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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Nudez filosófico em Londrina: direto do diretor

Escrevemos ontem sobre o nudez de alunos em apresentação de conclusão de curso no Universidade Estadual de Londrina. Usamos precedente indiano para sustentar que a nudez, a falta de roupa, pode sim expressar ideias, e até expressar filosofia consistente. E que este performance poderia ter, mesmo, um sentido, mas que as matérias da imprensa não informavam.

Domingo a tarde, fiz outra busca sobre o assunto, e encontrei matéria de Pedro Willmersdorf no jornal Extra, onde este reportagem consta como um dos mais lidos. Ele encontrou a página do autor do trabalho de final de curso, Aguinaldo Moreira de Souza, que é também Professor de Artes Cênicas na mesma universidade onde ele cursa filosofia. Pedro colou fotos do trabalho no jornal - e também uma explicação do aluno/professor:

Em seu perfil no Facebook, o professor explicou o conceito da apresentação: "É um trabalho de filosofia política que aborda o holocausto nazista. Os atores estão peladões porque acabaram de sair da câmara de gás, para onde foram enviados achando que era um banho coletivo. Uma página horrível da História para ser discutida, e as pessoas só veem genitália".

Em seguida, comenta sobre a reação dos atores: "Todos os presentes ficaram com um nó na garganta, por lembrar da chacina do Carandiru, evento recente no Brasil, sobre o qual nós quisemos falar. A nudez é a retirada da dignidade de homens em situação de humilhação. Ver "peladões" na cena, ou ainda tecer comentários sem tê-la visto, é falta de percepção. Mas é comum. Os comentários "sem noção" estão mostrando uma falta de percepção, só isso. Falamos de morte e de violência, não de sexo.

Vimos, então, que havia na peça um sentido, e que o análise do professor foi igual ao nosso aqui: criticando a tendência dos desinformados a "só veem genitália".

Um pouco de pequisa sobre o professor encontra que ele é autor do livro "O Corpo Ator". Vimos que isso não é a primeira vez que ele apresenta espetáculo que foge do convencional, pois em 2009 os atores formados usaram "técnicas corporais de teatro e dança; técnicas de esportes verticais" que, pela foto, quer dizer que descerem de rappel pelo prédio.

Apresentou um análise de um festival de teatro que comprove que ele esteja perfeitamente capaz de produzir o convencional e esperado:

“Tradição e modernidade sempre estarão em diálogo e existe também um futuro líquido que se anuncia num tipo de leitura do presente.

Os espetáculos que fizeram parte do Fentepira 2015 trataram de explicitar essa assertiva.

No último link há uma foto do professor, que apesar de ter uma poesia tatuada no pescoço, não parece louco.

O jornalista Pedro ainda cita uns dos comentários que as fotos provocaram no Facebook, começando com a pérola ao lado. "Não sou obrigada a ver alguém pelado": bem, menina, vira a cabeça ou feche os olhos. Ou ao argumento de sempre: "temos crianças, idosos lá". A vulnerabilidade de idosos ao que já deveriam ter visto nunca entendi.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Luz del Fuego, saindo dos acervos


Luz em casa na Avenida Niemayer
A mãe de naturismo brasileiro, Luz del Fuego, foi uma figura de controvérsia na vida, que deixa obstáculos para traça seu legado depois da sua morte, violenta e prematura.
Felizmente, a digitalização de arquivos de jornais anda facilitando quem quer saber mais de Luz del Fuego. Ilustramos esta matéria com fotos do extinto jornal carioca Última Hora, agora no Arquivo Publico do Estado de São Paulo. As edições do jornal que correspondem às fotografias ainda não está digitalizadas.  O Estado de São Paulo, que já foi um grande jornal, anunciou ano passado um plano de digitalizar seu acervo, que foi recentemente concluído, um acesso livre para todos até dia 20 desta mês.

