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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Murder most foul

Recebi na lista Peladistas uma pergunta de sr. Gilberto Moraes:
O seu Pedicini:

Porque o senhor não esclarece desde logo o que quer com esses seus ataques à Colina. Isso que o senhor faz cheira a interesses contrariados ou interesses sendo gestados, para explorar alguém.

Isso que o senhor faz não tem nada de defesa de injustiçados acusados em casos de pedofilia.
Gilberto
Sim, sr. Gilberto, confesso que tenho interesses contrariados pela atuação da diretoria da Colina do Sol, com concordância implícita dos sócios, e com a atuação de um outro elemento lá dentro, não identificado.

E que interesses são estes? O que tanto me incomoda?

O foco principal do blog www.calunia.com.br é, sim, "defesa de injustiçados acusados em casos de pedofilia", ainda que minha atuação é em falsas acusações em geral. Como disse o bom livro, "Não levantaras falso testemunho contra teu próximo."

Mas isso é somente um mandamento, entre dez. Já tratamos das falhas de ética encobertos pelo naturismo brasileiro. Vou repetir o que escrevi naquele ocasião:

V. NÃO MATARÁS

Dana Wayne Harbour, 79 anos, o maior investidor no Hotel Ocara, encravado na Colina do Sol, foi assassinado em sua casa na Colina, dia 28 de novembro de 2007. Os papéis que ele tinha sobre os negócios da Ocara sumiram depois de sua morte. Ele tinha anunciado numa segunda-feira que ia mudar a disposição dos seus bens. Quarta-feira foi morto, e sexta, cremado. Segunda-feira um residente da Colina apareceu no Banco do Brasil com um atestado de óbito e tentou sacar todo o dinheiro da conta dele.

Em agosto de 2008, enquanto Barbara Anner estava numa audiência no Fórum de Taquara, alguém subiu no telhado da sua casa, dentro da Colina, que é protegida por guardas e cercas, e colocou espuma de uretano na chaminé. A bomba incendiária explodiu na próxima ocasião que a lareira foi usada, e apenas por grande sorte — e pela ação rápida do funcionário Pedro — a casa não pegou fogo, matando Barbara e sua acompanhante Nedy.

Nedy de Fátima Pinheiro Fedrigo, a residente mais antiga da Colina, foi avisada pelo médico de que se não se afastasse de Barbara, sua saúde não agüentaria. O estresse das ameaças constantes, os tiros na noite, as armas brandidas, os insultos, e por fim a bomba -- ela sofreu três ataques cardíacos, e sucumbiu.

O proprietário do camping, por motivos que ficarão claros a seguir, já fez muitas ameaças, algumas de arma na mão, contra os falsamente acusados no caso Colina do Sol, tanto antes de serem presos como depois da soltura.

Além disso, noto que os charmosos naturistas de Colina do Sol, conseguiram que a sra. Barbara Anner, então com 75 anos, fosse mandado de volta para o presídio, pois ela tinha recebido em sua casa - bastante isolada - seus advogados (que não poderiam se reunir com ela em outro lugar, ela sendo em prisão domiciliar) e um outro sócio da Colina.

Este "movimento todo" tão incomodava os "naturistas", que pediriam que ela fosse mandada de volta ao xadrez. E conseguiram, por mais umas semanas. Insuficiente para matar a dna. Barbara, que creio foi o objetivo dos "naturistas".

Me incomodo, sim


Mas me incomodo, sim, seu Gilberto, com o assassinato de um velho indefesa e inofensivo. Me incomodo com os tentativas de assassinato de dona Barbara. Me incomodo com o assassinato de Nedy Fedrigo, pois assassinato foi, ainda por meio indireto. O estresse provocou o morte dela, mas quem provocou o estresse foi a corja da Colina, com seu afã de causar tanto incômodo possível àqueles que falsamente acusaram.

Me incomodo com o assassinato de velhos e mulheres.

O assassinato de inocentes e indefesos contraria meus interesses, seu Gilberto.

Eu não gosto.

Eu não suporto.

Não foi o que provocou minha atuação no caso Colina do Sol, mas não posso fingir que não vejo.

