falando em 2.000.

Sobre os passaporte INF, que sr. Pacheco disse no Congrenat é "para angariar fundos", sua revista fala  que "O Passaporte INF pode ser considerado a "carteira de indentidade" do naturista ..." (há mais abobrinhas para quem quer pagar).

Numa certa hora alguém da mesa - Etacir Manske, que não me engano - falou que o evento Elan era "para ajudar nossos irmãos latino-americanos".  O evento trouxe dois chilenos e um uruguaio, ou vice-versa.  Ninguém piscou com a afirmação.

E aqui somos "pouco confiáveis?"

Passaport INF é para angariar fundos

É de uma certa forma poética que a Praia do Pinho, onde o FBrN foi fundado, seja também onde foi afundado. Lembrando sempre que o FBrN tem pouco relevância para o naturista, da mesma forma que é somente um incidente no histórico de naturismo organizado; que tinha seus grupos antes do Partido Naturista Brasileira, como tinha várias depois. E como terá outros depois da FBrN.

Os solteiros e os selos da INF

A conversa dos selos da INF - para que servem? - pelo atitude dos participantes, já foi encenada vários vezes. O assunto no Brasil é sempre ligado à questão de solteiros.

José Wagner me falou, depois do reunião, que um dos motivos que ele se desligou do grupo Sonata é exatamente este questão, a "... falta de respeito aos solteiros, desquitados, viúvos, ou qualquer outro tipo.  "Sou desquitado. Como posso dirigir um entidade que me discrimina?"

Franco, o viúvo de Miriam, observou que aqui no Brasil o solteiro é muito discriminado no naturismo, e perguntou, "Minha esposa morreu - eu não sou mais naturista?"

A debate foi um pouco difícil seguir no começo, até lembrar que a FBrN não representa a ponta de vista do naturista, mas das associações e empresas do qual é uma federação. Veja por exemplo a questão sobre se o selo deve ser obrigatório ou não. Fiquei um pouco perdido, tentando entender se era obrigatório um naturistas apresentar passaporte com o selo do ano para entrar numa área naturista, ou se era obrigatório uma área federada admitir um naturista com passaporte e selo em dia.

Não era nem um nem outra. Era questão financeira. As associações devem obrigar suas associados a comprar selos? Foi montando um grupo de trabalho, com representantes de todos as pontas de vistas - de entidades. Nenhuma, com o ponto de vista do naturista comum, que talvez pretende viajar pelo país, e quer que chegando numa área naturista que não seja seu habitual, que seja aceito como naturista.

O selo era vista como uma maneira de tirar dinheiro da manada, e só. Seria um imposto. E o que o naturista leva em troca? Pelo jeito, nada.

A Renata Freira da NIP teve uma outra perspectiva; "é preciso saber quantos que somos". Os números, ela creia, daria mais força política.

Nisso, duvido. Se juntava todos os naturistas do país que estariam dispostos a comprara um passaporte - ou até receber grátis - não encheria um culto de um grande templo evangélico. O abaixo-assinado online que atraiu miseráveis mil assinaturas em apoio de Tambaba mostra não a força, mas a fraqueza.

Áreas privadas 

A obrigatoriedade de áreas privadas aceitar o passaporte naturista foi negado por vários. Foi Tannus, se não me engano, que diz que "Não é nenhum despropósito exigir que alguém liga antes. É como alguém chega na minha casa, com carteira dizendo que é deputado ou juiz. Eu não precisa o admitir por isso."

É uma mostra da natureza bastante artesanal do naturismo brasileiro. Um grupo de uma dúzia que se reúne nas casas dos membros, é uma situação. Um área como Praia do Pinho ou Colina do Sol, que tem uma certa tamanho (ainda que no caso da Colina muito do lugar pertence ao alheio, o o restante é penhorado) deveria seguir a regra de qualquer outra acomodação pública. A idéia de que porque é propriedade particular,  pode discriminar, é errado.

Praia pública, é pública


Marcelo Pacheco, do portal www.pelados.com.br, apontou que é ilegal barrar a entrada de qualquer um numa praia pública. Não se pode exigir que portasse passaporte naturista, nem que tirasse a roupa. A barreira na praia do Pinho, ele disse, é ilegal; a lei municipal que proíbe solteiros em Tambaba, é inconstitucional.

