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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Memórias de Ilha Grande

No site do Jornal Olho Nu, lemos hoje que:

Neste final de semana passado a famosa e bela Ilha Grande, no litoral sul do estado do Rio de Janeiro, recebeu um grande grupo de naturistas paulistas e cariocas para fazer turismo. Embora não haja nenhum local oficial na região onde se possa ficar nu, os visitantes descobriram locais desertos e tranquilos para a prática de nosso estilo de vida.

Pode ser. Mas não foi sempre assim. É bom relembrar o local mais oficial de Ilha Grande, seu estabelecimento mais famoso, ou pelo menos mais notório: o Instituto Penal Cândido Mendes, ou Colônia Penal Dois Rio.

Um dos detentos mais famosos foi Graciliano Ramos, e o lugar é descrito no seu "Memórias de Cárcere", que tirei do estante ao ver a nota em Jornal Olho Nu, lembrando um trecho do livro, mas que parece anterior ao transferência para Ilha Grande:

Graciliano Ramos
Numa dessas passagens matinais deu-se coisa burlesca. Diversas pessoas no Pavilhão, sem querer, entregavam-se ao nudismo. Saíam do banheiro, iam secar preguiçando nos cubículos, andando na Praça Vermelha, e esqueciam-se de vestir-se. Estava assim Newton Freitas, oferecendo a um magote ocioso conversa loquaz e gargalhadas imensas, quando se entreabriu a cortina de lona e a figura de Eneida apareceu. Com impudência tranqüila, o homem deu um passo e cumprimentou.

- Você está decente para falar com senhoras, murmurei tocando-lhe no ombro.

– Puxa! Com os diabos!

Recuou, quis envolver-se na toalhinha de rosto, mudá-la em tanga, acocorou-se rapidamente por detrás dos companheiros, morta a alegria num instante, encabulado em excesso.

Vol 1, pp 210-211

Umas das "senhoras" ele identifica na mesma página como Olga Prestes. Fala bastante do Barão de Itararé, também preso pelo polícia de Vargas. Uns anos antes, Itararé tinha impresso no seu jornal em fascículos a história de João Cândido, herói da Revolta da Chibata, e em seguida foi sequestrado e espancado por oficiais da marinha. Voltou à redação e afixou uma placa na sua porta: "Entre sem bater".

Impossível não mencionar a presença do Barão de Itararé na Ilha Grande, comentando uma visita pelo Marquês de Abricó!

Outro preso em Ilha Grande foi Fernando Gabeira, autor da "Lei Gabeira" que legalizaria naturismo no Brasil. O projeto de lei afundou com a prisão do então presidente da FBrN, Dr. André Herdy, sob acusações falsas. Vale lembrar também a prisão do ex-presidente de Sonata, Nelci Rones, outra prisão sem evidência, mas que serviu como pretexto para diminuir em dois terços a extensão da área naturista da praia de Tambaba.

Vimos então que na Ilha Grande naturismo não era raro no presídio - e que no Brasil, naturistas não são raros nos presídios. E falamos aqui somente dos inocentes. Imagine quantos terão quando os culpados começar cumprir regime em que o "banho de sol" é somente uma hora por dia!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Fotos de crianças nuas: Pacheco explica

Com esta imagem evitamos danos duplos.
Poupamos Marcelo Pacheco do uso da sua imagem.
E poupamos nossos leitores de uma imagem de
Marcelo Pacheco.
Damos a palavra hoje para Marcelo Pacheco, dono e editor da revista Brasil Naturista e do site www.pelados.com.br. É difícil conseguir os pensamentos originais de sr. Pacheco - até o nome da revista era de outro, e ele registrou como sendo seu - mas conseguimos para nossos leitores as palavras dos seus advogados, em juízo. Mais sincero, impossível.

O caso é 015/1.09.0002398-2, na comarca de Gravataí, RS, onde Marcelo Pachedo está sendo processado por ter colocado na capa da sua revista o filho de quatro anos de Luciano Pinheiro Fedrigo. Preciso tirar o chapéu para os defensores de Pacheco pelo seu discernimento e cultura na escolha da quase a totalidade das evidências apresentadas:  anexaram ensaios de raro profundidade e lucidez sobre naturismo brasileiro, ainda que com estranhas falhas de português.

Porém, apesar dos anexos que comovem pela força implacável da sua lógica, confesso que não consigo seguir os argumentos dos advogados. Com meu entendimento leigo de direito, umas contestações soaram falsos, o que foi confirmado por advogado. Por exemplo, não é verdade de que quem foge de oficial de Justiça durante três anos ganha como prêmio o direito de não pagar. E as afirmações que os advogados fazem sobre o papel de Marcelo Pacheco no caso Colina do Sol são irrelevantes, mas também são mentiras. Se Pacheco mentiu para os advogados, ou os advogados mentiram para o juíz, não sabemos.

Mas vamos ao Pacheco sobre fotos naturistas. Ele esclarece, por meio dos seus advogado, de que:

Naturista não sofre dano quando foto seu pelado é publicado:

Observa-se de que o menino que é sustento da presente ação, filho do autor Luciano, irmão de Cristiano e afilhado de André Herdy, na época Presidente da Federação Brasileira de Naturismo, estava no evento com os padrinhos e este autoriza formalmente o uso da imagem. A presença do menino em eventos naturistas é uma constante, já que residia na Colina do Sol, reduto exclusivamente naturista, portanto a sua presença nu, embora a foto assim não o demonstre, não lhe causa qualquer abalo ou dano.

Permissão dos pais para publicar fotos pelados dos seus filhos não é necessário, se, no opinião do fotógrafo, "Os pais do menino se no local estivessem teriam autorizado ..."


Os pais do menino se no local estivessem teriam autorizado, como fez o padrinho, as fotos do menino, e a divulgação desta no Portal e na Revista, pois participaram e ainda participam do convívio próximo com o naturismo. Vide documento anexo que dá conta de que eles teriam inclusive lote residencial na Colina do Sol, local, que como dito anteriormente e de conhecimento público, é exclusivo reduto naturista.

Naturista acho normal que seja fotografada nu para e sua imagem seja vendida:

... e um fato corriqueiro e normal no mundo naturista, não tem apenas este vertente. Ora, se todo mundo está despido, se todas as fotos retratam o local e as pessoas, as pessoas aparecerão nas fotos, do modo que estão: nus. Não se susteniara a pretensão indenizatória, senão pela pretensão locupletacionista, não fosse outra a vertente auxiliar na inclinação do autor.

E sendo que o nudez é "um reflexo de verdade", os naturistas não se importam em ter seus fotos, ou os fotos dos seus filhos, assim expostos:

Daí a troca de um posicionamento que, caminhando ao lado da cultura naturista, e dela participando ativamente, traveste-se num novo entendimento, desta feita sentindo-se lesado por uma colheita de cena, que o menor - filho do autor - participara desde sempre, pois como diz a própria inicial, e que é reflexo da verdade, o menino criou-se na Colina do Sol, e convivendo com o naturismo. Portanto uma cena que reflete apenas um evento naturista, e que de forma alguma expõe o menino. Sinalando-se de que o padrinho do menor, que o leva ao evento, e que era, na época Presidente da Federação Brasileira de Naturismo, autoriza a foto.
Observa-se, e as publicações assim o demonstram que o movimento naturista é formado por famílias, e com regras rígidas de ética.

Pacheco esclarece para nos que o uso da foto sem permissão e sem compensação não deve ser indenizada, porque isso uso comercial é "sem ofertar ao mesmo qualquer prejuízo":

...exibição da foto alcança ao menor, filho do autor, de modo contextualizado, sem ofertar ao mesmo qualquer prejuízo, mormente por ser ele, e sua família, oriundo e praticante do naturismo e por estar no evento (Primeiro Acampamento Naturista do Sul do Brasil) assim como os vídeos e as publicações refletem eventos familiares.

Então, assim são as explicações de Sr. Marcelo Pacheco para a Justiça sobre a publicação e a distribuição pelo Internet de fotos de menores nus.

Quem discorda dele, pode reclamar com a Federação Brasileira de Naturismo. Ou pode reclamar no meio democrático das listas naturistas.

Nos próximos dias, vamos brindar nossos leitores com mais revelações de naturismo de Marcelo Pacheco, e dados exclusivas sobre o tamanho inacreditável do império de comunicação comandado por este barão da mídia naturista. Fique ligado!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

FBrN e CNCS: a verdade em falta

Recebi estes dias, repassado por um interlocutor de confiança, a notícia de que o Clube Naturista Colina do Sol saiu da FBrN. Houve uma primeira resposta na lista Peladistas, de que não seria verdade.

Realmente, nem o site do CNCS nem do FBrN, anunciam a desfiliação. Porém, isso não quer dizer que não aconteceu. A lei de omerta de naturismo brasileiro, de que "Não se fala mal de naturismo", é ideal para empreendedores tipo Celso Rossi, e empreendimentos tipo Colina do Sol, onde se alguém fala a verdade, não dá para quem vive disso continuar, e nem dá para quem já caiu na fria, passar o prejuízo para frente.

A verdade em falta

Mas quando todas as notícias vem do mundo de Pollyanna, a notícia toda perde a credibilidade, e perde a utilidade. Durante recente ressaca nas praias do sul, li numa matéria de Zero Hora um aviso do Federação Gaúcha de Surf: as ondas grandes são tentadoras, mas cuidado, ainda que parece que já passou o pior, as ondas arrancam redes de pesca, em que os surfistas podem ser enroscados. Notícia útil, e porque há notícias destas quando a coisa está ruim, quando a associação diga que dá para pegar onda, os surfistas sabem que dá.

Em contraste, a federação de naturismo nem avisa naturistas como evitar ser enrascado em "redes de pedofilia".

Mas, como saber o que está realmente acontecendo dentro da Família Brasil Naturista?  Vamos examinar o que é sabido, e pelas sombras, traçar a realidade.  

CNCS se livrou da diretoria do CNCS

Eleitos para a FBrN na vespera de Carnaval, três figuras da FBrN foram defenestrados dos conselhos do CNCS no domingo de Carnaval: Etacir Manske, Marcelo Pacheco, e João Olavo Paz Rosés. João Olavo, realmente, já tinha caido antes, com sua candidatura desqualificado por causa de dívidas com o condomínio.

Que o ex-presidente (Etacir) e vice-presidente (João Olavo) não foram conduzidas às cadeiras de conselho que pleitearam, em qualquer organização é um sinal de insatisfação das mais sérias.

