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quinta-feira, 10 de março de 2016

Quando genitalia é melancia

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sábado, 20 de julho de 2013

Borraram os sem-calças

A ocupação da Câmera de Vereadores de Porto Alegre por jovens protestando a tarifa de ônibus e tanto mais terminou de modo festivo, sem danos para o patrimônio público, mas com o que o repórter Felipe Bächtold da Folha de S.Paulo chamou de "mais uma inovação":

Cerca de 20 jovens que integram o Bloco de Luta Pelo Transporte Público, grupo que reúne entidades que pedem o passe livre, posaram nus dentro da Câmara Municipal para fotos que depois eles próprios postaram nas redes sociais.

O "ensaio fotográfico" foi uma comemoração do grupo, acampado no plenário da Casa desde a semana passada, pela resposta a parte de suas reivindicações.

Mesmo sem roupa, os jovens, "tímidos", cobriram o rosto. Eles se posicionaram para as fotos em frente a uma galeria de retratos de ex-integrantes da Câmara. A atitude chocou políticos do Estado.

A matéria toma a metade superior da página C8 da Folha de ontem, com o título "câmara dos PELADOS", com "PELADOS" em letras com quase 4 cm de altura. É ilustrada com duas fotos, aparentemente tiradas de Facebook, uma das quais reproduzo abaixo:

Isso não era a única foto tirada; na própria foto podemos ver mais quatro pessoas tirando fotos. Esta foto saiu na versão impresso da Folha recortada para tirar estas pessoas da margem da imagem - porém, a nudez é intocada.

Outros veículos

Enquanto a Folha fez o recorte artístico mas não censurou, vários outros veículos borraram os sem-calças. O Diário Gaúcho borrou pintos mas não seios.

Zero Hora optou por uma captura diferente da mesma cena, mas também com as "vergonhas" borradas. E de novo, seio é liberado, mas pinto não pode.

Barrado no origem

O repórter postou a imagem colhida de Facebook na página da Folha no Facebook - e foi censurado. Facebook apagou a imagem e ainda bloqueou a conta do jornalista durante 24 horas.

"Sexo grupal"

O uso do nudez em protestos (e nesta caso, em comemoração) é pouco entendido. Conforme a matéria de Bächtold:

O presidente da Câmara, Thiago Duarte (PDT), afirmou que a imagem é "deprimente" e desrespeitosa com a instituição.

"Se querem fazer sexo grupal, que vão fazer em um local privado, não em um local público", disse à Folha.

A confusão de nudez simples com sexo (e até "sexo grupal") é tipica de quem nunca foi exposto ao naturismo. Até a forma de censura, feito da ótica machista, ilustra esta confusão. Mas a confusão é somente no lado "textil"? Bächtold continua:

CAUSA LGBTT

Integrante do Bloco de Luta, Luciano Barcellos, que participou da audiência, disse que a iniciativa de bater as fotos partiu de um pequeno grupo de ativistas ligados à causa LGBTT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e transgêneros), que também fazem parte do movimento.

"Eles entendem que o corpo não é um problema", diz.

Barcellos --que não aparece nas fotos-- critica o que chama de "falso moralismo" e diz que o bloco tem integrantes de "todo o prisma da esquerda" e respeita cada tipo de protesto.

Quem já viu um pouco de naturismo brasileiro encontrou a jabuticaba de proibição de homens solteiros. É muito ingenuidade interpreta isso como outra coisa do que é: homofobia.

Ora, se naturismo não é sobre sexo, o que importa a preferência sexual dos naturistas? Se a pretensão não seja "sexo grupal", por que cargas d'água é preciso que homem e mulher estejam presentes em proporções iguais?

Os vereadores de Porto Alegre podem ter suas dificuldades em distinguir nudez de sexo. E se não conseguem entender o respeito pela coisa pública (não houve vandalismo) e o desrespeito pelo homem público (as fotos de cabeça para baixo) é porque não querem entender.

No naturismo brasileiro, também, o hábito é fingir não entender muito coisa: não enxergar o swingue, não enxergar a discriminação contra homossexuais, não enxergar os fraudes financeiras e imobiliárias que se escondem atrás de naturismo.

Há quem pergunta porque os jovens nos fotos enrolaram suas cabeças em panos. Prefiro perguntar porque os naturistas brasileiros enfiam suas cabeças na areia.

domingo, 17 de março de 2013

QUEBRANDO OS MUROS DO NATURISMO


Em função da matéria “Nudistas da Praia do Abricó não aconselham topless em Copacabana”, na qual fala de ginastas dinamarquesas fazendo topless, e as respostas de alguns naturistas de Abricó para o portal G1, suscitou alguns comentários muitos interessantes nas listas de discussão sobre naturismo. 

O naturismo é NORMAL , é simples, sem complicações. É necessario levar e mostrar isso as pessoas comuns.  Sair fora de "guetos" e "locais escondidos" é necessario. Certamente uma associação deve recomendar para famílias locais "seguros", porem isso não deve limitar e nem inibir ações que desejem mostrar a população em geral a forma simples e sem complicações que é a nudez.

Abaixo é reproduzido alguns desse comentários:  

Cada vez entendo menos e me decepciono mais com as declarações de alguns naturistas quanto à nudez e, agora, especificamente quanto ao topless praticado pelas ginastas dinamarquesas em Copacabana. 


Quer dizer que seios nus como forma de exibicionismo, tipo no carnaval e pelas meninas para atrair turistas pode? Mas, exibir naturalmente os seios ou o corpo totalmente nu não pode; tem que ser escondido entre pedras altas, num local quase inacessível, como se a nudez fosse em si uma ofensa. Lamentável que alguém da Associação de Abricó condene seios à mostra na praia de Copacabana em pleno século XXI, com a argumentação esdrúxula de que havia prédios por perto.
Quem luta pelo naturismo, pratica o naturismo, deveria lutar pelo nu, pela liberdade de estar nu em qualquer lugar e não pela nudez entre quatro penhascos! E essa desculpa de que os brasileiros não estão preparados para isso me cheira à mesma argumentação usada durante um tempo negro da nossa história de que nosso povo não sabia votar... 
O ato em favor da nudez  realizado no Ibirapuera serviu para provar o contrário e para calar a boca dos que querem o naturismo emparedado. Provou que, sim, o povo está preparado para aceitar civilizadamente a nudez pública, sem muros nem penhascos. A Pedalada Pelada deste ano ocorreu sem incidentes, com a Polícia apenas dando proteção aos participantes.
Nunca é demais lembrar que a evolução só acontece quando se avança, e só se avança quebrando tabus, dogmas, paradigmas, ousando. Ou será que alguém ainda pensa que a terra é quadrada e é o centro do universo?
Acordem naturistas!