Atestado?

A questão do passaporte como "atestado de bons antecedentes" teve pessoas nos dois lados. Sr. Arnaldo Soares do Mirante do Paraiso, aparente entende que é: então não emite, para não ser responsabilizado pelo comportamento posterior. Sr. Tannus disse que quer dizer que não é atestado, não quer dizer que não é critéria.

Sr. Franco deu o ponto de visto europeu. "Passaporte é garantia de naturista, conforme a INF. No mundo, é."

"É para ganhar dinheiro"

Sr. Marcelo Pacheco, que disse que vende 300 selos por ano, disse que , "O passaporte não é atestado de antecendentes. É para angariar fundos. Todos tem o direito de ter."

Deu depois a analogia que, "Todos podem tira um passaporte, mas isso não quer dizer que podem exigir entrar nos Estados Unidos. É preciso um visto."

"Brasil Naturista vendeu 300 passaports. Eu represento aqui 300 pessoas que contribuíram".

Há pouco que se pode admirar no Marcelo Pacheco, mas pelo menos ele foi direto e sem complicações. Para ele, o passaporte naturista é simplesmente algo que se vende por dinheiro, e pronto.

As alternativas do INF

Aqui, se veja como que o FBrN se distanciou da realidade. Ela encara o passaporte INF como algo que ela tem, sobre qual ela pode dispor como quiser.

Não é. É um documento mundial, que tem um valor, que se deriva do fato que é há critérios para sua emissão no mundo inteiro. Com o passaporte INF, o naturista pode viajar, sabendo que será reconhecido como naturista pelos seus irmãos de outros países.

A FBrN, elevando Marcelo Pacheco à vice-presidência, desvalorizou o passaporte.

Como que a INF pode proteger a integridade do passaporte INF? Eu vejo três alternativas:

José Tannus disse que fabricou adesivos para o verso do Passaporte INF, identificando eles como sendo emitidos no Brasil. Isso já oferece uma solução para a INF, que pode notificar as associações naturistas européus, que o passaporte emitido no Brasil deixou de ser um atestado de qualquer coisa, e que daqui em diante podem tratar os portadores do passporte brasileiro, como muitos lojas no Japão tratava os dekassegui: como prováveis ladrões.

A outra alternativa, é para o INF encontrar alguma outra organização para cuidar dos passaportes INF no Brasil. Alguma que reúne não somente os naturistas, mas as requisitos mínimos, não somente da confiança financeira, mas da visão de naturismo como um recreação para todos, e não um fonte de renda para um pequeno grupo.

A FBrN se sento o "dono" da INF no Brasil, como ela se sente o "dono" de naturismo e dos naturistas. Não é nem um nem outro - e não são somente os naturistas que já perderem paciência e esperança e procuram um rumo melhor para o futuro.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O navio à pique

"Estamos na mesma viagem. Um sempre está tentando empurrar outro na água. Mas somente um louco faria um furo no barco."

É a sabedoria do recém-eleito rei dos gnomos no Quinto Elefante de Terry Pratchett, sobre uma manobra antes mesmo da coroação.

Os naturistas brasileiros tem menos sabedoria do que os gnomos. A corja da Colina usou falsas acusações de pornografia infantil contra Fritz Louderback e Dr. André Herdy, e três anos depois, a mesma arma foi usada contra Nelci Rones da Sousa em Tambaba. Dia 26/2, a Federação Brasileira de Naturismo (FBrN)realizaria uma eleição de novo presidente e diretores em Praia do Pinho - e para vários cargos, há uma chapa única dos caluniadores. Vai oficializar a denúncia falso como praxe entre naturistas brasileiros.

São todos loucos?

Naturis antiga, nomes conhecidos

Recebi final de semana retrasada uma copia, bastante mofada e com umas páginas grudadas, de uma edição da revista "Naturis". É bastante antigo, pois há uma foto de Marcelo Pacheco jovem, magro, e bonito - deve ser antes que ele dominou o truque de captar com a lente, a alma do retratado. Reproduzo ao lado, a lista dos responsáveis e colaboradores. O "Conselho Diretor" inclua Carina Moreschi e Marcelo Pacheco.

