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sábado, 6 de outubro de 2012

O que a Mulher gosta?

A presidente Dilma está na capa da Folha de S. Paulo de hoje, admirando a "Medusa Morta" de Carvaggio, na abertura no Palácio do Planalto da exposição que atraiu fila enormes para o MASP. A legenda cutuca a curiosidade com a informação de que Carvaggio é "um dos seus pintores favoritos", e remete para a Página A6 onde o leitor depare não com as gostas artistas da presidente, mas com o desgosta de vários políticos com o que passa no outro lado da Praça dos Três Poderes, no julgamento no Supremo.
Presidente Dilma Admirando São Jeronimo
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

O que é mesmo que a Mulher (pois enquanto como a Folha, rejeitamos a palavra "presidenta", nada temos contra dá para a Mulher o mesmo maiúsculo empregado para o Homem) gosta? Já notamos aqui que quando visitou a exposição  "De El Greco a Dali" em Paris, conforme os jornal O Estado, ela "fixou o olhar com maior demora em três obras-primas sobre crianças feitas pelo pintor impressionista espanhol Joaquin Sorolla y Bastida". As pinturas, notamos, retratavam crianças brincando peladas na praia.

O blog do Planalto foca na exibição mesmo,  mas a frase da presidente é genérica:
“Eu queria dizer que pra mim é um momento especial porque nós estamos aqui numa obra moderna, original, que é o Palácio do Planalto e, ao mesmo tempo, estamos recebendo seis telas de um dos maiores pintores (…) É um encantamento poder permitir que milhares de brasilienses que nasceram aqui ou que visitam essa cidade tenham acesso à essas seis obras (…) Um palácio de governo serve para várias coisas: serve para a gente passar os dias gerindo e se esforçando para governar bem o Brasil; mas deve servir também para que a gente possa expor grandes pintores”, afirmou a presidenta.
A exposição em São Paulo incluiu não somente as seis obras do mestre, mas vários outras da sua escola, incluindo uma reprodução seissentista, muito bem feita, do seu quadro dos trapaceiros de cartas.

Houve muitos santos idosos, notáveis pela delicadeza das aureolas, que pareciam mesmo círculos de luz e não pratos dourados. Houve muitos crânios também, e um número assustador de degolações. Uma das características do Carvaggio é que ele pintava de modelos vivos; onde encontrou modelos degolados, não estou disposto a pesquisar.


Convite de presidente é irrecusável, além do qual o Planalto é muito bem localizado, e a recente reforma do palácio respondia especialmente a questões de segurança física e climatização. E contra roubo, bem, sede de governo conta com esquema de proteção especial.

Mas enquanto Sua Excelência poderia muito bem cede os salões do Palácio para uma exposição itinerante, não teria tem o tempo nem o peso para especificar quais obras vinham para o Brasil.

Algo que faltava no MASP, e assim faltaria no Planalto, foi o nu. Uma olhada pela obra de Carvalho disponível online revela vários nus, não femininos mas masculinos, e geralmente juvenis. Um dos quadros mais famosos do pintor é o "Amor Vitorioso". Não veio de Berlim para São Paulo; obras deste porte raramente viajem.

A acolhimento do Carvaggio confirma o gosto da Mulher para o artista, mas estas obras que vieram, não necessariamente são suas prediletas. Seria preciso seguir seus passos pelas grandes coleções de Europa, para saber o que gosta mesmo. E jornalistas infelizmente são muito menos interessados nas obras-primas que atravessaras os séculos, do que as mesquinhices do momento.

Nem o blog do Planalto interrogou a presidente sobre a arte, talvez porque com vários dos seus antecessores, teria sido uma tocaia. FHC poderia ter respondido sem tropeçar, mas ... melhor nem começar.