Sabemos, então, que a Colina do Sol tem fartos motivos de quer distância de vários dos conselheiros da FBrN, e de todo o executivo, o presidente, vice-presidente, "secretária-geral", "diretor de comunicações" e "diretor de relações internacionais", todos sendo da Famila Brasil Naturista. Tem fartos motivos, ou talvez simplesmente estão fartos deles.

Na FBrN, mais que em outras organizações, não há diferença entre a organização e seus dirigentes. Não é somente que os atos da organização são os atos dos seus dirigentes - quer seria o caso até no organização mais nobre e isento - mas os motivos dela são os motivos deles; os fins dela, os fins deles.

Quem não quer os dirigentes da FBrN, não quer a Federação. E a Colina já mostrou, que não quer os dirigentes.

Tó dentro, tó fora ...

O CNCS já encomendou parecer das suas advogadas, de que não é associada a FBrN. Isso foi em 2007, quando a corja temia a fiscalização da FBrN sob seu então presidente, Dr. André Herdy. Encontraram uma maneira mais eficaz de se livrar do incomodo Dr. Herdy, fazendo acusações falsas de pedofilia contra ele.

Então o CNCS já estava fora da FBrN, sem que muito gente ficou sabendo disso. É uma afiliação que assumem quando conveniente, e ponha de lado quando não seja necessário. Mais um menos como uma dama da noite.

O caso Wagner

Quando a Sontata deixou a FBrN em setembro de 2010, eu entendi das notícias da FBrN sobre a eleição de que sr Wagner - aquele de cocar - não era mais conselheiro. Sua base não fazendo mais parte da federação, então nem ele também. Presumi que foi uma maneira de se livrar de Zé Wagner, sendo que tudo é jogo de personalidades na FBrN - a possibilidade de que o estatuto seria cumprido contra a conveniência dos "donos", nunca passou pela minha cabeça. 

Encontrei Zé Wagner de repente no banheiro do camping da Praia do Pinho em março no Congresso FBrN. Não tinha certeza que era ele no momento, pois sem o cargo porque estaria lá? e além disso, estava sem o cocar.


Ouvi depois que ele continuava conselheiro, sim. Pensei que eu tinha me enganado. Depois da eleição do CNCS, que deixou João Olavo, Etacir, e Pacheco para fora, entendi. Se o Wagner continuava, eles poderiam apontar um precedente: se eles próprios foram renegados pelo CNCS ou até expulsos dele, continuariam com o FBrN. Ainda sem o CNCS, poderiam de apresentar como manda-chuvas do naturismo brasileiro.

Ainda um assento

Ainda que o CNCS se retirasse da FBrN, a mercadinho da Colina continuaria associado. Sim, aquele mercadinho, onde Etacir vende secos e molhados, picolés e imóveis, é associado da FBrN e com ele dentro, o assento do Etacir Manske é seguro.

O mercadinho tem, realmente, tanto autonomia como empreendimento naturista, quanto o banheiro do camping da Praia do Pinho. Porque o banheiro não se associa, para poderia votar e assegurar um assento no Conselho Maior da FBrN? E porque um voto e uma assento só? Porque não um assento por cada assento do banheiro de Praia do Pinho, um homenagem ao lugar onde todo mundo é naturista (do que entendo, camisa pode, é a bunda solta que determina naturismo)?

E também, um homenagem ao que o FBrN faz.

Motivos de ficar livre deles

Os sócios da Colina do Sol já mostraram na urna, o desejo de ficar com seus conselhos livres de João Olavo, Celso Rossi (também desqualificado), Marcelo Pacheco, e Etacir Manske. Que querem ficar longe de uma associação dirigidos por eles, também daria para entender.

Enquanto isso, recebo notícias: a Colina do Sol "solicitou sua desfiliação" da FBrN. Bem, Sontata mandou a FBrN às favas, e mandou a notícia para os quatro ventos. É uma confirmação de duas coisas:

  • O CNCS determinou de se desafiliar da associação agora dirigida por seus ex-dirigentes;
  • A FBrN sabia disso, e não contou.

Que outros naturistas ficaram melhor sem esta turma, aqui já demos motivos. E publicamos as provas.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Naturismo Familiar

Economia: serve tanto como organograma da FBrN,

da Brasil Naturista, e como árvore de família!

No Praia do Pinho em março, a FBrN escolheu uma nova administração, com Marcelo Pacheco como vice-presidente.

Foi Pacheco que chamou uma reunião "de emergência", e totalmente irregular, para destituir Dr. André da presidência da FBrN quando foi preso em 11/12/2007, baseado em denúncias de pessoas da Colina do Sol que tinham rixas com Dr. André, ou dívidas com Fritz Louderback.

Em 2009, no Mirante do Paraíso, foi Pacheco com nove votos - dos passaportes que vende para os assinantes da sua revistinha de gente pelada e com procurações - que definiu a diretoria da FBrN. Tinha um terço do total dos votos, na reunião conduzido à portas fechadas, contrariando a lei.

Foi nomeado como secretária Rayssa Sousa. Entre uma noticia ou outra da FBrN, a secretaria se transformou em Secretaria-Geral, com se fosse comandando as Nações Unidos! Porque? O posto de "secretário" é praxe em organizações, que nem "tesoreiro". A FBrN sempre teve um, sem ser "geral".

Enquanto é um posto com menos brilho do que "Secretário-Geral", a FBrN teve secretárias que não serão logo esquecidas. Por exemplo a então Sra. Zumbi, que era secretária da FBrN até que ela fugiu para a Praia do Pinho com o filho de 16 ou 15 anos de Fritz Louderback.

Logo depois do posse veio da FBrN um novo oficial, "Diretor de Comunicação", Giulliano Pacheco. Irmão de Marcelo Pacheco, e "Jornalista" do equipe de Brasil Naturista.

E agora mais um título esplêndido engorda a panteão da FBrN, com a nomeação de um "Diretor de Relações Internacionais", que é Diogo Moreschi, irmão da Carina Moreschi, Editora-Chefe da Brasil Naturista, e mulher de Marcelo Pacheco.

Já quase esgotou o masthead de Brasil Naturista, faltando que cargos sejam inventadas para Carina e para Glacy Machado.

Aqui, então é a verdadeira "naturismo familar". Está tudo em familia, e sempre cabe mais um.

Delusões de grandeza

E haja palavras! Além dos "diretorias" e "gerais", alguém não poder ser simplesmente dado um cargo. Não, o presidente emite uma "portaria"! Desculpe, li de novo, é uma Portaria, com o maiúsculo.

Lembra a Colina do Sol, onde um multitude de conselhos sempre ofuscava a realidade de que Celso Rossi dava as cartas, ou depois, a corja. Lembra a "Código de Ética" que nada há de ética, sendo somente uma desculpa conveniente para expulsar pessoas inconvenientes.

Quem se deixaria ser acorrentado pela realidade, quando as palavras habilitam liberdade sem limites para pintar a mundo das cores que prefere, e nós exaltar ao tamanho das nossas delírios?

Todos os ovos

"Colocar todos seus ovos num único cesto" é um expressão inglês que pega bem o risco de entregar a FBrN para Brasil Naturista.  É apostando tudo. E como a expressão lembra, ovos são frágeis.

No caso Colina do Sol, a imagem que a FBI americano acho mais significativa, foi da menina Laura, cujo tratamento médico nos EUA foi organizado pelo Fritz Louderback. Notícias do caso de Laura e imagens semelhantes aparecerem em Naturis, onde na época Marcelo e Carina estavam no "Conselho Diretor".

Contra Nelci Rones em Tambaba, uma das evidencias foi ... ele tinha exemplares de Brasil Naturista. Das evidências contra Dr. André, entre bichos de pelúcia e cartões postais do Rei Leão, destacou-se uma cópia de Brasil Naturista, como mostramos aqui.

Apreenderam também como evidências, DVDs naturista. Dr. André informa que ele tinha, sim, a coleção inteira de DVDs de Brasil Naturista.

Se possuir Brasil Naturista é indício de abuso, que tal publicar?

Sendo que possuir Brasil Naturista é indício de pedofilia, porque publicar não é? Porque o equipe de Brasil Naturista não é alvo de atenção das autoridades, também?

Bem, responderei esta pergunta com outro: Quem disse que Brasil Naturista não está na mira, que os passos da Lei não estão se aproximando?

O TAC

Há, como nossos leitores sabem, um TAC com a Promotoria de Taquara, em que Colina do Sol se compromete a não permitir fotos de crianças nuas dentro da Colina do Sol, sob multa de R$10 mil, além das conseqüências civis e criminais. Edição 06 de Brasil Naturista tinha na capa a foto da vítima K.M., de uns dois anos de idade, e dentro da revista, o menino completamente nu, dentro da Colina.

É uma violação cabal do TAC, e uma multa de R$10 mil para a Colina. Houve um boato - foi me negado acesso aos papeis do caso, então não tenho como comprovar - que o processo administrativo que resultou no TAC, tinha sr. Pacheco num papel proeminente. Sr. Pacheco é sócio e antigo dirigente da Colina do Sol, e sabia perfeitamente do TAC, que ajudou violar. A matéria foi escrito pelo Giuliano Pacheco, colocando ele também como responsável.

E da parte da Colina, seria diretamente responsável seu então presidente, Etacir Manske, agora dirigente da FBrN, também.

Sr. Marcelo Pacheco foge faz anos de oficiais de Justiça em dois casos civis para publicar fotos de crianças nuas, sem permissão dos seus pais. Evitar oficial de Justiça, ouvi, não é crime. Mas pega mal, e é algo que poder ser citado contra alguém que se proponha a destacar um papel publico.

A montanha venha

Há notícia na página da FBrN de que esta vai debater "Sexualidade, pedofilia, turismo sexual... (queremos encampar também a luta contra o turismo sexual, principalmente no Nordeste)".

Não vejo porque a FBrN deve se esforçar para correr atrás da "luta" contra turismo sexual.

Primeiro, porque não lutar contra o nepotismo? Não parece um problema mais urgente para a FBrN?

Segundo, pois não passa de um linchamento, uma caça às bruxas. "Luta" é o que nós aqui travamos a favor de Dr. André Herdy e Nelci Rones. A "luta contra peodfilia" é uma unanimidade que ilustra perfeitamente o ditado de Nelson Rodrigues de que "toda unanimidade é burra". 