Verdade este comentário.
Também estou procurando entender como o Naturismo está se comportando frente a estes fatos.
Nudez pode no Carnaval em todos os momentos, parece tudo liberado, mas o topless é mal visto ou pouco tolerado devido falta de entendimento ou consciência da população. Se uma pessoa denunciar ou se chocar, não se pode fazer.
Engraçado que neste país a corrupção, o roubo de verbas públicas, as falcatruas, maracutaias não chocam e ninguém denuncia ou fica indignado, mas diante da nudez há um clamor geral.
Se a manifestação ocorrida no Ibirapuera acontecesse com maior frequência, talvez pudéssemos ter uma clara noção da mentalidade do povo. Ou aceitariam e entenderiam ou seria proibido totalmente, porque, com certeza teriam reclamações e denúncias de atentado ao pudor, o que não ocorreu desta vez.
Por que atentado ao pudor, se as autoridades e governantes não tem pudor nenhum e nem vergonha na cara? Isto precisa ser repensado.
Recentemente estive no Rio de Janeiro com um casal de espanhóis e a mulher fez topless na praia de Copacabana. Ela fez perto de um posto policial, mas antes perguntou aos policiais se não teria nenhum problema e eles disseram que não e que ela poderia fazer topless.
Dai entendemos que as pessoas não fazem porque não querem... porque a polícia até dá proteção.
Mas tem uma coisa: quem não quer fazer também não quer que ninguém faça e aí denuncia.
E os comentários dos naturistas não foram felizes, já que se eles atingiram um estágio evoluído de liberação do corpo, porque limitar a evolução dos outros.
Precisamos de mais espaços e não se limitar aos já existentes.
Devemos pensar em sair do casulo e se mostrar mais no naturismo, perdendo o medo que sempre nos foi imposto por  ideias  e comentários errados a respeito.
Os naturistas devem defender mais o naturismo para que ele saia da condição marginal.

A questão naturismo, ainda esbarra no “socialmente correto”, e as pessoas que no final de semana fazem parte dos encontros naturistas, em chácaras “fechadas”, não querem ser descobertos na segunda feira pelo seu chefe ou pessoal da empresa que trabalha.
Na igreja que frequenta, em sua família muita das vezes..... então os naturistas ficam na defensiva.

Em Copacabana, praia que sempre foi motivo de alegria aos cariocas, deve ser sim praia do TOPLESS.
Quem deseja tirar tudo, vai para ABRICÓ.
O topless nas praias brasileiras não é “proibido”, e segundo o principio ontológico do direito o que não é proibido é permitido; porem como nossas leis são ridículas, basta uma “autoridade” se sentir no direito de reclamar ao “pudor da família” e pronto, policia armada, todos na delegacia para “registro do BO”.
Tento por vias políticas fazer uma “lei federal”, dando total amparo ao TOPLESS em todas as praias brasileiras. Segundo o senador Suplicy existe a tal bancada evangélica que é totalmente contra esta ideia... mas vamos tentando...
O ato no Ibirapuera deve ser feito, incentivado, dado total e amplo apoio. Mostra que o naturismo é NORMAL, é simples, e NATURAL.
Se não houve na primeira vez ninguém contra, vamos fazendo e quem sabe nunca terá uma denuncia.......
Mas um advogado deve ser avisado, e ficar de sobre aviso no dia da ocorrência.

sábado, 2 de março de 2013

A nudez não é pornográfica...

www.carolinaatuesta.com.ar
O evento é sobre a nossa liberdade de expressão, nosso direto da nossa imagem, pacifico e com nudez no parque Ibirapuera, aqui em São Paulo -SP,Brasil. Se você é um daqueles que gosta fotos de adolescentes nuas ou crianças peladas, esqueça: não vai acontecer.
Aqueles quem forem participar deve ser maior de idade. "Pense nas crianças" é a reclamação padrão contra qualquer coisa que sai do habitual.
O Ministério da Justiça já liberou a nudez simples, não-sexual, na televisão para todos as idades. Se puder nas ondas abertas, porque não ao céu aberto? Claro que é um evento não convencional como já foi dito no texto nudez social
Apesar de ser uma manifestação, um protesto sobre a nudez sem conotação sexual, não terá placas e gritos de ordem. Será mais uma festa, um momento de alegria e paz pela liberdade de ficar nu.
Como disse o organizador dos eventos:

"estamos pelados não pra se expor e nem pra ver os outros pelados, não por exibicionismo ou voyerismo, é fundamental primeiro desassociar a nudez da sexualidade... estamos pelados porque está calor pacas e as roupas incomodam, é um saco nadar de roupa e depois ficar com as roupas molhadas, fora que tem um monte de doenças por causa de sunga e biquíni molhados tipo cystite, infecção urinária e aquelas bolinhas na bunda - só pra citar as mais comuns ... estamos pelados porque é saudável e natural, então é um absurdo ser proibido ficar pelado!" Alfredo Nora ao publico de curiosos na mani festa ação pela liberdade da nudez 2, praça da paz, Ibirapuera.


Dados do Evento:
terceiro ato

pela liberdade da nudez
na praça da paz no ibirapuera
(para esta edição contaremos com a presença da policia do parque - todas as nossas manifestações foram pacíficas e com calorosa recepção do publico desavisado presente, essa medida é só pra garantir que assim seja sempre...)
- se vc é de fora de sampa, agita na sua cidade neste dia! -
pela liberdade de estar nú
em praças, praias, cachoeiras e facebook!
pra criarmos a cultura da nudez
pq a nudez é natural, é saudável e é lynda!
pq a proibição da nudez gera:
tanta pornografia e tanta violência contra mulher
tanto pudor ao proprio corpo e ao prazer
pela paz mundial
pelo fim da associação da nudez com sexo:
para libertar a nudez da sexualidade!
tragam frutas, flores, comidas, bebidas, instrumentos, tintas, argilas, cangas, barracas, livros, amores...
convidar todos os seus amigos
é nos unir e propagar esse movimento!
dia 30 de maio de 2013 as 15hs
na ciranda de palmeiras da praça da paz
do parque ibirapuera de são paulo

