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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Naturismo brasileiro no TRIP

A revista TRIP já tratou de naturismo em várias ocasiões.

""Pelada ficava a sua vó Despidas de preconceito, revistas de nudismo dos anos 50 promoviam o naturismo no Brasil" fala de Paulo Pereira da Silva, Luz del Fuego, e Pedro Ribeiro (cuja revista online TRIP chama de "Olhar Nu").

Este deslize é pequeno ao lado de um grande acerto: achou Celso Rossi dispensável à historia de naturismo brasileiro.

A matéria examine quando o naturismo era, realmente, uma luta: quando era visto pela sociedade como uma ameaça ao moral, e não como uma oportunidade de aumentar Ibope. Quando ser naturista era lutar contra o maré, e não surfar na onda.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Atrás da folha de parreira

Quando Eva mordeu a maçã, a diferença entre pelada e vestida foi o mais inconseqüente das sabedorias que ela ganhou. Aprendeu a diferença entre o bem e o mal, e entre a verdade e a mentira.

Demorei para entender que o naturismo organizado brasileiro acha que Eva mordeu a fruta da Arvore do Nu e Vestido, e não do Bem e do Mal. Acha que tirando a roupa é o principal, e se desfazendo da incômoda folha de parreira, se pode também deixar de lado o verdade e a mentira, o bem e o mal, que incomodam ainda mais.

Pelo menos é assim que agem. 

Abre alas

A abertura do Congresso Internacional de Naturismo na praia de Tambaba em setembro de 2008 foi, como qualquer abertura, simbólico dos evento, dos organizadores, dos convidados, e do lugar. 

Talvez não da maneira esperada.

Fui informado antes do evento pelo Paulo, presidente da Sonata, de que na abertura as bandeiras de todos os países participantes seriam carregados por vinte jovens e moças, voluntários entre os jovens naturistas da Praia de Tambaba.

De fato, na hora (bastante atrasada) da abertura, entrou uma moça e um jovem, vestidos somente com penas, distribuídas com tal frugalidade de que, se fossem porta-bandeiras e mestre-sala, sua escola teria levado multa.

Versões inventadas

Como foi que a abertura foi literalmente decimada, indo de vinte para dois? Fui ver depois, com minha caderna e caneta nas mãos. Recebi as seguintes explicações:
  • Os figurinos chegaram com atraso, e não deu tempo para vestir os vinte.
  • Os jovens eram entre os pagos para trabalhar no evento, e sendo que a abertura demorou além do expediente, foram para casa.
  • Os jovens desistiram na última hora de aparecerem pelados na televisão nacional.
Todas estes explicações foram feitos com grande sinceridade. E, acredito, todas inventadas na hora.

Quem portou a bandeira

Falei com o jovem que portou a bandeira, Leandro se me lembro do nome (hoje é feriado, e não vou me dar o trabalho de procurar meu caderno para verificar), era mesmo funcionário pago pela Prefeitura de Conde, trabalhando no apoio do evento.

Leandro era bem preparado, ou bem rápido no pensamento; perguntado se era difícil ser o único de portar a bandeira, em vez de ser somente um de vinte, respondeu que era uma honra carregar a bandeira do Brasil. Perguntei porque ele foi quando os outros desistiram, e ele falou que cumpre seus pactos. Perguntado o que mamãe acharia vendo ele no TV na maneira que ela o trouxe ao mundo, disse que mamãe seria orgulhosa e feliz.

Leandro não mentiu, ou pelo menos, falou somente sobre os atitudes dele e da sua familia, e evitou criticar os outros que desistiram, e de criticar a organização (ou para melhor dizer, a falta de organização). É assim que se age nestes situações.

Todos tem o direto aos seus próprios opiniões. O que eles não tem é o direto aos seus próprios fatos. Leandro, que carregou a bandeira, falou dos seus opiniões e atitudes, e saiu bem. Os que eram responsáveis pela organização contaram mentiras, e parece que em nada se incomodaram com isso.

Quantos foram a Tambaba?

Quantos foram para o Congresso Internacional de Tambaba? Alguém com experiência em contar o público numa praia, fez isso no dia mais movimentado do Congresso, e meu contou o número, menos de 400. Um concessionário me contou que num fim de semana normal dava mais vendas do que durante o Congresso.

O Sr. Marcelo Pacheco, editor da revista de fotos de gente pelada que sai sob o nome Brasil Naturista, me disse no Congresso que, sendo que foi anunciado que viriam 5.000 pessoas, não se poderia dizer que não chegou a 500, porque o Naturismo já tinha dito 5.000.

Sr. Pacheco tem dito mais de uma vez que eu não sou naturista, que é verdade. Porém, eu posso imitar naturista quando a situação exige, pois dentro da minha roupa, tenho pele. Mas dentro do pele do sr. Pacheco, não há um jornalista, e ele não consegue imitar um.

Ainda bem que os leitores dele somente olhem suas fotos de gente pelada. Não sou assinante do seu site, mas pelos processso que ele está respondendo por uso de fotos de crianças sem permissão dos seus pais, são estas que o mercado exige, e que ele fornece.

O mal que a mentira faz

Mas que mal faz, dizer que há 5000 no Congresso? Bem, pergunte para os vendedores, que pagaram caro para o espaço no evento, e onde num belo manha as vendas totais de vinte lojinhas juntas foram um sabonete. Pergunte para os hoteis de Conde, que ficaram vazios porque muitos visitantes optaram por ficam em João Pessoa, presumindo que com 5.000 turistas Conde já estava lotada.