Priscila Zancheta está em Italia, ouvi falar, e portanto além do alcance da Justiça brasileira. Mas até por isso, ela poderia servir como a conexão internacional que qualquer "rede de pedofilia" precisa para alcançar destaque no noticiário.
Seguindo pelos nomes, encontramos "Richard West - Canadá" com um endereço @virtuallyMagazine.com. Naquele site encontramos uma fita VHS - alguém ainda vende fita VHS! chamado "Nude in the South of Brazil", com o reconhecível restaurante da Colina do Sol ... e crianças peladas, uma de bunda para a câmera.

Richard West é um fotógrafo naturista conhecido; já até vi seus livros em livrarias. Mas ouvi dizer que foi um filme dele que saiu aqui com o título "As Crianças da Colina" que resultou no Termo de Ajuste de Conduto com o Ministério Pública de Taquara, que proibiu que crianças seja fotografadas nuas na Colina do Sol.

A Promotoria recusou quaisquer informações. Não anotei as palavras da moça Cassandra do cartório, mas ela não queria fornecer algo que poderia ser usado contra "a diretoria da Colina" - deste frase tenho certeza. Até me recusou uma cópia do TAC - a do link veio de um sócio. Ficamos, então, no ouvi dizer.

Ouvi dizer também que Marcelo Pacheco participou desta produção do Richard West, e foi para salvar Marcelo Pacheco de problemas, que o TAC foi assinado.
Continuando, encontramos, sob "Tradução", o nome de ... Fritz Louderback, o principal acusado do caso Colina do Sol.
Entre os que colaboraram com a edição é a FBrN, os moradores da Colina do Sol, e de novo, Fritz Louderback.

E bem embaixo, Agradecimentos: Paula Andreazza e Celso Rossi.

Numa outra exemplar da revista, sob o batuque de Marcelo Pacheco, encontrei uma carta de Nelci Rones de Sousa, preso este dezembro passada, também com fotos naturistas de crianças. Estou informado que a policia deu muito peso às revistas que Nelci Rones guardava em casa - Playboy, e Brasil Naturista, também de Pacheco.

O que é a diferença?

Mas claro que haja uma diferença enorme entre as evidências pegas com Fritz Louderback, Barbara Anner, Dr. André Herdy e Cleci, e as fotos naturistas comportadas da revista Naturis ou seu sucessor, Brasil Naturista? Nem tanto.
Na página 12 deste número de Naturis, há uma foto de Laura, uma menina que nasceu sem os antebraços, comemorando que dinheiro foi conseguido para seu tratamento - devido ao mofo [NE: troquei por uma cópia melhor] , repito o texto ao lado.
Vitoria!!

Graças à colaboração daqueles que, tocados pela necessidade urgente de Laura resolveram ajudá-la, hoje seus sonhos aumentaram. Obrigado de coração a todos os doadores, ao pessoal da A.A.N.R e à Linda Berry, da revista "The Bulletin". Valeu!
Acho que foi Linda Berry que me mandou um xerox da página do Bulletin em que saiu a propaganda que arrecadou o dinheiro. Eu a queria para que meus leitores poeriam a ver com seus próprios olhos, pois esta propaganda foi a "imagem mais significativa" - quer dizer, o pornô mais pesado - que o FBI americano encontrou no laptop de Fritz Louderback.

Delegado Juliano Brasil Ferreira encaminhou o computador de Fritz Louderback para ser examinado pelo FBI. Nós já lemos aqui o relatório do FBI, traduzido do inglês e do informatiquês, para o português.

Conforme Agente Especial (SA) John D. Whitaker:


Uma das imagens mais notáveis era "Laura5_02.pdf", localizada em C:\Documents and Settings\Fritz\My Documents\Fritz's Pictures\Older Pics\FRITZ\Colina Stuff\Laura&Lucas\.
Esta imagem mostrava um menino e uma menina, impúberes, posando nus enquanto dançavam, com a legenda "Can. 2002: Laura, 7 anos, usa suas próteses numa lição de dança com seu irmão Lucas, no Centro de Recreação Nudista e Naturista Colina do Sol, Brasil." Texto adicional contido na imagem suspeita:
Propaganda Paga
Laura cresceu e suas próteses não servem mais.
Sem possibilidade de obter estes no Brasil,
mais uma vez Laura precisa de nossa ajuda.
As doações podem ser feitas mandando um cheque ou remessa para:

Laura's Fund
US Bank Community Service
Account Number 1-534-9082-9857
P.O. Box 64799
Saint Paul, Minnesota 55164

Com a ajuda de Nudistas e Naturistas, Laura recebeu suas primeiras próteses no Shriners Children's Hospital de Tampa em setembro de 2000. Com nossa nova ajuda, Laura logo receberá seus novos braços, muito necessários.

