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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

"Problemas internos?"


Nosso postagem anterior, em que reproduzimos um "Boletim" assinado pelo que parece quase que metade dos sócios da Colina do Sol (o número é pequeno; os expulsos e banidos são tantos quanto os ativos), atraiu uma crítica no grupo Peladistas no Facebook pela senhora Nilza.

Nilza quer saber porque eu escrevo coisas horríveis sobre a Colina do Sol. Dona Nilza, é porque eu escrevo a verdade, e a verdade sobre a Colina do Sol é uma serie de horrores.

Na visão da sra. Nilsa (que acredito representa a opinião de muitos), os naturistas que já foram vítimas de estelionato merecem mais "respeito" do que aqueles cujo dinheiro ainda pode ser preservado.

Sra. Nilza afirmou:


Mas, como disse antes, isso são problemas internos, que todos os grupos possuem e que só a eles dizem respeito ...

"Problemas internas?" Acorda!
"Todos os grupos possuem?"

A senhora ache isso normal? Não é normal, minha senhora. E não é necessário.

Somente no Brasil o naturismo é associado ao fraude desenfreada e gangsterismo pelado.

A senhora Nilza pode achar incrível, mas existem condôminos de lazer que não são dominados por facções criminosos, onde não há um pequeno grupo que extorquia sua sustenta dos sócios que pagam.

Deixe de ser um "problema interna" quando entre em conflito com o Código Penal e o Código Civil.

Repito, que não é preciso escolher entre uma banda ou outra da corja. Dá para expulsar todos os "sócios que recebem", para que as pessoas que pagam as contas, não precisam mais sustentar esta gente. Nem sustentar, nem aguentar.

Claro que é mais fácil ficar livre de Celso Rossi, do que ficar livre das suas dívidas. Mas é um passo.


Reproduzo aqui com pequenas modificações da diagramação, para facilitar a resposta:


Ola, pela segunda ou terceira vez vejo publicado nesta página noticias desabonadoras sobre ocorrencias da Colina do Sol...
  1. Me pergunto sempre, qual o interesse dos administradores desse grupo na divulgação desses fatos? ..
  2. No que interessa realmente a vocês esse procedimento; quem está por trás desse comportamento que possui esse interesse difamatório???
  3. Faço essas perguntas pois nunca vi aqui questões levantadas a respeito de outras associações naturistas....
  4. Me manifesto pois frequento a Colina de muito tempo e VIVO as situações que lá vêm ocorrendo e, penso eu, se querem algo publicar, vejam todos os lados da questão e não somente um...
  5. E mais, este documento, publicado conjunto, foi uma armadilha para alguns colinenses, cujos nomes vocês dizem que não vão divulgar ...
  6. ... mas q consta do documento e que foi colhido, infelizmente, de incautos que forneceram seus endereços de e-mails na boa fé e após foram usados.
  7. Mas, como disse antes, isso são problemas internos, que todos os grupos possuem e que só a eles dizem respeito ...
  8. Tenho um entendimento sobre ser ou estar a caminho de ser um naturista e esse procedimento, a meu ver, nada tem de pessoas que se dizem naturistas.

"Interesse"

Pontos 1. e 2. falam de "interesse". O blog é pluralista, tanto no conteúdo das opiniões que divulga, quanto no formato: mistura opinião com reportagens, que nem um jornal. Repórteres divulgam fatos. Há leitores que gostam de ser informados.

Noto que no Brasil sempre que alguém vê notícia que não lhe agrada, acusa "interesses". É reflexo do vício de "outro lado", o conceito peculiar de que a realidade não é objetivo, mas que somente existem "versões". Acredito que a verdade existe, e com boa vontade e bastante trabalho, dá para encontrar-lo.

A respeito de outras associações

Se a senhora não viu algo a respeito de outras áreas naturistas, não prestou atenção. Recentemente acompanhamos exaustivamente a tentativa de golpe imobiliária contra a praia de Tambaba. Contamos a realidade da esbulho da área do Morro da Tartaruga ao lado da Praia do Pinho. Publicamos registros do Livro de Atas da FBrN para comprovar que, sim, os donos da área tem razão: a AAPP assumiu as obrigações da FBrN, inclusive de devolver a área no final do comodato. Na prisão de Nelci Rones antigo presidente da Sonata de Tambaba, defendemos de imediato o naturista, apontamos o golpe imobiliária (a prisão foi usada como pretexto para tirar a designação naturista de dois terços da praia, para facilitar a loteamento). Divulgamos a Inquérito Civil Público Federal sobre a "Meio Ambiente Implantação de projeto naturista Praia de Pedras Altas Palhoça/SC Risco de Privatização da Praia".

É chamado jornalismo.

Se a notícia de áreas naturistas é sempre de fraudes, não culpe o mensageiro. Há um fator comum nestes áreas naturistas, que tem nome, e sobrenome. E que também tem um iate.

Todos os lados da questão

Publicamos todos os lados, quando chegam até nós (respeitando meus compromissos profissionais, até formatar estes Boletins leva tempo.)

Vimos, por exemplo, as mapas da Colina do Sol. Publicamos ambos os mapas falsas de Celso Rossi. Publicamos um relato juramento da reunião que a corja interrompeu para evitar que a fraude seja descoberta.

E vasculhei o Registro de Imóveis e Tabelião de Notas de Taquara, e a Junta Comercial do Rio Grande do Sul, e falei com os vizinhos de Morro da Pedra, e os antigos donos das terras que formaram a Colina do Sol, ou os descendentes dos antigos.

E a senhora quer que eu peço ao Celso Rossi qual das suas mentiras ele defende atualmente, e colocar como se tivesse valor igual a verdade, que gastei tanto esforço para determinar???

"... cujos nomes vocês dizem que não vão divulgar ..."

Há gente que não quer aparecer como naturista. A corja já usou o medo de ser "exposto" como maneira de controlar sócios que ameaçavam não aceitar mais os abusos em favor do pequeno grupo. Pos isso, não divulgo. Dando a situação das cabanas - quais estavam penhorados, construídas nas terras invadidas do vizinho,etc. - também evitei sobrenomes, a menos que alguém tinha se candidatado a eleição, feito falsas acusações à policia, ou outro atos públicos. E neste documento, borrei os CPFs, números de conta de banco, etc.

Eu divulgo informações quando tem uma nítida interesse pública. Faltando, não divulgo. Nada a ver se sou contra ou a favor da pessoa ou das suas posturas.

Não mate o mensageiro

É bastante comum no naturismo brasileiro confundir que traz a má notícia, com quem o criou. Mas o problema é milenar, como já postamos. Sugiro a releitura para quem não lembre, ou quem não entende.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

"Cem anos de perdão?"

Recentemente temos recebido uma enxurrada de acusações e contra-acusações da Colina do Sol. Temos um foco jornalistica quando tratamos de casos e pessoas, em respeito não somente para quem é o foco do que escrevemos, mas para nossos leitores. Afinal, como leitor, eu não tenho interesse no "outro lado", quero saber a verdade, e quero que quem escreve antes busque os fatos para mim.

O documento abaixo traz como assinantes os nomes de mais de 30 que se dizem sócios da Colina do Sol (e cujos nomes não reproduzo pois há quem não quer se identificar publicamente como naturista). Há um manifesto; um suposto contrato de 2002 entre Etacir Manske e Zumbi Steffens, disputado e depois concordado pelo João Ubiratan dos Santos, vulgo "Tuca"; e uma lista de motivos de suspeitar da falsidade de tal documento.

A briga supostamente é sobre uma área, parece que é da horta do padre Otávio Steffens, que está sendo apresentado como a "Concessão de Jardinagem". Zumbi Steffens teria vendido este "Concessão" para Etacir Manske, e Tuca disse que o terreno faz parte do seu "Concessão de Camping". Fizerem as pazes e um acordo, de que Tuca pararia de pagar sua taxa de condomínio, que quer dizer que os Sócios que Pagam sustentariam Tuca nisso.

O "Boletim" erra não informar que o terreno tem dono matriculado no Registro de Imóveis, e não é nenhum destes, e não é o CNCS. Erra ao focar em 750 metros de terreno: sendo que terra agricultural pobre em Morro da Pedra vale entre R$ 5 mil e $12 mil, este terreno vale menos que R$900. Enquanto entre os roubos de árvores em 2008 e 2012, levaram entre R$100 mil e R$250 mil de madeira. Por último, sugerem "Conselhos", "eleições" e "democracia" como soluções. Bobagem. Há nome por isso, e há artigo correspondente no Código Penal. Não é para "votar". É para prestar queixa.

Os fatos essenciais

Tuca disse que o terreno é "seu". Procurei faz uns anos no Registro de Imóveis e na Tabelião de Taquara qualquer terra no nome de João Ubiritan dos Santos. Não há.

Enquanto não sei onde fica os 750 m2 em disputa, parece que entrando pelo atual portão, está ao norte, ou se prefere, na sua direita. Os primeiros 30 metros mais ou menos, numa faixa que vai do norte ao sul da Colina, são do registro 46.485, antigamente de José António da Silva e ainda registrado no seu nome. Se for mais distante do que isso, faz parte do terreno do registro 2025, hipotecado para o banco BRDES em garantia do empréstimo para o construção do Hotel Ocara. Em que caso não pertence nem ao CNCS, nem a Tuca, nem a Zumbi, nem a Etacir. Pertence ao banco BRDES.

Aqui é o mapa correto, até onde consigo verificar, sem acesso ao terreno com testemunhas:


Veja Colina do Sol - glebas num mapa maior

Alguém que conhece o lugar do chão, pode verificar onde fica a horta, na terra que era do António, ou no terreno que pertence ao BRDES. De qualquer forma, muito do que Tuca fala que lhe pertence, podem ver que pertence ao banco.

Fraude federal

Claro que Celso Rossi disse que o terreno 2025 está em outro lugar, que fica onde está o hotel. Mentira. Já publiquei os documentos. sr. Rossi escreveu recentemente, numa carta com que ainda não enchemos o saco do leitor,

"Me acusam de crimes, mas não apresentam as vítimas, nem os fatos criminosos. Isso é calúnia e isso sim é crime. A partir de agora, vou processar a todos que continuarem com essas calúnias indignas, covardes e desonestas contra mim."

Pois bem, sr. Rossi, acuso o senhor de defraudar o banco BRDES, apresentando em garantia de um empréstimo um terreno que o senhor sabia ficava em outro lugar. É fraude. Sendo que o empréstimo veio de banco federal, e o dinheiro veio da Orçamento da União, é crime federal. O fato criminoso é este, as vítimas são todos os contribuintes do Brasil.

Sempre procuramos atender os pedidos de nossos leitores.