A verdade é objetivo

Nossa peladista-chefe acabou de escrever sobre o clubinho do peladinho. O atitude do FBrN me lembre de uma história de outra escolinha, esta não de peladinhos.

A sala de aula tinha acabado de ganhar um bicho de estimação, um linho coelho branco. Mas era preciso escolher um nome, e uma das crianças levantou a pergunta pertinente - era um coelho, um uma coelha?

Conversa vai, conversa vem, e uma das crianças sugeriu uma solução: vamos votar!

A FBrN, pelo que vi, persiste na idéia de que perguntas de fato podem ser resolvidos pelo voto. E por eles, não importando a maneira em que a questão esteja formulada, o votação é sempre na mesma base - você é de nossos amigos, ou não?

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Síndrome do Barão Munchausen na FBrN

Ao Barão de Munchausen, que viveu na Alemanha do século 18, são atribuídos relatos mirabolantes sobre as suas supostas aventuras quando serviu no exército russo nos seus embates contra o império otomano. Segundo a coletânea póstuma de suas histórias, ele contava que inspecionou as posições no campo do inimigo do ar, cavalgando em cima de uma das balas disparadas por um canhão da própria tropa, para voltar para a sua base pelo mesmo meio de transporte, pulando em cima de uma das balas que vinham na direção oposta, do campo inimigo. Outra história famosa é como ele supostamente se salvou, depois de ter caído num pântano com seu cavalo. Sem ajuda externa, conseguiu salvar-se da morte certa, puxando-se pelo próprio cabelo, até alcançar terra firme. Munchausen contou as histórias com uma convicção que não deixou dúvida de que ele próprio acreditava nelas, o que ajudou a convencer o público ao qual se dirigia. A psiquiatria e a epistemologia se apropriaram da figura de Munchausen e das suas estórias impossíveis, para condensar ideias centrais em conceitos como síndrome ou trilema de Munchausen. 
Fonte http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,munchausen-e-o-controle-da-corrupcao,511180,0.htm
 
A acusação contra o Jornal Olho Nu e uma coleção de fatos que vem ocorrendo no naturismo brasileiro lembram as historias do Barão Munchausen...estórias impossíveis...

Acusar o Jornal Olho Nu de denegrir a imagem do naturismo é um absurdo tão grande que faz supor que exista outra motivação do que a alegada. Mesmo um empreendimento que se mostra inábil ao lidar com seus clientes e a opinião publica, como a Colina, não explica a incapacidade administrativa da  atual presidência da FBrN.

Nem a justifica  melodramática de querer ganhar na "base do berro" do vice presidente da FBrN, Sr. Jorge Bandeira, com sua carta ao Jornal Olho Nu ( LEMBRANDO: NA NET ESCREVER EM MAIÚSCULO SIGNIFICA QUE ESTA BERRANDO); muito menos  explica sua falha lógica de raciocino, pois se é obrigação do Jornal censurar as cartas assinadas então a carta dele devia ser censurada.Nada explica essa maluquice...

Será que a presidência da FBrN esta sofrendo da síndrome do Barão Munchausen?

Ah, sim, lembre que o caso corre sobre sigilo e nem o Jornal pode saber detalhes da acusação e nem seus conselheiros podem ler a defesa do Olho Nu, afinal é tudo sigiloso... Um dia, quem sabe, será pedida a defesa do Jornal Olho NU, contudo, por correr em sigilo será muito bem arquiva para ninguém lê-la... nem mesmo os conselheiros que deveram votar saberão dos fatos. Seguirão as palavras dos arautos da maluquice presentes na FBrN. Conhecem os fatos e como são sigilosos não se pode contar ninguém todos terão que crer neles cegamente.

Obviamente o Jornal Olho Nu será condenado pois ninguém é acusado no conselho de ética sem ser culpado. O julgamento só serve para que o Pedro confesse seus pecados...

E a maluquice continuará: ninguém poderá mais falar de uma falha ou erro acontecida dentro do naturismo, pois isso denigre a imagem, o ato do prestador de serviço em não corrigir a falha pode continuar impune.  Se alguém cometer fraudes dentro do naturismo não pode ser dito, lembre-se isso denigre a imagem do naturismo, o que os outros vão pensar. Agora fraudar pode... Não se preocupe as irão fotografar seus filhos em áreas naturistas,  publicá-las sem que você autorize ou recebe apor isso . Não reclame, pois isso denigre a imagem do naturismo, mas divulgar pode (detalhe isso já foi me dito por uma pessoa do Conselho Maior)

Falando em dinheiro, tudo que você faz em um grupo é “obrigatório ser voluntario”, agora se algum líder, na surdinha, ficar com a dinheiro...ah, meu caro, não entendeu a regra, pode! E se reclamar você estará denegrindo o naturismo


Ainda não compreendeu a regra, vou tentar simplificar: no naturismo é fundamental ocultar qualquer fato ou noticia que não confirme que esta no Jardim do Eden e cercado por anjos, arcanjos e querubins e, além de despir as roupas, jogue fora sua inteligência, raciocínio, seus valores éticos e sua vontade, pois você esta no caminho da iniciação. Siga cegamente seu lideres e gurus só assim será feliz...

Prevejo que outras pessoas dentro do Naturismo também serão perseguidas por serem coerentes, seguirem a sua consciência e não ocultarem e nem concordarem os absurdos que acontecem. Agora foi o Pedro do Jornal Olho Nu. Qual será a próxima figura de destaque a ser atacada?

Espero que as manifestações de apoio ao Jornal Olho Nu alertem ao Conselho Maior que algo esta errado, que retirem a FBrN desse sonho de Munchausen...