Terceiro, é desnecessário a FBrN ir para esta luta. Pois pode simplesmente aguardar. A luta chegará à ela.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

A Lei Gabeira foi para o arquivo

Recebemos ontem de César Fleury a notícia de que a Lei Gabeira está morta. César encaminhou email de senador Eduardo Suplicy, com anexo mostrando quem assinou o pedido de desarquivamento:

Prezado César,


Agradeço sua mensagem e a confiança em mim depositada.

Sobre o PLC 13/2000, que fixa normas gerais para a prática do naturalismo, apresentei o requerimento de desarquivamento da matéria (anexo), mas, infelizmente, de todas as tentativas – e foram muitas nesses 60 dias – que fiz para colher as assinaturas necessárias, somente consegui 8 colegas para referendar o pleito (são necessárias 27 assinaturas). Com isso, o prazo regimental de desarquivamento expirou-se.

Fiz o que pude, mas os senadores que procurei, na sua maioria, decidiram não assinar o desarquivamento.

O abraço,
Senador Eduardo Matarazzo Suplicy

Agora tem que recomeçar do zero, não somente no Senado mas na Câmara também.E Fernando Gabeira não é mais deputado.
Era para ser aprovado faz tempo, quando Gabeira estava lá. Dr. André Herdy me contou que estava tudo combinado sobre como proceder. Era para aproveitar a onda do Congresso Internacional em Tambaba.

Mas, a corja da Colina do Sol resolveu que uma denúncia falso de pedofilia serviria para que eles poderiam dar o calote no Fritz Louderback, e afastaria as esforços tanto de Fritz quando de Dr. André de examinar o assunto das terras da Colina. E também, assim, poderiam dividir o dinheiro de SBT entre o pequeno grupo, pois não haveria alguém para se opor.

Assim, for perdido o momento. As interesses mesquinhas de um pequeno grupo foram abraçados pelo "naturismo organizada", pelo FBrN e pelos nomes de sempre, e o interesse dos naturistas ficou para trás.


De onde vem a notícia?

A notícia veio de César Fleury. Foi ele que tentou que a Lei Gabeira continuasse em palco, foi ele que procurou, e foi atendido por, um dos senadores mais respeitados do Congresso.

E a FBrN? Fez o que?

Bem, foram para Brasília ano passado, e tiraram fotos em frente dos monumentos. Sempre há político disposto a receber qualquer grupo, e fazer pose para fotos. Mas para fazer algo, é outro papo.

César não consegui. Mas, pelo menos, tentou. E, falhando, transmitiu a notícia para todos nós.

É outra diferença do naturismo "oficial".   Nunca se ouve que a FBrN falhe em nada. Primeira, pois nada tenta. E segunda, pois nada divulga de "notícias ruins". Se for dito que haveria 4000 no congresso do INF em Tambaba, não se fala que o movimento de pico na praia não passou de 400 almas.

Nunca há notícia ruim, então nunca há notícia confiável.

Vejamos a FBrN, indo do norte ao sul, pregando para os fieis, e se seguem o estilo Celso Rossi, esperando que tudo seja por conta da casa. É bom para eles.

Mas bom para nós, é o que César Fleury tentou.

Conheço César, e creio que ele vai continuar tentando.

Enquanto a FBrN continua sua viagem para a irrelevância.


SENADO FEDERAL
Gab. Senador Eduardo Suplicy

REQUERIMENTO *40692 14218*

        JUSTIFICAÇÃO


     Requeremos, nos termos do § 1.2 do art. 332, do Regimento Interno do Senado Federal, o desarquivamento e a continuidade da tramitação do Projeto de Lei da Câmara (PLC) na 13, de 2000, que "fixa normas gerais para a prática do naturalismo", do Deputado Fernando Gabeira. 

     O PLC na 13, de 2000, procura estabelecer as normas gerais para a prática do naturalismo, entendido este como o conjunto de práticas e vida ao ar livre, como forma de desenvolvimento da saúde física e mental das pessoas de qualquer idade. Na sua justificativa, o autor mostra que o naturalismo nasceu na Alemanha, em 1903, tendo, à época de apresentação na matéria na Câmara dos Deputados, em 1996, "mais de setenta milhões de adeptos espalhados pelo mundo". Assim, avaliamos que a matéria deve continuar sua tramitação, a fim de afastar "a incidência das normas penais referentes ao atentado ao pudor nos casos e condições especificados e fornecer suporte normativo à autorização da atividade pelo poder público".

[Lista de senadores e assinaturas]

sábado, 12 de março de 2011

Boiando num mar de mentiras

Minha carreira começou programando computadores. Entre os peculiaridades do mister é ou a programa está certa, ou esta errada, e não vale engrossar a voz, pois computador não entende de "Você sabia com quem você está falando?". Um terço da atividade é o chamado "debugging", termo que significa, debruçando-se sobre o trabalho de ontem, procurando, "Onde foi que eu errei?"

Naturismo brasileiro segue num caminho glorioso
É um atividade em que nem a soberba nem a mentira levam para frente. Talvez por isso que o naturismo brasileiro me deixe tão perplexo. Há tanta gente que mente, e tanta gente que acho que não importa a realidade, mas o que é dito!

Vamos, então, desmentir um pouco. Relato umas das mentiras que "ouvi dizer" no naturismo ultimamente, e se eu que nem naturista sou ouviu tantas, imagine os que mergulhem mesmo em naturismo! É um milagre que não se afogam em mentiras. Ou pensando bem, com a eleição em Praia do Pinho, estão se afogando, mesmo. 

  • "Richard conversou com Etacir Manske e Marcelo Pacheco no bar Capop em Praia do Pinho durante Congrenat".
    Não, enquanto eu estava no bar na mesma lugar que eles, é o único lugar para comer no pedaço. Mas não conversei, tem teria o que dizer. Os sócios da Colina do Sol mostraram nas urnas uma semana depois, que não querem conversa com Eta e Pacheco. Por que eu queria? 
  • "José Tannus se ofereceu para testemunhar no processo contra Dr. André Herdy em Taquara"
    Nem Dr. André, nem seu advogado, nem sua familia, receberam qualquer oferta de ajuda de Tannus, nem qualquer outra comunicação, a não ser um pedido para o livro de atas e outras papeis da FBrN.
  • "Celso Rossi conta na Colina do Sol que ajudou Nelci Rones no processo contra ele em Tambaba"
    O que Celso falou ou não falou em Colina não tenho contatos o suficiente para verificar - pode ser que ele se gabava te ter ajudado, ou não. Porém, Celso Rossi não ajudou de maneira nenhum no caso de Rones. É interessante que este boato apareceu somente quando já era claro que Rones era inocente, e que já estava para sair com habeas corpus. 
  • "A FBrN não foi procurado para ajudar Dr. André Herdy".
    Mentira descarada. Silvio Levy escreveu cartas abertas logo depois da prisão dos quatro. Eu escrevi para a presidência da FBrN, sendo exercitado pelo sr. Elias Perreira, na véspera de natal de 2007; o visitei na sua empresa perto de Brasília, junto com Cristiano Fedrigo, em maio de 2008; e Cristiano e eu fomos para uma reunião da diretoria da FBrN no Mirante do Paraíso em julho de 2008; e Silvio, Cristiano e eu fomos ao Congresso INF em Tambaba em setembro de 2008, pedindo ajuda. O pai e o advogado de André também ligaram para Elias, pedindo ajuda da FBrN, para explicar o que era naturismo. Ajuda foi amplamente pedido, e não foi recebido. 
    Eu ouvi, do sr. Tannus, que os pedidos de ajuda não vieram com procuração firmado em cartório. Se for preciso isso para conseguir socorro de sr. Tannus, devemos agradecer que ele não seja salva-vidas ou médico.
  • "A FBrN não tem assessoria jurídica e não pode ajudar ninguém acusado de crime."
    Isso eu ouvi direto do sr. Tannus. Bem, também não tenho assessoria jurídica, e nem Silvio, Cristiano, Joaquim, ou César tem. Tanto Fritz Louderback e Dr. André, quanto Nelci Rones, foram julgados no tribunal da imprensa, onde um voz pode ser ouvido, se for levantado rapidamente. Todos estes (e outros que não chegaram a ser acusados publicamente) foram acusados por ser naturistas, as "evidencias", quando houver, sendo "fotos de crianças peladas" em nada diferente daquelas veiculadas corriqueiramente na imprensa naturista ou na grande imprensa.  
  • "ELAN foi para ajudar nossos irmãos naturistas latino-americanos" Esta foi dita pelo sr. Etacir Manske no Congrenat, durante a sessão formal, e na presença de muitos que lá estavam e que souberam que chegaram ao ELAN dois uruguaios e um chileno, ou vice-versa. E ninguém deu um píu. O propósito do ELAN foi dar dinheiro e credibilidade para a Colina do Sol, que estava (e continua) com uma grande falta dos dois. O que realmente serve para criar laços entre naturistas da latina américa inteira é a lista Peladistas Unidos, que tem bastante leitores em espanhol e no inglês.
Estes são umas. Há muitas mais. Assustador é a freqüência das mentiras, e a naturalidade com que são contadas pelos seus autores, e aceitas pelos seus ouvintes.

E umas mentiras são consagradas. Quando é anunciada que haveria 4.000 naturistas no Congresso da INF, ou 2.000 no Congrenat, é proibido falar depois que o movimento estava abaixa do normal. Sendo que tudo é um sucesso, ninguém sabe o que foi um sucesso (no Congresso INF, os grupos locais como a Orquestra de Violões de João Pessoa, e o campeonato de surf naturista) e o que nem aconteceu (shows musicais programadas).

Mas o que importa saber os erros? Que necessidade haveria de corrigir o percurso? A boa nave FBrN é à prova de naufrágio, e aquilo que você achou que viu não pode ser um iceberg, e eu não vou lá ver porque a baile está esquentada. Que banda maravilhosa, não? 

    segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

    Chegando ao fim?

    Hoje a Mma juíza Ângela Martini, responsável pelo caso Colina do Sol emitiu uma nota de expediente - disponível por completo no www.calunia.com.br - em que ela pergunta se a promotora insiste em mais um laúdo sobre a máquina fotográfica de Fritz Louderback, e dizendo que:

    "Saliente-se que o feito tramita há bastante tempo e deve se dirigir ao fim o mais breve possível ..."