Um político norte-americano não poderia ser ligado às pinturas de Sorolla, dado a associação que a mídia faz entre crianças peladas e o cheiro de enxofre. Dilma, sendo brasileira, tem mais liberdade. Já usamos uma obra de Carvaggio para ilustrar o outro blog, faz um bom tempo, com um Jesus criança e pelado, pisando no serpente. O uso do nu infantil era corriqueiro na Renascença. Até parece que para preencher qualquer vazio numa pintura religioso, ou de qualquer outro motivo, uns puttis  peladinhos sempre cabiam. Não chegou, ainda, ao ponto de que qualquer artista que pintou criança nua tem até seus santos olhado como suspeitos.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Obrigação de se despir

Obrigação de se despir

Frigorífico será investigado por humilhar empregados

Trabalhadores de um frigorífico do Mato Grosso são obrigados a se despir e esperar em fila a entrega do uniforme que devem vestir. A prática cotidiana veio à tona quando a juíza Deizimar Mendonça Oliveira, da 1ª Vara de Tangará da Serra, começou a avaliar processos judiciais em que os funcionários reclamavam o pagamento de horas extras pelo tempo gasto no processo. As informações são do site 24 Horas News.
De acordo com a juíza, os relatos dos trabalhadores e representantes do frigorífico a fizeram lembrar que, apesar da Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada há mais de 60 anos, ainda ocorre "franco desrespeito à dignidade das pessoas pelo simples fato de serem trabalhadoras de uma grande empresa".

A juíza assinalou que a empresa justifica a conduta tendo em vista o rigor do Serviço de Inspeção Federal (SIF) quanto às condições de higiene. No entanto, destacou que nenhuma desculpa é compreensível dada as infrações cometidas. “A intimidade, expressamente preservada pela Constituição da República, é individual, revelando direito personalíssimo”, afirmou. “Vale lembrar que o desrespeito coletivo aos direitos dos trabalhadores não torna menos grave por sua massificação, mas o potencializa.”

O caso é classificado como grave por Deizimar por violar uma série de normas e princípios constitucionais, como o da dignidade da pessoa humana (artigo 1º, inciso II da Constituição), e não discriminação e prevalência dos direitos humanos (artigo 3º, incisos I e IV, e artigo 4º, inciso II), "sendo desnecessário citar outras normas de hierarquia infraconstitucional", também desrespeitadas, segundo a juíza.

Deizimar determinou que Ministério Público do Trabalho e a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego sejam comunicados imediatamente para que as medidas cabíveis sejam providenciadas. Segundo ela, em respeito aos princípios do contraditório e da ampla defesa, apontados como tão caros quanto os que o frigorífico vem desrespeitando, decidiu por não proferir no momento nenhuma decisão condenatória à conduta da companhia.
Revista Consultor Jurídico, 24 de julho de 2012
Mais detalhes 24 Horas News

domingo, 16 de janeiro de 2011

Decifrando o código

Quando examinamos a filosofia naturista, prometemos logo tratar do "Código de Ética" da FBrN, com o mesmo rigor. Para lembrar, a conclusão sobre a "filosofia naturista" era de que a palavra "filosofia" não descrevia muito bem do que se tratava, mas era usado para motivos de marketing: pega bem ter uma filosofia, e não somente o hábito de andar sem calças.

Para saber o que é um texto, é bom examinar o nome, que as vezes é uma pista, como "Receita de Guacamole". É bom depois ver o que o texto fala. Se não há menção de abacate, é certeiro de que, ainda que é encabeçada "Receita de Guacamole", que não é. É bom também ver de onde veio - provindo da chef de cuisine da Restaurante Rosa Mexicana, nossos expectativas são outros do que se veio de uma desconhecido.

No caso do desconhecido, poderíamos examinar outros textos da sua autoria, ou levantar um pouco mais sobre sua pessoa. Uma Lei de Proteção Ambiental é pelo nome uma coisa linda; mas se recebemos o projeto de lei do lobista da Liga de Madeireiros e Criadores de Gado, vamos ler com outros olhos.