O jornal O Estado de S. Paulo noticia a participação da Luz na peça "Fruto da Eva", mas ela aparece muito menos viva do que depois da sua morte, especialmente na primeira década deste século, ou quando um filme foi lançado em 1982. Veja o gráfico dos resultados da pesquisa "Luz del Fuego":

FILTRE POR PERÍODO De 1875 a 2010 ( 109 )
  • 1870
  • 1880
  • 1890
  • 1900
  • 1910
  • 1920
  • 1930
  • 1940
  • 1950
  • 1960
  • 1970
  • 1980
  • 1990
  • 2000
  • 2010
As barras no gráfico exibem a quantidade de ocorrências do termo procurado em cada período.
Clique sobre uma das barras para exibir resultados do respectivo período.

O jornal tem ainda um sumário da "personalidade" Luz del Fuego, com um texto muito semelhante o de Wikipedia, e links para seis páginas do jornal

Viva, notamos em 20/06/1959, na página 6 da edição nacional:

Luz del Fuego ameaçada de perder a Ilha

Rio, 19 ("Estado" - Pelo telefone) -- O sr. Fernando Sehwah, delegado de Costumes e Diversões do Rio de Janeiro, solicitou informações da União acerca dos fins a que se destina a Ilha do Sol, cuja concessão foi dada à atriz Luz Del Fuego. O delegado pretende averiguar se o Clube Naturalista Brasileiro foi autorizado a funcional naquele local.
Enquanto eu procurava ver instância da censura impedindo Luz del Fuego, encontrei Luz del Fuego impedindo o censo. Em 22/09/1960, na página 8, O Estado informou:

Luz del Fuego impediu o censo na Ilha do Sol

Rio 21 ("Estado") Dora Vivaqua, conhecida pelo nome artístico de "Luz del Fuego", proibiu o desembarque dos recenseadores em sua ilha, a Ilha do Sol, devido à negativa daqueles funcionários em cumprir os regulamentos da colonia de nudismo ali existente, isto é, desembarcar sem roupa.
Assim, apesar da intervenção dos jornalistas, que fizerem ver a artista, que sua atitude era ilegal, "Luz Del Fuego" e os membros de sua colonia deixaram de responder aos quesitos do censo.
Seguiu em 12/10/1960, página 7:

Recenseamento na Ilha do Sol

RIO, 11, ("Estado") -- Um agente do Recenseamento pôde ontem finalmente cumprir o seu dever na Ilha do Sol, reduto de "naturalistas", que têm à frente a antiga vedeta Luz Del Fuego. Apenas três pessoas foram ali recenseadas pelo agente, que trajava um calção.
Mais tarde, Luz Del Fuego disse que, se houvesse maior numero de "naturalistas" na ilha, o censor teria que trabalhar inteiramente despido.

A morte de Luz

Photo sem data de Jean Mazon
Nas edições de Última Hora disponibilizadas pelo Arquivo do Estado, a morte de Luz del Fuego está na edição vespertino de 01/08/1967 na página 9 do primeiro caderno, com a título indo de um lado para outro da folha:

Preso confirmou a morte de Luz

Preso ontem pela polícia fluminense, o homicida e foragido da Justiça Alfredo Teixeira Dias, irmão de Mozart "Gaguinho", o principal suspeito de ter assassinado Luz del Fuego e seu caseiro Edgar, revelou que houve realmente o duplo homicídio e que tanto êle quando seu irmão ajudaram a fazer submergir, perto da Ilha do Sol, os dois cadáveres. Afirmou entretanto que os crimes foram praticados pelo amante de Luz, Hélio Luís dos Santos.

Na continuação do texto, a matéria revela rivalidades entre os dois lados da baia de Guanabara. Num lado ficava o estado de Guanabara, antigo Distrito Federal, e noutro o estado de Rio de Janeiro, com seu capital em Niterói. Chegou ao ponto de que quando a lancha com jornalistas de um lado esguichou, o outro não socorreu: foram regatados por pescadores.

No texto do Última Hora, os irmãos Alfredo e Mozart jogam culpa no amante de Luz, uma versão que não foi acolhida pela Justiça nem pela História.

Nascimento da lenda

A gráfica de citações de O Estado ilustra a renascimento da lenda de Luz del Fuego. Pontos importantes foram o lançamento do filme "Luz del Fuego" em 1982, que não ganhou uma resenha no O Estado: somente registros de horários de cinema, um dos quais notou a entrada reduzida para menores de 10 anos.