    Num depoimento na processo que Cristiano Fedrigo move contra RBS, o editor de jornalismo explicou a metodologia jornalista: não verificam nada que a polícia fala, simplesmente colocam no ar - pois há muitas materias para cobrir.

    Bem, isso explica muita coisa. Sempre disse que o caso Colina do Sol não teria aguentado uma examinação mínima. Mas ainda assim, me confesso um pouco surpresa, ouvir que não recebeu examinação nenhum.

    Também, o editor explicou que a imprensa está lá para a prisão porque foi chamada pela polícia, e entrou na casa do Fritz porque a polícia franqueou a entrada.

    O que isso significa? 

    A fim da paciência é um bom sinal. Esta última pedido de laudo está pendente desde junho de 2010,  e foram feitos pedidos semelhantes desde 2008. Para quem é inocente e alvo de um processo, a demora - que parece em Brasil tanto a defesa quanto a promotoria conseguem esticar quase que eternamente - é uma tortura lenta.

    Não há evidência no processo que sustenta qualquer das acusaões feitas pela corja da Colina do Sol.

    O que acontece, então, com um veredito de inocente?

    Felizmente, o crime de denúncia calunioso, está bastante longe de caducar. O caso está, de longe, o pior crime de imprensa na história no Brasil, e haverá clamor público para uma punição exemplar para os resposáveis, para que estes crimes, tão comuns, parassem de acontecer.

    Os provas são tão claras das motivações mesquinhas da corja da Colina - vingança, escapar de pequenas dívidas, o medo de ter as fraudes de terras expostas - que, junto com o histórico de se reunir para expulsar sócios sobre infrações imaginárias - que é de esperar que esta gentalha desuda, trocará a Colina do Sol pelo banho de sol.

    segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

    O navio à pique

    "Estamos na mesma viagem. Um sempre está tentando empurrar outro na água. Mas somente um louco faria um furo no barco."

    É a sabedoria do recém-eleito rei dos gnomos no Quinto Elefante de Terry Pratchett, sobre uma manobra antes mesmo da coroação.

    Os naturistas brasileiros tem menos sabedoria do que os gnomos. A corja da Colina usou falsas acusações de pornografia infantil contra Fritz Louderback e Dr. André Herdy, e três anos depois, a mesma arma foi usada contra Nelci Rones da Sousa em Tambaba. Dia 26/2, a Federação Brasileira de Naturismo (FBrN)realizaria uma eleição de novo presidente e diretores em Praia do Pinho - e para vários cargos, há uma chapa única dos caluniadores. Vai oficializar a denúncia falso como praxe entre naturistas brasileiros.

    São todos loucos?

    Naturis antiga, nomes conhecidos

    Recebi final de semana retrasada uma copia, bastante mofada e com umas páginas grudadas, de uma edição da revista "Naturis". É bastante antigo, pois há uma foto de Marcelo Pacheco jovem, magro, e bonito - deve ser antes que ele dominou o truque de captar com a lente, a alma do retratado. Reproduzo ao lado, a lista dos responsáveis e colaboradores. O "Conselho Diretor" inclua Carina Moreschi e Marcelo Pacheco.

    Priscila Zancheta está em Italia, ouvi falar, e portanto além do alcance da Justiça brasileira. Mas até por isso, ela poderia servir como a conexão internacional que qualquer "rede de pedofilia" precisa para alcançar destaque no noticiário.
    Seguindo pelos nomes, encontramos "Richard West - Canadá" com um endereço @virtuallyMagazine.com. Naquele site encontramos uma fita VHS - alguém ainda vende fita VHS! chamado "Nude in the South of Brazil", com o reconhecível restaurante da Colina do Sol ... e crianças peladas, uma de bunda para a câmera.

    Richard West é um fotógrafo naturista conhecido; já até vi seus livros em livrarias. Mas ouvi dizer que foi um filme dele que saiu aqui com o título "As Crianças da Colina" que resultou no Termo de Ajuste de Conduto com o Ministério Pública de Taquara, que proibiu que crianças seja fotografadas nuas na Colina do Sol.

    A Promotoria recusou quaisquer informações. Não anotei as palavras da moça Cassandra do cartório, mas ela não queria fornecer algo que poderia ser usado contra "a diretoria da Colina" - deste frase tenho certeza. Até me recusou uma cópia do TAC - a do link veio de um sócio. Ficamos, então, no ouvi dizer.

    Ouvi dizer também que Marcelo Pacheco participou desta produção do Richard West, e foi para salvar Marcelo Pacheco de problemas, que o TAC foi assinado.
    Continuando, encontramos, sob "Tradução", o nome de ... Fritz Louderback, o principal acusado do caso Colina do Sol.
    Entre os que colaboraram com a edição é a FBrN, os moradores da Colina do Sol, e de novo, Fritz Louderback.

    E bem embaixo, Agradecimentos: Paula Andreazza e Celso Rossi.

    Numa outra exemplar da revista, sob o batuque de Marcelo Pacheco, encontrei uma carta de Nelci Rones de Sousa, preso este dezembro passada, também com fotos naturistas de crianças. Estou informado que a policia deu muito peso às revistas que Nelci Rones guardava em casa - Playboy, e Brasil Naturista, também de Pacheco.

    O que é a diferença?

    Mas claro que haja uma diferença enorme entre as evidências pegas com Fritz Louderback, Barbara Anner, Dr. André Herdy e Cleci, e as fotos naturistas comportadas da revista Naturis ou seu sucessor, Brasil Naturista? Nem tanto.
    Na página 12 deste número de Naturis, há uma foto de Laura, uma menina que nasceu sem os antebraços, comemorando que dinheiro foi conseguido para seu tratamento - devido ao mofo [NE: troquei por uma cópia melhor] , repito o texto ao lado.
    Vitoria!!

    Graças à colaboração daqueles que, tocados pela necessidade urgente de Laura resolveram ajudá-la, hoje seus sonhos aumentaram. Obrigado de coração a todos os doadores, ao pessoal da A.A.N.R e à Linda Berry, da revista "The Bulletin". Valeu!
    Acho que foi Linda Berry que me mandou um xerox da página do Bulletin em que saiu a propaganda que arrecadou o dinheiro. Eu a queria para que meus leitores poeriam a ver com seus próprios olhos, pois esta propaganda foi a "imagem mais significativa" - quer dizer, o pornô mais pesado - que o FBI americano encontrou no laptop de Fritz Louderback.

    Delegado Juliano Brasil Ferreira encaminhou o computador de Fritz Louderback para ser examinado pelo FBI. Nós já lemos aqui o relatório do FBI, traduzido do inglês e do informatiquês, para o português.

    Conforme Agente Especial (SA) John D. Whitaker:


    Uma das imagens mais notáveis era "Laura5_02.pdf", localizada em C:\Documents and Settings\Fritz\My Documents\Fritz's Pictures\Older Pics\FRITZ\Colina Stuff\Laura&Lucas\.
    Esta imagem mostrava um menino e uma menina, impúberes, posando nus enquanto dançavam, com a legenda "Can. 2002: Laura, 7 anos, usa suas próteses numa lição de dança com seu irmão Lucas, no Centro de Recreação Nudista e Naturista Colina do Sol, Brasil." Texto adicional contido na imagem suspeita:
    Propaganda Paga
    Laura cresceu e suas próteses não servem mais.
    Sem possibilidade de obter estes no Brasil,
    mais uma vez Laura precisa de nossa ajuda.
    As doações podem ser feitas mandando um cheque ou remessa para:

    Laura's Fund
    US Bank Community Service
    Account Number 1-534-9082-9857
    P.O. Box 64799
    Saint Paul, Minnesota 55164

    Com a ajuda de Nudistas e Naturistas, Laura recebeu suas primeiras próteses no Shriners Children's Hospital de Tampa em setembro de 2000. Com nossa nova ajuda, Laura logo receberá seus novos braços, muito necessários.

    Obrigado.


    "Uma das imagens mais notáveis"
    Este foto é maior indício de pornografia infantil que os esforços conjuntos da FBI e da Polícia Civil gaúcha encontraram nas suas perícias dos computadores de Fritz Louderback e Dr. André Herdy: uma propaganda publicada no boletim da Associação Americana para Recreação Nua.

    Naturis não imprimiu a foto da Laura e seu irmão dançando na Colina, e a foto ao lado é discreta - nela não precisei usar pontinhos brancos para ficar dentro das régras de Blogger. Mas há outras fotos neste e noutros números de Naturis, de crianças peladas, igualmente "explicitas". Ou talvez mais: a humidade grudou as páginas coloridas nesta revista velha, e posso avaliar somente as preto-e-brancos.

    Fritz e Barbara tinham outras fotos, sim, que eu vi no Palácio do Ministério Publico, na audiência do senador Magno Malta. Fotos de familia, de netos e sobrinhos de Barbara. Uma, lembro, de uma criança pintando uma cerca numa área naturista. Não dava para saber se era menino ou menina - e não importava. Era uma criança pintando uma cerca, e só.

    O Senador mostou outras fotos, estas pornográficas, sim - mas foram plantados pela polícia. O inquérito disse que vierem dos CDS. O laudo do IGP/IC que comprova que não houve porno nos CDs - que alqueles fotos foram plantadas - ainda não estava pronto, mas o Departamento de Homicídios segurou os laudos que comprovavam que nada tinha nos computadores, até que a CPI tinha ido embora.

    Fotos de crianças peladas são ilegais?

    Eu já respondi à esta pergunta faz quase dois anos, com exemplos de jornais de grande circulação. Não são ilegais. As fotos da Naturis, e as fotos de Brasil Naturista, não infringem o Código Penal ou ECA. Mas tampouco as fotos de Fritz Louderback infringiram.

    Agora, os dois processos que Marcelo Pacheco responde para usar foto de criança pelada sem permissão da mãe, são assunto da Código Civil.

    Os indícios contra Marcelo Pacheco

    As processos em que Pacheco é réu por fotos de crianças peladas são civis e não criminais - mas quando a polícia fala com a imprensa, esta diferença tende a ser esquecido. Um freqüentador antigo da Colina do Sol me contou que Pacheco estava envolvido no processo administrativo que deu no TAC. Suas encrencas sobre fotos de crianças peladas, seriam então três. E colaborou com Fritz Louderback, no envio de Laura ao exterior. Foi com sua mãe e para tratamento médico, mas para o delegado e a imprensa, foi "tráfico internacional de crianças".

