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domingo, 27 de abril de 2014

Invasão de Tambaba

Temos o prazer de dar boas-vindas ao naturista Nelci-Rones Pereira de Sousa como autor e não como o assunto da matéria.

A diferença entre ser autor e o assunto é importante, como ilustra este texto inicial. Participar do naturismo é uma coisa, ser objeto de curiosidade de turistas é outra. O convívio social é fundamental ao naturismo, e colocar naturistas como animais no zoológico ou como freaks de carnaval do interior, não combina com os princípios do naturismo, nem com a boa educação. Nem seja um bom pressagio para o futuro de naturismo no Brasil.

Grupo AndaBrasil na praia de Tambaba
Pra justificar a invasão de mais de cem pessoas vestidas dentro da área naturista de Tambaba, em uma travessia que fazia parte de uma “caminhada ecológica”, a líder do grupo, esposa de um dos comerciantes da localidade, deu uma entrevista à uma TV local, onde cunhou a frase: “ O naturismo vai além da nudez”.

Esta frase vem sendo usada com muita frequência em Tambaba, e até pelo Brasil afora,  para justificar um monte de práticas não naturistas por diversos tipos de pessoas que se autodenominam naturistas, mas na realidade exercem atividades muito diferentes daquelas vinculadas ao naturismo.

Ora, que eu saiba, a expressão “além”, tem sentido de “depois”. Isto leva à uma conclusão simples: sem a nudez não existe naturismo, como, aliás, está implícito no próprio enunciado que define a filosofia. Por outro lado “além da nudez” é uma expressão que quer dizer que o naturismo não é só a nudez. Implica outros conceitos, como auto respeito, respeito ao próximo e respeito à natureza. Apesar de não ser “só” a nudez, quando praticada em grupo,  continua sendo o fundamento principal.

A julgar pela estupefação das pessoas que visitavam a praia no momento dessa travessia, a atitude pecou em todos os quesitos que definem o naturismo. Inicialmente, ao não estarem despidas para essa caminhada, demonstraram que não possuem auto respeito pois necessitaram de subterfúgios, suas próprias roupas, para se sentirem confortáveis. Depois, ao se apresentarem vestidos na presença de várias pessoas nuas, provocando o absoluto desconforto e constrangimento destas, desrespeitaram todas elas, trazendo o total descumprimento do quesito “respeito às pessoas”. Por último, não me consta que “caminhadas ecológicas” sejam eventos de “respeito à natureza”. Qualquer pessoa sabe que essas caminhadas têm como objetivo apenas apreciar a natureza, trazendo benefícios a si próprio e não à natureza, podendo, às mais das vezes, ao contrário, trazer prejuízos de diversos graus e gravidades.

Assim sendo, onde existe a presença de naturismo nessa atitude? É muito claro que esta é uma atividade que está muita “aquém” do naturismo. Portanto, está provado que a expressão usada é altamente deturpada e praticada no seu total antagonismo.

Mas, o que mais me preocupa, e traz a minha total indignação, é o apoio que esses eventos recebem das diversas entidades e associações que representam o interesse dos naturistas no País, vislumbrando assim um quadro de total alteração nos objetivos dessas entidades. Pior é que essas associações vêm se fortalecendo com a participação em seus quadros de pessoas que não têm a menor característica da filosofia, demonstrando uma alta deformação dos propósitos iniciais firmados por quem os introduziu.

Sinceramente, estou com elevadíssimas cismas sobre o FUTURO DO NATURISMO BRASILEIRO.

Nelci-Rones Pereira de Sousa
Naturista.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Morre ambientalista e naturista Augusto Carneiro

Morreu dia 7 o ambientalista e naturista gaúcho Augusto Carneiro. Entre as lutas de Augusto, O naturismo é mencionado em poucos obituários, não saindo por exemplo na Folha de S. Paulo hoje. Uma construção na Colina do Sol foi batizado com seu nome, anos atrás.

Não o conheci, e seu falecimento não foi reconhecido pela FBrN, Colina do Sol, etc., então reproduzo obituário de ONG ambientalista.


http://www.oeco.org.br/noticias/28188-morre-aos-91-anos-o-ambientalista-augusto-carneiro

Morre aos 91 anos o ambientalista Augusto Carneiro

Carneiro1Augusto Carneiro comemora seus 90 anos com seus amigos da Agapan. Foto: Arquivo Agapan.
Na madrugada desta segunda-feira (07) a comunidade ambiental perdeu Augusto Cesar Cunha Carneiro, um dos fundadores da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), considerada uma das primeiras associações ecológicas do Brasil. Carneiro Porto Alegre e, 31 de dezembro de 1922 e estava com 91 anos. Em fevereiro, foi internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre. Segundo a imprensa local, a causa da morte foi falência múltipla dos órgãos.
Em 2005, aos 82 anos, Carneiro recebeu a reportagem de ((o))eco em seu apartamento para falar sobre a história que ajudou a construir. Na ocasião, reclamou do jeito como a imprensa trata o ambientalismo. "Os jornais abandonaram a nossa causa depois da redemocratização", queixa-se. "Nosso último grande momento foi na Eco 92, de lá para cá entramos em declínio".

Senhor da memória

Era a memória viva do começo do ambientalismo no Brasil e dela se valeu para escrever o livro História do Ambientalismo, publicado pela editora Sagra-Luzzatto em 2003.
Ano passado, teve sua biografia publicada pela jornalista e escritora Lilian Dreyer. A obra “Augusto Carneiro – depois de tudo – um ecologista” demorou 2 anos para ficar pronta.
Nunca deixou de militar pela causa. Entre suas lutas, está o incentivo a criação dos Parque Estadual de Itapuã e do Parque Estadual da Guarita. Além da fundação da Sociedade Brasileira para a Conservação da Fauna e a Pangea - Associação Ambientalista Internacional. Foi agraciado, em 2004, com o Prêmio Ecologista do Ano José Lutzenberger da Câmara de Porto Alegre.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

SOS Tambaba: Praia de Pernambuco, praia de Paraíba

Analisamos em janeiro a proposta da "Reserva Garaú", que vimos pretende tomar as terras até "... a Leste com o Oceano Atlântico, ao Sul com o rio Garaú ..." pretendendo privatizar a faixa da Marinha e a área do preamar, engolindo a Praia de Tambaba todinha. Parte da tática é incluir na proposta submetido às órgãos fiscalizadoras, a exigência que a "área toda" seja fechada com placas "indicando propriedade privada e proibindo a entrada de estranhos" e que isso "deve perdurar durante todo o período das obras."

Enquanto isso, há na Folha de S. Paulo de domingo, 28/04/13, matéria de duas páginas sobre mansões que privatizaram a faixa da Marinha na Praia de Pernambuco, em Guarujá. A prefeitura e a Secretária de Patrimônio da União assinaram um TAC que "não só prevê como determina a desocupação das áreas ocupadas irregularmente".  As 27 mansões vão perder uma faixa de 24 metros, devolvendo um total de 25 mil metros quadrados aos cidadãos, de quem pertence.

Porque em Paraíba a prefeitura de Conde a a mesma Secretária de Patrimônio da União estão contemplando uma proposta de entregar não somente a faixa da Marinha mas a praia entre ali e a água, para particulares, para agilizar o estupro de uma Área de Proteção Ambiental? Porque há regras diferentes para a Praia de Pernambuco, e a mais famosa praia de Paraíba?

Conforme notícia no Jornal Olho Nu, haverá outra reunião hoje a tarde sobre o empreendimento:

Praia de Tambaba Urgente!

Na segunda–feira (29/04) o Comitê Gestor do Projeto Orla de Conde (CGPOC) se reúne para apresentação do Projeto Turístico Reserva do Garaú, às 14h00, no Portal de Jacumã - Praia de Jacumã/PB ( o local é um ponto comercial localizado a direita da PB 008, na terceira quadra após o Portal de Jacumã no sentido praia).

Precisamos nos mobilizar para que o Comitê não aprove o referido empreendimento.


Carlos Santiago
MovimentoNU - movimento.nu@gmail.com

Vale notar que a alerta vem do MovimentoNU, e não da FBrN, sempre inerte em assuntos de importância.

Aguardamos informações

A resistência nestes casos depende das detalhes. Recentemente na Long Island, NY, o departamento de parques resolveu fechar a praia tradicional de nudismo de Lighthouse Beach. O Naturist Action Committee este mês emitiu uma alerta, com perguntas do tipo:

4. If habitats for new species have been created, what are they? And why are those new habitats important only in the areas that are traditionally clothing-optional? Dunes are being rebuilt elsewhere. What is the ecological justification for the selective removal of one class of park visitors, based on the clothing they may choose not to wear?

No Novo Iorque, quem queria fechar a praia alegou que precisava proteger fauna, sem disse quais espécies eram, e porque era somente preciso proteger elas contra quem escolhesse não usar roupa. Os naturistas pedem "quais espécies são estas?" para desnudar a arbitrariedade da proibição.

Notamos em janeiro que umas informações críticas foram sonegadas. O Anexo III dos documentos não estão no Internet. Os mapas apresentados ao público são de 1:100.000; os do Anexo III, são de 1:2.500, 1600 vezes (quarenta quadrado) mais detalhados. Mais não foram publicados.

Onde fica a faixa da Marinha depende da linha de preamar de 1831. A proposta do LORD Empreendimentos, donos do projeto Garaú, disse que estão aguardando um parecer sobre isso. Curioso então que encontramos sem problema os mapas da linha, já legalmente estabelecida.

Foi uma surpresa para nos aqui, de que depois a reunião de janeiro sobre a "Reserva Garaú" não houve um relato do que passou, nem na imprensa local, nem na imprensa especializada - quer dizer, naturista. Não exige diploma e jornalista para anotar o que passa, e publicar uma resenha.

