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segunda-feira, 20 de abril de 2015

Brazil Culture Minister to sue Facebook over censored photo

[Original em Português]

Agência Brasil 17/04/2015 18h46 - Brasilia

by Aline Leal, editing by Stênio Ribeiro

Culture Minister Juca Ferreira will take legal action against Facebook decision - Photo Wilson Dias, Agência Brasil
Brazilian Culture Minister Juca Ferreira to sue Facebook over blocking an historic photograph of Botocudo Indians on ministry's fanpage (Credit: Wilson Dias / Agency Brazil)

The Brazilian Ministry of Culture has decided to sue Facebook, after a picture of two Botocudo Indians was censored by the social network. The photo, taken in 1909 by Walter Garbe, was posted on the ministry's institutional page on the afternoon of April 15th, and its removal was noted the morning of the 16th, with the warning that, following internal rules, the photo had been blocked.

"We put the photo on our Facebook page to invite people to visit the exhibition, and Facebook removed it, censored the picture," Minister Juca Ferreira said on the 17th. For him, the attitude was disrespectful of Brazilian legislation, the Indian Statute, and also the rules of the United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO), which preaches the diversity of cultural expression and respect for singularities.

The minister said that on Thursday, April 16, the ministry contacted the network several times about the reason for blocking and ask that the photo be put back on the air, but the request was denied. "They claimed they have their own company standards, which apply globally, and are not subject to national laws," said the minister on the Facebook response.

For Juca Ferreira, this type of censorship in social networks is a problem that needs to be discussed globally. "We know the world is discussing the regulation of the internet, and these global corporations are operating on the internet, trying to monopolize the space, imposing standards lacking transparency and disregarding cultural contexts."

In addition to bringing a public civil action against the social network, the ministry said that will trigger international organizations such as UNESCO, to discuss the matter.

According to the Ministry of Culture, Facebook is censoring artistic works, including the well-known painting Birth of Venus by the Italian painter Botticelli. Network photography groups have also complained that photos have been censored for showing nudity.

The controversy comes a week after President Dilma Rousseff announced a partnership with Facebook to bring internet to the poor. Juca Ferreira pointed out, however, that even that agreement does not provide for disrespect for the country's standards. "The Brazilian government wants to build these rules with everyone operating in the Internet sphere. That dialogue does not authorize a process of censorship and restriction of freedom of expression in the country," he said.

The photo is in the public domain, and is exhibited on the Brasiliana Photo Portal(http://brasilianafotografica.bn.br/brasiliana/), released today in a partnership between the National Library Foundation and the Instituto Moreira Salles, which will feature more than 2,000 historical images of the 19th and 20th centuries.

Contaced by Agência Brasil reporters, Facebook did not respond before press time.

Link to original article: http://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2015-04/ministerio-da-cultura-aciona-facebook-por-censurar-foto-de-casal-indigena

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Peladistas novamente na "Macumba Antropófaga"



Dia 01/10 e o 02/10 os "Peladistas" estarão novamente  na "Macumba Antropófaga", rito do diretor José Celso no Teatro Oficina Uzyna Uzona.

Há um momento  em que fala do tabu do nú, uma das atrizes pede para quem quiser ficar nu nesse momento, seria legal nesse ficarmos pelados nessa hora.

A parte financeira – pagamento dos ingressos e desconto – deverá ser feita diretamente com a produçao do Oficina. 

O ESQUEMA DE PAGAMENTO SERÁ O SEGUINTE:

NÃO SE ESQUEÇAM DE SE IDENTIFICAREM COMO "PELADISTAS" para pagar R$ 25,00 por pessoa.


Para comprar ingressos favor fazer o pagamento na conta abaixo e enviar, via email, para 
ingressosmacumba@teatroficina.com.br., o comprovante do depósito, o nome e um número de documento da pessoa que vai retirar os ingressos na bilheteria, com até 15 minutos do início da sessão.

Na hora da entrega dos ingressos será solicitado documento de identificação com foto. Assim como para os ingressos de meia entrada, entregues somente com apresentação de documento válido. Se for morador do Bixiga,  trazer comprovante de residência recente, para aproveitar o desconto.

Não é possível fazer reserva de ingressos através desse email, apenas compra antecipada. E não serão aceitos comprovantes de pagamento realizados fora do horário bancário. As compras antecipadas, portanto, devem ser feitas até sexta-feira, no horário bancário.

Os preços são:

R$ 50,00 inteira
R$ 25,00 meia (estudantes)
R$ 10,00 moradores do Bexiga
Dados da Conta:
Banco do Brasil
Agencia 2809-6
Conta Corrente 22771-4
CNPJ: 53.255.451/0001-36
Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona

Os ingressos não são numerados.
Não fazemos reserva.


O espetáculo começa as 16:30
 

No final, os artistas ficam no Restaurante Troca-Troca, localizado no Terreno do Sylvio Santos, atrás do teatro, lá é o momento de conversar e debater opiniões. É um espaço bem legal, rola uma música ambiente, um cardápio maravilhoso no restaurante, e muita interação público e artistas.

Qualquer duvida mande um email para "Peladisatas Unidos" peladistasunidos@gmail.com. Veja também em http://teatroficina.uol.com.br/headlines/80 e não se esqueça de enviar o comprovante de pagamento para o email ingressosmacumba@teatroficina.com.br

Divirta-ser

domingo, 3 de abril de 2011

Os naturistas e as suas “vergonhas”


Estava vendo a foto oficial da diretoria eleita da FBrN. Ali havia somente uma mulher e também me chamou a atenção de haver um vestido de índio e outro com um chapéu. Oito homens em pé e a mulher e três homens agachados, à frente.