    Vimos, então, que os motivos para justificar a prisão de Marcelo Pacheco, e manter-lo preso - os processos civis mostram que ele foge de oficiais de justiça para não ser citado - são muito mais fortes do que os motivos que colocaram e mantiveram Fritz Louderback e Dr. André Herdy na cadeia.

    E o nome de Marcelo Pacheco não é o único naquela revista. Reconheci outros.

    É para morrer juntos?

    Contra a acusação de pedofilia é dificílimo de se defender. Realmente, uma vez que a imprensa a espalha, como fizerem com Dr. André, Fritz, e Nelci Rones, o estrago é irrecuperável. A condenação e a pena vem junto com a acusação. O processo fica sem o poder de, de fato, inocentar.

    É um perigo ao qual todo naturista é vulnerável, e todo naturismo. Vimos em Tambaba que o alvo real não era Nelci Rones, mas a praia naturista, que impedia um empreendimento imobiliário. Em Colina do Sol, tanto Fritz quanto Dr. André ameaçavam o ciclo de enganar-espremer-expulsar da esquema de estelionato. A acusação servia os fins da corja.

    João Olavo Rosés e Etacir Manske fizeram as acusações falsas no caso Colina do Sol; Marcelo Pacheco agiu para tirar Dr. André na presidência da FBrN, e para manter-lo quatro meses a mais na cadeia.

    Furaram o barco, e a eleição no final do mês vai colocar a leme nas suas mãos. A agenda do CONGRENAT lista para dia 27 "Apresentação do Plano de Trabalho da nova diretoria." Mas não importa onde eles dizem que pretendem navegar: o barco vai para o fundo do mar.

    CONGRENAT será em Praia do Pinho, Feb 25-27, 2011

    sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

    O naturismo volta à selva

    A FBrN resolveu escolher sua liderança da mesma maneira que os lobos: quem mata o lider velho, é o lider novo. Só que a luta não é travada com dentes e unhas, mas com denúncias falsas de pedofilia. Três dos candidatos da chapa única para os mais altos cargos da Federação, fizeram as acusações falsos que causaram a prisão do Dr. André Herdy, então Presidente. No lado bom, a caminho estabelecido, o próximo ambicioso sabe que ele precisa somente fabricar alegações de pornografia infantil contra o presidente da FBrN - e o posto é seu!

    A atuação da FBrN na prisão do seu Presidente, Dr. André Herdy, em dezembro de 2007, foi de não somente apoio mas de carinho para com seus acusadores - e de fazer o que era possível para atrapalhar os esforços daquele que lutavam para a liberdade do Dr. André e os outros acusados.

    Quem agiu quando Dr. André, Fritz Louderback, e suas esposas Cleci e Barbara Anner foram presos? Agiu primeiro Cristiano Fedrigo, agiu logo Silvio Levy, e eu nada conhecendo dos acusados, da Colina do Sol ou de naturismo brasileiro, bem sabia reconhecer uma acusação falso. Na primeira semana depois das prisões, pedi ajuda junto à imprensa nacional em São Paulo e com o Consulado Americano.

    Silio Levy escreveu

    Silvio Levy escreveu ao favor dos acusados no Jornal Olho Nu, com o título profético de "Defenda o André - defenda o naturismo!". O uso da prisão sem evidências ou vítimas de Nelci Rones, para logo em seguida tentar fechar Tababa, assim abrindo a praia para um empreendimento imobiliária nabobesco, mostra como o ataque ao naturista segue diretamente no ataque ao naturismo.

    O que foi a reação do naturismo?

    Silvio ilustrou sua matéria com fotos dos acusados. Os fotos eram do revista Brasil Naturista - propriedade do Marcelo Pacheco (ainda que roubou o título de Roberto Soares) e vimos na página, "Foto excluída por solicitação do portal Brasil Naturista". O lucro de Marcelo Pacheco está acima de qualquer outra consideração.

    E foi Marcelo Pacheco, curiosamente bem preparado, que chamou uma "reunião virtual" do Conselho Maior da FBrN para divestir Dr. André da presidência de uma maneira totalmente irregular, e foi ele quem tirou do ar os sites da FBrN e da YNAI do ar, deprivando os advogados de Dr. André de informações sobre naturismo, que poderiam ter lhe ajudado.

    "Naturismo não é lugar para criança"

    Estou informado por quem ouviu - esta transcrição não é publico - de que Etacir Manske falou para o juiz em Taquara, "Naturismo não é lugar para criança". E os advogado de André, não tinha nada que comprovava o contrário ...

    Mas a reação dos "naturistas" não parou por aí. Srs. Etacir Manske e João Olavo Paz Roses entre outros, fizerem boletim de ocorrência, pedindo que Silvio Levy fosse processado, porque acharam suas palavras pacíficas pedindo justiça, como uma grave ameaça, as coagindo.
    Silvio, obviamente, foi absolvido, mas não depois do que a promotora abusou do sigilo de processo para que durante seis meses ele estava sendo processado, sem saber o porquê.

    Porque tanto interesse de Etacir Manske em manter Fritz Louderback preso? Etacir era um daqueles que fez as acusações falsos que deram na prisão de Fritz Louderback. Etacir devia dinheiro para Fritz, dívida que ele parou de pagar na mesma semana que sua acusação colocou seu credor na cadeia.

    Tenho mais que poderia dizer do Etacir Manske, mas estou dirigindo meus considerações à respeito, aos autoridades competentes.

    Cristiano Fedrigo

    Cristiano Fedrigo é - ou era - o luz mais brilhante entre jovens naturistas em Brasil. Chamado pela revista Seleções de "um dos heróis de hoje", "O Garoto Bom de Taquara", a corja da Colina do Sol - incluindo Etacir Manske e Jõao Olavo Paz Roses - fizerem de tudo para dificultar a vida da mãe dele, Nedy, não deixando Cristano entrar com compras naquele morro, onde ele morava até antes que surgiu a Colina do Sol, exigindo que Nedy carregasse as compras à mão. Eu estava com Cristiano no Congresso Internacional em Tambaba - onde buscávamos ajuda para os falsamente acusados, em vão - e ele me contou que o médico tinha falado para sua mãe de que se ela não abandonasse Barbara Anner, o estresse o mataria. Eu seguia de Paraíba para Taquara uns poucos dias depois que Cristiano, e quando cheguei, ela estava morta.

    E depois que mataram a mãe de Cristiano, que era sócio, expulsaram Cristiano.

    Richard Pedicini

    Eu cheguei em Taquara pela primeira vez na minha vida, procurando os fatos do caso, em março de 2008. Fui ver os lugares importantes no caso - o orfanato em Taquara, Morro da Pedra, o Barracão - e falar com testemunhas e vítimas.

    Etacir Manske fez um boletim de ocorrência 1437/2008 - em que ele me acusou de "talvez com o propósito de intimidar as testemunhas de acusação, está do fotografias das casas dos moradores da colina, fazendo perguntas, indagando pessoas moradores vizinhas..."

    É chamado jornalismo, Manske. E o que seus vizinhos de Morro da Pedra tem que dizer sobra sua pessoa, é inadequado para um blog cujos leitores incluem damas - o termo mais carinhoso era "cobra".

    Manske também me ligou a uma suposta carta anônima para a Colina do Sol, "sendo que tal documento dizia que muito sangue ia rolar, e muito fogo".

    Quem acompanha meu blog www.calunia.com.br, sabe que meu estilo é outro. Não derramo sangue, derramo tinta.

    CONGRENAT será em Praia do Pinho, Feb 25-27, 2011

    Mestre dos fantoches

    João Olavo Paz Rosés tem tido, em geral, o cuidado de agir por meio de fantoches, para que outros sofrem as conseqüências de suas absurdas. Um das suas Boletins de Ocorrência eu recordo - ele disse que foi ameaçado por crianças do Morro da Pedra, que tinham o atitude intimidador de andar no meio da rua - que é o único lugar em que é possível andar no Morro da Pedra, as estradas não tendo calçadas ou até beiradas.

    Eu sempre tive um desprezo especial para quem ataca criança, mulher, velho, ou outro que não tem como se defender.

    Não tenho aqui o protesto da corja da Colina do Sol contra a presença da Barbara, solta em prisão domiciliar, protesto este que resultou nesta senhora de 73 anos sendo levado de volta para prisão, onde era grande o chance de morrer. Diziam que ela tinha "muitas visitas" - seus advogados, com quem obviamente precisava conferir, e não podia em outro lugar; e Silvio Levy, que tinha alugada uma cabana, mas amigos achavam que ele correria risco da vida da corja, e que ele seria mais seguro junto com Barbara. Creio que João Olavo participava, também, disso - este tipo se sente seguro em atacar velhinha.

    Obviamente, uma velha numa casa isolada, não era inconveniência para ninguém. Mas tramando a volta à prisão dela, houve a chance que sua saúde incerta, e as condições péssimas dos presídios brasileiros, poderiam em conjunto tirar esta pedra do caminho da corja.

    Eleição da FBrN

    A noção dos nomes de Etacir Manske, João Olavo Paz Roses, e Marcelo Pacheco, nomeado num eleição - e como candidatos únicos! - assusta. Assusta, não. Dá nojo. Nojo, e surpresa ao suicídio coletivo da FBrN.

    Há um tipo de eleição, sim, em que todos estes candidatos devem ser eleitos. Um velho costume de Atenas, o "ostracismo", em que era votado a exclusão de alguém da comunidade durante dez anos. Dez anos é pouco para Etacir Manske, João Olavo Paz Roses e Marcelo Pacheco. A maneira que tramaram a prisão de Dr. André Herdy, Fritz Louderback, Barbara Anner e Cleci, e que depois fizerem o que poderiam para atrapalhar quem ajudou, merece um exilo de mais de dez anos.

    quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

    Ontem em Peladistas, hoje na Folha

    Ontem falamos do poder de decepção das palavras, citando as duas "Operação Predador" em que a policia prendeu Nelci Rones em Tambaba este dezembro, e três anos atrás, Dr. André Herdy, Fritz Louderback, e suas mulheres.

    Hoje, a Folha de São Paulo traz na sua terceira página matéria assinado pelo criminalista Adriano Salles Vanni, "Ilegalidade dos Rótulos da Polícia Federal" (somente para assinantes no site da Folha, mas disponível aqui.) Dr. Adriano nota que:

    Rótulos esdrúxulos incutem nas mentes expressões que passam a ser muitas vezes o único elemento da incriminação de supostas quadrilhas.