O projeto Reserva Garaú, um empreendimento de 4.000 pessoas, é exatamente o que uma Área de Proteção Ambiental é estabelecida para barrar. Não deve ser aprovado. Que os dados foram sonegados é um bom indício, de que o posse dos dados fortaleceria os oponentes.

Pedimos mais dados. Quem for a reunião de hoje, favor informe o que acontece.

terça-feira, 16 de abril de 2013

SOS Tambaba: Folha do Meio Ambiente

A Folha de Meio Ambiente, na sua edição impressa de março, veiculou uma matéria sobre a ameaça que o empreendimento "Reserva de Garaú" representa para a Area de Proteção Ambiental (APA) de Tambaba.

O autor, Reginaldo Marinho, entrevistou o engenheiro Antônio Augusto de Almeida, que foi secretário de Meio Ambiente de João Pessoa, durante a gestão do atual governador de Paraíba, Ricardo Coutinho, e também entrevistou o professor André Piva, da Universidade Federal da Paraíba, onde ele é Coordenador do Programa de Pós-graduação lato sensu em Turismo de Base Local.

Foi o próprio Reginaldo que nos alertou da matéria, com um comentário aqui no blog.

Típica das perguntas e respostas é:

FMA - As experiências fracassadas de megacomplexos turísticos, no Brasil e na Espanha, indicariam que a licença ambiental poderia ser usada para mascarar o loteamento da área?

Antônio Augusto -  Sim. Vivemos uma vulnerabilidade total das instituições responsáveis pela implementação das bases da sustentabilidade em nosso país, especialmente na Paraíba. A verdade é que gestão ambiental em nosso estado – e muito no Brasil inteiro - é somente formalidade para mascarar a legalidade.

APA e Praia Naturista

Enquanto Reginaldo abre a matéria com a Praia de Tambaba, seu foco é a Área de Proteção Ambiental, bem maior (e um bem maior) que a praia naturista. Mas nossos leitores que somente se interessem por naturismo nem devem por isso pular a matéria. Mas sem a isolamento garantido pela área preservada, a praia naturista não pode continuar. Quem imagina que 8 mil pessoas bem abastecidas morando acima das falésias vão deixar 300 metros de praia para gente sem roupa, quando "há famílias querendo usar a praia", está delirando.

Regras e realidade

Nos relatamos em janeiro:

  1. Que o documentação no site da Sudema mostra que o empreendimento pretende privatizar a área até "o Oceano Atlântico", incluindo a Praia de Tambaba;
  2. que os documentos essenciais (como por exemplo um mapa não borrado) não constam no site da Sudema;
  3. o que os planos públicos da "Reserva de Garaú" planeja (ou melhor, não planeja) para coexistir com a praia naturista;
  4. que a linha de preamar de 1831, já foi determinado (apesar do documentação do empreendimento dizer que não foi) e que a praia e falésias pelo menos são públicos e não particulares;
  5. o que o plano diretor para o litoral de Conde prevê para Tambaba;
  6. e que a Sudene tem poderes para rejeitar este empreendimento.

Agora, temos duas visões distintas e contraditórias aqui.

Minha avaliação, baseada nos documentos, leis e regulamentos que consegui levantar em poucos dias antes e depois da audiência pública, é que o empreendimento, de carácter totalmente incompatível com o planejamento local, estadual e nacional, e exatamente o que uma "Área de Proteção Ambiental" é estabelecida para evitar, deve ser rejeitado. E que as múltiplas camadas de aprovações necessários, deveriam barrar esta destruição de área ambiental tombada.

A visão de Antônio Augusto de Almeida, que já foi Secretario de Meio Ambiente do atual governador de Paraíba, é que há mesmo perigo deste projeto faraônico ir em frente.

Qual visão é mais correto? Bem, recomendo ler o que Almeida tem a dizer, no primeiro link deste postagem. Se eu precisava aposta dinheiro, colocaria na visão de Almeida. Mas notem também, se ele achasse que não tinha nada que poderia ser feito, não estaria falando.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O Capitão conta outro

Continuando com nossa cobertura das mais recente rusga na Colina do Sol, temos hoje a resposta de Celso Rossi. O eterno Capitão da Colina lançou uma notinha numa garrafa, não endereçado para nos mas sem dúvida sabendo que os marés levaria para esta praia. De qualquer forma, o Capitão teve um troço quando sua resposta não foi publicado de imediato:

CADÊ A MINHA RESPOSTA.

SE VOCÊ NÃO ENCAMINHAR IMEDIATAMENTE MINHA RESPOSTA INTEGRAL, SEM ACRÉSCIMOS SEUS, E SE ISSO NÃO FOR PUBLICADO, IGUALMENTE NESSE BOLETIM INFORMATIVO, SEREI FORÇADO A ENTRAR COM UM REQUERIMENTO DE AÇÃO DISCIPLINAR CONTRA VOCÊ.

LEMBRE QUE ESSE GRUPO PODE NÃO CONTINUAR NO CONSELHO E TALVEZ NÃO CONSIGAM ARQUIVAR (COMO COSTUMAR FAZER) ESSA AÇÃO QUE MOVEREI CONTRA VOCÊ.

ISSO JÁ PASSOU DOS LIMITES. VOCÊ SERÁ RESPONSABILIZADO PELOS DANOS MORAIS QUE ESTÁ ME CAUSANDO!!

Celso Rossi


Publicar sem acréscimos seria como distribuir veneno em garrafa sem rótula. Já notei a que a liberdade de ter opiniões próprias, não implica o direto de ter fatos próprios. Também já alertamos para a possibilidade que o que está acontecendo é uma encenação, os "sócios que recebem" fingindo brigar entre eles, para que os "sócios que pagam" mais exaltados dão expressão à sua dessatisfação, sem que nada de fato mude.

Sugiro então que lessem a resposta de Celso Rossi com as mesmas ressalvas que devem orientar a leitura dos "Boletins" do resto da corja:

  • Fiquem focados nos assuntos importantes, evitando ser distraídos com histônicas sobre irrelevâncias. As árvores foram vendidas. Foram o único ativo facilmente convertido em dinheiro do CNCS, valiam algo entre R$100 mil e R$250 mil, incluindo as cortadas agora na área residencial e as cortadas em 2008. O dinheiro não entrou para as contas do condomínio. É importante. Do julgamento em favor da Sucessão de Gilberto, uns R$25 mil foram pagos não pelo Celso Rossi, mas por uns sócios da Colina, aparentemente com o compromisso assumido para que todos eventualmente arcassem com o reembolso. É uma quantia significativa.
  • Não julga no "ele disse, ela disse". No caso da Sucessão de Gilberto, há uma sentença da Justiça. No negociata pouco claro em que o CNCS ficou com as dívidas de Naturis, há documentos da Junta Comercial que mostram o que aconteceu, e quando. Já levantamos estes documentos, e vamos relatar outra vez o que aconteceu. Não é preciso ficar nas "versões".
  • Age conforme o caso exige. Os dois lados ficam trocado acusações sobre o que deve ser levado para o Conselho Disciplinar. Acham que assim você ficara pensado "É para levar este para o Conselho Disciplinar, ou aquele?" Nem um nem outro, gente. Roubo é caso de polícia, não de comitiva. Faça Boletim de Ocorrência e reclama com a Promotoria de Justiça. Os comitivas nunca agiram contra os "sócios que recebem", e nunca vão. Querem que vocês acham que o caminho é este. Não é, este caminho só leva ao forno de pizza, com sempre.

Asunto: Boletim DESINFORMATIVO

Caros Colineiros,

Mais uma vez, alguns poucos maliciosos escrevem um boletim DESINFORMATIVO, agregando nomes de inocentes úteis (alguns nem tão inocentes assim) para fazer campanha política para as próximas eleições.

ATENÇÃO!!: Se seu nome está listado como signatário do Boletim Anexo e você não o leu, ou não autorizou, tome uma atitude responsável e MOVA UMA AÇÃO DISCIPLINAR CONTRA OS RESPONSÁVEIS POR ESSES BOLETINS, pois estão usando seu nome de modo irresponsável! Quem faz isso, por mais que esteja sorrindo pela sua frente, está falseando pelas costas.

Segundo o boletim: “O CNCS também se livrou de sérios apuros, decorrentes de causas trabalhistas movidas contra a empresa Naturis, sediada na Colina. No primeiro caso, a área do CNCS ficou ameaçada de ir a leilão, mas foi salva por uma cotização entre sócios no valor de R$25.225,40. Já em 2012, um novo processo, no valor de R$ 8.787,95, foi saldado por um grupo de sócios, para evitar que a situação anterior se repetisse. Nenhum dos colaboradores ficou se engrandecendo, considerando-se alguém decisivo para Colina, como infelizmente alguns têm feito. A modéstia combina com o Naturismo!”

Sim, “modéstia” combina com naturismo, mas HONESTIDADE, VERDADE e RESPEITO SÃO PARTE INTEGRAL DO NATURISMO!

Este boletim dá a entender que havia uma ação contra a Naturis, de R$22.225,40, que foi paga pelos sócios, caso contrário a Colina iria a leilão. MEIA VERDADE É O MESMO QUE MENTIRA:

A ação era de cerca R$180.000,00 e foi paga por mim. O valor de R$22 mil, pagos pelos associados corresponder a outra ação, de EMBARGOS, movida pelo CNCS e PERDIDA PELO CNCS que, portanto pagou as custas.

