sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

As roupas fazem o homem?

No Congresso INF em Tambaba em 2008, falei muito com os jornalistas. Alertei a moça de G1 sobre o Orquestra de Violões de Paraiaba que não sabia de antemão da nudez, dando uma matéria que o editor dela elogiou.
Respondi umas perguntas de jornalistas, também. Um diálogo padrão era:
Repórter: Você é naturista ...
Eu: Não, não sou naturista.
Repórter Mas ...
Eu: Você foi enganada por meu disfarce barato.
As roupas não fazem o homem. Tirar as calças não faz um naturista; vestir um terno não faz um executivo.

Fritz Louderback vendeu sua casa na Colina do Sol, e levou sua família para os Estados Unidos. Foi Fritz que adequou a infraestrutura da Colina, colocando outra rede elétrica e outra caixa de água.

João Olavo furou um novo poço para a Colina.

Afinal, Fritz fazia isso, porque João Olavo não pode?

Recebi notícias ontem, de que o novo poço, em frente à casa da Glacy, chegou a 80 metros - sem encontrar água. Se for verdade, é muita coisa - afinal, aquele morro é nem 200 metros acima do mar, e Maurício longe em frente na Chacara da Pedra, para onde migraram todos os fregueses do camping do Tuca, encontrou água a 60 metros.

Fritz Louderback é um engenheiro - não aquele tipo específico, mais ainda assim, um engenheiro. E João Olavo, pelo jeito, não é. Ter o 'poder' não é o mesmo que ter o 'pode fazer'.

Ouvi também que estão fazendo reuniões na antiga casa do Fritz, que nem ele fazia.

Mas a roupa não faz o homem, o castelo não faz o rei.

Recebi ontem, pela lista Peladistas Unidos, postagem do "blog da Glacy", com fotos do "casal João Olavo e Rayssa".  Glacy não fala da Astrid, a mulher anterior de João Olavo. Nem fala do poço, mas também o blog esta hospedado pelo Brasil Naturista, que somente noticiaria se desse água - e neste caso, provavelmente diria que deu vinho.

Mas vendo o foto acima, pensei, "Coitado!"

Sr. João Olavo, as roupas não fazem o homem.

Nem o chapéu.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Eleições locais e nacionais

Ao mesmo tempo que a eleição para FBrN está acontecendo em Balneario Camboriu, haverá eleições para a diretoria de Sonata em Tambaba, e para o conselho de Colina do Sol.

Sr. Joaquim Salles, escreveu para a Comissão Eleitoral da FBrN, pedindo a impugnação de candidatura dos Sr. Etacir Manske, Sr. João Olavo Paz Roses e Sr. Marcelo Pacheco, que estão concorrendo tanto nas eleições de Colina do Sol, quando da FBrN. Sr. Joaquim não recebeu nenhuma resposta oficial - evidentemente, a comunidade naturista brasileira é tão grande, e ele é tão pouco conhecido dentro dela, que não mereceu uma resposta.

Porém, veio uma resposta, dos anfitriões:

Quero nesta oportunidade solicitar a presença do acusador a presença no XII Congrenat, pois zelo pela verdade, e não aceito nenhum tipo de falcatruas de quem quer que seja, peço que venha ao ato e traga as provas correspondentes as acusações que seria implacavel na minha decisão..Saudações
Valdir Nei Hardtke de Melo
ONG NATURISTA E ECOLÓGICA PRAIA DO PINHO
Joaquim está com serviço urgente, mas meu trabalho, mais portátil, permite que viajo. Se a sessão formal não quer me ouvir - resta o informal. E resta a imprensa.

Sonata

A eleição de Sonata parece meio sem sentido. A prefeitura de Conde tirou a administração da praia da Sonata, e parece que até mudou o concessionário do bar e pousada. Mas assembléia teve no Dom Quinzote, e eleição haverá.

A situação em Tambaba é crítica. O Ministério Público está atrás de um TAC proibindo crianças na praia; a prefeitura reduziu o tamanho da praia em mais de dois terços; um grande construtora está querendo instalar um condomínio exatamente atrás da praia des-naturalizada, que tenderia para a privatização efetiva da praia.