    A representação na mente começa com o vocábulo "operação", que tem sinônimo insosso: cumprimento de mandados judiciais.

    Isso apenas inaugura o artifício.

    Àquela expressão acrescenta-se outra, depreciativa e infamante, que, adotada pela mídia e pelos julgadores, lança o inimigo ao mais baixo degrau da dignidade humana, associando-o a insetos, a vermes, a répteis e a outros seres repugnantes.

    As elucubrações para criação do vocábulo adequado são férteis: operações sanguessugas, gafanhotos, vampiros, chacais, anacondas e lacraias são exemplos. Além desses, inspirados na fauna, estigmatizam também: Pinóquio, Sodoma, piratas, metástase, Al Capone, "longa manus", cara de pau.

     O criminalista ainda comenta o efeito destes rótulos:

    Mas por que perdura essa flagrante ilegalidade? Por agraciar com importante bônus os agentes da persecução penal, influenciando juízes e tribunais. Se para um lado há bônus, para o outro, reduzido a verme, resta apenas ônus, o ônus da prova da inocência.

    A situação comentado pelo Dr. Adriano Salles Vanni é exatamente aquele vivenciado pelo Nelci Rones, Dr. André Herdy, Fritz Louderback e as outras: um adjetivo proferido em lugar de evidências - e servindo como motivo de prisão.

    Sorte e coincidência

    Em 2007, a corja da Colina acusou Fritz Louderback e Dr. André de pedofilia, e nós aqui dissemos de imediata que era balela. Escrevi aquela semana para o ombudsman da Folha e outros; semana seguinte procurei o Consulado Americano pedido ajuda para Fritz e Barbara; na véspera de Natal escrevi para Elias Pereira - substituindo para Dr. André na presidência da FBrN - alertando da sinais características de uma farsa policial, e alertando ainda que não importando como terminar o caso, ninguém nunca se orgulharia de abandonar um amigo, na hora de necessidade.

    Quando as acusações vierem contra Nelci Rones, nossa resposta aqui foi publica e imediata. Nos assuntos que motivaram a ruptura da Sontata com a FBrN, as correnteza predominante aqui (ainda que o peladismo tolera divergência) era exatamente contra a posição de Rones.

    Mas a prisão de inocentes é um assunto de suma importância; a admissão de solterios desacompanhados na praia não é. O que nós divide do Nelci Rones é pequeno, e o que nós une é grande, começando pelo fato que Rones também é filho de Deus.

    Mas que identificamos a falsidade das acusações com rapidez no caso Colina do Sol não foi sorte; que acertamos de novo no caso de Rones, não é coincidência. Que nosso análise exposto aqui seja, sem tirar nem por, o que Dr. Adriano expus no maior jornal do país, também não é sorte.

    Coragem

    Curioso é que jornalista ache que é preciso alguma coragem para dizer que alguém é inocente, sem saber todos os fatos. E se, ao desenrolar dos fatos, o acusado for culpado? E o perigo de ter defendido um culpado?

    O oitavo mandamento é "Não levantaras falso testemunho". A presunção de inocência é a pedra fundamental de jurisprudência ocidental. Pensar o melhor dos outros até comprovado o contrário, e ainda esteja disposto a perdoar, é a mensagem central do Testamento Novo.

    Defender um culpado não é nem crime nem pecado. Acusar um inocente é ambos.

    O que deveria assusta, é o risco de acusar um inocente. O que deveria assustar, é quanto pouco jornalistas se preocupam com a presunção de inocência. O que deveria assustar é o desprezo total para com as evidências e com os fatos, com que a imprensa procede quando um Autoridade faz uma acusação.

    Risco baixo em defender

    Ademais, o risco é baixo em defender alguém acusado de fazer parte de um "rede internacional de pedofilia". Abuso sexual de menores é um crime que quase sempre acontece dentro dos paredes do lar, cometido por familiares.

    Sem entrar num excesso de detalhes, estes casos são quase sempre invenções. O "primeiro rede de pornografia infantil" nos EUA, em Los Angeles em 1973, não tinha ninguém processado por pornografia infantil. O "maior rede" foi uma empresa de Texas que processava cartões por sites adultos. Milhares de freguês foram apontados e presos, mas no maior parte dos deles, seus números dos seus cartões tinham sido roubados e usados à revelia. A página oferecendo pornografia infantil que a polícia mostrou para o juiz, foi desmascarada como uma montagem da próprio polícia. Como no "primeiro", e como no "maior", em quase todos estes casos, os números - ora de 'vítimas', ora do tamanho da freguesia, das receitas financeiras, da quantidade de revistas, fotos ou filmes produzidos - nunca aguentam uma examinação mínima para consistência ou plausabilidade.

    Em outras palavras, quando alguém fala que estourou uma "quadra internacional de pedofilia", é uma aposta segura de que ele esteja mentindo. Estatisticamente como moralmente, não é nada arriscado em defender um acusado nestes casos.

    sábado, 8 de janeiro de 2011

    Continuidade no naturismo brasileiro

    A continuidade é dado, como a unidade, como motivo para não chutar a FBrN para o lato de lixo, criando uma organização nova para representar, e defender, naturistas.

    Brasil tem uma longa tradição de naturismo. Cabral já encontrou o naturismo praticado por todos. A Luz del Fuego personificou naturismo com a fundação da sua Partida Naturista Brasileira em 1949, e no seu Clube Naturalista Brasileiro em 1954, como Laércio Júlio da Silva explicou aqui no verão passado.

    Paulo Perreira, que conheceu Luz del Fuego, dá muitas detalhes sobre a verdadeira historia de naturismo brasileiro nos seu livros, que podem ser comprados no site do Jornal Olho Nu.

    Brasil estava representado na fundação da INF-FNI (Federação Internacional de Naturismo) em 1952, e no congresso desta de 1972.

    Continuidade e ruptura

    O naturismo brasileiro já pode traçar uma história de mais de meio milênio, ou de mais de meio século. Em comparação, o nome "FBrN" tem somente uns vinte anos de uso.

    No site da FBrN, há um histórico que liga a organização ao passado, onde se nota uns dos nomes sob quais o naturismo brasileiro já funcionou:

    • Partido Naturista Brasileiro
    • Clube Naturalista Brasileiro
    • Fraternidade Naturista Internacional do Brasil (FNIB)
    • Associação Naturista Brasileira (ANB)
    • Federação Brasileira de Naturismo (FBN)
    • Federação Brasileira de Naturismo (FBrN)

    Vimos, então que a descontinuidade de nomes é até uma tradição do naturismo brasileiro. Em 1988, a ANB tinha uma passado honrado, e tinha aguentado a repressão da ditadura militar, que era pesado com qualquer divergência, não somente a política, mas também a cultural e até sexual.

    Não houve, em 1988, motivo de abandonar a bandeira "ANB" para adotar uma nova, muito menos fingir que a organização era completamente novo quando quando simplesmente continuou a ANB, o presidente deste, Hans Frillman, ficou como vice-presidente da FBN.

    Motivos de mudança

    Mas agora há motivos e demais para querer uma nova organização, sob um novo nome. Enquanto a ANB tinha de que se orgulhar, o nome da FBrN já está maculado, e há um armário cheio de esqueletos - e até quem costuma anda somente de pele, não deve deixar esqueletos expostos. A inevitável lavagem da roupa suja da FBrN poderia ser assistido em mais conforto, debaixo de uma outra bandeira.

    O maior motivo, é claro, é o abandono de Dr. André Herdy e os outros três naturistas presos com ele no caso Colina do Sol em 2007. Naturistas brasileiros poderiam concluir que uma organização que não defende nem seu próprio presidente, não vai defender ninguém.

    Quando Nelci Rones foi preso três anos depois, a FBrN mostou que agora estava preparada - para se distanciar com rapidez de qualquer naturista alvo de acusações falsas.

    O mínimo de decência

    Seria talvez injusta exigir coragem da FBrN e dos seus dirigentes. Para quem nunca faltou coragem é difícil entender quem nunca tinha.

    Mas se coragem não pode ser exigido, o que pode ser esperado é o mínimo de decência. Se à FBrN faltou a coragem de defender Dr. André, pelo menos não precisava aceitar como delegado no Congrenat de 2009 um dos autores das falsas acusações, Etacir Manske. Não precisava aceitar Marcelo Pacheco - que estava curiosamente bem organizado para encenar a destituição de Dr. André em 2007 - e suas muitas procurações.

    E antes de dizer que não tinha escolha, bem, a lei exige que reuniões sejam abertas, e fecharam as portas da eleição em violação direta da lei da União. Poderiam ter barrado Manske e Pacheco, sim.

    No mesmo Congrenat, não precisavam escolher a Colina do Sol - cujo diretoria era composta basicamente dos caluniadores, e que continuava implacavelmente perseguindo os alvos das suas falsas acusações - como sede da ELAN em 2010, nem ter prestigiado o evento.

    A falta de coragem é uma fraqueza humana que precisamos aceitar, ainda que não entendemos.

    Mas o acolhimento da corja da Colina do Sol, foi uma falta de decência.

    Não de poder esperar ou exigir de todos, coragem. Mas se pode esperar, se podem sim exigir, o mínimo de decência.

    Os esqueletos financeiras

    Um dos atos da FBrN - sem valor pois perpetrado antes que sr. Tannus foi finalmente legalmente empossado na presidência em novembro de 2009 numa eleição convocada e conduzida conforme a lei, na Praia do Pinho - foi de "reconhecer" uma "dívida" inexistente de mais de R$100 mil, com o sr. Elias Perreira. Era suposamente gastos que ele fez em prole da FBrN, como por exemplo ter se hospedado num hotel de luxo em Espanha quando outros dirigentes brasileiros (e europeus) optaram para um lugar de classe econômico.

    Não sei o motivo deste "reconhecimento" de uma dívida tão além das possibilidades da FBrN. Nos EUA, serviria para fraudar a imposta de renda, mas no Brasil, não sei. Nem quero saber. Que a "dívida" de sr. Elais, e qualquer conseqüências criminais da sua fabricação, ficasse com a FBrN!

    Tinha vermelha

    Também durante muitos anos as contas da FBrN como sua personalidade, foram misturadas com as de Celso Rossi.

    Eu já examinei muitos negócios de sr. Rossi, e o próximo que encontro que pode ser chamado de honesto, será o primeiro.