DESINFORMAM QUE:

  1. A Naturis não era simplesmente uma empresa "sediada" na Colina do Sol. A Naturis era a empresa empreendedora proprietária de todas as casas da Colina do Sol, gestora de todo o empreendimento. Era quem arrecadava as Taxas de Transferência de vendas de cabanas e Taxas de Manutenção, pois tudo era feito pela Naturis e seus funcionários. No ano de 2000, com aprovação unânime do Conselho Deliberativo e ratificação da Assembléia Geral por 17 votos contra apenas 3, as quotas da Naturis - e com isso o empreendimento Colina do Sol - passaram a pertencer ao CNCS, em troca de 100 Títulos Patrimoniais. Se hoje a Colina do Sol é uma comunidade, com autonomia política, e o clube é proprietário desse patrimônio é porque eu tive essa ideia e propus essa transferência.
  2. A ação trabalhista, que me custou cerca de R$180 mil, não foi gerada pela Naturis, que nunca foi empregadora do funcionário em questão. Ele tinha sua carteira de trabalho assinada por Paula Andreazza, na qualidade de trabalhador rural, pois na época em que foi empregado a Naturis ainda não tinha sido transferida de Balneário Camboriíu para Taquara. Posteriormente, ele teve sua rescisão contratual regular e passou a trabalhar para Edison Pias, concessionário do serviço de reformas na Colina do Sol, prestando serviços para o CNCS. Esse, por sua vez, não registrou a carteira de trabalho e quando o funcionário morreu (de tuberculose, em Porto Alegre, resultado das décadas que trabalhara em pedreiras na região), sua viúva entrou com uma ação na Justiça do Trabalho para ter a carteira assinada e receber pensão. Por erros de cálculo, uma ação que não deveria ser superior a R$20 mil, custou dez vezes mais.
  3. Quando da transferência da Naturis para o CNCS, EM QUE PESE NÃO SER O CAUSADOR DE TAL RECLAMATÓRIA TRABALHISTA, prometi pagar a ação quando, e somente quando, não pudesse mais dela recorrer, pois era uma ação injusta. Portanto, PAGUEI TODO O PRINCIPAL DA AÇÃO TRABALHISTA, com dinheiro meu e com empréstimos que meu pai, Luiz Rossi, tomou no Banco do Brasil, cuja prestação é de R$1.800,00 por mês, retirados de sua aposentadoria até 2017. Se a Colina do Sol ainda está aí, é porque meu pai está pagando por isso.
  4. Há alguns anos atrás, sem me consultar, e não acreditando que eu cumpriria minha promessa de pagar essa ação trabalhista, o CNCS entrou com uma ação de EMBARGOS. O Clube PERDEU esta ação e como CONSEQUÊNCIA foi obrigado a pagar as custas de honorários da advogada da parte contrária. Esse valor, de cerca de R$25.000,00 foi rateado pelos sócios, fruto de erro de administração do próprio clube. Essa era uma dívida do próprio clube e não da Naturis.
  5. A outra ação trabalhista, de cerca de R$8.000,00, é de Verônica Rebolini (argentina), que trabalhou para Vanderlei Castresano (um dos que assinam esse boletim DESINFORMATIVO), que, dignamente, assumiu a responsabilidade por tal ação – inclusive em juízo – por meio de vários e-mails ao CNCS. Infelizmente, a “Justiça do Trabalho” entendeu, mais uma vez, em condenar a Naturis e não o responsável direto pela relação trabalhista. Ou seja, os associados se cotizaram para pagar a dívida de Vanderlei Castresano.
  6. Quanto à ladainha sobre a derrubada do mato de eucaliptos, que ao longo de mais de quinze anos embelezou, colocou sombra e perfumou as casas da Colina, não vou me ater em responder, apenas a alertar que o próximo local de risco da Colina do Sol (que já deve estar na mira daqueles que não sabem para que servem seguros de acidentes pessoais que é feito pelos clubes) é o nosso lindo LAGO, onde pessoas podem se afogar. Portanto, amigos, não se surpreendam se, da mesma forma irregular, autoritária e irresponsável como foi derrubado o mato de eucaliptos, vocês cheguem na Colina e encontrem máquinas aterrando nosso lago. Essas pessoas que comandam o clube, hoje, são traiçoeiras, falseiam a verdade e, acima de tudo são POUCO INTELIGENTES!

Desde as últimas eleições, fraudulentas, venho tentando convocar uma assembleia geral para trazer dezenas de fatos à tona e desmascarar essa diretoria, mas eles fogem mais da verdade que o diabo da cruz. Mais fácil convocar uma CPI no congresso para interrogar o Lula que fazer uma assembleia para trazer a verdade à tona.

Se, por acaso, vc não entendeu alguma parte do que está acima relatado (Fatos concretos e provados com documentos), estou à disposição para esclarecer o que for necessário. Disto e de muito mais que se passa por detrás das cortinas dos sorrisos falsos daqueles que me caluniam e se escondem atrás dos nomes de outras pessoas.

Celso Rossi

Caso vc tenha o e-mail das pessoas que assinam esse boletim (só tenho de alguns), por favor, repasse esse alerta aos seus amigos, para que saibam que estão sendo usados por pessoas maldosas, que destorcem os fatos para se fazer de santos e continuar no poder.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Colina, começando pelo telhado

Recebemos estes dias da Colina do Sol vários textos. Enquanto supostamente são dirigidos aos sócios, a administração não manda para todos os sócios.

Aqui somos pluralistas, e acreditamos na competição entre ideias. Divulgaremos, então, as manifestações que recebemos: um "Boletim 4-12 do Movimento Colina para Sempre"; um "Boletim DESINFORMATIVO" de Celso Rossi; e um manifestação de um sócio, que não comento ainda porque está sendo traduzido.

"O outro lado"

Acreditamos aqui que a verdade existe, e que pode ser encontrado com esforço. Se um cara fala que o céu é azul, e outra fala que é verde, não damos o "outro lado" e ficamos felizes na "cobertura equilibrada". Não, abrimos a janela e olhamos o céu, e depois procuramos saber porque o cara que afirmou que o céu é verde mentiu.

Leitor, cuidado. Só porque existem dois ou três textos apresentados como "outro lado", não comprove que representam pontos de vista diferentes. Há poucos números neste primeiro texto, mas o que tem são quantias que a Justiça de Trabalho sentenciou Celso Rossi pagar, e que a administração da Colina do Sol resolveu pagar fazendo vaquinhas entre sócios (se não me engano, prometendo reembolsar da conta comum, eventualmente). Porque resolverem que todos devem ratear as dívidas de Celso Rossi? O que exigirem dele em troco? Nada? Paguem minhas contas e podem me xingar, também, peço a Deus "inimigos" assim.

Ouvi que no passado Colin Collins, atual presidente da Colina do Sol, já encenou fazer "oposição" ao Celso Rossi, para acalmar os descontentes. Mas na realidade, tudo continuava da mesma maneira que sempre, a turminha de sempre sendo beneficiada. Que nem agora, com barulho contra Celso, mas os "sócios que pagam" cotizando seus deveres.

O telhado

Mas antes, voltaremos num assunto que já examinamos, os telhados da Colina do Sol. Em suma, durante anos as regras exigiam que os condôminos colocassem telhas de pinho. A durabilidade era baixíssimas (pinho não presta para telhas); os custos altíssimos, pois somente quem Celso designava poderia fazer o serviço, no preço monopolístico.

Dr. Luiz Fernando Rojo Mattos, no seu tese de doutorado em sociologia, considerou a "questão dos telhados" como uma caso de resolução de conflitos. Celso Rossi sempre apresentava como um assunto ecológico e estética. Nos aqui consideramos se os telhados evitassem que a chuva pingasse dentro de casa, e seguimos o dinheiro: quem ganhava com isso? Madeira de pinho é impróprio para telhas. A exigência servia para que certos sócios pagassem, e outros recebessem, e que Celso levava 10% sobre isso.

Condomínio em primeiro lugar

O telhado é algo que mantém o morador seco quando chove. A Colina do Sol é um condomínio residencial e recreativa. A administração tem que cumprir o papel de síndico, mantendo o equilíbrio entre receitas e despesas, e prestando contas para os condôminos. Se cumprir esta função, dá para considerar depois que notas merece nos quesitos de carisma, filosofia, harmonia, evolução e ala de baianas. Mas primeiro, tem que administrar o condomínio, e prestar contas.

Uma questão tratado neste três textos é o roubo das árvores. Trata-se de um condomínio, que quando há transações de alto valor, a assembleia deve ser consultada. Apontamos o roubo do patrimônio comum. Se houver uma resposta, deveria ser, "Eu fiz três orçamentos por escrito, e aqui são os valores que foram oferecidos. Aceitei o que ofereceu mais. E aqui é o comprovante do depósito na conta." Nem assim justificara a falta de consideração pela assembleia. Mas a resposta sendo outra, é enrolação. Que examinaremos de novo, depois de postar este três textos.

A Colina que dá certo

O Movimento Colina para Sempre, nesse número com novas assinaturas, representa uma corrente de opinião, que expõe e analisa a história da Colina do Sol, buscando esclarecer fatos e propor ideias. Em seu último Boletim, O Movimento Colina para Sempre enfatizou como é importante compreender a filosofia do Naturismo e com ela olhar o passado e o futuro da Colina do Sol. Uma filosofia fundamentada em três pilares: a) harmonia com a natureza; b) prática da nudez social, com a intenção de favorecer o respeito próprio e o respeito mútuo; c) cuidado com o ambiente natural.

Para que esse espírito se concretize, é fundamental preservar a confiança entre os colineiros, evitar que problemas pessoais se transfiram indevidamente aos ambientes de convivência e travem o bom entendimento e a atuação das instâncias do CNCS. É necessário também valorizar as raízes e o ideário da Colina do Sol, por meio de uma agenda positiva. Nessa época de proximidade das eleições, em particular, convém debater fraternalmente os compromissos a serem assumidos pelos dirigentes do CNCS a partir de março de 2013, de maneira aberta e propositiva.