Obrigado.


"Uma das imagens mais notáveis"
Este foto é maior indício de pornografia infantil que os esforços conjuntos da FBI e da Polícia Civil gaúcha encontraram nas suas perícias dos computadores de Fritz Louderback e Dr. André Herdy: uma propaganda publicada no boletim da Associação Americana para Recreação Nua.

Naturis não imprimiu a foto da Laura e seu irmão dançando na Colina, e a foto ao lado é discreta - nela não precisei usar pontinhos brancos para ficar dentro das régras de Blogger. Mas há outras fotos neste e noutros números de Naturis, de crianças peladas, igualmente "explicitas". Ou talvez mais: a humidade grudou as páginas coloridas nesta revista velha, e posso avaliar somente as preto-e-brancos.

Fritz e Barbara tinham outras fotos, sim, que eu vi no Palácio do Ministério Publico, na audiência do senador Magno Malta. Fotos de familia, de netos e sobrinhos de Barbara. Uma, lembro, de uma criança pintando uma cerca numa área naturista. Não dava para saber se era menino ou menina - e não importava. Era uma criança pintando uma cerca, e só.

O Senador mostou outras fotos, estas pornográficas, sim - mas foram plantados pela polícia. O inquérito disse que vierem dos CDS. O laudo do IGP/IC que comprova que não houve porno nos CDs - que alqueles fotos foram plantadas - ainda não estava pronto, mas o Departamento de Homicídios segurou os laudos que comprovavam que nada tinha nos computadores, até que a CPI tinha ido embora.

Fotos de crianças peladas são ilegais?

Eu já respondi à esta pergunta faz quase dois anos, com exemplos de jornais de grande circulação. Não são ilegais. As fotos da Naturis, e as fotos de Brasil Naturista, não infringem o Código Penal ou ECA. Mas tampouco as fotos de Fritz Louderback infringiram.

Agora, os dois processos que Marcelo Pacheco responde para usar foto de criança pelada sem permissão da mãe, são assunto da Código Civil.

Os indícios contra Marcelo Pacheco

As processos em que Pacheco é réu por fotos de crianças peladas são civis e não criminais - mas quando a polícia fala com a imprensa, esta diferença tende a ser esquecido. Um freqüentador antigo da Colina do Sol me contou que Pacheco estava envolvido no processo administrativo que deu no TAC. Suas encrencas sobre fotos de crianças peladas, seriam então três. E colaborou com Fritz Louderback, no envio de Laura ao exterior. Foi com sua mãe e para tratamento médico, mas para o delegado e a imprensa, foi "tráfico internacional de crianças".

Vimos, então, que os motivos para justificar a prisão de Marcelo Pacheco, e manter-lo preso - os processos civis mostram que ele foge de oficiais de justiça para não ser citado - são muito mais fortes do que os motivos que colocaram e mantiveram Fritz Louderback e Dr. André Herdy na cadeia.

E o nome de Marcelo Pacheco não é o único naquela revista. Reconheci outros.

É para morrer juntos?

Contra a acusação de pedofilia é dificílimo de se defender. Realmente, uma vez que a imprensa a espalha, como fizerem com Dr. André, Fritz, e Nelci Rones, o estrago é irrecuperável. A condenação e a pena vem junto com a acusação. O processo fica sem o poder de, de fato, inocentar.

É um perigo ao qual todo naturista é vulnerável, e todo naturismo. Vimos em Tambaba que o alvo real não era Nelci Rones, mas a praia naturista, que impedia um empreendimento imobiliário. Em Colina do Sol, tanto Fritz quanto Dr. André ameaçavam o ciclo de enganar-espremer-expulsar da esquema de estelionato. A acusação servia os fins da corja.

João Olavo Rosés e Etacir Manske fizeram as acusações falsas no caso Colina do Sol; Marcelo Pacheco agiu para tirar Dr. André na presidência da FBrN, e para manter-lo quatro meses a mais na cadeia.