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Nudez Social

O nu se liberou das amarras no parque domingo
O evento em prol da Nudez social e sem conotação sexual realizada recentemente num parque em São Paulo, lembra que devemos ter alguns cuidados. Mesmo assim não é garantia contra uma possível ação contra, ou que as fotos ou imagens daqueles que estão nus não parece em algum noticioso.
Nesse ultimo evento realizado em São Paulo, segundo informe, varias autoridades foram previamente comunicadas inclusive, para que os organizadores pudesse cumprir uma ordem contra a sua realização.
A tese para sua realização tem por base os seguintes pontos:
  • Constituição Federal de 1988 dispor que todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente, nos termos do artigo 5.°, inciso XVI;
  • A reunião ser um direito fundamental e princípio basilar de um Estado Democrático;
  • A liberdade de expressão garantida também no texto constitucional brasileiro em seu artigo 5.°, quando dispõe nos incisos IV e IX: é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; é livre a expressão de atividade intelectual, artística,científica e de comunicação, independente de censura ou licença;
O fato de que essa proteção constitucional refere-se não só às reuniões estáticas, em específico local aberto ao público, como também às manifestações em percurso móvel, como as passeatas, os comícios, os desfiles etc.
Tem por objetivo chamar a atenção das pessoas ao fato de que o NU é natural do ser humano, partindo do entendimento de que a legalização da nudez tornará a sociedade mais saudável, com menos pornografia, bem como, poderá excluir com o preconceito e diferenciação que há no tratamento das pessoas pela forma da vestimenta, além do que, criará maior segurança às mulheres que sempre são assediadas ao usarem roupas curtas., visando a paz, os direitos igualitários e a liberdade sobre o próprio corpo.
A criminalização e a descriminalização devem ter por base precipuamente o sentimento jurídico do povo, pouco importando tratar- se do Direito Penal em si mesmo ou de contravenções penais, desde que se destinem a reprimir certas condutas que a sociedade não pode tolerar.
Suspensão nu dá foto
Não sou advogado e nem tenho formação formal na área do direito, portanto, profissionais do direto podem fornecer mais orientações.
Também é bom lembrar, que muitos empregadores são contra a “nudez social”. Veja por exemplo a noticia: “FBI avisa que mandar foto nu dá suspensão
Até por isso acho uma pratica contra naturistas fotografias feitas em locais naturistas, sem a autorização dos fotografados.
Outro ponto é quem for participar deve ser maior de idade. "Pense nas crianças" é a reclamação padrão contra qualquer coisa que sai do habitual.
O Ministério da Justiça já liberou a nudez simples, não-sexual, na televisão para todos as idades. Se puder nas ondas abertas, porque não ao céu aberto?
Lembrando todos esse pontos, e que o evento foi pacifico, achei positivo pois chamou a atenção que a nudez sem conotação sexual é parte da natureza humana. O evento visou normalizar o estado mais natural do ser humano. A concepção do evento foi ousada, a realização bem preparada, e o resultado sem drama. Como deveria ser.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Fotos de crianças nuas: Pacheco explica

Com esta imagem evitamos danos duplos.
Poupamos Marcelo Pacheco do uso da sua imagem.
E poupamos nossos leitores de uma imagem de
Marcelo Pacheco.
Damos a palavra hoje para Marcelo Pacheco, dono e editor da revista Brasil Naturista e do site www.pelados.com.br. É difícil conseguir os pensamentos originais de sr. Pacheco - até o nome da revista era de outro, e ele registrou como sendo seu - mas conseguimos para nossos leitores as palavras dos seus advogados, em juízo. Mais sincero, impossível.

O caso é 015/1.09.0002398-2, na comarca de Gravataí, RS, onde Marcelo Pachedo está sendo processado por ter colocado na capa da sua revista o filho de quatro anos de Luciano Pinheiro Fedrigo. Preciso tirar o chapéu para os defensores de Pacheco pelo seu discernimento e cultura na escolha da quase a totalidade das evidências apresentadas:  anexaram ensaios de raro profundidade e lucidez sobre naturismo brasileiro, ainda que com estranhas falhas de português.

Porém, apesar dos anexos que comovem pela força implacável da sua lógica, confesso que não consigo seguir os argumentos dos advogados. Com meu entendimento leigo de direito, umas contestações soaram falsos, o que foi confirmado por advogado. Por exemplo, não é verdade de que quem foge de oficial de Justiça durante três anos ganha como prêmio o direito de não pagar. E as afirmações que os advogados fazem sobre o papel de Marcelo Pacheco no caso Colina do Sol são irrelevantes, mas também são mentiras. Se Pacheco mentiu para os advogados, ou os advogados mentiram para o juíz, não sabemos.

Mas vamos ao Pacheco sobre fotos naturistas. Ele esclarece, por meio dos seus advogado, de que:

Naturista não sofre dano quando foto seu pelado é publicado:

Observa-se de que o menino que é sustento da presente ação, filho do autor Luciano, irmão de Cristiano e afilhado de André Herdy, na época Presidente da Federação Brasileira de Naturismo, estava no evento com os padrinhos e este autoriza formalmente o uso da imagem. A presença do menino em eventos naturistas é uma constante, já que residia na Colina do Sol, reduto exclusivamente naturista, portanto a sua presença nu, embora a foto assim não o demonstre, não lhe causa qualquer abalo ou dano.

Permissão dos pais para publicar fotos pelados dos seus filhos não é necessário, se, no opinião do fotógrafo, "Os pais do menino se no local estivessem teriam autorizado ..."


Os pais do menino se no local estivessem teriam autorizado, como fez o padrinho, as fotos do menino, e a divulgação desta no Portal e na Revista, pois participaram e ainda participam do convívio próximo com o naturismo. Vide documento anexo que dá conta de que eles teriam inclusive lote residencial na Colina do Sol, local, que como dito anteriormente e de conhecimento público, é exclusivo reduto naturista.

Naturista acho normal que seja fotografada nu para e sua imagem seja vendida:

... e um fato corriqueiro e normal no mundo naturista, não tem apenas este vertente. Ora, se todo mundo está despido, se todas as fotos retratam o local e as pessoas, as pessoas aparecerão nas fotos, do modo que estão: nus. Não se susteniara a pretensão indenizatória, senão pela pretensão locupletacionista, não fosse outra a vertente auxiliar na inclinação do autor.

E sendo que o nudez é "um reflexo de verdade", os naturistas não se importam em ter seus fotos, ou os fotos dos seus filhos, assim expostos:

Daí a troca de um posicionamento que, caminhando ao lado da cultura naturista, e dela participando ativamente, traveste-se num novo entendimento, desta feita sentindo-se lesado por uma colheita de cena, que o menor - filho do autor - participara desde sempre, pois como diz a própria inicial, e que é reflexo da verdade, o menino criou-se na Colina do Sol, e convivendo com o naturismo. Portanto uma cena que reflete apenas um evento naturista, e que de forma alguma expõe o menino. Sinalando-se de que o padrinho do menor, que o leva ao evento, e que era, na época Presidente da Federação Brasileira de Naturismo, autoriza a foto.
Observa-se, e as publicações assim o demonstram que o movimento naturista é formado por famílias, e com regras rígidas de ética.

Pacheco esclarece para nos que o uso da foto sem permissão e sem compensação não deve ser indenizada, porque isso uso comercial é "sem ofertar ao mesmo qualquer prejuízo":

...exibição da foto alcança ao menor, filho do autor, de modo contextualizado, sem ofertar ao mesmo qualquer prejuízo, mormente por ser ele, e sua família, oriundo e praticante do naturismo e por estar no evento (Primeiro Acampamento Naturista do Sul do Brasil) assim como os vídeos e as publicações refletem eventos familiares.

Então, assim são as explicações de Sr. Marcelo Pacheco para a Justiça sobre a publicação e a distribuição pelo Internet de fotos de menores nus.

Quem discorda dele, pode reclamar com a Federação Brasileira de Naturismo. Ou pode reclamar no meio democrático das listas naturistas.