Para colaborar com esse debate, é importante considerar fatos e realizações dos últimos anos, especialmente quando são pouco visíveis. Por isso, no Boletim anterior relatamos as importantes aquisições e melhorias em nossa infraestrutura, em serviços de energia e água, básicos para o bem-estar de todos na Colina do Sol. Tais ações se viabilizaram pelo envolvimento pessoal de vários sócios, o que resultou em obras de qualidade feitas com grande economia de recursos, graças ao trabalho voluntário e a doações importantes de membros do Clube.

Esta é uma constatação essencial: não são projetos mirabolantes ou grandes negócios lucrativos que permitiram à Colina do Sol manter-se funcionando e atraindo pessoas para o seu convívio. Foi o trabalho realista e persistente de um grupo considerável de sócios, através de contribuições associativas pagas pontualmente, de doações em tempo e em dinheiro, de dedicação diuturna aos Conselhos ou em tarefas de apoio.

Veja-se o caso da Sede Social do CNCS, que assim como outras benfeitorias contou com a adesão de muitos sócios, com uma valiosa dedicação profissional voluntária e, sobretudo, com uma lista imensa de doações (utensílios, eletrodomésticos, estrutura física, etc.). Tudo para que o CNCS possa dispor de um local próprio para eventos, à disposição de todos os sócios, para seu encontro e congraçamento. Nada mais vital, e natural, considerando-se a filosofia e os objetivos do nosso Clube!

Uma Colina perene e verdejante

O CNCS também se livrou de sérios apuros, decorrentes de causas trabalhistas movidas contra a empresa Naturis, sediada na Colina. No primeiro caso, a área do CNCS ficou ameaçada de ir a leilão, mas foi salva por uma cotização entre sócios no valor de R$ 25.225,40. Já em 2012, um novo processo, no valor de R$ 8.787,95, foi saldado por um grupo de sócios, para evitar que a situação anterior se repetisse. Nenhum dos colaboradores ficou se engrandecendo, considerando-se alguém decisivo para Colina, como infelizmente alguns têm feito. A modéstia combina com o Naturismo!

Enquanto essas iniciativas aconteciam, levantou-se uma surpreendente grita contra a retirada dos eucaliptos da área residencial da Colina, embora fosse a única maneira de eliminar o perigo crescente que essas árvores representavam à integridade física dos cabaneiros e de implantar um novo projeto paisagístico, que hoje está dando uma nova fisionomia ao Clube. Essa transformação deveria ser saudada como um grande feito em vários sentidos, mas especialmente por corresponder aos preceitos de harmonia e de cuidado com a natureza: trocou-se uma espécie exógena, hostil à flora e à fauna, de interesse apenas à exploração comercial de madeira e celulose em áreas despovoadas, por espécies nativas selecionadas que estão renovando o bioma com outras espécies vegetais e animais, de uma beleza que já começa a se manifestar.

Mas com má vontade, nada se constrói. Ao afirmarem que a substituição das árvores foi arbitrária, os críticos esqueceram que, pelo risco que ofereciam e por acidentes que provocaram, a supressão dos eucaliptos era uma necessidade antiga, reiterada em reuniões e atas. Faltava uma solução. Isso levou alguns sócios a suprimirem árvores ao redor de suas cabanas. O fato representou inclusive uma alternativa econômica para quem se encarregou da tarefa de corte e venda da madeira.

Se essa política prosseguisse, para cada eucalipto retirado da área das cabanas o CNCS iria perder um segundo da área despovoada, que seria cortado e vendido junto com o primeiro pelo sócio permissionário do serviço, exigência sua para rentabilizar o negócio. Mesmo assim, o sócio desistiu, alegando falta de lucro. Por isso, são de má-fé as críticas que acusam o Conselho Deliberativo de ter feito mau negócio, por haver pago o serviço de corte e remoção com a entrega da madeira. Pela lógica anterior, se mil eucaliptos fossem cortados, dois mil seriam perdidos pelo CNCS, sem qualquer indenização! Porque, naquela época, não houve reclamações?

Além disso, não se tratava de uma plantação comercial pronta a ser derrubada, mas de uma situação legalmente irregular: eucaliptos envelhecidos, em terreno rochoso e entre moradias, expondo seus ocupantes, sócios ou visitantes, a riscos gravíssimos, o que redundaria em responsabilização do CNCS. Por isso, o contrato de corte envolveu um seguro contra incidentes e danos, regiamente cumprido pela equipe contratada. Para evitar prejuízos ao terreno, o trabalho foi realizado sem tração mecânica, apenas com uma junta de bois. Por isso, se estendeu por sete meses, algo inaceitável para uma empresa convencional do ramo. Após a supressão das árvores que estavam no critério de corte, a comunidade colinense foi consultada e a maioria optou pela retirada total dos eucaliptos na área residencial.

Uma terceira crítica, igualmente infundada, refere-se à perda de patrimônio do CNCS, no qual os eucaliptos haviam sido contabilizados. Providências contábeis têm sentido, mas não podem converter-se em uma ficção que esconde a realidade: os eucaliptos eram um grande problema, não uma fonte de investimentos ou de valorização do patrimônio do CNCS. Foram substituídos por outras espécies, cujo valor intrínseco em relação às finalidades do Clube é indiscutivelmente superior, além de embelezarem a Colina e garantirem tranquilidade perenemente. Cabaneiros desta área podem agora estender suas cangas ao sol, na grama ao lado das cabanas. Ninguém precisa temer vendavais, sobressaltar-se à noite. Todos podem ocupar ou alugar suas cabanas sem maiores preocupações. Em caso de venda, é lógico que venham a obter um preço melhor. Os cabaneiros ganham e o Clube também!

Precisa-se dizer mais? Segundo cálculos, 20% dos eucaliptos foram retirados, restam 80% de boa qualidade e em lugar sem residências, propício à venda comercial. Entre as cabanas, o replantio recompõe o ambiente natural. Voltam passarinhos e animais nativos. O CNCS corrigiu um erro histórico. Merece aplausos.

Uma Colina do Sol natural permanece em nossos sonhos!

Saudações naturistas!

sábado, 19 de janeiro de 2013

SOS Tambaba: Sudena tem garra - e dentes

Um empreendimento imobiliária grandioso envolve muita grana. Uma vez proposta, é inevitável? Os naturistas devem se despedir da Praia de Tambaba porque "não adianta, tá tudo combinado já?" A administração municipal anterior de Conde estava plenamente a favor, sem ressalvas e sem limites: declarou como urbana uma Área de Preservação Ambiental; reduziu em dois terços a extensão da praia naturista; e ainda formalmente deu seu aval ao projeto.

Não adianta mesmo correr para a autoridade municipal para preservar a praia naturista.

E os Naturistas Oficiais? Não há perigo de um Naturista Oficial assinar um papel (talvez uma "Portaria Conjunta") abrindo mão da praia naturista em troca de trinta moedas de prata passadas por baixo da mesa. E porque não há perigo? Porque chegaria correndo antes outro Naturista Oficial disposto a assinar por vinte e cinco moedas de prata, e disposto ainda a incluir a própria mãe na barganha!

Não, estes não levariam ... ajuda.

Incompatível

Nós vimos no anterior de que o projeto "Reserva Garaú" não está em conformidade com o Plano de Gestão Integrada da Orla de Conde - PB. Este empreendimento é o que o plano foi feito para evitar. O plano estabelece para a Barra do Grau a "manutenção da área preservada", e o vídeo mostra dúzias de prédios de até cinco andares e mata atlântica transformado em campo de golfe.

Falta proporção, falta respeito para o meio ambiente, falta bom gosto - o projeto é brega de doer. O que não falta é grana. Uma das metas do Plano de Gestão para a praia de Tambaba é "Urbanização da área com instalação de quiosques e equipamentos de suporte ao turista dentro das normas ambientais e do patrimônio público." Isso dinheiro resolveria. Porém, enquanto a Lord Empreendimentos afirma que a Reserva Garaú vai "até o Oceano Atlântico", não proponha arcar com esta despesa modesta. O vídeo mostra quiosques do condomínio na Barra do Graúna, mas nada na área onde atualmente há a pousada, nem no vídeo nem na proposta escrito (a não ser que esteja no impublicável Volume III).

Encrenca Federal

Mas será que "na prática, a teoria é outra?". O plano é "para inglês ver?" Ora, há plano para a orla de Condé toda, no mesmo documento, inclusive para a praia de Coqueirinha, também na APA de Tambaba. O site PBAgora informa faz duas semanas:

05 de Janeiro de 2013

Sudema dá continuidade ao trabalho de desocupação da área de falésia em Coqueirinho

A Coordenadoria de Estudos Ambientais (CEA) da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) em parceria com o Batalhão de Polícia Militar Ambiental e a Coordenadoria de Gerenciamento de Crise estão realizando mais uma ação de retirada de ocupantes irregulares da Falésia de Coqueirinho. Esse complexo natural de rara beleza está inserido na Área de Proteção Ambiental (APA) de Tambaba, município do Conde, no litoral sul.

... continua lendo.

É de todos

O plano da gestão da Praia de Tambaba não é simplesmente do município de Conde, que (na interpretação mais generoso) poder querer o crescimento econômica acima de tudo, a preservação sendo algo que os vizinhos podem fazer. Nem é uma decisão autônoma da Sonata. Quando Conde permitiu que Sonata cobrasse estacionamento, e ficasse com a grana, o Ministério Público Federal disse "não".