A existência do Mal


Quando ouvi do caso Colina, imaginava que os naturistas da Colina do Sol ajudaria contra a acusação claramente falso. Não imaginava que a acusação partiu deles. Imaginava, depois, que a FBrN ajudaria. Não sabia que abraçaria os caluniadores. Quando veio o caso de Rones em Tababa, já não me surpreendi mais que o naturismo oficial nada fez.

A Colina e a FBrN não são parte da solução. São parte do problema.

As informações publicados aqui e no www.calunia.com.br não são fruto de uma campanha de difamação. Procurei saber o que eram as terras da Colina, e deparei com fraudes, invasões, e mapas falsos. Procurei saber do valor do hotel, e descobri que os números não davam pé, e o empreendimento nunca foi terminado, pois não daria dinheiro mesmo: era feito não para funcionar, mas para angariar "investimentos" de pessoas incautas.

É um podridão que mal dá para acreditar, uma esquema Ponzi sem calças, um "clube de pirâmide" com a bunda de fora.

O fraude financeiro não provocou meu interesse, nem justifica tanto trabalho.

Mas o assassinato de velhos e mulheres me incomoda, seu Gilberto. Me incomoda mesmo.

sábado, 12 de março de 2011

Boiando num mar de mentiras

Minha carreira começou programando computadores. Entre os peculiaridades do mister é ou a programa está certa, ou esta errada, e não vale engrossar a voz, pois computador não entende de "Você sabia com quem você está falando?". Um terço da atividade é o chamado "debugging", termo que significa, debruçando-se sobre o trabalho de ontem, procurando, "Onde foi que eu errei?"

Naturismo brasileiro segue num caminho glorioso
É um atividade em que nem a soberba nem a mentira levam para frente. Talvez por isso que o naturismo brasileiro me deixe tão perplexo. Há tanta gente que mente, e tanta gente que acho que não importa a realidade, mas o que é dito!

Vamos, então, desmentir um pouco. Relato umas das mentiras que "ouvi dizer" no naturismo ultimamente, e se eu que nem naturista sou ouviu tantas, imagine os que mergulhem mesmo em naturismo! É um milagre que não se afogam em mentiras. Ou pensando bem, com a eleição em Praia do Pinho, estão se afogando, mesmo. 

  • "Richard conversou com Etacir Manske e Marcelo Pacheco no bar Capop em Praia do Pinho durante Congrenat".
    Não, enquanto eu estava no bar na mesma lugar que eles, é o único lugar para comer no pedaço. Mas não conversei, tem teria o que dizer. Os sócios da Colina do Sol mostraram nas urnas uma semana depois, que não querem conversa com Eta e Pacheco. Por que eu queria? 
  • "José Tannus se ofereceu para testemunhar no processo contra Dr. André Herdy em Taquara"
    Nem Dr. André, nem seu advogado, nem sua familia, receberam qualquer oferta de ajuda de Tannus, nem qualquer outra comunicação, a não ser um pedido para o livro de atas e outras papeis da FBrN.
  • "Celso Rossi conta na Colina do Sol que ajudou Nelci Rones no processo contra ele em Tambaba"
    O que Celso falou ou não falou em Colina não tenho contatos o suficiente para verificar - pode ser que ele se gabava te ter ajudado, ou não. Porém, Celso Rossi não ajudou de maneira nenhum no caso de Rones. É interessante que este boato apareceu somente quando já era claro que Rones era inocente, e que já estava para sair com habeas corpus
  • "A FBrN não foi procurado para ajudar Dr. André Herdy".
    Mentira descarada. Silvio Levy escreveu cartas abertas logo depois da prisão dos quatro. Eu escrevi para a presidência da FBrN, sendo exercitado pelo sr. Elias Perreira, na véspera de natal de 2007; o visitei na sua empresa perto de Brasília, junto com Cristiano Fedrigo, em maio de 2008; e Cristiano e eu fomos para uma reunião da diretoria da FBrN no Mirante do Paraíso em julho de 2008; e Silvio, Cristiano e eu fomos ao Congresso INF em Tambaba em setembro de 2008, pedindo ajuda. O pai e o advogado de André também ligaram para Elias, pedindo ajuda da FBrN, para explicar o que era naturismo. Ajuda foi amplamente pedido, e não foi recebido. 
    Eu ouvi, do sr. Tannus, que os pedidos de ajuda não vieram com procuração firmado em cartório. Se for preciso isso para conseguir socorro de sr. Tannus, devemos agradecer que ele não seja salva-vidas ou médico.
  • "A FBrN não tem assessoria jurídica e não pode ajudar ninguém acusado de crime."
    Isso eu ouvi direto do sr. Tannus. Bem, também não tenho assessoria jurídica, e nem Silvio, Cristiano, Joaquim, ou César tem. Tanto Fritz Louderback e Dr. André, quanto Nelci Rones, foram julgados no tribunal da imprensa, onde um voz pode ser ouvido, se for levantado rapidamente. Todos estes (e outros que não chegaram a ser acusados publicamente) foram acusados por ser naturistas, as "evidencias", quando houver, sendo "fotos de crianças peladas" em nada diferente daquelas veiculadas corriqueiramente na imprensa naturista ou na grande imprensa.  
  • "ELAN foi para ajudar nossos irmãos naturistas latino-americanos" Esta foi dita pelo sr. Etacir Manske no Congrenat, durante a sessão formal, e na presença de muitos que lá estavam e que souberam que chegaram ao ELAN dois uruguaios e um chileno, ou vice-versa. E ninguém deu um píu. O propósito do ELAN foi dar dinheiro e credibilidade para a Colina do Sol, que estava (e continua) com uma grande falta dos dois. O que realmente serve para criar laços entre naturistas da latina américa inteira é a lista Peladistas Unidos, que tem bastante leitores em espanhol e no inglês.
Estes são umas. Há muitas mais. Assustador é a freqüência das mentiras, e a naturalidade com que são contadas pelos seus autores, e aceitas pelos seus ouvintes.

