sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Do jornal A Semana, de Taquara.
Do jornal A Semana, de Taquara.
"No quarta-feira passada, dia 10, em Novo Hamburgo, foi tomado o depoimento de uma da testemunhas de defesa de Fritz e Barbara. Uma idosa de 88 anos prestou declarações a juíza Cláudia Caprio Tarasconi Vellinho, da 3a Vara Criminal da cidade do Vale dos Sinos. Na ocasião, a idosa relatou que o casal de americanos pagou o tratamento, nos Estados Unidos, de uma das suas netas, que possui problemas nas mãos. Na viagem, a garota teria ido acompanhada dos pais. A idosa também disabonou o testemunho de uma ex-nora que, durante o processo, afirmou que um dos seus filhos teria sido abusado pelos americanos. Na Justiça, a idosa disse que seu filho, hoje com 24 anos, nega que tenha sido vítima do casal."
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
A eterna briga
Na lista Naturista Cristão apareceu uma mensagem interessante, falando das denuncias sobre o que ocorre em Tambaba, além de uma outra com queixa sobre o comportamento dos naturistas sobre o caso. O autor acusa os naturistas: " descobri que não ha no universo , um meio mais perverso ou preconceituoso do que o naturismo". O mesmo autor continua: "eu sugiro o fim do naturismo...isso para o bem emocional das pessoas....parem de ficar nus".
Vamos pensar sobre esse incômodo, que espero não seja intestinal:
Senti no texto, uma certa ligação entre nudez e swing. Algo do tipo "acabe com a nudez em público que se acabará com o swing no mesmo local". É como se o naturista fosse responsável pelas más condutas dos swingers em ambientes nudistas porque ao estar desnudo estaria oferecendo, expondo a mercadoria, logo, o naturista vestindo a roupa, inibiria a perversidade do swinger sem noção. Resumindo, o swinger não se responsabiliza por seus atos a culpa é do naturista. Ridículo! Mas o caro amigo que se acalme, mesmo vestido, existe sempre uma casa de Swing com o pessoal muito bem trajado à disposição dos sem noção para a diversão e deleite deles. Ô pessoas mais sinistras essas que procuram praia naturista/nudistas/peladistas para fazer o que não devem, para atrapalhar o ambiente. Que o naturista anda meio perdido ultimamente com os princípios que regem o estilo de vida naturista, não há dúvida, agora swinguero que estaciona nas praias naturistas/nudistas/peladistas com segundas intenções é preciso se mancar urgentemente.
A questão não é o peladismo, a questão é a falta de bom senso. Seria o mesmo que pedir um Bacalhau numa farmácia. Afinal, o que farmácia tem a ver com bacalhau? No máximo vende óleo de fígado de bacalhau e não Bacalhau. Ou então ir à igreja de biquíni, ou passar graxa no pão e manteiga no sapato. A mesma coisa seria ir a uma praia naturista /nudista - com regras de conduta estabelecidas - para a prática de sexo ao ar livre com público para admirar. Quem está lá não está para isso e quem gosta disso está em local errado. Ou melhor, cada coisa no seu lugar e na sua hora porque do contrário só vai gerar conflitos e brigas desnecessárias. Além de que QUEM CONQUISTOU E LUTOU POR AQUELE ESPAÇO, DEU A CARA PARA BATER, FORAM OS NATURISTAS. Se o povo da festa quer seu espaço, dê a cara para bater e defenda seu espaço também. Dinheiro na comunidade swing é o que não falta, ta cheio de casas de swing espalhadas pelo Brasil.
E também não é uma questão de caça as bruxas, de perseguir eventuais desafetos em Tambaba; e a questão é, segundo a denúncia, que quem teoricamente está lá para fazer respeitar as regras não o faz! Dão total liberdade para os amigos do rei para fazer o que bem entender e punem com rigor qualquer leve desvio do outros, os não amigos do rei. Será que aquela famosa frase está certa? : "para os amigos tudo!!!!... para os inimigos...Justiça! ....lenta e corrupta...."