Furaram o barco, e a eleição no final do mês vai colocar a leme nas suas mãos. A agenda do CONGRENAT lista para dia 27 "Apresentação do Plano de Trabalho da nova diretoria." Mas não importa onde eles dizem que pretendem navegar: o barco vai para o fundo do mar.

CONGRENAT será em Praia do Pinho, Feb 25-27, 2011

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O naturismo volta à selva

A FBrN resolveu escolher sua liderança da mesma maneira que os lobos: quem mata o lider velho, é o lider novo. Só que a luta não é travada com dentes e unhas, mas com denúncias falsas de pedofilia. Três dos candidatos da chapa única para os mais altos cargos da Federação, fizeram as acusações falsos que causaram a prisão do Dr. André Herdy, então Presidente. No lado bom, a caminho estabelecido, o próximo ambicioso sabe que ele precisa somente fabricar alegações de pornografia infantil contra o presidente da FBrN - e o posto é seu!

A atuação da FBrN na prisão do seu Presidente, Dr. André Herdy, em dezembro de 2007, foi de não somente apoio mas de carinho para com seus acusadores - e de fazer o que era possível para atrapalhar os esforços daquele que lutavam para a liberdade do Dr. André e os outros acusados.

Quem agiu quando Dr. André, Fritz Louderback, e suas esposas Cleci e Barbara Anner foram presos? Agiu primeiro Cristiano Fedrigo, agiu logo Silvio Levy, e eu nada conhecendo dos acusados, da Colina do Sol ou de naturismo brasileiro, bem sabia reconhecer uma acusação falso. Na primeira semana depois das prisões, pedi ajuda junto à imprensa nacional em São Paulo e com o Consulado Americano.

Silio Levy escreveu

Silvio Levy escreveu ao favor dos acusados no Jornal Olho Nu, com o título profético de "Defenda o André - defenda o naturismo!". O uso da prisão sem evidências ou vítimas de Nelci Rones, para logo em seguida tentar fechar Tababa, assim abrindo a praia para um empreendimento imobiliária nabobesco, mostra como o ataque ao naturista segue diretamente no ataque ao naturismo.

O que foi a reação do naturismo?

Silvio ilustrou sua matéria com fotos dos acusados. Os fotos eram do revista Brasil Naturista - propriedade do Marcelo Pacheco (ainda que roubou o título de Roberto Soares) e vimos na página, "Foto excluída por solicitação do portal Brasil Naturista". O lucro de Marcelo Pacheco está acima de qualquer outra consideração.

E foi Marcelo Pacheco, curiosamente bem preparado, que chamou uma "reunião virtual" do Conselho Maior da FBrN para divestir Dr. André da presidência de uma maneira totalmente irregular, e foi ele quem tirou do ar os sites da FBrN e da YNAI do ar, deprivando os advogados de Dr. André de informações sobre naturismo, que poderiam ter lhe ajudado.

"Naturismo não é lugar para criança"

Estou informado por quem ouviu - esta transcrição não é publico - de que Etacir Manske falou para o juiz em Taquara, "Naturismo não é lugar para criança". E os advogado de André, não tinha nada que comprovava o contrário ...

Mas a reação dos "naturistas" não parou por aí. Srs. Etacir Manske e João Olavo Paz Roses entre outros, fizerem boletim de ocorrência, pedindo que Silvio Levy fosse processado, porque acharam suas palavras pacíficas pedindo justiça, como uma grave ameaça, as coagindo.
Silvio, obviamente, foi absolvido, mas não depois do que a promotora abusou do sigilo de processo para que durante seis meses ele estava sendo processado, sem saber o porquê.

Porque tanto interesse de Etacir Manske em manter Fritz Louderback preso? Etacir era um daqueles que fez as acusações falsos que deram na prisão de Fritz Louderback. Etacir devia dinheiro para Fritz, dívida que ele parou de pagar na mesma semana que sua acusação colocou seu credor na cadeia.

Tenho mais que poderia dizer do Etacir Manske, mas estou dirigindo meus considerações à respeito, aos autoridades competentes.