Documento falso é crime

O documento é falso? É falsidade ideológico. Se estes três tentaram conseguir alguma vantagem apresentado um documento falso, prestem queixa na delegacia e na Promotoria. Há certos empecilhos, porque as "concessões" da Colina do Sol não tem existência no mundo real - dizer que alguém tentou roubar uma concessão na Colina do Sol é mais ou menos como dizer que alguém tentou roubar um sítio no Farmville. Se o contrato for falso os valores estariam fictícios, e de qualquer forma o que vale é o valor real de 750 metros de terreno pobre, uns R$900 reais. Que é pouco.

A isenção de mensalidades alvejada pelo Tuca é com certeza de valor maior, e talvez isso foi o motivo real da farsa. Ganham um isenção de pagamentos para Tuca, e distrair atenção de problemas reais, e maiores.

Personagens esquisitas

Notaram quem são estas pessoas? João Ubiratan, vulgo "Tuca", já contou para este repórter que "Já sequestrei, já roubei, e já fiz coisas piores." Sr. Etacir Manske devia dinheiro para Fritz Louderback, fez uma acusação falsa de pedofilia contra ele, e uma vez suas palavras colocaram seu credor na cadeia, na mesma semana sustou as pagamentos da dívida. É notório que a esposa de Zumbi Steffans se mandou para a Praia do Pinho como o então menor Douglas. Ganhar chifres de um rival de 15 anos não é criminal, somente cômico. Mas Douglas processou Zumbi dizendo que vingança foi a motivo da falsa acusação de pedofilia que Zumbi fez contra seu pai, acusação que também difamava Douglas. É de lamentar que a Justiça se negou de examinar os fatos no caso. Mas as provas estão lá no processo.

A ideia de que um condomínio de lazer poderia ir para frente com um condenado por sequestro como "segurança", com um Conselho Fiscal presidido por alguém do estirpe de Sr. Manske ... é coisa de doido.

A Colina do Sol tem, pelo que ouço, uma lista de 80 pessoas banidas. Que tal chamar aquela de volta, e expulsar esta corja?

Não perca de olho o dinheiro grande

Estas brigas mesquinhas poderiam estar sendo encenados para distrair os sócios de coisas importantes. As árvores foram roubas porque era o que existia que poderia ser convertido em dinheiro. O julgamento contra SBT é muito mais dinheiro. Quando será recebido, e quem teria autoridade sobre as finanças da Colina do Sol? Pois não se engana, os sócios terá a mesma participação no dinheiro de SBT, que tiveram no dinheiro das árvores. (Para quem não sabe, o caso está no STJ, e o ministro que recebeu o caso se aposentou em dezembro, e o caso foi devolvido sem julgamento, para ser distribuído para outro. Perdeu mais de ano parado.)

Há outros problemas, maiores que a Sucessão de Gilberto, e naquele caso já foi estabelecido que CNCS, Naturis, e Celso Rossi são toda a mesma coisa. Quem cobra de um, pode cobrar de todos.

Esta briga é um sideshow, uma atração a parte. Como o freak show no circo. Há vários eventos prontos para acontecer embaixo da lona grande.

Não fiquem distraídos com os freaks. Pois o circo vai pegar fogo.

Movimento  Colina para Sempre  28/01/2013  BOLETIM NÚMERO 2/2013

Grande consternação na Colina

O Movimento Colina para Sempre representa uma corrente de opinião, comprometida com a verdade e os princípios do Naturismo. Seu objetivo não é atingir pessoas, mas esclarecer fatos e posicionar-se sobre eles. Por isso, com grande consternação, se vê obrigado a dar ciência aos sócios de fatos ocorridos em 2012, no âmbito de um processo administrativo conduzido a portas abertas pelo Conselho Deliberativo. Seu objetivo era resolver um contencioso existente entre dois sócios, relacionado à fronteira física entre as áreas de suas concessões comerciais: o Camping e a Jardinagem.

Em agosto de 2012, apareceram indícios materiais preocupantes de que um grupo de sócios fizera a montagem artificial de um contrato, objetivando obter vantagens para si, com prejuízos ao CNCS e aos demais sócios. O documento formaliza a venda da concessão da Jardinagem, incluindo na concessão uma área de 700m2 (35m x 20m: quantas mudas se podem plantar? Alguma já foi plantada?). A área teria passado ao comprador, vitaliciamente. Assim, deveria ser respeitada ao se estipularem os limites do camping, cujo concessionário sentia-se lesado e ingressara com uma reclamação em fevereiro de 2012: contra a apropriação indébita de parte da área do camping, usada pelo proprietário da Jardinagem, e contra o abandono e o estado infecto do local.

Como, presumivelmente, não conseguiram obter documentos originais da concessão da Jardinagem (muito embora o processo tenha se estendido de março a outubro de 2012), para comprovar que ela compreende uma área física, os autores do documento preferiram apelar para uma via ética e juridicamente inaceitável, a julgar pelos fatos.

A documentação em questão é pública, sendo referida em várias atas do CNCS. Foi lida em reunião aberta e passou por várias mãos, contudo sem espalhafato. Pois bem, é de espantar o número de erros e incongruências no documento, que depõem seriamente contra sua autenticidade. Por isso, talvez, seus autores se tenham negado mais de uma vez a reapresentá-lo, assim como a reconhecer as firmas em cartório, ou ainda a fornecer outros documentos complementares indispensáveis, que logicamente deveriam existir.

Espanta também os nomes que assinam: Etacir Manske (Coordenador do Conselho Fiscal!), como comprador da concessão e beneficiário direto; Zumbi Steffens, como vendedor, embora na época fosse Sócio Contribuinte (atual Sócio Mensalista) e não pudesse ter concessão comercial em seu nome; como testemunhas, Egon Stahlhoefer e Celso Rossi. Vejam só!

O primeiro a contestar a veracidade do documento foi o concessionário do camping, João Ubiratan dos Santos, o Tuca. Salientou que a família Steffens tinha permissão para cultivar uma horta no terreno contíguo à sua cabana, contudo sem dispor de propriedade ou de concessão comercial que permitisse uma venda posterior, ainda mais sendo para reduzir a área do camping (carta ao Conselho Deliberativo, de 03/09/2012). Essa versão coincide com a opinião de muitos colineiros da época.

Jogo de erros

Para que os leitores tirem suas próprias conclusões, convém examinar uma réplica do próprio documento, datado de 20 de maio de 2002:

  1. Zumbi era Sócio Contribuinte, sem direito a ter Concessão Comercial. E Steffens está mal grafado.
  2. Inexplicável: esse endereço passou a ser do Etacir apenas em setembro de 2005
  3. O documento original da Concessão, que especifica os bens e direitos, não foi apresentado
  4. Provas bancárias do pagamento não constam e Zumbi é citado, acima, como solteiro
  5. O documento original da Concessão, que especifica os bens e direitos, não foi apresentado
  6. Frase incompreensível, incompatível com um contrato oficial
  7. Não está anexa ao contrato uma Procuração do titular da Concessão, já que não poderia ser o Zumbi
  8. Essas testemunhas, presentes na Colina em 2002, dão ares verossímeis ao contrato
  9. Onde está a anuência do CNCS?

Trama urdida contra o CNCS

Conforme dito, o objetivo visado era “regularizar” a área de uma concessão em prol de um sócio. Diante das características duvidosas do documento, o Conselho Deliberativo insistiu várias vezes para que os interessados o legalizassem em cartório e fornecessem também os anexos necessários para dar validade ao contrato. Com isso, o problema ficaria definitivamente resolvido. Tais documentos são indispensáveis, pois sem eles um simples contrato de compra e venda não se sustenta: precisa estar apoiado em outro documento, originado no CNCS (que define e administra as concessões), no qual se especificam os bens, direitos e deveres de cada concessão. E, como sabemos, apenas sócios Patrimoniais podem adquirir concessões comerciais.

Apesar da insistência do Conselho Deliberativo junto aos interessados, houve repetidas recusas da parte desses, até que, em 30/10/2012, os sócios litigantes, Etacir e Tuca, afirmaram já terem apresentado cópias da documentação (o Contrato antes citado, que agora passou a valer para o Tuca!) e voltaram a frisar que tinham uma solução, de comum acordo: que a área da Jardinagem ficasse para o sócio Etacir e que o camping ficasse com isenção total da taxa de manutenção do Clube, vencida e por vencer (ofício recebido em 20/10/2012). Bela solução: cada um recebe o que quer e o Clube paga pelos dois, à custa do seu patrimônio e de sua receita! No mesmo ofício, os sócios recusaram-se também a participar de novas reuniões.

Os assinantes passarão o resto da vida se explicando, mas jamais poderão mostrar como um documento de 2002 menciona um endereço de 2005! Só isso põe por terra qualquer tentativa de retirar o contrato do pantanoso terreno da inautenticidade, sem falar que o objetivo era garantir a um sócio uma área que, sem provas em contrário, pertence ao CNCS, isto é, aos Sócios Patrimoniais. Logo o Coordenador do Conselho Fiscal e anterior Presidente do Conselho Deliberativo, que deveria ser o primeiro a zelar pelos bens do Clube! O caminho aceitável, e bem mais fácil, não seria reconhecer a falta dos documentos pertinentes e propor um acordo às claras, isento de qualquer dúvida sobre a lisura das partes?

Diante desses acontecimentos, pode-se entender porque o Conselho Deliberativo vem sofrendo ataques incessantes de alguns dos assinantes desse “contrato”, feitos agora também em nome do Conselho Fiscal, embora muitas vezes em assuntos que em nada lhe digam respeito e sem observância de preceitos institucionais elementares. Críticas, ofensas e declarações bombásticas são quase diárias, a maioria sem fundamento ou feitas por pessoas que tomaram parte das decisões que agora condenam. Parece que não se quer deixar os Conselhos do CNCS trabalhar, para que o assunto do contrato fique esquecido. Tentam conturbar ou impedir as eleições do Clube, como se essa não fosse a maneira mais democrática de dar a palavra aos sócios. Não será surpresa se o Conselho Fiscal reprovar as contas da atual gestão, meramente em represália. É provável que exijam, mais uma vez, processos disciplinares contra os sócios que subscrevem esse Boletim, no lugar de apresentarem argumentos para justificar seus atos. Cortinas de fumaça e balbúrdia servem a quem não esposa a verdade.

Mas a Colina não se renderá. Teremos eleições em breve, com regras semelhantes aos últimos três pleitos. Os Conselheiros atuais estão por deixar os seus mandatos, dentro da normalidade institucional do CNCS. Todos os sócios, amantes do Naturismo, terão a oportunidade de fazer suas escolhas, em um esperado movimento de renovação.

A Colina do Sol continua sendo nosso sonho!

