segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

AAPP- Associação dos Amigos da Praia do Pinho

Bem amigos,realmente a situação do estado de SC nos meios naturistas não é nada agradável, e acho que a próxima Diretoria e Conselho Maior devem atentar a essa situação.Contudo, além dos problemas de Pedras Altas e Galheta, que já comentei, ainda existem vários outros problemas como o da AAPP. Quem chama atenção para esses fatos é o amigo José Agripino. José é um daquelas "ciber-afastados", tem lá suas desconfianças do computador. Acha – por vezes eu também acho – que o micro só trava para irritar a gente. Já convidei e tentei convencê-lo a escrever mais. Como sou persistente (ta bom ... chato) acabou relutantemente concordando e contou-me um pouco mais da AAPP


 

"Para quem não sabe a AAPP é considerada entidade criadora da FBrN. Ocorre que em 1988 a ANB (Associação Naturista Brasileira - Antigo nome da FBrN) era só uma pequena representação da Federação Internacional no Brasil. Não tinha associados, não tinha entidades filiadas, não tinha venda de selos, não tinha nada. Seu presidente (Hans Frillman) era um solitário lutador germânico em terras brasilis.


 

Ao visitar a Praia do Pinho conheceu Celso Rossi e junto a este organizou a FBrN (veja o histórico na página da federação na internet). Como entidade criadora da Federação entrou a AAPP (Associação dos Amigos da Praia do Pinho) e a ANB (Hans Frillman).


 

Ocorre que a AAPP teve vários dissabores legais quanto as terras onde fica. Oficialmente existe um empresário estrangeiro que reclama a posse do morro da tartaruga onde fica a AAPP. Também existem problemas de gestão financeira onde, até hoje, eles lutam para saldar dividas deixadas pela administração Celso Rossi (que já largou o lugar a mais de 18 anos). O restaurante da AAPP teoricamente é a sede da entidade, mas também consta como sendo propriedade da FBrN, o que acontece com isto é que o lugar está fechado e sem utilização há mais de 10 anos e como é um prédio de madeira... nem sei se dará para voltar a ser usado. A FBrN, por seu lado nunca pagou um centavo pela manutenção do restaurante e portanto é difícil de pedir algo agora. Também é importante relembrarmos das notícias veiculadas pelo Jornal Olho Nu e Portal Brasil Naturista quando a AAPP voltou a se unir com a FBrN.


 

Parece-me que houveram algumas restrições da parte deles em se unirem com a FBrN exatamente por dissabores antigos com ex-presidente e fundador da FBrN e só se filiaram porque os representantes da FBrN que lá foram afirmaram que Celso Rossi estava fora da FBrN. Existe ainda uma questão, que os sócios mais antigos da AAPP afirmam ser verídico, que se refere ao dinheiro que entrava na década de 80 naquele lugar. Ocorre que a FBrN na época fez um contrato de pacotes de turismo com uma operadora de turismo. Esta venderia pacotes de turismo naturista para o local e daria uma boa quantia de dinheiro para a entidade (FBrN) que repassaria boa parte para investimentos no local (AAPP).


 

A FBrN não tem dinheiro em caixa (como afirma oficialmente) e a AAPP não recebeu este dinheiro, logo, precisamos descobrir quanto entrou e em que foi investido. Também existe questões de selos e carteiras de sócios que eram vendidas pelo então presidente da FBrN para que as pessoas pudessem frequentar as áreas naturistas (carteiras e selos não oficializados junto à INF e portanto não prestava contas a ninguém a não ser a própria diretoria da FBrN), este dinheiro deveria ser revertido para a AAPP e nunca receberam nada. E quanto aos 2 computadores que a FBrN tinha ganho de doação naquela época? O amigo Sérgio de Oliveira e a saudosa Rose Espíndola doaram um e um amigo particular meu (daqui de Florianópolis) doou outro, ambos foram vistos com o Celso dentro da AAPP e sumiram... Ou seja... a AAPP é outro problema de terras/dinheiro da gestão Celso Rossi/Naturis em relação ao Naturismo Brasileiro. Se eles tomaram conhecimento da presença de Celso Rossi junto aos novos rumos da FBrN,certamente irão se isolar novamente."