Nos próximos dias, vamos brindar nossos leitores com mais revelações de naturismo de Marcelo Pacheco, e dados exclusivas sobre o tamanho inacreditável do império de comunicação comandado por este barão da mídia naturista. Fique ligado!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

“Festival de Leituras Eróticas” (Satyriase)


Caro amigos Naturistas/Nudistas/Peladistas,

Mais uma oportunidade de ver um espetáculo ao natural (pelado) junto com o publico normal do evento. Dessa vez será agora SÁBADO - 12 DE NOVEMBRO de 2011 das 23h59 às 04h no “Festival de Leituras Eróticas” (Satyriase) – Miniteatro em São Paulo (veja no link abaixo)

Peladistas  se puderem apareçam  e fiquem ao natural!

23h59 às 04h “Festival de Leituras Eróticas” (Satyriase) - Miniteatro

Mas afinal do que se trata?  Veja em SATYRIASE http://peladista.blogspot.com/2011/11/satyriase.html

Primeira regra para viver a verdadeira e plena liberdade dos sentidos: ter certeza de que não vai se arrepender. Ao menor sinal de receio em relação aos possíveis efeitos colaterais de seus atos, sobre sua vida ou a de outros, segure o ímpeto e deixe que a fantasia sobreviva apenas como tal. Não se pode ser livre, dona absoluta do próprio corpo, temendo que o mundo descubra nossos segredos. Até porque boa parte do prazer que advém da liberdade dos sentidos reside precisamente em exibir os efeitos de seu exercício. Só arrisque se tiver muita segurança de poder viver como uma alma desgarrada da manada maior. Mas, acima de tudo: não dê bola para conselhos. Nem para este. Siga seu próprio instinto.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Peladistas novamente na "Macumba Antropófaga"



Dia 01/10 e o 02/10 os "Peladistas" estarão novamente  na "Macumba Antropófaga", rito do diretor José Celso no Teatro Oficina Uzyna Uzona.

Há um momento  em que fala do tabu do nú, uma das atrizes pede para quem quiser ficar nu nesse momento, seria legal nesse ficarmos pelados nessa hora.

A parte financeira – pagamento dos ingressos e desconto – deverá ser feita diretamente com a produçao do Oficina. 

O ESQUEMA DE PAGAMENTO SERÁ O SEGUINTE:

NÃO SE ESQUEÇAM DE SE IDENTIFICAREM COMO "PELADISTAS" para pagar R$ 25,00 por pessoa.


Para comprar ingressos favor fazer o pagamento na conta abaixo e enviar, via email, para 
ingressosmacumba@teatroficina.com.br., o comprovante do depósito, o nome e um número de documento da pessoa que vai retirar os ingressos na bilheteria, com até 15 minutos do início da sessão.

Na hora da entrega dos ingressos será solicitado documento de identificação com foto. Assim como para os ingressos de meia entrada, entregues somente com apresentação de documento válido. Se for morador do Bixiga,  trazer comprovante de residência recente, para aproveitar o desconto.

Não é possível fazer reserva de ingressos através desse email, apenas compra antecipada. E não serão aceitos comprovantes de pagamento realizados fora do horário bancário. As compras antecipadas, portanto, devem ser feitas até sexta-feira, no horário bancário.

Os preços são:

R$ 50,00 inteira
R$ 25,00 meia (estudantes)
R$ 10,00 moradores do Bexiga
Dados da Conta:
Banco do Brasil
Agencia 2809-6
Conta Corrente 22771-4
CNPJ: 53.255.451/0001-36
Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona

Os ingressos não são numerados.
Não fazemos reserva.


O espetáculo começa as 16:30
 

No final, os artistas ficam no Restaurante Troca-Troca, localizado no Terreno do Sylvio Santos, atrás do teatro, lá é o momento de conversar e debater opiniões. É um espaço bem legal, rola uma música ambiente, um cardápio maravilhoso no restaurante, e muita interação público e artistas.

Qualquer duvida mande um email para "Peladisatas Unidos" peladistasunidos@gmail.com. Veja também em http://teatroficina.uol.com.br/headlines/80 e não se esqueça de enviar o comprovante de pagamento para o email ingressosmacumba@teatroficina.com.br

Divirta-ser

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Peladistas na "Macumba Antropófaga"

Dia 24/09 os "Peladistas" estarão na "Macumba Antropófaga", rito do diretor José Celso no Teatro Oficina Uzyna Uzona

Há um momento em que fala do tabu do nú, uma das atrizes pede para quem quiser ficar nu nesse momento, seria legal nesse ficarmos pelados nessa hora.

A parte financeira – pagamento dos ingressos e desconto – deverá ser feita diretamente com a produçao do Oficina no email informado no link abaixo.  Nesse link esta as instruções de como proceder para comprar e enviar o comprovante de pagamento. Aos que já pagaram não esqueça de levar algum documento com foto e chegar pelo menos 15 minutos antes para retirar os ingressos.


Será sábado agora, dia 24 de setembro de 2011, num sábado. O espetáculo começa as 16:30

http://peladista.blogspot.com/2011/08/macumba-antropofaga.html

Qualquer duvida mande um email para "Peladisatas Unidos" peladistasunidos@gmail.com


No final, os artistas ficam no Restaurante Troca-Troca, localizado no Terreno do Sylvio Santos, atrás do teatro, lá é o momento de conversar e debater opiniões. É um espaço bem legal, rola uma música ambiente, um cardápio maravilhoso no restaurante, e muita interação público e artistas. 


Divirta-ser

sábado, 3 de setembro de 2011

4th Tambaba Naturist Surf Open


4th Tambaba Naturist Surf Open
September 10 and 11, 2011 – Tambaba Beach – Conde, Paraíba, Brazil

INTRODUCTION

Naturism is a lifestyle, a philosophy, composed of a set of behavioral and ethical principles, which envisions a form of life based on proximity and harmonic coexistence with nature, in full common nudity with other people of both sexes.

The United Naturists - NU Movement, presents the 4th Annual Tambaba Naturist Surf Open, a tournament that will take place on September 10 and 111, 2011, at the paradisaical Praia de Tambaba Beach – Conde/Paraíba – Brazil.

COMPETITION

This year, besides the Surf competitions, in the categories of Local, Open, and Expression Session, we will have a Bodyboard competition, for the first time in the tournament.

In the Surf competition three (3) categories will be disputed.

  • Local – Without age limits, destined to residents or frequent visitors to Tambaba beach, duly approved by the Local Credentials Committee.
  • Open – Open category, no age restrictions.
  • Expression Session (radical maneuvers) – Open category, no age restrictions.

In Bodyboarding, there will be only 01 (one) category:

  • Bodyboard Open – Open category without age restrictions.

PRIZES

The 04 (four) best in each category will receive prizes, except for “expression session” which will award a trophy and a keepsake only to the author of the most radical maneuver. The 1st (first) place winner in the Surf competitions (Local and Open) will be awarded a surfboard, trophy, and keepsake, while the others will receive trophies and keepsakes. In Bodyboard (Open) the prizes will be trophies and keepsakes.

SIGN-UP

Sign-ups will be at the Tournament Secretary: On Sept 10 and 11, from 10:00 AM to 1:00 PM, on Tambaba Beach/Paraíba.