Saudações naturistas!

domingo, 13 de janeiro de 2013

SOS Tambaba: Como fica a praia naturista?

A praia naturista de Tambaba pode coexistir com o projeto Reserva Garaú? Não, não pode. Pelo menos o empreendedor não tem planos para que a praia naturista continuasse, e o tipo de pessoa que paga o preço de um condomínio destes, não quer estranhos na "sua praia". Afinal, para que serve um empreendimento exclusiva, se não poder excluir alguém? Porque chamar o lugar de "Reserva", se não é para ser reservado?

Lembrando que o blog aqui é de jornalismo, e não de opinião, vamos aos poucos fatos disponíveis nos dois volumes publicados do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA)

Qual é o efeito projetado na praia naturista de Tambaba? As palavras "naturista" e "nudista" aparecem muito pouco nos relatórios. Mas temos nas fls 5.40, nos "impactos ambientais",

Em relação a prática do naturismo na praia de Tambaba, acredita-se que o funcionamento do empreendimento na área pleiteada não será conflitante com a atividade, pois entre os equipamentos projetados e a praia de naturismo há considerável distância (mais de 400,0 metros) e uma densa vegetação que proporciona privacidade aos praticantes.

Bem, palavras, depois desenhos. A praia de naturismo fica embaixo das falésias, o empreendimento atrás. Já vimos que o projeto promete com Area de Preservação Permanente, "Faixa de 100,0 metros em projeção horizontal a partir da borda das falésias existentes no setor leste do terreno." É 400 metros, ou 100 metros? Olhamos o vídeo promocional, quando os "Resorts" estão aparecendo, visto do mar. Estamos bem em frente ao parte principal da praia naturista aqui:

Não parece 400 metros das falésias até os prédios de quatro andares, parece? Se tivéssemos a planta na escala de 1:2500, saberemos. Mas a planta faz parte do Anexo III, e Anexo III não foi publicado pela Sudame.

Ainda, a afirmação é cabalmente falsa. O prefeito alterou o decreto para tirar a designação de naturista de toda a praia além das falésias até o rio Garaú. Dois terços da praia naturista já sumiram em função deste empreendimento. Já interferiu, não pode dizer que não vai interferir.

Tapumes durante anos de construção

Há um capitulo inteiro sobre "Medidas Mitigadoras". Estamos obviamente todos a favor de medidas mitigadoras, e estamos a favor de medidas de segurança. Mas devemos ler sobre "Sinalização e Proteção da Área" lembrando que a área é limitado pelo norte pela estrada que vai até o estacionamento, e no leste pelo Oceano Atlântica:

11.2. FASE DE IMPLANTAÇÃO
11.2.1. Sinalização e Proteção da Área

Esta ação é de caráter preventivo e de controle. Mostra-se como o marco inicial da fase de instalação e deve perdurar durante todo o período das obras. A responsabilidade de execução é do titular do licenciamento, entretanto, as empresas contratadas para execução das obras ou para qualquer outro tipo de serviço na área do empreendimento se tornam co-responsáveis, devendo constar como termo de responsabilidades nos contratos entre a empresa licenciada e suas contratadas em qualquer época da fase de instalação a responsabilidade de manter a área sinalizada e protegida.

São recomendadas as seguintes medidas:

  • Colocar placa referente ao licenciamento ambiental do empreendimento na entrada da área ou na área de influência do canteiro de obras. Esta placa deverá ser fixada em local de boa visibilidade;
  • Colocar placa de identificação do empreendimento e do empreendedor, com os respectivos registros junto ao CREA-PB e a Prefeitura Municipal do Conde (modelo – Figura 11.1). Estas deverão conter informações importantes, destacando-se os seguintes dados: nome do empreendimento, nome do empreendedor, extensão da área ocupada, data do início das obras, data prevista para conclusão das obras, Alvará da Prefeitura Municipal, etc.;
  • Colocar placa de sinalização em todos os lados da poligonal da área do empreendimento, indicando propriedade privada e proibindo a entrada de estranhos;
  • Colocar placas de advertência nas estradas de acessos, quando estiverem sendo executadas obras ao longo destas ou no seu entorno;
  • Colocar sinalização de advertência na entrada e saída do empreendimento; e,
  • Fazer o isolamento da área com barreiras de proteção de contato, recomendando-se o uso de tapumes de madeira nos limites de maior visibilidade.

Se a coisa vai em frente, a Lord terá em mão um plano aprovado pelo governo, em que ela assume a responsabilidade, em "caráter preventivo", de fechar a praia de Tambaba com placas "indicando propriedade privada e proibindo a entrada de estranhos". Ora, é um compromisso assumido com o governo, tem que fazer, lamento muito, etc.

Proteção das águas

A empreendimento é enorme. Vai precisar de água. Vem de onde? Vimos nas fls 9.1:

O sistema de abastecimento de água será feito exclusivamente a partir do manancial subterrâneo através de 08 poços profundos que funcionarão por um período de 16 horas diárias. Cada empreendimento do complexo hoteleiro/habitacional será atendido por um poço tubular individual.

É importante, porém, a implantação de um plano de monitoramento hidrogeológico e de controle de efluentes, evitando-se que a exploração mal dimensionada do aquífero ou problemas operacionais dos sistemas instalados produzam efeitos negativos ao meio ambiente, como salinização, contaminação hídrica e grandes rebaixamentos do nível estático.

Estabelece em outro lugar que haverá sistema de tratamento de esgoto próprio.

A praia naturista recebe um número limitada de pessoas, e tem uma pousada, um restaurante, e uns bars pequenos. O tratamento de esgoto deve ser primitivo, mas com o fluxo de pessoas, suficiente.

Uma vez que a Reserva Guará esteja em operação, o cocô dos naturista estaria ainda sendo despejado acima da água que os grão-finos bebem.

Não vejo no projeto nenhum plano de ligar os sanitários públicos da praia de naturismo, ou da pousada ou outras empresas, à sistema de esgoto projetado para Garaú.

Uma vez pronta, o "monitoramento hidrogeológico e de controle de efluentes" constará um problema. Exigir-se-á tratamento do esgoto naturista. A prefeitura não vai fazer, enquanto há eleitor sem água e esgoto. O preço é astronômico. Poder-se-ia oferecer a possibilidade de ligar o esgoto da praia ao sistema da Reserva Garaú, por um preço inalcançável, com um mensalidade insuportável. Há um terreno encravado na área da Lord, onde exatamente difícil dizer sendo que os mapas bons estão no impublicável Anexo III, e o jogo da água deveria servir para forçar o dono a vender.

A pretensão é acabar com a praia naturista

Condomínios fechados tentam privatizar a praia, para evitar "indesejáveis" e para "segurança". Aceitar gente pelada perto de nossas crianças, nem pense. Quem investe tanto dinheiro assim não aceita um risco que poderia evitar. E qualquer coisa diferente ou exótico é um risco. Fala de coexistência possível é conversa para boi dormir.

A falta de provisão para água e esgoto da praia naturista é uma prova que manter a praia não faz parte dos planos. Se for imposto como condição, que o condomínio teria que arcar com as custas de implantar isso, tudo bem. Mas não colocaram, pois não pretendem que a praia continua.

A pretensão de fechar durante a construção está lá com todas as letras. Nunca reabrirá.

Ainda, estudaram muito, mas não há nenhum estudo do impacto do empreendimento na praia naturista. Somente na conclusão aparece um paragrafo para quer quer acreditar, apoiado em dados obviamente falsas.

Todos os dados importantes, estão no Anexo III, que não foi publicado. Desconfio de sigilo.

A praia tem chance?

A coisa tá difícil para a Praia de Tambaba. Parece que a Prefeitura de Conde dançava conforme a musica que a Lord tocava. Há ainda a Sudane que é estadual, mas o Estado é pequeno, e muito é possível. O Ministério Publico Federal é mais difícil de enrolar, mas depende muito do Promotor de Meio-Ambiente que tem competência para a região.

Dificilmente a Lord imagina que vai conseguir permissão para construir tudo aquilo. Vai ser cortado pela metade pelo menos. Ainda assim, com um terço do tamanho, continuará o desejo de privatizar a praia.

Quem toca o assunto para Lord é competente. Convocar na estação alta, para que custaria caro vir é uma tática padrão. Mas consegue que alguém convocasse uma reunião naturista no dia anterior, no outro lado do país, foi uma jogada de mestre. Em vez de estar em Tambaba para opor a perda da praia, os naturistas "oficiais" estão longes, discutindo temas "importantes" com a ratificação de um protocolo. Genial, e deveria ter sido muito barato, também.

Então os caras são competentes.

O que mais preocupa, é que não conhecem limites. A jogado de água e esgoto que vi acima é variação de técnica padrão. É perto da linha que separa "esperteza" de gangsterismo, mas está neste lado da linha. A falsa acusação de pedofilia contra Rones cruzou a linha. Não tenho provas, então não faço acusação. Mas em qualquer crime, procure-se quem se beneficiou. No assassinato de Dana Wayne Harbour na Colina do Sol, os primeiros suspeitos são quem se beneficiou. Na denuncia calunioso contra Fritz e André e seus mulheres, já publiquei quem devia dinheiro para Fritz e parou de pagar assim que suas mentiras colocou seu credor na cadeia.

Na denuncia caluniosa contra Nelci Rones, foi o projeto Reserva Garaú que se beneficiou. Removeu um oponente importante. Serviu como cortina de fumaça para tirar a designação de naturista de dois terços da praia. Para qualquer outra naturista que pense em opor o projeto, serve como a cabeça de cavalho na cama. A qualquer hora, uma outra denúncia falsa de pedofila pode ser feito.

O que fazer?

O primeiro passo, obviamente, é reclamar na reunião de amanha de que sendo que os documentos importantes não foram publicados, a "audiência pública" não vale. Tem que publicar os documentos de "Anexo III"; tem que ter a definição das Terras da Marinha. Seria preciso também levanta o assunto de água e esgoto na área da praia naturista. É preciso assegurar acesso permanente para o público à Praia de Tambaba, e que o acesso continuará durante toda a construção. Ainda, a praia naturista exige o mesmo tratamento de estudo ambiental de que um quilombo ou colônia de pescadores receberia. Simplesmente passou batido no estudo. Foi reconhecido como importante, como recentemente de novo a imprensa nacional reconheceu como importante para Paraíba, mas não foi estudado.

Muitos anos atrás, no subúrbio Freeport no Long Island, houve longa praia do balneário, um quarteirão designado para surfismo (pranchas e banhistas não misturam bem). Ficou em frente de um lote vazio. Veio um boom imobiliário, um caro comprou para construir prédios altos, e queria tirar os surfistas. O motivo? Para usar o slogan "pode nadar no seu próprio quintal". Houve audiência na prefeitura, e aparecerem 300 surfista. Acho que faz anos que não houve tanta gente numa audiência em Freeport, e os surfistas salvaram sua praia.

