terça-feira, 25 de agosto de 2009

Campanha nacional de divulgação naturista por Delmonte

Amigos

Estava pesquisando sobre o conhecimento e a aceitação da sociedade, inclusive as autoridades sobre a filosofia naturista ao redor do mundo. Percebi que nos países em que a maioria do povo conhece e sabe dos benefícios que ela nos proporciona, principalmente a qualidade de vida que o Naturismo traz e a preservação e os cuidados especiais à Natureza, as leis nesses países foram adaptadas através de emendas para melhor se encaixar aos costumes daquele povo.
Isso quer dizer que o conhecimento exato da filosofia e os seus verdadeiros propósitos são de conhecimento da maioria dos habitantes dessa região. Aqui no Brasil, assim como em outros países a filosofia acabou sendo confundida com outros objetivos, exatamente por não ser devidamente divulgada. Aliás, a única divulgação sobre a filosofia ficou nas mãos da imprensa e da mídia, que não entende nada sobre ela, e pior, somente para ganhar Ibope acabam divergindo e modificando seu verdadeiro propósito.
Então, eu pensei em algo muito simples, fácil e ao alcance de qualquer pessoa fazer essa divulgação corretamente, com conhecimento de causa. Os próprios naturistas realizarem essa divulgação em massa. É muitíssimo simples, vejam abaixo:
1º Hoje, qualquer adolescente, cria seu blog gratuitamente na internet e ali publica seus interesses, fotos, a maioria é pura babaquice que não leva a nada, mas eles tem uma ferramenta poderosíssima nas mãos, seu blogs são visitados milhões de vezes por dia.
Então pensando nisso tive a grande idéia de realizar uma campanha nacional para conhecimento e esclarecimento de toda a sociedade sobre todos os benefícios que o Naturismo proporciona, não só ao adepto como também a própria qualidade de vida para uma sociedade inteira, isso sem falar dos benefícios que o naturismo traz ao meio ambiente e ao planeta. Claro, se todo o Naturista se propuser a fazer um blog voltado ao Naturismo sério, sem nenhuma foto de pessoas nuas, apenas os textos explicativos, imaginem o número de pessoas que visitarão esse blog. Eu disse sem fotos porquê?
Primeiro, seu blog não poderá nunca ser excluído pois não contém fotos proibidas pelas nossas autoridades.
Segundo, seu blog nunca iria atrair simples curiosos e voyers com segundas intenções.
Quantos naturistas existem no Brasil?
1.000, 2.000, 10.000 mil? Quantos?
Pensando nisso, imaginei se cada um colocar um blog gratuito na Internet mostrando, explicando, por textos, inclusive comentando suas experiências, o que muda na vida do adepto, enfim, todas essas coisas, quantas pessoas visitam um blog diariamente?
E quantas pessoas visitariam 1000 blogs, ou 10.000 blogs?
Poderia se usar como sugestão para o blog, por exemplo um espaço para comentários, e uma forma em que o visitante do blog pudesse entrar em contato com o blogueiro tirando suas dúvidas.
Gostaria muito de contar com o máximo de pessoas Naturistas para essa campanha de divulgação de nossa filosofia em massa. Com um povo esclarecido sobre a filosofia, sua aceitação seria bem mais fácil, e com certeza teriam que ser feitas emendas nas leis para se adaptarem ao novo conceito da sociedade.
Passem adiante esta idéia simples e funcional
Eu acredito num mundo melhor, desde que cada um faça uma coisinha, nem que for bem pequeninha, mas com certeza ela terá uma enorme força se todos a fizerem.

Delmonte

delmonte_naturista2000"

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Reflexões sobre o naturismo....

Venho refletindo o que é naturismo, qual sua melhor definição e mesmo se deveríamos classificá-lo em suas varias formas : naturismo, nudismo, peladismo  só para citar algumas. Mesmo a ligação naturismo e ecologia, na maioria dos casos, é muito tênue. Afinal qual é a realidade do naturismo brasileiro? Aquela apontada por minha amiga Ariana Boss em seus polêmicos textos: festa, churrasco e caipirinha? Veja em


 

http://peladista.blogspot.com/2008/11/deixei-de-ser-naturista-acho-que-vou.html.