The cost of sign-up is R$30,00 (thirty reais, about US$19) per category, except for the category “Expression Session” which is free with sign-up for one of the other categories of the Tournament.

Note: Sign-up in more than one category, earns a discount of R$10.00 on the total value.

CONDITIONS

The participant is aware that the competition will take place in a naturist area and that he shall comply with the naturist standards of the location and with the tournament rules.

The participant declares in the act of inscription that he is aware of that filming and photography may take place during the 4th Tambaba Naturist Surf Open and authorizes the right of use of his image by the communications media.

SUPPORT

The 4th Tambaba Naturist Surf Open is presented by the NU Movement-United Naturists, and is supported by the City of Conde, through its Secretariat of Tourism, the Federação Brasileira de Naturismo (FBrN), the Naturist Society of Tambaba (SONATA), and the Paraíba Bureau of Tourism (PBTUR), the Paraíba Surf Federation (PBSurf), the Paraíba Bodyboard Federation (FPB), SERI Sinalização, INJECT, Master Transfer, Rotator, Zona Sul Surf Clube, ASPAR, Camping Hospedagem Rio das Pedras, Costa de Conde Tourism Association (ATCC), Tambabar, Pousada Tambaba Naturista, Estalagem Aldeia dos Ventos, Arca do Bilú Inn and Restaurant; publicity: through the sites www.brasilnaturista.com and www.jornalolhonu.com.

CONTACTS

  • Tournament Coordination:
    United Naturists – NU - Carlos Santiago
    Email: movimento.nu@gmail.com - Tel. (83) 8874-9365
  • Contacts of Inns/Camping in Tambaba:
    • Arca do Bilú – Inn, Bar and Restaurant - Rod. PB 008 - Praia de Tambaba - Conde – PB - Reservations: +55 (83) 9972-2369.
    • Tambaba Naturista - Praia de Tambaba - Conde – PB - Reservations: +55 (83) 9992-8862 /9162-6582 / 9657-5624
    • Estalagem Aldeia dos Ventos, Rod. PB 008 - Praia de Tambaba - Conde – PB, Reservations: +55 (83) 9985.0806.
    • Camping Hospedagem Rio das Pedras - Praia de Tambaba – Conde PB, Reservations:+55 (83) 9952-7427.

- Coordination

SCHEDULE

4th Tambaba Naturist Surf Open
Local: Naturist Area – Tambaba/Paraíba
Saturday, Sept. 10, 2011
13:00 to 13:30 – Technical Meeting.
14:00 to 15:00 – Bodyboard/ Competition / Category Open.
15:30 to 16:30 – Surf Competition / Category Expression Session.
19:00 to 22:00 – Musical Show.
Sunday, Sept. 11, 2011
10:00 to 11:00 – Environmental Action (SurfNU Clean Wave)
13:30 to 14:30 – Surf Competition / Category Local.
15:00 to 16:00 – Surf Competition / Category Open.
16:30 – Awards

sábado, 16 de julho de 2011

El verdadero nudista



É um tema importante para reflexão, o texto abaixo foi publicado numa lista de discussão espanhola (veja em  http://nudista.cjb.net. Claro que muito do contexto da questão reflete mais a realidade da  Espanha contudo acho a questão valida parar o resto do mundo.

Por Daniel Gambini



Vieja discusión aquella sobre los verdaderos y los falsos nudistas.

Yo opino que prefiero (prefiero) no hacer diferencias entre personas que se desnudan, en lo que se refiere a la condición o catalogación de “nudista”.
Opino así porque veo que en la práctica genera más problemas que buenos resultados cuando asociamos el nombre nudismo a otra cosa que no sea la desnudez.
Nada impide que se establezcan normas de convivencia y controles en las actividades de cualquier grupo, pero eso de asociar el nudismo con cualquier actitud moral no lo encuentro saludable.

Si estoy desnudo no quiero ponerme carteles de “buena persona”, “respetuoso de mí mismo, del prójimo y de la ecología”, “sexualmente discreto”, “ciudadano ejemplar”, etc., porque tanto cartel me hace sentir vestido y yo lo que quiero es estar desnudo.

Claro que una asociación de nudistas debe defender el desnudo y cualquier desnudo. No veo que cualquier federación de naturismo defienda delito alguno, haga apología de nada que no sea la desnudez, pero eso de no querer defender la desnudez cuando se trata de un falso desnudo o un desafiliado de la filosofía naturista va por la misma vereda de discriminar los buenos y los malos. 
Podemos darles carnet a los buenos y negárselo a los malos, pero llamarle nudistas a unos y a otros no, lo considero un error.

Cuando me criticaban el nudismo alegando que esas playas estaban llenas de degenerados, mirones, de personas que ocultaban una pulsión sexual y de otras tantas que la expresaban, yo les respondía que esas personas pertenecían a la sociedad represora y que iban a lugares naturistas como forma de escape, que no eran naturistas y que por el contrario estaban ahí porque la sociedad no les daba satisfacción a sus necesidades. Le devolvía la pelota a quien nos criticaba y dejaba al nudismo inmaculado.

Veo que en el afán de estar libre de pecados esa devolución de pelota deja al nudista en espejo desnudo de quien le critica. Ninguno quiere ser asociado a la inmoralidad, se la repudia y se la saca de encima tirándosela al otro.

Al final, los inmorales resultan ser más incomprendidos que los nudistas. No estamos tan mal.

Voy a decir un disparate.
Prefiero ver personas teniendo sexo en público que ver nudistas impidiendo la entrada de personas vestidas o de hombres no acompañados de una mujer para participar de actividades naturistas.

Si tuviera que optar por una o por otra escogería lo que me causa menos indignación. Al final hasta un hombre prehistórico entendería mejor el sexo que las restricciones del nudismo.

En definitiva, la clasificación de nudistas verdaderos y de otros que se desnudan sin ser nudistas es algo que solo lo entienden quienes lo proclaman.
Yo prefiero no diferenciar, incluir a todos en un mundo nudista más amplio.

Daniel



segunda-feira, 27 de junho de 2011

Indignação

O texto abaixo é de um email do Leonardo, na lista de discussão Naturismo Capixaba (naturismo-capixaba@googlegroups.com),sobre um fato que aconteceu com o mesmo. 


Será que nos naturistas podemos fazer algo sobre isso? Devemos ficar inertes ou agir?


Queridos amigos NATURISTAS,

Uma boa tarde.......

Há poucos minutos aconteceu-me algo realmente absurdo e inaceitável nos dias atuais.
Fui a uma loja que estampa camisetas aqui em Guarapari para o dono montar a arte que estampará o protótipo da camiseta do Grupo Naturismo Capixaba ao qual eu levarei para apreciação no próximo fim de semana.
Tudo transcorria normalmente até que o rapaz leu a frase da celebre e eterna naturista Luz del Fuego e para meu espanto... disse-me que não poderia fazer a arte pois o naturismo e tudo que acreditamos ia contra a aquilo que ele acreditava e pregava, uma vez que o mesmo é de alguma religião evangélica (o que não tenho nada contra, pelo contrário).