Pelo jeito, a prefeitura de Condé fará o possível e o impossível para que este projeto acontece. É preciso tentar mais acima, então.

A audiência deve ser anulado e remarcado. Há o suficiente nestes postagens para pode comprovar segunda-feira que a proposta da Reserva Guará é fajuta, que a planta no misterioso Anexo III desmente aqueles "400 metros". Se a Sudame não ouvir o pedido, sobra o MPF.

Mas é tarde. A hora de defender a praia foi quando Nelci Rones foi falsamente acusado. Comprovado a farsa, descobrindo a conspiração, teria descarrilhado o empreendimento. Abandonaram Rones e abandonaram o melhor chance de manter a praia.

Se um dia chegarem na Praia de Tambaba e encontrassem placas de "Propriedade Particular" e tapumes, ou um anjo com uma espada flamejante, saberiam que o preço de pecado é a expulsão do Paraíso.

SOS Tambaba: Falta Volume III - Anexos

O faraônico "Reserva Garaú" faria da Praia de Tambaba um condomínio para ricos. Está procurando licença ambiental, já negada uma fez, e haverá audiência pública em Conde segunda-feira, 14 de janeiro de 2013.

Antes de uma audiência pública, publica-se os planos, para que pessoas podem tomar conhecimento, e fazer perguntas, fazer oposição, ou pedir alterações. No presente caso, publicaram Volumes I e II da proposta.

Falta Volume III - Anexos

Na postagem anterior, tratamos de onde fica o empreendimento, e parece que é a Tambaba, toda. Há um mapa 40 vezes melhor, mas está no Volume III, anexos.

Acontece que o Volume III - Anexos não foi publicado pelo Sudema.

Data de compra

A preservação ambiental é sempre uma queda de braço ente o direto do dono de usufruir da sua propriedade, e o interesse comum na preservação do meio ambiente. O lei de Paraíba de proteção ambiental data de 1991, e o proposto loteamento está no "Unidade de Conservação Área de Proteção Ambiental (APA) de Tambaba, decretada como Unidade de Conservação em 26 de março de 2002, pelo Decreto Estadual Nº 22.882" {fls 9.2). É importante saber se a área já estava designada quando o atual dono a adquiriu. Mas vimos no "1.9.2. Documentação do Terreno" promete que a documentação está "apresentadas na Documentação Pertinente - Anexos"

Acontece que o Volume III - Anexos não foi publicado pelo Sudema.

Anuência Municipal

É preciso que a Prefeitura de Conde permite o empreendimento. Nos já reproduzimos de JampaNews a matéria, "Ação Criminosa: Prefeitura do Conde é a principal vilã nos crimes contra o patrimônio ambiental do município" Seria bastante relevante sabe quando foi assinado, e por quem. Encontramos no

1.9.3. Anuência Municipal
[...]
O atestado de Anuência da Prefeitura Municipal do Conde, conforme estabelece a Resolução CONAMA Nº 237/97, no seu art.10º, parágrafo 1º como documento indispensável na fase prévia de licenciamento é apresentado na Documentação Pertinente, Volume III - Anexos.

Acontece que o Volume III- Anexos não foi publicado pelo Sudema.

Faixa da Marinha

Uma peculiaridade do Brasil é que uma certa faixa de terreno a partir do mar e das águas navigáveis, pertence a Marinha. Pode se alugado para particulares. Devido às falésias, a parte efetivamente utilizada pela praia de naturismo deveria está quase todo dento desta faixa. Encontramos:

1.9.5. Identificação e Delimitação dos Terrenos de Marinha
A legislação de que trata a definição e delimitação dos Terrenos de Marinha baseia-se no Decreto Lei N°. 3.438, de 17 de junho de 1941. O Artigo 1º desta Lei reza que: são Terrenos de Marinha, em uma profundidade de 33 (trinta e três) metros, medidos horizontalmente para a parte de terra, da posição da linha da preamar média de 1831: [...]
Na localidade em que se insere a área do empreendimento existe linha de preamar média de 1831 (LPM – 1831) demarcada oficialmente, nos termos do Decreto Lei Nº 9.760/46. Dessa forma, a LORD NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS LTDA. requereu a Gerência Regional de Patrimônio da União no Estado da Paraíba, o parecer técnico acerca dos limites de marinha naquela propriedade (ver ofício na Documentação Pertinente, Volume III – Anexos). Tão logo se tenha este parecer, o mesmo será anexo ao processo de licenciamento ambiental.

Para quem usa a Praia de Tambaba, o nexo da questão é a linha de preamar média de 1831. Pode ser que tinha mais areia naquele ano, e que a praia pública que qualquer um pode usar, é atualmente sob três metros de água, e os terrenos de LORD NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS LTDA. vão até a beira do mar, e sete ondas além.

Como fazer uma audiência pública sem saber se a praia será do público ou do condomínio? É preciso haver o parecer técnico da União antes. Ou pelos menos ofício, que está no Volume III – Anexos. E acontece que o Volume III- Anexos não foi publicado pelo Sudema.

Reserva Legal

Quem tem grande área rural tem que manter parte do terreno como reserva legal. A Tambaba não é área rural mas área urbana, a proposta insiste. Outra manobra da Prefeitura. Porém afirma que:

1.9.6.4. Reserva Legal
Muito embora a área do empreendimento localiza-se em Zona Urbana, assim definida pela Lei Municipal Nº 07 de 30 de janeiro de 1978, que dispõe sobre o perímetro urbano do município do Conde, o TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO E CONDUTA firmado entre o Ministério Público Estadual através da Promotoria de Justiça de Alhandra, a Superintendência de Administração do Meio Ambiente – SUDEMA e a empresa Nível Administração, Corretagens e Incorporações Ltda., definiu a necessidade de averbação de reserva legal de forma a preservar este testemunho de mata nativa na área do empreendimento.
Desta forma foram definidas no Master Plan do empreendimento, duas áreas localizadas no setor norte do terreno que somam cerca de 20,0 hectares, onde identificam-se fragmentos de mata atlântica em avançado estágio de regeneração, que serão destinadas a reserva legal. Estas áreas são denominadas Áreas de Preservação no Master Plan do empreendimento, que encontra-se no Volume III – Anexos.

Ah, tá certo, há áreas que será preservadas. Onde ficam? A informação está no Volume III- Anexos. E acontece que o Volume III - Anexos não foi publicado pelo Sudema.

Rejeitado uma vez, deve ser rejeitado outro

A introdução da EIA e RIMA estabelece que a "Reserva Garaú" já foi rejeitado uma vez.:

Em 23 de março de 2007 a SUDEMA emitiu o Termo de Referência para apresentação do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e seu respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) referente ao COMPLEXO ECOTURÍSTICO RESERVA GARAÚ.

Em 28 de junlho de 2008, através do Ofício Nº 229/DT, a SUDEMA comunicou ao emprendedor o indeferimento da solicitação de Licença Prévia (LP) e o arquivamento do processo, uma vez não ter recebido os estudos solicitados, que subsidiariam a concessão da LP.

A data em que Sudema rejeito a proposta, "28 de junlho", sugere a dada em que deve aprovar, a dia de São Nunca. Numa leitura rápida, a Lord está propondo, por exemplo, que deve fazer tratamento do esgoto provindo do próprio empreendimento. Uma regra óbvia para tudo e qualquer empreendimento deste porte, em qualquer lugar, e não um sinal de respeito especial para com uma APA - Área de Preservação Ambiental.

Há um procedimento padrão para aprovar um projeto dentro de uma APA. Parte do procedimento é audiências públicas para comentar os planos apresentados. Acontece que o plano não foi publicado antes, como a lei ou os regulamentos exigem. Tudo que é importante está dento do Volume III - Anexos, e isso não foi publicado. Não se sabe onde será as construções, nem até que ponto da areia será privatizada, nem onde a data do direito do proprietário, nem o despacho do ex-prefeito que aprovou.

Dado a mudança da administração municipal faz duas semanas exatas, e o impacto deste empreendimento na cidade, e as revelações do JampaNews sobre a atuação suspeita do ex-prefeito, é claro que o Município não teve tempo de tomar posição no projeto. Outro motivo de adiar a audiência.

A proposta indica (detalhes no Volume III - Anexos, obviamente) que "A área do empreendimento é composta por lotes dos Loteamentos “Barra de Jacumã” e “Colinas de Jacumã”..." Já foram aprovados no lugar loteamentos obviamente de porte e densidade muito menores. Lord comprou. Quer muito, muito mais, e ache que com "jeitinho" consegue.

No conflito entre o bem comum da preservação ambiental e o direto do proprietário do imóvel, o particular precisa receber um uso e retorno razoável para seu patrimônio. Zoneamento que permite somente uma reserva ambiental particular (e isso já foi tentando e rejeitado, na Califórnia) não vale. Mas Lord comprou um bilhete de loteria, e nada garante à ela o direto de receber um prêmio. O loteamento aprovado na época que ela comprou os terreno dever ser o base do que é permitido. Um animação gráfica ainda que bem-feito não é o ponto de partida.

SOS Tambaba - querem vender a praia toda

O Movimento NU pede socorro urgente para a praia de Tambaba, Paraíba, onde está sediada. A praia está sob ameaça de um empreendimento imobiliário faraônica, sobre qual haverá uma audiência esta segunda-feira.

O jornal local JampaNews já escreveu sobre o projeto imobiliário faz dois anos.

Há uma manifestação no blog PraiadeTambaba, que reproduzimos abaixo, como foi reproduzido no Jornal Olho Nu. O manifesto fornece links ao site do Sudene (Superintendência de Administração do Meio Ambiente do Estado de Paraíba), onde há o EIA (Estudo de Impacto ambiental) e RIMA (Relatório de Impacto Ambiental) do empreendimento.

Onde ficaria?

A área naturista de maior movimento em Tambaba é a praia em formato de meia-lua onde fica a pousada. O aceso é pelo norte, por uma escada que sobe um pequeno braço de pedras e floresta, e pelo sul há mais umas pedras, além dos quais (na época do Congresso Naturista em 2008) é praticado o swing ao ár livre. Esta área além dos pedras era uns 75% da área designada naturista, mas a prisão de Nelci Rones em 2010 foi aproveitada para modificar o decreto para tirar a designação naturista deste enorme faixa de areia. Aproveitada, ou agendada. Eu achava que o empreendimento ficaria nas terras baixas atrás desta faixa.

A presença de 4000 pessoas bem ao lado colocaria uma pressão enorme sobre a praia naturista. A coexistência seria bastante difícil, mas não impossível.