Uma década depois, em 11 de dezembro de 1992, O Estado trouxe sob o título "Os escândalos de Dora Vivaqua" uma crítica de Alberto Guznik, da peça "Luz del Fuego", passando no Teatro Imprensa. O jornal continuava:

Quase ninguém sage quen é Dora, mas quase todos se lembram de Luz del Fuego, como ficou famosa pelas suas aventuras, nudismo e cobras. A vida de Dora está em cena.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Naturismo lembrado no Teatro Oficina





O texto abaixo foi lido no final da apresentação da peça Macumba Antropófoga, no sábado 19 de maio, em São Paulo:


Não iremos, hipocritamente, admirar o nu apenas nas artes, mas também na realidade, praticando o nu social no naturismo organizado.Naturismo é a doutrina filosófica que se baseia num modo de vida em harmonia com a natureza, caracterizado pela prática do nudismo em grupo, que tem por intenção favorecer o auto-respeito, o respeito pelo outro e o cuidado com o meio ambiente. É gratificante, harmonioso, a sensação de conviver nu em grupo de pessoas amigas em toda e qualquer parte desta Terra.Sabe-se que o manifesto Antropofágico fala que a roupa inibe a verdade !!!

Também é a nossa verdade.
A nudez é tão importante quanto ser livre !!!

Vamos ver a Macumba Antropófaga! Que todos os grupos tenham alguém presente lá no próximo sábado e domingo. Veja no blog abaixo para maiores informações que são sempre atualizadas



 Membros do Chat no Teatro Oficina interagindo com os atores  de Macumba Antropófaga





No final da peça - MACUMBA ANTROPÓFAGA a equipe do TEATRO OFICINA deu um grande presente aos membros do chat, fizeram uma interação dos internautas com os atores AO VIVO no final da peça.

Veja o vídeo em http://www.youtube.com/watch?v=N39RimaiWfc

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

“Festival de Leituras Eróticas” (Satyriase)


Caro amigos Naturistas/Nudistas/Peladistas,

Mais uma oportunidade de ver um espetáculo ao natural (pelado) junto com o publico normal do evento. Dessa vez será agora SÁBADO - 12 DE NOVEMBRO de 2011 das 23h59 às 04h no “Festival de Leituras Eróticas” (Satyriase) – Miniteatro em São Paulo (veja no link abaixo)

Peladistas  se puderem apareçam  e fiquem ao natural!

23h59 às 04h “Festival de Leituras Eróticas” (Satyriase) - Miniteatro

Mas afinal do que se trata?  Veja em SATYRIASE http://peladista.blogspot.com/2011/11/satyriase.html

Primeira regra para viver a verdadeira e plena liberdade dos sentidos: ter certeza de que não vai se arrepender. Ao menor sinal de receio em relação aos possíveis efeitos colaterais de seus atos, sobre sua vida ou a de outros, segure o ímpeto e deixe que a fantasia sobreviva apenas como tal. Não se pode ser livre, dona absoluta do próprio corpo, temendo que o mundo descubra nossos segredos. Até porque boa parte do prazer que advém da liberdade dos sentidos reside precisamente em exibir os efeitos de seu exercício. Só arrisque se tiver muita segurança de poder viver como uma alma desgarrada da manada maior. Mas, acima de tudo: não dê bola para conselhos. Nem para este. Siga seu próprio instinto.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

SATYRIASE

Amigos Naturistas/Nudistas/Peladistas,


Em breve teremos novidades sobre um novo espetáculo: SATYRIASE. Quem sabe, tendo quorum, o público esteja pelado?


Para dar um gostinho veja o resumo abaixo:


                             
 SATYRIASE;

satiríase
(grego saturíasis, -eos, deformação dos ossos semelhante a cornos, priapismo)
s. f.
s. f.
[Medicina]   [Medicina]  Actividade.Atividade.Atividade ou desejo sexual muito activos.ativos.ativos no homem. = SATIRISMO, SATIROMANIA

SATYRIASE,GEOGRAFIA:
Miniteatro
Praça Roosevelt ,108

SATYRIASE,REALidade
Dias:

SATYRIASE,Sonho
  
Um ambiente onde o corpo experimenta todas as sensaçãoes provocadas pela leitura de um texto erótico por atores e atrizes.Experimenta a proximidade e o total distanciamento.Aqui não nos encontramos na cidade grande,mas num templo de adoração.