A decisão não é somente municipal, é estadual e federal. Visa não somente maximizar IPTU e empregos para os cidadãos de Conde, mas evitar que a orla marítima do Brasil seja privatizada, transformada num série de condomínios horizontais padronizados.

Sudema e o MPF já agiram a favor dos valores maiores do Brasil, inclusive de assegurar que as belezas naturais do Brasil chegam às gerações futuros como mais de uma lembrança. Esta ganância já foi barrada uma vez, e pode ser barrada de novo. Pode ser, e deve ser.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

SOS Tambaba: A Situação Desejada

Vimos anteontem que a área naturista da Praia de Tambaba está instalada em terras públicas. Abaixo da maré alto é de todos, e as próximas 33 metros são terras da Marinha. As falésias atrás da praia tem proteção ambiental especial. Porém, a Lord Negócios Imobiliárias Ltda afirma que onde pretende implantar a "Reserva Garaú", "O terreno limita-se ... a Leste com o Oceano Atlântico". E pretendem fechar acesso à área toda durante a construção.

Quem tem direto de usar as terras da Marinha?

Simplesmente porque um terreno é pública, não quer dizer que qualquer um pode ir lá e tomar conta. As áreas públicas podem ser arrendadas, e creio que quem é responsável por isso é, no caso, a Gerência Regional de Patrimônio da União no Estado da Paraíba. O município de Conde, ou a SONATA, já arrendaram as terras da Marinha onde está instalado a praia mais famosa de Paraíba? Não, pelo menos até quando o Ministério Publico Federal vetou a concessão do estacionamento para Sonata - Sociedade de Amigos de Tambaba. Num release sem data, afirmou que:

Observou-se que, apesar de a Lei Municipal nº 304/2003 autorizar apenas a “exploração de estacionamento em vias e logradouros públicos de Tambaba”, na verdade a Sonata extrapolou o objeto da concessão, ocupando indevidamente e degradando amplo terreno situado na faixa arenosa, de propriedade da União, sem qualquer autorização do Gerência do Patrimônio da União (GRPU), e implantando o pedágio ilegal. Segundo a recomendação, por relevante que seja a necessidade de manutenção de segurança e comodidade na praia, ela não pode significar imposição ilegal a visitantes e turistas, nem permitir a ocupação irregular de áreas públicas federais.

A ocupação irregular de áreas públicas federais é vedada, a ocupação regular é possível. Não conheço o procedimento para a licitação de tais áreas, mas presuma-se que o dono das terras atrás da faixa, normalmente tem alguma preferência.

Projeto de Gestão Integrada

Vimos ontem que há um plano de gestão aprovada para a orla de Conde. O que é um plano desdes, e o que planeja para o Praia de Tambaba? O plano começa com uma explicação do que é:

O Projeto de Gestão Integrada da Orla Marítima – Projeto Orla, é uma iniciativa inovadora do Ministério do Meio Ambiente - MMA, em parceria com a Secretaria do Patrimônio da União – SPU, e busca contribuir, em escala nacional, para aplicação de diretrizes gerais de disciplinamento de uso e ocupação da orla marítima.

O plano é assinado pela prefeitura de Conde, e também pela Sonata na pessoa de Antônio Pinto Bastos, e por uma ampla leque de órgãos estaduais e federais. Do texto que publicamos ontem, vale notar que o plano afirma da Barra de Garaú, "A área contempla ainda uma parte do setor naturista da Praia de Tambaba." A retirada unilateral da designação naturista pela prefeitura, depois da Lord entrar com o pedido de aprovação do projeto nas terras atrás, vai implicitamente contra o plano aprovado no nível federal.

O plano levanta a situação atual; prevê a tendência; proponha a situação desejada; e sugere medidas para chegar lá, com cronogramas. Temos hoje as secções correspondentes aos linhas pretas nos mapas de ontem: uma na Pedra da Baleia, na praia embaixo do estacionamento; o outro logo depois da Pedra do Cachorro (a divisa do swing), na Barra do Garaú.


6.14. Unidade 4 – Trecho 4 - Praia de Tambaba – PERFIL ÚNICO

SITUAÇÃO ATUAL: Trecho da orla com característica singular por possuir área destinada ao naturismo. Existência de pousada/bar na área naturista. Presença de barracas na área externa. Falésia em processo de erosão. Loteamento implantado na parte de cima da falésia com existência de poucas edificações.
TENDÊNCIA: Ampliação do número de bares na faixa de praia. Expansão da erosão da falésia. Aumento do número de edificações na área de loteamento sem critérios urbanísticos. Aumento da erosão na falésia.
SITUAÇÃO DESEJADA: Urbanização da área com instalação de quiosques e equipamentos de suporte ao turista dentro das normas ambientais e do patrimônio público. Manutenção da vegetação na falésia para atenuar/ retardar a erosão. Construção de edificações de acordo com critérios urbanísticos estabelecidos para a área.

6.15. Unidade 4 – Trecho 5 - Barra do Grau – PERFIL ÚNICO

SITUAÇÃO ATUAL: Área ainda bastante preservada. Presença de coqueiral, vegetação rasteira, manguezal. Existência de micro dunas. Apesar do acesso de veículos precário há circulação de veículos na faixa da praia.
TENDÊNCIA: Construção de edificações na área. Poluição da praia. Redução da vegetação do mangue. Redução da vegetação e (sic)
SITUAÇÃO DESEJADA: Manutenção da área preservada podendo-se utilizar dessa característica para o desenvolvimento da atividade turística sustentável, com passeios ecológicos e utilização da área para passeios e banhos de forma criteriosa.

O plano vs. a "Reserva Garaú"

Há um plano de gestão integrada para a orla, aprovado em todas as esferas do governos, e até por elementos da sociedade civil, como a Sonata.

O projeto da "Reserva Garaú", não é compatível com o Plano de Gestão, nem com a Área de Proteção Ambiental. Realmente, é exatamente o que o plano e a designação de área protegida, pretendem barrar.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

SOS Tambaba: O preamar de 1831

A empreendimento Reserva Garaú pretende ocupar a coração da Área de Proteção Ambiental de Tambaba, e efetivamente fechar a praia de naturismo. Publicou estudos com mapas borradas e sem os documentos mais importantes, a audiência pública de ontem em Jacumã acontecendo então sem conhecimento efetiva da proposta.

Encontramos o mais importante dos dados sonegados, a linha da preamar de 1831. A Praia de Tambaba está localizado não nas terras do LORD Empreendimentos Imobiliárias, mas nas terras do maré que são de todos, e nas terras que pertencem a Marinha do Brasil. O "Plano de Gestão Integrada da Orla de Conde" traça a linha e traça os planos aprovados pelos governos estaduais e federais, que são de preservar este parte do litoral exatamente e explicitamente contra este tipo de exploração.

Já falamos da faixa da Marinha. Chegou ontem pelo boletim do site Consultor Jurídico uma definição compacto da STJ. Para saber do que estamos falando:

De acordo com o Decreto-Lei 9.760, os terrenos de marinha são bens imóveis da União, compostos por áreas que ocupam a faixa litorânea de terra de 33 metros, medidos a partir da posição da linha média da maré alta de 1831. Os terrenos de marinha são situados no continente, costa marítima, margens de rios e lagos, até onde o nível da água oscile pelo menos 5 centímetros devido à influência das marés.

O EIA (Estudo de Impacto ambiental) e RIMA (Relatório de Impacto Ambiental) do empreendimento, afirmam que pediram um parecer sobre a mapa da linha do preamar e "Tão logo se tenha este parecer, o mesmo será anexo ao processo de licenciamento ambiental":

Uma busca pela abençoado Google informa que a linha de preamar de 1831 já foi mapeado por somente três municípios de Paraíba - um sendo Conde.

Teclando mais um pouco, encontramos a mapa da mina, ou pelo menos da faixa, no site do Ministério de Meio Ambiente, como parte do Plano de Gestão Integrada da Orla de Conde - PB, aprovado em 2008.

A praia de Tambaba, e a área cobiçada pela Reserva Garaú, é Trechos 4 e 5 do plano de gestão. A linha da preamar está mostrada em duas mapas escala 1:5000 Hoje vamos ver a descrição dos trechos, e os mapas:


Unidade 4 – Trecho 4 - Praia de Tambaba

Da Pedra da Baleia até a Pedra do Cachorro Mapa 14 - Unidade 4 – Trecho 4 - Praia de Tambaba
Mapa 14 - Unidade 4 – Trecho 4 - Praia de Tambaba

O trecho Praia de Tambaba, praia naturista conhecida inter­nacionalmente, se insere na APA de mesmo nome e apresenta orla exposta, retilínea, com grandes falésias e estreita faixa de praia. A erosão é bastante intensa na área atuando diretamente sobre as falésias favorecendo voçorocas. No trecho predomina cobertura do bioma da Mata Atlântica em estágio de regeneração. Possui grande concentração de arrecifes areníticos, com formatos interpretativos como Pedra da Baleia, da Caveira, do Elefante, etc.

O balneário tem uma área dedicada a prática naturista delimitada por elementos naturais, principal roteiro turístico da região, criada pela Prefeitura Municipal e mantida pela Sociedade Naturista de Tambaba – SONATA. Este espaço peculiar tem atraído turistas de outros estados do país e do exterior. Está previsto para setembro de 2008 a realização no local de um congresso inter­nacional de naturismo.

O entorno desse trecho encontra-se em processo de urban­ização com a existência de

lotea­mentos como o Colinas de Jacumã e Enseada do Grau, sem a adequada infra-estrutura, onde ainda é baixa a ocupação por edifi­cações. Na faixa de uso comum da orla e em áreas de proteção de falésias observa-se também a existência de lotes e de algumas ocupações informais inclusive de bares e pousadas. A via de acesso à praia de naturismo é pavimentada e dispõe de uma área própria para estacionamento de veículos. O acesso para outras áreas do trecho é precário, feito por estradas de barro.