Engano meu. Não é o terreno ao lado. É a Praia de Tambaba mesma, e é a Praia de Tambaba, por inteira.

Pelas palavras, fica no:

O terreno limita-se ao Norte com a PB-08, a Leste com o Oceano Atlântico, ao Sul com o rio Garaú e a este com terrenos particulares.
A planta planialtimétrica, na escala de 1:2.500, encontra-se no Volume III – Anexos.

O decreto municipal que estabelece a praia de naturismo é escrito com outras referências:

Art 2 - fica regulamentado como sendo a área para a prática do naturismo a faixa de terra compreendida entre a pedra dos despachos e a prainha, divisa com a praia da barra de garaú.

Vamos ver em desenhos. Na esquerda, detalhe de "Figura 1.3 – Situação Cartográfica da Área do Empreendimento", e no direto, Google Maps.

Nossos leitores podem achar que a mapa não está muito claro. Concordo, não é, esta na escala de 1:100.000. Há um de 1:2500, 40 vezes mais detalhada, no Anexo III. Mas Anexo III não está no Internet. Talvez pode ser conferido no escritório da Sudema. Mas isso, como mapas de papel, é coisa do século passado.

Voltamos às palavras: "ao Norte com a PB-08". É aquela estrada que leva até o estacionamento. Google Maps dá mais detalhe; verifiquem lá. "Ao sul com o Rio Garaú": aqui não há dúvida, pois o rio está nas palavras do RIA e do decreto, e aparece na mapa de papel e no Google Maps.

"O terreno limite-se ... a Leste com o Oceano Atlântico." Vai até o mar, desde o atual estacionamento no norte até o Rio Garaú no sul. A Praia de Tambaba por inteiro, do norte ao sul, do cabo ao rabo. A linguagem é tão cristalina quanto as águas de Tambaba: o terreno vai até o mar. Quer desenhos? O vídeo do empreendimento claramente mostra as 2:49 a privatização da faixa de areia entre o Rio Garaú e as pedras, com quiosques e barraquinhos:

A privatização da praia de Tambaba

A lei estabelece que a praia é pública; a pratica é igualmente claro: condomínio fechado privatiza praia quando consegue controlar os acessos. A capacidade de controlar o acesso é algo que se procure para estabelecer uma praia naturista, e foi parte do sucesso de Tambaba. Mas serve para condomínio, também. É só trocar a escadinha e trilha para uma cerca de arame farpado, e pronto.

João Pessoa, 09 de janeiro de 2012

Segmentos do naturismo paraibano desde 2007 têm chamado à atenção das autoridades, da comunidade naturista e da sociedade em geral sobre a necessidade de um projeto de desenvolvimento sustentável para Tambaba, pois entende que se não houver um direcionamento quanto ao uso e ocupação do loteamento Barra de Jacumã/Tambaba, poderá gerar conflitos de ordem ambiental e de interferência no naturismo.

Infelizmente não houve até a presente data nenhum avanço quanto ao projeto ideal para Tambaba e, para nossa surpresa já está em via de licenciamento o Complexo Ecoturístico Reserva do Garaú, empreendimento de cunho turístico e residencial que ocupará toda a área do loteamento Barra de Jacumã/Tambaba onde se encontra a Praia de Naturismo. O projeto de grandeza “faraônico” ocupará uma área de 186,79ha, terá capacidade instalada para 8.880 pessoas, será constituído por 4 (quatro) resorts, 3(três) pousadas, 4 (quatro) condomínios residenciais, centro comercial e um clube, que se implantado nesta proporção, ocasionará um grande impacto ambiental com degradação e descaracterização do ambiente costeiro local e poderá por fim a prática naturista, costume que há 22 anos é praticado oficialmente em Tambaba.

Portanto diante do quadro nefasto, solicitamos o engajamento da sociedade em geral, manifestando-se contrária ao licenciamento do empreendimento que de proposta de sustentabilidade ambiental só tem o nome (Complexo Ecoturístico Reserva do Garaú), para que juntos possamos reverter esta situação, garantindo o real desenvolvimento sustentável para Tambaba, preservando o ambiente costeiro e assegurando a permanência do naturismo, que tanto tem projetado a Paraíba e o Brasil no cenário mundial.

Participe da mobilização “Por uma Tambaba preservada e naturalmente nua” e manifeste-se contra o licenciamento do Complexo Ecoturístico Reserva do Garaú na AUDIÊNCIA PÚBLICA QUE SERÁ REALIZADA NO DIA 14/01/2013 (SEGUNDA-FEIRA), ÀS 15h00, NO SALÃO PAROQUIAL DA IGREJA MATRIZ DA CIDADE DE CONDE/PB.

Naturistas Unidos movimentoNU

IMPORTANTE Acesso ao EIA/RIMA (Complexo Ecoturístico Reserva do Garaú). http://www.sudema.pb.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=754&Itemid=100051

Vídeo sobre o empreendimento:
http://www.youtube.com/watch?v=xlqZxeW469Y

Órgão responsável pelo licenciamento ambiental:
Superintendência de Administração do Meio Ambiente - SUDEMA
Superintendente: Laura Farias
Av. Monsenhor Walfredo Leal, 181 - Tambiá - João Pessoa-PB
CEP 58.020-540 - CGC 08.329.849/0001-15
emails: sudema@sudema.pb.gov.br / sudema.paraiba@gmail.com

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Fotos, crianças, e a próxima naturista

Fotos de crianças peladas é uma tema recorrente do blog, pois enxergamos nisso um grande perigo para naturismo, e principalmente, para naturistas. A prisão de Nelci Rones, com a proibição imediata de menores na praia, e em semanas a proposta de acabar com a praia de Tambaba, para abrir espaço para um empreendimento imobiliário, mostra quanto é grande o perigo, e quanto é curta a distância entre o ataque ao naturista, e ao naturismo. 

"Precisamos proteger as crianças" são as palavras de ordem em qualquer linchamento. Os homossexuais "precisam recrutar nossos filhos"; comunista come criancinha; judeus usam o sangue de nenês cristãos. Hoje, as características supérfluas são dispensadas: o vilão é "o pedófilo".

A notícia de hoje de que o Ministério Publico de Paraíba esta preparando um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para formalizar a proibição de menores na praia de Tambaba, mostra quanto é irresistível esta ladainha. As fotos de Rones não são pornográficas; não foram comercializadas; e não foram feitas na praia de Tambaba: mas para "proteger as crianças", vão proibir que freqüentassem a praia. Não há evidência que crianças sofreram abuso, muito menos que o que não aconteceu tinha a ver com a praia.

Porque tanto afinco para resolver uma problema que, ao que tudo indica, nem existe?

A "demanda" excede a quantidade real

A dificuldade que o naturista (e o dono de escola infantil, e o técnico de time mirim, e qualquer outro que lida com crianças) enfrenta, é que o abuso sexual de menores quase sempre acontece em familia. O estranho que oferece balas é muito raro; a "rede de pedofilia", quase não existente. Não é que o padastro que abusa não seja do mal; é que a imprensa é maniqueista, e procura o "outro" para o papel de vilão, e o homem estranho é mais "outro" do que o pai de familia que fez algo de que se arrependeu logo depois.


Há poucas oportunidades de posar de paladino, "defendendo as crianças", então a saída para quem busca os holofotes que acompanham esta "luta" (é uma luta quando todos estão no mesmo lado?) é de atacar perigos inexistentes, moinhos de vento que podem ser apresentados como gigantes. 

Um exemplo, é que há 50 mil sequestros de crianças por ano nos EUA - e 49.900 são disputas de guarda dos filhos. Uns 100 são por estranhos - mas são estes que o FBI refere como "seqüestros esterotípicas", e que atraiam a atenção da mídia -especialmente quando a sumida seja uma menina branca e bonita.

Os números financeiras para "redes de pedofilia" são sempre absurdos. Alguém que ganhou $250 mil por ano com pornografia de todos os tipos, "domina o mercado milionário de pornografia infantil". Um livro que na véspera do lançamento estimava o número de prostitutos juvenis americanos como 30 mil, é publicado afirmando 300 mil, e uma "protetor de crianças" logo multiplica para mais de um milhão. Para a imprensa, o número mais atual e confiável, é sempre o número maior.

No Brasil, o Ministério Publico Federal de São Paulo rompeu seu convênio com o ONG Safernet, predileto do senador Magno Malta, porque o ONG estava falsificando números para exagerar sua eficácia. A imprensa pouco ligou; deu o "outro lado" do Safernet sem desconfiar, e o ONG ganhou uma elogia de duas páginas na Folha de S. Paulo de domingo passado - com se nada tivesse acontecido.  

A favor de Safernet, e a favor de qualquer acusador, há três fraquezas da imprensa brasileira: o hábito de rapidamente escolher quem é herói e quem é bandido, e nunca mais mudar os personagens de papel; a sede para acusações, tanto mais cabeludas melhor (e a "rede de pedofilia" se encaixa nisso); e a preguiça Procrustiano de encaixar qualquer caso novo num padrão antiga, cortando fora detalhes que não se encaixam, ou adicionando as que faltam.

Nota por exemplo que Nelci Rones era para ser tarado por meninas, então as fotos do seu filho Júnior não foram mostradas para a imprensa;  Fritz Louderback na Colina do Sol era para ser gay, então escondeu-se as provas de que seu ONG beneficiava também meninas.

Fotos de crianças, e crianças mesmo

Já falamos aqui da questão da Justiça e a criança no naturismo, e também dos possíveis efeitos de expor crianças ao naturismo. Nossa conclusão foi de que nada na lei ou jurisprudência impede - mas o naturista que confia que está com a razão, quando vem um Conselheiro Tutelar ou promotor contra, está na mesma posição de que um pedestre que está na faixa quando vem um caminhão. Estar correto não adianta muito contra a força superior.

As maneiras dos outros são nojentos

Conheço pessoas de Paraíba que lá constumavam comer um tipo específico de formiga, e no interior de São Paulo há quem come também. Juro que para classe média norte-americano, coração de galinha é uma coisa nojento. Aprendi a gostar, rapidinho - mas recusei na primeira churrascaria.

Para naturista, foto de gente pelado, ou de criança pelada, não é nada de fazer tremer o céu e a terra. O naturismo parece impossível para quem nunca experimentou, mas a novidade passa em uns vinte minutos.

Mas promotor e juíz não experimentam naturismo durante vinte minutos. Eles vejam "fotos de crianças peladas", e reagem com gringo enfrentanto "entranhas de galinha" pela primeira vez. Com nojo.

Há saída? 


A experiência própria com naturismo já muda preconceitos. Na hora de prisão de um naturista, e a acusação de que ele tem fotos de crianças peladas, não há muito a fazer. Já vimos no caso Colina do Sol de que não tinha mesmo foto de criança pelada (a não ser na capa de uma edição de Brasil Naturista para qual Marcelo Pacheco enfrenta processo civil), mas isso não é obstáculo nem para a polícia nem a imprensa - eles inventam.