 

Num daqueles acasos que fazem a gente duvidar do acaso recebi um email de um amigo naturista de muitos anos. Abaixo um trecho do email dele:

 
 

- Já há grupos aos montes na internet (Yahoo, Orkut, etc) sobre o naturismo, atualmente. Em alguns casos acredito que nem deveriam existir. Tudo o que você lê no Papo Naturista está postado nos demais grupos (que aceitam e dão boas vindas a qualquer assunto, ou seja, excluindo o NIP e Paulinat que só falam em churrascos). Resumindo: o tema "naturismo" está disperso por aí, mas sem grandes novidades ou acréscimos. Muita repetição dos mesmos assuntos. Muitos grupos, mas sem diferencial aparente e sem acrescentar algo que justifique suas existências.

 
 

- Infelizmente o Paulinat está crescendo como uma bola de neve, devido à proposta do grupo, que é espelhado no NIP. Digo infelizmente, porque, apesar de movimentado, não acredito que possa ajudar o naturismo de forma responsável. Fui a um encontro público desse grupo e, de lá prá cá, estou desaparecido (não tenho contatos, mas acompanho as conversas virtuais deles). Pela conversa que tive com os membros mais antigos e com os novatos que lá foram, somado ao que vejo na web, posso afirmar que o Paulinat está indo bem porque oferece o que a maioria das pessoas deseja: diversão, festas e conversas descompromissadas. Mensagens sobre debates filosóficos não são barradas, mas sofrem a censura dos próprios participantes que não respondem ao que você escreveu. Eles não estão nem um pouco interessados sobre debater o naturismo. Querem sim, e o grupo lhes oferece em grande quantidade, muitos encontros e atividades, os quais, pela própria maneira de se posicionar dos membros nada mais são do que "uma maneira de poder ficar pelado sem correr o risco de ir parar na delegacia e sem sofrer de solidão em um canto de uma praia deserta". A frase que mais ouvi no encontro público foi "Estou no naturismo porque gosto de ficar pelado e se tiver gente em volta melhor ainda. Não pratico por questão de ideologia, religião, espírito ecológico ou coisa do gênero. Quero simplesmente ficar pelado, ver e ser visto. Para mim a nudez é agradável e entrei neste grupo para ficar pelado o maior número de vezes que puder". Esse posicionamento estava presente até nos participantes mais idosos, de cabelinho todo branco e ralo. Bom, pelo menos foram sinceros. O Paulinat é como esqui aquático: tem de se manter em movimento, em ritmo frenético. Se der uma paradinha nos seus agitos podem ocorrer problemas. Resumindo: não há grande demanda para "naturismo" que não tenha foco na diversão, farra e nudez vazia de valores e ideais.

 
 

- Falar em naturismo verdadeiro é complicado. Alguém consegue descrevê-lo ? Uma definição consistente poderia produzir uma metanóia nas pessoas e atrair muita gente, mas ela não existe até o momento. Fazer críticas aos outros grupos não ajuda, porque eles simplesmente assimilam as idéias e artificialmente incorporam as mesmas. Exemplo: falar que muitos naturistas são apenas um bando de nudistas que não tem valores humanos e preocupações com os problemas do mundo. Automaticamente os dirigentes dos grupos criam campanhas fixas de "alimentos para os pobres" e de "reciclar o lixo formado nos encontros". Pronto. Agora ninguém pode falar deles porque já tem ações que demonstram como são conscientes e bonzinhos. Faça mais críticas e eles assimilarão o que for dito, o que é bom, já que, se antes (por exemplo) não reciclavam copos e garrafas plásticas dos encontros naturais, agora passaram a fazê-lo graças às críticas recebidas. Mas são ações artificiais, politicamente corretas, para fugir de novas críticas. Não são idéias espontâneas dos dirigentes desses grupos. Deu prá entender? Resumindo: quem falar em "naturismo verdadeiro" como sua bandeira, vai ter de defini-lo de forma clara e consistente para que qualquer um entenda e assimile. Os demais usarão os conceitos formados sobre "naturismo verdadeiro"  em seus grupos para manter uma imagem bonita, envernizada, mas falsa, ou seja, sem coração presente no que estão fazendo.


