sábado, 2 de maio de 2009
RESPONSABILIDADE NATURISTA
Na última vez em que estive gripado fui a uma farmácia e solicitei um determinado anti-gripal que vi em uma propaganda na televisão, me senti um doutor auto-medicando, mas mesmo assim fiz uma consulta médica e a receita era o mesmo remédio que tinha comprado na farmácia. A única diferença é que o médico sabia o que eu estava ingerindo e eu não.
Em muitas outras áreas profissionais acontece a mesma coisa, existem diversos construtores de obras que querem fazer construções sem a planta do engenheiro responsável, tem experiência sobrando para fazer o que é preciso, a única diferença é que o engenheiro sabe os motivos de se ter uma determinada viga, coluna etc. e o construtor acha que precisa.
Por aí vai tantos outros exemplos que temos da nossa prepotência de acharmos que podemos fazer o papel de outros profissionais que não temos qualificação alguma para execê-la.
Da mesma forma, temos naturistas e verdadeiros naturistas, os primeiros tiram suas roupas simplesmente porque gostam, os outros porque gostam e sabem porque o fazem. Pode até ser que o resultado seja o mesmo, a construção está lá com o engenheiro ou não, a diferença é a consciência da responsabilidade que se tem, e esta consciência se adquire através do conhecimento, do estudo, da leitura, e a responsabilidade diante da família, da comunidade, da postura de respeito para com a natureza e para com todas as pessoas.
Após a Segunda Guerra Mundial, as pessoas pensaram que finalmente teriam paz já que os gastos com armamentos foram reduzidos numa grande proporção, 37%, em 1988 esta ilusão acabou, chegamos ao alarmante 835 bilhões de euros por ano, e o pior de de tudo isso é que o número maior de vítimas não se deu nos campos de guerrilhas entre países e sim na guerra interna, na violência urbana.
O que se vê nos jornais, agressão à criança, aos animais, a poluição de nossas águas, a irresponsabilidade de alguns empresários, aos crimes, já não chamam tanta atenção. Tirar do homem a sua integridade moral e física é o fim dos relacionamentos humanos, é a desconfiança em tudo e em todos se trancando nos carros, na fábrica ou em casa.
Isto tudo é a falta de RESPEITO que os naturistas tanto lutam para obter. O ato de tirar as roupas não se limitam ficar sem elas, exige-se mais do que isso, é uma revolução nas áreas sociais e humanas, é educar a criança desde cedo a olhar para o ser humano e não ver somente o físico, tem mais o que ser visto.
Tirar as roupas é o mesmo que dizer “sou assim, pode me aceitar?”, é criar um clima de mais confiança e amizade, é diminuir as tensões sociais ocasionadas pela valorização das aparências, é estar de bem consigo próprio e com todos que o cercam, é o respeito pela dignidade humana sem a preocupação de ser tirado o que mais temos de valor, a VIDA.
O Naturismo tem responsabilidade com a vida, conscientes ou não, o resultado é este mesmo, chama atenção, é reivindicatória nas lutas pelos direitos da vida. A responsabilidade dos naturistas é maior do que podem carregar, é preciso pedir ajuda aos universários, isto mesmo, é preciso que os jovens também estejam engajados numa filosofia de vida que pode fazer uma grande a diferença no futuro.
Evandro Telles
02/05/09
domingo, 26 de abril de 2009
Barracão em Morro da Pedra ... Barracão de Zinco
No site Calunia encontra-se um texto falando do Barracão do Morro da Pedra. Esse barracão era usado pela comunidade carente de Morro da Pedra para jogar futebol, fazer festas para a padroeira, de casamento e também é uma escola de reforço da New Faces, a ONG de Fritz Louderback, um dos acusado do caso Colina do Sol. Com o processo tudo parou, é claro. Nada de aulas, festas ou futebol por lá. Lembra a musica Barracão cantada por Elizeth Cardoso outro tipo de barracão, mas a pobreza é igual. O Barracão de Zinco da musica pede socorro, assim como o de Morro da Pedra.