    Tanto mais longe dos "rolos" de Celso Rossi, melhor. Mas fácil fechar e abrir outra organização, do que tentar levar para frente algo que foi contaminado pelo contato.

    "Ética"

    A usa da "ética" como um mecanismo para expulsar desafetos, é um defeito da FBrN que merece um postagem a parte. Mas é um dos males tão enraizados, de tão difícil de extirpar (quem pode estar contra algo chamada de "ética", ainda que não seja?) que melhor começar do zero, do que suar para chegar ao empatado.

    Herança Indígena

    Os verdadeiros raízes de naturismo brasileiro, nos antepassados indígenas, são valorizado por umas figuras atuais de naturismo, como Carlos Sena em Manaus e Wagner em Tambaba. Porém, foram sempre desprezados pelo FBrN.

    Desprezados especificamente pelo FBrN, não pela Luz de Fuego, PNB, CNB, FNIB, e ANB. A FBrN preferiu enfatizar o corrente "europeu" de naturismo.

    É que coisa alardeada como "europeu" atrai brasileiro classe média, que nem quer saber de bugre.

    E a classe média tem algo que os pobres não tem, que é dinheiro. Pobres foram inúteis para a FBrN pois não possuem nada de qual eles podem ser defraudados, para depois ser expulsos por "falta de ética" se ousam reclamar.

    Seria bom resgatar os raízes indígenas do naturismo brasileiro.

    Mas a tradição e a continuidade?

    O cenário brasileira está cheia de partidos políticos que traçam seus antecedentes até raízes ilustres. O cristianismo está cheia de seitas que se dizem as únicas carregadores da palavra de Deus. A cultura tem movimentos como o tradicionalismo gaúcho (aquele pessoal que anda de bombacha) que perpetuam um tradição que a história desconhece. O arquitetura alpina da estância de Gramado deve sua existência não as tradições alemães, mas a legislação municipal - tudo aquilo data da emancipação de Taquara nos anos 50.

    Sim, ter uma tradição é útil, e qualquer organização nova pode enaltecer a tradição ilustre de Luz del Fuego, ou daqueles que pisaram nestas terras antes que Cabral.

    Um tradição existe, e quem procura ligações, encontra, ou fabrica conforme a necessidade.

    A FBrN se aproveito da estrutura da ANB - na maneira em que o cupim se aproveita da estrutura da casa. A situação societária da FBrN é problemática; o prestígio desgastado; e o moral, irrecuperável.

    Deixe para lá. Vamos voltar para a ANB, ou para Luz del Fuego, ou aqueles que avistaram as velas brancas das caravelas de Cabral. Vamos nós despir da carapaça da FBrN, e encarar o futuro, desnudos.

    terça-feira, 4 de janeiro de 2011

    A união e a força

    A FBrN ganhou seu Atestado de Inutilidade Pública quando se bateu em retirada no caso de Nelci Rones em Tambaba. A incapacidade de defender um naturista preso basicamente por ser naturista, se junta à incapacidade gerencial demonstrada no Congresso da INF na mesma Tambaba; e à censura do Jornal Olho Nu no caso Colina dos Ventos.

    Para nem falar de como no caso Colina do Sol a FBrN abandonou quatro naturista inclusive até seu presidente, Dr. André Herdy, e depois ainda abraçou efusivamente a corja da Colina de quem partiu as falsas acusações.

    Encontrei vários brasileiros, pessoas boas, que já participaram de naturismo organizado -- e não participam mais. Tantos foram os dissabores que aguentaram, que simplesmente se retiraram do meio. Eles se fizerem a pergunta clássica - "Estou melhor com ela ou sem ela?" e a resposta era, sem.

    O caso Nelci Rones, com seus reflexos imediatos no banimento de naturismo familiar de Tambaba, foi para muitos a gota d'agua. Já passou da hora, dizem, para uma Associação que defende os naturistas. Que os representa, mas principalmente, os defende.

    Contra isso, há gente pregando "a união", e também "a continuidade". Hoje olhamos o primeiro assunto, unidade. Depois, a continuidade, e a questão de interesses comerciais, e da defesa possível.

    A emblema de autoridade dos pretores romanos era uma fasces, como carregado pelo jovem naturista ao lado. Os vários paus amarrados mostram que um sozinho é facilmente quebrado, mas unidos são fortes. O machado no meio simboliza a força.

    É um símbolo de Justiça largamente usado pelo mundo; na estátua de Lincoln no Memorial em Washington, os braços da cadeira em que o grande homem está sentado, são lavrados com foices.

    Mas também era o símbolo, e deu seu nome, ao fascismo italiano.

    Os símbolos da união, e a palavra, são usados para legitimar noções completamente divergentes.

    A unidade que abrange

    Nada tenho contra a unidade - afinal, estou escrevendo no próprio blog de Peladistas Unidos, espaço este fundado por Ariana Boss, onde reina a pluralidade de opiniões, uma guarda-chuva (ou talvez melhor, guarda-sol) que abrange pontos de vista opostas, em cordialidade.

    Abrange a pluralidade de opiniões, e a totalidade de informações. Joaquim cuida de postar na lista "Peladistas Unidos" todas as notícias, e não somente as que agradam ou apóiam um visão específica. Ou as que pintam um retrato de naturismo somente em tons de cor-de-rosa.

    É interesses em comum que fazem um comunidade, mas interesses comuns não implicam na necessidade de uma ponta de vista única. Caminhamos na mesma direção, mas podemos discordar sobre a percurso a ser seguido. Mas vendo todos as informações e várias opiniões, podemos fazer a escolha melhor.

    A unidade que se imponha

    No meio da fasces, há o machado - simbolizando a força. Afinal, a união de todos dá a autoridade de disciplinar, não é?

    O fascismo colocou o Estado acima do indivíduo. Qualquer fanaticismo é assim: a igreja que queima o herege em praça publica; a guerrilha que executa os companheiros que divergem a linha ideológica (que é sempre bastante estreita); a sociedade que marginaliza quem tem o cor de pele errada, ou o sotaque de classe baixa, ou não use as roupas de moda (ou qualquer roupa).

    Não sou naturista: minha área de interesse é crimes de imprensa, e o caso Colina do Sol é um dos maiores do Brasil. Uma coisa que estranhei do naturismo brasileira, é a ênfase em exclusão. Uma vez um grupo naturista se forma, o primeiro assunto é: quem podemos excluir? Solteiros, quem dorme com a esposa de outro homem, ou quem dorme com outro homem mesmo? Quem esta abaixo de 18? Que tal quem está abaixo de 1m50? O naturismo brasileiro, na minha experiência, gasta muito mais esforço restringindo e expulsando do que recrutando e acolhendo.

    Não é nenhum mistério porque naturismo engatinha no Brasil enquanto cresce em disparada em outros regiões do globo.

    Como diferenciar?

    Geralmente dá para diferenciar quem procura a união como meio de chegar a algum objetivo comum: vamos nós defender, vamos compartilhar experiências, vamos tentar proteção em lei. Quem quer união só para ter união, geralmente está realmente dizendo "faz as coisas da minha maneira, pois aqui sou eu que mando."

    A fasces simboliza tanto a força que um pau ganha se unindo aos outros, quanto à autoridade ao qual este se submete quando faz parte da comunidade - qual força a pau teme mais que o machado?

    Mas no caso de Nelci Rones, e no caso Colina do Sol, a FBrN não mostrou a força da união. Mostrou, "a encrenca é sua, e vou cuidar da minha vida". A "união" da FBrN não protege os paus contra as ameaças de fora.

    O machado está protegido, ali no meio dos paus. E como Jornal Olho Nu descobriu, o machado não hesita em mostrar quem é pau e quem é machado.

    A fasces simboliza o contrato social, a união e a força. A FBrN promete a união, e exercita somente a força. Estamos melhores com ela, ou sem ela?

    sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

    Sol na praia, luar na neve

    Estamos na época de Natal, como lembra em carta aberta o filho de Nelci Rones Pereira de Sousa, preso perto da praia de Tambaba, quase exatamente três anos depois que eclodiu o caso Colina do Sol, com acusações igualmente pesadas - e evidências igualmente insubstancias, e igualmente chamado "Operação Predador".

    O Correio em João Pessoa acaba de soltar o título que "Delegado diz já ter provas em caso de pedofilia", mas o corpo de notícia informa que "Segundo o delegado, as meninas ouvidas disseram que não foram abusadas pelo acusado..." Não tem provas, e indo assim, não terá.

    Para repetir, notícias nestes casos se entende pelos buracos, porque jornalista brasileira não informa, somente acusa. Se algo fortalece a acusação, é notícia; se comprova inocência, é caso de retorcer ou esconder.

    Mostraram as fotos - não são pornográficas. Ouviram as meninas - não foram abusadas. No Rio Grande do Sul, nesta etapa, o próximo passo da polícia foi de torturar menores para "confessar" abuso, chamar uma psiquiatra desqualificada para "interpretar" as declarações de outros menores ("palavra de menor tem peso especial nestes casos" vamos ouvir - que não vale quando a palavra é "não aconteceu"), e plantar evidências.

    Tudo do que vimos até agora, é exatamente o que veremos, se o Sr. Nelci Rones for inocente. Daqui em diante, começam as mentiras, e as alegações que "sigilo de Justiça" veta maiores informações sobre o caso. Incoerente, pois teria proibido o que já saiu com tanto barulho.

    Agora policias e promotores vão se distanciar de fatos comprováveis para vagar pelo campo de psicologia, e abandonar acusações específicas que precisam se encaixar em algum artigo da Código Penal, e partir para a difamação, anunciando qualquer coisa que pode servir para macular quem foi, esta vez, "pego por Cristo".

    Polícia, imprensa ...

    Da polícia tivemos a truculência de sempre. Da imprensa, a eterna postura de claque apto a aplaudir e acreditar em qualquer um que acusa, de publicar manchetes que são desmentidos pelo corpo da notícia, de posar de paladino quando está brigando com seus pares para tomar o frente no posse de linchamento.

    Para acreditar neste história, nestas "evidências", nesta interpretação da palavra das meninas que afirmaram claramente não foram abusadas, somente quem é desonesto ou incompetente.

    Mas a polícia que temos, conhece os jornalistas que temos.