O de chapéu, o novo presidente, vestido de chapéu, dizem que é uma imitação da moda lançada por Richard Pedichini. O chapéu não tem o mesmo charme do chapéu de Richard e faltou o bigodão.

O cocar do personagem vestido de índio parece-me ser um made in China. Quando o Japão estava no processo de decolagem à potência econômica era o grande fabricante de produtos indígenas norte-americanos. Eram todos made in Nipon. Um bonito cocar!

Fui ao Google procurar algum conceito de naturismo. Encontrei este:

O naturismo (não confundir com naturalismo) é um conjunto de princípios éticos e comportamentais que preconizam um modo de vida baseado no retorno à natureza como a melhor maneira de viver e defendendo a vida ao ar livre, o consumo de alimentos naturais e a prática do nudismo, entre outras atitudes.( http://pt.wikipedia.org/wiki/Naturismo)

Sinônimo de nudismo. Entre outras atitudes. Quais são? Não sei. Vamos pensar no nudismo. –ismo. Quando eu era novo o –ismo significava doutrina, escola filosófica, doutrina política, religiosa, etc. Mas também significava condição patológica. Este significado suplantou todos os demais. Com o movimento gay o homossexualismo virou doenças e agora o politicamente correto é se referir à homossexualidade. Mas o naturismo ainda não chegou a ser condição patológica. Mas não sei... Pelas atitudes da polícia e da justiça de primeira instância, em casos recentes precisamos colocar as barbas de molho.

Este blog optou pelo –ista. Este sufixo indica a práxis dos –ismo. Se considerarmos com um pouco de esforço que o “conjunto de princípios éticos e comportamentais” seja uma doutrina, os partidários do naturismo seriam os naturistas. Ou nudistas. Andar nu. Ou, como se prefere, a nudez social.

Até aqui tudo bem. Mas a fotografia a que me referi acima me suscitou uma pergunta: o que é ficar nu? O nosso amigo que se apresenta com um cocar o faz para se aproximar aos indígenas, exemplo de se andar nu. Hoje em dia é tão pequena a distância entre o andar vestido e andar nu que em algumas situações nem sabemos quanto se está numa ou outra situação. Fora isto, em certas situações a nudez e a não nudez depende das lentes morais de quem observa. Ou é situacional: um maiô fio dental ou uma sunga são vestimentas numa praia, mas podem indicar nudez na Avenida Paulista.

Então talvez seja melhor reformular a pergunta: o que é estar nu? Os nossos amigos de cocar e de chapéu estão nus? Lá no começo foi comentado que o de chapéu segue a moda Pedichini e o outro se sente índio porque os índios andam nus. A maioria andava.

Eu acho que já andei comentando por aqui que o corpo é a metáfora da sociedade, segundo os ensinamentos de Mary Douglas, uma antropóloga inglesa. Isto quer dizer que o nosso corpo identifica “o que somos” em sociedade. Classe etária, social, econômica, gênero e até opção sexual. Fazemos isto utilizando-nos de nossas roupas e do nosso corpo. Maquiagem, tatuagem, tipo de barba e bigode., cortes de cabelo, anéis, etc. Nós nos vestimos socialmente. Desta forma poderemos estar vestidos socialmente sem qualquer peça de roupa no corpo. Isto é, com as marcas que nos identificam.

Um dos primeiros textos deste blog, escrito por Ariana, há um comentário interessante, da preocupação de as pessoas repetirem em cada encontro naturista as suas atividades de trabalho, sociais, enfim do que elas são em sociedade. Elas estão se vestindo verbalmente. Ao se sentirem socialmente despidas pela fala dos signos que a identificam socialmente começam a se vestir verbalmente. Nós conseguimos nos relacionar com o outro quando o identificamos e este é o motivo destas nossas vestes verbais quando o nosso corpo está sem as vestes sociais, as nossas roupas.

Entre os índios que ainda não aderiram às roupas isto é feito através de pinturas corporais, cortes de cabelo, determinados enfeites nos indígenas têm o mesmo significado, de eles se vestirem socialmente.

Desta forma o cocar quanto muito identifica o que pensamos a respeito dos índios, Mas sem qualquer significado para eles.

O que acontece entre os naturistas (brasileiros, pelo menos) é uma espécie de complexo de culpa à nudez de Adão e Eva depois da imposição da folha de parreira. O naturismo dos nossos naturistas parece-me ser o desejo da volta ao paraíso quando o mito o associa ao pecado da nudez. Tal é a insistência de tentar associar a nudez passagens bíblicas. E inconscientemente (ou conscientemente?) associar a nudez ao sexo. Mesmo negando. Exemplo disto é discriminação ao homem solteiro. Uma demonstração do machismo tão negado.

Toda esta repressão à nudez, dentro e fora do naturismo é porque se entende que estar nu é estar com “as vergonhas” descobertas, como os cronistas quinhentistas deixaram registrado.

Enquanto isto o que é primordial do nudismo (no sentido da nudez), como o respeito e aceitação do corpo de cada um e dos outros, fazê-lo respirar, é deixado num lugar secundário.