Cristiano Fedrigo

Cristiano Fedrigo é - ou era - o luz mais brilhante entre jovens naturistas em Brasil. Chamado pela revista Seleções de "um dos heróis de hoje", "O Garoto Bom de Taquara", a corja da Colina do Sol - incluindo Etacir Manske e Jõao Olavo Paz Roses - fizerem de tudo para dificultar a vida da mãe dele, Nedy, não deixando Cristano entrar com compras naquele morro, onde ele morava até antes que surgiu a Colina do Sol, exigindo que Nedy carregasse as compras à mão. Eu estava com Cristiano no Congresso Internacional em Tambaba - onde buscávamos ajuda para os falsamente acusados, em vão - e ele me contou que o médico tinha falado para sua mãe de que se ela não abandonasse Barbara Anner, o estresse o mataria. Eu seguia de Paraíba para Taquara uns poucos dias depois que Cristiano, e quando cheguei, ela estava morta.

E depois que mataram a mãe de Cristiano, que era sócio, expulsaram Cristiano.

Richard Pedicini

Eu cheguei em Taquara pela primeira vez na minha vida, procurando os fatos do caso, em março de 2008. Fui ver os lugares importantes no caso - o orfanato em Taquara, Morro da Pedra, o Barracão - e falar com testemunhas e vítimas.

Etacir Manske fez um boletim de ocorrência 1437/2008 - em que ele me acusou de "talvez com o propósito de intimidar as testemunhas de acusação, está do fotografias das casas dos moradores da colina, fazendo perguntas, indagando pessoas moradores vizinhas..."

É chamado jornalismo, Manske. E o que seus vizinhos de Morro da Pedra tem que dizer sobra sua pessoa, é inadequado para um blog cujos leitores incluem damas - o termo mais carinhoso era "cobra".

Manske também me ligou a uma suposta carta anônima para a Colina do Sol, "sendo que tal documento dizia que muito sangue ia rolar, e muito fogo".

Quem acompanha meu blog www.calunia.com.br, sabe que meu estilo é outro. Não derramo sangue, derramo tinta.

CONGRENAT será em Praia do Pinho, Feb 25-27, 2011

Mestre dos fantoches

João Olavo Paz Rosés tem tido, em geral, o cuidado de agir por meio de fantoches, para que outros sofrem as conseqüências de suas absurdas. Um das suas Boletins de Ocorrência eu recordo - ele disse que foi ameaçado por crianças do Morro da Pedra, que tinham o atitude intimidador de andar no meio da rua - que é o único lugar em que é possível andar no Morro da Pedra, as estradas não tendo calçadas ou até beiradas.

Eu sempre tive um desprezo especial para quem ataca criança, mulher, velho, ou outro que não tem como se defender.

Não tenho aqui o protesto da corja da Colina do Sol contra a presença da Barbara, solta em prisão domiciliar, protesto este que resultou nesta senhora de 73 anos sendo levado de volta para prisão, onde era grande o chance de morrer. Diziam que ela tinha "muitas visitas" - seus advogados, com quem obviamente precisava conferir, e não podia em outro lugar; e Silvio Levy, que tinha alugada uma cabana, mas amigos achavam que ele correria risco da vida da corja, e que ele seria mais seguro junto com Barbara. Creio que João Olavo participava, também, disso - este tipo se sente seguro em atacar velhinha.

Obviamente, uma velha numa casa isolada, não era inconveniência para ninguém. Mas tramando a volta à prisão dela, houve a chance que sua saúde incerta, e as condições péssimas dos presídios brasileiros, poderiam em conjunto tirar esta pedra do caminho da corja.

Eleição da FBrN

A noção dos nomes de Etacir Manske, João Olavo Paz Roses, e Marcelo Pacheco, nomeado num eleição - e como candidatos únicos! - assusta. Assusta, não. Dá nojo. Nojo, e surpresa ao suicídio coletivo da FBrN.

Há um tipo de eleição, sim, em que todos estes candidatos devem ser eleitos. Um velho costume de Atenas, o "ostracismo", em que era votado a exclusão de alguém da comunidade durante dez anos. Dez anos é pouco para Etacir Manske, João Olavo Paz Roses e Marcelo Pacheco. A maneira que tramaram a prisão de Dr. André Herdy, Fritz Louderback, Barbara Anner e Cleci, e que depois fizerem o que poderiam para atrapalhar quem ajudou, merece um exilo de mais de dez anos.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Tambaba rejects INF Passport, leaves FBrN

Tambaba lowers the flag

Exactly two years ago, Brazilian Naturism received the INF/FNI World Congress at Tambaba Beach in the northeastern town of Conde, Paraíba. Two days ago, the Naturist Society of Tambaba - Sonata announced it would not honor INF Passports, and that it was leaving the FBrN, and consequently cutting its affiliation with the INF/FNI.