E umas mentiras são consagradas. Quando é anunciada que haveria 4.000 naturistas no Congresso da INF, ou 2.000 no Congrenat, é proibido falar depois que o movimento estava abaixa do normal. Sendo que tudo é um sucesso, ninguém sabe o que foi um sucesso (no Congresso INF, os grupos locais como a Orquestra de Violões de João Pessoa, e o campeonato de surf naturista) e o que nem aconteceu (shows musicais programadas).

Mas o que importa saber os erros? Que necessidade haveria de corrigir o percurso? A boa nave FBrN é à prova de naufrágio, e aquilo que você achou que viu não pode ser um iceberg, e eu não vou lá ver porque a baile está esquentada. Que banda maravilhosa, não? 

    segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

    Tambaba: os futuros que não haverá

    Houve muitas promessas do futuro no Congrenat na Praia do Pinho.

    Mas antes, olharemos os futuros que não haverá: as palestras na escolas, o advogado naturista, e o partrocînio grande.

    Palestras vivencias nas escolas publicas

    Quando José Wagner era presidente da Sontata, ele conta que sua prioridade era educação. O Secretário de educação de Conde tinha concordado num ciclo de palestras vivenciais sobre cultura naturista, nas escolas de Conde.

    "Desenhei roupa de naturista, professora."

    O que seria isso? "Levaria alguns para a praia, para vivenciar o naturismo. Poderiam estar vestidos, mas ainda assim estariam intrometidos no naturismo. A proposta estava sem limite de idade, e incluia funcionários da escola e professores também."

    A proposta é interssantes, inusitada, e com certeza a freqência da praia aumentaria e rejuvenesceria. E é algo que com certeza atrairaria mídia favorável, e não somente humorística.

    O advogado naturista de direitos humanos

    Foi Wagner que organizou o cíclo de palestras no Congresso da INF em 2008. Lamento que uma troca de horários me fez perder a palestra sobre Direitos Humanos. Foi dado pelo Dr. Alexandre Guedes, presidente regional da Comissão dos Direitos Humanos, que é naturista.

    Teria sido muito bom saber que havia um profissional deste perfil na região (ou em qualquer lugar do Brasil!) na hora que Nelci Rones foi preso.

    Se eu tivesse assistido a palestra, teria lembrado. Mas também este tipo de conhecimento deve ser de alguma maneira institucionalizado, e não dependente da memória de um ou outro.

