quinta-feira, 2 de julho de 2009

Lendas urbanas de um trevo de quatro folhas


Faz muito tempo recebi um email com uma cópia de uma ata de uma reunião do Paulinat que, por várias razões, nunca foi registrada em cartório. Nossa quem me enviou essa ata? Já nem me lembro mais!!! Estava organizando meus arquivos e me deparei com ela. Existiu muito zum-zum-zum na época. Como conseqüência, se não estou enganado, dos 7 membros da diretoria original apenas a presidência e mais um membro permanecem. Várias pessoas saíram do grupo. Apesar desse percalço, o grupo continua organizado e com vários eventos muito bem realizados. Continuam ativos e atuantes.

Outra característica desde seus primórdios é a censura ou moderação de mensagens e textos tanto no grupo virtual no Yahoo quanto no Orkut. Claro, naturismo é lazer, descanso, um momento de esfriar a cabeça e essas notícias e mensagens, com coisas ruins, só perturbam e geram confusão e brigas. Evita-se assim esse problema. Quem está lá está para curtir e viver um momento de harmonia; quem quer se preocupar com gastos, balancetes, discussões, análise filosóficas? Ora bolas o naturismo é para ser vivenciado, não é mesmo?

Agora, passado o tempo, publico como uma memória dos conflitos que já ocorrem no naturismo. Não somos perfeitos, somos humanos, e espero que possamos aprender com os erros e acertos do passado, aprender com o trabalho desse grupo e como diz a FBrN que é um dos únicos grupos "corretos com a documentação".



ATA DA ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA DA ASSOCIAÇÃO DOS


NATURISTAS PAULISTANOS – PAULINAT




Na noite do dia 06 de outubro de 2008, às 19h00, teve início a reunião ordinária do grupo Paulinat, na Praça de Alimentação do Shopping Frei Caneca, bairro da Consolação, em São Paulo, com a presença dos seguintes membros da Diretoria: Claudia Alexandra Ferreira (presidente), Douglas Abril Herrera (vice-presidente), Ylton Amaral (2º secretário), Piero Amalfi Conte (1º conselheiro), Ricardo Gomes da Silva (3º conselheiro) e Arlindo Moreno (2º conselheiro).


Após a prestação de contas do evento de Mairiporã pelo Sr. Arlindo Morenos, Piero Amalfi Conte pediu a palavra para demonstrar seu descontentamento quanto à falta de comunicação prévia dos gastos à Diretoria. Seguiu-se uma discussão entre a presidente Claudia Alexandra Ferreira, Piero Amalfi e Arlindo Moreno. Para tentar se chegar a um entendimento, Ylton Amaral sugeriu, então, que houvesse um limite para os gastos sem autorização prévia da Diretoria, no que foi contestado pela presidente que insistiu em querer ter autonomia sobre a decisão de compras. Com a falta de consenso entre as partes sobre o assunto, a presidente decidiu, então, apresentar, naquele momento, sua renúncia ao cargo, alegando divergências administrativas. Ricardo Gomes da Silva também decidiu abrir mão do seu cargo de conselheiro. Em caráter irrevogável, ambas as denúncias, foram aceitas pelos demais membros da Diretoria do Grupo Paulinat. Neste ato, em virtude da renúncia da presidente, a diretoria nomeou para ocupar o cargo de Presidente interino o atual vice–presidente Douglas Abril Herrera, que aceitou, passando a acumular assim as duas funções. Cláudia Alexandra Ferreira comprometeu-se a entregar ao seu substituto interino na presidência, o então vice-presidente, Douglas Abril Herrera, e ao conselheiro Piero Amalfi Conte, todos os documentos referentes ao Grupo, bem como providenciar a sua saída da administração do grupo de discussão Paulinat no Yahoo Groups. Tais medidas serão tomadas imediatamente, com o prazo Maximo de 3 (três ) dias a contar desta data. Em virtude da renúncia, o endereço da sede provisória do Grupo Paulinat passa a ser a Rua Costa Rego, 38-D – Vila Guilhermina – São Paulo – SP, CEP 03542-030. Os membros da Diretoria deliberaram, por fim, que Claudia Alexandra Ferreira, a partir da assinatura da presente ata, não mais poderá falar em nome do Grupo Paulinat, nem usá-lo para quaisquer finalidades, incluindo seu logotipo e nome de registro.(Paulinat.org).