 

Ficam então abertas as seguintes questões:


 

  • O que a FBrN tem feito em relação a situação das terras da AAPP?
  • O que a FBrN tem feito em relação ao restaurante da AAPP/FBrN?
  • O que a FBrN tem a falar sobre a questão financeira daquela época?
  • O que a FBrN tem a dizer para toda Praia do Pinho (AAPP e Complexo Turístico)sobre esta situação atual de Celso Rossi/Naturismo, sabendo que afirmaram outra coisa?
  • O que a FBrN tem a dizer para a INF sobre venda de selos e carteiras ilegais que não faziam parte dos selos e carteiras da INF? Oficialmente nenhuma entidade filiada à INF pode vender selos independentes dos da INF.


 

Bem... Tambaba está linda e cheia durante este Carnaval! O Carnaval do Complexo Turístico da Praia do Pinho é um sucesso! O que importa os problemas?


 


 

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Galheta - Floripa - SC

Já falei de José Agripino, uma pessoa que conheci através da NET. Conhecedor de vários locais naturista e contando sempre um pouco dos problemas e lutas de cada local.

Hoje gostaria de escrever sobre Galheta e um pouco do refinado casal Miriam e Affonso que tive a oportunidade de conhecer casualmente em Tambaba, no restaurante do hotel Viking. Muito gentilmente convidaram a Rosana e eu para irmos a uma das pousadas no próximo dia para uma festa de despedida. Nessa pousada foi a onde o Maurício Kubrusly gravou as cenas finais da festas que apareceu no Fantástico.

Voltando a Galheta, Jose contou:

"Querem o recanto naturista menos tocado pelas mãos humanas? Uma praia de mais de 2km de extensão sem qualquer obra humana? De ondas tranqüilas de uma enseada protegida? Área com acesso fácil por uma trilha bem sinalizada que começa na praia vizinha e não tem qualquer dificuldade para idosos ou crianças irem? Um local onde realmente não importa se é homem solteiro, casado, mulher solteira, casada... Então você deveria conhecer GALHETA-Florianópolis-SC.

MAS ATENÇÃO!!! Vá logo! Pois este paraíso pode deixar de existir em breve!"

Fiquei espantado co essa afirmação. Sabia dos problemas de segurança na praia durante a semana. Quanto participando de um Congresso em Floripa, Rosana tentou ir a Galhetas, mas desistiu no meio do caminho (ela foi pela trilha que começa na praia Mole) ao encontrar homens nus se masturbando no caminho. As fotos que Miriam e Affonso mostraram do local são realmente lindas.

Continuando o relato do José justificou dizendo:

"Ocorre que todo o litoral da ilha de Santa Catarina está loteado por hotéis, condomínios de luxo e uma baita exploração e logo ao lado de Galheta temos a Praia Mole que é um dos pontos mais importantes do litoral (principalmente para surfistas e jovens)(é desta praia que sai a trilha para Galheta). Com isto vários empreendimentos imobiliários tentam acabar com o parque de preservação ambiental de galheta, que é uma área onde o naturismo é oficialmente aceito mais não obrigatório.

"Aliás, ai também está outro grande problema... a Associação dos Amigos de Galheta fez algo inédito no Brasil e seguiu totalmente os princípios das áreas públicas naturistas da Europa. Na praia da Galheta não existe a obrigatoriedade da nudez. Acredita-se na convivência pacífica dentre Naturistas e textils. Acredita-se que você pode ir a praia com sua família, todos tirarem a roupa, mas aquele seu cunhado que não se sente a vontade em estar nu pode estar junto a vocês sem restrições."

"A AAGal é muito pequena (não temos dados corretos, mas deve ter em torno de 5 ou 6 sócios) sendo que alguns deles já bem idosos."

Realmente, sem sócios e sem uma lei rígida temos o grande problema de exploração das areias da praia, por pessoas que nada tem a ver com a filosofia naturista, ao ponto termos os seguintes problemas:


 

  • Lixo solto desordenadamente pela areia e encostas.
  • Devastação da mata siliar por fogueiras e "churrascos"
  • Destruição de plantas nativas e nascentes de água doce
  • Pontos de prostituição durante todo o dia e principalmente final da tarde
  • Pouquíssima gente praticando o naturismo
  • Numero insuportável de homens vestidos só de olho em quem tira a roupa...
  • Falta de segurança.


 

"Com tudo isto a exploração imobiliária tem tentado acabar com o naturismo em galheta, para posteriormente acabar com a AAGal (já que o naturismo é a peça fundamental da AAGal). Já lançou vários projetos na prefeitura com este objetivo."

Pesquisando na NET, no site do Gabeira, achei uma noticia antiga (copia mais abaixo) afirma que "Vereador diz que falta segurança e quer suspender prática na Galheta, que tem lei que a ampara". Logo é um problema antigo.