Unidade 4 – Trecho 5 - Barra do Graú

Da Pedra do Cachorro até o Rio Graú

Mapa 15 - Unidade 4 – Trecho 5 - Barra do Graú

O trecho Praia de Graú, área de grande beleza paisagística, se configura como orla exposta, com pequenas dunas e costões, baixas falésias ao norte, faixa de praia mais estreita ao norte e mais larga ao sul, concentração de formações areníticas. Predominância de cobertura vegetal exuberante do bioma da Mata Atlântica em estágio médio de regeneração e de coqueiros e vegetação rasteira mais ao sul do trecho. O rio Graú, divisa com o município de Pitimbu, desemboca diretamente para o mar.

A área contempla ainda uma parte do setor naturista da Praia de Tambaba. O acesso à faixa de praia é precário, especialmente em direção a desembocadura do rio Grau. Mesmo assim constata-se a circulação de veículos na faixa de praia.

No seu entorno, existência de loteamento sem infra-estrutura adequada (Barra de Jacumã).

Observa-se que na faixa de uso comum da praia e em áreas de preservação algumas ocupações informais. Mesmo assim pode-se considerar como área não urbanizada com processo de ocupação incipiente. Constata-se também a pesca esportiva e também pesca predatória no local.

sábado, 13 de outubro de 2012

Renuncia na Colina do Sol

O Conselho Fiscal do Clube Naturista Colina do Sol entregou sua renúncia coletiva em agosto. Em qualquer organização, a renúncia de um Conselho Fiscal, que tem o papel de fiscalizar a regularidade dos atos da Associação e dos interesses de todos os sócios, especialmente dos minoritários, é motivo de preocupação.

No caso do CNCS, há agravantes. Primeiro, a opacidade quase 100% dos atos do clube. Por exemplo, foram preparado "balanços" do clube nos últimos dois anos, só que não foram divulgados para os sócios. Segundo, houve boatos (de novo, os acontecimentos societários não são comunicados aos todos os sócios) de uma Assembleia Extraordinário no dia 30 de setembro, com o propósito de destituir o atual presidente, Sr. Colin Collins, e alterar o estatuto. Terceiro, o Ministério Público acabou de se manifestar sobre o caso da falência da Naturis, da qual CNCS é o dono de 90% das ações. A falência foi revogado a pedido do MP, na lógica de que se não houver falência, não haveria como abrir processo criminal por falência fraudulento. Quarto, a notícia é que os suplentes assumirem, com sr. Etacir Manske como coordenador. Presidente na gestão anterior tinha sido rejeitado para assumir qualquer papel no atual. Quinto, há o roubo das árvores.

Antes de entrar nos detalhes dos agravantes, a renuncia:

"Conforme reunião deste Conselho Fiscal na data de hoje [23/08/2012], comunicamos, que estamos pedindo demissão, por unanimidade deste conselho, devida a decisões tomadas do Conselho Deliberativa, as quais não compactuamos."

Promessa de transparência, não cumprida

Publicamos a "Manifestação Progamática" da chapa que incluiu estes três candidatos vencedores da eleição para Conselheiro Fiscal. Entre os pontos da programa:
  • Transparência na gestão – além de reuniões abertas e de atas e registros que devem chegar aos sócios interessados em acompanhar as decisões dos Conselhos, é importante diversificar e ampliar os meios de comunicação e de integração com os sócios da Colina do Sol e com as pessoas adeptas do Naturismo em geral.

As Atas o os balanços supostamente produzidos, não chegam aos sócios cujos emails são cadastrados e conhecidos da secretaria. Nisso, a programa falhou. Até nesta missiva de demissão, onde os (ex-)conselheiros teriam liberdade total para de manifestarem, não esclarece: " ...devida a decisões tomadas do Conselho Deliberativa, as quais não compactuamos."  Quais decisões? Tomados quando? Com que efeito?

Boatos de Assembleia Extraordinária

Ouvi boatos de houve uma Assembleia Extraordinária no dia 30 de setembro. Não digo que a Assembleia foi "convocada", pois não foi: não notificaram os sócios. O boato disse que houve proposta de destituir o Conselho, de fazer um estatuto novo, etc. e tal. Propostas vencidas, e se foram vencedoras, seria sem efeito, dado a falta de notificação para os sócios.

Gostaria de repassar a convocação e a Ata para os sócios e outros interessados, mas não os recebi. Se alguém tiver, mande, e prometo guardar o sigilo de fonte.

A Falência de Naturis

Já informamos (faz mais de três anos!) no outro blog da acusação de concilium fraudis feito pelo Ministério Publico, e repetido pelo juiz federal do Fórum Trabalhista de Taquara.

A falência foi revogada, como era preciso para configurar o crime de falência fraudulenta. Os livros da Naturis foram requeridos pela Justiça. As contas foram examinadas pelo síndico da massa falida Dr. Roberto Hahn, e depois pelo Ministério Público. Chegou de volta no cartório dia 9, terça-feira passada.

O que o síndico e o promotor recomendaram? A resposta está no cartório da 1ª Vara de Taquara.

O inidôneo Sr. Manske

Já documentamos como Etacir Manske, devendo dinheiro para Fritz Louderback, fez declarações que ajudaram o colocar na cadeia, e na mesma semana que seu credor foi preso, parou de pagar a dívida.
Já falamos também da sua falta de qualificação para um cargo diretiva, muito menos no Conselho Fiscal.

Os sócios da Colina do Sol na última eleição reprovaram sr. Manske para qualquer cargo, fato extraordinário para quem estava exercitando a presidência do condomínio. Pelos motivos que alinhamos, ou por outros que não conheço, não queria este senhor na administração. E agora, ele está de volta.

A rouba dos árvores em 2009

Árvores roubadas, 2009
Em 2008, logo depois da prisão de Fritz Louderback e Dr. André Herdy e de suas mulheres, a Colina fechou a portão secundário, antigo portão principal, que cortava o Beco de Araújo no lado nordeste da Colina do Sol. A alegação era "segurança", mas uma vez que os sócios não transitavam mais pela estrada, foram cortados os eucaliptos maduros do dedo de terreno que aponta para o norte (a antigo parcela de Vendelino, Registro 9854, para quem acompanhou o mistério das terras.)

Mais árvores roubadas em 2009
As árvores tem valor. Sr. Darci, que comprou as terras no morro e plantou os eucaliptos, fez com o propósito de abastecer a olaria de um genro em Campo Bom. Enquanto o dedo para o norte comporta uma centena ou mais de "concessões residenciais" na "mapa de venda" de Celso Rossi, na realidade a estrada e os lotes somente existem em papel.

Era arborizado. Não é mais. As árvores não eram nobres nem nativos, mas o parque aqui perto de casa também tem um bosque de eucaliptos. Mais árvores podem ser plantadas, e em mais duas décadas, podem crescer. Mas o lugar não serve para uns bons anos para cabanas de veraneio.   

Onde foi o dinheiro das árvores cortadas em 2009? Não apareceu nas contas da Colina do Sol, da administração que tinha como presidente Etacir Manske, e como vice-presidente, João Olavo Roses. Foi parar na bolsa de alguém.

A devastação da cobertura dos eucaliptos.

O motivo da Assembleia Extraordinário do dia 30 de setembro, conforme fui informado, foi a devastação geral da cobertura de eucaliptos na Colina do Sol inteiro, menos na área do camping. A informação que recebi é de que a madeira valia era entre R$230 mil e R$300 mil. Eu fiz a estimativa de que antes do primeiro roubo, pelas fotos de Google Earth, a madeira valia R$400 mil, e o que sobrou depois do roubo de 2009 valia R$100 mil. Mas eu não pudia investigar no próprio terreno. A estimativa de R$230 a R$300 mil é razoável. 

O dinheiro não foi parar nas contas do CNCS. Sumiu, fui informado, que nem em 2009.

É uma quantidade expressiva. As terras da Colina do Sol, quando fiz o due diligence linkado acima, valiam uns R$340 mil como terra nua. O roubo foi de dois terços deste valor.

A conta é tua? E as árvores?

Uma das nossa temas recorrente aqui é: a conta é tua? Celso Rossi "doou" as terras para o Clube Naturista Colina do Sol, em troca de "títulos" e "concessões", que depois vendeu para uma boa grana,. Ele assegurou que não tinha nenhuma dívida que onerava as terras. Tinha, e aos montes.

Quando o julgamento devido aos Herdeiros de Gilberto foi pago, os sócios do CNCS pagaram R$25.225,40 da dívida de Celso Rossi, e pagaram uns R$8.500 de outra reclamação trabalhista.

Era uma dívida de Celso Luiz Rossi e da sua antiga mulher, Paula Fernanda Andreazza. Mas R$33.725,40 saiu das bolsas dos "sócios que pagam", para quitar a dívida.

Agora, as árvores são o patrimônio comum dos sócios da Colina do Sol. Foram roubados, e R$230 mil, pelo menos, não foi para o cofres do clube, mas para a bolsa de alguém.

Já falamos que dos "sócios que pagam" na Colina do Sol, e os "sócios que recebem". Se há dinheiro para pagar, é dos patos. Para receber, é privativo dos sócios classe especial.

Umas das árvores, as da parcela 2025, não pertencem aos sócios. Pertencem ao Banco BRDES. Alguém assinou como "depositário fiel", e é pessoalmente responsável pelo roubo do patrimônio. Só há duas maneiras de ir para a cadeia por assuntos não criminais no Brasil: devendo pensão alimentar - e como depositário infiel. Por uns dos terrenos, quem assinou era João Olavo Roses. Outro era Celso Rossi. Quem assinou para o terreno do registro 2025? Os papeis estão por aqui, mas estou com preguiça de verificar. E não sou eu quem vai perder sono sobre a questão.