E ainda, há textos com nomes bonitos, com propostas que parecem perfeitas, vindo de figuras idôneas, que na prática, não dá certo. Podemos imaginar gente em Teresópolis, preocupados com os pobres (ou pelo menos com seus votos) que implementaram uma política de "Moradia Própria Acessível" para abrir as ladeiras para ocupação das camadas populares. Afinal, rico gosta de proteção ambiental, mas também rico já tem onde morar, né?

E se isso parece safadeza, cinqüenta anos atrás os pensadores técnicos e modernos de São Paulo canalizaram os córregos para maior eficiência urbana, e os efeitos daquele pensamento não foram tão diferentes dos efeitos da ocupação das áreas de proteção ambiental de Teresópolis.

Nesta mesma linha, a Folha de S.Paulo de hoje traz a manchete, "Novo Código Florestal amplia risco de desastre".

Por final, há como o texto é aplicado. Vitor Hugo disse que "A lei, na sua imparcialidade majestosa, prone tanto o rico quanto o pobre de roubar pão e dormir sob viadutos". Uma mapa da distribuição da efetiva da polícia de São Paulo mostra que é concentrada não onde há mais homicídios, mas onde há mais roubos de carros. Sustenta a tese de que no Brasil a polícia não é usado para defender a lei, mas de defender os ricos contra os pobres.

Vamos olhar o "Codigo de Ética" da FBrN destes óticas, então.

Atrás dos nomes

Re-lembrando, porque algo é chamado de uma "filosofia" não comprove que é, das mesma maneira de que o fato que alguém foi preso numa "Operação Predador" quer dizer que é um. Os nomes incorretos podem ser inócuas (como "filosofia de naturismo") ou podem ser nocivos, como nestas "operações". Orwell escreveu em "1984" de um mundo em que o Ministério de Paz cuidava de guerra, e o Ministério de Verdade, de mentiras.

O escoteiros tem um "Código de Honra", a FBrN tem uma "Código de Ética". Já em si, é um nome que não permite que seja contra. Ninguém está contra ética, como ninguém quer deixar de "defender crianças". Ou, como vimos em Teresópolis, "dar aos pobres moradia própria, financeiramente e físicamente acessível."

Além de ser bom, um Código de Ética é importante. Se alguém deixou de cumprir as regras de etiqueta, pode ser que comeu a entrada com a garfo de salada. Mas alguém que violou o Código de Ética, fez algo sériamente ruim.

Vamos deixar de lado então a frase "Código de Ética", que distorce o pensamento. Falaremos da Lista de Regras: nome neutro que descreve o que é.

O que o texto diz, mesmo?

A Lista de Regras da FBrN engloba, no total, 15 regras, não todas da mesma importância. Destes, quatro podemos de imediato qualificar como simples regras sanitárias (deixando fora a segunda parte da Regra 11.7, que trataremos separadamente):

II.6 - Deixar lixo em locais inadequados.

II.7 - Provocar danos à Flora e à Fauna, ou à imagem do Naturismo.

II.8 - Satisfazer necessidades fisiológicas em áreas impróprias, ou exceder-se na ingestão de bebidas alcoólicas, causando constrangimento a outros aturistas (sic).

II.9 - Utilizar assentos de uso comum sem a devida proteção higiênica.

Não há nada de especificante naturista em nenhuma destas regras, a não ser II.9 e o fato de que praia naturista tende a ser afastada e primitiva, onde há menos cesto de lixo, e mais fauna e flora.

As regras sobre "respeitar a natureza" servem uma função mercadológico, da mesma maneira que a frase "filosofia naturista". Para quem não é naturista, andar por aí sem roupa parece bastante estranha. O apelo a "natureza", reforça a idéia de que há alguma tese maior atrás disso. Que é conveniente para marketing, mas marketing e ética são assuntos diferentes.