 


 


 

 
 

domingo, 23 de agosto de 2009

Hedonismo e sociedade de consumo

22/08/2009

Recentemente um grande portal brasileiro na internet divulgou em seu suplemento de turismo uma visita a Ilha de Mikonos, na Grécia. No texto destaca a praia nudista e faz referência ao hedonismo como definição para o local terminando em envolver o naturismo como “moeda corrente”. Acredito que por puro desconhecimento da fonte jornalística, a matéria deixa no ar a seguinte pergunta: naturismo e hedonismo andam juntos?

Como diria Jack, o estripador: vamos por “partes”! O hedonismo (do grego hedone que significa prazer) é uma teoria ou doutrina filosófico-moral que afirmava ser o prazer, sobretudo o intelectual, o supremo bem da vida humana. Surgiu na Grécia, na época pós-socrática, e um dos maiores defensores da doutrina foi Aristipo de Cirene, que acreditava que tudo se resolveria no sentimento estrito do prazer. O hedonismo moderno procura fundamentar-se numa concepção mais ampla de prazer entendida como felicidade para o maior número de pessoas, tomando outro contorno.

O hedonismo moderno, entendido por alguns, baseia-se no prazer a qualquer custo mesmo transgredindo normas de conduta aceitas pela sociedade. Para o hedonista, a satisfação deve ser entendida como a busca pela felicidade através do prazer, mesmo que ultrapasse as fronteiras e os limites do convívio coletivo, podendo estas serem quebradas a qualquer momento. A sociedade de consumo criada para mover o capitalismo é um exemplo real disso na idade moderna. Segundo Leonardo Boff, esse mesmo capitalismo criou mecanismos para “socializar o sonho” que as massas dificilmente conseguirão alcançar em um mecanismo de incentivo altamente desenvolvido que exclui as populações menos favorecidas nos moldes da exploração do homem pelo homem. As relações mercadológicas se baseiam no hedonismo para produzir prazeres coletivos através do consumo e da insatisfação eterna, como o prazer de comprar e comprar mesmo que isso não lhe seja útil. O prazer se resume na felicidade de adquirir bens, mesmo que esses não sejam necessários a sua sobrevivência, causando uma paranoia atormentadora no ser humano contemporâneo, como se fosse uma questão de vida ou morte.

O fato é que crimes sexuais e homicídios são praticados em nome da fome de consumo e prazer dentro de uma sociedade que patrocina o hedonismo para girar a roda de consumo que não deve parar de alimentar as grandes corporações. Quem já não ouviu falar de um crime praticado para roubar um tênis ou um óculos sem maior valor, a não ser sua “grife de marca”? Dos vários crimes sexuais doentios? Nesse caso, o hedonismo reverte as pessoas a condição de animais irracionais que na sanha de verem satisfeitos seus desejos, são capazes de praticar crimes, transgredindo as leis da vida em sociedade e o processo civilizatório

É óbvio que para o praticante naturista existe grande prazer em ficar nu em contato com a natureza dentro de regras rígidas de convívio social e respeito ao meio ambiente adotadas mundialmente pela Federação Internacional de Naturismo – INF, e sua afiliada a Federação Brasileira de Naturismo, a FBrN, respeitando a legislação, a cultura e os costumes de cada país. O Código de Ética Naturista é a lei comportamental que rege o naturismo brasileiro, contendo várias regras de convívio social, utilizando-se do nudismo para o melhor contato natural, promovendo a igualdade e a fraternidade entre as pessoas. O naturismo condena qualquer atitude hedonista libidinosa ou que venha contra as leis e o convívio harmonioso entre as pessoas, promovendo valores universais e resgatando o prazer em total responsabilidade e respeito para com o próximo e o meio ambiente.



Laércio Júlio da Silva é diretor da Federação Brasileira de Naturismo (FBrN) e presidente da Associação Goiana de Naturismo – Goiasnat
www.goiasnat.com.br