E quem escuta o chamado? Quem escuta esse pedido de socorro do Barracão de Zinco? Os "verdadeiros" naturistas da Colina do Sol, logo ali perto? Ou os "verdadeiros" naturistas brasileiros? Não, nenhum escuta! Estão mais preocupados com o churrasco do fim de semana, ou o próximo passeio, ou a defesa da "ecologia" é que visitar lindos locais apenas; e, obviamente, nada de atitudes ecológicas ou de solidariedade. Jacques Cousteau já alertava que a pobreza é indicação de desequilíbrio ecológico humano.
Quem sabe a letra de Barracão acorde os "verdadeiros naturistas"
Fontes:
http://letras.terra.com.br/elisete-cardoso/870395/
http://www.calunia.com.br/2009/04/o-barracao-de-morro-da-pedra.html
segunda-feira, 20 de abril de 2009
DO CIGARRO AO NATURISMO
Existem três motivos para a nossa existência. Vivemos para o corpo, para a mente e para a alma. Nenhum desses motivos é melhor ou mais sagrado do que o outro; todos são igualmente desejáveis e nenhum dos três pode alcançar a plenitude se a um deles for negada uma vida integral e expresssiva. Extraido do livro “A ciência de ficar Rico” de Wallace Delois Wattles.
Não pretendo repetir aqui a definição de naturismo, já foi colocada em textos anteriores a este, mas não custa nada lembrar que naturismo é respeito à natureza, as nossas diferenças e ao seu próprio corpo. Como disse a Joseane em sua palestra proferida no Síto Beija-flor em Mogi Mirim em 14 e 15/02/09 “NATURISMO É VIDA, É NUDEZ CONSENTIDA, É MOVIMENTO SUSTENTÁVEL”.
Para aqueles que estudam o naturismo, sua história e o seu desenvolvimento sabem perfeitamente da incompatibilidade do tabagismo com o naturismo, são opostos que não podem conviverem no mesmo espaço, porque enquanto um defende a vida e o respeito o outro a tira e agride a natureza de si próprio e dos que estão próximos, e por chegar a esta conclusão óbvia considero o verdadeiro naturista aquele que não sabe somente ficar nu, mas também aquele que tem a postura de defensor da vida. Como já disse em outras oportunidades, as Associações Protetores dos Animais e os Naturistas podem sair de mãos dadas em defesa dos mesmos ideais, A VIDA.
Faço ainda um observação importante, alguns anos atrás o cigarro era considerado uma forma de status, as propagandas mostravam os indivíduos que tinham sucesso fumavam e para as mulheres representava charme e sensualidade.
Já trabalhei numa sala fechada com ar refrigerado com 6 a 7 pessoas, sendo 3 fumantes que acendiam seus cigarros normalmente e não eram repreendidos. Já viajei de ônibus interestadual que qualquer um poderia acender o cigarro tranquilamente e ninguém ficava chamando a atenção por isso. Nos dias atuais isso é inacreditável, para a nova geração é mentira minha. Quem fuma hoje passa vergonha porque é discriminado, está agredindo a natureza de outras pessoas.
O que aconteceu? Aconteceu uma mudança de valores, as pessoas querem uma purificação dos corpos, busca a saúde através da alimentação. academias e caminhadas. Naturistas estão na expectativa da purificação das mentes que mais cedo ou tarde também acontecerá, é que o autor Wallace cita: Vivemos para o corpo, mente e alma, e quem sabe este texto estará sendo lido por uma geração futura que conseguiu despoluir a mente dos pensamentos pornográficos e que conseguiu viver a plenitude de seus corpos e mente? Na época ninguém acreditava que iria acontecer isso com o cigarro e olha aí o que estamos vendo. Hoje o ditado “os incomodados que se mudem” já não funciona mais.
Mudanças de valores sociais tem acontecido com frequencia, chegará um dia que pessoas andando pelas ruas sem nenhuma vestimenta será normal, será a experiência do corpo, mente e alma e repetindo as palavras de Paula Queiroga citadas na revista Brasil Naturista edição nº 7 “Desnudar é simplesmente desapegar-se, largar-se, entregar-se ao campo de experiência pura de viver o aqui-agora, o Divino que há em você; de viver a essência divina que você é; de manifestar a potencialidade da criatura, do criador e da criação que há em você. É perder o controle e acessar a consciência. É sair da doença e curar-se, tornar-se são. É ser livre, ilimitado... É reconhecer-se imortal”.
Está aí todo o ciclo dos motivos da nossa existência.
Evandro Telles
18/04/2009