Outro assunto abordado na reunião foi a situação do 1º secretário, Augusto Antônio Braz, que há meses não comparece às reuniões da Diretoria. Segundo Claudia Alexandra Ferreira, Augusto Antonio Braz teria lhe pedido que transmitisse ao grupo sua decisão de abrir mão do seu cargo, alegando questões particulares. Diante do fato, aceitando a informação como verdadeira, a Diretoria decidiu acatar a decisão nomeando Ylton Amaral como substituto.

Sem mais qualquer assunto de relevância abordado, foi finalizada a reunião às 21h30, tendo os presentes assinado a presente Ata, como consta em folha anexa.


segunda-feira, 29 de junho de 2009

Fim do Naturismo no Brasil?

Esta pensando na noticia do termino do NatMG que saiu no Jornal Olho Nu quando por coincidência (!?) recebi um email do amigo José Agripino sobre o assunto, que reproduzo abaixo:

Amigos,



a hora é séria! Vi nas últimas notícias do Jornal Olho Nu que a NatMG - uma das mais antigas entidades brasileiras em atividade - encerrou suas atividades, pelo que eu posso perceber as entidades naturistas estão acabando no Brasil e a FBrN não faz nada. Vi com tristeza que a Sampanat acabou, a NatSul desapareceu, a NatLagos, a YNAI-Brasil, a lista de discussão do Oxentenat terminou, o NatBaixada também não fazem nenhuma atividade há muito tempo, o NatParaná e o Naturistas Cristãos se afastaram da FBrN. Galheta e Pedras Altas estão acabando - lembrem-se que Pedras Altas só tem autorização de funcionamento até 2010, o site Mundo Nu não tem nenhuma informação há quase 2 anos, o Nus pela Terra saiu do ar, pelo que posso perceber o Rincão também está parado a muito tempo. Recanto do Paraíso só não fechou as portas ainda porque aluga para eventos não Naturistas e o novo local de Paraty tem foco no turista estrangeiro ( e os preços são em euros)...


Tivemos o dia do Naturismo e não vi nenhuma reportagem em nenhum canal de TV ou Jornal daqui de São Paulo, o incansável Pedro Ribeiro falou que uma rede de TV fez uma reportagem sobre o dia do Naturismo e não veiculou.


Nas cartas dos leitores do Jornal Olho Nu não tem nenhuma manifestação de leitores há muito tempo.


Ou nós naturistas estamos sumindo ou todos os naturistas estão cheios de tanto ver a FBrN inerte e despreocupada com o Naturismo Brasileiro. Acredito que se ninguém fizer nada acabaremos com o Naturismo no Brasil em pouco tempo.


Vemos que a AANR está fazendo atividades grandiosas até com o Guiness, vemos que na Austrália e Nova Zelândia as coisas também estão evoluindo, noticias correm sobre eventos na Europa, e até na Argentina, Chile e Uruguai, mas aqui não vemos nada.


É hora de se pensar em algo se gostamos deste estilo de vida livre das roupas, rótulos e máscaras.


Abraços


José Agripino



É, pelo andar da carruagem, o ultimo que sair apague a luz...

quinta-feira, 25 de junho de 2009

O naturismo brasileiro e sua lei

Por Laércio Júlio da Silva - 25/06/2009

Faz alguns dias, estivemos com o deputado federal Fernando Gabeira para nos informar sobre o andamento do Projeto de Lei 1.411, de 1996, de sua autoria, que rege a regulamentação da prática do naturismo em território nacional. Lamentavelmente, o projeto tem seguido o rito burocrático que frequentemente inferniza a vida dos brasileiros. Atualmente, o Projeto de Lei da Câmara nº 13, recebeu esse nome ainda em 2000, aguarda definição para entrar na pauta do Senado Federal. Enquanto isso, nossos representantes se veem afogados em denúncias, só conseguindo legislar em causa própria e, atualmente, muito "ocupados" para discutir questões de interesse nacional...