Não podemos esperar que juiz ou promotor vai fazer experiência própria de naturismo. O que eles fariam, é ler um parecer, de um jurista de renome, que aponta que não há crime em simples nudez de menores.

Porém, juristas famosas cobram caro para fazer um parecer. Uma coisa destas não pode ser feito com pressa, é preciso examinar a lei e a jurisprudência. Havendo algo que o advogado de um naturista poderia já apresentar para o juiz (e para a mídia, também) haveria um chance muito melhor de o acusado seria solto, e talvez nem denunciado.


O que podemos fazer aqui, é citar quanto é comum, e aceito, a publicação de fotos de crianças peladas, até na primeira página de jornal. E fizemos isso, com exemplos. Podemos notar os absurdos lógicos, na argumentação feito. E fizemos isso.

Mas o que o próximo Nelci-Rones precisaria - e podem confiar que haveria um próximo, e alguém que confia que seria outro, será enganado - seria um parecer jurídico.

A hora de prepara é agora, e não quando a polícia e a imprensa estão na porta, buscando fama e IBOPE ao custo dos outros. Naturistas já se mostraram um alvo fácil, que pode pegar um e os outros fogem, ou como no caso Colina do Sol, até participariam, contando mentiras sobre inocentes.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O navio à pique

"Estamos na mesma viagem. Um sempre está tentando empurrar outro na água. Mas somente um louco faria um furo no barco."

É a sabedoria do recém-eleito rei dos gnomos no Quinto Elefante de Terry Pratchett, sobre uma manobra antes mesmo da coroação.

Os naturistas brasileiros tem menos sabedoria do que os gnomos. A corja da Colina usou falsas acusações de pornografia infantil contra Fritz Louderback e Dr. André Herdy, e três anos depois, a mesma arma foi usada contra Nelci Rones da Sousa em Tambaba. Dia 26/2, a Federação Brasileira de Naturismo (FBrN)realizaria uma eleição de novo presidente e diretores em Praia do Pinho - e para vários cargos, há uma chapa única dos caluniadores. Vai oficializar a denúncia falso como praxe entre naturistas brasileiros.

São todos loucos?

Naturis antiga, nomes conhecidos

Recebi final de semana retrasada uma copia, bastante mofada e com umas páginas grudadas, de uma edição da revista "Naturis". É bastante antigo, pois há uma foto de Marcelo Pacheco jovem, magro, e bonito - deve ser antes que ele dominou o truque de captar com a lente, a alma do retratado. Reproduzo ao lado, a lista dos responsáveis e colaboradores. O "Conselho Diretor" inclua Carina Moreschi e Marcelo Pacheco.

Priscila Zancheta está em Italia, ouvi falar, e portanto além do alcance da Justiça brasileira. Mas até por isso, ela poderia servir como a conexão internacional que qualquer "rede de pedofilia" precisa para alcançar destaque no noticiário.
Seguindo pelos nomes, encontramos "Richard West - Canadá" com um endereço @virtuallyMagazine.com. Naquele site encontramos uma fita VHS - alguém ainda vende fita VHS! chamado "Nude in the South of Brazil", com o reconhecível restaurante da Colina do Sol ... e crianças peladas, uma de bunda para a câmera.

Richard West é um fotógrafo naturista conhecido; já até vi seus livros em livrarias. Mas ouvi dizer que foi um filme dele que saiu aqui com o título "As Crianças da Colina" que resultou no Termo de Ajuste de Conduto com o Ministério Pública de Taquara, que proibiu que crianças seja fotografadas nuas na Colina do Sol.

A Promotoria recusou quaisquer informações. Não anotei as palavras da moça Cassandra do cartório, mas ela não queria fornecer algo que poderia ser usado contra "a diretoria da Colina" - deste frase tenho certeza. Até me recusou uma cópia do TAC - a do link veio de um sócio. Ficamos, então, no ouvi dizer.

Ouvi dizer também que Marcelo Pacheco participou desta produção do Richard West, e foi para salvar Marcelo Pacheco de problemas, que o TAC foi assinado.
Continuando, encontramos, sob "Tradução", o nome de ... Fritz Louderback, o principal acusado do caso Colina do Sol.
Entre os que colaboraram com a edição é a FBrN, os moradores da Colina do Sol, e de novo, Fritz Louderback.

E bem embaixo, Agradecimentos: Paula Andreazza e Celso Rossi.

Numa outra exemplar da revista, sob o batuque de Marcelo Pacheco, encontrei uma carta de Nelci Rones de Sousa, preso este dezembro passada, também com fotos naturistas de crianças. Estou informado que a policia deu muito peso às revistas que Nelci Rones guardava em casa - Playboy, e Brasil Naturista, também de Pacheco.

O que é a diferença?

Mas claro que haja uma diferença enorme entre as evidências pegas com Fritz Louderback, Barbara Anner, Dr. André Herdy e Cleci, e as fotos naturistas comportadas da revista Naturis ou seu sucessor, Brasil Naturista? Nem tanto.
Na página 12 deste número de Naturis, há uma foto de Laura, uma menina que nasceu sem os antebraços, comemorando que dinheiro foi conseguido para seu tratamento - devido ao mofo [NE: troquei por uma cópia melhor] , repito o texto ao lado.
Vitoria!!

Graças à colaboração daqueles que, tocados pela necessidade urgente de Laura resolveram ajudá-la, hoje seus sonhos aumentaram. Obrigado de coração a todos os doadores, ao pessoal da A.A.N.R e à Linda Berry, da revista "The Bulletin". Valeu!
Acho que foi Linda Berry que me mandou um xerox da página do Bulletin em que saiu a propaganda que arrecadou o dinheiro. Eu a queria para que meus leitores poeriam a ver com seus próprios olhos, pois esta propaganda foi a "imagem mais significativa" - quer dizer, o pornô mais pesado - que o FBI americano encontrou no laptop de Fritz Louderback.

Delegado Juliano Brasil Ferreira encaminhou o computador de Fritz Louderback para ser examinado pelo FBI. Nós já lemos aqui o relatório do FBI, traduzido do inglês e do informatiquês, para o português.

Conforme Agente Especial (SA) John D. Whitaker:


Uma das imagens mais notáveis era "Laura5_02.pdf", localizada em C:\Documents and Settings\Fritz\My Documents\Fritz's Pictures\Older Pics\FRITZ\Colina Stuff\Laura&Lucas\.
Esta imagem mostrava um menino e uma menina, impúberes, posando nus enquanto dançavam, com a legenda "Can. 2002: Laura, 7 anos, usa suas próteses numa lição de dança com seu irmão Lucas, no Centro de Recreação Nudista e Naturista Colina do Sol, Brasil." Texto adicional contido na imagem suspeita:
Propaganda Paga
Laura cresceu e suas próteses não servem mais.
Sem possibilidade de obter estes no Brasil,
mais uma vez Laura precisa de nossa ajuda.
As doações podem ser feitas mandando um cheque ou remessa para:

Laura's Fund
US Bank Community Service
Account Number 1-534-9082-9857
P.O. Box 64799
Saint Paul, Minnesota 55164

Com a ajuda de Nudistas e Naturistas, Laura recebeu suas primeiras próteses no Shriners Children's Hospital de Tampa em setembro de 2000. Com nossa nova ajuda, Laura logo receberá seus novos braços, muito necessários.

Obrigado.


"Uma das imagens mais notáveis"
Este foto é maior indício de pornografia infantil que os esforços conjuntos da FBI e da Polícia Civil gaúcha encontraram nas suas perícias dos computadores de Fritz Louderback e Dr. André Herdy: uma propaganda publicada no boletim da Associação Americana para Recreação Nua.

Naturis não imprimiu a foto da Laura e seu irmão dançando na Colina, e a foto ao lado é discreta - nela não precisei usar pontinhos brancos para ficar dentro das régras de Blogger. Mas há outras fotos neste e noutros números de Naturis, de crianças peladas, igualmente "explicitas". Ou talvez mais: a humidade grudou as páginas coloridas nesta revista velha, e posso avaliar somente as preto-e-brancos.

Fritz e Barbara tinham outras fotos, sim, que eu vi no Palácio do Ministério Publico, na audiência do senador Magno Malta. Fotos de familia, de netos e sobrinhos de Barbara. Uma, lembro, de uma criança pintando uma cerca numa área naturista. Não dava para saber se era menino ou menina - e não importava. Era uma criança pintando uma cerca, e só.

O Senador mostou outras fotos, estas pornográficas, sim - mas foram plantados pela polícia. O inquérito disse que vierem dos CDS. O laudo do IGP/IC que comprova que não houve porno nos CDs - que alqueles fotos foram plantadas - ainda não estava pronto, mas o Departamento de Homicídios segurou os laudos que comprovavam que nada tinha nos computadores, até que a CPI tinha ido embora.

Fotos de crianças peladas são ilegais?

Eu já respondi à esta pergunta faz quase dois anos, com exemplos de jornais de grande circulação. Não são ilegais. As fotos da Naturis, e as fotos de Brasil Naturista, não infringem o Código Penal ou ECA. Mas tampouco as fotos de Fritz Louderback infringiram.

Agora, os dois processos que Marcelo Pacheco responde para usar foto de criança pelada sem permissão da mãe, são assunto da Código Civil.

Os indícios contra Marcelo Pacheco

As processos em que Pacheco é réu por fotos de crianças peladas são civis e não criminais - mas quando a polícia fala com a imprensa, esta diferença tende a ser esquecido. Um freqüentador antigo da Colina do Sol me contou que Pacheco estava envolvido no processo administrativo que deu no TAC. Suas encrencas sobre fotos de crianças peladas, seriam então três. E colaborou com Fritz Louderback, no envio de Laura ao exterior. Foi com sua mãe e para tratamento médico, mas para o delegado e a imprensa, foi "tráfico internacional de crianças".

Vimos, então, que os motivos para justificar a prisão de Marcelo Pacheco, e manter-lo preso - os processos civis mostram que ele foge de oficiais de justiça para não ser citado - são muito mais fortes do que os motivos que colocaram e mantiveram Fritz Louderback e Dr. André Herdy na cadeia.

E o nome de Marcelo Pacheco não é o único naquela revista. Reconheci outros.

É para morrer juntos?

Contra a acusação de pedofilia é dificílimo de se defender. Realmente, uma vez que a imprensa a espalha, como fizerem com Dr. André, Fritz, e Nelci Rones, o estrago é irrecuperável. A condenação e a pena vem junto com a acusação. O processo fica sem o poder de, de fato, inocentar.

