sexta-feira, 25 de setembro de 2009

"O congresso dos naturistas" artigo de Laércio Júlio da Silva.

Quando no início de outubro o sol despontar nas paradisíacas praias da Paraíba, terá começado mais um importante encontro naturista de âmbito nacional. Do dia 1º ao dia 4, os naturistas brasileiros estarão reunidos para mais uma jornada de trabalho e resoluções no seu VII Encontro Nacional (fonte:www.fbrn.org.br). Precisamente na Praia de Tambaba, município de Conde, com apoio da prefeitura local, da Federação Brasileira de Naturismo (FBrN) e de outras entidades, o naturismo brasileiro terá atrações esportivas como um campeonato naturista de surf, atividades culturais com exposições de artes plásticas, a apresentação de músicos e biodança. Também serão tomadas decisões importantes para os naturistas e o conjunto da sociedade brasileira. Tambaba foi a área naturista escolhida para sediar o 31º Congresso Internacional de Naturismo da INF-FNI (Federação Internacional de Naturismo) que ocorreu em 2008. Este congresso é bianual e sediá-lo foi algo comparável a sediar uma copa do mundo tendo em vista o grau de importância do mesmo no cenário mundial. A votação foi realizada durante o 30º Congresso Internacional de Naturismo que ocorreu na cidade de Cartagena na Espanha em 2006. O pleito foi expressivamente favorável a Tambaba, que venceu por 137 votos a 99 dados à região da Calábria na Itália, que era o então concorrente, graças ao trabalho bem articulado da delegação brasileira presente ao Congresso, o evento foi realizado com sucesso no Brasil. Em razão disso, Tambaba entrou para a história do naturismo mundial como a primeira área naturista da América Latina a sediar um evento internacional dessa importância. Voltando aos dias atuais, o VII Encontro Brasileiro de Naturismo deverá reunir mais de 500 participantes de todo o País. Delegações de outros cantos do planeta também são esperadas, como a da Itália, que já confirmou presença. O evento servirá igualmente para comemorar a festejada maioridade de Tambaba, que está completando 18 anos como praia oficial de naturismo. Em pesquisa realizada no verão de 2008/2009, o Sebrae-PB destacou Tambaba como a 4ª praia mais visitada de todo o litoral paraibano. Os naturistas goianos estarão representados pelo presidente da FBrN, José Antônio Tannus, e sua família, mineiro radicado em Goiânia. A atual gestão foi eleita este ano.

O que vai interessar a todos os brasileiros é que nesse encontro será divulgada a Carta de Tambaba, documento que representará a opinião dos naturistas para os mais variados temas, mostrando que somos um movimento nacional e atuante que deve ser levado a sério. Os naturistas organizados na FBrN são o resultado de uma série de elementos históricos e sociais oriundos de raízes genuínamente brasileiras, iniciando com os primeiros habitantes desse País, os índios, passando pela agitadora cultural Luz Del Fuego e ressurgindo na Praia do Pinho – Balneário Camburiú em Santa Catarina como foco de resistência ao preconceito e à prepotência de uma sociedade que, há pouco, saía do obscuro período ditatorial (1985).

A Carta de Tambaba será um documento que apresentará o naturismo à sociedade brasileira para dizer que estamos presentes e não queremos ser considerados um grupo exótico e sectário, mas pretendemos sempre nos postular como uma parcela atuante, inserida nos problemas ambientais e sociais do Brasil e do mundo contemporâneo. Será deflagrada a luta pela aprovação da Lei do Naturismo (Projeto de Lei da Câmara nº 13), que está parada no Senado Federal desde 2000 e que representa em seu bojo, entre outros benefícios,  segurança para a abertura de novos empreendimentos e a possibilidade de geração de renda nas áreas de turismo e hotelaria para o País.

Um encontro naturista desse porte é sempre uma festa de amizade e fraternidade para todos os presentes. Todos estão convidados a participar.

Laércio Júlio da Silva é diretor da Federação Brasileira de Naturismo (FBrN) e presidente da Associação Goiana de Naturismo, o Goiasnat

www.goiasnat.com.br

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Na Amazônia todo dia é dia de árvore. No sítio Barcelona também


Ontem, dia 20.09.2009, véspera do DIA DA ÁRVORE, podei as palmas secas de todos os pés de açaí e coco do sítio Barcelona. Eles são jovens e precisam de cuidados especiais. Depois da poda ficaram mais joviais e vistosos e hoje, dia da árvore, devem estar felizes.