Além dos textos ouvidos, só silêncio ou música.
Este é o domínio da fantasia,da imaginação.

Quem pode entrar?

Poucos.
Tudo dependerá da deusa Sorte.
Quinze pessoas por hora.
Quatro horas por dia.
Dois dias.
Sessenta pessoas somente.
  
Como serão escolhidas?

Faremos sorteios de biscoitos chineses durante abertura e eventos das Satyrianas.
Alguns desses biscoitos contém o dia e a hora em que o convidado deve chegar.
Ao chegar,apresentará seu convite,um pequenino bilhete escondido sob o biscoito.
Um passaporte minúsculo para um mundo de delícias.

E hora a hora,leremos textos suavemente,para um público deitado sobre alcatifas persas,aspergido com exóticos perfumes, instigado a sentir sabores e convidado a perceber a linguagem de maneira nova, com todos os sentidos.

Assim, estaremos por quatro horas por dia,durante dois dias numa vigília excitante leremos trechos dos inéditos“O olho de Deus” de Contador Borges a partir da obra de Bataille, “Legenda Erótica” de Luiza Pastor “A Carne dos Arrogantes” de Mauricio Paroni e Rodrigo Zappa, “Pipi M.” de Patricia Aguille e uma dezena de outros textos  clássicos da Literatura Erótica desde a antigüidade ao século XIX.

Artistas envolvidos:

Curadoria:Patricia Aguille
Produção Executiva:Raissa Peniche e Chevaux-Legers

Atores:Davi Tostes,Contador Borges,Raissa Peniche,Mariana Contador,Luiza Pastor,Maria Andrade,Savana Meirelles,Magé Tiritil,Patricia Aguille,Pedro Barreiro e Silvana Ivaldi

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

MACUMBA ANTROPÓFAGA - gravação DVD

Aos amigos naturistas, nudistas e peladistas

Convidamos a todos a participar das ultimas sessões da Macumba Antropófaga. Atenção para o horário: 17:30 horas e nos dias 29,30 de outubro e 2 novembro. Por favor confira no site do Teatro Oficina o horário: http://teatroficina.uol.com.br

Como diz o Manifesto Antropófago: "O que atropelava a verdade era a roupa, o impermeável entre o mundo interior e o mundo exterior. A reação contra o homem vestido." É uma oportunidade unica para aqueles que quiserem fica nus.

A Macumba Antropófaga chega às últimas sessões no final do mês de outubro, depois de uma temporada de dois meses com forte presença de público e em meio a primavera e outras estações no movimento de ocupações por todo o mundo.

Haverá somente mais três apresentações da peça-rito, duas delas filmadas para que seja feito o DVD. O encerramento da temporada em Sampã acontece no dia dos mortos, 2 de novembro, quando o Oficina realiza anualmente um encontro com o público – e com os mortos – que sempre deu samba.

29 e 30 de outubro, às 17:30h (horário especial para filmagem do DVD). 2 de novembro18h.
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia entrada estudantes e clientes do cartão Petrobra) e R$ 5,00 (moradores do Bixiga, mediante comprovação de residência)
Local: Teatro Oficina (Rua Jaceguai, 520, Bixiga. Tel: 11. 3106-2818). São Paulo - SP
Capacidade: 350 pessoas.
Venda de Ingressos: Através do e-mail ingressosmacumba@teatroficina.com.br ou na bilheteria do Teatro Oficina (1 horas antes do inicio das sessões).
Maiores detalhes veja em 
http://teatroficina.uol.com.br/headlines/80


Convidamos a todos a participar das ultimas sessões da Macumba Antropófaga. Atenção para o horário: 17:30 horas e nos dias 29,30 de outubro e 2 novembro. 