    Registrado em ata

    José Wagner informou também que tinha uma audiência pública em 05/10/1009, com todos os vereadores de Conde, sobre reservando aquela área atrás da praia - aquela que tem o empreendimento enorme planejado - para algum fim relacionado a naturismo. Foi acertado que nada seria homologado na área. Isso consta em ata da Câmera de Vereadores. Dr. Alexandre Guedes estava presente na reunião. A Ata poderia ser importante para a defesa da praia, e é algo que deveria estar não somente nas mãos, mas no site, de Sonata. Mas no site não está. Que Wagner aconselhou ir atrás, sugere que não esta em mãos.

    Porém, pela fala de João Olavo no Congrenat, ele já escolheu a "assistência jurídica permanente" para a FBrN, as duas que servem a Colina, sobre quais foi pedido que seja investigada sua participação no concilium fraudis:

    Postula a parte demandante, que se tome as providências cabíveis e, tendo em vista a ocorrência de concilium fraudis perpetrado pela reclamada e CNCS, para garantir a continuidade do clube, ambos se protegendo da execução trabalhista, acrescentando que os procuradores do CNCS são os mesmos em ambos os Juízos (trabalhista e Falimentar), não poderão justificar o desconhecimento da matéria alegada. Requer, ainda, se digne encaminhar a noticia-crime ao DD. Representante do Ministério Público Federal, sobre o concilium fraudis demonstrado entre as partes (reclamada, CNCS e procuradores).
    Sendo que já tem advogadas que compartilham sua visão do mundo e seus métodos, João Olavo difíclmente vão descer do salto alto para falar com um advogado local que conhece melhor a situação.

    O patrocínio grande

    Sr. João Olavo falou no Congrenat que pretende buscar patrocínio grande, por exemplo de uma companhia de aviação. "O logo apareceria em evento naturista", ele envisionou.

    Mas patrocíno de companhia de aviação, geralmente vem na forma de passagens aéreas. Celso Rossi viajava para o exterior em eventos naturistas quando VASP, ou o Ministério de Turismo, ou outra estava disposta a pagar a conta, e não ele. Só que, a mamata foi cortada de uma forma geral. Ainda que não fosse, o logotipo de TAM poderia aparecer num evento naturista - mas a bunda na poltrona do avião seria de João Olavo, e não de algum naturista comun. Beneficiaria os "donos" da FBrN, não beneficiaria o naturismo.

    Dr. André Herdy tinha conseguido o patrocínio de Petrobrás para o Congresso Internacional, e era para ser o começo de uma parceria. Mas ele foi preso devido aos esquemas mesquinhos da corja da Colina do Sol, e não haveria mais possibilidade de dinheiro de Petrobras.

    Tschau, patrocinio!

    Além disso, pense como um marqueteiro. "Puxa, naturista não para de ser preso acusado de pedofilia! Eu vou expor minha marca neste ramo?" O marqueteiro nem quer saber que o presidente da FBrN era inocente, e que o ex-presidente da Sonata era inocente. (E nem vai saber que que Kelly que era Secretária da FBrN realmente se mandou para a Praia do Pinho com Douglas quando ele tinha 16 anos.)

    Porque eu, marqueteiro, deveria me importar com a inocência dos acusados, quando você, FBrN, não está nem ai com isso?  Aconteceu duas vezes, vai acontecer mais vezes, e quem sabe um dia vai ser verdadeiro? Podem me garantir que não existe mesmo ninguém que tira foto de criança sem permissão dos pais, vende pelo Internet, e disfarça dizendo, "É naturismo!"?

    Três futuros perdidos

    Vimos aqui três futuros perdidos. Wagner se afastou da Sonata, ele me disse, em parte porque suas despesas saíram do próprio bolso, que não era tão fundo assim, e em parte porque não se sentiu a vontade dirigindo um entidade, que o discriminava por ser desquitado.

    A mania, que vem de Celso Rossi, do naturismo brasileiro de fundar um grupo e ter como primeiro item da agenda, "Quem vamos excluir?", tinha como vítima o programa de aulas vivenciais. Agora que o Rones foi preso - ainda que ele está solto, ainda que ele será absolvido - não haveria mais espaço para um programa com menores. E haverá menos futuros naturistas.