Caros amigos... já está passando da hora de levantarmos o mastro da bandeira naturista com mais afinco, atitude.

Chega de nos escondermos... uma vez que não estamos fazendo nada de errado.A sociedade precisa de informação... muito mais do que pensamos. Situação como essa, para mim, é absurdamente inaceitável.
Não tentei convencer o rapaz porem informei-o a respeito dizendo que o Naturismo é mundial e existem movimentos religiosos que já aderiram por perceberem que o FATO DE ESTARMOS NUS NAO FERE, NAO AGRIDE, NAO MACHUCA, NAO HUMILHA O OUTRO.

Como sabemos é exatamente o contrário... o fato de não estarmos vestidos nos liberta de estereótipos e julgamentos impostos por uma sociedade hipócrita, aproximando e reforçando laços verdadeiros de amizade e respeito para com o próximo.

Precisamos de leis que regulamentam a prática para que possamos sair de clubes,sítios, casas.( estamos parecendo criminosos onde temos que nos esconder).

Temos que ter a filosofia naturista divulgada pelos meios de comunicação, mas não de maneira vexatória e ridícula como alguns programas assim fizeram e sim de uma maneira mais séria e consciente. Para que a sociedade de maneira geral possa entender, nem digo concordar, mas sim ENTENDER.

Os jovens precisam dessas informações para não crescerem achando que o fato de estarmos sem roupas, estamos nos oferecendo ao sexo fácil.

A PRÁTICA NATURISTA VERDADEIRAMENTE NAO ESTÁ LIGADA À SEXO E NEM A ATITUDES LIBIDINOSAS.

Desculpe-me pelas palavras... estou com muita raiva e indignado com esta situação.Não sou tão bom com as palavras... sou mais orador do que escritor.

Espero que todos leiam e se manifestem.

Um grande abraço do amigo que esta nos nervos mas os quer muitíssimo bem. hehhhe

Leonardo

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

SOBRE A NUDEZ SOCIAL

(publicado em http://evandrotelles.blogspot.com/2011/02/artigo-sobre-nudez-social.html)



Por Viegas Fernandes da Costa

I – A genitália encoberta pela hipocrisia

                “Um nudista é uma pessoa que acredita que a indumentária não é necessária à moralidade do corpo humano. Não concebe que o corpo humano tenha partes indecentes que se precisem esconder”, dizia Dora Vivacqua (1917 – 1967), a dançarina que entrou para a história do naturismo brasileiro sob o pseudônimo Luz del Fuego e como fundadora o primeiro clube naturista do Brasil, na Ilha do Sol, Rio de Janeiro, em 1954. Ativista da nudez social, Dora enfrentou o moralismo dos carolas de plantão através da exposição da sua nudez à sociedade e fundando um partido político – o Partido Naturalista Brasileiro – pelo qual chegou a se candidatar ao cargo de Deputada Federal. Apesar de todos os esforços, e do movimento que começou a se organizar a partir da sua atuação, a prática do naturismo enfrentou (e ainda enfrenta) muitas resistências em nosso país, tendo seus adeptos sofrido a repressão dos militares, da igreja, da sociedade mal informada e daqueles que entendem a nudez humana como algo a ser explorado pela indústria pornográfica.

                Ao iniciar estas breves reflexões a respeito da minha experiência com a nudez social, ocorre-me à lembrança uma matéria da revista Veja do final da década de 1990, que tratava da guerra civil na Libéria. Chamou-me especial atenção uma fotografia que exibia o cadáver de um homem nu que havia sido linchado pelos guerrilheiros e abandonado à rua. Podia-se ver todo o corpo, suas feridas, a expressão de dor na face inerte e as lanhuras nos braços e pernas. Sobre o pênis, entretanto, uma espécie de tarja. Fiquei me perguntando o que seria mais obsceno: se a guerra civil e toda sorte de dor e destruição que esta provoca, onde cadáveres humanos são abandonados insepultos em meio à população que desesperadamente tenta sobreviver; ou se a exposição de um pênis aos olhos de leitores pudicos que poderiam se escandalizar, dando uma conotação sexual doentia a uma parte de um corpo humano barbaramente torturado e morto. Encaramos com naturalidade a guerra, o genocídio, a desestruturação social e a tortura, mas a nudez que nos cobre desde nosso nascimento é desnaturalizada ao ponto de um pênis supostamente chocar mais que a própria barbárie da guerra. Há aqui, certamente, uma inversão de valores sobre a qual devemos nos questionar e incomodar.

                Ao ler artigos de naturistas portugueses, deparo-me com a expressão “sociedade têxtil”, que sempre considerei pertinente e que pode ajudar a explicar a aversão da exposição da nudez total do corpo humano em sociedade para além do moral. Em 2008 Viviane Castro desfilou no carnaval carioca pela escola de samba São Clemente, “vestindo” apenas um tapa-sexo de três centímetros. Não fossem esses três centímetros, a passista seria considerada nua e sua escola perderia pontos junto aos jurados. Em ensaio intitulado “O casaco de Marx” Peter Stallybrass escreve que, em uma sociedade capitalista, a mercadoria “torna-se uma mercadoria não como uma coisa, mas como um valor de troca. Ela atinge a sua mais pura forma, na verdade, quando ela é mais esvaziada de particularidades e de seu caráter de coisa”. Para exemplificar a sua afirmação, Stallybrass se utiliza dos usos que Karl Marx fazia do seu casaco; aqui, entretanto, quero me valer do tapa-sexo de três centímetros “vestido” por Viviane Castro. Afinal, qual a função representada pelo tapa-sexo em questão? Vestir? Cobrir a nudez? Acaso o corpo da mulher restringe-se somente à vagina? À que ordem ou economia pertence a obrigatoriedade do encobrimento da genitália, ainda que ínfimo, nos regulamentos do carnaval carioca, uma festa popular que explora a sexualidade tão explícita? Da mesma forma nos questionamos a respeito da moda que propõe transparências, principalmente no vestuário feminino, permitindo o vislumbrar dos seios e outras partes do corpo até então escondidas por tecidos opacos, sem entretanto fazer com que julguemos nua quem as veste. Está vestida de transparências, mas está vestida. Assim, qual a função da transparência na sociedade têxtil? O que o faz com que uma mulher ou um homem sintam-se vestidos na praia, ainda que trajando minúsculos biquínis e sungas?