    ... e naturistas

    E os naturistas. As reações que temos até agora são do Sr. José Antônio Ribeiro Tannús, que enfiou a cabeça na areia com a rapidez conquistada com muita prática. Depois, SONATA convocou uma reunião de emergência para "posicionamento desta Sociedade com relação ao ocorrido". O estimado presidente do ONG da Praia do Pinho sugere que está na hora de aderir aos padrões, e enforçar o que ele chama da "Código de Ética" - que não é um Codigo de Ética, que é um dos raízes do problema.

    A prefeitura de Conde pegou a praia de Tambaba de volta de Sonata - mas já fez isso dia 22 de novembro, uma leitura mais cuidadosa revela. As acusações na casa Colina do Sol foram contra quem investigava irregularidades financeiras. Há algo atrás desta diferença de data que ainda não foi explicado. E deve ser.

    Trenó

    Nelci Rones Júnior, na sua carta aberta, detalhou os fatos, e fez uma réplica as acusações. Foi claro e focado - algo que vamos ver cada dia menos da polícia e da imprensa, conforme aumenta sua pressa e sua fúria para sustentar as acusações que já fizerem. Que são insustentáveis, pois falsas.

    Mas no final, Júnior lembra de Natal.

    Moramos num país tropical, onde estranhamente em pleno verão se pode encontrar neve num shopping. Os Natais da minha juventude era no visual iguais aos visões do marketing norte-americano; a realidade era de um frio brutal. Mais longe da praia de Tambaba, impossível.

    Mas pensei naqueles ícones de Natal de outro hemisfério, e entendi a estratégia dos naturistas quando lembrei do trenó.

    Não, não o trenó de Papai Noel - a decisão da TJ-RS que dizimou a indenização do Ratinho para Colina do Sol será publicado esta sexta-feira, e a Colina não vai encontrar um presente na meia, mas somente uma pedra de carvão.

    Lembrou daquele trenó russo. Um noite de luar na floresta, a turma no trenó voltando da festa, e entre as sombras das árvores, outros vultos que se movimentam, e uivam e ficam cada vez mais próximos. Dá para ver o branco dos olhos, as bocas abertas, as dentes afiadas. E um é escolhido, e jogado para os lobos, e enquanto param para comer, o trenó, agora mais leve, se afasta.

    Mas é por pouco tempo. Eles retomam a caçada, e logo é hora para outro ser jogado.

    Pois é preciso preservar o trenó. "Não podemos permitir que a filosofia adotada pela Sonata seja confundida pelo mau comportamento de um membro", como disse a presidente da Sonata, Gione Pereira.

    No luar da Sibéria, entendemos o que vai passar na praia de Tambaba, sob o sol de Paraíba. Será a mesmo que deu antes em Taquara, e o que dará na próxima vez que os lobos atingem o trenó. Quem foi jogado e está sendo jantado não foi nós, então porque olhar para trás?

    quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

    Tambaba , entre o diabo e o profundo mar azul

    Nelci-Rones, em Tambaba
    A prisão de Nelci-Rones Pereira de Sousa, diretor, ex-presidente, e dono de carteira número um da Sontata, que administra - ou agora, administrava - a praia de Tambaba, a mais famosa praia naturista do nordeste do Brasil, mostra de novo quanto naturistas são vulneráveis a este tipo de acusação, e quanto o naturismo organizada carece de preparo - e ainda mais, de vontade - de defender-los nestas horas.

    Enquanto Rones está vendo o sol nascer quadrado, no Estado "onde o sol nasce primeiro", vamos tratar logo do "elefante na sala" - Rones é culpado de fazer e comercializar fotos pornográficas e abusar de crianças, ou não?

    A imprensa mostra prisão, acusação, afirmações mirabolantes sobre evidências e vítimas. Porém, é preciso lembrar que a imprensa não procura investigar os fatos, mas somente comprovar a acusação. A acusação que sai publicada não é aquela cujos alicerces vão mais fundos, mas aquela que voa mais alto.

    Os fatos, nestes reportagens, se sabe pelos buracos - quando o que sai no jornal é uma coisa diferente do que seria, caso houvesse uma acusação real e comprovada. Vamos examinar os que as reportagens afirmam, de maneira quantitativa e qualitativa.

    Os 500 Fotos

    Quase todos as matérias falam em 500 fotos. Primeiro, o número cru. 500 fotos é 15 rolos de filme; se Rones tirasse 10 fotos por fim de semana, é um ano de fotos. A quantidada não é nenhum exagero. É até baixo: a afirmação é de "100 vítimas", e cinco fotos por sujeito não parece coerente com a tese de comercialização.

    O que são as fotos? Terra informa que:

    De acordo com informações oficiais, as imagens apreendidas possuiriam "nítida conotação pornográfica", sendo que "os próprios pais permitiam que as crianças e adolescentes fossem fotografadas e o produto publicado". A suspeita é de que seja realizada a comercialização das fotos e de vídeos para sites internacionais.

    O Globo fala que "mais de 100 crianças e adolescentes foram fotografados nus pelo acusado".

    Como já mostramos aqui, foto de criança nua não é crime. A Folha acabou de publicar mais uns três este domingo, ilustrando reportagem sobre pessoas que na presidência Lula subiram de pobreza para classe "C".

    A frase chave aqui é "nítida conotação pornográfica". A diferença entre "pornográfica" e "nítida conotação pornográfica", é a diferença entre uma oceano de água, e uma noção de água. Um promotor nunca, depois uma operação cinematográfica, fala "Não encontramos evidência". Ele fala de "indícios" e "conotações" e "pistas importantes que podem levar ...". E de "conotação".

    A tradução de "A suspeita é" nestes casos é "Não foi comprovado".

    O Diário de Pernambuco oferece outra descrição, fala que Rones foi "...acusado de utilizar a filosofia naturista para cooptar, recrutar e fotografar crianças nuas, muitas vezes em posições sensuais."

    Vamos traduzir. "Muitas vezes em posições sensuais" quer dizer, "Muitas vezes não, e não passava disso."

    E há a afirmação de que os pais de 100 crianças permitiram as fotos. Se alguém em Paraíba queira fabricar pornô, não duvido que encontraria um ou outro pai que venderia suas filhas - a prostituição infantil é um problema lamentavelmente endêmico no país. Mas pais de 100 crianças? Numa praia com um número limitado de freqüentadores fieis? Você acredite?

    Agora, o assunto de abuso. Lendo as matérias no internet, há uma falta notável de afirmações das próprias crianças de que foram abusadas. Ouvimos - de novo de O Globo - de que "Testemunhas disseram ainda que os menores também eram vítimas de abusos sexuais praticados por Sousa." Que testemunhas são estes, e como eles saberiam?

    - São inúmeras as fotografias de crianças que, em tese, primeiramente eram levada para Tambaba, para se customizar a situação naturista. Depois, seguiam para a residência do investigado, onde eram fotografadas e abusadas sexualmente - salienta o promotor. (Promotor de GAECO Octávio Celso Gondim Paulo Neto)

    "Em tese" é outra vez, palavra-código para "não foi comprovado".

    O Globo termina a matéria com uma das afirmações de sempre, para impor uma pátina de seriedade: "Sousa era investigado havia cinco meses."

    Imagine. A policia ouve que alguém está comendo criancinhas, e deixe ele continuar durante cinco meses, e neste tempo todo, não consegue o prender em flagrante. Dá para acreditar? No caso Colina do Sol, a polícia também afirmou que estavam investigando faz seis ou oito meses, e uma leitura do inquérito mostra que isso, também, foi mentira. No caso de Rones, as reportagens dizem que ainda vão investigar se os fotos de Rones sairem em sites. Se não determinaram isso ainda, que diabos estavam fazendo durante cinco meses?

    Permissão dos pais

    Aspecto interessante é que um dos supostos pecado de Rones era "convencer os pais a deixar seus filhos serem fotografados". Bem, Marcelo Pacheco do site Brasil Naturista, está sendo processado por fotografar crianças sem permissão dos pais. Há outro processo assim pendente contra ele em Pernambuco, no comarca de Carpina, no caminho de Recife para Tambaba. E outro processo do mesmo teor na mesma comarca, contra Celso Rossi.

    Se com permissão dá processo, e sem permissão dá processo, parece que não há uma escolha correta.

    O antipático sr. Rones

    Não sei se eu cheguei a conhecer sr. Rones, quando passei em Tambaba no congresso INF-FNI em 2008, na ilusão de que entre os naturistas encontraria apoio para Dr. André Herdy.

    Sr. Rones, até onde eu sei, não fez nenhuma gesto ou palavra de apoio ao Dr. André. Além disso, ouço que ele militava contra homens solteiros e homossexuais na praia. A discriminação contra homossexuais é mais uma manifestação da intolerância ora contra judeus, bruxas, negros, anarquista, comunistas - e agora contra quem é acusado de pedofilia. Alguém que conhece bem o lugar e o homem, disse que ele constantemente fiscalizava o comportamento dos outros na praia, brigando com quem não se encaixava na sua visão rígida de naturismo.

    Não conheço Rones, pouco conheço Tambaba. Culpado ou inocente, o homem tem o direto de ser considerado inocente até julgado. A prisão na televisão, com coletivas da Promotoria, já imponha uma condenação na opinião público que nenhum veredito nunca vai apagar. O que foi mostrada das evidências até agora é de fragilidade extrema. Se, eventualmente, encontram provas mais robustas, pode ser que isso condena Rones - mas ainda assim, não inocenta a polícia e o GAECO de ter agido numa maneira criminal agora na prisão espetacular dele.

    E a FBrN

    A Federação, como qualquer Federação, tem como uma das suas funções principais servir como o voz para o mundo daqueles que reune e representa. A importância da função aumenta num momento de crise.

    Mas a FBrN falou não para o mundo, mas para o umbigo, emitindo uma comunicada interna para gerentes de áreas naturistas, afirmando que a prisão do ex-presidente de SONATA não contamina a FBrN.

    A afirmação remete aos agentes que fazem revistas, agora bastante íntimas, nos aeroportos dos EUA. Estão sempre de luvas de borracha - que não trocam entre um passageiro e outro. As luvas não estão para proteger o passageiro, mas o agente da sistema: o importante é que nada acontece com ele, se chegar a transmitir chatos entre viajantes, o problema é deles.

    A FBrN está blindada contra esta acusação, ela disse. Não se importa com o que acontece com Nelci, como não se importava com o que aconteceu com Dr. André Herdy, e como não se importaria com o que acontece com você, leitor. A Federação não existe para os naturistas, existe para si mesma.