quarta-feira, 4 de abril de 2012

Fotos de crianças nuas: Pacheco explica

Com esta imagem evitamos danos duplos.
Poupamos Marcelo Pacheco do uso da sua imagem.
E poupamos nossos leitores de uma imagem de
Marcelo Pacheco.
Damos a palavra hoje para Marcelo Pacheco, dono e editor da revista Brasil Naturista e do site www.pelados.com.br. É difícil conseguir os pensamentos originais de sr. Pacheco - até o nome da revista era de outro, e ele registrou como sendo seu - mas conseguimos para nossos leitores as palavras dos seus advogados, em juízo. Mais sincero, impossível.

O caso é 015/1.09.0002398-2, na comarca de Gravataí, RS, onde Marcelo Pachedo está sendo processado por ter colocado na capa da sua revista o filho de quatro anos de Luciano Pinheiro Fedrigo. Preciso tirar o chapéu para os defensores de Pacheco pelo seu discernimento e cultura na escolha da quase a totalidade das evidências apresentadas:  anexaram ensaios de raro profundidade e lucidez sobre naturismo brasileiro, ainda que com estranhas falhas de português.

Porém, apesar dos anexos que comovem pela força implacável da sua lógica, confesso que não consigo seguir os argumentos dos advogados. Com meu entendimento leigo de direito, umas contestações soaram falsos, o que foi confirmado por advogado. Por exemplo, não é verdade de que quem foge de oficial de Justiça durante três anos ganha como prêmio o direito de não pagar. E as afirmações que os advogados fazem sobre o papel de Marcelo Pacheco no caso Colina do Sol são irrelevantes, mas também são mentiras. Se Pacheco mentiu para os advogados, ou os advogados mentiram para o juíz, não sabemos.

Mas vamos ao Pacheco sobre fotos naturistas. Ele esclarece, por meio dos seus advogado, de que:

Naturista não sofre dano quando foto seu pelado é publicado:

Observa-se de que o menino que é sustento da presente ação, filho do autor Luciano, irmão de Cristiano e afilhado de André Herdy, na época Presidente da Federação Brasileira de Naturismo, estava no evento com os padrinhos e este autoriza formalmente o uso da imagem. A presença do menino em eventos naturistas é uma constante, já que residia na Colina do Sol, reduto exclusivamente naturista, portanto a sua presença nu, embora a foto assim não o demonstre, não lhe causa qualquer abalo ou dano.

Permissão dos pais para publicar fotos pelados dos seus filhos não é necessário, se, no opinião do fotógrafo, "Os pais do menino se no local estivessem teriam autorizado ..."


Os pais do menino se no local estivessem teriam autorizado, como fez o padrinho, as fotos do menino, e a divulgação desta no Portal e na Revista, pois participaram e ainda participam do convívio próximo com o naturismo. Vide documento anexo que dá conta de que eles teriam inclusive lote residencial na Colina do Sol, local, que como dito anteriormente e de conhecimento público, é exclusivo reduto naturista.

Naturista acho normal que seja fotografada nu para e sua imagem seja vendida:

... e um fato corriqueiro e normal no mundo naturista, não tem apenas este vertente. Ora, se todo mundo está despido, se todas as fotos retratam o local e as pessoas, as pessoas aparecerão nas fotos, do modo que estão: nus. Não se susteniara a pretensão indenizatória, senão pela pretensão locupletacionista, não fosse outra a vertente auxiliar na inclinação do autor.

E sendo que o nudez é "um reflexo de verdade", os naturistas não se importam em ter seus fotos, ou os fotos dos seus filhos, assim expostos:

Daí a troca de um posicionamento que, caminhando ao lado da cultura naturista, e dela participando ativamente, traveste-se num novo entendimento, desta feita sentindo-se lesado por uma colheita de cena, que o menor - filho do autor - participara desde sempre, pois como diz a própria inicial, e que é reflexo da verdade, o menino criou-se na Colina do Sol, e convivendo com o naturismo. Portanto uma cena que reflete apenas um evento naturista, e que de forma alguma expõe o menino. Sinalando-se de que o padrinho do menor, que o leva ao evento, e que era, na época Presidente da Federação Brasileira de Naturismo, autoriza a foto.
Observa-se, e as publicações assim o demonstram que o movimento naturista é formado por famílias, e com regras rígidas de ética.