É um perigo ao qual todo naturista é vulnerável, e todo naturismo. Vimos em Tambaba que o alvo real não era Nelci Rones, mas a praia naturista, que impedia um empreendimento imobiliário. Em Colina do Sol, tanto Fritz quanto Dr. André ameaçavam o ciclo de enganar-espremer-expulsar da esquema de estelionato. A acusação servia os fins da corja.

João Olavo Rosés e Etacir Manske fizeram as acusações falsas no caso Colina do Sol; Marcelo Pacheco agiu para tirar Dr. André na presidência da FBrN, e para manter-lo quatro meses a mais na cadeia.

Furaram o barco, e a eleição no final do mês vai colocar a leme nas suas mãos. A agenda do CONGRENAT lista para dia 27 "Apresentação do Plano de Trabalho da nova diretoria." Mas não importa onde eles dizem que pretendem navegar: o barco vai para o fundo do mar.

CONGRENAT será em Praia do Pinho, Feb 25-27, 2011

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Nelci Rones, pedindo garantia de vida

Sr. Nelci-Rones de Sousa, preso 37 dias no central da polícia de Paraíba, desde sua prisão e condenação sumário pela imprensa local, acabou de ser transferido para um dos presídios mais perigosos do estado. Seu filho, Nelci Rones Júnior, pediu a divulgação da carta abaixo, em que ele implora, aos poderes oficiais e não-oficiais, pela segurança física do seu pai.

"Ver o sol nascer quadrado" não é de tudo ruim, quando se sabia que existia uma boa chance de não chegar a ver a sol nascer de maneira nenhuma. E parece que isso é a situação em que Nelci se encontra.

Nelci Júnior pede a divulgação da carta, dizendo que "Tudo que fizermos é válido, a situação chegou ao máximo do tolerável."

Há motivos sérios de preocupação. A transferência do Nelci-Rones para uma cela super-lotada - há 27 na cela, ouvimos - é talvez um sinal que nos meios oficiais, alguém percebeu que faltando evidências que poder sustentar uma condenação, uma maneira de evitar que o processo que pode complicar a polícia e o MP, é evitar o processo, pelo falecimento do réu.

Mas também os presos, ao contrário da polícia, MP, ou jornalistas, não tem fama ou audiência a ganhar impondo culpa no Rones. Fritz Louderback estava preso no RS numa ala reservado onde estavam presos muitos ex-policiais, e eles reconhecerem de imediato que sua prisão era uma farsa. No famoso caso da Escola Base - citado de novo pelo Lula poucos dias antes de deixar a presidência - posso dizer também que os presos foram muito mais abertos aos fatos do que os jornalistas, que só queriam saber de algo que sugeria culpa. Mas houve outros casos - o do Geovan Joaquim da Silva vem imediatamente a mente - em que baseado nas notícias falsas do TV, acusados sofreram agressão de todos os tipos na cadeia.

A transferência repentina do Rones, quando até a promotora tinha recomendada que ele fosse mantido no Central da Polícia para sua própria segurança, é uma medida oficial que coloca em risco a segurança física de Rones, e pode ser acompanhado por outras medidas, não-oficiais mais partindo das mesmas repartições, com o mesmo fim.


 
A
Corregedoria Geral da Justiça da Paraíba
Corregedoria Geral do Ministério Público da Paraíba
Secretaria de Segurança Pública da Paraíba
Comando da Polícia Militar da Paraíba
Grande Oriente do Brasil – Paraíba
Loja Maçônica Arlindo Correia
Centro de Defesa dos Direitos Humanos
Órgãos de Imprensa da Paraíba

Aos cuidados dos responsáveis pelos órgão supracitados

Senhores,

Meu nome é Nelci Rones de Sousa Júnior, 27 anos, bancário, casado, filho de Nelci Rones Pereira de Sousa, 55 anos, estudante, agricultor, que encontra-se encarcerado na Penitenciária Modelo Desembargador Flósculo da Nóbrega (Presídio do Roger) desde o dia 20 de Janeiro de 2011, após ficar preso na Central de Polícia de João Pessoa desde 14 de Dezembro de 2010.

Venho através desta esclarecer alguns fatos e solicitar a ajuda dos senhores no que diz respeito a integridade física, moral e psicológica do meu pai, pois, apesar do grande empenho dos administradores, diretores e agentes dos presídios do estado em manter a ordem e garantir a integridade dos apenados, é impossível manter o controle total sobre os mesmos, tornando a estada temporária do meu pai com sério risco de morte.

Dos fatos:

Meu pai foi preso dia 14 de Dezembro de 2010 através de um decreto de prisão temporária expedido pelo fórum de Caaporã, acusado do crime de pedofilia, após investigação de cinco meses, onde encontraram fotos de crianças e adolescentes nuas na praia de Tambaba e em sua residência.

Acontece que meu pai é um reconhecido naturista há mais de 20 anos, utiliza e defende sua filosofia de vida e as fotos encontradas, em sua maioria, são de nós, filhos e família, desde que éramos crianças. Tenho duas irmãs, uma de 29 outra de 17 anos que estão, também, na maioria das fotos. As demais fotos são de famílias que frequentavam o naturismo e a residência do meu pai. Não existem fotos de pornografia ou sexo explícito, como dito da acusação, mas sim fotos de nudez, sem maldade ou malícia, como prega a filosofia naturista.

Em cinco meses (agora seis) de investigação não foram encontrados quaisquer vestígios de comercialização ou divulgação das fotos pela rede mundial de computadores (Internet). A não ser há dez anos atrás quando meu pai era presidente da Sociedade Naturista de Tambaba, e alimentava o site da praia, www.tambaba.com.br, voltado inteiramente a filosofia naturista, como diversos sítios encontrados na Internet no Brasil e no mundo, com a devida autorização dos fotografados. Desde que saiu da presidência do órgão, retirou as fotos e o site do ar.

Vale ressaltar que no inquérito foram ouvidas diversas pessoas e que somente uma testemunha ouvida, uma empregada doméstica que trabalhou com meu pai há 5 anos atrás e que se desentendeu com ele na época, motivo pelo qual foi demitida, acusa meu pai de atentado ao pudor a adolescentes. Acusação veementemente negada pelas supostas “vítimas” em depoimentos igualmente constantes no inquérito. “Vítimas” essas que hoje são maiores de idade, não detém de nenhum trauma psicológico, mantém suas vidas normalmente, algumas casadas e com filhos, afirmam que meu pai sempre as respeitou e nunca tentou qualquer ato libidinoso, além de nunca prestarem queixa ou denunciarem meu pai, mantendo amizade até hoje.

Bom, mas este contraponto cabe a defesa no momento oportuno.

O motivo real desta carta é pedir, como filho, cidadão idôneo, formador de opinião e que acredita na justiça e nos direitos humanos, garantia da integridade física do meu pai. Tenho medo do que possa acontecer ou ter acontecido com ele desde que foi transferido para o Roger, pois, como dito pela Dra. Cassiana Mendes, promotora de Caaporã, a mim e a meu advogado: “é melhor seu pai ficar na Central de Polícia em cela separada, pois no presídio os presos têm suas lei próprias” e esse tipo de crime, mesmo sem comprovação ou julgamento é reprimido de forma brutal pelos apenados.

Quanto a transferência do meu pai: foi solicitada pelo(a) Juiz(a) da comarca de Caaporã, através de ofício entregue à Central de Polícia no dia 20 de Janeiro de 2011. Não conheço claramente as leis que regem este tipo de prisão, mas não entendi o motivo da transferência, pois meu pai estava encarcerado em cela separada, como solicitado pela promotora, e por lá ficou durante 37 dias, aguardando o desenrolar do processo, sem prejudicar ninguém, tendo como única despesa a alimentação, dada três vezes ao dia (que me proponho a pagar, se for o caso). E, nas vezes em que fui visitá-lo, percebi que encontravam-se várias celas vazias, o que dá pra entender que não há superlotação, ao contrário do presídio. Sei que a carceragem da Central de Polícia é para presos provisórios, mas não é este o caso do meu pai? A cela não era o melhor lugar para se viver, mas pelo menos tínhamos assegurada a integridade física dele e éramos muito bem recebidos pelos delegados, agentes e carcereiros.

Recebam por favor o meu apelo. Não sei se esta carta vai ajudar, mas peço que me entendam como um filho que não quer ver seu genitor, a pessoa que o criou com todo o amor e ensinou tudo sobre honestidade e respeito ao próximo, vítima mortal da injustiça que estão fazendo.

Agradeço desde já a atenção dispensada.

João Pessoa, 24 de Janeiro de 2011.

Nelci Rones de Sousa Júnior
 

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Sol na praia, luar na neve

Estamos na época de Natal, como lembra em carta aberta o filho de Nelci Rones Pereira de Sousa, preso perto da praia de Tambaba, quase exatamente três anos depois que eclodiu o caso Colina do Sol, com acusações igualmente pesadas - e evidências igualmente insubstancias, e igualmente chamado "Operação Predador".

O Correio em João Pessoa acaba de soltar o título que "Delegado diz já ter provas em caso de pedofilia", mas o corpo de notícia informa que "Segundo o delegado, as meninas ouvidas disseram que não foram abusadas pelo acusado..." Não tem provas, e indo assim, não terá.

Para repetir, notícias nestes casos se entende pelos buracos, porque jornalista brasileira não informa, somente acusa. Se algo fortalece a acusação, é notícia; se comprova inocência, é caso de retorcer ou esconder.

Mostraram as fotos - não são pornográficas. Ouviram as meninas - não foram abusadas. No Rio Grande do Sul, nesta etapa, o próximo passo da polícia foi de torturar menores para "confessar" abuso, chamar uma psiquiatra desqualificada para "interpretar" as declarações de outros menores ("palavra de menor tem peso especial nestes casos" vamos ouvir - que não vale quando a palavra é "não aconteceu"), e plantar evidências.

Tudo do que vimos até agora, é exatamente o que veremos, se o Sr. Nelci Rones for inocente. Daqui em diante, começam as mentiras, e as alegações que "sigilo de Justiça" veta maiores informações sobre o caso. Incoerente, pois teria proibido o que já saiu com tanto barulho.

Agora policias e promotores vão se distanciar de fatos comprováveis para vagar pelo campo de psicologia, e abandonar acusações específicas que precisam se encaixar em algum artigo da Código Penal, e partir para a difamação, anunciando qualquer coisa que pode servir para macular quem foi, esta vez, "pego por Cristo".

Polícia, imprensa ...

Da polícia tivemos a truculência de sempre. Da imprensa, a eterna postura de claque apto a aplaudir e acreditar em qualquer um que acusa, de publicar manchetes que são desmentidos pelo corpo da notícia, de posar de paladino quando está brigando com seus pares para tomar o frente no posse de linchamento.