    A existência de um advogado naturista que já se imersou no assunto da preservação de Tambaba; que já contribuiu com uma palestra no Congresso Mundial, que é da região, será descartada. Afina, há esta duas que já defenderem o indefensível em prol da corja da Colina, e se dinheiro da Federação que pode ser direcionado para elas, porque dar este dinheiro para um advogado com mais chance de preservar a praia de Tambaba? Amigos são amigos, negocios vem em segundo lugar. E Tamaba é concorrente da Colina.

    E o sonho de patrocínio. Dr. André Herdy já tinha este ideia, e trabalhou nela, e estava para começar com a abre-alas do Congresso Mundial, uma pareceria com condições de levar a FBrN e o naturismo brasileiro para um futuro melhor. Mas Tuca tinha uma desavença com Dr. André, e Tuca é parte da turma, então Dr. André foi para a cadeia e o patrocînio de Petrobrás e o chance de qualquer outro patrocínio, foram para o lato de lixo.

    Já avisamos sr. João Olavo que o chapéu não faz o homem. Avisamos ainda, que tentando calçar as botas de Dr. André Herdy, ele vai descobrir que são vários tamanhos grandes demais para ele.

    domingo, 27 de fevereiro de 2011

    Uma colher de chá, uma pá de cal

    No Congrenat, encontrei um número surpreendente de leitores. Os que gostam, falam diretamente. Os que não gostam, da forma velada. Perdi muitos destes encontros informais por ter chegado somente sábado ao meio dia, mas tinha outros compromissos (algo inesperado no caso Gol 1907/Legacy) que me detiverem em São Paulo.

    Normalmente aqui, relatamos fatos, obtidos em entrevistas ou pelo estudo de documentos. É chamado jornalismo, e o repórter que se acha notícia não entende o seu ofício.

    Ainda assim, houve tantas referências ao blog (nunca por nome) durante as sessões oficiais, e tantos boatos e questionamentos sobre o que eu faria, ou com quem eu falei, que talvez seria melhor esclarecer estes assuntos já.

    Era esperado por uns (e temido por outros) que eu falasse na assembléia. Houve quem estava a favor, e quem - sr Tannus sendo um - que estava contra.

    Mas eu costumo me expressar pelo blog, onde posso comprovar com documentos. Também, assistir a eleição de srs. João Olavo Paz Roses, Etacir Manske e Marcelo Pacheco tinha o mesmo fascínio de assistir um desastre ferroviária. Se a FBrN está disposta a cometer suicídio institucional, o que eu tenho contra isso? Nunca me ajudou, e fez o que puder para me atrapalhar. Não fiz questão de falar. Se tivesse imprensa lá, teria falado.

    A elevação destes três aos altos cargos da FBrN não os enaltece. Em vez disso, sela o destino da FBrN. Quando Sr. João Olavo começou sua ascendência no CNCS, tinha 60 residentes permanentes, ano passado a administração dele (Etacir é fantoche) tinha reduzido este total para menos de 10. Vai repetir o feito no FBrN.

    Dos outros boatos:

    "Que eu me reuni para uma conversa com Etacir Manske e Marcelo Pacheco sábado a noite". Isso é falso. Eles estavam no bar Capop ao mesmo tempo que eu, mas é o único bar do local. Não falei com eles; não tinha nem tenho interesse em falar com eles.

    Eu tenho, realmente, duas perguntas para Marcelo Pacheco:
    • Você tem ou tinha participação financeira na Colina dos Ventos? 
    • No que endereço um oficial de Justiça pode lhe citar? 
    Mas duvido que receberia respostas.

    "Que eu tenho uma desavença pessoal com Marcelo Pacheco". Isso parece é corrente faz uns tempo, sem eu saber. Eu tenho pouco interesse em Marcelo Pacheco e sua revista de gente pelada. A revista não é uma fonte de informação. O novo formato menor mira o público alvo: assim fica mais fácil de ler com uma mão, e de esconder debaixo da colchão. Jornalismo não é.

    "Que tenho coragem de peitar este pessoal".

    Como? Minha área é crimes de imprensa; pela natureza a tendência é lidar com gente de peso, ou da pesada. Senador Magno Malta me conhece pela cara e pelo prenome - e não me gosta. A última vez que me levantei para falar numa reunião pública, peitei o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo em frente de duas equipes de televisão, e o deixei amarelado. Como vou ter medo desta gentalha desnuda?