Pacheco esclarece para nos que o uso da foto sem permissão e sem compensação não deve ser indenizada, porque isso uso comercial é "sem ofertar ao mesmo qualquer prejuízo":

...exibição da foto alcança ao menor, filho do autor, de modo contextualizado, sem ofertar ao mesmo qualquer prejuízo, mormente por ser ele, e sua família, oriundo e praticante do naturismo e por estar no evento (Primeiro Acampamento Naturista do Sul do Brasil) assim como os vídeos e as publicações refletem eventos familiares.

Então, assim são as explicações de Sr. Marcelo Pacheco para a Justiça sobre a publicação e a distribuição pelo Internet de fotos de menores nus.

Quem discorda dele, pode reclamar com a Federação Brasileira de Naturismo. Ou pode reclamar no meio democrático das listas naturistas.

Nos próximos dias, vamos brindar nossos leitores com mais revelações de naturismo de Marcelo Pacheco, e dados exclusivas sobre o tamanho inacreditável do império de comunicação comandado por este barão da mídia naturista. Fique ligado!

sábado, 17 de março de 2012

E o ventou levou Colina dos Ventos

O Jornal Olho Nu desta mês traz o final da rumoroso caso "Colina dos Ventos". Parece que não somente o caso é extinto, mas também o Colina dos Ventos não é mais naturista, conforme Olho Nu informa.

O dito pelo não-dito



Naturismo é uma conta de fadas, pela notícia. A Colina do Sol saiu da FBrN; o link continua lá no site do FBrN, mas não há menção do FBrN na página da Colina. O link da Colina dos Ventos continua, mas leva para um site "em manutençaão". Da mesma maneira, ouvimos que há um hotel na Colina do Sol, (erguido em terras do clube, com terras que o sócios achem que são deles, hipotecadas para garantir a dívida do hotel.) Mas o Hotel Ocara não aparece no site da Colina do Sol. 

Lembre um pouco da Coreia do Norte, onde um hotel inacabado de 105 andares domina a paisagem, a não ser em fotografias oficiais, onde Photoshop deixe o hotel acabada, ou some com ele por inteiro. Antigamente os estudiosos dos regimes totalitários estudavam cuidadosamente as fotos do palanque nos grandes desfiles, para ver quem estava mais próxima do poder - e quem tinha sumido por completo. 

A mesma técnica é preciso para acompanhar o naturismo brasileiro, onde qualquer notícia que não aceita tingimento cor-de-rosa, simplesmente não aparece. 
O caso Colina dos Ventos

Para relembrar o caso, um hóspede do recém-inaugurada pousada "Colina dos Ventos", perto da praia de Tambaba, reclamou do serviço no pacote de Natal 2009-Revillion. Houve um um assalto à pousada, e depois os hóspedes descobrirem que estavam trancados no lado de dentro do empreendimento. Jornal Olho Nu publicou a carta do naturista, que reproduzimos no blog .

A carta foi seguido por um "direto de resposta" da pousada, para qual nós aqui também demos espaço, como fez Pedro do Olho Nu.  Tudo bem, mas depois veio este processo, agora encerrado, e uma imposição da FBrN:
Urgente para não cair no mesmo erro nosso
Mensagem enviada por Renato Mertens, de São Paulo, SP, retirada por determinação da Presidência da FBrN em 21/01/10

A FBrN respondeu com uma emenda pior que a soneta:
 ...estranhamente, o Sr. Renato não encaminhou sua denúncia diretamente à Federação Brasileira de Naturismo, que é sabidamente a única instituição competente para receber, acompanhar, analisar, apurar e julgar denúncias que envolvam sua filiadas. 