Quem vai defender a praia de Tambaba? Bem, Nelci Rones Perreira de Sousa sempre defendeu a praia, mas quando ele mesmo precisava de defesa, descobriu que os naturistas são menos bronzeados, do que amarelos.

Para ser o rei da praia, sempre há candidatos. Para ser o rei João Sem-Terra, terá menos pretendentes. E sabendo quanto estrago faz uma acusação leviana, e quanto pouco apoio receberiam dos seus pares, é difícil imaginar que vai querer se opor ao empreendimento planejado para engolir Tambaba.

Colina do Sol

Se a eleição de Sonata é sem sentido, a da Colina do Sol está na surdina. Sem que houve nenhuma notícia na imprensa naturista, ou nenhuma email para os sócios, já encerrou-se o prazo para candidaturas.

Publiquei a lista de candidatos, no blog www.calunia.com.br. E publico aqui uma notícia que acabei de receber:


EXTRA EXTRA EXTRA!
Noticia Extraordinária!
João Olavo retirou em definitiva sua candidatura ao conselho às 12:25 de madrugada depois da reunião extraordinária em que ficou sabendo que ...
Na Colina do Sol, conhecem João Olavo. Conhecem, e não querem mais. Conhecem algo que o fez retirar sua candidatura de madrugada.

Minhas informação são inexatas, algo sobre um documento roubado, e um queixa criminal.

O motivo exato é um pouco menos claro - algo a ver com um documento roubado e um processo criminal.

Porém, os eleitores da FBrN devem verificar o motivo que apareceu nas altas horas da noite para que João Olava retirasse sua candidatura. Algo que o desqualificou para "Conselho Disciplinar" de um pequeno condomínio, não o desqualificaria para a presidência da Federação Nacional, também?

O morte de Wayne Harbour

Menos de três semanas antes da prisão de Dr. André Herdy, o americano Dana Wayne Harbour, de 79 anos, morreu sufocado em sua casa na Colina do Sol, durante um "assalto".


Wayne era sócio de Celso Rossi no Hotel Ocara. Ele colocou R$250 mil; Celso e sua esposa Paula Andreazza entraram com um terreno que diziam era onde ficava o hotel, mas na verdade era outro, quase sem valor. Com seus R$250 mil, Wayne ganhou 20% do hotel; com seu terreno de uns R$5 mil, Celso e Paula ficaram com 80%.

Percebendo que foi enganado, Wayne juntou provas. No dia seguinte da sua morte, um vizinho viu que Colin Collins tirou os papeis de Wayne da sua cabana.

Foi mesmo um assalto? Bem, depois de beber uma dúzia de cervejas na cabana de Wayne - aguardando seu morte, talvez? - assaltaram a cabana de outro casal. Como nem Wayne, foram amarrados com fita, a mulher ameaçada de estupro, e os 13º salário dos seus funcionários, roubado.

E assaltaram a casa de João Olavo. Um homem de sorte, João Olavo. Tinha acabado a fita, então ele e sua família não foram amarrados. Levaram somente o carro dele, que foi encontrado o dia seguinte, sem nenhuma arranhão.

Um homem de grande sorte, João Olavo. E dizem que pessoas fazem a própria sorte!


Bombardeio

O boletim que recebi com os nomes dos candidatos, lista três nomes como "em análise e Validação", que quer dizer que foram impugnados. Dois são da corja, João Olavo Paz Rosés, e a eterna capitão da corja, Celso Rossi.

Mas o que ouvi, é que estes não foram as únicas impugnações. Recebi um recado, um pedido de que os natuistas do Brasil sejam informados

"que as pessoas que estão concorrendo a eleição da Colina é por impugnação e não por mérito, e também que os mesmos estão concorrendo a eleição da federação."
Mas somente há um outro nome na lista, Guilherme Barcelos Rodrigues, que creio que é o jovem que trabalhava na portaria. Ouvi que foi demitido por não ter barrado um casal homossexual, em que caso, pontos para ela. O que sobra no naturismo é preconceito e tentativa de excluir este ou aquele.