Temos também umas regras que parecem adequadas a qualquer lugar, onde um grupo heterogêneo de pessoas tendem a congregar, repetidamente - regras de boa convivência:

II.3 - Utilizar aparelhos sonoros em volume que possa interferir na tranqüilidade alheia, e ou desrespeitar os horários de silêncio regulamentados.

II.4 - Causar constrangimento pela prática de atitudes inadequadas.

II.5 - Portar-se de forma desrespeitosa ou discriminatória perante outros naturistas ou visitantes.

Destaco regra II.4 pois é tão vago que abrange tudo, ou nada. A não ser que uma cláusula destas é freqüente em regras de condomínios, e tem um sentido definido na prática brasileira.

No capítulo "Falta Grave", há outras regras de boa convivência:

I.2. - Praticar violência física como meio de agressão a outrem.

E há umas regras que coíbem comportamento sexual:

I.1. - Ter comportamento sexualmente ostensivo e/ou praticar atos de caráter sexual ou obscenos nas áreas públicas

II.1 - Concorrer para a discórdia por intermédio de propostas inconvenientes com conotação sexual.

Há algo específico de naturismo, que exige este regras? Tenta isso no Clube de Boliche, ou Clube de Atiradores, e vai ver que rapidez você é expulso. Ainda que, no Clube de Atiradores, outro solução pode estar à mão.

Podemos raciocinar aqui por analogia. O Clube de Atiradores, se tiver uma Lista de Regras, sem dúvida entre eles esta "Nunca transporte armas carregadas", e talvez "não porta armas ostentivamente fora da sala de treino de pontaria".

Regras que obviamente valeriam também no Clube de Boliche ou num área naturista.

O Clube de Atiradores deve atrair sua leva de loucos, que não entendem bem o propósito esportiva. Uma área naturista, também. As manias dos loucos nos dois casos são diferentes. É de esperar que os Atiradores destacam no regulamento o que vai afastar maníacos por armas, e que naturistas destacam o que vai afastar tarados.

Temos então uma categoria de regra que é bom para o geral, mas que merece ser destacado no ramo, ainda que não vale mais nem menos numa área naturista, do que em qualquer outro lugar.

Também estas regras tem sua função de marketing: sua existência, e num documento chamado "Código de Ética", é bom para apontar para gente de fora que poderia imaginar que "área de naturismo" é sinônimo para "orgia".

Relacionado há uma regra com função mercadológico semelhante:

I.4 Portar ou utilizar drogas tóxicas ilegais.

Esta regra serve a mesma utilidade que a proibição contra nudez do regulamento da Liga das Escolas de Samba. As escolas históricamente foram financiados pela contravenção, os banqueiros do jogo do bicho. Quem infringe a moralidade em um área, com freqüência compensa com um pose de rectitude moral em outros. Quando eu trabalhei no ramo (montei a loteria "raspadinha" para Nossa Caixa em São Paulo, e para o CEF nacionalmente), também evitamos ligações com bebidas, sexo, ou qualquer outra coisa divertida.

Chegamos a três regras que podem ser considerados específicas de naturismo (repetindo aquela se "sente na sua toalha"):

II.2 - Fotografar, gravar ou filmar outros naturistas, sem a permissão dos mesmos.

II.9 - Utilizar assentos de uso comum sem a devida proteção higiênica.

II.10 - Apresentar-se vestido em locais e horários exclusivos de nudismo, sendo tolerado às mulheres o topless, durante o período menstrual.

Nada especialmente exótica. Se uma área é de naturismo, pessoas se comportam numa maneira em que talvez não gostaria de der visto fora da área. Assim, a regra contra fotografia.

Voltando ao regra de toalhas, o Clube de Boliche exige sapatos adequadas, para não marcar a pista; o Clube de Golfe proíbe saltos altos no campo, pois gastam um enorme esforço de manter aquilo aveludado, e salto alto faz buracos. Exigir que alguém use uma toalha - ou não use roupa - numa área naturista, não é nada de outro mundo.