With the 2010 INF/FNI Congress taking place, the secession from world naturism of the host of the 2008 Congress is an opportunity to remind foreigners why they should not put their faith in Brazilian naturism - and, especially, why they should not put their money in Brazilian naturist undertakings.

The 2008 INF Congress was clouded before it opened. The President of the FBrN, Dr. André Herdy, who had planned the Congress, had been arrested with three other naturists nearly a year earlier, in December of 2007, on false charges brought by members (including management) of the Colina do Sol naturist community in Taquara, Brazil. The Congress had been announced in the Brazilian press as an event that would bring over four thousand naturists from around the world to Tambaba. Without the talents of Dr. Herdy, the beach never had more than 400 people during the Congress. All the announced musical shows were canceled, as were the various balls.

If Brazilians are peddling "investment opportunities" at the 2010 Congress, I strongly urge reading our warning from May about "Colina dos Ventos". Let me add to that a warning to avoid anything related to "Colina do Sol" as well. I have here with me two maps used by Colina, one to show what they had to sell to incautious investors, the other showing what Colina had purchased, owned, and could offer. The second covers a good deal less land than the first.

Sonata's decision to leave the FBrN rests on three issues: the INF/FNI passport, the admission of single men to naturist areas, and press censorship.

The INF Passport

The INF passport has been under attack in Brazil. The issuance of the passport by a naturist association supposedly certifies that the bearer is a genuine naturist and a member in good standing, and should be treated as such elsewhere in the world. However, the Internet portal "Brasil Naturista", had been devaluing the INF credential by issuing it to anyone at all who purchased a subscription, apparently including call boys ("member in good standing" may still be an apt description of them, of course).

Brasil Naturista and its editor/publisher are answering several civil suits for using photos of naked children without parental permission.

The passport is under further pressure from the FBrN itself, which recently voted to require member clubs to submit the names of those to whom passports are issued, for inclusion in a computerized database. Many people are reluctant to be identified as naturists, and if having an INF passport means being included in a database, they may opt to not obtain or to not renew a passport.

Single Men

A peculiarity of the Brazilian branch of naturism - which may be one reason it has lagged behind world growth - is an obsession with prohibiting the entrance of single men to naturist areas. Brazil's most urban naturist beach, Abrico in Rio de Janeiro operates quite well without that odd rule, and such discrimination on public beaches is prohibited by the Brazilian Constitution. Indeed, organized naturism was swept from the major state of Bahia for many years when a gay organization took the Massandupió beach to court because of the rule, and won not only a damage award so large it broke the naturist association, but the right to collect the award from any successor naturist organization in the state.

Foreign investors, Celso Rossi, and the Hotel Ocara

Mr. Rossi in 2001 sold 20% of his Hotel Ocara in Colina do Sol to American Dana Wayne Harbour for R$250,000. The total investment for which Mr. Rossi and his family retained 80% of the hotel was the land on which it sat, which had been purchased for less than two percent of what the American paid. Even so, while claiming to sign over to the corporation the land where the hotel was being erected, they instead turned over a neighboring lot, worth even less.

Wayne Harbour eventually realized he had been defrauded, and accumulated boxes of proof, which he planned to turn over to the police. However, just two weeks before the engineered arrest of Dr. André Herdy, Wayne "died accidentally" during a "robbery" of his home in Colina do Sol. The boxes of evidence disappeared the next day, and Celso Rossi is now living in the hotel - though a bank has a lien on it.

French and Spanish investors also lost money in the Hotel Ocara.

The rule can be traced back to Celso Rossi, the "founder of the FBrN" (though not, by many decades, of organized Brazilian Naturism), whose sinister presence was another shadow on the 2008 INF Congress.

For years, Brazilian naturism was closely intertwined with Celso Rossi, who controlled the FBrN; edited the only Brazilian naturist publication, the magazine Naturis; and the most prominent naturist development, Colina do Sol in Taquara in the south of Brazil. The magazine and the FBrN served to bring attention and lend credibility to Mr. Rossi's business undertakings. It is difficult, looking at old records, to see when Rossi is speaking as editor, a FBrN President, as real-estate entrepreneur, and when as himself. This lack of differentiation extends to finances, to put it delicately.