Acabando com a Galheta, teremos o fim de outra área naturista brasileira. O fim da única área realmente democrática do naturismo brasileiro e a única que segue realmente os princípios das áreas naturistas-publicas da Europa.

A AAGal, nas pessoas do incansável casal Affonso e Miriam tem batido sempre na mesma tecla em todos os eventos naturistas no Brasil. Solicitam apoio da FBrN para a AAGal, solicitam que a FBrN apóie eles junto a prefeitura de Florianópolis, mas até agora, a luta deles é solitária pois nunca vi nenhuma ação ou ao menos manifesto da FBrN em apoio a esta área. Alguém tem algum documento da FBrN em apoio a Galheta?

Parece que não é de suma importância para a FBrN a existência desta área nos moldes europeus.

Parece que não é de suma importância para a FBrN a manutenção de uma das 6 praias naturistas brasileiras (oficiais).

Parece que o estado de SC que já foi símbolo do naturismo brasileiro durante os anos "Celso Rossi" agora está apagado, será que estão tentando esconde-lo dos olhos menos atentos...

Ah. Sim! Temos Tambaba! A praia é linda e o Congresso foi elogiado pelos estrangeiros. As trapalhadas que lá existiram...bobagem, o que importa é ... Galheta? Para que Galheta?


 

Fonte http://www.gabeira.com.br/causas/causa.asp?id=1433&idSubd=33


 

Nudismo pode ser proibido em praia de SC
10 / 12 / 2005


 

Vereador diz que falta segurança e quer suspender prática na Galheta, que tem lei que a ampara.

A praia nudista da Galheta, em Florianópolis (SC), corre o risco de ser interditada. Sob o argumento de que falta segurança no local, o vereador João Batista (PDT) encaminhou projeto de lei que determina a suspensão da prática no local. Uma das mais conhecidas do Brasil, a praia recebe até mil turistas por dia durante o verão verão.

O nudismo na praia da Galheta é amparado por lei (diferente de outras praias de nudismo pelo Brasil, nas quais há a liberação por decreto municipal, que pode ser revogado a qualquer momento pelo prefeito). Está há 15 anos sob proteção jurídica.

"Não sou contrário ao naturismo, mas às condições para praticá-lo. [Na Galheta] a pessoa pode ser estuprada, desrespeitada, e isso não vou deixar acontecer", afirmou o vereador.

Há ainda, segundo o parlamentar, briga com os pescadores, afogamentos e pessoas que vão à praia com intenções que não a da prática do nudismo. "Não existe respeito. Há gente que vai para fazer orgias."

Não é obrigatório entrar nu no local. O presidente da Associação Amigos da Galheta, Afonso Alles, concorda que há falta de fiscais no local e diz que pede, todos os anos, policiamento e salva-vidas.

Mas, segundo ele, o projeto vai atender a outros interesses. "Isso vai acabar trazendo especulação ao setor imobiliário. É o que está em jogo", diz Alles.

Para ele, os incidentes que ocorrem na Galheta são similares aos de outras praias.

"O problema é na época da tainha, quando os pescadores acabam implicando com os banhistas nus", explica.
A associação sem fins lucrativos é responsável pela preservação da área -um parque ecológico. "Só não temos poder de polícia para expulsar as pessoas."

Sem estatísticas

O coronel Mário Cézar Simas, comandante do policiamento metropolitano da capital, afirma que não possui o número exato de registros de ameaças, insultos e agressões no local.

"Mas é uma coisa natural que aconteçam esses casos porque Santa Catarina é um Estado muito conservador." Segundo ele, a PM irá aguardar uma orientação da Secretaria da Segurança Pública para tomar providências.

Posto policial

A assessoria da secretaria disse que não há um posto policial na Galheta e que, de fato, falta efetivo no órgão. Há concursos públicos para o preenchimento de vagas. Uma audiência pública foi feita nesta semana e uma outra está marcada para acontecer após os dois primeiros meses do ano. "Vou esperar para ver se haverá um comprometimento do poder público. Se isso ocorrer, arquivo o projeto", diz Batista. 


 

sábado, 21 de fevereiro de 2009

DE VOLTA PARA O FUTURO

O TEXTO ABAIXO FOI ESCRITO NO DIA 18/02/09, QUE EU IRIA POSTAR APÓS MINHA VIAGEM A SÃO PAULO. VENDO NA TV O DESFILE DAS ESCOLAS DE SAMBA DESTA CIDADE, A PRIMEIRA A ENTRAR NO SAMBÓDROMO QUE FOI ROSAS DE OURO COM O TÍTULO "FÁBRICA DE SONHOS", E LOGO DE INÍCIO ALGUMAS PESSOAS COM AS BANDEIRAS DE TODAS AS ESCOLAS DE SAMBA. SERIA UMA HOMENAGEM OU O SONHO DA UNIÃO? PROVAVELMENTE OS DOIS, AÍ RESOLVI DIVULGAR DAQUI MESMO ONDE ESTOU O TEXTO "DE VOLTA PARA O FUTURO", QUE ESPERO QUE SEJA ÚTIL PARA ALGUÉM.