                Certa vez ouvi um historiador da indumentária dizer que a moda ainda cometerá muitas ousadias, entretanto, jamais a de propor, seriamente, a nudez total para o ser humano, sob o risco de destruir a si e à indústria que alimenta. Tinha razão. O que liga o tapa-sexo, o casaco de Marx, as roupas transparentes, as sungas e os biquínis ínfimos é justamente o fato de estarem esvaziados do seu caráter de coisa, como disse Stallybrass. Tais objetos são, na realidade, representação, e possuem um caráter de mercadoria. O uso que fazemos deles, enquanto mercadoria, nem sempre corresponde a uma certa função de coisa que lhes possa ser inerente. Viviane Castro não “vestiu” o tapa-sexo de três centímetros para cobrir sua nudez, mas para atender às exigências de um discurso; da mesma forma que Marx não utilizava seu casaco para exclusivamente se proteger do frio, mas também para aparentar distinção a fim de que pudesse ser aceito na biblioteca onde fazia suas pesquisas. Quando vamos à praia vestidos de fios-dentais e sungas, oficialmente estamos atendendo também a uma ordem discursiva de pudicícia; entretanto, não é exatamente pudico nosso critério de escolha quando estamos em uma loja comprando a roupa de praia para o próximo verão. Todos sabemos o quanto uma roupa pode fetichizar nosso corpo, e é este poder de fetichização que muitas vezes buscamos quando nos postamos diante do espelho de um provador. Assim, ao escondermos, mostramos, e na maioria das vezes mostramos algo que não existe senão no desejo, seja no de exibir, seja no de ver. Não quero aqui, porém, incorrer no mesmo equívoco que critico. A fetichização estimulada pela indumentária não é, em si mesma, algo errado, desde que compreendida em sua dimensão cultural. Se a roupa me serve como instrumento de representação social, devo reconhecer tal fato, e não naturaliza-lo sob um discurso hipócrita que imputa aos genitais sujeira e vergonha. “Vergonhas” era como Pero Vaz de Caminha se referia às vaginas das nativas em sua carta de “achamento” ao Rei de Portugal: “ali andavam entre eles três ou quatro moças, muito novas e gentis, com cabelos muito pretos e compridos, caídos pelas espáduas, e suas vergonhas tão altas e tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que, de as muito bem olharmos, não tínhamos nenhuma vergonha”  Vejamos, Caminha está impregnado do discurso do seu tempo, ainda assim conclui dizendo que não tinham eles, europeus cristãos, vergonha alguma em contemplar a nudez dos nativos. Compreendeu Caminha que um corpo socialmente nu, que assume assim sua condição integral de corpo ante os olhos do outro, deixa de ser apenas uma vagina, um pênis ou um par de seios?

                O poder econômico reprimiu nossa nudez e agora pode vendê-la; o poder simbólico da ética judaico-cristã, moldada no elogio da dor e da carência, reprimiu nossa nudez, desejos e prazeres para assim melhor nos disciplinar. Disciplina que nos move para a guerra e para a fábrica; economia que nos fragmenta, fetichiza e transforma em mercadoria. Ao fim restamos como aquele cadáver fotografado, abandonado nas ruas da Libéria, a genitália encoberta pela hipocrisia.

II – Despindo espartilhos
               
                Quando me propus a escrever um depoimento a respeito da minha experiência com a nudez social e comunidades naturistas, não pretendia tanta tergiversação sobre a nudez e a sociedade têxtil. Entretanto, faz-se necessário compreender que despir-se das vestes no seio de uma coletividade implica não apenas assumir e respeitar seu próprio corpo, bem como afrontar toda uma ordem discursiva que entende existir no corpo o contrário daquilo que defendia Dora Vivacqua, ou seja, que portamos parte pudentas, vergonhosas, sujas e incontroláveis, e que por isso mesmo devem permanecer resguardadas para a intimidade. Ordem discursiva inerente aos interesses materiais e simbólicos do nosso tempo e sociedade. Tenho consciência da falta de ineditismo das reflexões que trago aqui, afinal, a discussão sobre a nudez social é antiga nas sociedades ocidentais (e há sociedades onde esta discussão sequer se faz necessária, pois jamais alijado o corpo do direito à nudez), tendo os movimentos de nudismo se organizado, na Europa por exemplo, desde o inicio do século XX.

                Ainda assim, no Brasil, a nudez social é mal compreendida e resiste muito preconceito em relação ao tema e seus adeptos. Após o assassinato de Luz del Fuego, em 1967, o então chamado o movimento naturalista começou a se dispersar, e sobraram alguns poucos adeptos do nudismo, que enfrentavam a marginalização e se entregavam à prática em praias de difícil acesso, estado agravado pela ditadura militar brasileira. Segundo narra Celso Rossi, em seu livro “Naturismo: a descoberta do homem”, foi apenas a partir da segunda metade da década de 1980 que um movimento organizado, autointitulado naturista, começou a se desenvolver a partir da Praia do Pinho, no litoral catarinense. À época a Praia do Pinho, localizada no município de Balneário Camboriú, era acessada por uma estrada de terra bastante íngreme e em péssimo estado de conservação, o que atraía os praticantes da nudez social para aquele local, já que tornava-o pouquíssimo frequentado. Após uma reportagem sensacionalista da revista Manchete, em 1984, a Praia do Pinho foi apresentada ao país como um local onde pessoas nuas tomavam banho de sol e mar, atraindo para lá toda sorte de curiosos e a atenção das autoridades públicas e das forças de repressão. Como resposta à invasão de curiosos e à repressão aos naturistas freqüentadores do Pinho, alguns destes começaram a organizar um movimento que, em 1986, resultou na Associação Amigos da Praia do Pinho e na redação de um Código de Ética Naturista. Dois anos depois, em 1988, ainda a partir do Pinho, foi fundada a Federação Brasileira de Naturismo (FBrN). Como se vê, uma história bastante recente. Segundo o “Guia Brasileiro de Naturismo”, publicado na edição de número 10 da revista “Brasil Naturista” (dezembro/2010), são pouco mais de vinte as áreas onde a nudez social é legalmente institucionalizada e praticada em todo território nacional, e estima-se em aproximadamente 300 mil o número de naturistas brasileiros declarados.

                Foi justamente na Praia do Pinho, há poucos anos, que, acompanhado de minha esposa, passei a experimentar a nudez social. Experiência e vivência que pretendo brevemente discutir agora.