O que fazer?

A corja da Colina do Sol ou tem os sócios muito bem treinados, ou colocou muito medo neles. Afinal, Fritz Louderback reclamou, e o que aconteceu com ele? Dr. André Herdy reclamou quando ele foi ameaçado pelo João Ubiratan dos Santos, vulgo "Tuca", com arma na mão e o que aconteceu com Dr. André? Wayne foi investigar o fraude do que ele foi vítima, e Colin Collins está morando na sua casa, e Celso Rossi no hotel que o dinheiro de Wayne construiu. Sirineu assinou reclamação contra Tuca, foi banido da Colina, e apresentado com uma conta enorme que as regras internas proíbem, supostamente para pagar a "segurança" que manteve ele e sua família fora da Colina.

Os "colineiros" sabem o que acontece com quem discorda da corja.

Pessoal, quando a diretoria do condomínio rouba R$230 mil, não se faz assembleia, nem renúncia coletiva. Há um procedimento próprio por isso, e chama-se de "Boletim de Ocorrência Policial". Depois, prestem queixa no Ministério Público.


Gente, é muito simples. Vocês foram roubados. Então chamem a polícia para prender os ladrões.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Cúpula dos Povos


Manifestantes na av. Rio Branco, ontem, durante a Marcha Global da Cúpula dos Povos
Pedro Kirilos/Agência O Globo
Hoje, o maior jornal do Brasil, a Folha de S. Paulo, colocou a foto abaixo na capa do caderno Cotidiano da edição impressa. A foto convide reflexões sobre a liberdade de expressão, o nudez , o protesto e a imagem.

Liberdade de expressão

Um dos maiores perigos que o naturismo enfrenta é a falsa acusação de pedofilia, muitos vezes fotos naturistas sendo apresentados para a imprensa como  "pornografia infantil", ou "a polícia encontrou fotos de crianças nuas" como justificava pela prisão.

Possuir ou tirar fotos naturistas, de pessoas de qualquer idade, não é crime. Seria útil a imprensa dizer isso. Mais útil ainda é quando a imprensa exercita a liberdade de usar a foto do nu, em vez de pontificar sobre o assunto. A Folha  imprime fotos de nudez de vez em quando, até na primeira página.  Já documentamos aqui no blog o uso de imagens de crianças nuas na grande imprensa brasileira. No uso do nu no protesto, "the medium is the message": o direito de usar o nu, e o direito de veicular a imagem, são ambos reforçados pelo uso.

Protesto

Pedro Kirilos/Agência O Globo
Agora, o que estes três estão protestando mesmo? A Folha mandou uma jornalista, Laura Capriglione - a mesma que produziu os primeiros textos sérios na grande imprensa sobre a caça às bruxas de Catanduva -  para Avenida Rio Branco, onde ela encontrou "todo tipo de protesto". Outro foto deste mesmo grupo, visto de costas, coloca o assunto em perspectivo: os recados estão sendo escritos com pincel atômico por um homem que veste uma camiseta Ché Guevara, o santo-coringa de tudo que é protesto da esquerda.


Nudez serve hoje em dia para chamar atenção. Certos eventos, como o World Naked Bike Ride, conseguiram banalizar o nudez público. Aqui, estes três conseguiram emplacar no capa de caderno do maior jornal do país, o fato de que eles estavam protestando. Protestando o que? O público não ficou sabendo, e acho possível que daqui não muitos anos, nem estes três vão lembrar exatamente que recado estavam tentando passar.


Nudez

Estou esperando um texto de naturistas ou nudistas reclamando do uso de nudez por estes jovens, porque "não são naturistas", e "aproveitaram o nudez para outra agenda". Felizmente, estamos aqui no blog Peladistas, onde é desnecessário fingir que a "filosofia" de não usar roupa é mais profunda do que a "filosofia" de usar chapéu.

A ideia de que  ha "naturistas verdadeiras" e outras que não são "verdadeiras" apesar de tirar a roupa é útil no naturismo brasileiro, onde já serviu na Colina do Sol para expulsar pessoas e confiscar aquilo para qual pagaram dinheiro.

Quando eu tinha a idade dos jovens nestes fotos,  tatuagem era bastante marginalizado. Uma jovem que apareceu no colégio com um piercing seria internado para tratamento psiquiátrica. Ambos estas modas se normalizaram. Não é mais necessário divulgar que um tattoo no braço não é sinal de uma ficha na polícia. A moda espalhou, a comunidade pequena cresceu. E se diluiu. Perdeu o espírito do grupo perseguido. Mas a ideia não é mesmo deixar de ser perseguido?

A banalização do nudez, em protestos públicos como este, ou eventos culturais como as peças de teatro do Zé Celso, serve para normalizar naturismo. Claro que fazer de naturismo algo normal, o tira dos seus "donos", ou melhor dito, dos seus exploradores. Sei porque eles não gostam disso. Mas não ligo.

A imagem
   
Vimos que estes jovens não estão nus: cobriram seus rostos. E porque?

Ele usaram seus corpos para chamar atenção para seu recado, seja lá  o que for. Mas escondendo seus rostos, mantém sua intimidade. O que importa se uma foto do seu peito ou pinto enfeita a capa do caderno do jornal, se ninguém sabe que é seu?

Já li vários relatos de naturistas novatos que acham bem mais fácil experimentar o naturismo social, se estejam longes de casa onde há pouco chance de encontrar qualquer conhecido. A camisa na cabeça fornece a mesma proteção contra conhecidos, ainda que confere um ar de rebelião de Febem.
 

O saldo do protesto

Creio que os jovens do foto atingiram seu alvo: foram para Rio de Janeiro, participaram de um grande protesto, aparecerem no jornal, e não duvido que houve música, cerveja e sexo. Seu "recado" não foi passado, mas foi algo que eles não cogitaram cinco anos atrás e não lembrarão em mais cinco.

Mas vão guardar o foto de jornal para mostrar para amigos, colegas, e talvez um dia filhos e netos.

O "causo" que ganho com este protesto foi naturismo, ou pelo menos peladismo. Os leitores do jornal foram expostos ao nu em público, e o céu não caiu. Outros jovens, com outros "causos", vão ver de que com mil palhaços na Avenida Rio Branco, num protesto que lembrava os desfiles da Avenida Marquês de Sapucai, foi esta a imagem escolhida para a capa do caderno. Haverá imitadores.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Inquérito Civil Público Federal


Do Diário da União, segunda-feira 05 de setembro de 2011, Seção 1, página 180:

PORTARIA No- 322, DE 13 DE ABRIL DE 2011
Procedimento Administrativo nº
133000004028/2003-71 CONVERSÃO
EM INQUÉRITO CIVIL PÚBLICO
O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, pelo Procurador da República signatário, com fundamento no art 129 da Constituição Federal, regulamentado pelos artigos 5º a 8º da Lei Complementar nº 75/93, e na Resolução nº 87 do Conselho Superior do Ministério Público Federal – CSMPF:
CONSIDERANDO que cabe ao Ministério Público instaurar inquérito civil para apurar a ocorrência de fatos que digam respeito ou acarretem danos efetivos ou potenciais a interesses que lhe incumbam defender (art 8º, § 1º, da Lei nº 7347/85 c/c art 1º da Resolução nº 87/2006, do CSMPF);
CONSIDERANDO que incumbe ao Ministério Público a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis, nos termos do artigo 127 da Constituição Federal;
CONSIDERANDO que, nos termos do art 129, III da Constituição Federal e do art 6º da Lei Complementar nº 75/93, é função institucional do Ministério Público Federal promover o inquérito civil e a ação civil pública para a proteção dos interesses individuais indisponíveis, difusos e coletivos relativos ao patrimônio público e social e à probidade administrativa, dentre outros, inclusive promovendo a responsabilização respectiva;
CONSIDERANDO os princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, previstos no art 37 da CF/1988 e os princípios da supremacia do interesse público sobre o privado, da finalidade, razoabilidade e proporcionalidade, implícitos do texto constitucional;
CONSIDERANDO que a atual Constituição, em seu artigo 225, dispõe que: "Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações";
CONSIDERANDO que a Lei nº 6938/81 estabelece, no seu art 2º, que: "A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivoa preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País, condições ao desenvolvimento sócio-econômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana, atendidos os seguintes princípios: I - ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico, considerando o meio ambiente como um patrimônio público aser necessariamente assegurado e protegido, tendo em vista o uso coletivo; ()";
CONSIDERANDO a existência de Procedimento Administrativo nº 133000004028/2003-71 versando sobre implantação de projeto naturista na Praia de Pedras Altas, em Palhoça/SC, bem como o tempo decorrido desde sua autuação no âmbito do Ofício do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural da Procuradoria da República em Santa Catarina, determino a
CONVERSÃO deste Procedimento Administrativo em INQUÉRITO CIVIL PÚBLICO tendo por objetivo apurar os fatos acima descritos e outros a eles correlatos
Para tanto, determino:
  1. a abertura, registro e autuação de Inquérito Civil Público,com a seguinte ementa: Meio Ambiente Implantação de projeto naturista Praia de Pedras Altas Palhoça/SC Risco de Privatização da Praia ;
  2. a comunicação e remessa de cópia desta Portaria à 4ªCâmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal,solicitando a devida publicação;
  3. após, o retorno dos autos a este Gabinete para novas providências

WALMOR ALVES MOREIRA


 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Convocação na Praia do Pinho

Recebemos via Orkut um anúncio do sr. Valdir Ney Hardtke de Melo, um cancelamento e um convocação, com notícias de um fim e de um começo.