ABRAÇO A TODOS.
EVANDRO TELLES

DE VOLTA PARA O FUTURO


Recordando o tempo da minha infância, lembro perfeitamente que existia uma Igreja Batista em frente à minha casa, nos alto falantes eram dados os seus sermões, os críticos também existiam na época, reclamando do volume do som, mas que na verdade era rixa que tinham entre crentes x católicos. Cada qual defendendo o seu lado, sempre um querendo sobrepor o outro nos argumentos religiosos. Quando começaram a aparecer os seguidores do Kardecismo, nossa, era o fim do mundo.
Com o passar do tempo, estas religiões passaram a aprender a conviverem e vemos que hoje existem excelentes trabalhos de solidariedade e caridades por parte de todas elas junto às comunidades em que atuam. As ofensas acabaram? Ainda não, de vez em quando surgem alguns agressores que em nada contribuem em termos espirituais, só serve para criar desentendimentos. Alguns casos são publicados pela imprensa de agressões ao menor por parte de alguns religiosos e nem por isso a religião perdeu o sentido maior de Amor e Caridade.
Da mesma forma tenho visto grupos naturistas fazendo críticas à Federação Brasileira e aos seus dirigentes e aqui faço uma observação importante: Naturismo não é a Federação e seus erros, quando os tem, não podem influenciar o objetivo maior do ser naturista.
Os mais importantes objetivos, julgo eu, estão nos campos social, psicológico e uma nova visão da nossa matéria, isto sim poderá mudar a história e criar uma geração mais espiritualizada.
Aprendi que quando eu aponto um dedo para outras pessoas, existem três apontados para mim, aprendi também que quando meu carro estiver atolado, eu sei que sairei dali colocando alguns paus em baixo da roda, irei empurrar um pouco, irei acelerar e depois de um bom tempo sairei. Mas se eu estiver com mais pessoas do meu lado, sairei muito mais rapidamente do buraco em que me encontro. Em outras palavras, FORÇAS NÃO SE MEDEM, SE UNEM.
Parece que o ser humano tem a tendência de colocar paredes, dividir, homens para um lado mulheres para o outro, religião x separada da religião y, políticos de esquerda x políticos de direita, e assim por diante. Os naturistas não devem criar divisões tais como naturistas, nudistas ou peladista. É uma divisão de um grupo já minoritário pela dificuldade que as pessoas tem de assimilar e aceitar como um estilo de vida harmonioso com a natureza, e mesmo porque já foi amplamente e muito bem exposto por Paulo Pereira em seu livro Corpos Nus e em seu artigo publicado no jornal olho nu em dezembro/2003 que nudistas e naturistas são sinônimos. Não há motivos para separar quando se tem muito para realizar, tipo palestras para universitários, conscientização da família para os benefícios da nudez, informações através da mídia do que pode representar o naturismo na vida das pessoas,etc. Cada proposta com o seu grau de dificuldade que, separados em seus argumentos, irá dificultar muito o desenvolvimento e a compreensão pelos não praticantes e também existirá a possibilidade da saída de pessoas que muito poderiam contribuir para o Naturismo.
Se seguirmos neste raciocínio e nos voltarmos para o futuro veremos que o naturismo pode contribuir muito para o desenvolvimento e aperfeiçoamento dos indivíduos, para o respeito das nossas diferenças, e se quisermos transformar o mundo, temos que iniciar por nós mesmos.
“SE QUER TRANSFORMAR O MUNDO, MEXA PRIMEIRO EM SEU INTERIOR” (Dalai Lama).
Tem que existir um esforço de superar as diferenças em benefício das novas gerações, é olhar para o futuro superando o passado e melhorando o presente. É voltar para o futuro e ver que o que foi feito no presente foi o que de melhor nós tínhamos para dar. Não se perde tempo em querer que todos pensem de formas idênticas, isto é utopia.
De volta para o futuro é ter condições de exigir das gerações futuras o que fomos capazes de dar no presente, que é o respeito pelas nossas diferenças e por todos os seres viventes neste planeta.

Evandro Telles
18/02/09