Há mais uns bobagens do Sr. José Antonio Tannus, que começou sua presidência numa eleição conduzido ilegalmente às portas fechadas, sua último momento memorável sendo de palhaço para a imprensa televisiva humorística no ELAN em 2010. Conquistou o respeito que merece.

O golpe já estava em curso

A reposta rápida e emocionada da FBrN tinha que ter uma explicação. A reclamação tocou um nervo, mas qual seria?

Não demorou muito a aparecer a explicação, mas não foi no nordeste brasileiro, mas na Europa. Um daqueles que vive de naturismo, e que tinha procurações por 9 do total de 27 votos no conclave ou conchave que elegeu Tannus, estava tentando vender para naturistas alemães, uma participação na pousada Colina dos Ventos.

Pelo que ouvimos, a proposta era de vender 25% de participação na pousada pela soma de € 100.000: mais ou menos R$250 mil. Alertamos os "hermanos" do outro lado do mar do golpe, com riqueza de detalhes. Parece que a parte à venda tinha sido comprado não com dinheiro mas com uma "nota promissória": garantido por notas de 500 escudos com a tinha fresquinha, óleo de soja, palitos de fósforo, ou algum equivalente.

Pressa excessiva?

A FBrN reclamou da carta no Olho Nu sobre Colina dos Ventos, de que a reclamação tinha sido levado a pública com pressa excessiva. Era excessiva mesmo? Para quem estava pronto para pagar uma reserva antecipadamente, teria chegado em boa hora.

A notícia do golpe em curso motivou a resposta rápida daqui, pois uma vez feito o "investimento", o dinheiro não seria recuperável.

Foi uma decisão acertada? Que a Colina dos Ventos não é mais naturista, é um sinal de que o plano empresarial não era assim tão bom. O mercado de naturismo não é garantia de lucro.  Se um investidor tinha colocado seu dinheiro no empreendimento, teria o perdido.

O plano de Colina dos Ventos talvez foi que nem do Hotel Ocara: vender o empreendimento para otários na fase de sonhos, antes que a realidade aparece. Uns dos mesmos nomes, e seus fantoches, aparecem nas duas negociatas. 


Quem vai investir em naturismo?


Nossa alerta contribuiu para abortar o golpe, como contribuiu a carta no Olho Nu. Algum naturista europeu é € 100.000 mais rico do que teria sido, sem estas alertas.

No outro lado, há um "naturista" brasileiro que é € 100.000 mais pobre, pois não conseguiu passar o mico para frente. Isso é ruim?

Não é ruim, não. Um dia o naturismo vai precisar de investimentos, quando ele se livra dos erros do passado, e virar uma maneira de ganhar dinheiro trabalhando e atendendo o mercado, e não tentando realizar todo o lucro de um empreendimento antes mesmo que as portas abrem. Há a necessidade de que gente séria entrar no ramo, e ainda mais, que os corsários sejam varridos dos mares de naturismo brasileiro, e melhor ainda, que seriam varridos para dentro do xadrez.

segunda-feira, 5 de março de 2012

O naturista deve levar toalha. E mordaça?

Conheci a praia de Abricó fim de semana retrasada, mas não encontrei o nobre Pedro Ribeiro, editor do Jornal Olho Nu, e o fundador, a luz, o verdadeiro Marquês de Abrico.

Porque não encontrei? Porque ele estava em Tambaba, não de passeio, mas respondendo um processo:  uma tentava de amordaçar o Jornal Olho Nu. Os leitores habituais da imprensa naturista vão lembrar que Pedro publicou uma carta sobre a pousada Colina dos Ventos, onde parece que todos os hóspedes que compraram o pacote de ferias do fim do ano, abandonou o lugar antes de Revillion - mas depois de um assalto. Pedro retirou a matéria do site (e nós o publicamos aqui) e tem escrito muito pouco sobre o assunto, mas disse que foi processado pelos responsáveis pela Colina dos Ventos.