Como reconciliar este recado, então, com a falta de outros nomes?
Acho que é simples. A corja não conseguiu barrar os outros nomes, e estão com medo.

Estão perdendo. Os sócios da Colina finalmente pegar a coragem nas mãos, e resolverem que não vão aguentar mais. Os tentativas da corja de barrar quem que for, foram negadas. Barradas foram a corja.

Um fim comum?

Vou repetir algo que passei pelo email ontem. A propaganda eleitoral da chapa única, oferecendo João Olavo, Etacir Manske e Marcelo Pacheco para a Federaçaõ, oferece um "plano de ação" Escrevi ontem:

Depois, há o "Conceito da Federação: Associação de entidades para um fim comum."

Duvido que seria isso, se foram mesmo eleitos João Olava, Marcelo Pacheco, e Etacir Manske.

Um "fim comum"? Isso sugere uma cova rasa.

Creio que a eleição deste trio levaria a Federação, e as entidades associadas, para um fim no estilo do Hindenberg ou Titanic. Não comum, mas espetacular!

Lí que Congrenat terá festas, mas ninguém divulgou se seriam temáticas. Se não for tarde demais, aqui minha sugestão para a tema da festa, "O Baile da Ilha Fiscal". E para a bebida, Kool-Aid.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Luz x TAC

O TAC - Termo de Ajustamento de Conduto - é uma arma das autoridades para obrigar alguém a fazer ou desistir de fazer algo, que não é amparado em lei. A Colina do Sol assinou um TAC se comprometendo a  não permitir que criança seja fotografada nua, ainda que fotos assim não são proibidas por lei. A Promotoria em Paraíba quer um TAC para que criança não freqüentar a Praia de Tambaba, pois houve uma acusação de pedofilia contra Nelci Rones, diretor da ONG Sonata que gerenciava a praia. Ainda que, ao que tudo parece, a acusação é uma farsa, aparentemente para fechar a praia naturista e abre espaço para um empreendimento nabobesco

Notamos que menor já precisa ser acompanhado pelos pais, ou precisa da sua permissão, para entrar na praia.

Porque assinar um TAC?

O TAC extrapola o lei, impondo restrições que o legislatura nunca estabeleceu. Porque, então assinar um despropósito destas?

Enquanto o cidadão pode estar amparado pela lei, ele tem que enfiar a mão na própria bolsa para defender seu direto. A promotoria é financiada pelo Estado. O cidadão tem que deixar seus negócios de lado para luta para seus direitos; o promotor deixe de lado crimes reais, e chatos, para ir atrás daquele que ele escolher como de maior interesse. E é pago por isso.

É uma luta desigual. Ainda, o TAC permite trocar o problema aguda de hoje, para restrições no futuro. No caso do TAC da Colina do Sol, o boato (a promotoria se recusou de mostrar os documentos) é que o TAC livrou a barra de uma das "pessoas importantes" sustentadas pela Colina, e o peso do TAC fica mais nos sócios comuns, cujo lugar na esquema é de pagar as contas das pessoas que importam - e se manter calados. .
O que Luz del Fuego faria? 

Domingo, a Folha de São Paulo disponibilizou seu acervo de 90 anos de jornais. Procurei o nome de Luz del Fuego - e encontrei como ela lidou com um TAC, em 10/10/1964, reproduzido acima, e embaixo:

SEGURANÇA PARA DANÇAR NUA -- Luz Del Fuego, bailarina do teatro burlesco, impetrou mandado de segurança contra o titular da Delegacia Auxiliar da 2ª Divisão Policial da Secretaria de Segurança, que suspendeu seu espetáculo, apresentado no Teatro Lider, obrigando-a a assinar termo de responsabilidade garantindo que não mais dançará nua no palco. Caso não obtenha tal mandado Luz del Fuego voltará ao Rio.

Forçada a assinar, procurou a Justiça para anular, e anunciou a alternativa: voltaria para Rio de Janeiro. O espetáculo sem a nudez, não seria o espetáculo; a praia de Tambaba, sem crianças, não seria mais uma praia naturista familiar. E assim seria mais fácil fechar.