Mas também, não é uma "falta de ética" aparecer de roupa num evento naturista, como não é "falta de ética" usar salto alto no gramado. É respeitando uma regra, mas "ética" é outro assunto.

Paciência

Chegamos ao fim do espaço, ou pelo menos ao fim da paciência do autor, e a do leitor presume-se é mais curto ainda. Encontramos régras sanitárias, regras de boa convivência, regrás contra comportamento sexual público para afastar tarados, e três regras de naturismo mesmo.

Há também a regra contra uso de drogas.

Notavelmente, não encontramos aquela regra que proíbe solteiros desacompanhados.

E não encontramos nenhuma regra, de todas estas, que poderia ser bem descrita como sendo uma "regra de ética".

Sobram para considerar no próximo duas cláusulas que destacamos - o de "imagem de naturismo" e aquela de "Causar constrangimento pela prática de atitudes inadequadas" - se alguém saber o que este segunda significa, e se já foi invocada em alguma ocasião, favor comunicar comigo, pelo email ou nos comentários no blog.

Sobra também examinar a maneira em que esta regras são interpretadas, e como penas para violar-las são impostas. E sobram mais duas regras, que merecem ser examinadas com mais cuidado:

I.3. - Utilizar meios fraudulentos para obter vantagem para si ou para terceiros.

I.4. -Causar dano à imagem pública do Naturismo ou das áreas naturistas.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Buster Brown Goes Swimming (1905) Buster Brown Vai Nadar

"The loss of my clothes does not worry me - to lose one's self respect is the only serious loss."
A perda das minhas roupas não me preocupa - perder o respeito por si mesmo é a única perda que importa.

That's the lesson taught 105 years ago by Buster Brown and his dog Tige, very popular children's characters in their day. Sunday is the traditional day for color comics, and the theme of the episode fits the blog, so let's let Buster and Tige entertain us. As the scan is somewhat blurry, I'm providing text in both Portuguese and English.
É a lição ensinado 105 anos atrás por Buster Brown e seu cachorro Tige, personagens de grande popularidade na sua época. Domingo é o dia tradicional para quadrinhos coloridas, e a tema deste episódio se encaixa no blog, então vamos deixar Buster e Tige nos divertir. Dada a dificuldade da leitura do scan (que, de qualquer forma, está no inglês), traduzo.
"I'm going to fool Aunt Emiline"
"How?"
"Eu vou enganar Tia Ermênia"
"Como?"
"I'm afraid something awful will happen now"
"Oh, this will be fun"
"Estou com medo que algo terrivel vai acontecer agora"
"Oba, isso vai ser divertido"
"I'll put my clothes on the bank and then hide. They'll think I'm drowned""Eu vou colocar minhas roupas na margem e depois me esconder. Vão pensar que eu afoguei"
"Now we'll hide til she comes""Agora vamos nos esconder até que ela chega
"OUCH TIGE
There's bumble bees. Quick, get my clothes and we'll go away"
"DOEU, TIGE
Há abelhas. Rápido, pegue minhas roupas e vamos embora"
"The clothes are GONE, Buster"
"Ouch, a bee sting"
""As roupas SUMIRAM, Buster"
"Epa! Uma picada de abelha"
"Buster, run and jump into the creek""Buster, corre e pule no côrrego"