                Considerando o fato de vivermos inseridos em uma sociedade profundamente hedonista, onde o culto a um “corpo perfeito”, padronizado nos discursos da moda, da mídia e da medicina estética, leva uma imensa quantidade de pessoas às academias de ginástica, mesas de cirurgia e aos balcões das lojas de suprimentos alimentares e inibidores de apetite, o imaginário a respeito da geografização do nosso corpo muitas vezes potencializa nossas neuroses e nosso medo da nudez. Ou seja, além de toda ordem discursiva que procura cercear nosso direito à nudez, tememos também nos despir por nos acharmos feios e disformes. Que nossa nudez agredirá o olhar do outro não apenas pela nudez em si mesma, mas porque nosso corpo nu, em particular, não condiz com uma norma estética, arbitrariamente idealizada, mas que muitas vezes reconhecemos como socialmente legítima. Internalizamos a crença de que estar fora desta idealização agride não apenas ao olhar que busca o “belo” em meu corpo, mas que permite ao outro me julgar não apenas como feio, mas também como um desleixado, por ter permitido que a indisciplina moldasse minhas carnes, ou, e ainda pior, como um fracassado, já que perseverei no “cuidado de mim”. Assim, despir-se das vestes em público significa ato não apenas de ruptura com uma moral que encontra em nossos corpos partes pudentas, naturalmente obscenas, e por isso necessárias de serem encobertas, como já discutimos, mas também ato de assunção do próprio corpo enquanto estrutura integral e natural, apesar de todas as interferências culturais que sobre si recaem. Conviver socialmente com um corpo completamente descoberto significa, também, compreender uma mudança de valoração social. Enquanto sujeitos múltiplos, continuaremos representando papeis, ainda que nus; porém, o fetiche que a sociedade têxtil imprime sobre nossos corpos através da indumentária e do jogo de esconder e revelar que esta estimula, na prática da nudez social dá lugar a outro nível de valoração, que considera o sujeito naquilo que este diz e na maneira como age no interior do grupo. Persistem com a prática da nudez social – que não sejamos românticos – camadas de preconceito para consigo e para com o outro; entretanto, a primeira camada de julgamento social que tecemos quando avistamos alguém trajado com sua fantasia no seio de uma sociedade têxtil, desaparece. Serei julgado quando me fizer conhecer, e não apenas pelas etiquetas que exibo afixadas nos panos que me cobrem. E o que parece um gesto breve, de pouca importância, resulta em um processo de novos despires onde pré-conceitos podem dar lugar a relações pautadas por conceitos, construídos a partir do conhecimento, do diálogo e da interação. Conceito que construímos não apenas a respeito do outro, bem como a respeito de nós mesmos; ou seja, a nudez social estimula a alteridade.

                Sabemos, portanto, do quão transgressor pode se caracterizar o gesto de tirar a roupa e conviver socialmente sem esta. Insisto lembrar que o caráter transgressor da nudez está relacionado com o contexto social em que se insere, em nosso caso, a sociedade têxtil. A transgressão e ousadia do ato parece ainda maior quando se trata de corpos que a sociedade classificou como “defeituosos ou deficientes”. Ou seja, que por alguma característica que manifesta, afasta-se da imagem que temos de um corpo normal, construída em nosso imaginário. Digo isso de experiência própria, já que carrego em meu corpo as marcas de uma doença neuromuscular que me atrofiou os membro inferiores e superiores, e provocou “deformidades” em minha coluna e tórax. Então, além da necessidade de se desconstruir todo discurso moralista, higiênico e jurídico que recai sobre a nudez social, a pessoa, cujo corpo se apresenta marcado por “deformidades”, necessita descontruir o estigma que internalizou a partir de uma série de discursos limitadores e deformadores do portador de direitos especiais. Ao dizer isso, ocorre-me o caso de Emma Muller, filha do naturista alemão Fritz Müller (1822- 1897), radicado no Vale do Itajaí a partir de 1852. Emma possuía uma doença que lhe afetou o desenvolvimento físico e mental, e era, por este motivo, afastada do convívio social. Este caso chama ainda mais quando sabemos que Fritz Muller, renomado cientista, foi um dos principais defensores da teoria evolucionista desenvolvida por Darwin. Temos consciência que situações de afastamento social, como no caso de Emma, não era exceções, mas regra no século XIX; e que apesar de todos os avanços jurídicos e de todas as mudanças culturais que presenciamos em nosso país naquilo que se refere aos direitos e às condições das pessoas portadoras de direitos especiais, ainda agora, em pleno século XXI, aquele que carrega no corpo os estigmas de uma doença ou trauma físico precisa lutar não apenas contra o preconceito social, mas principalmente contra os estigmas que intenalizou e assumiu como reais. Se Malcom X ensinou às mulheres negras estadunidenses a se olharem no espelho e se reconhecerem enquanto belas, da mesma forma, cada sujeito, independente de suas “marcas pessoais”, deve aprender o mesmo.

                Peço desculpas ao leitor se me estendi em demasia para dizer o que parece óbvio, mas ao pensar a respeito da minha experiência particular com a prática da nudez social, primeiramente na Praia do Pinho (um balneário preponderantemente turístico) e, posteriormente na Colina do Sol (uma comunidade naturista), necessitei compreender as razões das dificuldades do ato de me despir, ainda que muito o desejasse; e percebi que tais razões perpassam toda uma teia que imbrica discursos e estratégias que se configuram no político e no pessoal, e que contribuíram na minha subjetivação. Ao compreender isso, percebi a dimensão libertadora da nudez social. Libertadora porque contribuiu, primeiramente, para um processo de reconhecimento e aceitação pessoal, o  que alterou estruturas internas, psicológicas. Ao me aceitar com todas as marcas que me constituem e me apresentam aos olhos do outro, nego a este outro o direito de me envergonhar, porque não há corpo que não carregue sua parcela de “graça” e “desgraça”. Quando despidos dos espartilhos contemporâneos, das vestes que nos imprimem uma ortopedia social, percebemos que não há liberdade na idealização, que o verdadeiro “Frankenstein” é aquele que obedece todas as medidas, e que não pode, portanto, ser humano, ainda que tocado pela civilização. Só há “graça” na diferença, pois apenas a diferença pode oportunizar a conciliação,  o congraçamento.

                Assim, ao despir-me, na Praia do Pinho, reconheci a “graça” em mim, o “cuidado de si” não para atender às necessidades estéticas do outro, mas para a minha conciliação comigo mesmo, em um processo de reconhecimento da minha integralidade. Da mesma forma como o corpo de Viviane Castro não se resume à vagina, meu não se resume ao pênis ou aos pés atrofiados, por exemplo, que até então escondia dos olhos que não fossem meus. Daí  este sentido libertador que a nudez social significou para mim, e que se aprofundou depois que passei a freqüentar a comunidade naturista Colina do Sol, no município gaúcho de Taquara. Em vida comunitária, a nudez social estabelece outros tipos de relações, ainda mais honestas, e as possibilidades de assunção integral de si são maiores e mais intensas.

                Agora, ao finalizar estas linhas, recordo-me de uma situação que talvez possa sintetizar o que procurei compartilhar aqui. Há algum tempo, quando conversando com amigos a respeito da prática social da nudez, expliquei que em minha residência, na maior parte do tempo, não vestia qualquer tipo de roupa, e quando acaso aparecia alguma visita, era assim, nu, que a recebia. Neste momento um amigo interpelou-me, argumentando que tal prática não era adequada, já que eu deveria respeitar as minhas visitas. Penso que foi justamente esta fala deste amigo que me levou a escrever estas linhas. Tal qual Dora Vivacqua, também não posso conceber que o corpo humano tenha partes indecentes que se precisem esconder. Nasci nu, e nu fui primeiramente reconhecido. Desrespeito seria, portanto, aceitar que alguma parte minha deve causar vergonha a um amigo, que algo em meu corpo é, em essência, imoral ou indigno. Afinal, neste caso, a depravação não está na carne que se mostra, mas no olhar que julga.

 Viegas Fernandes da Costa é escritor e historiador. Autor dos livros “Pequeno álbum”, “De espantalhos e pedras também se faz um poema” e “Sob a luz do farol”. A publicação deste texto está permitida desde que mantido na íntegra e citado o autor.