Mas, mazelas à parte, a aprovação de uma lei que regulamente a prática do naturismo traria incentivo à criação de novos polos, com destaque especial para as praias em nosso imenso e paradisíaco litoral. Hoje, esses locais são regulamentados por decretos municipais que seriam imediatamente legitimados por uma lei federal. A Federação Brasileira de Naturismo – FBrN – integra várias entidades, entre elas, a Associação Goiana de Naturismo, o Goiasnat, comunidades naturistas, pousadas e recantos ecológicos. No Brasil, existem oito praias oficiais em que a prática do naturismo é regulamentada e outras tantas "toleradas". A maioria destas praias é administrada por uma ONG ou associação que orienta os turistas e visitantes sobre práticas ambientais de preservação e cuidado com o meio ambiente.

Trata-se de legitimar um segmento existente e organizado desde 1949, iniciado pela atriz Luz Del Fuego (Dora Vivacqua), pioneira do movimento naturista no Brasil. Em 1954, Luz Del Fuego criou o que viria a ser a primeira área de naturismo no Brasil. O Clube Naturista Brasileiro funcionava na ilha de Tapuama de Dentro, que fica na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. A ilha de 8 mil metros quadrados recebeu, então, o nome de Ilha do Sol, habitada até 1967, quando de sua morte, assassinada sob circunstâncias inexplicáveis, em pleno período de repressão militar. Várias personalidades de Hollywood estiveram na Ilha do Sol, dentre elas: Errol Flynn, Lana Turner, Ava Gardner, Tyrone Power, César Romero, Glenn Ford, Brigitte Bardot e Steve MacQueen. Após o fim da ditadura, o movimento ressurge no início dos anos 1980 na Praia do Pinho, Balneário Camboriú, em Santa Catarina.

Com a aprovação de uma lei específica para o naturismo, investidores nas áreas de turismo e hotelaria estariam seguros em fomentar a construção de grandes e pequenos empreendimentos destinados a esse público. Nunca é desnecessário lembrar que a regulamentação atrairia investimentos nacionais e internacionais, impulsionando a geração de emprego e renda, haja vista que o ramo de serviços é o segmento que mais cresce no mundo contemporâneo, com destaque para a Hotelaria, grande empregadora de mão-de-obra especializada. Segundo a Federação Internacional de Naturismo, são mais de 850 clubes e 1.500 praias espalhados pelo mundo, representando uma parcela significativa de turistas e ambientalistas ávidos por conhecer as maravilhas da fauna e flora brasileira.

O projeto de lei aprovado também beneficiaria áreas de preservação ambiental, abrindo outro leque de opções para o manejo autossustentável. A prática do naturismo em sua essência predispõe como condição fundamental uma forte ligação com o meio ambiente preservado e intacto, o que faz dos naturistas inerentes guardiões preservacionistas.

Os naturistas de todo o Brasil estão empenhados em conscientizar e esclarecer a população sobre a necessidade urgente de colocar em pauta no Senado a discussão de uma lei que trará benefícios imediatos para a Nação. Estamos nos mobilizando com ações de esclarecimento, congressos e encontros destinados a todos que queriam conhecer nosso pensamento e estilo de vida.

Laércio Júlio da Silva é diretor da Federação Brasileira de Naturismo (FBrN) e presidente da Associação Goiana de Naturismo, o Goiasnat (www.goiasnat.com.br)



Laércio Júlio da Silva
Rua F-5, qd. 31, lt.13 - St. Faiçalville 2 - Goiânia - GO.
Telefones: 62 3290-6899 / 9909-1242.

"Não ande na minha frente, eu posso não te seguir. Não ande atrás de mim, pode ser que eu não te guie. Caminhe junto a mim e seja meu amigo." Albert Camus