Alguns palpites para ajudar a quem for:

  1. Existe um estacionamento ao lado do Teatro Oficina - no mesmo terreno que da acesso ao fundos do Oficina - que cobra R$ 15,00 para quem for ver a peça. Pagamento em dinheiro, não tem cartão de credito ou debito.. A vantagem é que fica aberto até o fim e pode se ir do bar "troca-troca" direto para o estacionamento.
  2. Existe uma forte interação entre os atores e o publico. Num dado momento, dentro do teatro, uma das atrizes convida as pessoas a se despirem e irem para a pista do teatro. Esse é um ótimo momento para se despir.
  3. Existe um intervalo de 20 minutos e um bar no fundos do teatro a onde se vende água, refrigerantes, vinhos e alguns sanduíches e bolos no intervalo.
  4. Quem for fotografar por favor desligar os flash. O flash atrapalha os atores e as câmeras que estão gravando o espetáculo.
  5. Recomendo chegar com pelo menos 1 hora de antecedência.
  6. Não acompanhe as musicas com palmas. Parte do texto está nas letras das musicas. A musica e canções é um espetáculo a parte.
  7. Após o espetáculo a maioria dos atores vão ao bar troca-troca onde é possível falar com eles num ambiente agradável. Esse bar fica numa OCA construída nos fundos do Teatro e, inclusive, uma das cenas iniciais acontece lá. O bar vende água, refrigerante e vinho (copo). No intervalo tem sanduíches ou bolo e no final oferece alguns prato exóticos como ostras, rã e alguns caldos.
  8. Não se preocupe se chover (normal em São Paulo nessa época) pois recebera uma capa de chuva descartável. Assim poderão acompanhar as cenas de rua ( como na frente do TBC).
  9. O Teatro Oficina tem uma arquitetura diferente do convencional é um teatro de arena. É um corredor e o publico fica nas laterais, veja em http://teatroficina.uol.com.br/
  10. Sugiro ficar perto da pista e não subir as escadas.
  11. Numa urgência, se precisar sair, não sai pela porta principal. Suba as escadas próximas a porta principal que alguém te ajudara a sair. Lembre-se de manter silencio pois o espetáculo esta acontecendo. Também não coloque nada em cima dos refletores pois esquentam pacas e existe o risco de pegar fogo com isso.
  12. Não fume dentro do Teatro.
  13. Para aqueles que não forem, moram em outras cidades ou países veja ao vivo em http://teatroficina.uol.com.br/aovivo (fuso horário de Brasilia - horário de verão - GMT - 2).
  14. Dia 2 de novembro - ultimo dia - os "peladistas" iremos novamente ao espetáculo. Dias 29 e 30  será feita a gravação da peça para o DVD.
Bom espetáculo,
P.S. avise ao amigos e pessoas que possam gostar do espetáculo. 

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Peladistas na "Macumba Antropófaga"

Dia 24/09 os "Peladistas" estarão na "Macumba Antropófaga", rito do diretor José Celso no Teatro Oficina Uzyna Uzona

Há um momento em que fala do tabu do nú, uma das atrizes pede para quem quiser ficar nu nesse momento, seria legal nesse ficarmos pelados nessa hora.

A parte financeira – pagamento dos ingressos e desconto – deverá ser feita diretamente com a produçao do Oficina no email informado no link abaixo.  Nesse link esta as instruções de como proceder para comprar e enviar o comprovante de pagamento. Aos que já pagaram não esqueça de levar algum documento com foto e chegar pelo menos 15 minutos antes para retirar os ingressos.


Será sábado agora, dia 24 de setembro de 2011, num sábado. O espetáculo começa as 16:30

http://peladista.blogspot.com/2011/08/macumba-antropofaga.html

Qualquer duvida mande um email para "Peladisatas Unidos" peladistasunidos@gmail.com


No final, os artistas ficam no Restaurante Troca-Troca, localizado no Terreno do Sylvio Santos, atrás do teatro, lá é o momento de conversar e debater opiniões. É um espaço bem legal, rola uma música ambiente, um cardápio maravilhoso no restaurante, e muita interação público e artistas. 


Divirta-ser

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

MACUMBA ANTROPÓFAGA

Caros Amigos Naturistas, Nudistas e peladistas

Gostaria de estender o convite abaixo feito pelo Claudio para que todos possamos ir ver o espetáculo MACUMBA ANTROPÓFAGA  no Teatro Oficina em São Paulo pelados e ainda pagando apenas 50% do valor do ingresso.