    Meu passaporte naturista

    Apesar da faltar de consenso sobre o Passaporte Naturista, alguém tinha bastante interesse no meu. Enquanto questionavam se eu deveria ser permitido a palavra (que tenho aqui, obrigado) um dos tentativas de me barrar era dizer que não tinha passaporte naturista. . Depois da reunião, o gerente do complexo Praia do Pinho pediu para ver meu passaporte (que já tinha apresentado na recepção). Deixei ver, sem saber que era para ver o número do selo, para ver em quem poderiam encher o saco, por ter me vendido. 

    Vamos passar para os outros assuntos que tocam diretamente o blog. Temos outras items de maior interesse - o que mais José Wagner falou de educação e Tambaba, e o plano - hiláriamente mal-concebido - de Tannus e João Olavo de lidar com a ameaça à praia. 


    Um destaque do apresentação de contas de Sr. José Tannus, foi enfatizar que certos elementos no Internet "interpretaram muito mal" o reconhecimento pela sua administração de uma dívida de acima de R$100 mil com Elias Perreirai. Não é nada disso, ele afirmou: ele pediu o que gastou para poder fazer um planejamento financeira, que "passou uma linha por baixo",  ficando o balanço o saldo em caixa, de R$21,60.

    O esclarecimento é útil, mas fica nossa afirmação de que um reconhecimento de uma dívida não pago, pode ser aproveitado calculando impostos.

    Sr. João Olavo Roses fez duas referência interessantes, no final da sua oração eleitoral, em que ele afirmou que "no Brasil há promotores e juízes", para quem fala mal dos outros. Era uma atentado contra a liberdade de imprensa, como nem o episódio da censura de Jornal Olho Nu.  Ouvimos que quando sua candidatura para o conselho de Colina do Sol foi impugnado, ele também ameaçou chamara a Justiça. Reflexo? Hábito? Birra?

    Também, sobre a prisão de Nelci Rones, sr. João Olavo informou que tinha poucos fontes de informações, como "um blog pouco confiável".

    Fascinantes, este colocação. Fui aconselhado a comprar meu passagem de ônibus com antecedência, pois a Praia do Pinho avisou que haveria 2.000 pessoas no evento. O pessoal da recepção, porém, me avisou que o movimento era abaixo do normal. Mas aposto que www.pelados.com.br vai continuar falando em 2.000.

    Sobre os passaporte INF, que sr. Pacheco disse no Congrenat é "para angariar fundos", sua revista fala  que "O Passaporte INF pode ser considerado a "carteira de indentidade" do naturista ..." (há mais abobrinhas para quem quer pagar).

    Numa certa hora alguém da mesa - Etacir Manske, que não me engano - falou que o evento Elan era "para ajudar nossos irmãos latino-americanos".  O evento trouxe dois chilenos e um uruguaio, ou vice-versa.  Ninguém piscou com a afirmação.

    E aqui somos "pouco confiáveis?"

    Passaport INF é para angariar fundos

    É de uma certa forma poética que a Praia do Pinho, onde o FBrN foi fundado, seja também onde foi afundado. Lembrando sempre que o FBrN tem pouco relevância para o naturista, da mesma forma que é somente um incidente no histórico de naturismo organizado; que tinha seus grupos antes do Partido Naturista Brasileira, como tinha várias depois. E como terá outros depois da FBrN.

    Os solteiros e os selos da INF

    A conversa dos selos da INF - para que servem? - pelo atitude dos participantes, já foi encenada vários vezes. O assunto no Brasil é sempre ligado à questão de solteiros.

    José Wagner me falou, depois do reunião, que um dos motivos que ele se desligou do grupo Sonata é exatamente este questão, a "... falta de respeito aos solteiros, desquitados, viúvos, ou qualquer outro tipo.  "Sou desquitado. Como posso dirigir um entidade que me discrimina?"

    Franco, o viúvo de Miriam, observou que aqui no Brasil o solteiro é muito discriminado no naturismo, e perguntou, "Minha esposa morreu - eu não sou mais naturista?"