"Well, I got stung and I got stung good and plenty all right."
Resolved!
That the loss of my clothes does not worry me - to lose one's self respect is the only serious loss. Clothes are nothing. Character counts, tis everything - your happiness, your success, and your eternity. I didn't fool my Aunt Emeline. I fooled myself. That's what always happens. Don't try to fool people - try not to fool 'em - that't the way to win. It is neither honest nor kind, and where is the pinhead who doesn't know that honesty is the best policy. People would know more than they do if the carpet were as worn in front of the bookcase as it is in front of the looking glass. - Buster Brown.
"Bem, eu fui picado, eu fui picado bastante mesmo."
Resolvido!
Que a perda das minhas roupas não me preocupa - perder o respeito por se mesmo é a única perda que importa. Roupas não são nada. Caracter importa, é tudo - sua felicidade, seu sucesso, e sua eternidade. Eu não enganei minha Tia Ermênia. E enganei eu mesmo. É o que sempre acontece. Não tente enganar as pessoas - tente não as enganar - é isso a maneira de vencer. Não é nem honesto nem gentil, e onde que esta o imbecil que não sabe que honestidade é a política melhor? Pessoas saberiam mais se o tapete estivesse tão gasto em frente ao estante, que está em frente ao espelho - Buster Brown

domingo, 30 de maio de 2010

There's no sin below the equator

Thirty years ago a popular Brazilian soap opera, "Pecado Rasgado", had a catchy title tune, the refrain to which was "Sin doesn't exist below the equator". You can find the opening sequence with the title music on YouTube.

That sin doesn't exist isn't an exaggeration, but there are distinctly different attitudes. We remarked here over a year ago on the fairly relaxed Brazilian attitude towards naked children in the media. I haven't returned to that as further examples appear, because that would involve nearly weekly updates. And there's a name for that sort of thing, and apparently an audience.

Family newspaper

Newspaper readership in Brazil is far lower than in the United States - the newspaper of record, the Folha de S. Paulo, sells a bare 300,000 copies. That means that the audience is somewhat more select, and somewhat more sophisticated, than the average American paper. Even so, it's a "family newspaper."

A week ago, one of the Sunday supplements, a glossy tabloid-size magazine titled "Serafina", had an illustrated interview with photographer David LaChappelle.

The magazine, from the ads, is aimed at an adult audience, though there is an article on a parrot puppet originally designed to appeal to children, on a morning TV show. Other articles are on Spanish bullfighters, Prince Charles's country house, and the Copacabana Palace Hotel.


Adult nudes

It's long been a tradition in Western art that child nudity is perfectly acceptable and non-sexual. A Pope ordered that Michelangelo's nudes in the Sistine Chapel be retouched for "decency", there being if I recall a special admonition to cover those with their bottoms facing the viewer. But there was no problem at all with frolicking cupids or the naked infant Christ.


In recent decades, adult female nudity has become widely acceptable. Dicks, however, are something else. A strange reversal, from adults being verboten but naked boys being all right yet infant girls excluded, to naked adult women being fine, but adult men and children of either sex being indecent.

No complaints

I've included links to three of the photos printed in the newspaper, from the site of Maruani & Noirhomme Gallery in Belgium which held an exibit, that from the site closed this month. The picture are about six inches high, and so the resolution is vastly better than non only the inline pictures here, but than the larger images to which they're linked.

In this Sunday's Folha, the ombudsman says that it's a "sign of the times" that she received no complaints at all about the frontal nudity. Several about cruelty to animals, but none on the naked men.

Geographic differences

Perhaps it's really is being south of the equator, perhaps there are other cultural factors. During much of the year, in much of the country, the most comfortable clothing is as little as you can get away with. The country makes no secret of the Indian ancestry shared by much of the population, or that there are still Indians in parts of the country who wear nothing. Nudity in the theater is so common as to not be worth comment.

And Speedos are standard beach wear for males, except during the teen years when board shorts enjoy a brief popularity. The notion that men are or ought to look as if built like Ken dolls has never enjoyed currency in Brazil.

Changing times

Fashions change. The notion that current fashion somehow expresses universal moral standards is one that has always been popular. Once anarchists were a great threat, now they're quaint. And as we've shown, the varieties of nudity that are acceptable has shifted.

A hundred and fifty years ago, it was uncommon for men to swim in anything other than their skins. A hundred years ago, proper gentlemen wore wool getups that did not indecently expose their chests. It was fifty years from Michelangelo painting the Sistine Chapel, to the genitalia being painted over.