Não é para confundir com a outra pousada do mesmo nome funcionando desde 1995 em Fernando de Noronha.


O site do Tribunal de Justiça de Paraíba informa que o processo 041.2010.000.834-5 movido por "POUSADA SUNPLENTY LTDA." , foi "extinto sem julgamento do mérito". Mérito não tinha nenhum: a publicação de uma carta alertando turistas potenciais de um hotel que não atende as exigências mínimas, cabe perfeitamente dentro da liberdade jornalistica.

Recentemente, a Folha de S. Paulo escreveu da despesa e da dificuldade de responder às dezenas de processo movidos contra o jornal, em todos os cantos do pais, pela Igreja Universal. Na época, a advogada do jornal, Dra. Taís Gasparian, comentou isso comigo, quando conversei com ela em frente da igreja católica de Taquara, no meu celular grampeada pela promotora da comarca, Dra. Natália Cagliari.

Matéira no Yahoo ontem fala do jornalista do Pará condenado por ter denunciada o maior grilagem do País, artigo semelhante se encontra aqui, com o título "A censura pela intimidação".

Ambos os artigos falam a mesma coisa: até para a imprensa grande, processos sem mérito servem para tentar calar a boca do jornalista. No caso do grilagem, apesar do registro das terras - maior de vários estados brasileiros, e maior de uns países - foram cancelados, mas o jornalista perdeu o processo. Grilagem assim não se faz se a participação do judiciário, ele disse.

Como então fica para um jornal sem fins lucrativos, com Jornal Olho Nu, que existe devido ao noblesse oblige do Pedro? A despesa de responder um processo destes, o custo de passagens, o atrito causado até por um processo na justiça especial, que demorou no caso dois anos, serve como uma maneira não muito velado de calar um jornalista que desagrada.

Pedro retirou a carta do ar, mas não disse se for devido a um liminar, um simples ameaça, ou uma tentativa de usar o conselho de "ética" da FBrN contra ele. Nós publicamos a carta aqui. (A índice de Blogger está tendo um tremelique no momento, mas depois coloco o link).

Ainda, ouvimos que o motivo de tanto rebuliço, era que a Colina dos Ventos, estava a venda. Aparentemente no mesmo molde que o Hotel Ocara: vende-se o empreendimento na "fase de esperança", antes que a realidade pode murchar o valor.

Ná época, ouvimos de um amigo na Alemanha que uma aproximação foi feito a um clube naturista de lá, e publicamos uma alerta, Colina dos Ventos, clear and present danger, que foi circulado em listas naturistas europeias, e espero que tenho evitado que algum alemão chegasse a sofrer o mesmo destino que Dana Wayne Harbour, que perdeu toda sua poupança no fraude do Hotel Ocara, antes de morrer num "assalto". Pelo menos a Colina dos Ventos continua a venda pelo menos no Internet: quem tiver a paciência para assistir o slide-show pode reconhecer vários dos "suspeitos de sempre".


A Praia de Abricó parecia um lugar sossegado, que funcionava muito bem sem as vários jabuticabas da era vermelho de naturismo brasileiro, como a proibição de solteiros desacompanhados. Ainda não sofreu da atual onda de acusações falsas de pedofilia que viraram praxe na politicagem naturista, e que continuará parte até que algum acusador seja preso por denúncia caluniosa.

Vi no Abricó o que é essencial, e o que é dispensável, para o naturismo. A FBrN e suas regras homofóbicas, sua "conselho de ética" de paus-mandados, sua pequeno bando de gente que enriquece vendendo castelos nas nuvens antes que o vento soprar - são dispensáveis. Os naturistas que recebem novatos sem se preocupar em como os separar do seu dinheiro, que contribuem para naturismo que vez de exigir que ele os sustenta, que vejam a ética como guia e não como chicote - estes são essenciais.