    A debate foi um pouco difícil seguir no começo, até lembrar que a FBrN não representa a ponta de vista do naturista, mas das associações e empresas do qual é uma federação. Veja por exemplo a questão sobre se o selo deve ser obrigatório ou não. Fiquei um pouco perdido, tentando entender se era obrigatório um naturistas apresentar passaporte com o selo do ano para entrar numa área naturista, ou se era obrigatório uma área federada admitir um naturista com passaporte e selo em dia.

    Não era nem um nem outra. Era questão financeira. As associações devem obrigar suas associados a comprar selos? Foi montando um grupo de trabalho, com representantes de todos as pontas de vistas - de entidades. Nenhuma, com o ponto de vista do naturista comum, que talvez pretende viajar pelo país, e quer que chegando numa área naturista que não seja seu habitual, que seja aceito como naturista.

    O selo era vista como uma maneira de tirar dinheiro da manada, e só. Seria um imposto. E o que o naturista leva em troca? Pelo jeito, nada.

    A Renata Freira da NIP teve uma outra perspectiva; "é preciso saber quantos que somos". Os números, ela creia, daria mais força política.

    Nisso, duvido. Se juntava todos os naturistas do país que estariam dispostos a comprara um passaporte - ou até receber grátis - não encheria um culto de um grande templo evangélico. O abaixo-assinado online que atraiu miseráveis mil assinaturas em apoio de Tambaba mostra não a força, mas a fraqueza.

    Áreas privadas 

    A obrigatoriedade de áreas privadas aceitar o passaporte naturista foi negado por vários. Foi Tannus, se não me engano, que diz que "Não é nenhum despropósito exigir que alguém liga antes. É como alguém chega na minha casa, com carteira dizendo que é deputado ou juiz. Eu não precisa o admitir por isso."

    É uma mostra da natureza bastante artesanal do naturismo brasileiro. Um grupo de uma dúzia que se reúne nas casas dos membros, é uma situação. Um área como Praia do Pinho ou Colina do Sol, que tem uma certa tamanho (ainda que no caso da Colina muito do lugar pertence ao alheio, o o restante é penhorado) deveria seguir a regra de qualquer outra acomodação pública. A idéia de que porque é propriedade particular,  pode discriminar, é errado.

    Praia pública, é pública


    Marcelo Pacheco, do portal www.pelados.com.br, apontou que é ilegal barrar a entrada de qualquer um numa praia pública. Não se pode exigir que portasse passaporte naturista, nem que tirasse a roupa. A barreira na praia do Pinho, ele disse, é ilegal; a lei municipal que proíbe solteiros em Tambaba, é inconstitucional.

    Atestado?

    A questão do passaporte como "atestado de bons antecedentes" teve pessoas nos dois lados. Sr. Arnaldo Soares do Mirante do Paraiso, aparente entende que é: então não emite, para não ser responsabilizado pelo comportamento posterior. Sr. Tannus disse que quer dizer que não é atestado, não quer dizer que não é critéria.

    Sr. Franco deu o ponto de visto europeu. "Passaporte é garantia de naturista, conforme a INF. No mundo, é."

    "É para ganhar dinheiro"

    Sr. Marcelo Pacheco, que disse que vende 300 selos por ano, disse que , "O passaporte não é atestado de antecendentes. É para angariar fundos. Todos tem o direito de ter."

    Deu depois a analogia que, "Todos podem tira um passaporte, mas isso não quer dizer que podem exigir entrar nos Estados Unidos. É preciso um visto."

    "Brasil Naturista vendeu 300 passaports. Eu represento aqui 300 pessoas que contribuíram".

    Há pouco que se pode admirar no Marcelo Pacheco, mas pelo menos ele foi direto e sem complicações. Para ele, o passaporte naturista é simplesmente algo que se vende por dinheiro, e pronto.

    As alternativas do INF

    Aqui, se veja como que o FBrN se distanciou da realidade. Ela encara o passaporte INF como algo que ela tem, sobre qual ela pode dispor como quiser.

    Não é. É um documento mundial, que tem um valor, que se deriva do fato que é há critérios para sua emissão no mundo inteiro. Com o passaporte INF, o naturista pode viajar, sabendo que será reconhecido como naturista pelos seus irmãos de outros países.

    A FBrN, elevando Marcelo Pacheco à vice-presidência, desvalorizou o passaporte.