Toda a parte financeira – pagamento dos ingressos – deverá ser feita diretamente com a produçao do Oficina no email informado abaixo no texto do convite. Estamos marcando para ir no dia 24 de setembro de 2011, num sábado. O espetáculo começa as 16:30

Convite

Comemorando os 50 anos do Teatro Oficina, Zé Celso, um dos gênios vivos do teatro brasileiro, resolveu ressuscitar Osvald de Andrade e Tarcila do Amaral no espetáculo MACUMBA ANTROPÓFAGA no Bexiga, São Paulo.

E como todos já sabem, os espetáculos do Zé Celso são recheados de NUDEZ, pois o objetivo dele é quebrar com todos os paradigmas da moral hipócrita reinante. Nesse espetáculo em especial, além de todos os atores e músicos ficarem nus, eles também chamam pessoas da platéia, alguns que já espontaneamente pelo clima reinante, tiram a roupa antes mesmo do convite.


Portanto, CONCLAMO A TODOS OS NUDISTAS, PELADISTAS, NATURISTAS, para comparecermos a essa peça, da forma como mais gostamos, ou seja NUS, pois acabei de receber da produção do espetáculo a promoção de 50% PARA NÓS OS PELADISTAS!!! Ou seja, cairá para R$ 25,00 o ingresso!

POR FAVOR,  preciso saber quem poderá ir, E SOBRETUDO FECHAR UMA DATA, pois a peça começará amanhã, mas vai até o dia 2 de outubro, sempre aos sábados e domingos a partir das 16:30h, E O PAGAMENTO É ADIANTADO e precisa de um esquema que me foi enviado pela produção.

O ESQUEMA DE PAGAMENTO SERÁ O SEGUINTE: qualquer dúvida a LUCIANA NARDELLI da produção do espetáculo deixou o email: ingressosmacumba@teatroficina.com.br

NÃO SE ESQUEÇAM DE SE IDENTIFICAREM COMO "PELADISTAS".


O texto abaixo me foi enviado pela Luciana:

Para comprar ingressos favor fazer o pagamento na conta abaixo e
enviar, via email, comprovante do depósito, o nome e um número de
documento da pessoa que vai retirar os ingressos na bilheteria, com
até 15 minutos do início da sessão.
 
Na hora da entrega dos ingressos será solicitado documento de
identificação com foto. Assim como para os ingressos de meia entrada, entregues somente com apresentação de documento válido. Se for morador do Bixiga,  trazer comprovante de residência recente, para aproveitar o desconto.

Os preços são:
R$ 50,00 inteira
R$ 25,00 meia (estudantes)
R$ 10,00 moradores do Bexiga
Dados da Conta:
 
Banco do Brasil
 
Agencia 2809-6
 
Conta Corrente 22771-4
 
CNPJ: 53.255.451/0001-36
 
Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona
 
Os ingressos não são numerados.

Não fazemos reserva.

Evoé,
 
Luciana Nardelli
Equipe de Produção
Essas instruções foram me dadas por e-mail pela própria produção da peça, fazendo então parte EXCLUSIVA do agenciamento deles, sendo o meu interesse inteiramente e apenas voltado para montar um grupo de amigos PELADISTAS em uma oportunidade única e original para todos.

Cláudio


quarta-feira, 17 de novembro de 2010

NUS NA PLATÉIA DE " BACANTES" NO RIO!!!

Por Claudio Lacerda



Caros amigos NATURISTAS, NUDISTAS, PELADISTAS, GAYS E E SIMPATIZANTES!

Ontem eu e mais 5 amigos frequentadores da praia do Abricó, portanto naturistas de carteirinha literalmente, tivemos o imenso privilégio, aliado a muita coragem, claro, de termos podido ficar completamente NUS na platéia da peça As Bacantes, dirigida por José Celso Martinez Correia.

Amigos, foi algo além do sensacional, espetacular e único. Por mais que eu adjetive o que senti, infelizmente só quem participou saberá o que vou descrever nas linhas abaixo.
A partir de um e-mail criado pelo meu amigo Jhonas e, devidamente reenviado para este grupo [naturistasgays], dirigi-me ao local da peça muito ansioso pois seria minha primeira experência de nudez extra-naturismo e, por assim dizer, em público literalmente. Público textil, claro. Sentamo-nos ao lado da banda como combinado, e os 6, naturistas cascudos realmente ficamos de início muito acanhados, obviamente. Jhonas que fez parte das Oficinas, disse que em determinado momento da peça (1º Nascimento de Dionísios) todos os atores ficariam completamente nus, inclusive já insinuando sexo entre eles. A partir dali, então, o clima mais liberal da peça seria quebrado.