Mr. Rossi doesn't like single men on beaches, and consequently the FBrN did not like single men on beaches, and still does not. I've managed to wade through only a little of Rossi's turgid prose, in which he is always the central character and always the hero, but at his very first INF Congress, nearly 20 years ago, something else that offended his delicate sensibilities was the sight of the elderly (both men and women) in romantic relationships with younger adults. I am confident that his views on this will reform, though, since he's now over 50, and this aspect of love will now look less ill when viewed (as he always views the world) through Rossi-tinted glasses.

The ban on single men seems to be a fig leaf for banning homosexuals, another group against which Mr. Rossi has some sort of dislike. And his ability to mistake his dislikes for ethical principles has a grandeur about it that is nearly solipsistic in its depth and breadth. I didn't find roots of this in his writings, but it does long predate his wife leaving him, reportedly for another woman, so that's not the cause.


Censorship

The Colina dos Ventos affair

Earlier this year, Jornal Olho Nu, the leading Brazilian naturist site and virtual newspaper, published a letter from a naturist critical of the Colina dos Ventos naturist inn in the Brazilian Northeast. His room had been robbed, and when he wanted to go to the police station to register the robbery, he found the inn's gate had been locked with him and other naturists inside, with the management nowhere to be found. While many had purchased a Christmas/New Year's package, only he lasted out the entire period. The original letter can be found in Portuguese, here.

The FBrN asked with astonishing speed that the letter be removed, I assume that someone's financial interest was being endangered by the truth, probably Celso Rossi's, if only because the truth is always a danger to his financial schemes.

The Sonata memo was sent along with a cover letter, which I haven't translated as it refers heavily to local politics with which I'm not familiar. Apparently an ex-president of Sonata, José Wagner, whose ever-present Indian headdress may be remembered by those who were at Tambaba in 2008, spoke out in favor of the FBrN passport, and against the prohibition on single men.

Sonata had asked the FBrN to do something about this. The FBrN has strong powers to expel and discipline naturists, another Rossi legacy, and perhaps Sonata was hoping to gag Wagner, as it gagged Jornal Olho Nu in the Colina dos Ventos affair.

Another part of the FBrN's Rossi-era world view is that "endangering the reputation of naturism" is an ethical violation, and that it is not doing something reprehensible that endangers the reputation of naturism, but rather telling people about it that consummates the injury.

That is an important definition to have, if you are using naturism to hide business practices that don't bear close examination.

The FBrN apparently merely asked Wagner to communicate with it and with Sonata before talking to the press in the future. Most people and most organizations would consider that a gross violation of freedom of the speech and of the press, but in the world of Brazilian naturism, where the rules were written to enforce silence and obedience, Sonata found it innocuous.

And said, essentially, that if the FBrN wouldn't play by Sonata's rules, it was going to take its beach ball and go home.



Dispatch nº. 002/2010
Conde, September 07, 2010.

To The Honorable Sr. 
JOSÉ ANTÔNIO TANNUS
Hon. President of the Brazilian Federation of Naturism - FBrN
Goiânia– Goias - Brazil
 
 
Mr. President,
 
The NATURIST SOCIETY OF TAMBABA - SONATA, meeting in Special General Assembly, resolved:
 
1) To not accept INF Cards, as a passport for the entrance of men unaccompanied  by women to the naturist area of Tambaba Beach;
 
2) To comply in full with Municipal Law n° 286/2004, which regulates the access of people to the beach, thus maintaining the partnership agreed to with the Conde City Government;
 
3) Issue identification cards to its members; these being, the only manner for men not accompanied by women to have access to the naturist area;
 
4) The FBrN's trivial and unexpected response to our demands, failing to take a position, but,  implicitly, almost blaming us for defending our autonomy, was considered by all to be a regrettable and irreparable attitude; and
 
5) That, for this reason, Sonata announces, as of this date, its disaffiliation from the membership of the FBrN;
 
6) These measures aim to, only, restore the sovereignty of this Entity, along with, the self-esteem of its members and respect for the Naturist Society.
   
Sincerely, 
   
Gione Pereira da Silva.
President of SONATA.