And two hundred years ago, the papal choir that sung in the chapel included castrati, who could sing with the celestial voices of women. The practice was only finally banned in 1903. It was a career option for poor boys - or a quick florin for their families. One online article suggests it was no more likely to lead to a successful musical career in the 1770s then, than letting one's hair grow long did in the 1970s.

We of course are aghast at the genital mutilation of boys, yet circumcision is still widely practiced. How can we know for which of our practices our descendants will condemn us?

segunda-feira, 15 de março de 2010

Ter vergonha de seu próprio corpo é Lei obrigatória para todos?

Por Delmonte Vicencio

 
Engraçado, estava vendo algumas reportagens sobre abordagens pela polícia de pessoas que simplesmente estavam nuas em praias e foram abordadas, se alegando que teriam que ter vergonha de sua nudez e se vestirem. Os próprios repórteres se indignaram com a falta de vergonha dessas pessoas. Entendi que todo mundo deve ter vergonha da nudez senão vai preso e é condenado pela maioria das pessoas.
O que eu não entendo é onde estão nossos direitos humanos universais de pensar e agir, será que não existem aqueles que há muito já se desvincularam desse sistema cheio de malícias e maldades e também tem todo o direito de usufruir da natureza divina que foi dada para todos?
A massa te oprime e te obriga a pensar e agir como eles navegando no mundo do consumo e consumismo, e onde fica nosso livre arbítrio de pensar e viver? Fala-se com tanta naturalidade que tais pessoas não têm um pingo de vergonha na cara em ficar sem roupas na frente dos outros quando todos deveriam sim ter vergonha da atual situação brasileira de desigualdades e de muitos até miseráveis sem nenhuma qualidade de vida para sobreviver. Por  que temos que ter vergonha do que é tão natural e normal? Eu não tenho nenhuma vergonha de estar pelado na frente de quem quer que seja, mas sinto muita vergonha de ver que em meu país existem tantas pessoas que muitas vezes não têm nem o que comer. Deveríamos sim, cair matando em cima daqueles que usam e abusam do poder, daqueles que são os propulsores da grande miséria no Brasil. É disso que devemos nos envergonhar e fazer de tudo para mudar, não cair matando em cima de pessoas que simplesmente eliminaram de suas vidas esse sentimento de vergonha do natural, vergonha do que foi feito por Deus e como todos dizem à sua própria imagem.
Acordai brasileiras e brasileiros, já está mais que na hora de se ver o mundo de outra forma e não da forma como nos foi imposto desde que nascemos presos a dogmas religiosos criados pelo homem. Como todos ouvem e dão total crédito à voz do Papa, João Paulo II escreveu isto:
O decoro sexual, não pode, portanto, de nenhuma forma, ser associada ao uso de vestimenta, nem a sem-vergonhice com a ausência de roupa ou com a total ou parcial nudez” (2). Há circunstâncias nas quais a nudez não significa ausência de decoro... a nudez, como tal, não deve ser equiparada ao descaramento físico. A ausência de decoro está presente apenas quando a nudez desempenha um papel negativo no que diz respeito ao valor da pessoa, (3)quando o seu propósito é o de resultar em apetite sexual, na qual a pessoa é colocada na posição de objeto de prazer” (4) “O corpo humano não é, em si mesmo, vergonhoso, nem, pelas mesmas razões, estão as reações sensuais (5) e a sensualidade humana em geral. A ausência de vergonha (assim como a vergonha e o decoro) é uma função do íntimo de uma pessoa”.

Portanto volto ao título deste documento, Ter vergonha de seu corpo é obrigatório a todos?
Todos têm que pensar dessa maneira? E quem pensar diferente? Deve ser punido pelas leis vigentes? Vivemos ou não uma democracia?
Reflitam e vamos mudar nossas leis e conceitos, temos que progredir, olhar para o que é necessário fazer. Ter sim vergonha do que fazemos de errado.
autor: Delmonte Vicencio