Mas mesmo assim, ainda não tínhamos clima suficiente para isso! E a peça imeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeensa e muito confusa, com praticamente todos nus ou quase nus, incluindo o pessoal de apoio, seguia adiante.

No último intervalo, ou seja, faltando 2 horas para a peça terminar (total de 6 horas de espetáculo), finalmente tiramos a roupa. A essa altura do campeonato, o cheio de erva queimada já era algo comum, e se isso algo proibido literalmente por lei, não só era usado livremente na platéia, então nós os pelados que não estávamos em local público, estaríamos completamente livres para ali exermos o nosso direito de ficamos nus.

E ficamos!!! 

Mas, infelizmente, e para variar, uma mulher teve a infelicidade de comentar com outra que nós estávamos " saidinhos demais". Apesar dela tentar ser discreta, eu acabei ouvindo, e como eu também vi que ela consumiu a tal da erva, minha resposta foi curta e grossa: pelo menos eu não transgrido a lei.
Mas isso não nos atrapalhou. Interagimos com os atores, nos jogamos em cima deles na hora da cena do bacanal  hehe, nos sujamos de mel e lama, mas nada, repito, nada poderá descrever a emoção da força e da energia que a peça emana. Em determinado momento vimos que homens naturalmente também se beijavam, podendo também exercer seu livre direito de poderem amar livremente.

Sou naturista de carteirinha, mas defendo a livre expressão de poder ficar nu, e como vivemos num país hipócrita que está se vendendo ao exagero fundamentalista, temos então que apaludir de pé por existir essas raras oportunidades onde nós, os nudistas, naturistas, peladistas ou até mesmo oportunistas que tiraram as suas roupas, possam tranquilamente exercer sua nudez sem serem repreendidos ou virarem, no mínimo alvo de chacota e humor.

Hoje, caros amigos leitores, tem mais! E pelo jeito hoje seremos em maior número. A peça de hoje é o Banquete, onde, só para terem uma idéia, um dos músicos toca pelado.
 
Ah sim, antes de terminar gostaria de registrar que um convidado ilustre, o senador Eduardo Suplicy estava presente e, não só adorou a peça como fez no final um pequeno e inflamado discurso, sendo muito ovacionado.
No dia seguinte, apesar do cansaço, lá estávamos nós os naturistas, ávidos para podermos exercer nosso amplo direito de ficarmos nus!

E em "O Banquete" isso também foi possível! Além de nós outras pessoas da platéia, também se sentiram a vontade para arriarem suas calças e tirarem suas blusas, expondo assim toda a beleza natural de seus sexos, divinos como a semelhança de quem os criou.
Para quem ainda acha que fomos muito corajosos, saibam que foi algo próximo a divindade. Durante essas duas peças, ficar nu foi como estar "vestido com a roupa da pele", pois um dos músicos tocou 70% do espetáculo completamente pelado e uma das mulheres do apoio de contra-regra, nem pensou duas vezes em ficar sem blusa, como se a sua natureza masculina fosse mais natural do que a moral hipócrita ainda vigente.

Após a peça, uma pequena rave com músicos tocando ao vivo, sacudiu, literalmente a todos, incluindo os peladistas que pularam e muito, sentindo todo o seu corpo pulsar livremente, no meio de uma maciça composição de pessoas que, apesar de ainda estarem vestidas, sinceramente demostraram em seu mais íntimo, sincera inveja.
Presentes ao espetáculo, e que ficaram para a festa, abrindo um sorriso de aprovação ao nos verem nus e pulando, o casal Júlia Lemmertz e Alexandre Borges.


 
Antes de qualquer coisa, sou e serei sempre um amante da nudez!
 
Cláudio
(Moderador dos grupos NaturistasGays, HomensSolteirosNaturistas e frequentador assíduo da praia de Abricó desde 2004)

Esse texto foi publicado originalmente na lista Naturistasgays - ver em http://br.groups.yahoo.com/group/naturistasgays/?yguid=129380338