Coreografia


Luz del Fuego respondia por Luz de Fuego, e poderia muito bem pegar suas cobras e seu espetáculo e voltar para Rio. A resposta de naturistas ao assalto à praia de Tambaba foi dificultado pelo fato que uma praia não é portátil, e que por coincidência como a de Luz com suas cobras - deixando suspeitar de tudo mais nunca mostrando o principal - não tinha quem respondia.

Em 7 de setembro de 2010, a Sonata se retirou da FBrN e do INF. Um ou outro membro da ONG - acho que o próprio Nelci Rones foi um - falou que somente a Sonata entendia e enfrentava os problemas da praia, e que dai em diante, livre de interferências e exigência externas, gerenciaria a praia para o bem ... dos membros de Sonata.

Em  Novembro, sem que isso chegasse às listas naturistas, a cidade de Conde tirou da Sonata a gerenciamento da praia, e promulgou decreto reduzindo o tamanho da praia, tirando o parte maior, a extensão de areia das pedras até o foz do rio. Onde a sacanagem corria solto, não é mais praia naturista. Será empurrados para onde são as familias ...ah, não há mais famílias.

Quando Rones foi preso, a reação da FBrN era exatamente o previsível: dizia que sendo que Sonata tinha deixado a FBrN, a federação nacional lavou as mãos de Rones. Quando a ataque direto à praia foi feito - a FBrN já tinha posição público que Tambaba não era sua praia. Se calou, e descobriu que não tinha mais como falar.

Sonata estava descredenciada; a FBrN tirou a própria credibilidade, e a outra organização local, o Movimento Nu, não tem falado nada. Talvez está aguardando o momento.


Ou, talvez, aprendeu a lição de Rones. Ele foi preso, e continua preso, sem evidência e sem vítimas. No caso Colina do Sol, nada menos que cinco pessoas que apoiaram os acusados, foram eles mesmos denunciados. A beleza de uma teoria conspriatório - o que faz ele tão atraente para louco ou para promotor - é que qualquer um que discorda, pode ser acrescentado à conspiração. A "rede" não fica abalada - fica maior.

A acusação de pedofilia não exige provas, e não admite defesa.

Rones é um defensor ferrenho da praia, e foi preso - e o recado é, que isso pode acontecer com qualquer um.


Dividir e conquistar

A praia de Tambaba é preservada pela Area de Proteção Ambiental, e pela sua condição de praia naturista mais famosa do nordeste. Para construir o empreendimento de 2.000 apartamentos, é preciso tirar a condição de APA ou violar a preservação. Para enfraquecer a APA, um primeiro passo seria tirar a praia naturista. Para tirar as naturistas, banindo as familias e deixando os "swingers" toma a praia para sexo ao ar livre (a areia não é uma problema?)  é um bom preliminar. A prisão de um defensor ferrenho da praia manda um recado: qualquer indivíduo é vulnerável. A desunião das organizações naturistas - que até poderia ter sido provocado, pois é fácil provocar - veta a possibilidade de uma resposta de uma organização, deixando somente indivíduos. E a prisão de Rones mostrou o que acontece com indivíduos.

Dança com cobras

Vencer os naturistas em Tambaba não foi nenhuma operação militar.O presidente da  FBrN não é um general que comanda um exército em defesa de  naturismo e naturistas. O papel desempenhado por José Tannus é mais para rainha de bateria.

A FBrN não defende, ela encobre, e o que encobre é as pequenas negociatas de certos naturistas. Foi criado para fazer isso, e para expulsar desafetos sob o manto da "código de ética". Assim, afastou os bons, que poderiam ter agido numa hora destas.

É pilantra. E pior, mesquinha.

Não tem as mínimas condições de enfrentar um empreendimento imobiliária que pretende lotear um dos últimos redutos da beleza natural do litoral paraibano.

A luta do naturismo contra o "desenvolvimento" do APA de Tamaba, não é Davi contra Golias. É a picareta - contra o escavadeira.