No dia 21 de janeiro, Valdir pretende encerrar o ONG Naturistas Praia do Pinho, para começar o ONG Naturista e Ecolôgico do Brasil, de âmbito nacional.

O novo ONG pretende defender Naturismo. Mais útil seria um ONG para defender naturistas.

Mas esperamos que em 21 de janeiro dá sol para a praia, e para o novo ONG de Valdir.

 
CANCELAMENTO DA ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA DO DIA 30 DE DEZEMBRO DE 2012 POR FALTA DE CHAPAS DE CANDIDATURAS INTEMPESTIVAS E CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DO TÉRMINO DA GESTÃO 2010 à 2012:

Convoco Assembléia Geral Extraordinária conforme estatuto desta entidade para formalizar o término do mandato da atual diretoria biênio 21 de janeiro de 2010 à 21 de janeiro de 2012, e em ato contínuo formalizar a extinção da referida entidade propondo a transformação desta em ONG NATURISTA E ECOLÓGICA DO BRASIL, com a finalidade de defender o NATURISMO e o MEIO AMBIENTE em todas as áreas naturistas do Brasil; a realizar-se dia 21 de janeiro de 2012, sábado, às 16:00 horas e 16:30 horas respectivamente em segunda chamada, nas areias da Praia do Pinho, cidade de Balneário Camboriu, neste estado de Santa Catarina, ficando a partir daí o endereço de sua sede administrativa o endereço do Presidente da referida ENTIDADE.


Balneario Camboriu, 21 de dezembro de 2011.



ONG NATURISTAS PRAIA DO PINHO
VALDIR NEI HARDTKE DE MELO ZILMA SEIDLER
PresidenteSecretária Geral
 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Fevereiro em chamas

Fevereiro em chamas
As dolorosas consequências dos efeitos do aquecimento global são um fato irrefutável somente negado pelos imbecis e por grandes corporações capitalistas que estão pouco se importando com a alta das temperaturas, mas que são capazes de produzir guerras quando o assunto é a queda nos lucros.

Mesmo que isso cause a destruição do planeta, o capitalismo em sua essência é movido por sentimentos gananciosos, adjetivo que costuma causar cegueira entre os homens. Os fracassos das Conferências Climáticas de Genebra e Copenhague estão ai para provar a que ponto chega a insanidade humana.

Em nosso país o fato é que o mês de Fevereiro já está batendo recordes na média histórica de chuvas no sul e calor no centro-oeste, sendo antecipadamente considerado o mais quente dos últimos seis anos. Se as previsões se concretizarem o futuro nos aguarda em forma de secas prolongadas e chuvas torrenciais. Esse novo quadro climático mundial está já há algum tempo produzindo um novo fenômeno de migrações em forma de hordas de miseráveis que não tem mais em sua terra natal a possibilidade de sustentar suas famílias. O surgimento do refugiado climático é a nova mazela que bate as portas do mundo atual. Algo importante a se pensar é que todo migrante sonha poder um dia voltar a sua terra, mas esses refugiados climáticos terão obrigatóriamente que se adaptar a uma nova realidade, porque não existirá mais condições sobrevivência em seu próprio país de origem.

Esse fenômeno já está sendo presenciado no Brasil pelas vítimas das enchentes em Santa Catarina, Maranhão e São Paulo onde em alguns locais inundados simplesmente a água não evadiu mais. Especialistas da ONU estimam que de 200 a 250 milhões de pessoas serão forçadas a sair de suas terras até o meio do século.

Está em nossas mãos o futuro do planeta. Pequenas atitudes podem efetivamente ajudar. Acredito que não seja necessário dizer quais são.
Laércio Júlio da Silva é diretor da Federação Brasileira de Naturismo (FBrN) e presidente da Associação Goiana de Naturismo, o Goiasnat.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

COPENHAGUE E NATURISMO


Evandro Telles de Oliveira
26/12/09
  

Foi encontrado um animal com fraturas expostas e imediatamente o levaram para uma clínica para tratamento, o que aconteceu com ele? Foi pisado, bateram com pauladas em sua cabeça e o chutaram. O pior disso tudo foram crianças na porta de uma escola. O pobre do animal pensou que tendo crianças, ali encontraria algum carinho. Ao contrário, só foi mal tratado e massacrado. As nossas crianças estão mais agressivas ou está havendo alguma falha dos pais e professores na sua educação? Perguntas que ainda estou procurando respostas.

Alguém que está lendo esse texto poderá questionar. Sim, o que tem isso a ver com os 192 representantes de diversas nações reunidos para tentar resolver sobre o clima na terra e o que tem a ver o fato acima mencionado com o naturismo?
Dentro de uma teoria chamada “quântica” todas as coisas estão interligadas, o prego que sustenta a estrutura do telhado da casa tem a mesma importância do cimento que é usado para realizar a sua base. Esse conjunto é que torna possível a sustentação do imóvel.

O naturismo tem, sim, responsabilidade também com nossos animais, provavelmente nem tanto quanto os protetores, mas precisa também ter o envolvimento com as questões ambientais. Se continuarmos nesse raciocínio, chegaremos à conclusão que a nossa maior defesa é com a VIDA.

Fico pelado porque gosto, coloco-me numa posição de igualdade entre os demais, passa não existir os preconceitos, repercute na minha integração com os demais participantes desenvolvendo amizade e solidariedade, me sinto parte da natureza que utilizo para o meu bem-estar físico e mental e procuro defendê-la para preservar a VIDA.

No Naturismo sempre citamos o “Respeito” como um dos principais objetivos a ser alcançado. Tanto é que na sua definição é citada “QUE TEM INTENÇÃO ENCORAJAR O AUTO-RESPEITO. O RESPEITO PELO PRÓXIMO E O CUIDADO COM O MEIO AMBIENTE”. Só que essa palavra é ampla, pode significar respeito para com o ser humano, com os animais, com o meio-ambiente, com os compromissos assumidos, com o horário marcado, com o dinheiro, com as opiniões contrárias, etc.
Sem considerar o problema ambiental para ser debatido, o movimento naturista perde o sentido e deixa um vazio, torna-se um movimento sem valor, o que não é o caso.

Na sua essência o Naturismo é uma filosofia que mostra que podemos viver em harmonia com a natureza, mas a cada ano que passa o ser humano a destrói colocando em risco a nossa própria sobrevivência e os detentores do poder o que fazem? Simplesmente nada porque o sistema econômico não quer perder o domínio do dinheiro.
É difícil salvar os lobos sem sacrificar as galinhas.

O texto escrito pelo Ven. Dr K Sri Dhammananda sobre atitude Budhista quanto à vida animal afirma de uma forma bem clara “A crueldade do homem em relação aos animais é uma outra expressão de sua ganância incontrolável. Hoje destruímos os animais e os privamos de seus direitos naturais para nossa conveniência. Mas já estamos começando a pagar o preço por esse ato egoísta e cruel. Nosso meio ambiente está ameaçado e se não tomarmos medidas severas para a sobrevivência de outras criaturas, nossa própria existência na terra pode não estar garantida.”

Não é surpresa para ninguém que a reunião desses representantes em nada iria contribuir. Afinal, as arrogâncias, os descasos e as agressões que causamos vêm desde cedo, lá na escola do 1º grau já se praticavam as injustiças contra os mais fracos. E como não é com a gente, calamos, ignoramos, achamos que nada temos com isso, meu caso é somente com o naturismo. Mas somos sim, todos responsáveis por delitos sociais que, apesar de nos sentirmos impotentes, também nada fazemos para mudar o quadro.

Cobramos muito e damos pouco em troca. É preciso levar ao conhecimento dos naturistas não somente a consciência da nossa nudez, mas também outros assuntos igualmente importantes. Queremos divulgar o estilo de vida dos naturistas para muitos que somente ouviram falar. Possuem a curiosidade, mas não procuram informações sobre o assunto. Do mesmo modo não podemos aceitar a nossa prepotência de acharmos que outros conhecimentos das ciências sociais em nada poderiam contribuir para com o naturismo.

O Laércio, diretor da FBrN e Presidente do Goiasnat tem nos mostrado por meio dos seus artigos, que os naturistas também se preocupam com as questões ambientais. Despertam em nós a consciência da nossa natureza e que o modelo econômico criado para nos proteger é o mesmo que poderá nos exterminar. Será que somos realmente o câncer da terra?

Sem termos uma noção exata do papel que temos que desempenhar e da dimensão que atingimos na defesa da nudez humana, ficaremos vulneráveis com os argumentos e ataques de pessoas radicais que ainda estão presas nos falsos valores sociais, mesmo com todas as informações hoje disponíveis, não se descobriram.

O Naturismo é rico, filosoficamente falando, pode ser estudado em muitas disciplinas das Ciências Sócias, tais como Psicologia, Antropologia, Psicanálise, etc. É necessário incentivar trabalhos acadêmicos e ao mesmo tempo assumir em toda a sua essência e com orgulho dizer SIM, SOU NATURISTA, DEFENDO A VIDA NA SUA PLENITUDE.. 

 Espero que no III Encontro Latino-Americano que deverá ser realizado nos dias 5, 6 e 7 de Março/2010 na Colina do Sol não venham discutir somente a evolução do naturismo como aumento do número de adeptos e sim a evolução no sentido cultural, mostrando que também somos responsáveis para descobrir o porquê da agressividade com que nossos animais são tratados. Devemos nos conscientizar também que somos, na realidade, APENAS UM, e o respeito que tanto defendemos deve ser estendido em todo nosso relacionamento social.

Evandro Telles de Oliveira
26/12/09