Para acreditar neste história, nestas "evidências", nesta interpretação da palavra das meninas que afirmaram claramente não foram abusadas, somente quem é desonesto ou incompetente.

Mas a polícia que temos, conhece os jornalistas que temos.

... e naturistas

E os naturistas. As reações que temos até agora são do Sr. José Antônio Ribeiro Tannús, que enfiou a cabeça na areia com a rapidez conquistada com muita prática. Depois, SONATA convocou uma reunião de emergência para "posicionamento desta Sociedade com relação ao ocorrido". O estimado presidente do ONG da Praia do Pinho sugere que está na hora de aderir aos padrões, e enforçar o que ele chama da "Código de Ética" - que não é um Codigo de Ética, que é um dos raízes do problema.

A prefeitura de Conde pegou a praia de Tambaba de volta de Sonata - mas já fez isso dia 22 de novembro, uma leitura mais cuidadosa revela. As acusações na casa Colina do Sol foram contra quem investigava irregularidades financeiras. Há algo atrás desta diferença de data que ainda não foi explicado. E deve ser.

Trenó

Nelci Rones Júnior, na sua carta aberta, detalhou os fatos, e fez uma réplica as acusações. Foi claro e focado - algo que vamos ver cada dia menos da polícia e da imprensa, conforme aumenta sua pressa e sua fúria para sustentar as acusações que já fizerem. Que são insustentáveis, pois falsas.

Mas no final, Júnior lembra de Natal.

Moramos num país tropical, onde estranhamente em pleno verão se pode encontrar neve num shopping. Os Natais da minha juventude era no visual iguais aos visões do marketing norte-americano; a realidade era de um frio brutal. Mais longe da praia de Tambaba, impossível.

Mas pensei naqueles ícones de Natal de outro hemisfério, e entendi a estratégia dos naturistas quando lembrei do trenó.

Não, não o trenó de Papai Noel - a decisão da TJ-RS que dizimou a indenização do Ratinho para Colina do Sol será publicado esta sexta-feira, e a Colina não vai encontrar um presente na meia, mas somente uma pedra de carvão.

Lembrou daquele trenó russo. Um noite de luar na floresta, a turma no trenó voltando da festa, e entre as sombras das árvores, outros vultos que se movimentam, e uivam e ficam cada vez mais próximos. Dá para ver o branco dos olhos, as bocas abertas, as dentes afiadas. E um é escolhido, e jogado para os lobos, e enquanto param para comer, o trenó, agora mais leve, se afasta.

Mas é por pouco tempo. Eles retomam a caçada, e logo é hora para outro ser jogado.

Pois é preciso preservar o trenó. "Não podemos permitir que a filosofia adotada pela Sonata seja confundida pelo mau comportamento de um membro", como disse a presidente da Sonata, Gione Pereira.

No luar da Sibéria, entendemos o que vai passar na praia de Tambaba, sob o sol de Paraíba. Será a mesmo que deu antes em Taquara, e o que dará na próxima vez que os lobos atingem o trenó. Quem foi jogado e está sendo jantado não foi nós, então porque olhar para trás?

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Tambaba , entre o diabo e o profundo mar azul

Nelci-Rones, em Tambaba
A prisão de Nelci-Rones Pereira de Sousa, diretor, ex-presidente, e dono de carteira número um da Sontata, que administra - ou agora, administrava - a praia de Tambaba, a mais famosa praia naturista do nordeste do Brasil, mostra de novo quanto naturistas são vulneráveis a este tipo de acusação, e quanto o naturismo organizada carece de preparo - e ainda mais, de vontade - de defender-los nestas horas.

Enquanto Rones está vendo o sol nascer quadrado, no Estado "onde o sol nasce primeiro", vamos tratar logo do "elefante na sala" - Rones é culpado de fazer e comercializar fotos pornográficas e abusar de crianças, ou não?

A imprensa mostra prisão, acusação, afirmações mirabolantes sobre evidências e vítimas. Porém, é preciso lembrar que a imprensa não procura investigar os fatos, mas somente comprovar a acusação. A acusação que sai publicada não é aquela cujos alicerces vão mais fundos, mas aquela que voa mais alto.

Os fatos, nestes reportagens, se sabe pelos buracos - quando o que sai no jornal é uma coisa diferente do que seria, caso houvesse uma acusação real e comprovada. Vamos examinar os que as reportagens afirmam, de maneira quantitativa e qualitativa.

Os 500 Fotos

Quase todos as matérias falam em 500 fotos. Primeiro, o número cru. 500 fotos é 15 rolos de filme; se Rones tirasse 10 fotos por fim de semana, é um ano de fotos. A quantidada não é nenhum exagero. É até baixo: a afirmação é de "100 vítimas", e cinco fotos por sujeito não parece coerente com a tese de comercialização.

O que são as fotos? Terra informa que:

De acordo com informações oficiais, as imagens apreendidas possuiriam "nítida conotação pornográfica", sendo que "os próprios pais permitiam que as crianças e adolescentes fossem fotografadas e o produto publicado". A suspeita é de que seja realizada a comercialização das fotos e de vídeos para sites internacionais.

O Globo fala que "mais de 100 crianças e adolescentes foram fotografados nus pelo acusado".

Como já mostramos aqui, foto de criança nua não é crime. A Folha acabou de publicar mais uns três este domingo, ilustrando reportagem sobre pessoas que na presidência Lula subiram de pobreza para classe "C".

A frase chave aqui é "nítida conotação pornográfica". A diferença entre "pornográfica" e "nítida conotação pornográfica", é a diferença entre uma oceano de água, e uma noção de água. Um promotor nunca, depois uma operação cinematográfica, fala "Não encontramos evidência". Ele fala de "indícios" e "conotações" e "pistas importantes que podem levar ...". E de "conotação".

A tradução de "A suspeita é" nestes casos é "Não foi comprovado".

O Diário de Pernambuco oferece outra descrição, fala que Rones foi "...acusado de utilizar a filosofia naturista para cooptar, recrutar e fotografar crianças nuas, muitas vezes em posições sensuais."

Vamos traduzir. "Muitas vezes em posições sensuais" quer dizer, "Muitas vezes não, e não passava disso."

E há a afirmação de que os pais de 100 crianças permitiram as fotos. Se alguém em Paraíba queira fabricar pornô, não duvido que encontraria um ou outro pai que venderia suas filhas - a prostituição infantil é um problema lamentavelmente endêmico no país. Mas pais de 100 crianças? Numa praia com um número limitado de freqüentadores fieis? Você acredite?

Agora, o assunto de abuso. Lendo as matérias no internet, há uma falta notável de afirmações das próprias crianças de que foram abusadas. Ouvimos - de novo de O Globo - de que "Testemunhas disseram ainda que os menores também eram vítimas de abusos sexuais praticados por Sousa." Que testemunhas são estes, e como eles saberiam?

- São inúmeras as fotografias de crianças que, em tese, primeiramente eram levada para Tambaba, para se customizar a situação naturista. Depois, seguiam para a residência do investigado, onde eram fotografadas e abusadas sexualmente - salienta o promotor. (Promotor de GAECO Octávio Celso Gondim Paulo Neto)

"Em tese" é outra vez, palavra-código para "não foi comprovado".

O Globo termina a matéria com uma das afirmações de sempre, para impor uma pátina de seriedade: "Sousa era investigado havia cinco meses."

Imagine. A policia ouve que alguém está comendo criancinhas, e deixe ele continuar durante cinco meses, e neste tempo todo, não consegue o prender em flagrante. Dá para acreditar? No caso Colina do Sol, a polícia também afirmou que estavam investigando faz seis ou oito meses, e uma leitura do inquérito mostra que isso, também, foi mentira. No caso de Rones, as reportagens dizem que ainda vão investigar se os fotos de Rones sairem em sites. Se não determinaram isso ainda, que diabos estavam fazendo durante cinco meses?

Permissão dos pais

Aspecto interessante é que um dos supostos pecado de Rones era "convencer os pais a deixar seus filhos serem fotografados". Bem, Marcelo Pacheco do site Brasil Naturista, está sendo processado por fotografar crianças sem permissão dos pais. Há outro processo assim pendente contra ele em Pernambuco, no comarca de Carpina, no caminho de Recife para Tambaba. E outro processo do mesmo teor na mesma comarca, contra Celso Rossi.

Se com permissão dá processo, e sem permissão dá processo, parece que não há uma escolha correta.

O antipático sr. Rones

Não sei se eu cheguei a conhecer sr. Rones, quando passei em Tambaba no congresso INF-FNI em 2008, na ilusão de que entre os naturistas encontraria apoio para Dr. André Herdy.

Sr. Rones, até onde eu sei, não fez nenhuma gesto ou palavra de apoio ao Dr. André. Além disso, ouço que ele militava contra homens solteiros e homossexuais na praia. A discriminação contra homossexuais é mais uma manifestação da intolerância ora contra judeus, bruxas, negros, anarquista, comunistas - e agora contra quem é acusado de pedofilia. Alguém que conhece bem o lugar e o homem, disse que ele constantemente fiscalizava o comportamento dos outros na praia, brigando com quem não se encaixava na sua visão rígida de naturismo.

Não conheço Rones, pouco conheço Tambaba. Culpado ou inocente, o homem tem o direto de ser considerado inocente até julgado. A prisão na televisão, com coletivas da Promotoria, já imponha uma condenação na opinião público que nenhum veredito nunca vai apagar. O que foi mostrada das evidências até agora é de fragilidade extrema. Se, eventualmente, encontram provas mais robustas, pode ser que isso condena Rones - mas ainda assim, não inocenta a polícia e o GAECO de ter agido numa maneira criminal agora na prisão espetacular dele.

E a FBrN

A Federação, como qualquer Federação, tem como uma das suas funções principais servir como o voz para o mundo daqueles que reune e representa. A importância da função aumenta num momento de crise.

Mas a FBrN falou não para o mundo, mas para o umbigo, emitindo uma comunicada interna para gerentes de áreas naturistas, afirmando que a prisão do ex-presidente de SONATA não contamina a FBrN.

A afirmação remete aos agentes que fazem revistas, agora bastante íntimas, nos aeroportos dos EUA. Estão sempre de luvas de borracha - que não trocam entre um passageiro e outro. As luvas não estão para proteger o passageiro, mas o agente da sistema: o importante é que nada acontece com ele, se chegar a transmitir chatos entre viajantes, o problema é deles.

A FBrN está blindada contra esta acusação, ela disse. Não se importa com o que acontece com Nelci, como não se importava com o que aconteceu com Dr. André Herdy, e como não se importaria com o que acontece com você, leitor. A Federação não existe para os naturistas, existe para si mesma.