Pena que não pude dispensar o mesmo tratamento às gravioleiras e às ingazeiras, às mangueiras e às pupunheiras, aos cajueiros e aos buritizeiros, às bananeiras e às bacabeiras, aos araçazeiros e aos abacateiros, aos cupuaçuzeiros e ao tucumanzeiro, enfim, à todas as àrvores do sítio Barcelona que tanto tem contribuído para a nossa alimentação natural.

Obrigado, gravioleira, pelo suco de graviola no almoço de hoje.
Obrigado cajueiro pelos cajus suculentos de ontem.
Obrigado tucumanzeiro pelos saborosos tucumãs da semana passada.
Obrigado, urucuzeiro pelo coloral da peixada de quarta-feira passada.

Hoje é dia de verde. Hoje é o dia da árvore.
Parabéns às árvores da Amazônia
Parabéns às árvores do sítio Barcelona
Parabéns às árvores do mundo.

Carlos Sena,
Sítio Barcelona
A vida em comunhão com a natureza

sábado, 19 de setembro de 2009

MULHERES NO NATURISMO

Acho pertinente debater essa questão porque, como eu disse em e-mail anterior, comentando o texto da Florência, seria interessante entendermos o motivo do baixo interesse da mulher pelo naturismo.

Antes de acrescentar mais alguns pontos de vista sobre o tema, talvez o faça num outro momento, gostaria de comentar sobre a pertinente leitura que o senhor Delmonte fez a respeito do meu comentário sobre o texto da Florência. Só para esclarecer, o primeiro parágrafo do meu texto anterior é uma interpretação que eu faço do texto da autora Florência, que espero tê-lo interpretado corretamente. No primeiro parágrafo eu não concordo e nem discordo de nada, eu não apresento minha opinião. Minha opinião aparece a partir do segundo parágrafo.

Bem, mas vamos lá. Acho extremamente válido que o autor disse, acho legal que exemplos sejam trazidos à tona para ilustrar pontos de vistas, mas talvez eu tenha deixado de acrescentar uma ou outra palavra no texto que fizesse com esse fosse lido como um texto que tem a solução para os problemas da baixa freqüência de mulheres em eventos naturistas. Jamais apresentaria a fórmula para resolver o problema, jamais apresentaria a solução para esse problema até porque sou mulher e estou tentando entender esse fenômeno.

Ao comentar o texto da Florência sobre a mulher estar engatinhando, quando se trata de representatividade e poder na sociedade, eu disse que a mulher está engatinhando sim, mas que tem nas mãos o poder para mudar isso; pois a mulher tem a chance de estar mais tempo com as crianças. Logo, ela poderia ajudar essas crianças, tratando-as como pessoas de modo a lhes mostrar que homens e mulheres são diferentes em suas estruturas físicas, mentais, fisiológicas, que sejam; mas que devem ser respeitadas e tratadas sempre como seres humanos, para que valores culturais limitadores e inúteis não venham reduzir a ação dessas pessoas na sociedade a ponto de elas deixarem de fazer coisas simples (e benéficas pra elas) por medo ou preconceito bobo.

Nesse sentido, falei de modo geral, mas mencionei mais a questão da mulher; dei exemplos sobre brincadeiras e modos como as mulheres são tratadas desde pequenas que poderiam interferir negativamente na questão da presença da mulher no naturismo. Também abordei a questão da pouca reflexão sobre a educação que as mulheres repassam às pequenas, pois se elas querem mudar e ficam repetindo ações que reprovam, fica difícil mudar algo. E sugeri ações para começar a mudar isso, não que não existam milhares de mulheres revendo e agindo de maneira mais flexível para alterar esse cenário. Eu sei que os homens sofrem tanto quanto as mulheres nesse sentido. No entanto, como o texto da Florência tratava de questões ligadas à mulher, e eu parti do texto dela para traçar comentários, , tentei delimitar meu comentário, falando da mulher e não dos homens. 

Ariana Boss