    Como que a INF pode proteger a integridade do passaporte INF? Eu vejo três alternativas:

    José Tannus disse que fabricou adesivos para o verso do Passaporte INF, identificando eles como sendo emitidos no Brasil. Isso já oferece uma solução para a INF, que pode notificar as associações naturistas européus, que o passaporte emitido no Brasil deixou de ser um atestado de qualquer coisa, e que daqui em diante podem tratar os portadores do passporte brasileiro, como muitos lojas no Japão tratava os dekasseguicomo prováveis ladrões.

    A outra alternativa, é para o INF encontrar alguma outra organização para cuidar dos passaportes INF no Brasil. Alguma que reúne não somente os naturistas, mas as requisitos mínimos, não somente da confiança financeira, mas da visão de naturismo como um recreação para todos, e não um fonte de renda para um pequeno grupo.

    A FBrN se sento o "dono" da INF no Brasil, como ela se sente o "dono" de naturismo e dos naturistas. Não é nem um nem outro - e não são somente os naturistas que já perderem paciência e esperança e procuram um rumo melhor para o futuro.

    sábado, 12 de fevereiro de 2011

    Macaco vê, macaco faz

    Com o Congrenat para acontecer mais uma vez em Praia do Pinho, 26-27 de fevereiro, naturismo organizado merece ser revisto, especialmente a histórico da FBrN.
    Congrenat será 25-26/02/2011, Praia do Pinho

    Vendo a trajetória empresarial de Celso Rossi, a repetição é a tema mais constante. Em Praia do Pinho vendeu o direito de construir em terras do qual ele não era o dono; em Pedras Altas, "concessões" até 2010 em area de preservação ambiental permanente onde construção era vetada; e depois, os múltiplos estelionatos de Colina do Sol, tudo escondido e confundido atrás das identidades múltiplas de Naturis, Colina do Sol, Sol de Colina, FBrN, Ocara, FBrN, Brasil Naturista, etc.

    Esta pobreza de imaginação faz a gente questionar: de onde esta única idéia? Um momento inusitada de criatividade?

    "The Nudist Ideia"

    Recebi semana passada o livro "The Nudist Idea", de Cec Cinder, e folheado seus quase 700 páginas, encontrei a figura de Ilsley Boone, o "Tsar de Naturismo Americano", que se apoderou do naturismo no país, e institucionalizou seu controle. Parece o modelo que Celso Rossi seguiu.

    As diferenças são que Ilsley Boone tinha uma carreira expressiva antes de descobrir naturismo, inventando o ramo de filmes documentários escolares, e também alcançando sucesso como pastor protestante.  Também Boone se formou numa universidade da primeira linha, Brown, e depois tirou duas diplomas em teologia, inclusive um de mestrado. Rossi estudou direito - nunca ouvi se ele se formou - e depois foi trabalhar com papai..

    Primacia inventada

    Cinder dissecta a afirmação de Boone sobre como ele conheceu nudismo, a partir de uma matéria no N.Y.Times em 1929. A matéria é verdadeira, mas de 1931; Cinder que escreveu antes de índices online aponta um série de outros detalhes que
    "não bate com os fatos - pelo menos cronologicamente - e a cronologia é essencial quando pleitando prioridade, como Boone estava fazendo com Kurt Barthel pelo título de "Pai de Nudismo Americano".
    Quando comecei aprender um pouco de naturismo brasileiro, alguém que tinha lavado suas mãos da FBrN me apontou que Celso Rossi se apresenta como fundador do Praia do Pinho, mas também conta que sabia da praia por meio de uma máteria na revista Manchete. Ora, este argumentou, se já estava na revista, existia antes de Celso Rossi.

    Boone foi visitar áreas naturistas em Alemanha no meados de 1931, e voltou pregando a criação de áreas semelhantes nos EUA.  Já em outubro era vice-presidente da American League for Physical Culture, então o grupo dominante de naturismo americano. Fundou logo uma revista, idéia que vários grupos naturistas tinhas levantado. A revista de Boone foi "a primeira verdadeiramente americano revista de nudismo", conforme  Cinder; a Naturis de Rossi não tinha nem este virtude, pois já tinha antecessores no Brasil. n

    A cronologia de Boone era para mostra a que ele antecedeu Kurt