Perguntaram se a FBrN fará algo em relação a tudo isso. Aposto um picolé que não fará absolutamente nada. No máximo uma declaração bombástica que o congresso de Tambaba foi maravilhoso e que a praia é linda! Seguindo a prática habitual dos últimos anos: fingir que nada de errado existe para ver se o problema desaparece sozinho. Famoso "barrigar". Sem esquecermos que ninguém na federação sabe de nada, nunca ninguém contou nada a eles, e que isso é algo que só agora, eventualmente, talvez, contudo, porém, todavia, quem sabe, poderiam estar ficando sabendo.
Voltando à critica feita existem mesmo alguns pontos validos: como o caso de a maioria dos praticantes não saberem o que é naturismo. O que fazem é o nudismo de lazer; o que em si não é nenhum pecado. Caças as bruxas, buscas de suspeitos ou culpados, acusações falsas do tipo "pedofilia" contra quem denuncia uma falha sistemática às regras, sim, são freqüentes e típicas da briga nudistas/naturistas e daquelas pessoas sem noção que usam um espaço que é para uma finalidade para outra coisa, que seriam normal numa casa de suingue. Acho que quase a totalidade desse pessoal não gostaria de crianças e adolescente num espaço "liberal adulto", lembrando que a grande maioria de swingueros é formada de pais e mães de família.
Acho injusto os praticantes do swing invadirem um espaço que não é para eles e não se tocarem de que estão atrapalhando quando começam a adotar atitudes que estão fora das regras. Os naturistas também precisam rever suas atitudes, suas expressões corporais perante os outros. Evitar reparar e policiar o próximo. Nesses anos a Rosana e eu não fomos assediados ou incomodados, suponho que seja por nossas atitudes.
Contudo a briga deve continuar...
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Análises, compreensões e Proposições
As práticas naturistas têm sido muito questionadas neste blog. Isso significa que se torna importante que todos nós repensemos nossas práticas tanto dentro quanto fora do contexto naturista. As reflexões contundentes e as participações ativas nesse espaço contribuem cada vez mais para uma reformulação tranqüila e consciente de atitudes. O primeiro texto publicado pela Ariana despertou-me para começar a contribuir, de alguma maneira, nos projetos engendrados pelo grupo. Além disso, os questionamentos, comentários e observações publicadas levaram-me a um questionamento das terminologias "naturismo" e "peladismo". A primeira sugere concepção ampla de vida, a segunda remete à nudez pura e simplesmente. A segunda, acredito, é a mais praticada devido à correria do cotidiano, pois as pessoas, quando se reúnem, almejam, imediatamente, o lazer. E isso é plausível, é válido e importante para todos. Já a terminologia "naturismo" abarca um conjunto de preceitos e princípios, os quais exigem consciência permanente de integração com o meio ambiente e com os semelhantes. Talvez devido a essa dificuldade de resolver a problemática da falta de tempo para si, nas grandes metrópoles, as pessoas tenham se afastado da noção de naturismo trazida em seu bojo quando foi introduzido, particularmente, no Brasil.
Analisando minhas próprias ações com relação à prática do naturismo, confesso ter-me deparado com a dúvida se sou naturista ou peladista. O Joaquim acha que sou peladista porque gosto de ficar livre de roupas incômodas e porque a nudez em público não me incomoda. Já a Ariana, acha que sou naturista. Trabalhamos juntas em peças de teatro em que eu ficava nua. Talvez isso tenha dado margem a essa discussão sobre minhas ações em torno de tirar ou não a roupa.
Contudo, um alongamento a respeito desse assunto não faz parte de minhas intenções para com esse blog. Pretendo aproveitar esse espaço para abordar o tema da nudez na literatura e no teatro; para postar indicações, resenhas, comentários de peças relacionadas à nudez ou não; tratar de autores cujas obras ou pensamentos se relacionem de alguma maneira com esse debate em torno do naturismo, peladismo, nudismo, etc.; e, sendo estudante de teatro, gostaria de compartilhar idéias sobre a arte dramática! "Salve Baco"
"Nudista pobre é [...] o que não tem o que despir."
(Luis Felipe Angell - Sofocleto - Espanha, [n. 1926], Escritor/Poeta)